Anais do 40º Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia

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TESE

AO-01

TÍTULO: A MATRIZ EXTRACELULAR DA PAREDE LATERAL DA FARINGE NA SÍNDROME DA APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO

AUTOR(ES): DANIELLE ANDRADE DA SILVA DANTAS , THAIS MAUAD, LUIZ FERNANDO FERRAZ DA SILVA, GERALDO LORENZI-FILHO, GILBERTO GUANAES SIMÕES FORMIGONI, MICHEL BURIHAN CAHALI

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - FMUSP

INTRODUÇÃO: A colapsibilidade excessiva das paredes laterais da faringe desempenha um papel fundamental na gênese da sííndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS). O aumento da idade, do peso e a gravidade da doença estão diretamente associados a colapsibilidade da faringe. A matriz extracellular do endomísio dos músculos esqueléticos influencia o comportamento e a função das células musculares. É possível que as alterações dos componentes da matriz extracelular da parede lateral da faringe contribuam para a disfunção das vias aéreas superiores durante o sono.

OBJETIVO: Quantificar os componentes da matriz extracelular na parede lateral muscular da faringe e compará-los entre pacientes do grupo SAOS e controle não-obesos.

METODOLOGIA: As amostras do músculo constrictor superior da faringe foram obtidas durante as cirurgias da faringe (amigdalectomia ou uvulopalatopalatofaringoplastia) de 51 pacientes adultos não-obesos, divididos em 13 controles e 38 com SAOS. A área proporcional de fibras elásticas, colágeno tipos I e III, metaloproteínas 1 e 2, versican e fibronectina no endomísio foram determinadas por análises histoquímica e imuno-histoquímica. 

RESULTADOS: Os músculos da faringe de pacientes com SAOS têm significativamente mais colágeno tipo I em relação aos controles (p = 0,02). A Idade foi positivamente correlacionada com o colágeno tipo I. O colágeno tipo III se correlacionou  inversamente com a idade e o índice de massa corpórea. Não houve inflamação nas amostras dos dois grupos.

CONCLUSÃO: Estes dados sugerem que o aumento da quantidade de colágeno tipo I nos músculos da faringe pode estar relacionada à disfunção muscular das vias aéreas superiores encontrada na SAOS.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-02

TÍTULO: ABORDAGEM ENDOSCÓPICA NASAL PARA TRATAMENTO DE FÍSTULA LIQUÓRICA RINOGÊNICA: REVISÃO DE 17 CASOS

AUTOR(ES): MARCOS JULLIAN BARRETO MARTINS , MOISÉS XIMENES FEIJÃO, ÉRIKA FERREIRA GOMES, JACKSON GONDIM, CAROLINA VERAS AGUIAR, JOÃO PAULO SARAIVA ABREU, ISABELLE OLIVEIRA JATAÍ

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL GERAL DE FORTALEZA

INTRODUÇÃO: Fístula liquórica rinogênica é uma comunicação do espaço subaracnóideo com a cavidade nasal ou seios paranasais. Pode apresentar diversos sintomas ou sinais sendo o mais comum a rinorréia, estando associada a um risco de 10% ao ano do surgimento de meningites. Pode ser classificada quanto à etiologia, sítio anatômico e nível de pressão intracraniana. O termo espontâneo implica que a fístula surgiu sem a presença de um evento desencadeante. Já a adquirida remete a inúmeras causas como trauma, cirurgias, tumores e malformações da base do crânio (mielomeningocele).    Hoje, as causas pós-cirúrgicas são a principal etiologia. A abordagem endoscópica vem ganhando destaque por evitar as morbidades tradicionalmente associadas às abordagens por craniotomia frontal, como anosmia, hemorragia intracraniana, edema cerebral e convulsões.

OBJETIVO: Avaliar o perfil clínico-epidemiológico e o tratamento por via endoscópica nasal dos pacientes com fístula liquórica do serviço de otorrinolaringologia de um hospital terciário de ensino.

MATERIAL E MÉTODOS: Estudo retrospectivo por revisão de casos de pacientes submetidos à correção endoscópica de fístula liquórica rinogênica em um serviço de ORL de um hospital público terciário de ensino de Fortaleza de 1995 e 2010. Foram avaliados perfil epidemiológico, aspectos clínicos, técnica cirúrgica, complicações intra e pós-operatórias e seguimento ambulatorial pós-cirúrgico.

RESULTADOS: A principal causa de fístula liquórica rinogênica observada no estudo foi a de etiologia traumática (12 pacientes ou 67%), sendo que destas 9 (50%) foram de causa cirúrgica, enquanto apenas 3 (17%) foram resultantes de trauma crânio encefálico (TCE). As fístulas espontâneas contribuíram com 33% (6 pacientes) das causas. Destas, observamos obesidade grau I em 2 pacientes e grau III em outros dois. O local de maior acometimento das fístulas foi o seio esfenoidal perfazendo 10 pacientes (56%), seguido pelo seio etmoidal com 4 (22%), lâmina cribiforme com 3 (16%), e combinados seio esfenoidal e lâmina cribiforme em 1 caso (6%). Apenas 1 paciente apresentou sangramento pós-operatório, associado a edema palpebral à esquerda, como complicação pós-cirúrgica. Como complicações tardias pós-operatórias, apenas 2 (11%) pacientes evoluíram com sinéquias. Dos 18 pacientes operados, houve 2 casos de recidiva. 

DISCUSSÃO: Contradizendo o que se observa na literatura, predominaram no estudo as fístulas de origem traumática pós-cirúrgica, ao passo que o TCE, comumente a causa mais prevalente, contribuiu apenas com 17% dos casos. Tal achado poderia ser atribuível ao fato de o Hospital no qual foi realizado o estudo não ser de referência em trauma, mas considerado hospital de ensino. A associação observada no estudo entre fístula espontânea e obesidade é bem documentada na literatura.  Em relação à localização da fístula, predominou o seio esfenoidal, em virtude da maioria dos casos ocorrer pós ? ressecção de adenoma hipofisário. As complicações pós-operatórias, dois casos de sinéquia e um de sangramento, pareceram independer da técnica ou tipo de material utilizado, estando associadas a condições de seguimento pós-operatório, que incluíam cooperação e situação socioeconômica do paciente. 

CONCLUSÃO: A via endoscópica transnasal vem sendo a principal opção terapêutica para correção de fístulas liquóricas rinogênicas por ser uma técnica minimamente invasiva com baixa morbidade e apresentar boa efetividade.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-03

TÍTULO: ABORDAGEM TRANSLABIRÍNTICA ALARGADA COM EXTENSÃO TRANSAPICAL NO TRATAMENTO DO SCHWANNOMA VESTIBULAR GIGANTE

AUTOR(ES): ROBERTO DIHL ANGELI , ENRICO PICCIRILLO, ABDELKADER TAIBAH, GIULIANO SEQUINO, GIUSEPPE DI TRAPANI, MARIO SANNA

INSTITUIÇÃO: GRUPPO OTOLOGICO - PIACENZA E ROMA (ITÁLIA)

Introdução: A abordagem translabiríntica (ATL) ao ângulo pontocerebelar foi considerada, durante anos, um acesso inadequado para a remoção de tumores de grandes dimensões, pois não permitia a exposição adequada daquela região. Algumas adaptações foram introduzidas ao método original com o propósito de ampliar o campo operatório. A mais importante destas foi a ATL alargada (ATL-A), caracterizada por uma extensa mastoidectomia, expondo a dura mater das fossas média e posterior, o seio sigmóide e o bulbo jugular. Com isto, o conduto auditivo interno (CAI) é exposto por 270 graus na sua circunferência. A extensão transapical foi outra adaptação recentemente introduzida, caracterizada por um aumento na quantidade de remoção óssea ao redor do CAI entre 300 e 360 graus.

Objetivos: Descrever e analisar os resultados obtidos em uma série de pacientes com Schwannoma Vestibular (SV) unilaterais, gigantes (com diâmetro extrameatal maior que 40 mm) e submetidos à ressecção através da ATL-A associada a outras adaptações da técnica original, principalmente a extensão transapical.

Metodologia: Em um universo de 2133 pacientes operados entre 1987 e 2009 nesta Instituição, foram identificados 110 casos de SV maiores que 40 mm. Estes pacientes tiveram seus prontuários revisados. Os desfechos analisados incluíram: extensão da remoção (total ou parcial), integridade anatômica do nervo facial (NF) durante a cirurgia, presença de doença residual ou recorrente, função do NF após 1 ano de seguimento e complicações pós-operatórias.

Resultados: Todos os pacientes foram operados pela ATL-A. Em 99 casos foi empregada também a extensão transapical. Nos demais pacientes, foram empregadas técnicas transcocleares. Remoção completa do tumor foi obtida em 91.8% dos casos, sendo alcançada em 2 tempos em 5 pacientes. O NF foi preservado anatomicamente em 76.4% dos casos. Em 7 pacientes foi realizada a reconstrução intraoperatória do NF com enxerto do nervo sural. Após 1 ano de seguimento, em 75% dos casos a atividade do NF foi classificada como House-Brackmann I a III. Não houve óbitos nesta série. Complicações neurovasculares maiores ocorreram em 2 pacientes. Dois 2 pacientes apresentaram liquorreia pós-operatória, necessitando revisão cirúrgica. Ataxia cerebelar pós-operatória transitória foi observada em 3 pacientes.

Conclusões: Os resultados demonstram que a ATL-A com extensão transapical é o método de eleição para a remoção de SV gigantes, estando associada a uma alta taxa de ressecção completa, possibilidade de reconstrução intraoperatória do nervo facial e uma incidência muito baixa de complicações. As adaptações descritas têm permitido o controle completo e seguro de tumores de qualquer dimensão.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-04

TÍTULO: ACESSO TRANSESFENOIDAL VIA ENDOSÓPICA ENDONASAL A LESÕES SELARES: EXPERIÊNCIA DE UM CENTRO DE REFERÊNCIA.

AUTOR(ES): ALINE PIRES BARBOSA , DENISE BARREIRO COSTA, EDWIN TAMASHIRO, FABIANA CARDOSO PEREIRA VALERA, RICARDO CASSIANO DEMARCO, HÉLIO RUBENS MACHADO, WILMA TEREZINHA ANSELMO-LIMA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO - USP.

Introdução: O acesso endoscópico à sela túrcica é atualmente uma importante opção de tratamento para lesões selares e parasselares, com menor morbidade em relação aos métodos tradicionais. Objetivo: Este estudo tem como objetivo analisar a experiência de um serviço multidisciplinar em cirurgias da sela túrcica com acesso endoscópico. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo por análise de prontuários de pacientes submetidos a acessos transesfenoidais via endoscópica endonasal, realizados pelas equipes de neurocirurgia e otorrinolaringologia, entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009. Resultados: Foram analisados 61 procedimentos, sendo 51% de pacientes do sexo masculino, com idade média de 41 anos. O diagnóstico etiológico foi macroadenoma hipofisário não secretor em 49% dos casos. Ressecção incompleta macroscópica da lesão foi observada em 4 casos, devido principalmente a sangramento importante no intra-operatório. O tempo médio de hospitalização foi 7,6 dias, e as complicações pós-operatórias mais freqüentes foram sinéquia (7 casos), sangramento (3) e fístula nasoliquórica (2). Recidiva da lesão foi detectada em 18 casos (29%). Conclusão: A cirurgia transesfenoidal endonasal com endoscópio tem sido o procedimento de escolha por permitir bom acesso ao seio esfenoidal e ótima visualização da sela túrcica, com baixa morbidade e pouco desconforto pós-operatório.

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TESE

AO-05

TÍTULO: ACHADOS CLÍNICOS E POLISSONOGRÁFICOS DE PACIENTES COM BÓCIO VOLUMOSO SUBMETIDOS A TIREOIDECTOMIA.

AUTOR(ES): LEONARDO HADDAD , MÁRCIO ABRAHÃO, FERNANDA LOUISE MARTINHO HADDAD, FLÁVIO CARNEIRO HOJAIJ, LUIS CARLOS GREGÓRIO, SÉRGIO TUFIK, LIA RITA AZEREDO BITTENCOURT

INSTITUIÇÃO: UNIFESP

Objetivo: Avaliar a prevalência da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) num grupo de pacientes com bócio volumoso e determinar o impacto da tireoidectomia nos parâmetros clínicos e polissonográficos desses pacientes. Método: Foram selecionados 24 pacientes com diagnóstico de bócio com volume superior a 100 ml, eutireóideos com indicação de tireoidectomia. Os pacientes foram submetidos a exame físico, questionários de sono e polissonografia basal. Realizou-se a tireoidectomia e efetuou-se uma reavaliação  três meses após a cirurgia. Os pacientes foram divididos em dois grupos: com SAOS e sem SAOS (NSAOS). Os parâmetros antropométricos, clínicos e principais dados da polissonografia obtidos no pré-operatório foram comparados aos mesmos achados no pós-operatório, tanto no grupo todo - SAOS + NSAOS -, quanto no grupo com SAOS apenas. Resultado: 70,8% dos pacientes estudados apresentavam SAOS (p=0,004). Após realização de tireoidectomia, foram encontrados como dados estatisticamente significantes: (1) Menor circunferência cervical no pós-operatório tanto no grupo todo, quanto no grupo SAOS; (2) Melhora no pós-operatório da Escala de Sonolência de Epworth, da nota para a qualidade do sono e do questionário de sono de Berlin sugestivo de SAOS, tanto no grupo todo, quanto no grupo SAOS; (3) Diminuição do sono N1 no pós-operatório do grupo todo. Dados sem significância estatística: (4) Índice de massa corpórea tanto no grupo todo, quanto no grupo SAOS; (5) Queixa de ronco habitual tanto no grupo todo, quanto no grupo SAOS; (6) Todos os parâmetros polissonográficos, com exceção do N1 no grupo todo, tanto no grupo todo, quanto no grupo SAOS. Conclusão: Há uma alta prevalência de SAOS em pacientes com bócio volumoso. Após a realização de tireoidectomia, observa-se uma melhora dos parâmetros subjetivos relacionados ao sono - questionários de sono -, o que não é observado para os parâmetros polissonográficos.

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TRABALHO EXPERIMENTAL

AO-06

TÍTULO: ADAPTAÇÕES POSTURAIS POR ESTIMULAÇÃO VISUAL EM AMBIENTE DE REALIDADE VIRTUAL

AUTOR(ES): LEONEL ALMEIDA LUÍS, TERESA BENZINHO, NIDIA FERREIRA, FERNANDO VAZ GARCIA

INSTITUIÇÃO: DEPARTAMENTO DE OTONEUROLOGIA ? CLÍNICA EUROPA, LISBOA, PORTUGAL

INTRODUÇÃO: A postura é mantida através do controlo dinâmico do sistema músculo-esquelético pelo sistema nervoso central. A perceção postural é multissensorial, dependendo da integração dos inputs visuais, auditivas e somato-sensoriais num modelo percetual unificado. O modo como estas aferências sensoriais interagem, competindo ou facilitando determinada resposta, bem como a capacidade que temos de intervir neste processo, principalmente em situações de conflito sensorial, são as bases da avaliação do risco de queda por posturografia, bem como da reabilitação postural.

OBJETIVO: Avaliar as alterações posturais que ocorrem sob estimulação visual sacádica, optocinética e sob interacção visuo-vestibular em ambiente de realidade virtual.

METODOLOGIA: 52 indivíduos, 22 doentes e 30 saudáveis foram estudados com duas plataformas de posturografia: a Basic Balance MasterR e a  Balance Rehabilitation UnitTM (BRUTM). Ambas as plataformas forneceram valores de limites de estabilidade, centro de pressão e  velocidade de oscilação tendo os resultados sido comparados. O teste sensorial da BRUTM forneceu ainda dados sob estimulação visual, foveal e retiniana, e sob interacção visuo-vestibular (estímulos foveais associados a movimentos lentos de rotação e flexão-hiperextensão da cabeça). Os estímulos visuais foram apresentados em óculos de realidade virtual, na obscuridade. A 19 dos voluntários foi ainda pesquisada a velocidade de oscilação postural na Basic Balance MasterÒ sob interacção visuo-vestibular utilizando cenários de realidade virtual fornecidos pela BRUTM.

RESULTADOS: Os valores de velocidade de oscilação na condição olhos abertos e olhos fechados em superfície firme e olhos fechados em superfície de espuma de ambas as plataformas estão correlacionados.

Em concordância com outros estudos, os estímulos optocinéticos aumentaram a área de oscilação especialmente se verticais e de baixo para cima. De igual modo, os movimentos sacádicos, tanto horizontais como verticais não causaram alterações significantes no controlo postural. A área e velocidade de oscilação postural aumentaram em ambiente de realidade virtual na maioria dos indivíduos(>80%), tendo, nomeadamente, o índice de Romberg para a área em ambiente de realidade virtual no plano horizontal sido duas vezes maior do que na condição olhos fechados em ambos os grupos (doentes e voluntários).

CONCLUSÃO: No nosso departamento a avaliação postural é realizada com a Basic Balance MasterR, sendo a BRUTM utilizada para reabilitação vestibular. A comparação entre as variáveis comuns a ambas as plataformas apresentaram forte correlação pelo que nos parece possível a utilização da BRUTM como plataforma de avaliação postural.

O facto de os estímulos sacádicos terem sido apresentados em óculos de realidade virtual e não terem afectado o controlo postural reforça o papel propiocetivo da musculatura extraocular.

Concluímos também que modificação e perda da aferência visual são diferentes, podendo o índice de Romberg para a área em ambiente de realidade virtual ser um bom indicador de dependência visual.

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TESE

AO-07

TÍTULO: ANÁLISE COMPARATIVA DO PH, VOLUME E CONCENTRAÇÃO DO FATOR DE CRESCIMENTO EPIDÉRMICO DA SALIVA EM INDIVÍDUOS COM SÍNDROME DE SJÖGREN E REFLUXO LARINGOFARÍNGEO

AUTOR(ES): MARCO ANTÔNIO DOS ANJOS CORVO , CLAUDIA ALESSANDRA ECKLEY, BIANCA MARIA LIQUIDATO, GUSTAVO LEÃO CASTILHO, CIBELLE NUNES DE ARRUDA

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE CIENCIAS MÉDICAS DA SANTA CASA DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: A saliva é um dos componentes fundamentais para a homeostase do sistema digestório. Estudos recentes demonstraram que pacientes com refluxo laringofaríngeo (RLF) apresentam acidificação do pH salivar e concentração salivar reduzida do fator de crescimento epidérmico (EGF). A síndrome de Sjögren (SS) é uma doença auto-imune das glândulas exócrinas, sendo um modelo clínico para xerostomia e para analisar as repercussões desta ao nível da laringe, faringe e sistema digestório.

OBJETIVO: Estudar as características volumétricas e biomoleculares da saliva de indivíduos com SS e RLF

METODOLOGIA: Foram avaliados 19 pacientes com a síndrome e comparados com 12 indivíduos saudáveis (grupo controle sem SS e sem RLF). O diagnóstico de suspeita do RLF foi firmado à partir de sintomas e sinais sugestivos (RSI>13 e RFS>7) e confirmado por endoscopia digestiva alta ou por pHmetria esofágica de duplo sensor de 24 horas. Duas amostras consecutivas de saliva foram obtidas, uma de saliva total não estimulada(STNE) e outra de saliva total estimulada(STE) por mastigação de parafilm M®. Após centrifugação das amostras, o sobrenadante foi separado para mensuração do volume (mL), pH (medidor digital) e concentração de EGF (ELISA).

RESULTADOS: Todos os pacientes do grupo estudo e do grupo controle eram do gênero feminino, sendo a idade média 60 anos e 44 anos, respectivamente. A prevalência de RLF foi de 100% dos pacientes com SS. O pH médio na STNE foi de 7,53 no grupo estudo e 7,57 no grupo controle, enquanto na STE houve aumento significativo para 7,87 e 7,93, respectivamente. Apesar disso, não houve diferença significante de pH entre os grupos estudo e controle tanto na STNE e quanto na STE. O volume salivar médio dos pacientes com SS foi de 1,27mL na STNE e de 3,78mL na STE, sendo o volume salivar dos controles significativamente maior (4,02 na STNE e 11,96 na STE). Além disso, o aumento volumétrico observado após a mastigação foi considerado estatisticamente significante. Tanto no grupo estudo quanto no controle houve diminuição significativa da concentração salivar de EGF após o estimulo mastigatório na mesma proporção (de 59,38 para 27,63pg/mL no grupo estudo e de 43,53 para 19,10pg/mL no grupo controle). Não houve diferença significante entre os valores de EGF entre os grupos estudo e controle tanto na STNE e quanto na STE.

CONCLUSÃO: Concluiu-se que o RLF foi altamente prevalente na população estudada, sendo este causado possivelmente por queda global do volume salivar, não sendo constatadas deficiências específicas no pH ou concentração de EGF da saliva.

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TRABALHO EXPERIMENTAL

AO-08

TÍTULO: ANÁLISE HISTOLÓGICA DA INJEÇÃO DE LÁTEX E HIDROXIAPATITA EM PREGAS VOCAIS - ESTUDO EXPERIMENTAL EM CÃES

AUTOR(ES): DANIEL SALGADO KUPPER , MARIA CÉLIA JAMUR, CONSTANCE OLIVER, FABIANA CARDOSO PEREIRA VALERA, WILMA TEREZINHA ANSELMO-LIMA, JOSÉ ANTONIO APPARECIDO DE OLIVEIRA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE RIBEIRÃO PRETO - FMRP - USP

INTRODUÇÃO: Insuficiência glótica pode ser definida como a perda de coaptação adequada entre as pregas vocais. Disfonia e aspiração de líquidos e sólidos são os sintomas mais comuns. Existem dois tipos de cirurgia para correção de insuficiência glótica: tireoplastia e injeção de substâncias. Esta última técnica tem-se mostrado mais fácil de executar, com menor custo e menor taxa de morbidade.  Porém, a substância ideal para realizar o procedimento ainda é desconhecida. Vários materiais foram tentados ao longo do último século, sem sucesso, havendo absorção, formação de granulomas de corpo estranho ou migração da substância injetada. A hidroxiapatita é o principal componente de ossos e dentes, e já vem sendo utilizada na área da saúde, para reparação de defeitos ósseos ou odontológicos, com boa aceitação, e sem descrição de toxicidade, reação de corpo estranho ou absorção. O látex é a substância natural da árvore Hevea brasiliensis e tem mostrado boa biocompatibilidade com tecido animal em vários experimentos já realizados, como: timpanoplastias, reparação de esôfagos em cães, próteses vasculares e encapsulamento de ilhotas de Langerhans submetidas a transplante.

OBJETIVO: O objetivo deste estudo é avaliar histologicamente as conseqüências da injeção de hidroxiapatita e látex em pregas vocais caninas, previamente paralisadas, avaliando a resposta inflamatória obtida, migração tecidual e viabilidade do implante.

MATERIAIS E MÉTODOS: Vinte e um cachorros foram divididos em sete grupos de três animais cada: Grupo 1A: injeção de látex e sacrifício em 24 horas. Grupo 1B: Injeção de látex e sacrifício em 14 dias. Grupo 1C: Injeção de látex e sacrifício em 180 dias. Grupo 2A: Injeção de Hidroxiapatita e sacrifício em 24 horas. Grupo 2B: Injeção de Hidroxiapatita e sacrifício em 14 dias. Grupo 2C: Injeção de hidroxiapatita e sacrifício em 180 dias.Um outro grupo com 3 cães serviu de controle e foi sacrificado em 24 horas, 14 e 180 dias. O pó de cimento de HÁ foi dissolvido em solução salina e injetado. O látex foi obtido diretamente da árvore Hevea brasiliensis,filtrado,esterilizado e então injetado na prega vocal previamente paralisada. O local da injeção foi o mesmo para as duas substâncias, no 1/3 posterior da prega vocal, diretamente no músculo tireoaritenoideo, lateralmente ao processo vocal.

RESULTADOS: A injeção de látex ocasionou intenso infiltrado inflamatório em 24 horas e em 14 dias; histologicamente, foi observada disseminação da substância ao longo das fibras musculares e tecidos cervicais. Em 6 meses a inflamação declinou, porém não havia sinais do látex injetado, que foi reabsorvido. A hidroxiapatita levou à inflamação intensa em 24 horas que declinou para grau moderado em 14 dias e discreta em 6 meses. Não houve sinais de reabsorção importante do enxerto e sua posição de injeção foi mantida, não induzindo reação de corpo estranho ou disseminação tecidual.

CONCLUSÃO: O látex não preenche os critérios para substância a ser injetada, devido à disseminação tecidual. A hidroxiapatita manteve o sítio de injeção, não migrou pelos tecidos cervicais e mostrou boa viabilidade, sem reação de corpo estranho, o que a torna candidata à substância ideal.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-09

TÍTULO: ASSOCIAÇÃO DE PÓLIPOS DE PREGAS VOCAIS A ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS MÍNIMAS

AUTOR(ES): ÉRIKA PÉREZ IGLESIAS , ANDRÉ FERNANDO SCHERER, GEÓRGIA PATRÍCIA NOVAK PINHEIRO FREITAS, ADRIANA HACHIYA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL

INTRODUÇÃO: Os pólipos vocais apresentam grande variabilidade quanto à forma, tamanho e coloração. Localizam-se normalmente nos dois terços anteriores das pregas vocais, podendo ser únicos ou múltiplos.

A principal etiologia dos pólipos dos pregas vocais é o fonotrauma súbito, acarretando formação de hematoma no espaço de Reinke podendo gerar um processo inflamatório, que estaria relacionada com a formação do pólipo. À  histologia revela membrana basal normal, estroma com abundante vascularização, depósito de fibrina e pouco colágeno.

As alterações estruturais mínimas (AEM) são desvios na configuração da arquitetura histológica da mucosa, que podem interferir nas características vibratórias das pregas vocais. Dentre as AEM temos: sulco vocal, cisto epidermóide, ponte de mucosa, microdiafragma laríngeo e vasculodisgenesia.

 

OBJETIVO: Avaliar associação entre pólipo de pregas vocais e AEM.

 

METODOLOGIA: Realizado um estudo retrospectivo, a partir de prontuários de 74 pacientes submetidos a microcirurgia laríngea por de pólipo vocal , sendo, destes , 26 (35%) homens e 48 (65%) mulheres, avaliando a presença de AEM simultânea no intra-operatório, abuso vocal, tabagismo e presenção de refluxo gastroesofágico (RGE) obtido através da descrição pré-operatória da videolaringoscopia. 

 

RESULTADOS: Dos 74 pacientes, 38 (51%) deles apresentaram pólipo em prega vocal direita (PVD), 31 (42%) em prega vocal esquerda (PVE), e 5 (7%) apresentaram pólipo em ambas as pregas vocais. 

A presença de AEM concomitante foi encontrada em 27 pacientes (36,4%), tendo 8 deles apresentado 2 lesões simultâneas.

Das 35 AEM encontradas 12 eram do tipo (34%) sulco bolsa, 9 (25,5%) vasculodisgenesias, 7 (20%) sulcos tipo estria,  3 (8,5%) cistos epidermóide e 2 (6%) pontes mucosa e 2 microdiafragmas laríngeo (6%).

Quanto aos fatores de risco: 48 (64,8%) pacientes tinham história de abuso vocal, 22 (29,7%) eram tabagistas ou ex-tabagistas e  27 (36,4%) tinham  RGE.

 

CONCLUSÃO: É relativamente freqüente a presença de alterações estruturais mínimas associadas aos pólipos de prega vocal. Em nosso estudo, a incidência foi de 36,4%. É essencial uma investigação cuidadosa dessas lesões para buscar um adequado manejo terapêutico.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-10

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA INFILTRAÇÃO INTRATIMPÂNICA DE CORTICOSTERÓIDE COMO ALTERNATIVA DE TRATAMENTO NA SURDEZ SÚBITA NÃO RESPONSIVA AO CORTICÓIDE SISTÊMICO

AUTOR(ES): LILIA PEREIRA ABREU , ROBERTO ALCÂNTARA MAIA, PAULO TOMIO OKASAKI, ALEXANDRA KOLONTAI DE SOUSA OLIVEIRA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL DE SÃO PAULO

Introdução: Surdez súbita é definida como uma perda auditiva neurossensorial maior que 30dB em pelo menos três freqüências audiométricas consecutivas instalando até 72horas. O tratamento mais utilizado é o uso de corticosteróide sistêmico, porém em alguns casos essa modalidade de tratamento não apresenta uma resposta considerável. Uma alternativa para esses casos seria o uso de corticosteróide intratimpânico. Objetivo: Avaliar e comparar os resultados audiométricos com o uso da infiltração intratimpânica de dexametasona em pacientes não responsivos ao tratamento inicial com corticosteróide sistêmico, com aqueles em que nenhuma terapia adicional era mais realizada; determinando se o uso da infiltração intratimpânica de corticosteróide seria uma terapia válida nesses casos. Material e Método: Foram selecionados de setembro de 2004 a julho de 2009 pacientes com diagnóstico de surdez súbita idiopática não responsivos ao tratamento inicial com corticosteróide sistêmico; comparando os resultados audiométricos em um grupo que foi submetido à infiltração intratimpânica de corticosteróide com outro grupo em que nenhuma terapia adicional era mais realizada. Calculamos o ?pure-tone average? (PTA) ao término do tratamento inicial com corticosteróide sistêmico e ao término da terapia intratimpânica ou do período observacional, comparando os ganhos audiométricos. Resultados: Os pacientes submetidos à infiltração intratimpânica de corticosteróide (grupo A) representavam 13 pacientes e apresentaram um ganho audiométrico médio de 11 dB, sendo que em 2 (15,4%) pacientes observamos recuperação completa da audição, 1 (7,7%) recuperação moderada, 3 (23,1%) recuperação discreta e 7 (53,8%) não houve recuperação; segundo os critérios de Furuhashi et al. Ao passo que no grupo em que nenhuma terapia adicional era mais realizada (grupo B), observamos uma piora audiométrica média de 4dB. Este grupo correspondia a oito pacientes e em todos eles não houve uma recuperação da audição no período observado. Conclusão: A infiltração intratimpânica de dexametasona pode ser uma alternativa válida de tratamento para pacientes com surdez súbita de causa idiopática que não respondeu ao tratamento inicial com corticosteróide sistêmico.

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TESE

AO-11

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DAS VARIAÇÕES ANATÔMICAS OBSERVADAS EM TOMOGRAFIAS DE SEIOS PARANASAIS DE PACIENTES ATENDIDOS EM UM SERVIÇO DE OTORRINOLARINGOLOGIA

AUTOR(ES): MÁRIO ORLANDO DOSSI , HENRIQUE FERNANDES DE OLIVEIRA, CAIO ATHAYDE NEVES, MIRELA ALVES DIAS MARTINS

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DAS FORÇAS ARMADAS-HFA BRASILIA-DF

INTRODUÇÃO: O desenvolvimento de endoscópios, instrumentais e técnicas cirúrgicas têm possibilitado a cirurgia para tratamento de sinusite crônica, obstrução do ducto nasolacrimal, descompressão orbitária e do nervo óptico, além da retirada de tumorações entre outras por via endonasal.A compreensão da  anatomia da região nasal é de extrema importância para o planejamento e realização de cirurgias endoscópicas nasais.A tomografia está indicada principalmente nas complicações de sinusite, falta de resposta ao tratamento clínico e programação cirúrgica.Com o uso rotineiro da tomografia computadorizada, observamos melhora na identificação das estruturas e das variações anatômicas das cavidades paranasais. Entre estas, as células de Haller, a agger nasi, o desvio do septo nasal e as conchas médias bolhosas.

OBJETIVO: O objetivo deste estudo é a comparação da prevalência das variações anatômicas observadas em tomografia de seios paranasais, presentes na literatura, com as observadas em pacientes de um serviço de otorrinolaringologia.

METODOLOGIA: Estudo retrospectivo, teve seu protocolo de pesquisa aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital, seguindo as normas do SISNEP, Sistema Nacional de Informação sobre Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos, órgão vinculado em Ministério da Saúde, que regula a pesquisa envolvendo seres humanos.Foram incluídos no estudo exames de tomografia computadorizada dos seios paranasais, realizadas nos anos de 2007 e 2008.Foram excluídos exames de pacientes com idade igual ou inferior a doze anos e exames repetidos. Os exames foram analisados por dois médicos. Buscou-se variações anatômicas: desvio de septo nasal, presença de concha médica bolhosa, célula de Haller e célula de agger nasi, estabelecer o perfil etário e gênero dos pacientes e a prevalência das alterações anatômicas, e a epidemiologia dos pacientes.

RESULTADOS: Dentre os 114 exames, 64 (56,1%) eram de pacientes do sexo feminino. A média de idade dos pacientes foi de 41 anos, sendo a mediana de 40. Encontrou-se desvio septal em 62 (54,3%) dos exames analisados. Dentre estes, 26 (41,9%) estavam deslocados para a narina direita.A  concha média pneumatizada ou bolhosa ocorreu em 62 (54,3%) dos exames. Dentre estes exames, 22 (35,4%) apresentavam a pneumatização de ambas conchas média, 26 (41,9%) apenas da esquerda e 14 (22,5%) apenas da direita A célula de Haller foi identificada em 17 (14,9%) pacientes e, 9 (52,9%) a tinham bilateralmente e, os demais, 8 (47,1%) no lado esquerdo A  agger nasi foi visualizada em 109 (95,6%) dos exames, sendo que em 108 (99,1%) foi encontrada bilateralmente

CONCLUSÃO: Os dados foram concordantes com a maioria da literatura consultada, sobretudo os trabalhos mais atuais que usam a tomografia como método diagnóstico. Devemos levar em conta que tal estudo usou como base exames tomográficos de pacientes que procuraram o serviço de otorrinolaringologia e tinham indicação médica de realizar tal exame.Como o conhecimento anatômico é condição fundamental para o planejamento e execução do ato operatório, o conhecimento das variações anatômicas e suas prevalências são essenciais à formação do otorrinolaringologista.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-12

TÍTULO: AVALIAÇÃO DAS ALTERAÇÕES ANATÔMICAS NASAIS E DAS TÉCNICAS DE RINOPLASTIA APLICADAS NA REGIÃO DO ABC PAULISTA

AUTOR(ES): PAULA RIBEIRO LOPES , MARCO ANTÔNIO FERRAZ DE BARROS BAPTISTA, FERNANDA LION MARTINS ADAMI, MARCELO CAMPILONGO, PRISCILA BOGAR RAPPAPORT

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DO ABC

INTRODUÇÃO: A grande variação de deformidades anatômicas nasais assim como a própria percepção individual de estética, fazem da rinoplastia uma cirurgia rica em detalhes e possibilidades cirúrgicas. Cada região do país revela características próprias de sua população e cabe ao cirurgião entender as necessidades anatômicas e pessoais de cada paciente.

OBJETIVO: Este estudo tem por objetivo avaliar a população do ABC paulista sob as características anatômicas e funcionais do nariz, assim como as condutas cirúrgicas utilizadas.

METODOLOGIA: Foram avaliados de forma retrospectiva 118 prontuários de pacientes da região do ABC paulista que realizaram rinoplastia neste serviço. Foram analisadas queixas estéticas e funcionais pré-operatórias, assim como toda a técnica cirúrgica empregada (acesso, correção de ponta e dorso, enxertos, cirurgias associadas,etc).

RESULTADOS: A maioria dos pacientes avaliados foi do sexo feminino (57,6%) com média de idade de 30 anos. Todos eram procedentes da região do grande ABC, e 90% realizaram  sua primeira rinoplastia neste serviço. A maioria dos pacientes apresentava queixa obstrutiva, porém sem queixas alérgicas. A principal queixa do dorso foi a giba, enquanto na ponta a globosidade. A técnica cirúrgica mais empregada foi a fechada com delivery, sendo que 46% dos pacientes necessitou de septoplastia conjunta. Durante a pesquisa foi possível identificar que 30% dos pacientes relatou algum tipo de trauma nasal na vida.

CONCLUSÃO: As principais queixas estéticas dos pacientes da região do grande ABC são as gibas ósseas e a ponta globosa, sendo a via fechada com acesso por delivery a mais utilizada na correção dessas alterações anatômicas.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-13

TÍTULO: AVALIAÇÃO DO EFEITO DO TRATAMENTO DE DISTÚRBIOS TEMPOROMANDIBULARES SOBRE O ZUMBIDO.

AUTOR(ES): CLAÚDIO MARCIO YUDI IKINO , GUILHERME WEBSTER, BERTHOLDO WERNER SALLES, WALDIR CARREIRÃO FILHO

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

INTRODUÇÃO: Os distúrbios temporomandibulares são freqüentes estando presentes em 40 a 60% da população. Em pacientes portadores de DTM a presença de zumbido oscila entre 50 a 75% o que evidencia uma prevalência maior nesses indivíduos quando comparados com a população geral. A interação entre os sintomas otológicos e os DTM é um tema que possui abordagem antiga, complexa e associada a diferentes áreas, como a medicina e a odontologia.

OBJETIVO: Avaliar o efeito do tratamento dos distúrbios temporomandibulares na percepção do zumbido.

MATERIAL E MÉTODO: Estudamos pacientes portadores de DTM que apresentavam zumbido. Os pacientes foram avaliados quanto à idade, sexo, características do zumbido ? localização, tempo de duração e intensidade -, exame otorrinolaringológico e audiometria. A intensidade do zumbido foi avaliada através de escala analógico-visual antes e após o tratamento odontológico dos DTM.

RESULTADOS: Avaliamos 15 pacientes com DTM e zumbido, com idade média de 37,7±17,1 anos, sendo 86,7% do sexo feminino. Em 60% dos casos o zumbido era unilateral e a mediana do tempo de duração foi de 24 meses. Em 5 (33,3%) dos pacientes houve algum grau de perda auditiva à audiometria. Comparando-se os escores da escala analógico-visual antes e após o tratamento odontológico, verificou-se que houve redução significativa (p<0,001) da intensidade do zumbido. Em 4 (26,6%) pacientes houve desaparecimento do zumbido.

CONCLUSÃO: Houve redução significativa na percepção do zumbido nos pacientes submetidos a tratamento dos DTM.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-14

TÍTULO: AVALIAÇÃO DO IMPACTO NA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES SUBMETIDOS A SEPTOPLASTIA E TURBINECTOMIA INFERIOR

AUTOR(ES): JULIANA COLA DE CARVALHO , JULIANA COLA DE CARVALHO, JULIANA FROZONI LEMES, PAULA RIBEIRO LOPES, FERNANDO LUIZ BALDERI PACHECO, FERNANDO VEIGA ANGÉLICO JÚNIOR, PRISCILA BOGAR RAPPAPORT,

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DO ABC (FMABC) - HOSPITAL ESTADUAL MARIO COVAS

INTRODUÇÃO: A obstrução nasal é um dos principais sintomas na prática otorrinolaringológica, sendo o desvio do septo nasal isolado ou associado a outras afecções como hipertrofia de conchas inferiores ,hipertrofia de adenoide e polipose nasal sua maior causa. A septoplastia e a turbinectomia visam a correção anatômica do desvio septal e da hipertrofia das conchas inferiores para alívio da obstrução nasal, tendo grande impacto na qualidade de vida dos pacientes submetidos a estes procedimentos.

OBJETIVO: Avaliar impacto na qualidade de vida de pacientes com quadro de obstrução nasal refratária ao tratamento clínico, submetidos a septoplastia e turbinectomia inferior em nosso serviço.

METODOLOGIA: De modo prospectivo, foram avaliados 26 pacientes com quadro de obstrução nasal refratária a tratamento com corticoide tópico nasal, lavagem com solução salina e anti-histamínico oral por período de 3 meses,  submetidos a septoplastia com turbinectomia  no serviçio de otorrinolaringologia da FMABC. Estes pacientes responderam ao questionário SNOT, constituído por 20 perguntas a respeito de sintomas que interferem na qualidade de vida, atribuindo uma nota de 0 a 5 (através de escala analógico-visual) para todas as questões, no pré operatório e com 30 dias de pós-operatório.  Ao questionário, foi acrescentada uma questão sobre obstrução nasal a ser respondida da mesma forma.

RESULTADOS: O grupo investigado era predominantemente do sexo masculino com média de 38 anos. Apresentavam como queixas mais relevantes no pré-operatório a coriza, os espirros, a dificuldade para iniciar o sono, sensação de sono não reparador e a obstrução nasal. No entanto, comparando-se os dados antes e depois das cirurgias, os sintomas que mostraram significância estatística foram coriza, tosse, descarga pós-nasal, queixas otológicas e obstrução nasal.

CONCLUSÃO: A septoplastia e a turbinectomia inferior se configuram como cirurgias de alto impacto na qualidade de vida do paciente, melhorando predominantemente a obstrução nasal, mas atuando de forma importante no controle em vários sintomas da rinite.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-15

TÍTULO: AVALIAÇÃO DO TRATAMENTO DA VERTIGEM POSICIONAL PAROXÍSTICA BENIGNA COM MANOBRAS DE REPOSICIONAMENTO

AUTOR(ES): LUCIANA DE PAULA VIANA , NÁDIA REZENDE BARBOSA RAPOSO, LETÍCIA RAQUEL BARAKY, LUDIMILA DE OLIVEIRA CARDOSO, MAGNO CUNHA DE SOUZA GUERRA, JOZIENE APARECIDA DE CARVALHO, MARCELO MONTEIRO VIEIRA BRAGA BARONE

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

INTRODUÇÃO: A vertigem postural paroxística benigna (VPPB) é a mais comum das vestibulopatias periféricas em adultos, principalmente no sexo feminino, apresentando como etiologia mais comum a degeneração da mácula utricular. Nos adultos, caracteriza-se por tontura rotatória e nistagmo posicional à mudança de posição da cabeça ou por determinada posição do corpo e, como conseqüência, podem ocorrer quedas e limitações na qualidade de vida dos mesmos, tornando-os limitados físico e emocionalmente. Esse trabalho tem o objetivo de comparar os resultados do "Dizziness Handicap Inventory" brasileiro pré e pós reabilitação vestibular personalizada para pacientes com diagnóstico de vertigem posicional paroxística benigna, avaliando prospectivamente a eficácia das manobras de reposicionamento como tratamento das labirintopatias sobre a qualidade de vida dos pacientes portadores de VPPB.

MATERIAL E MÉTODO: O estudo incluiu 36 pacientes de ambos os sexos, com idade entre 18 e 60 anos, no período de julho de 2009 a maio de 2010.  O instrumento de avaliação da interferência da tontura na qualidade de vida foi o DHI (Dizziness Handicap Inventory) brasileiro aplicado na forma de entrevista para cada paciente. Este projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Humana da Pró-reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Juiz de Fora.

RESULTADOS: Anamnese, exame físico e aplicação do questionário pré e pós tratamento foram realizados nos pacientes diagnosticados com VPPB, sendo que 26 eram do sexo feminino e 10 do sexo masculino. Todos os pacientes, antes do tratamento, apresentavam algum prejuízo na qualidade de vida. A média dos escores totais pré-tratamento foi de 56. Foram realizadas, em média, 3 sessões de manobras de reposicionamento. Na alta, todos os pacientes realizaram novamente o DHI brasileiro. A média dos escores totais pós-tratamento foram de 10.

DISCUSSÃO: A quantificação dos efeitos limitantes que uma doença causa na qualidade de vida dos indivíduos pode trazer informações importantes, tanto para direcionar uma terapêutica adequada, ou até a mudança desta, pois traz informações sobre a evolução dos sintomas e o reflexo desses sintomas nos aspectos físicos, emocionais e funcionais. Apesar de ser muito comum, a VPPB é negligenciada por muitos profissionais de saúde. É importante destacar que, apesar de ser classicamente considerada uma patologia benigna, o impacto individual sobre seus portadores e as suas conseqüências para a coletividade não podem ser desprezados merecem ser considerados. O esclarecimento do paciente sobre o que são as manobras, como são realizadas, quais suas características e o que se pode esperar desse método terapêutico é fundamental para a compreensão e a confiança do paciente na realização dos exercícios.

CONCLUSÃO: As manobras de reabilitação contribuem para a diminuição das crises vertiginosas e para a melhora da autoconfiança da paciente, em relação ao seu equilíbrio. Tais procedimentos proporcionam ao paciente redução no quadro vertiginoso, certamente melhorando sua qualidade de vida. O canal semicircular mais comumente acometido foi o posterior e com relação ao sexo, a prevalência de VPPB é maior no sexo feminino. Todos os pacientes apresentaram uma diferença entre os escores pré e pós-tratamento maior que 32 pontos e referiram melhora significativa dos sintomas.

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TESE

AO-16

TÍTULO: AVALIAÇÃO DO VOICE HANDICAP INDEX (VHI) EM PACIENTES COM PERDA AUDITIVA NEUROSSENSORIAL BILATERAL A PARTIR DE GRAU MODERADO

AUTOR(ES): FELIPE BARBOSA MADEIRA , SHIRO TOMITA

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

INTRODUÇAO: A produção da voz e da fala é processo complexo que envolve mecanismos reguladores dependentes da audição. As alterações vocais em pacientes com perdas auditivas ainda não foram avaliadas quanto ao grau subjetivo de incapacidade social e econômica que trazem a este grupo.

OBJETIVO: Comparar os resultados do questionário Voice Handicap Index (VHI) em pacientes com e sem perda auditiva neuro-sensorial bilateral a partir de grau moderado.

METODOLOGIA: Estudo transversal controlado. Foram avaliados 76 pacientes adultos (38 com e 38 sem perda auditiva) entre 19 e 59 anos, atendidos em serviço terciário de otorrinolaringologia, mediante preenchimento do VHI.

RESULTADOS: A mediana da pontuação total do VHI obtida no grupo de pacientes e controle foi de 23,5 e 4,0, respectivamente (p=0,000). Diferenças significativas entre os dois grupos também foram observadas nas medianas dos sub-itens funcional, físico e emocional do VHI (p=0,000).

CONCLUSÃO: Os resultados obtidos permitem verificar a maior desvantagem social e econômica conforme avaliada pelo VHI em pacientes com perda auditiva neuro-sensorial bilateral a partir de grau moderado.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-17

TÍTULO: AVALIAÇÃO DOS FATORES RELACIONADOS AO INCÔMODO DO ZUMBIDO

AUTOR(ES): JOÃO PAULO PERAL VALENTE , LAÍZA ARAÚJO MOHANA PINHEIRO, RAQUEL MEZZALIRA, GUITA STOLER

INSTITUIÇÃO: UNICAMP

INTRODUÇÃO: O. zumbido é uma desordem misteriosa e complexa da audição. A palavra ?tinnitus? é originada do latim ?tinnire? que significa ?tocar?. Na sua forma mais comum, o zumbido se apresenta  como uma sensação fantasma  não associada a um estímulo físico originado do conduto auditivo externo. Uma importante variável é a diferença individual da percepção do zumbido. Na literatura, várias variáveis possivelmente relacionadas ao incômodo causado pelo zumbido já foram testadas, como faixa etária, sexo, presença de sintomas vestibulares associados e perda auditiva. Na gênese do zumbido, é consenso que a perda auditiva atua como um dos principais gatilhos no início do quadro. Entretanto, a relação com o incômodo relacionado ao zumbido ainda  é controverso.

OBJETIVO: O principal objetivo do nosso trabalho foi avaliar a correlação do grau de incômodo causado pelo zumbido e a presença de perda auditiva. Além disso, foram avaliados dados como idade, sexo e presença de sintomas clínicos associados.

METODOLOGIA: Foi realizado um estudo retrospectivo com análise dos prontuários médicos de pacientes atendidos no ambulatório de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas. Todos foram avaliados pelo mesmo protocolo de pacientes com zumbido utilizado no serviço, de onde foram selecionados dados epidemiológicos  e clínicos. Audiometria tonal foi realizada em todos os pacientes, e então estes formam divididos em 3 grupos: Grupo 1 (audiometria normal), Grupo 2 (perda auditiva em altas freqüências) e Grupo 3 (perda auditiva que não se enquadra no grupo 2).

RESULTADOS: Dos 107 pacientes, 21,5% pertenciam ao Grupo 1 (audiometria normal), 35,5% ao Grupo 2 (disacusia em altas freqüências) e 43% ao Grupo 3 (disacusia que não se enquadra no grupo 2). Em relação à idade, 53% dos pacientes tinham entre 45 e 65 anos. No grupo 1, 48% dos pacientes tinham menos que 45 anos. No grupo 3, 32% pacientes estavam na faixa etária acima dos 65 anos. Em relação ao sexo, 72% dos pacientes eram mulheres, com distribuição semelhante nos 3 grupos estudados. Utilizando-se a Escala Analógica Visual (EAV) para mensuração do grau de incômodo do zumbido, observou-se que 48% pacientes do grupo 1 classificaram seu zumbido como severo. Nos grupos 2 e 3, observou-se 27 e 30%, respectivamente. Apenas 3% do total de pacientes classificaram o zumbido como leve.

CONCLUSÃO: Neste estudo, foi possível concluir que o grau de incômodo do zumbido, utilizando-se a escala analógica visual, foi maior nos pacientes sem perda auditiva e no sexo feminino. Tontura, cervicalgia, cefaléia e abuso de cafeína são queixas prevalentes em pacientes com zumbido.

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TESE

AO-18

TÍTULO: AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DA VIA AÉREA SUPERIOR E POLISSONOGRÁFICA DE CRIANÇAS OBESAS

AUTOR(ES): ELI ONIVALDO MARTINELLI , FERNANDA LOUISE MARTINHO HADDAD, GUSTAVO MOREIRA, PRISCILA BOGAR RAPPAPORT, LUIZ CARLOS GREGÓRIO, SÉRGIO TUFIK, LIA RITA AZEREDO BITTENCOURT

INSTITUIÇÃO: UNIFESP E FACULDADE MEDICINA ABC

Introdução: A relação entre a Síndrome da Apnéia Obstrutiva (SAOS) e a obesidade na infância é assunto ainda controverso e os trabalhos com crianças obesas, até então, não incluem uma avaliação sistemática da via aérea superior. O objetivo deste trabalho foi realizar avaliação sistemática da via aérea superior (VAS) e polissonográfica de crianças obesas.

Método: Foram inclusas aleatoriamente 44 crianças obesas acima do percentil 95 de índice de massa corpórea para a faixa etária. O protocolo de avaliação consistiu em questionários, exame físico, nasofibroscopia, polissonografia e exames laboratoriais (glicemia de jejum, Imunoglobulina E sérica e Radio Allergo Sorbent Test).

Resultados: Vinte e dois pacientes (50%) eram do sexo feminino e 22 (50%) do masculino, com média de idade de 7.6 ± 2.5 anos. A SAOS esteve presente em 21 (47,7%) pacientes. Quando comparados quanto ao gênero, apenas o RAST detectável foi mais freqüente no sexo masculino (p= 0.01). Quando comparadas quanto à presença da SAOS, nenhum parâmetro antropométrico e laboratorial mostrou diferenças significantes. Os achados polissonográficos significantes no grupo SAOS foram maior IAH (p<0.001), os despertares breves mais freqüentes (p=0.004) e maior porcentagem do sono REM (p=0.003) e a menor saturação mínima da oxi-hemoglobina (p<0.001). Quanto à avaliação da VAS, a hiperplasia das tonsilas faríngea e palatinas foram os únicos parâmetros que apresentaram maior freqüência no grupo SAOS (p= 0.02 e p<0.001 respectivamente).

Conclusões: A ocorrência de SAOS nessa população pediátrica obesa foi alta e as únicas alterações de VAS que distingue a presença ou não de SAOS foram à hiperplasia das tonsilas palatinas e faríngea, mostrando que mesmo em um grupo de crianças obesas com SAOS o fator anatômico pode ser preponderante. 

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TRABALHO EXPERIMENTAL

AO-19

TÍTULO: AVALIAÇÃO ULTRAESTRUTURAL CILIAR EM DISCINESIAS PRIMÁRIAS E SECUNDÁRIAS: RELEVÂNCIA DAS ANORMALIDADES ULTRAESTRUTURAIS MICROTUBULARES

AUTOR(ES): RICARDO CASSIANO DEMARCO , GUILHERME PIETRUCCI BUZATTO, FABIANA CARDOSO PEREIRA VALERA, EDWIN TAMASHIRO, WILMA TEREZINHA ANSELMO-LIMA

INSTITUIÇÃO: DEPARTAMENTO DE OFTALMOLOGIA, OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO DA FACULDADE DE ME

Discinesia ciliar primária (DCP) é uma doença genética caracterizada por dismotilidade ciliar sistêmica irreversível. Certos defeitos axonômicos ciliares são patognomônicos nesta síndrome. As discinesias ciliares secundárias (DCS) são diferenciadas das primárias por serem alterações ultraestruturais reversíveis encontradas, por exemplo, após infecções respiratórias em mucosa previamente normal. Foram revisados 61 casos de DCP e DCS diagnosticadas por microscopia eletrônica de transmissão (MET). Os achados mais freqüentes das discinesias ciliares primárias foram ausência ou encurtamento dos braços de dineína, ausência do par de microtúbulos central e deslocamento de um dos pares de microtúbulos periféricos. As anormalidades nas discinesias ciliares secundárias foram cílios compostos e alterações dos microtúbulos periféricos. Distinguir as diferenciações ultraestruturais entre as DCP e DCS pode ser, muitas vezes, difícil, mas nas primárias, as alterações nos braços de dineína e nos microtúbulos centrais são fundamentais para a confirmação diagnóstica. As secundárias cursam, geralmente, com cílios compostos e desestruturação dos microtúbulos periféricos. Um fator importante na evolução das DCS é seu caráter localizado e reversível.

Palavras-chave: discinesia ciliar, microtúbulos, anormalidade ultraestrutural ciliar.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-20

TÍTULO: BLOQUEIO DO GÂNGLIO ESTRELADO NA SURDEZ SÚBITA ? 3 CASOS

AUTOR(ES): JORGE EVANDRO CORREIA FILHO , PEDRO CAVALCANTI DE OLIVEIRA FILHO, SÉRGIO HENRIQUE DE MEDEIROS, PEDRO GUILHERME BARBALHO CAVALCANTI, DANIEL PAIVA DE OLIVEIRA, GUSTAVO HENRIQUE MARQUES DE SÁ, ESAÚ BARBOSA MAGALHÃES FILHO

INSTITUIÇÃO: CLÍNICA PEDRO CAVALCANTI ? NATAL/RN

INTRODUÇÃO: Surdez súbita é uma entidade que envolve muitas controvérsias, desde sua definição até seu tratamento. Pela dificuldade ou mesmo impossibilidade de se determinar a etiologia, o tratamento, em geral, não é específico e deve se basear em associação de várias modalidades terapêuticas mas sem consenso. OBJETIVO: O objetivo é avaliar a eficácia do bloqueio do gânglio estrelado no tratamento da surdez súbita idiopática. METODOLOGIA: Revisão de prontuário, três casos com surdez súbita idiopática onde foram tratados com bloqueio do gânglio estrelados. RESULTADOS: Primeiro caso, paciente do sexo masculino de 42 com queixa de hiopoacusia súbita a esquerda, discriminação em OE 65dB monossilábicas 84%, após a realização de bloqueios do gânglio estrelado a discriminação em OE 55dB monossilábicas 100%. Segundo caso, paciente do sexo masculino de 62 anos com queixa de hiopoacusia súbita a direita, discriminação em OE 100dB monossilábicas 12%, após a realização de bloqueios do gânglio estrelado  a discriminação em OD 70dB monossilábicas 100%. Terceiro caso, paciente masculino com queixa de hipoacusia súbita a direita, discriminação OD 90dB monossilábicas 40%, após a realização de bloqueios do gânglio estrelado a discriminação em OD 65dB monossilábicas 100% CONCLUSÃO: O bloqueio do gânglio estrelado resultou em melhora nos níveis audiometricos nos três pacientes.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-21

TÍTULO: COMPARAÇÃO DAS COMPLICAÇÕES EM PACIENTES COM NASOANGIOFIBROMA JUVENIL TRATADOS COM E SEM EMBOLIZAÇÃO PRÉ- OPERATÓRIA.

AUTOR(ES): ADRIANO SANTANA FONSECA , ANA KARINA FERREIRA DE ASSIS, NILVANO ALVES DE ANDRADE, ANDERSON CASTELO BRANCO, RENATO MARIANO NUNES, MARCELE BRANDÃO, TAIANE SANTANA FONSECA

INSTITUIÇÃO: SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DA BAHIA- HOSPITAL SANTA IZABEL

INTRODUÇÃO: Nasoangiofibroma juvenil (NAFJ) é um tumor altamente vascularizado e localmente invasivo, com altas taxas de persistência e recorrência que acometem tipicamente adolescentes do sexo masculino. O tratamento padrão desta lesão é a remoção cirúrgica.  Muitos autores defendem a embolização pré operatória do tumor para reduzir sangramento durante a cirurgia.

OBJETIVO: comparar as complicações hemorrágicas, isquêmicas e de recidiva e/ou persistência tumoral em pacientes tratados cirurgicamente com e sem embolização pré-operatória.

METODOLOGIA: Estudo Descritivo, Retrospectivo, com Dados Obtidos Através de Revisão de Vinte Prontuários de Pacientes Submetidos à Cirurgia para Ressecção de NAFJ, entre os Anos de 2000 e 2010.

RESULTADOS: Foram Analisados 20 Pacientes, sendo 07(35%) Submetidos a Embolização e 13(75%) não Embolizados. Dentre os Embolizados, 05(71,42%) Receberam Hemotranfusão em Comparação a 07(53,85%) do Grupo não Embolizado. Quanto as complicações isquêmicas, foram observados  deiscências de Suturas e necrose em face e/ou palato em 04(66.67%) dos pacientes tratados com embolização. No que se refere à Recidiva tumoral ou presença de tumor residual foi encontrado em 02(28,57%) pacientes do grupo embolizado e em 06(46,15%) dos pacientes não embolizados.

CONCLUSÃO: Foi Observado Maior Número de Complicações Isquêmicas e Hemorrágicas no Grupo Embolizado. No que se refere à persistência e/ou recidiva tumoral, o grupo tratado sem embolização apresentou maior índice.

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TESE

AO-22

TÍTULO: COMPARAÇÃO DOS POTENCIAIS EVOCADOS MIOGÊNICOS VESTIBULARES AUDITIVO E GALVÂNICO EM SUJEITOS NORMAIS

AUTOR(ES): ESTHER WARNERT , DENISE UTSCH GONÇALVES, HENRIQUE RESENDE MARTINS, FELIPE PROVENZANO, LUCIANA CRISTINA MATOS CUNHA, MANOEL VILLARROEL, CARLOS JULIO TIERRA-CRIOLLO

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

Introdução: Potenciais evocados miogênicos vestibulares (VEMP) podem ser utilizados para avaliar os déficits nos impulsos nervosos para a medula espinhal. Esses potenciais são caracterizados por dois picos na latência de aproximadamente 13 e 23 ms (p13, n23) e pode ser evocado por estimulação auditiva ou galvânica. Objetivo: Este artigo tem como objetivo validar o uso dessa da estimulação galvânica no Brasil. Metodologia: Quatorze voluntários saudáveis (10 homens e 4 mulheres, com idade média de 23,3 ± 2,6 anos) foram submetidos a estímulos auditivos (95 dB nHL, 500 Hz, tempo de platô 2 ms, tempo rise/fall = 1 ms, taxa de estímulo de 5/s) e a estimulação galvânica (3 mA, 1 ms). Ambos os lados foram estimulados com duas e quatro séries de 128 estímulos para estímulo auditivo e galvânico, respectivamente. Para análise dos dados os sinais EMG dos músculos esternocleidomastóideo foram coletados. Resultados: As latências p13 e n23 foram de 11,0 ± 1,5 ms e 21,5 ± 2,6 ms para VEMPs evocadas por estimulação auditiva. A estimulação galvânica resultou nas seguintes latências: 11,8 ± 1,1 ms e 22,5 ± 1,8 ms. O teste  t emparelhado não demonstrou diferença significativa entre as latências n23 e o intervalo de p13-n23 (p = 0,134, p = 0,626) dos VEMPs evocados pelos dois tipos de estimulação. Porém observou-se mas uma latência p13 levemente diferente para a estimulação galvânica (p = 0,046). Conclusão: Estes resultados levam à conclusão de que não somente a estimulação auditiva, mas também a estimulação galvânica sob os processos mastóide pode ser utilizada na abordagem clínica para evocar VEMPs.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-23

TÍTULO: COMPARAÇÃO ENTRE ABORDAGENS CIRÚRGICAS DE NASONAGIOFIBROMA EM TRINTA E SETE PACIENTES.

AUTOR(ES): JOSÉ ALBERTO ALVES OLIVEIRA , CAROLINA VERAS AGUIAR, MARCOS JULLIAN BARRETO MARTINS, JOÃO RENATO F SOUSA, JORGE FERREIRA DE AZEVEDO, MARYLANE GALVÃO TAVARES, ÉRIKA FERREIRA GOMES

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL GERAL DE FORTALEZA

Introdução: O nasoangiofibroma juvenil é um tumor vascular benigno da nasofaringe raro, 0,5% de todas as neoplasias da cabeça e pescoço. Apesar de o tratamento de escolha ser a cirurgia, não há um consenso de qual seja a melhor abordagem.

Objetivos: Objetivou-se analisar a necessidade de transfusão intra-operatória versus o tempo decorrido da embolização, comparar os tempos cirúrgicos entre as diferentes abordagens (aberta, endoscópica e combinada) e verificar a associação entre o tipo de cirurgia com o estádio tumoral.

Metodologia: Estudo descritivo, analítico, retrospectivo, com abordagem quantitativa desenvolvido no serviço de otorrinolaringologia de um hospital-escola. Amostra composta por 37 pacientes. Dados obtidos mediante revisão de prontuários. Análise processada com o programa SPSS, versão 16.0, de forma descritiva e com medidas paramétricas, envolvendo a média e o desvio padrão. A diferença entre os pares de médias foi analisada pelo teste de Games-Howell, haja vista que as variâncias não foram iguais. Nas análises de associação foi utilizado o teste de qui-quadrado (c2). Considerou-se como significante se p < 0,05.

Resultados: Houve uma menor necessidade de transfusão intra-operatória quando a embolização foi realizada no intervalo de quatro a seis dias, a abordagem endoscópica teve um menor tempo cirúrgico e foi realizada na sua maioria (85%) em pacientes estádios I e II de Fisch (p < 0,05).

Conclusões: Tais constatações sugerem que o período acima seria o ideal para a realização do processo de oclusão vascular e que a cirurgia endoscópica por demandar menos tempo está associada a um menor risco de complicações, quando realizada em estádios iniciais.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-24

TÍTULO: COMPARAÇÃO ENTRE CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS DE PACIENTES COM DISTONIA LARÍNGEA DE ADUÇÃO NAS FORMAS FOCAL E SEGMENTAR.

AUTOR(ES): GUSTAVO POLACOW KORN , LUIZ CELSO PEREIRA VILANOVA, MIRIAN MORAES, MARINA PADOVANI, BRUNO MORAES, GLAUCYA MADAZIO, NOEMI GRIGOLETTO DE BIASE

INSTITUIÇÃO: UNIVESIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: A distonia, um transtorno neurológico do processamento motor central, é caracterizada por movimentos involuntários provocados por uma contração muscular sustentada, levando a torção, movimentos repetitivos ou posturas anormais, acometendo a musculatura de qualquer parte do corpo. O conhecimento dos aspectos clínicos dos pacientes com distonia laríngea permite um diagnóstico mais preciso, atuação mais adequada, planejamento de cuidados, ações para a promoção da saúde e da melhora na qualidade de vida dos indivíduos.

OBJETIVO: Comparar os pacientes com distonia laríngea de adução, com quadro focal e segmentar atendidos no Setor de Laringe e Voz - Ambulatório de Neurolaringe de um hospital universitário terciário.

METODOLOGIA: Estudo retrospectivo a partir do levantamento de 34 prontuários de pacientes, de ambos os sexos, com diagnóstico de distonia laríngea, sendo 25 com quadro focal de adução e 9 do tipo segmentar atendidos no Setor de Laringe e Voz - Ambulatório de Neurolaringe de um hospital universitário terciário, entre 2003 e 2009. Os dados comparados entre os grupos foram: idade de início, idade do diagnóstico, duração dos sintomas, presença de tremor associado e relação com situação traumática.

RESULTADOS: Dos 34 pacientes, 25 apresentaram distonia focal e 9 apresentaram distonia segmentar. Do total da amostra, 30 (88,2%) eram do sexo feminino e 4 (11,8%) do sexo masculino.  A relação com situação traumática estava presente em 11 (32,4%). O tremor associado esteve presente em 21 pacientes (61,8%). A média da idade do início das queixas, idade do diagnóstico e do tempo de queixa até o diagnóstico da amostra foi respectivamente de 55 anos, 61,3 anos e 6,3 anos. Não houve diferença estatisticamente significante entre pacientes com distonia laríngea focal e distonia laríngea nos dados pesquisados.

CONCLUSÃO: Não houve diferenças entre pacientes com distonia laríngea focal e distonia laríngea segmentar quanto à idade de início, idade do diagnóstico, duração dos sintomas, presença de tremor associado e relação com situação traumática.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-25

TÍTULO: CRITÉRIOS PARA DIAGNÓSTICO PRECOCE DO COLESTEATOMA CONGÊNTO

AUTOR(ES): LUIZ CARLOS ALVES DE SOUSA , FÚLVIO CÁLICE FERREIRA, FERNANDA MARRA MARTINEZ, THAILISE GIROTO FERREIRA DA SILVA, PEDRO RANGEL PEREZ, JAYSON PEIXOTO MACHADO, ABÍLIO VILELA DE MORAES NETO

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO, ASSOCIAÇÃO PAPARELLA DE OTORRINOLARINGOLOGIA

INTRODUÇÃO: Colesteatoma trata-se do acúmulo de queratina esfoliada dentro da orelha média ou de qualquer área pneumatizada do osso temporal, originando-se de um epitélio escamoso queratinizado. Pode ser congênito ou adquirido. Sua incidência na infância é estimada em 3 a 6 para 100000 pessoas. Estes keratomas usualmente permanecem inativos durante anos. Se eles se tornam infectados, complicações intratemporais, tais quais paralisia facial, mastoidite, labirintite aguda ou petrosite podem ocorrer, da mesma forma que complicações intracranianas, como meningite, encefalite, abscesso cerebral, hidrocéfalo ótico e trombose de seio.

MATERIAL E MÉTODOS: Para estabelecer critérios para o diagnóstico precoce do colesteatoma congênito, com o intuito de evitar suas complicações, foi realizado um estudo retrospectivo de 37 crianças portadoras de colesteatoma congênito da orelha média/mastóide submetidas à cirurgia para erradicar a doença. Foram analisados dados da história clínica, exames físico e subsidiário obtidos de seus prontuários, que pudessem estabelecer uma relação nexo-causal com a doença. 

RESULTADOS: Dados dos prontuários das 37 crianças que, de alguma forma, estavam relacionados com o diagnóstico de colesteatoma congênito são apresentados: (1) Massa esbranquiçada atrás de um tímpano íntegro; (2) Paralisia facial; (3) Sinais de mastoidite; (4) Episódios de otorréia fétida associada a tímpano íntegro; (5) Perda unilateral condutiva ou mista; (6) Otorréia persistente após colocação de tubo de ventilação; (7) Efusão persistente na orelha média; (8) Meningite; (9) Vertigem ou instabilidade; (10) Surdez súbita; (11) Abscesso intracraniano; (12) Cefaléia ou febre de origem indeterminada; (13) Otalgia ou cervicalgia de origem indeterminada.

DISCUSSÃO: A determinação de critérios para o diagnóstico do colesteatoma congênito é de suma importância para o estabelecimento do tratamento cirúrgico o mais precocemente possível no intuito de se reduzir a morbi-mortalidade da doença. Com este propósito indicamos, em nosso protocolo para o diagnóstico precoce desta doença ameaçadora, a realização de um exame de tomografia computadorizada dos ossos temporais para uma criança que apresentar qualquer um dos 13 critérios elencados acima.

O tratamento de escolha para o colesteatoma congênito é cirúrgico. O otologista deve escolher entre os 3 principais procedimentos cirúrgicos para a ressecção da doença: timpanoplastia, timpanomastoidectomia de cavidade fechada e timpanomastoidectomia de cavidade aberta.

CONCLUSÃO: A determinação de critérios para o diagnóstico do colesteatoma congênito é de grande importância para o estabelecimento do tratamento cirúrgico o mais precocemente possível no intuito de se reduzir a morbi-mortalidade da doença.

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TESE

AO-26

TÍTULO: DACRIOCISTORRINOSTOMIA : AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA COM A ABORDAGEM ENDONASAL

AUTOR(ES): LUCIANO CAMPÊLO PRESTES , JOÃO JARNEY MANIGLIA, FÁBIO FABRÍCIO MANIGLIA, RICARDO FABRÍCIO MANIGLIA, MARINA SERRATO COELHO FAGUNDES, ISABELA DE OLIVEIRA, MARCELA SCHMITT

INSTITUIÇÃO: UFPR

RESUMO: A dacriocistorrinostomia consiste em criar uma via de drenagem lacrimal para a cavidade nasal, tendo como objetivo restabelecer a drenagem permanente do sistema excretor obstruído. Objetivo: relatar a experiência do serviço de Oftalmo-Otorrinolaringologia do HC-UFPR em dacriocistorrinostomia endonasal e avaliar a eficácia e segurança deste procedimento. Material e Método: estudo retrospectivo de 122 pacientes ( 169 olhos ) operados entre 2000 e 2008 com obstrução lacrimal comprovada clinicamente. Resultados: a taxa de sucesso alcançada foi de 84% e o índice de complicações pós-operatórias  5 %. Conclusão: a DCR endonasal mostrou-se um procedimento seguro e com eficácia significativa.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-28

TÍTULO: ESTAPEDOTOMIA TOTALMENTE ENDOSCÓPICA: RESULTADOS PRELIMINARES

AUTOR(ES): JOÃO FLÁVIO NOGUEIRA JÚNIOR, MARCOS JULLIAN BARRETO MARTINS, CAROLINA VERAS AGUIAR, ISABELLE OLIVEIRA JATAÍ, ARTHUR CHAVES GOMES BASTOS, JOÃO PAULO SARAIVA ABREU, MOISÉS XIMENES FEIJÃO

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL GERAL DE FORTALEZA

INTRODUÇÃO: As estapedectomias e estapedotomias são realizadas atualmente em grande parte dos centros do mundo com o auxílio de microscópios cirúrgicos, apresentando excelentes resultados. Entretanto o microscópio possui algumas limitações inerentes ao próprio instrumento, como por exemplo campo visual limitado.

Há poucos casos e nenhuma série de casos publicada em literatura indexada sobre a utilização de endoscópios ?naso-sinusais? na realização de estapedotomias e estapedectomias.        

OBJETIVOS: Nosso trabalho tem como objetivos:

a)      Investigar o uso do endoscópio ?naso-sinusal? na realização de estapedotomias em pacientes com otosclerose.

b)     Mostrar os resultados iniciais.

c)      Discutir as possíveis vantagens e desvantagens do uso deste instrumento nestas cirurgias.

METODOLOGIA: Após aprovação no comitê de ética da instituição realizamos 15 estapedotomias puramente endoscópicas entre os meses de novembro de 2009 e maio de 2010. Os dados destes pacientes foram analisados retrospectivamente. As condições anatômicas do nicho da janela oval, status da cadeia ossicular, curso do nervo facial e os passos cirúrgicos foram descritos com acurácia pelo cirurgião e analisados para se avaliar os reais benefícios do procedimento totalmente endoscópico. Os resultados audiológicos foram também analisados e avaliados.

RESULTADOS: Nenhuma complicação foi observada e todos os pacientes referiram melhora subjetiva auditiva, confirmada com exames audiológicos pós-operatórios

CONCLUSÃO: As estapedotomias totalmente endoscópicas são tecnicamente viáveis, seguras e promissoras. Nesta pequena série de 15 casos houve vantagens e desvantagens. As principais vantagens foram: nenhum trauma para o nervo corda do tímpano nos casos em que não foi necessária curetagem da  parede posterior do conduto auditivo externo e um excelente campo de visão, incluindo a visualização das cruras anterior e posterior do estribo, sua supra-estrutura e o nicho da janela oval. As desvantagens foram falta de visão estereoscópica, trabalho unimanual e uma curva de aprendizado. No entanto uma série maior é obrigatória para avaliar o papel real dos endoscópios em cirurgias para otoscleroese bem como para outras doenças da orelha media.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-29

TÍTULO: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE A CIRURGIA ENDOSCÓPICA ISOLADA E A CIRURGIA ENDOSCÓPICA ASSOCIADA AO MINI-CALDWELL-LUC NO TRATAMENTO DO PÓLIPO ANTROCOANAL

AUTOR(ES): MARCO AURÉLIO TOMIYOSHI ASATO , MATHEUS DE SOUZA CAMPOS, ODAIR APARECIDO ADELINO JÚNIOR, EDWIN TAMASHIRO, FABIANA CARDOSO PEREIRA VALERA, RICARDO CASSIANO DEMARCO, WILMA TEREZINHA ANSELMO-LIMA

INSTITUIÇÃO: DIVISÃO DE OTORRINOLARINGOLOGIA HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO USP

INTRODUÇÃO: O pólipo antrocoanal é uma lesão polipóide de caráter benigno, habitualmente unilateral. Acomete principalmente crianças e adolescentes. Seu tratamento é cirúrgico e consiste na retirada completa do pólipo. O método mais comumente utilizado é a cirurgia endoscópica dos seios paranasais, porém muitas vezes esse método apresenta altos índices de recidiva. Uma alternativa para o tratamento é a combinação da cirurgia endoscópica com um mini-Caldwell-Luc.

OBJETIVO: Avaliar a taxa de recidiva e as complicações pós-operatórias dos pacientes submetidos ao mini Caldwell-Luc associado à cirurgia endoscópica nasal e compará-las aos pacientes submetidos apenas à cirurgia endoscópica nasal para o tratamento de pólipo antrocoanal .

METODOLOGIA: Análise retrospectiva de 46 pacientes consecutivos que foram submetidos ao tratamento cirúrgico de pólipo antrocoanal no período 2000 a 2008 no HCFMRP-USP, com seguimento pós-operatório mínimo de 12 meses. Primariamente os pacientes foram submetidos a tratamento cirúrgico endoscópico e, nos casos em que não foi possível a visualização adequada ou remoção da porção antral, foram submetidos ao procedimento de mini-Caldwell-Luc concomitantemente.

RESULTADOS: 46 pacientes foram avaliados, com idade média de 18,69 anos, sendo 28 do gênero feminino.  31 pacientes foram submetidos à cirurgia endoscópica nasal isolada, com 12 deles apresentando recidiva (38%) dentro de um seguimento pós-operatório de 36 ± 22 meses (média ± DP). Entre esses 12 pacientes, 10 deles foram submetidos à nova cirurgia endoscópica nasal associada ao mini Caldwell-Luc. Os outros 15 pacientes foram submetidos primariamente ao acesso de mini Caldwell-Luc associado à cirurgia endoscópica nasal, sendo que nenhum desses 15 pacientes que necessitaram o procedimento de Caldwell-Luc apresentou recidiva da doença após seguimento de 30 ± 15 meses (média ± DP).  Houve diferença estatisticamente significativa quando comparada a taxa de recidiva entre as duas opções de tratamento cirúrgico (p<0,05). Tanto os pacientes submetidos apenas a cirurgia endoscópica quanto aqueles submetidos à cirurgia combinada não apresentaram complicações ou seqüelas a longo prazo, como alterações do crescimento maxilar e dentário ou dor facial. Dentre esses pacientes, apenas 1 apresentou parestesia facial.

CONCLUSÃO: O mini Caldwell-Luc associado à cirurgia endoscópica nasal mostra um ser método efetivo e seguro, sendo necessário principalmente nos casos em que haja dificuldades na remoção da porção antral pólipo ou de lesões residuais apenas pela abordagem via endoscópica nasal isoladamente.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-30

TÍTULO: ESTUDO DO POTENCIAL EVOCADO MIOGÊNICO VESTIBULAR NA VERTIGEM POSICIONAL PAROXÍSTICA BENIGNA RECORRENTE E NÃO RECORRENTE

AUTOR(ES): RICARDO SCHAFFELN DORIGUETO , KÊNYA RESENDE CYPRESTE, ROBERTA DE ALMEIDA RIBEIRO, MÁRIO SÉRGIO LEI MUNHOZ

INSTITUIÇÃO: UNIFESP

Introdução: A Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é uma doença de alta prevalência, e apesar de benigna, pode seguir um curso crônico e recidivante, e impor prejuízos à qualidade de vida do paciente. O estudo do funcionamento dos órgãos otolíticos e suas vias centrais, por meio do potencial evocado miogênico vestibular (VEMP), pode ser a chave para a compreensão dos mecanismos de formação, recorrência e persistência na VPPB. Objetivos: Verificar a prevalência de achados anormais do reflexo sáculo-cólico por meio do potencial evocado miogênico vestibular em pacientes com vertigem posicional paroxística benigna, de acordo com a forma recorrente e não recorrente da doença. Método: Estudo transversal controlado com intervenção diagnóstica por meio do VEMP em pacientes com a forma recorrente e não recorrente da VPPB. Resultados: A freqüência de anormalidades ao VEMP foi significantemente maior nos pacientes do grupo VPPB que no grupo controle (p<0,001). Foram encontradas alterações quando a ausência de resposta, o índice se assimetria e as latências de p13 e n23, no entanto apenas os parâmetros ausência de resposta (p<0,001) e o índice de assimetria (p<0,001) apresentaram diferença estatística em relação ao grupo controle. Houve uma tendência maior de anormalidades ao VEMP nos pacientes pertencentes ao grupo recorrente em relação ao grupo não recorrente (p=0,09). Conclusões: O potencial evocado miogênico vestibular identifica anormalidades do reflexo sáculo-cólico em aproximadamente metade dos pacientes com vertigem posicional paroxística benigna. Houve tendência de prevalência de anormalidades do reflexo sáculo-cólico nos pacientes com a forma recorrente da doença.

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TESE

AO-31

TÍTULO: ESTUDO DO POTENCIAL MIOGÊNICO VESTIBULARES DE ESTADO ESTÁVEL

AUTOR(ES): JOSÉ FERNANDO COLAFÊMINA

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE RIEIRÃO PRETO USP E UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

Introdução: Atualmente, o potencial evocado miogênico vestibular (VEMP) é utilizado, em alguns centros especializados, na composição da avaliação vestibular, com a peculiaridade de analisar, especificamente, o sáculo e o nervo vestibular inferior, regiões não observadas pelos exames vestibulares tradicionais.  A avaliação do potencial evocado miogênico vestibular é realizada por meio da captação de um potencial eletromiográfico, no domínio do tempo, decorrente da estimulação acústica de forte intensidade da mácula sacular. Um método promissor, utilizado em outros tipos de potenciais evocados, como o auditivo por exemplo, possibilita a análise dos potenciais no domínio das frequências. A técnica de estado estável, como é conhecida, viabiliza a realização do exame com diferentes tipos de estímulos, simultaneamente, e a análise de cada uma das respostas em separado.Objetivo :  Utilizar a técnica de estado estável para a obtenção de potenciais evocados miogênicos vestibulares, comparando a presença de respostas nos exames desses potenciais no domínio do tempo, com as obtidas nos exames, no domínio das frequências.Metodologia: Desse modo, captou-se o potencial evocado miogênico vestibular no músculo esternocleidomastóideo ipsilateral à estimulação, no domínio do tempo, em 156 orelhas (78 adultos jovens com audição normal) nas frequências de 250, 500, 1000 e 2000 Hz, taxa de 5 Hz,  intensidade de 95 dB NAn. Os registros foram realizados em janelas de 50 ms. Em seguida, realizou-se a captação do potencial evocado miogênico de estado estável nessas mesmas frequências portadoras (escolhida uma frequência para cada indivíduo), moduladas em 20, 37, 40, 43, 70, 77 e 80 Hz Resultados: Na captação do exame no tempo, observou-se presença de onda em 150 dos 156 exames realizados (96,15%). As respostas encontradas, por frequência modulada, independente da portadora, registraram maiores presenças de picos e amplitudes médias para frequências menores que 43 Hz. A avaliação das respostas, por frequência portadora até 1.000 Hz, teve maior eficiência nas moduladoras de 37, 40 e 43 Hz, com odds ratio maior que 6,9. Para a portadora de 500 Hz, modulada a 20 Hz, entretanto, a resposta também esteve presente de maneira significativa e o valor do odds ratio igual a 11,5. Em 2.000 Hz, as respostas só foram observadas adequadamente em 37 e 40 Hz, porém com índices baixos de igualdade com as respostas do domínio do tempo (63,3 %). Conclusão: O potencial evocado miogênico vestibular de estado estável possui forte associação com o VEMP no domínio do tempo, sendo as respostas mais adequadas entre 37 e 43 Hz, independente da frequência portadora. Clinicamente, o VEMP de estado estável possibilitará a detecção de acometimentos do nervo vestibular inferior em estágios iniciais, justamente pela observação de uma porção maior desta fibra e a realização de um diagnóstico mais preciso, em um intervalo de tempo menor e independente da interpretação do avaliador.

Key-words: potencial miogênico , estado estável, potencial evocado

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TRABALHO EXPERIMENTAL

AO-32

TÍTULO: ESTUDO EXPERIMENTAL COMPARATIVO ENTRE: BUTIL-2-CIANOACRILATO (HISTOACRYL®) E SELANTE DE FIBRINA (TISSUCOL®) NO FECHAMENTO DO SEPTO NASAL EM COELHOS

AUTOR(ES): FÁBIO ZANINI , FÁBIO DURO ZANINI, JOSÉ EDUARDO LUTAIF DOLCI, HENRIQUE OLIVAL COSTA

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA SANTA CASA DE SÃO PAULO

Introdução: A cirurgia do complexo nasossinusal, pela dificuldade de acesso anatômico e abundante irrigação vascular, apresenta algumas dificuldades técnicas, principalmente na fixação de enxertos, estabilização de estruturas confeccionadas e prevenção de complicações hemorrágicas e infecciosas. Os adesivos cirúrgicos têm-se mostrado como um possível auxiliar no controle dessas situações. Alguns autores referem o uso da cola de fibrina (Tissucol®) e butil-2-cianoacrilato (Histoacryl®) na confecção e fixação de enxertos em cirurgias nasais, com excelentes resultados a longo prazo, embora outros autores refiram efeitos adversos. Objetivo: comparar a intensidade das reações teciduais na mucosa septal desencadeadas pelo uso das colas butil-2-cianoacrilato (Histoacryl®) e cola de fibrina (Tissucol®) no fechamento do espaço subpericondrial do septo nasal de coelhos. Material e método: O estudo utilizou 33 coelhos da raça neozelandesa, nos quais foi descolado o mucopericôndrio da cartilagem septal na fossa nasal esquerda. Posteriormente os espaços criados pelo descolamento foram fechados de três maneiras diferentes ? com Tissucol®, Histaocryl® e sem produto algum (controle) ? sendo avaliados: fibrose; inflamação aguda; inflamação crônica; reação de corpo estranho e; úlcera mucosa até 28 dias. Resultados: Acompanhados em intervalos de 8 e 28 dias não se evidenciou nenhuma diferença na reação histológica da mucosa entre os processos avaliados pelo teste ?20,05;8gl. Conclusão: No que se refere ao uso do butil-2-cianoacrilato, do Tissucol® ou de nenhuma forma de contenção para o fechamento do mucopericôndrio descolado de septo nasal de coelhos, não existiu nenhuma diferença nas reações teciduais da mucosa septal nos três grupos estudados.

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TRABALHO EXPERIMENTAL

AO-33

TÍTULO: EXPRESSÃO GÊNICA DAS METALOPROTEINAS MMC 1, MMC 2, MMC9 E INIBIDOR DE METALOPROTEINAS TIMP 1 NA POLIPOSE NASOSSINUSAL

AUTOR(ES): RAFAEL ROSSELL MALINSKY , CRISTIANE MILANEZE, JOÃO SANTANA, FABIANA VALERA, WILMA T. ANSELMO-LIMA

INSTITUIÇÃO: SERVIÇO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DA FACULADADE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO-RIBEIRÃO PRETO

INTRODUÇÃO: A polipose nasossinusal é uma doença caracterizada por um edema da mucosa associada a uma degeneração de intensidade variável, iniciando geralmente na região do meato médio, podendo migrar para os seios paranasais e fossas nasais, está correlacionada a diferentes patologias. As metaloproteinases da matriz (MMP), endopeptidases dependentes de cálcio e zinco, formam um grupo de enzimas que podem coletivamente degradar quase todos componentes da matriz extracelular(MEC). A degradação das proteínas da MEC é regulado pelas MMP e por seus inibidores de metaloproteinases(TIMP). Estudos vêm relacionando a expressão das MMPs e das TIMPs em doenças inflamatórias crônicas das vias aéreas. Pesquisas mostraram que a MMP-9 pode exercer um papel no remodelamento da via aérea superior em pacientes com polipose nasossinusal, já a expressão da MMP-2 na mucosa nasal foi igual a dos controles. A correlação entre as metaloproteinases MMP-1, MMP-2, MMP-9 e TIPM-1 e a doença polipose nasossinusal permanece incerta, não havendo até o momento estudos conclusivos sobre o tema.

OBJETIVOS: avaliar a expressão gênica das metaloproteinas MMC1, MMC 2, MMC 9 e o inibidor de metaloproteinase TIMP 1 em pólipos nasais.

METODOLOGIA: estudou-se 30 amostras de pólipos nasais de pacientes com polipose nasossinusal, submetidos à cirurgia endoscópica nasossinusal entre 2003 e 2006 na divisão de Rinologia e 19 amostras de biopsia de conchas médias de pacientes submetidos á septoplastia, rinoseptoplastia ou cirurgia otologica e que não apresentavam doença nasossinusal crônica. Foi estudado a expressão gênica dos RNAm das metaloproteinas MMC-1,MMC-2 e MMC-9 e o inibidor de metaloproteínas TIMP-1 dos pólipos retirados no intraoperatório e na mucosa controle através da tecnica de Trizol Reagent®.

RESULTADOS: a idade variou de 16 à 71 anos com média de 44,2 anos, quanto ao sexo 46,7% do sexo masculino e 53,3% do feminino. MMP-1, variando de 0,21 à 41,5, média de 9,79. MMP-2, 26 pacientes apresentaram expressão gênica variando de 1,01 à 7,81 com média de 3,43. MMP-9, 25 pacientes apresentaram expressão gênica com variação de 0,26 à 19,49, média de 5,25. Não houve expressão do RNAm da TIMP-1.

DISCUSSÃO: o verdadeiro papel da MMP-2 na polipose nasossinusal permanece controverso, já o papel da MMP-2 na ativação da produção de fibroblastos e no remodelamento do epitélio respiratório foi visto em estudos in vitro. Em pacientes com rinite alérgica e polipose nasal pode haver um aumento da MMP-2 e MMP-9 associado ao remodelamento do epitélio respiratorio. Observamos maior expressão do RNAm da MMP-1 nos pacientes com polipose em relação ao grupo controle, enquanto outro autor não encontrou diferença significativa na expressão de MMP-1. Estudos encontraram uma baixa expressão de TIMP-1 em polipos nasais.

CONCLUSÃO: houve uma maior expressão do RNAm das metaloproteinases MMP-1, MMP-2 E MMP-9 nos pacientes com polipose em relação ao grupo controle, não existiu expressão do RNAm da TIMP-1.

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TESE

AO-34

TÍTULO: FATORES DE RISCO PARA A OTITE MÉDIA COM EFUSÃO

AUTOR(ES): FERNANDO CÉSAR FRANÇA ARAÚJO , MELÂNIA DIRCE OLIVEIRA MARQUES, RAÍSSA VARGAS FELICI, ANNA MILENA BARRETO FERREIRA FRAGA, MARCOS MARQUES RODRIGUES, JANE MARIA PAULINO, LUIS FRANCISCO DE OLIVEIRA

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE DA SANTA CASA DE LIMEIRA

Introdução

A otite média com efusão (OME) caracteriza-se pela presença crônica de secreção na cavidade da orelha média, com uma membrana timpânica (MT) íntegra e sem sinais de inflamação aguda, que persiste por no mínimo oito semanas. A incidência é de 27% em estudos baseados nos atendimentos em clínicas; e 7 a 15% quando os estudos são realizados dentro de a comunidade. Constitui a causa mais freqüente de perda auditiva na infância; com implicações na aquisição fala.

 

Materiais e Métodos

Foram avaliadas 50 crianças entre 1 e 12 anos com diagnóstico de OME uni ou bilateral, confirmados pela otoscopia, associado a curva Tipo B a imitanciometria, sendo excluídas os pacientes com episodio de OMA há menos de 8 semanas.

Na anamnese e exame físico eram avaliados Sexo, Anomalias craniofaciais, Otite media recorrente ( OMR ), episódios de Otorréia e OMA e a se o primeiro episodio ocorreu antes dos 6 meses de idade, Tabagismo passivo, Atraso no desenvolvimento intelectual, permanência em Creche, Antecedentes familiares, sinais e sintomas de Rinite alérgica e Otoscopia. Foi realizado também audiometria para os maiores de 2 anos e radiografia de cavum de todos para avaliar hipertrofia adenoidiana.

 

Resultados

Entre as 50 crianças eram do sexo masculino  48% e  52% sexo feminino,  com idade entre 1 a 12 anos, com idade media de 4,9 anos. Apresentaram anomalias craniofacias 2%; pelo menos 1 episodio de otorréia em 32%  dos pacientes; OMR  em  46%; com relação a OMA  26% apresentaram o primeiro episodio antes dos 6 meses de idade, 64% apresentou após 6 meses de idade, totalizando 90% dos casos com pelo menos 1 episodio de OMA.

O tabagismo passivo foi encontrado 46%  dos casos, Atraso no desenvolvimento intelectual estava presente em  20%  da amostra; Entre os menores de 5 anos  68,5%  freqüentavam creches; Já os pacientes com antecedentes familiares de OMR / OME eram 20% ; apresentavam rinite alérgica  72 %  casos.

A hipertrofia adenoidiana confirmada a radiografia corresponde  80%  dos pacientes. E a audiometria, 26% estavam com audição preservada, 69,6% com perda condutiva  e 4,3% com perda mista.

 

Discussão

Dentre os analisados por nossa amostra, a idade apresentou um pico de incidência entre 3 a 5 anos de acordo com a literatura, mas sem predileção por sexo.  Entre os fatores com maior associação estavam os episódios de OMA, Tabagismo passivo, permanência em Creches, Rinite alérgica e Hipertrofia de adenóides.

Com relação a perda auditiva presente em 69,6% dos casos, foi superior a media da literatura, mostrando a importância da patologia. E a perda neuro-sensorial compatível com estudo de Marone.

 

Conclusão

A grande incidência da patologia associada a morbidade devido a disacusia e dificuldade no aprendizado, mostram a importância do conhecimento dos fatores de risco para a OME para seu melhor diagnóstico e tratamento.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-35

TÍTULO: FECHAMENTO DE FÍSTULAS INTRAOPERATÓRIAS DE ALTO DÉBITO EM NEUROENDOSCOPIA DA REGIÃO SELAR

AUTOR(ES): HENRIQUE FARIA RAMOS , CARLOS DIÓGENES PINHEIRO-NETO, PEDRO PAULO MARIANI, FABRIZIO RICCI ROMANO, LUIZ UBIRAJARA SENNES, ARTHUR CUKIERT

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DR. EURYCLIDES DE JESUS ZERBINI

Introdução: A ressecção ampliada de tumores hipofisários, a abertura de cisternas e a comunicação com os ventrículos durante a cirurgia são fatores que aumentam consideravelmente o risco de fístula liquórica no pós-operatório. Diante destes casos, a reconstrução do defeito na base do crânio deve ser feita de modo mais agressivo.

Objetivos: Descrever e analisar a técnica de reconstrução endoscópica utilizada pelo nosso serviço em casos de fístulas liquóricas de alto débito, especialmente quando existe comunicação com o sistema ventricular.

Métodos: Sete pacientes com fístulas intraoperatórias de alto débito e exposição de cisternas e sistema ventricular foram estudados. Inicialmente, coloca-se gordura da face lateral da coxa para preencher o espaço vazio deixado pelo tumor. Em seguida, posicionam-se duas camadas de fáscia lata underlay que são apoiadas nos limites da abertura dural, cobertos por uma terceira camada de fáscia lata overlay. Coloca-se cola de fibrina. Uma camada de gordura é posicionada para preencher o recesso clival do seio esfenóide Após a confecção do retalho nasosseptal posterior, mobiliza-se o mesmo para cobrir toda região do defeito. Recobre-se o retalho com Surgicel® e, depois, cola de fibrina. Sobre o retalho, colocam-se duas ou três camadas de Gelfoam®. Finalmente, posiciona-se uma sonda de Foley e se insufla o balão com água para fazer uma contrapressão na área reconstruída. Drenagem lombar externa é, então, realizada.

Resultados: A fístula de alto débito foi selada adequadamente em cinco pacientes. Um paciente evoluiu com fístula liquórica pós-operatória e meningite. Após o tratamento do quadro infeccioso o paciente foi submetido a uma reabordagem para reconstrução do defeito dural, evoluindo com fechamento adequado. Um paciente apresentou hiperdrenagem pela derivação lombar após episódio de agitação psicomotora, evoluindo com pneumoencéfalo extenso. Também necessitou de reabordagem para reposicionamento das camadas da reconstrução.

Conclusões: A reconstrução com múltiplas camadas intradurais e retalhos pediculados, associada à derivação lombar externa mostrou-se efetiva no manejo de fístulas liquóricas de alto débito intraoperatórias onde havia exposição do sistema ventricular.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-36

TÍTULO: IMPACTO DA RINOPLASTIA PRIMARIA NA PATENCIA NASAL

AUTOR(ES): ODAIR APARECIDO ADELINO JÚNIOR , FLÁVIA SILVEIRA, FABIANA CARDOSO PEREIRA VALERA, MARCELO GONÇALVES JUNQUEIRA LEITE, RICARDO MIRANDA LESSA, EDWIN TAMASHIRO, WILMA TEREZINHA ANSELMO-LIMA

INSTITUIÇÃO: HCFMRP - USP

Introdução:

O impacto da rinoplastia na permeabilidade nasal tem sido tema constante de discussão, tanto pela repercussão funcional quanto pelos aspectos legais.

O objetivo do presente estudo é a avaliar de uma forma objetiva, através da rinometria acústica, possíveis mudanças na patência nasal após a cirurgia de rinoplastia e caracterizá-las quanto à intensidade e à localização.

 

Materiais e métodos:

Foram incluídos 44  pacientes entre 18 e 60 anos, do ambulatório de Otorrinolaringologia e que tinham obtido indicação cirúrgica de rinoplastia, com abordagem de ponta e dorso no mesmo tempo cirúrgico. Os pacientes selecionados foram submetidos ao exame de rinometria acústica antes e seis meses após a cirurgia, em ambas. As seguintes medidas foram feitas em cada avaliação:

- MCA1: área de secção transversal mínima da narina de 0 a 22mm, correspondendo à válvula nasal interna;

- Dist1: distância da ponta nasal até MCA1;

-MCA2: área de secção transversal mínima da narina de 22 a 54mm, correspondendo à área da cabeça da concha inferior;

- Dist 2: distância da ponta nasal até MCA2;

- Vol 0-3: volume nos primeiros 3 cm de cada narina

- Vol 0-3 total: volume nos primeiros 3 cm nas duas narinas em conjunto

 Neste estudo, foi utilizado o teste paramétrico t de Student pareado, considerando-se significativa p<0,05.

 

Resultados:

Foram avaliados 44 pacientes, sendo 38 do sexo feminino e 6 do masculino; a idade média foi de 36±9 anos.

Em relação à válvula nasal, a rinoplastia não influenciou na distância da ponta à ela  para nenhum dos lados. Não houve alteração significativa na área da válvula nasal para o lado direito, porém houve uma diminuição significativa desta área no lado esquerdo .

Já em relação à cabeça da concha inferior, houve uma diminuição significativa da sua distância à ponta nasal para os dois lados após a cirurgia. No entanto, não observamos diferença entre as áreas de constrição máximas referentes a MCA 2 em nenhum dos lados entre os dois momentos.

Para melhor avaliar o efeito da rinoplastia sobre o volume nasal, inserimos a medida de Vol 0-3, sendo o volume calculado nos primeiros 3 centímetros de distância para cada narina e em seguida, calculado a somatória das duas narinas. Observamos uma diminuição significativa do Vol 0-3 tanto para a narina direita           quanto para a esquerda. Esta diminuição também foi significativa quando somamos os dois lados, demonstrando que a rinoplastia diminuiu significativamente o volume nasal total nos 3 primeiros centímetros, para as duas narinas.

 

Discussão:

O presente estudo avaliou pacientes que foram submetidos apenas à rinoplastia estética. Nossos resultados demostraram uma discreta redução de MCA1, área na região da válvula nasal interna, embora não tenha havido alterações na distância entre a válvula e a ponta nasal.

Já em relação à cabeça da concha inferior, não observamos mudança em relação à área MCA 2, mas a sua distância até a ponta nasal teve uma redução bastante significativa. Nossa expectativa era que houvesse uma diminuição na área MCA 2 e manutenção da sua distancia até a ponta nasal ( D2), porém o resultado pode ser explicado por uma provável rotação anterior da cabeça da concha inferior após as osteotomias, com manutenção com manutenção da área local.

 

Conclusão:

A rinoplastia promove uma redução na área transversal ao nível da válvula nasal interna em sua porção proximal (MCA1) e aproxima a cabeça da concha inferior da ponta nasal (D2), promovendo, consequentemente, redução do volume nasal (Vol 0-3) nos três primeiros centímetros nasais.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-37

TÍTULO: IMPACTO DO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO NA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO: RESULTADOS PRELIMINARES DE UMA METANÁLISE

AUTOR(ES): CRISTINA SALLES , ANDRÉA BARRAL, PRISCILA DE CARVALHO ALMEIDA, CARLA KOBAYASHI, ISABELLA FERNANDA S. FERREIRA, REGINA TERSE TRINDADE RAMOS, ÁLVARO CRUZ

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Introdução: A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono e a Doença do Refluxo Gastroesofágico são processos distintos que podem apresentar sinais e sintomas semelhantes, que podem estar sobrepostos, mas podem também gerar confusão no diagnóstico. Essas patologias resultam em sono fragmentado e sonolência excessiva diurna. Objetivo: avaliar se o tratamento do refluxo gastroesofágico pode reduzir o índice de apneia e hipopneia. Tipo de Estudo: Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados com metanálise. Estratégia de Busca: As fontes de estudos - utilizadas nos idiomas português, inglês e espanhol (onde não haverá restrições concernentes à data ou quaisquer outras) - serão: EMBASE, LILACS, MEDLINE, SCISEARCH, WEBofScience, CINAHL, Psyclinfo, BIREME, a base de dados de ensaios clínicos controlados da Colaboração Cochrane, o registro de ensaios controlados aleatórios. Critérios para a Seleção dos Estudos: todos os ensaios clínicos que investigaram o benefício do tratamento da DRGE sobre a SAOS. Participantes: indivíduos com mais de 18 anos, de ambos os sexos, de qualquer etnia, com sintomas consistentes para síndrome da apnéia obstrutiva do sono e confirmação polissonográfica, com ou sem doença do refluxo gastroesofágico (para associação). O diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico foi feito por meio de pHmetria ou estudo Wireless do pH. Os pacientes foram submetidos a tratamento medicamentoso para refluxo gastroesofágico Intervenção: medicamentos para tratamento do refluxo gastroesofágico, exceto cisaprida e metoclopramida. Principais Variáveis Estudadas: índice de apnéia e hipopnéia antes e após tratamento e tempo total de refluxo ácido gastroesofágico antes e após tratamento. Resultados: Inicialmente foram selecionados 24 artigos, destes 2 foram elegíveis para a inclusão. Foi observada uma diferença estatisticamente significante entre a média do índice de apnéia e hipopneia antes e após tratamento medicamentoso (p < 0,001) e a média do tempo total de refluxo ácido gastroesofágico antes e após tratamento medicamentoso (p = 0,001). Conclusão: Os estudos examinados nesta revisão sistemática demonstram que o tratamento medicamentoso para o refluxo gastroesofágico reduz o índice de apnéia e hipopneia.

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TESE

AO-38

TÍTULO: IMPLICAÇÕES DA OBSTRUÇÃO NASAL CRÔNICA SOBRE AS QUALIDADES VOCAIS E A MUCOSA LARÍNGEA. ANÁLISE VOCAL E ACHADOS VIDEOENDOSCÓPICOS EM CRIANÇAS DE 4 A 12 ANOS

AUTOR(ES): TATIANA MARIA GONÇALVES , ROBERTO BADRA DE LÁBIO, ELAINE LARA MENDES TAVARES, RAFAEL CERANTO ALVARADO, LÍDIA RAQUEL DE CARVALHO, REGINA HELENA GARCIA MARTINS

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - UNESP/ DISCIPLINA DE OTORRINOLARINGOLOGIA

Objetivos: investigar as implicações da obstrução nasal crônica sobre as qualidades vocais e a mucosa laríngea. Casuística e Métodos ? dois grupos de crianças de 4 a 12 anos, subdivididos em faixas etárias, de 4 a 6, de 7 a 9 e de 10 a 12 anos: GC (grupo controle, n-60) - escolares saudáveis, sem sintomas nasais, auditivos ou vocais; GON (grupo obstrução nasal, n-60) - crianças com obstrução nasal crônica por hipertrofia adenotonsilar e/ou rinite alérgica, sem surdez neurossensorial.  Os pais responderam questionário sobre voz, as crianças foram submetidas à videoendoscopia (nasofibroscopia/telescopia), análise vocal perceptivo-auditiva (escala GRBASI, TMF, ataque vocal, coordenação pneumofonoarticulatória e ressonância), análise acústica (programa Multi-Speech 3700 - Fo, % de jitter, PPQ, % de shimmer, APQ, NHR e SPI), pesquisa das emissões otoacústicas, audiometria e timpanometria. Resultados ? os grupos foram similares quanto à idade e gênero (>0,05); as informações dos pais indicaram índice de disfonia de 76,6% em GON, sendo que oito delas apresentaram hipoacusia condutiva leve. Lesões laríngeas ocorreram em 58% das crianças de GON (inflamação, espessamento mucoso, nódulos e cistos). O grupo GON apresentou maiores pontuações de GRBASI (p<0,05), menores valores do TMF, ressonância insuficiente nasal, incoordenação penumofonoarticulatória e ataque vocal brusco ou aspirado. A análise acústica de GON revelou valores menores de F0 e maiores de PPQ, APQ e SPI (p<0,05). Conclusões: obstrução nasal acarretou alterações nas análises vocais perceptivo-auditivas e acústicas, além de diversas lesões laríngeas, demonstrando a importância da identificação e do tratamento conjunto desses quadros no tratamento das disfonias infantis.

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AO-39

TÍTULO: INFLUÊNCIA DA MIGRAÇÃO EPITELIAL NA CICATRIZAÇÃO DA PERFURAÇÃO TIMPÂNICA EM CHINCHILLA LANIGER

AUTOR(ES): CORINTHO VIANA PEREIRA, SILVIO DA SILVA CALDAS NETO, CAROLINA VASCONCELOS, RODRIGO AUGUSTO DE SOUZA LEÃO, LEONARDO VIANA PEREIRA

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

A membrana timpânica tem capacidade de cicatrizar espontaneamente, apesar de alguns indivíduos persistirem com a perfuração. O fechamento das perfurações ocorre pelo avanço da camada epidérmica da membrana timpânica. O estudo teve como objetivo analisar a capacidade de migração epitelial da membrana timpânica do Chinchilla laniger e relacionar a cicatrização espontânea de perfurações timpânicas subagudas. Duas fases compuseram o estudo. Na primeira, a membrana timpânica do chinchila foi marcada à nanquim com um ponto e foi medida sua movimentação, determinando a velocidade da migração epitelial. Na segunda, produziu-se uma perfuração subaguda da membrana timpânica, medindo-se o tempo cicatrização espontânea. Foi medida a correlação da velocidade da migração epitelial da membrana timpânica e do tempo de cicatrização espontânea da perfuração subaguda. A média das velocidades de migração epitelial foi de 0,095+-0,02 mm/dia. A média dos tempos de cicatrização espontânea da perfuração subaguda foi de 10,4+-2,7 dias. Todas as perfurações timpânicas apresentaram cicatrização espontânea. Não foi encontrado correlação entre a velocidade de migração epitelial e o tempo de cicatrização espontânea da perfuração subaguda do Chinchilla laniger.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-40

TÍTULO: INVESTIGAÇÃO MOLECULAR DA SÍNDROME DA APNÉIA/HIPOPNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO

AUTOR(ES): THIAGO BITTENCOUT OTTONI DE CARVALHO , ANA GABRIELA GONÇALVES TORISAN, NELY SILVA ARAGÃO DE MARCHI, VÂNIA BELINTANI PIATTO, FERNANDO DRIMEL MOLINA, JOSÉ VICTOR MANIGLIA

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - FAMERP

Introdução: a síndrome da apnéia/hipopnéia obstrutiva do sono é um dos distúrbios mais complexos do sono, envolvendo múltiplos fatores genéticos contribuintes para o fenótipo. A serotonina está envolvida na regulação de uma variedade de funções viscerais e fisiológicas, inclusive o sono.Polimorfismos no gene 5-HTR2A podem alterar a transcrição afetando o número de receptores do sistema serotoninérgico, contribuindo para a SAHOS.Objetivo:investigar a prevalência dos polimorfismos T102C e -1438G/A no gene HTR2A em pacientes com e sem SAHOS.Casuística e Método: estudo molecular em 100 pacientes como casos-índice e em 100 como grupo controle, de ambos os gêneros.O DNA foi extraído de leucócitos de sangue periférico e realizada a amplificação pelas técnicas da PCR-RFLP.Desenho:estudo de caso/controle em corte transversal.Resultados: Houve maior prevalência do gênero masculino (73%) nos casos-índice e o feminino foi o predominante no grupo controle em 60% dos casos, sendo esta relação significante (p<0,0001).Em relação ao IMC, os pacientes com SAHOS teve maior prevalência nas classificações de sobrepeso e obesidade Grau I, perfazendo o total de 82% dos casos, enquanto que o grupo controle teve a maior prevalência nas classificações de peso ideal e obesidade Grau I (73% do total), sendo esta diferença significante (p=0,0081).Ambos os grupos tiveram a maior prevalência da idade nas faixas de adulto jovem e adulto, perfazendo o total de 92% e 96%, respectivamente, sendo esta relação significante (p=0,0007).Os casos-índice apresentaram os valores médios do IMC, da faixa etária e do IAH significativamente maiores quando comparados aos valores médios do grupo controle. As frequências alélicas T e C para os casos-índice foram T=0,56 e C=0,44 e para os controles foram T=0,545 e C=0,455, não apresentando diferença estatística entre os grupos (p=0,8406).As frequências alélicas G e A para os casos-índice foram G=0,345 e A=0,655 e para os controles G=0,455 e A=0,545, mostrando diferença estatística entre os grupos (p=0,0321).Houve diferença estatística dos genótipos do polimorfismo -1438G/A encontrados nos casos-índice em relação ao grupo controle (p=0,0177).Houve diferença significativa entre o genótipo AA do polimorfismo -1438G/A e pacientes com SAHOS (OR:2,3; IC95%:1,20-4,38; p=0,01).A prevalência do gênero masculino nos casos-índice em relação aos genótipos do polimorfismo -1438G/A foi significante quando comparado aos controles (p<0,0001).Houve associação estatisticamente significante dos genótipos do polimorfismo -1438G/A com o IMC entre 25 e 35 Kg/m2 nos casos-índice em relação aos controles (p<0,0182).Não houve associação de ambos os polimorfismos estudados e a gravidade da SAHOS nos casos-índice (p>0,05).Conclusões: os mecanismos serotoninérgicos parecem estar relacionados a SAOS.Não há diferenças na prevalência do polimorfismo T102C entre os pacientes com SAOS e o grupo controle.Há evidências de associação entre o polimorfismo -1438G/A e a SAOS.

 

Fomento: FAPESP Processo nº2008/01070/4.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-41

TÍTULO: MANIFESTAÇÕES OTORRINOLARINGOLÓGICAS NAS DENGUE CLÁSSICA E HEMORRÁGICA

AUTOR(ES): FERNANDO ANTÔNIO BARBOSA AGUIAR , MAURICIO AQUINO PAGANOTTI, FELIPPE ANTÔNIO BARBOSA AGUIAR, DIANA ARANTES SAD RAMALHO

INSTITUIÇÃO: URS NOVO HORIZONTE=SERRA-ES (SUS)

Dengue é uma doença febril aguda, causada por um arbovírus, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Apresenta manifestações clássicas como febre, mialgia, epistaxe, odinofagia, vertigem e zumbido. Constitui um sério problema de saúde pública. 

O objetivo do nosso estudo foi avaliar pacientes com dengue, que apresentam sintomatologia otorrinolaringológica como manifestação inicial. 

Foi realizado um estudo prospectivo, incluindo 13 pacientes com dengue, com sorologia comprovada, que manifestaram queixas otorrinolaringológicas na URS NOVO HORIZONTE NA PREF.MUNICIPAL DE SERRA-ES no período de março de 2008.

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AO-42

TÍTULO: MEMBRANA DO BIOPOLÍMERO DA CANA-DE-AÇÚCAR: ANÁLISE HISTOMORFOMÉTRICA NA ORELHA MÉDIA DOS RATOS.

AUTOR(ES): DÉBORA LOPES BUNZEN MAYER , SILVIO DA SILVA CALDAS NETO, MARIANA LEAL DE CARVALHO, JULIANA GUSMÃO DE ARAÚJO, ANTÔNIO ANTUNES MELO, ROBERTO JOSÉ VIEIRA DE MELLO

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

Introdução: Um novo biomaterial derivado do melaço da cana-de-açúcar, em forma de membrana, surge para ser testado quanto ao seu uso na cirurgia otológica. Inicialmente há de se estabelecer seu comportamento na orelha média em animais de experimentação. Será utilizada a histomorfometria para avaliar o resultado da interação da membrana do biopolímero da cana-de-açúcar na orelha média do rato. Material e Método: Foi realizado um estudo experimental, prospectivo e pareado com 36 ratos Wistar.  A membrana do biopolímero da cana-de-açúcar foi inoculada através de perfuração transtimpânica na orelha média direita e a fáscia autóloga na orelha esquerda. Após o experimento 24 ratos foram selecionados para análise sendo subdivididos em 3 subgrupos de 8 e sacrificados com 4, 8 e 12 semanas após a cirurgia. A espessura da mucosa da bula e da membrana timpânica (MT) foram medidas. Análise histológica qualitativa e quantitativa foi realizada. Resultados: A média geral da espessura da mucosa foi 64,0µm e da MT foi 27,3µm, no grupo do biopolímero da cana-de-açúcar. No grupo controle os valores foram 42,3µm e 20,1µm, respectivamente. Não houve diferença estatisticamente significante entre as médias da mucosa e da MT do grupo controle e experimental. O grau do espessamento foi leve na maioria dos casos, em ambos os grupos. Ocorreu exsudato inflamatório na maioria das bulas do grupo experimental. A mucosa da bula diminuiu de espessura ao longo do experimento. Houve três casos de absorção completa do biopolímero no tempo tardio. Discussão: Na análise histomorfométrica partiu-se do princípio que o espessamento da mucosa e da MT pode estar relacionado à agressão sofrida na orelha média. Desse modo, a sua alteração indiretamente indicaria a intensidade da reação inflamatória. Houve exsudato ao redor da membrana do biopolímero da cana-de-açúcar com infiltrado celular na maioria das bulas do grupo experimental e houve apenas um caso de exsudato no grupo controle. Apesar disto não houve diferença estatística nas medidas da histomorfometria entre os materiais, talvez porque a reação inflamatória provocada pelo biopolímero da cana-de-açúcar foi localizada e não comprometeu toda a extensão da mucosa na bula. Houve diferença estatisticamente significativa entre os tempos dentro do grupo experimental com diminuição dos valores da mucosa da bula. A inflamação diminuiu com o tempo, tanto pelos achados qualitativos, com diminuição ou ausência de exsudato no tempo tardio, quanto na avaliação quantitativa, com retorno das médias aos valores normais. Presume-se com isso, que a membrana do biopolímero pode causar inflamação inicial mas que  regride com o tempo. Conclusão: A partir da análise histomorfométrica concluiu-se que o contato da membrana do biopolímero da cana-de-açúcar com a mucosa da orelha média dos ratos apresentou resultados semelhantes ao da fáscia autóloga principalmente no tempo tardio do experimento.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-43

TÍTULO: METILPREDNISOLONA INTRATIMPÂNICA COMO TERAPIA DE RESGATE NA SURDEZ NEUROSSENSORIAL SÚBITA

AUTOR(ES): GUSTAVO SUBTIL MAGALHÃES FREIRE , JAIRO DE BARROS FILHO, IGOR TEIXEIRA RAYMUNDO, THAÍS GONÇALVES PINHEIRO, NILDA AGOSTINHO MAIA, CARLOS AUGUSTO OLIVEIRA, FAYEZ BAHMAD JUNIOR

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA

Introdução: O tratamento da surdez súbita é uma das questões mais controversas da Otologia, no entanto, os corticóides sistêmicos têm sido a opção mais escolhida por referidos autores como padrão ouro de tratamento. O uso de corticóide intratimpânico como terapia de segunda linha para  tratamento de casos refratários de surdez súbita tem sido relatado e os resultados promissores têm feito alguns autores promoverem o seu uso como terapia de primeira linha, indicando-a para todos os casos de surdez súbita.

Objetivos: Descrever essa nova modalidade de tratamento e avaliar a sua segurança e eficácia em quatorze pacientes tratados após falha da corticoterapia oral.

Materiais e Métodos: Trata-se de estudo analítico prospectivo em que quatorze pacientes portadores de surdez súbita neurossensorial foram tratados com metilprednisolona intratimpânica após falha da corticoterapia oral. Limiares tonais e o índice de reconhecimento de fala pré-tratamento e pós-tratamento foram analisados.

Resultados: Dez dos quatorze pacientes tratados com metilprednisolona intratimpânica apresentaram recuperação da audição superior a 20 dB nos limiares tonais ou 20% no IRF.

Conclusão: Três injeções intratimpânicas de metilprednisolona aumentaram os limiares tonais e índices de reconhecimento da fala em um grupo de pacientes portadores de surdez súbita neurossensorial que não obtiveram benefício após corticoterapia oral.

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TRABALHO EXPERIMENTAL

AO-44

TÍTULO: MÉTODO ALTERNATIVO PARA OBTENCÃO DE AMOSTRAS DE MEATO ACÚSTICO EXTERNO E MEMBRANA TIMPÂNICA PARA PESQUISA EXPERIMENTAL

AUTOR(ES): JOÃO DANIEL CALIMAN E GURGEL , CELINA SIQUEIRA BARBOSA PEREIRA, ADRIANA LEAL ALVES, FERNANDO QUINTANILHA RIBEIRO

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA SANTA CASA DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: Várias são as possibilidades de estudo em ossos temporais de cadáveres, seja para treinamento ou pesquisa experimental. Porém, poucos estudos foram realizados em amostras de cadáveres para pesquisa histológica e imunohistoquímica no epitélio do meato acústico externo e membrana timpânica. Uma das possibilidades para obtenção destas amostras é a remoção de todo o osso temporal. Porém, quando se objetiva a análise apenas do meato acústico externo e membrana timpânica, é possível a utilização de um método mais rápido e que produz inicialmente uma amostra de menor volume e portanto pode ser armazenada e transportada em recipientes menores. Poucos trabalhos explicitam de maneira pormenorizada o método de obtenção e preparação das amostras para serem estudadas.

OBJETIVO: Demonstrar um método alternativo para obtenção de amostras de meato acústico externo e membrana timpânica para histologia e imunohistoquímica.

METODOLOGIA: Antes do início da pesquisa o projeto foi submetido à apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa da instituição e aprovado sob o número 052/10. Foram utilizados 30 cadáveres neste estudo. A obtenção das amostras se iniciou após o realização normal da necrópsia. Com o crânio aberto, iniciou-se o corte com a broca encostada posteriormente no sentido do meato acústico externo normal. Terminado o uso da furadeira, com o auxílio de um formão de 20 mm, foi feita uma osteotomia na região do ápice petroso, com lliberação de todas as conexões ósseas. Os remanescentes musculares foram incisados com bisturi e o foi finalmente removida. A amostra foi então colocada em solução de formol tamponado a 10 %. No laboratório de dissecção fragmento foi colocado em suporte próprio para este fim em mesa com microscópio, aspirador e instrumentos adequados para dissecção do meato acústico externo e da membrana timpânica. A pele do meato acústico externo foi completamente dissecada, seguida da dissecção do anel fibrocartilagíneo e da membrana timpânica. O martelo foi mantido junto à membrana timpânica para que fosse facilitada a orientação antero-posterior e supero-inferior da peça durante a confecção dos blocos em parafina. Para que o formado cilíndrico do meato acústico externo junto da membrana timpânica, inicialmente a parafina foi colocada no interior do meato, para depois a peça inteira sem emblocada. A partir daí, foram obtidas secções transversais do meato e membrana timpânica que permitiram o estudo histológico e imunohistoquímico ulterior.

RESULTADOS: A fase de trabalho com o cadáver inicialmente durou 30 minutos para cada amostra, até que a técnica fossa totalmente padronizada, quando pôde ser  obtida em apenas 2 minutos. De todas as amostras obtidas dos cadáveres, devido a fratura e laceração do meato acústico externo pela broca ou pelo formão, 33,3 % (12) das amostras foram descartadas. Durante a fase de trabalho no laboratório de dissecção, cada peça foi dissecada inicialmente em 50 minutos, porém as últimas amostras demandaram apenas 15 minutos cada. Todas as amostras de MAE e MT obtidas mostraram-se viáveis para a pesquisa histológica e imunohistoquímica com a utilização deste método.

CONCLUSÃO: O método descrito neste estudo foi facilmente  exequível, reprodutível e produziu amostras de boa qualidade para serem estudadas, seja por histologia ou por imunohistoquímica. A medida que as amostras sendo obtidas, com uma maior experiência no método, o tempo demandado em cada etapa diminuiu sensivelmente.

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TESE

AO-45

TÍTULO: MODELO BIOMECÂNICO COMPUTADORIZADO APLICADO EM LARINGES CANINAS

AUTOR(ES): LUCIANO RODRIGUES NEVES , RAFAEL IAMAMOTO CUZZIOL, GUILHERME DOS SANTOS MARQUES, FRANCISCO DE ASSIS ZAMPIROLLI, PAULO AUGUSTO DE LIMA PONTES

INSTITUIÇÃO: UNIFESP-EPM

Objetivo: O objetivo dessa tese é desenvolver modelo biomecânico computadorizado aplicado em laringes caninas para simular experimentalmente os movimentos realizados pelos músculos cricoaritenóideos posteriores, cricoaritenóideos laterais e cricotireóideos e que cumpra as seguintes condições: Adequada fixação da laringe canina ao modelo biomecânico computadorizado permitindo introdução de fluxo aéreo subglótico; Simular os movimentos de abdução, adução e variação da tensão das pregas vocais caninas e, Obter sonorização por vibração das pregas vocais caninas mediante fluxo aéreo. Método: Com adaptação da tecnologia robótica Lego Mindstorm NXT® e desenvolvimento de programa de computador para o seu manejo, foi criado modelo biomecânico computadorizado empregando micromotores que tracionam o processo vocal da cartilagem aritenóide e a articulação cricotireóidea obedecendo às forças vetoriais fisiológicas, simulando as ações dos músculos intrínsecos da laringe canina.  O modelo biomecânico desenvolvido foi avaliado em seis laringes caninas (quatro laringes inteiras e duas hemilaringes) com o emprego de tarefas dinâmicas (adução bilateral das pregas vocais, abdução bilateral das pregas vocais, adução bilateral com alongamento, abdução bilateral com alongamento das pregas vocais e movimentação assimétrica das pregas vocais) e testes de emissão sonora. Resultado: O modelo desenvolvido cumpriu as tarefas solicitadas para simular as ações dos músculos intrínsecos em experimento dinâmico e durante emissão sonora da laringe canina. Conclusão: Os resultados obtidos permitem concluir que o modelo biomecânico computadorizado desenvolvido e aplicado em laringes caninas, simulou os movimentos realizados pelos músculos cricoaritenóideos posteriores, cricoaritenóideos laterais e cricotireóideos; ao cumprir as condições previamente estabelecidas: Adequada fixação da laringe canina ao modelo biomecânico computadorizado permitindo introdução de fluxo aéreo subglótico; Simular os movimentos de abdução, adução e variação da tensão das pregas vocais caninas e, Obtenção de sonorização por vibração das pregas vocais caninas mediante fluxo aéreo.

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TRABALHO EXPERIMENTAL

AO-46

TÍTULO: MODELO BIOMECÂNICO COMPUTADORIZADO APLICADO EM LARINGES SUÍNAS

AUTOR(ES): LUCIANO RODRIGUES NEVES , GUILHERME DOS SANTOS MARQUES, RAFAEL IAMAMOTO CUZZIOL, FRANCISCO DE ASSIS ZAMPIROLLI

INSTITUIÇÃO: UNIFESP-EPM

Objetivo: Oobjetivo desse trabalho é desenvolver modelo biomecânico computadorizadoaplicado em laringes suínas para simular experimentalmente os movimentosrealizados pelos músculos cricoaritenóideos posteriores, cricoaritenóideoslaterais e cricotireóideos. Método: Com adaptação da tecnologia robótica Lego Mindstorm NXT®edesenvolvimento de programa de computador para o seu manejo,foicriado modelo biomecânico computadorizado empregando micromotores que tracionamo processo vocal da cartilagem aritenóide e a articulação cricotireóideaobedecendo às forças vetoriais fisiológicas, simulando as ações dos músculosintrínsecos da laringe suína. O modelobiomecânico desenvolvido foi avaliado em seis laringes suínas (quatro laringesinteiras e duas hemilaringes) com o emprego de tarefas dinâmicas (aduçãobilateral das pregas vocais, abdução bilateral das pregas vocais, aduçãobilateral com alongamento e abdução bilateral com alongamento das pregasvocais). Resultado:O modelo desenvolvido cumpriu as tarefas solicitadas para simular asações dos músculos intrínsecos da laringe suína em experimento dinâmico. Conclusão: Aconclusão desse trabalho é que o modelo biomecânico computadorizado desenvolvidoe aplicado em laringes suínas simulou os movimentos realizados pelos músculoscricoaritenóideos posteriores, cricoaritenóideos laterais ecricotireóideos.

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TRABALHO EXPERIMENTAL

AO-47

TÍTULO: MODELO DIDACTICO E GUIA PRACTICA DOS DUCTOS SEMICIRCULARES EM 3D

AUTOR(ES): D'ALBORA RIVAS RICARDO

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DE CLINICAS. FACULTAD DE MEDICINA UDELAR

Introdução e objetivos: A interpretação da patologia vestibular, exige de um conhecimento precedente da anatomia e da fisiologia  dos ductos semicirculares e de suas vias. Este esquema em 3 dimensões (3D) de Ductos Semicirculares (DDSS), tentativas a ser uma ferramenta didactica e um guia útil da consulta rápida. Material e métodos: O modelo é projetado no cartão, com impressão nas cores diferentes, acompanhadas de um texto explanatório de 22 folhas, onde detalha sua descrição topográfica, descritiva, e seus usos com base em exemplos das patologias mais freqüentes. Resultados: Embora os resultados não pudessem ser avaliados numericamente, isto poço tem sido compreendido, uma vez que foi explicado, ainda sem ler o texto de acompanhamento. Este trabalho foi apresentado pelo convite em eventos latino-americanos diferentes com aceitação excelente.  Conclusões: Dado a aceitação deste modelo, se conclui que  é uma ferramenta do uso pessoal, para o ensino, a prática e do baixo custo.

Palavras chaves: Ductos Semicirculares. Modelo Didactico. Guia prática.

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TESE

AO-48

TÍTULO: O PAPEL DAS ALTERAÇÕES ANATÔMICAS DA VIA AÉREA SUPERIOR EM PACIENTES COM SÍNDROME DA APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO NA ADESÃO E SUCESSO AO TRATAMENTO COM APARELHO INTRA-ORAL

AUTOR(ES): RENATO PRESCINOTTO , FERNANDA LOUISE MARTINHO HADDAD, ILANA FUKUCHI, PAULO AFONSO CUNALI, LUIZ CARLOS GREGÓRIO, SÉRGIO TUFIK, LIA RITA AZEREDO BITTENCOURT

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO

Introdução: A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) apresenta alta prevalência populacional. O tratamento de escolha é o CPAP, porém estão indicados, para casos selecionados, o uso de aparelho intra-oral e as cirurgias da via aérea superior e esqueléticas. Diversos estudos na literatura apontam os principais fatores responsáveis pela não adesão ao tratamento ?padrão ouro? (CPAP). Um dos fatores que podem limitar o uso do CPAP é a presença de obstrução nasal. Não existem relatos na literatura que chamem a atenção para a presença de alterações anatômicas na VAS e o uso de AIO. 

Objetivo: (1) Comparar a eficácia do tratamento com AIO entre pacientes com SAOS, com e sem alteração da VAS. (2) Avaliar a adesão do AIO no 120º dia após o início da terapia, entre os pacientes com e sem alterações da VAS. (3) Comparar o exame físico orofaríngeo ambulatorial no ato da entrega do AIO e após 120 dias de seu uso em busca de modificações anatômicas decorrentes do uso do AIO.

Material e método: Foram avaliados 30 pacientes adultos com SAOS leve a moderada e indicação de AIO. Todos pacientes foram submetidos a anamnese e exame físico da VAS e do esqueleto facial, além de medidas da circunferência cervical e IMC, que foi repetido após 120 dias. Os pacientes foram separados em grupos com boa e má adesão ao tratamento e também em relação ao sucesso ou insucesso ao tratamento. As variáveis estudadas em cada grupo foram presença de alterações nasais, alterações faríngeas, alterações esqueléticas faciais, classificação de Mallampati e tamanho das tonsilas palatinas. Antes e após o uso do AIO foi avaliado o exame da VAS para verificar alguma alteração estrutural da mesma.

Resultados: Do total de trinta pacientes dois foram excluídos da amostragem. O sucesso ao tratamento com AIO foi de 53,57%, segundo o critério utilizado. Quanto às alterações faríngeas nenhuma das duas análises (sucesso a adesão) mostrou associação estatisticamente significante. Quanto à presença de alterações nasais, houve um predomínio de pacientes sem alteração nasal entre os pacientes com sucesso comparados àqueles com insucesso ao tratamento com AIO, o que não foi observado em relação à adesão. Não houve diferença em relação a alterações esqueléticas faciais, tamanho das tonsilas palatinas e classificação de Mallampati, tanto para adesão quanto para sucesso ao tratamento. Em relação ao exame físico antes e após 16 semanas do uso do AIO observamos que dos 28 pacientes analisados, 4 apresentaram melhora das alterações faríngeas, o que não caracterizou um resultado estatisticamente significante.

Conclusões: A adesão ao tratamento com AIO não foi influenciada pela presença de alterações de VAS. A eficácia do tratamento com AIO foi significativamente menor nos pacientes com alterações nasais, e não foi influenciada pela presença das demais alterações de VAS analisadas. O exame físico da VAS não sofreu alterações evidentes após o uso do AIO.

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AO-49

TÍTULO: POSTUROGRAFIA INTEGRADA À REALIDADE VIRTUAL EM IDOSOS VESTIBULOPATAS CRÔNICOS COM OU SEM QUEDAS

AUTOR(ES): JULIANA MARIA GAZZOLA, ANA PAULA SERRA , FLÁVIA DONÁ, HELOÍSA HELENA CAOVILLA, MAURÍCIO MALAVASI GANANÇA, LUIZ ROBERTO RAMOS, FERNANDO FREITAS GANANÇA

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO - UNIFESP

Introdução: A posturografia estática pode auxiliar na avaliação do equilíbrio corporal de idosos com vestibulopatia crônica.

Objetivos: Avaliar o equilíbrio corporal de idosos vestibulopatas crônicos, com ou sem histórico de quedas, à posturografia estática integrada à realidade virtual. Comparar os aspectos clínico-funcionais entre os idosos vestibulopatas crônicos com ou sem histórico de quedas.

Método: Trata-se de pesquisa quantitativa analítica realizada por meio de estudo clínico de corte transversal. Foram incluídos idosos dos gêneros masculino ou feminino, distribuídos em grupo controle (GC), sem quedas e queixas vestibulares, e grupo de vestibulopatas crônicos, sendo o grupo 1 (G1) constituído por pacientes sem quedas e o grupo 2 (G2) com quedas. A avaliação posturográfica foi realizada por meio da Balance Rehabilitation Unit® para a medida dos parâmetros do comportamento do Centro de Pressão (COP): limite de estabilidade (LE), área do COP e velocidade de oscilação corporal (VOC), em dez condições sensoriais. Os testes utilizados foram Qui-Quadrado ou Fisher, ANOVA e Bonferroni, a=0,05.

Resultados: A amostra foi constituída por 117 idosos, 67,5% do gênero feminino, com média etária de 72,99 anos, sendo 41 (35,0%) do GC, 40 (34,2%) do G1 e 36 (30,8%) do G2. Os grupos não apresentaram diferença entre si em relação ao gênero, idade e altura. O LE do GC foi maior em relação ao G1 (p=0,038) e G2 (p=0,024). A área do COP apresentou valores maiores para o G1 em relação ao GC (p<0,05) nas condições de superfície firme (SF) e olhos fechados (OF) e SF e interação visuo-vestibular (IVV) na direção horizontal. A área do COP, em todas as condições e a VOC nas condições de SF e olhos abertos (OA), SF e OF, SF e estímulos optocinéticos nas direções para baixo e para cima, e SF e IVV na direção horizontal apresentaram valores maiores para o G2 em relação ao GC (p<0,05). A área do COP nas condições de SF e OA, SF e OF, superfície de espuma e OF, SF e estímulo sacádico, SF e estímulos optocinéticos nas direções para esquerda e para cima e SF e IVV na direção horizontal, e a VOC nas condições de SF e OA, SF e OF apresentaram valores maiores para o G2 em relação ao G1 (p<0,05). Os idosos do G2 apresentaram maior associação com tonturas rotatória e não rotatória (p=0,013) em relação ao G1.

Conclusões: O GC apresentou melhor desempenho de LE em comparação ao G1 e G2. Os idosos do G1 apresentaram pior desempenho nas condições de SF e OF e IVV na direção horizontal em relação aos idosos do GC. Os idosos do G2 apresentaram pior desempenho nas condições de SF e OA, SF e OF, superfície de espuma e OF, SF e estímulo sacádico, SF e estímulos optocinéticos nas direções para esquerda e para cima e SF e IVV na direção horizontal em relação ao G1 e GC. O G2 apresentou maior prevalência de tonturas rotatória e não rotatória em relação aos do G1.

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AO-50

TÍTULO: PARTICIPAÇÃO DAS CÉLULAS T REGULATÓRIA NA PATOGÊNESE DA LEISHMANIOSE MUCOSA

AUTOR(ES): VIVIANE SAMPAIO BOAVENTURA DE OLIVEIRA , CLAIRE SANTOS, CRISTINA RIBEIRO CARDOSO, MANOEL BARRAL-NETTO, VALÉRIA BORGES, CLAÚDIA BRODSKYN, ALDINA BARRAL

INSTITUIÇÃO: FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ- FIOCRUZ-BAHIA E HOSPITAL SANTA IZABEL- SANTA CASA DE MISERICORDIA DA BAHIA

Introdução: A leishmaniose mucosa (LM) caracteriza-se por lesões destrutivas em face e na mucosa nasal, com intensa inflamação tissular a despeito de raros parasitas detectáveis no tecido. A resposta imune na leishmaniose mucosa caracteriza-se por hiper responsividade de células Th1 e Th17 que têm sido relacionadas a patogênese da doença. Entretanto, a modulação dessa resposta inflamatória na LM é pouco conhecida.

Métodos: Neste trabalho, analisamos amostras da mucosa de 16 pacientes com LM para verificar a participação de células T regulatórias na imunopatogênese da doença.    Foi realizado estudo imunohistoquímico para identificação de células FoxP3+, PCR para quantificar as citocinas e microscopia confocal para analisar o fenótipo das células T reg. Células T reg estimuladas com leishmania foram cultivadas e analisadas por citometria de fluxo.

Resultado: Associada à intensa resposta inflamatória, células CD4+FoxP3+ foram detectadas, mas o nível de FoxP3 transcrito foi inferior ao de IL-17 e IFN-g, citocinas pró-inflamatórias. Células FoxP3+ co-expressavam IL-10 e TGF-b. Nesse estudo in vitro houve aumento expressivo na freqüência de linfócitos CD4+CD25high FoxP3+ após estímulo com L. braziliensis

Conclusão: Esses resultados demonstram que na LM a incapacidade de modular essa resposta inflamatória efetora não decorre da ausência de células T regulatórias ou de citocinas moduladoras. Alterações qualitativas na função das células T regulatórias devem ser investigadas  e podem estar envolvidas na incapacidade de modulação da resposta imune.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-51

TÍTULO: PERDAS AUDITIVAS E RECUPERAÇÃO DA PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA IDIOPÁTICA APÓS A CIRURGIA DE DESCOMPRESSÃO

AUTOR(ES): ALEXANDRE AUGUSTO KROSKINSQUE PALOMBO , ANDRÉ FERNANDO SHIBUKAWA, JOSÉ RICARDO GURGEL TESTA

INSTITUIÇÃO: UNIFESP/EPM

Introdução: A paralisia facial pode ser resultado de uma grande variedade de etiologias, sendo a mais comum a idiopática. O tratamento da paralisia facial aguda pode envolver cirurgia de descompressão do nervo facial em casos de mal prognostico. Qualquer estrutura próxima do trajeto do nervo facial está em risco durante a cirurgia de descompressão do nervo via transmastoidea. Este trabalho irá avaliar a possível perda auditiva após descompressão do nervo facial via transmastoidea e evolução do grau de paralisia nos casos de paralisia idiopática dos últimos 15 anos, operados no serviço.

Metodologia: Selecionou-se prontuários de 33 pacientes do ambulatório do serviço submetidos à descompressão do nervo facial via transmastoidea por paralisia facial periférica aguda idiopática nos últimos 15 anos. Foram comparados o grau da perda auditiva (pela verificação do SRT, perda neurossensorial nas frequências graves e agudas e evolução da paralisia segundo a escala de House-Brackmann pré e pós procedimento.

Resultados: Dezessete prontuários analisados eram de pacientes do gênero masculino (52%) e dezesseis (48%) do gênero feminino com media de idade de 36,8 anos. A perda auditiva neurossensorial foi identificada em 20 pacientes (61%), sendo que a perda auditiva em agudos esteve presente em todos pacientes . O SRT foi mantido em 23 pacientes (70%). No entanto, desses pacientes, dez (43%) apresentaram perda nas frequências agudas. Ao analisar o grau de paralisia, 29 pacientes (88%) apresentavam PFP grau V; 3 pacientes (9%), PFP grau IV e um paciente (3%) apresentava PFP grau VI. Após a cirurgia, 7 pacientes (21%), 19 pacientes (58%) e 7 pacientes (21%) apresentaram respectivamente PFP graus I, II e III.

Discussão: Este trabalho concorda com dados epidemiológicos da literatura sobre a faixa etária, acometendo sobretudo a população economicamente ativa. Embora a literatura apoie a descompressão do nervo para casos severos, a taxa de recuperação ainda continua a ser boa sem intervenção cirúrgica. No entanto, constatou-se que houve uma melhora significativa em todos os pacientes operados. Dessa forma, a indicação cirúrgica deve ser reservada aos pacientes em que houver uma perda da função do nervo maior que 90% em comparação do lado normal. As estruturas mais vulneráveis a serem lesionadas nesse procedimento são os ossículos e o labirinto, seguidos pelo nervo facial. Uma possível hipótese para essa perda auditiva, principalmente nas freqüências agudas, é a transmissão da vibração pelo broqueamento próximo da cadeia ossicular, sobretudo a bigorna, e do labirinto ósseo.

Conclusão: Esse estudo mostrou que uma alta porcentagem de pacientes submetidos à descompressão do nervo facial idiopática apresentou algum grau de perda auditiva após o procedimento. Entretanto, o grau de perda proporcional foi pequena. Dessa forma, sua indicação, riscos e benefícios devem ser esclarecidos aos pacientes através do consentimento informado.

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AO-52

TÍTULO: PERFIL DE EXPRESSÃO GENÉTICA DE IL-5, GM-CSF,TGF-ß1,CCL-24 NA POLIPOSE NASOSSINUSAL PÓS CIRURGIA ENDOSCÓPICA E MITOMICINA C TÓPICA - RT-QPCR

AUTOR(ES): MÍRIAN CABRAL MOREIRA DE CASTRO , MARIANA MOREIRA DE CASTRO, MARIANA OLIVEIRA MAIA, GERALDO ASSIS CARVALHO JUNIOR, ROBERTO EUSTÁQUIO GUIMARÃES

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

Introdução: A manutenção da eosinofila tecidual e secreção de citocinas são primordiais na patologia da polipose nasossinusal eosinofílica. IL5, GM-CSF,TGFb1 e eotaxina tem papel de destaque.IL5 e GM-CSF aumentam a sobrevida enquanto TGFb1 induz apoptose de eosinofilos. Eotaxina (CCL24) é importante na atração de eosinófilos. A mitomocina C  provoca apoptose de eosinófilos e diminuição de IL5 e GM-CSF.

Objetivo: Relacionar as diferenças de expressão dos genes inflamatórios na polipose nasossinusal eosinofílica após aplicação tópica de mitomicina C pela técnica RT-qPCR.

Casuística e métodos: Vinte pacientes portadores de polipose nasossinusal foram submetidos à tratamento cirúrgico endoscópico. A mucosa dos seios maxilares foi biopsiada no trans operatório e apenas no seio maxilar esquerdo foi aplicada 3 ml de  Mitomicina C tópica 0,5mg/ml durante 5 minutos. No 21° dia pós operatório nova biópsia foi colhida nos seios maxilares. 

Todas as amostras foram analizadas por RT-qPCR em relação à expressão das interleucinas IL5, CCL24, GM-CSF, TGFß -1

Resultados: Observou-se, na mucosa doente, uma distribuição assimétrica para os valores das citocinas.Os valores de CCL24 diminuiram pós o tratamento em ambos os lados(P = 0,006 e 0,019). No seio maxilar esquerdo a expressão de IL5 foi maior no trans operatório(pré aplicação de mitomicina C) em relação ao 21º dia após a aplicação do medicamento (p=0,009).

Conclusão: Na polipose nasossinusal as citocinas tem expresão assimétrica. O tratamento mostra diferentes efeitos na expressão das citocinas.O benefício se comprova com a diminuição da CCL24. As diferentes correlações inferem a complexidade inflamatória. A mitomicina c associada ao tratamento cirúrgico é eficaz na redução da IL5.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-53

TÍTULO: PLANEJAMENTO PRÉ-OPERATÓRIO UTILIZANDO RECONSTRUÇÕES 3D E ENDOSCOPIA VIRTUAL PARA A LOCALIZAÇÃO DO SEIO FRONTAL

AUTOR(ES): JOÃO FLÁVIO NOGUEIRA JÚNIOR , CAROLINA VERAS AGUIAR, MARCOS JULLIAN BARRETO MARTINS, ISABELLE OLIVEIRA JATAÍ, ARTHUR CHAVES GOMES BASTOS, JOÃO PAULO SARAIVA ABREU, MOISÉS XIMENES FEIJÃO

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL GERAL DE FORTALEZA

INTRODUÇÃO: O uso e as aplicações das reconstruções tridimensionais (3D) geradas a partir de arquivos próprios (DICOMS) de tomografias computadorizadas (TC) ou ressonâncias magnéticas (RM) está se expandindo recentemente. Estas reconstruções permitem aos medicos a observação de cavidades e estruturas anatômicas de nosso corpo com incrível riqueza de detalhes, sendo capazes de exibir até mesmo as texturas de diferentes tecidos. Em nossa especialidade já houve algumas tentativas da realização de endoscopias e laringoscopias virtuais. Entretanto, estas aplicações foram praticamente abandonadas devido à complexidade e necessidade de computadores com alto poder de processamento gráfico.

OBJETIVO: Demonstrar a confecção destas reconstruções 3D a partir de TCs de pacientes submetidos à cirurgias endoscópicas naso-sinusais da região do recesso e seio frontal realizadas em computador pessoal, com programa específico.

MÉTODOLOGIA: Os arquivos próprios (DICOMS) das TCs de 10 pacientes foram reconstruídos com programa de computador Intage Realia, versão 2009, 0, 0, 702 (KGT Inc, Japão), utilizando-se computador pessoal.  As reconstruções foram realizadas antes das cirurgias e uma endoscopia virtual foi feita para se avaliar a região do recesso e seio frontal. Após este estudo da reconstrução 3D, a cirurgia foi realizada e armazenada digitalmente. As imagens endoscópicas reais da região do recesso e seio frontal foram comparadas com as imagens geradas a partir do computador pessoal.

RESULTADOS: A reconstrução 3D e a endoscopia virtual foram realizadas em todos os 10 pacientes que posteriormente foram submetidos à cirurgia endoscópica naso-sinusal do recesso e seio frontal. As imagens geradas no computador apresentavam grande semelhança visual com as imagens encontradas nas cirurgias reais. Estas reconstruções foram realizadas sem maiores dificuldades técnicas em computador pessoal, utilizando-se programa próprio para leitura e edição de arquivos DICOM.

CONCLUSÃO: Demonstramos a possibilidade, com ferramentas relativamente simples e computador pessoal, de se gerar reconstruções 3D e endoscopias virtuais a partir de arquivos DICOM de TC de pacientes. O conhecimento pré-operatório da localização do caminho de drenagem natural do seio frontal pode vir a gerar benefícios significativos durante a realização das cirurgias. Entretanto vale ressaltar que mais estudos devem ser desenvolvidos para a avaliação do real papel destas reconstruções 3D e endoscopias virtuais.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-54

TÍTULO: OPÇÕES TERAPÊUTICAS EM AMBULATÓRIO ESPECIALIZADO EM RONCO E APNÉIA

AUTOR(ES): CAROLINA FERRAZ DE PAULA SOARES , LUCIANA MOREIRA ALMEIDA, RAQUEL CHARTUNI TEIXEIRA, MICHEL BURIHAN CAHALI

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: A síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS) tem o diagnóstico baseado em história clínica, exame físico das vias aéreas superiores e exame polissonográfico.  As opções terapêuticas variam desde mudanças comportamentais, adaptação de aparelho de pressão aérea positiva contínua (CPAP), aparelhos intra-orais (AIO) a procedimentos ambulatoriais em orofaringe e o tratamento cirúrgico. A escolha do tratamento deve ser feita a partir da avaliação médica que considerando a gravidade da doença, os aspectos clínicos e anatômicos.

Nosso departamento de Otorrinolaringologia possui um ambulatório especializado em Ronco e Apnéia, denominado ?roncologia?. Neste ambulatório o atendimento é supervisionado por otorrinolaringologistas que atuam na área de medicina do sono; os pacientes atendidos nesse ambulatório podem optar entre as principais modalidades terapêuticas sem custo adicional e disponíveis na própria instituição.

OBJETIVO: descrever perfil clínico dos primeiros 100 atendidos pelo ambulatório de ?roncologia?; verificar o tipo de tratamento optado, estabelecendo se há correlação com idade, gravidade e presença de comorbidades.

METODOLOGIA: Foi elaborado um protocolo contendo dados de identificação, questões objetivas da anamnese, dados do exame físico, dados polissonográficos, opções de tratamento e tratamento optado pelo paciente. Os tratamentos propostos para os pacientes consistiram em perda de peso, AIO, CPAP, faringoplastia lateral, injeção roncoplástica, medicação, cirurgia nasal e terapia posicional.

RESULTADOS: A amostra foi composta por 94 pacientes, sendo 56 (59,6%) homens. A média de idade foi 52,3 anos. Em relação às comorbidades, 45,3% dos pacientes eram hipertensos, 11,8% diabéticos e o percentual de tabagistas foi de 15,1%. As médias de IMC  e circuferência cervical foram: 28,87 Kg/m² e 39,59 cm. 6,5% possuíam distorção maxilo-facial visível e 20,7% tinham desvio obstrutivo do septo nasal. A avaliação da orofaringe demonstrou que 7,7% da amostra possuíam amígdalas grau 3 ou 4. Mallampati grau 3 foi observado em 67,4% dos casos. A avaliação da espessura do pilar posterior demonstrou espessamento em 84,4% dos pacientes.  Aproximadamente 95% apresentavam bom espaço retropalatal. Quanto aos dados polissonográficos o IAH médio foi 33,86; a saturação mínima de oxihemoglobina 78,10; as porcentagens médias de sono REM 17,99%; estágios 3 e 4 22,10% e o tempo total de sono médio de 348,30 minutos. Agrupando a amostra quanto a gravidade temos que 51% portam SAOS grave, 19% SAOS leve, 15% SAOS moderada e 15% roncos simples.

As indicações terapêuticas foram: Faringoplastia a 36 pacientes, uso de CPAP a 28, AIO a 16, redução de peso para 16, injeção roncoplástica para 10, terapia posicional a 6, cirurgia nasal a 4 e  medicamento a 3 pacientes. Os principais tratamentos optados foram CPAP (28) e faringoplastia lateral (25), seguidos por AIO(13) e injeção roncoplástica (9). Houve diferença estatística entre os grupos para IAH, microdespertares e comorbidades.

CONCLUSÃO: Maioria dos pacientes apresenta SAOS grave. As condutas terapêuticas mais indicadas foram o uso de CPAP e a faringoplastia lateral, correspondendo ao tratamento de pacientes graves e moderados.  A indicação de AIO e injeção roncoplástica coincide com a menor porcentagem de casos de SAOS leve e roncos. As variáveis que diferiram entre os grupos cirúrgico e clínico foram a gravidade da SAOS, a presença de comorbidades e o índice microdespertares.

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AO-55

TÍTULO: PREVALÊNCIA DE ASMA EM PORTADORES DE POLIPOSE NASOSSINUSAL ACOMPANHADOS EM UM SERVIÇO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DE UM HOSPITAL TERCIÁRIO

AUTOR(ES): CAROLINA CINCURÁ SILVA SANTOS , TOVAR VICENTE DA LUZ, FÁBIO RAFAEL TEIXEIRA DE SANTANA, GUSTAVO BARROS DE ARAÚJO ALMEIDA, CLARA MÔNICA FIGUEREDO DE LIMA, MARCUS MIRANDA LESSA, HÉLIO ANDRADE LESSA

INSTITUIÇÃO: SERVIÇO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROF. EDGARD SANTOS (HUPES-UFBA)

INTRODUÇÃO: A polipose nasossinusal é um processo inflamatório crônico, não-alérgico, da mucosa nasal, caracterizado pela presença de formações polipóides múltiplas. A polipose nasossinusal está presente em várias doenças sistêmicas, sendo a asma intrínseca (não-alérgica) a associação mais comum em adultos.

OBJETIVO: Avaliar a prevalência de asma em portadores de polipose nasossinusal acompanhados em um serviço de Otorrinolaringologia de um Hospital Terciário

METODOLOGIA: Estudo retrospectivo incluindo 44 pacientes com diagnóstico de polipose nasossinusal acompanhados em um  Serviço de Otorrinolaringologia (ORL) de um Hospital terciário no período de 2003 a 2010. Os pacientes foram avaliados através de revisão de prontuários envolvendo dados demográficos, história clínica, exame físico, endoscopia nasossinusal, Tomografia computadorizada de seios paranasais e exame anátomo-patológico quando pertinente. Na história clínica foi avaliado se os pacientes com polipose nasossinusal são portadores ou não de Asma intrínseca, sendo a prevalência de asma em portadores de polipose nasossinusal posteriormente calculada.

RESULTADOS: A polipose foi mais freqüente em homens (64%). A média de idade destes pacientes foi de 47,61 ±13,59 anos, sendo que a maioria (63,16%) tinha mais que 39 anos. 7 pacientes (15,9%) eram portadores de Asma, 2 pacientes (4,54%) eram portadores da Tríade de Widal( polipose, asma e intolerância ao AAS) e 11 pacientes (25%) eram portadores de rinite alérgica. A Prevalência de Asma em pacientes com polipose segundo gênero, foi de 7,14% em homens e 31,25% em mulheres, com diferença estatisticamente significante.

CONCLUSÃO: A prevalência de Asma nos pacientes com polipose nasossinusal acompanhados em um serviço de ORL de um Hospital Terciário é de 15,9%, corroborando dados existentes na literatura.

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AO-56

TÍTULO: PREVALÊNCIA DE REFLUXO LARINGO-FARINGEO (RLF) EM PACIENTES COM SÍNDROME DA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO (SAOS)

AUTOR(ES): RENATA SANTOS BITTENCOURT SILVA , YUMI TAMAOKI, SANDRA DÓRIA XAVIER, JOSÉ EDUARDO LUTAIF DOLCI, CLAUDIA ALESSANDRA ECKLEY

INSTITUIÇÃO: SANTA CASA DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: A SAOS tem significante morbi-mortalidade e é considerada um problema de saúde pública por causar sonolência excessiva diurna, risco acentuado de acidentes de trânsito e de trabalho além de complicações cardiovasculares. É descrita na literatura relação entre presença de SAOS e DRGE. SAOS e a DRGE são extremamente freqüentes na população com freqüência de 5 a 20% e 15 a 20%, respectivamente e, em parte devido à obesidade e à idade serem fatores de risco comuns em ambas doenças. OBJETIVO: Este é um projeto piloto prospectivo que visa avaliar a prevalência de sinais e sintomas de refluxo em pacientes com SAOS no Ambulatório de Ronco e Apneia da Santa Casa de São Paulo. MATERIAIS E MÉTODOS: Durante o período de fevereiro a junho de 2010 foram avaliados vinte (20) pacientes que freqüentaram o Ambulatório de Ronco e Apneia da Santa Casa de São Paulo. Em todos os pacientes foi feita anamnese direcionada aos sintomas mais freqüentes de refluxo como o globus faríngeo e pigarro, além da nasofibrolaringoscopia, em busca de achados laringoscópicos sugestivos de refluxo. RESULTADOS: De um total de 20 pacientes, nove (9) eram homens e onze (11) eram mulheres. A amostra apresentou idades entre 12 e 79 anos, com predominância da faixa entre 45 e 65 anos, com média de idade de 50, 5 anos.Com relação aos sintomas, oito (40%) apresentaram queixas de pigarro associado a globus, quatro (20%) de pigarro apenas, dois (10%) de globus apenas, sendo seis (30%) assintomáticos. Quanto aos achados laringoscópicos, apenas um (5%) não apresentava nenhum sinal de refluxo no exame de nasofibrolaringoscopia. Em dezesseis (80%) foi observado edema retrocricoídeo associado a edema interaritenoídeo, em três (15%) havia edema retrocricoídeo, sendo que em nenhum foi observado edema interaritenoídeo isolado. Ainda nos achados laringoscópicos em nove (45%) foi observada hiperemia da laringe e em apenas cinco (25%) havia sinais de paquidermia. DISCUSSÃO: As razões para associação entre DRGE e SAOS não estão completamente estabelecidas. Possíveis explicações incluem o excesso de peso sendo fator predisponente em ambas doenças, a diminuição da pressão intratorárica durante os períodos de apneia facilitando o refluxo e o aumento do número de despertares desencadeando relaxamento transitório do esfíncter inferior do esôfago. Nosso estudo condiz com achados da literatura ao encontrar 70% de prevalência de sintomas de refluxo e 95% de prevalência de sinais laringoscópicos de refluxo em pacientes sabidamente portadores de SAOS. CONCLUSÃO: Através deste estudo piloto, foi possível observar uma alta prevalência de sinais e sintomas de RLF em paciente com SAOS.

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AO-57

TÍTULO: REABILITAÇÃO VESTIBULAR COM REALIDADE VIRTUAL EM PACIENTES COM CINETOSE

AUTOR(ES): JULIANA ANTONIOLLI DUARTE , FERNANDO FREITAS GANANÇA, ANNA PAULA BATISTA DE ÁVILA PIRES, ANELISE ABRAHÃO SAGE PRATA

INSTITUIÇÃO: UNIFESP/EPM - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO/ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA

Introdução: Cinetose é a intolerância ao movimento, resultante do conflito entre as informações sensoriais vestibulares, visuais e proprioceptivas, ou entre as informações vestibulovisuais e intravestibulares durante a movimentação passiva em veículos ou movimentação do campo visual com o corpo imóvel. A utilização da reabilitação vestibular por meio da realidade virtual (RVRV) visa recriar mudanças ambientais estimulando os sistemas visual, vestibular e somatossensorial, para ajustar os reflexos vestíbulo-ocular e vestíbulo-espinal envolvidos no controle postural e nas estratégias de equilíbrio. Objetivo: apresentar os resultados da RVRV em pacientes com cinetose. Casuística e Método: Trata-se de estudo prospectivo, longitudinal com intervenção terapêutica, aberto, realizado nos setores de Equilibriometria e Reabilitação Vestibular da Disciplina de Otologia e Otoneurologia de nossa Instituição, em que pacientes com diagnóstico médico de cinetose foram submetidos a sessões de RVRV. Os pacientes foram avaliados antes e após a reabilitação vestibular, por meio da aplicação do questionário Dizziness Handicap Inventory (DHI) e da Escala Visual Analógica para tontura. Resultados: Após a RVRV observou-se diminuição dos escores dos aspectos físicos, emocionais e funcionais avaliados pelo DHI e da auto-percepção da intensidade da tontura, avaliada pelo EVA, com diferença estatisticamente significante. Conclusão: Os pacientes com cinetose apresentaram melhora nos aspectos físicos, emocionais e funcionais da qualidade de vida e diminuição da intensidade da tontura quando submetidos à RVRV.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-58

TÍTULO: RECONSTRUÇÃO ENDOSCÓPICA DA BASE DO CRÂNIO COM RETALHOS PEDICULADOS NASOSSEPTAIS: EXPERIÊNCIA DOS PRIMEIROS 100 CASOS

AUTOR(ES): FÁBIO PIRES SANTOS , TIAGO VASCONCELOS SOUZA, MARIA LAURA SOLFERINI SILVA, LEONARDO LOPES BALSALOBRE, DIEGO RODRIGO HERMANN, EDUARDO VELLUTINI, ALDO CASSOL STAMM

INSTITUIÇÃO: COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS

Introdução: A reconstrução de grandes defeitos pós-operatorios da base do crânio permanece um desafio. Recentemente, melhores resultados tem sido obtidos com o uso de retalhos vascularizados. O retalho nasosseptal é pediculado no ramo septal posterior da artéria esfenopalatina e permite uma cicatrização rápida e completa. Objetivo: descrever a experiência dos autores com reconstrução da base do crânio com retalhos vascularizados nasosseptais, incluindo técnica cirúrgica, resultados e taxas de complicações. Materiais e métodos: foram estudados 100 pacientes submetidos a acessos endoscópicos da base do crânio e posterior reconstrução com retalho pediculado nasosseptal. Foram avaliados desfechos como fístula liquórica, sangramento nasal e perfuração septal no período pós-operatório. Resultados: apenas 3 de 59 casos com fístula liquórica intra-operatória apresentaram fístula liquórica no período pós-operatório, necessitando reintervenção cirúrgica (5,1%). Reintervenção cirúrgica foi necessária em 1 paciente de 61 casos de adenomas hipofisários (1,6%). Sangramento nasal foi observado em 6% dos casos. Conclusão: O retalho pediculado nasosseptal é um método seguro e confiável para o reparo endoscópico de defeitos da base do crânio resultantes de acessos endonasais, resultando e uma baixa incidência de complicações.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-59

TÍTULO: RECONSTRUÇÃO NASAL COM CARTILAGEM COSTAL EM SEQÜELAS DA HANSENÍASE

AUTOR(ES): ALCIDES CAVASINI NETO , MARCELL DE MELO NAVES, TOMAS GOMES PATROCÍNIO, LUCAS GOMES PATROCÍNIO, ISABELA MARIA BERNARDES GOULART, JOSÉ ANTÔNIO PATROCÍNIO

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

Introdução: A hanseníase é uma infecção granulomatosa crônica da pele, mucosa e nervos periféricos, que muitas vezes leva à deformação grosseira do esqueleto nasal e conseqüente formação de uma deformidade do nariz em sela. A destruição do septo nasal e ossos nasais pelo Mycobacterium leprae e posterior infecção ainda é visto regularmente em áreas endêmicas de hanseníase. A reconstrução do nariz tem desafiado os cirurgiões por séculos, e diferentes procedimentos têm sido propostos e desenvolvidos.

Objetivo: Avaliar os pacientes portadores de seqüela nasal por hanseníase submetidos a reconstrução nasal com cartilagem costal.

Casuística e Método: De janeiro de 2005 a janeiro de 2010, 20 pacientes portadores de seqüela nasal por hanseníase foram submetidos a reconstrução nasal com cartilagem costal. Os critérios de inclusão foram: deformidade nasal por hanseníase e cura da doença por no mínimo 2 anos. Os critérios de exclusão foram: recusa do paciente e falta de condições clínicas para cirurgia sob anestesia geral. Os pacientes foram acompanhados no pós-operatório por no mínimo 1 ano. Os resultados foram avaliados por comparação das fotografias pré e pós-operatórias. As complicações e a satisfação dos pacientes foram avaliadas.

Resultados: Os 20 pacientes apresentavam entre 34 e 66 anos, sendo todos do sexo masculino. Na avaliação das fotografias, os pacientes apresentaram resultados considerados excelente/bom, regular e ruim. As complicações mais comuns foram: sinéquia nasal, obstrução nasal, cicatriz inestética, assimetria de asa, irregularidade dorso, necrose parcial de columela.

Conclusões: A utilização dessa cartilagem para reconstrução do nariz em sela é de fácil manuseio e apresenta bom resultado estético-funcional.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-60

TÍTULO: RELEVÂNCIA DO INTERVALO TEMPORAL PÓS-EMBOLIZAÇÃO DE ANGIOFIBROMA NASAL A PARTIR DOS RESULTADOS HISTOLÓGICOS.

AUTOR(ES): JOSÉ ALBERTO ALVES OLIVEIRA , GUILHERME LEAL DANTAS, CAROLINA VERAS AGUIAR, DALGIMAR BESERRA DE MENEZES, JORGE FERREIRA DE AZEVEDO, JOÃO RENATO F SOUSA, ÉRIKA FERREIRA GOMES

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL GERAL DE FORTALEZA

INTRODUÇÃO: Embora a embolização pré-operatória de nasoangiofibroma seja utilizada para reduzir o intenso sangramento intra-operatório, não está definido na literatura o tempo ideal para sua realização.

OBJETIVOS: Ojetivou-se analisar as alterações histológicas causadas pela embolização com polivinilálcool em pacientes submetidos à exérese tumoral em hospital terciário de ensino e tentar evidenciar se há um intervalo de tempo ideal entre embolização e cirurgia a partir dos resultados.

MATERIAL E MÉTODO: Estudo descritivo, analítico, retrospectivo, com abordagem quantitativa desenvolvido no serviço de otorrinolaringologia de um hospital terciário de ensino. Amostra composta por 27 espécimes. Dados obtidos mediante instrumento com 10 itens relacionados às alterações histológicas. Análise processada com o programa EPI-INFO, de forma descritiva e com medidas paramétricas. Utilizou-se o teste qui-quadrado e o de Fisher-Freeman-Halton nas análises de associação.

RESULTADOS: A maior parte das lâminas apresentou um nível de inflamação moderado na parede do vaso, 13 (48%), e no interior dele, 14(52%), bem como a presença de necrose, 15(56%).

CONCLUSÃO: Constatou-se a maior evidência de células gigantes e granuloma, características sugestivas de inflamação, quando a embolização foi realizada quatro a seis dias antes da cirurgia (p<0,05). Tais constatações sugerem que o período acima seria o ideal para a realização do processo de oclusão vascular, facilitando a cirurgia e diminuindo o volume de sangramento durante o ato cirúrgico.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-61

TÍTULO: REPERCUSSÃO DA ADENOTONSILECTOMIA A CURTO E LONGO PRAZO NO SISTEMA IMUNE

AUTOR(ES): FÁBIO PIRES SANTOS , TIAGO VASCONCELOS SOUZA, GABRIELA ROBASKEWICZ PASCOTO, CASSIANA BURTET ABREU, RAIMAR WEBER, SHIRLEY SHIZUE NAGATA PIGNATARI, ALDO CASSOL STAMM

INSTITUIÇÃO: COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS

INTRODUÇÃO: As tonsilas palatinas e faríngea são órgãos linfóides imunologicamente reativos, que manifestam anticorpos específicos e atividade de células B e T em resposta a uma variedade de antígenos, desempenhando funções de imunidade humoral e celular. Os possíveis efeitos imunológicos da adenotonsilectomia ainda permanecem controversos. OBJETIVO: O propósito deste estudo é verificar o impacto da adenotonsilectomia, a curto e longo prazo, na imunidade celular e humoral da população pediátrica. CASUÍSTICA E MÉTODO: A população inicial do estudo consiste de 29 crianças entre 2 e 8 anos que foram submetidas a adenotonsilectomia devido a hipertrofia adenoamigdaliana. IgA, IgM e IgG séricas e contagem de linfócitos foram analisados antes e 1 a 2 meses após adenotonsilectomia. Após 12 a 14 meses de pós-operatório, os mesmos parâmetros laboratoriais foram reavaliados em 12 pacientes e comparados com os valores previamente analisados. RESULTADOS: Houve aumento estatisticamente significante entre as contagens pré e pós-operatórias de linfócitos TCD4+ a curto prazo. A variação a longo prazo dos valores de IgA e IgG apresentou uma diminuição significante, no entanto, mantiveram-se dentro dos limites normais para a idade. CONCLUSÃO: Os resultados do presente estudo indicam que a adenotonsilectomia a curto e longo prazo, não apresenta repercussão negativa sobre a imunidade celular e humoral da população pediátrica.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-62

TÍTULO: RETALHO TEMPORAL MIOFASCIAL, VERSATILIDADE FRENTE A COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS.

AUTOR(ES): MARCUS VINÍCIUS MARTINS COLLARES , DAVI SANDES SOBRAL, GUSTAVO FALLER, MAXIMILIANO GIRARDI, PAULO WORM, LUIS LAVINSKY, SADY SELAIMEN DA COSTA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE

Diversas patologias que acometem a região aurículo-temporal, muitas delas graves, exigem tratamento cirúrgico. As complicações secundárias aos procedimentos nesta região podem ser fortemente mórbidas ou pouco aceitas pelos pacientes. Descrevemos aqui o retalho miofascial temporal (RMT) como alternativa de reconstrução local. Nos pacientes apresentados o resultado foi bastante favorável e bem tolerado. A segurança e confiabilidade deste retalho, o torna uma ferramenta importante no manejo cirúrgico da região aurículo-temporal.

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TESE

AO-63

TÍTULO: SONO-ENDOSCOPIA:AVALIAÇÃO POLISSONOGRÁFICA DO SONO INDUZIDO COM PROPOFOL EM INDIVÍDUOS SADIOS E COM DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO SONO

AUTOR(ES): FÁBIO AUGUSTO WINCKLER RABELO , DANIEL SALGADO KUPPER, PEDRO LUIZ VAZ DE LIMA MATTOS, FERNANDO MUNIZ LOPES, REGINA MARIA FRANÇA FERNANDES, HEIDI HAUEISEN SANDER, FABIANA PEREIRA CARDOSO VALERA

INSTITUIÇÃO: DEPTO DE OTORRINOLARINGOLOGIA - FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Introdução ? A correta localização do sitio de obstrução na via aérea superior nos pacientes com Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) possibilitam melhores resultados de tratamento. A endoscopia do sono induzido com propofol possibilita esta avaliação, mas os efeitos deste fármaco nos parâmetros respiratórios e no relaxamento muscular não são conhecidos. Nosso objetivo foi avaliar as alterações promovidas pelo propofol nos principais parâmetros respiratórios, através do exame polissonográfico.

Materiais e métodos ? Foram submetidos a exames polissonográficos diurnos com e sem indução do sono com propofol, 30 indivíduos (6 controles e 24 com distúrbios respiratórios do sono). Os parâmetros comparados foram: a presença de ronco, IAH (índice de apnéia e hipopnéia), saturação de oxi-hemoglobina e a arquitetura do sono.

Resultados ? A indução do sono com propofol não provocou ronco nos indivíduos sadios enquanto todos demais pacientes com DRS apresentaram ronco(100%). O IAH e a saturação de oxi-hemoglobina (SaO2) média não apresentaram diferença estatística entre os exames com e sem indução com propofol. A SaO2 mimima apresentou diferença estatística (p<0,05), sendo menor nos exames com propofol. Em relação a arquitetura do sono, os exames com propofol apresentaram aumento significativo do sono N3 e extinguiu o sono REM (p<0,005).

Discussão ? Nossos resultados esclarecem os efeitos do propofol no sono, como a modificação da arquitetura do sono e demonstram que o principal parâmetro utilizado na avaliação dos pacientes com SAOS, o IAH, permanece inalterado.

Conclusão ? Assim, temos segurança para a utilização do propofol na avaliação endoscópica nos indivíduos com DRS para determinação dos sítios de obstrução. Exceção aos pacientes com eventos respiratórios exclusivos no sono REM, pois ainda necessitam de mais estudos.

Palavras chave: síndrome apnéia obstrutiva do sono (SAOS), propofol, endoscopia do sono-induzido (DISE), topodiagnóstico

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TESE

AO-64

TÍTULO: RESSONÂNCIA MAGNÉTICA FUNCIONAL PARA AVALIAÇÃO DO INCÔMODO DO ZUMBIDO EM PACIENTES COM AUDIOMETRIA NORMAL (TESE).

AUTOR(ES): SILVIA CRISTINA BATEZATI ALVES , TANIT GANZ SANCHEZ, MARIANA PENTEADO NUCCI-DA-SILVA, MARIA ELISABETE BOVINO PEDALINI, VIVIAN DE SOUZA SACOMANO, ANTÔNIO CESARIO MONTEIRO CRUZ JUNIOR., EDSON AMARO JUNIOR.

INSTITUIÇÃO: DISCIPLINA DE OTORRINOLARINGOLOGIA E DEPARTAMENTO DE RADIOLOGIA DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSI

Introdução: Apesar da freqüente associação clínica entre zumbido e alterações emocionais, a base neuropsicológica da percepção emocional não foi aplicada ao estudo do zumbido. Alguns pesquisadores descrevem uma via neural ventral responsável pela identificação de um estímulo emocional e produção do estado afetivo, e uma rede neural dorsal capaz de controlar a resposta emocional a este estímulo. Respostas emocionais exacerbadas a estímulos inócuos resultariam de falha no funcionamento destas vias. A ressonância magnética functional (RMf) é um método objetivo capaz de identificar a rede neural relacionada à percepção de estímulos emocionais. Sugerimos que, em pacientes com zumbido, anormalidades nesse sistema estariam relacionadas ao incômodo exacerbado ao sintoma.

Objetivos: 1) Analisar se os pacientes normouvintes com zumbido recrutam a mesma rede neural para a percepção emocional dos sons que os indivíduos sem zumbido; 2) em pacientes com zumbido, avaliar as áreas corticais realçadas à estimulação binaural com sons desagradáveis, neutros e agradáveis relacionadas ao incômodo do sintoma.

Metodologia: Treze pacientes com zumbido subjetivo crônico não-pulsátil (grupo zumbido, GZ) e 14 voluntários sem zumbido (grupo controle, GC), pareados por sexo e idade, foram submetidos à RMf (1.5 T). Os critérios de inclusão foram: indivíduos destros, audiometria normal, inventário de depressão de Beck < 20 pontos. O grau de incômodo ao zumbido foi classificado através do questionário de severidade THI (?Tinnitus Handicap Inventory?). O paradigma incluiu sons do catálogo IADS (?International Affective Digitized Sounds?), validados para valência emocional e intensidade de estímulo. Imagens funcionais foram geradas para 1) comparação entre grupos, e 2) análise de correlação das imagens funcionais do GZ com o questionário THI.

Resultados: 1) Comparação entre grupos: a) na análise dos sons desagradável, neutro e agradável, o GZ apresentou maior atividade funcional em áreas cerebrais da rede neural ventral, como ínsula e tálamo, havendo também significante ativação de áreas auditivas (giro temporal médio e superior); b) o lobo anterior do cerebelo esquerdo (cúlmen) demonstrou atividade neural reduzida à avaliação dos sons neutros no GZ; c) à percepção dos sons desagradáveis, o lobo posterior do cerebelo direito (declive) apresentou-se significantemente mais ativado no GZ. 2) Análise de correlação do THI: em pacientes do GZ com incômodo leve a moderado, ambas as redes neurais demostraram padrões funcionais de atividade neural, porém com predomínio da via ventral (ínsula e tálamo) quando a nota THI foi mais alta.

Conclusão: Pacientes com zumbido demostraram padrões distintos de ativação cerebral ao processamento emocional dos sons em relação aos pacientes sem zumbido. A atividade cognitiva cerebelar nos indivíduos com zumbido pode estar relacionada ao excessivo processamento de estímulos sonoros desagradáveis (incluindo o próprio sintoma quando este apresenta uma conatação emocional negativa) e/ou à inadequada percepção e avalição de estímulos de conotação emocional neutra. O aumento do incômodo ao zumbido pode ser gerado pelo desequilíbrio no processamento emocional dos sons, seja pela excessiva identificação do estímulo auditivo como desagradável e produção do um estado afetivo descompensado, seja pela falta de regulação e origem de uma resposta emocional exacerbada ao sintoma.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-65

TÍTULO: USO DE PREDNISOLONA NO PÓS OPERATÓRIO DE TONSILECTOMIAS EM CRIANÇAS

AUTOR(ES): JULIANA COLA DE CARVALHO , PAULA RIBEIRO LOPES, JOÃO THIAGO MONTEIRO DA SILVA, LUCIANO SZORTYKA FIORIN, FERNANDO VEIGA ANGÉLICO JÚNIOR, PRISCILA BOGAR RAPPAPORT

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DO ABC

INTRODUÇÃO: A tonsilectomia é uma cirurgia bastante comum na faixa pediátrica e apresenta como principais complicações no pós-operatório a dor, náuseas, vômitos e hemorragia. Diversas pesquisas tentam determinar qual a melhor forma de amenizar essas comorbidades.

OBJETIVO: Esse trabalho tem por objetivo comparar o pós-operatório de crianças que realizaram tonsilectomia e utilizaram prednisolona e dipirona.

METODOLOGIA: Foram avaliadas prospectivamente 84 crianças que realizaram tonsilectomia, associadas ou não a outras cirurgias, e foram divididas em dois grupos de forma randômica. Um deles recebeu prednisolona nos primeiros cinco dias de pós-operatório além de medicações sintomáticas como dipirona e dimenidrato caso necessário. O outro grupo recebeu apenas as medicações sintomáticas. As crianças responderam a respeito de dor no pós-operatório através de escala analógico-visual, enquanto seus responsáveis ofereceram uma nota de 0 a 2, pela mesma escala. Estes ainda avaliaram a alimentação das crianças nesses dias, febre e necessidade de uso de medicações sintomáticas.

RESULTADOS: Os grupos foram homogêneos quanto ao sexo, idade e procedência. A avaliação da dor no pós-operatório não apresentou diferenças na avaliação dos pacientes porém, na avaliação de seus responsáveis, a prednisolona determinou menor dor no quarto e quinto dias com significância estatística. A progressão da alimentação no pós-operatório não foi diferente entre os grupos, assim como o sangramento e o uso de medicações sintomáticas.A presença de febre nesses dias também foi significativamente menor no grupo da prednisolona.

CONCLUSÃO: O uso dos corticoesteróides pode acarretar melhora na dor e na incidência de febre no pós-operatório de crianças que realizam tonsilectomias, sendo mais uma opção de escolha para controle da dor após a cirurgia.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-66

TÍTULO: USO DO IBUPROFENO NO CONTROLE DA DOR NO PÓS OPERATÓRIO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS SUBMETIDOS A ADENOAMIGDALECTOMIAS

AUTOR(ES): JOÃO TIAGO SILVA MONTEIRO , FLÁVIO BERTONCELLO, DIEGO DE OLIVEIRA LIMA, LUCIANO SZORTYKA FIORIN, JULIANA COLA DE CARVALHO, FERNANDO VEIGA ANGÉLICO JÚNIOR, PRISCILA BOGAR RAPPAPORT

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DO ABC

INTRODUÇÃO: A hipertrofia das tonsilas palatinas e faríngeas é alteração freqüente na população pediátrica. A adenoamigdalectomia é considerada uma opção terapêutica para casos selecionados hipertrofia adenoamigdaliana e, pela freqüência da doença, é a cirurgia mais realizada nesse grupo etário. A dor é um sintoma comum no pós-operatório de adenoamigdalectomias e apesar do desenvolvimento do uso de medicações analgésicas e das diversas pesquisas, ainda se encontra como uma das principais preocupações dos pacientes e familiares, e a necessidade do controle se torna óbvia.

OBJETIVOS: Avaliar e discernir sobre aplicabilidade, complicações e efetividade do uso do ibuprofeno no controle da dor no pós operatório de pacientes pediátricos submetidos a adenoamigdalectomias

CASUÍSTICA E MÉTODO: Trata-se de um ensaio clínico, randomizado, prospectivo de 70 pacientes crianças submetidas a adenoamigdalectomia divididas em dois grupos com igual número de participantes. Um deles recebeu ibuprofeno (5mg/Kg/dose de 8/8h) nos primeiros cinco dias de pós-operatório, além de medicações sintomáticas (dipirona e dimenidrinato) caso necessário. O outro recebeu apenas as medicações sintomáticas. As crianças responderam a respeito de dor no pós-operatório através de escala analógico-visual. Os responsáveis avaliaram de forma descritiva a alimentação das crianças, complicações (febre, vômitos, sangramentos), necessidade de medicações sintomáticas e atribuíram nota de 0 a 2 para a quantificar a dor nos cinco dias que sucederam a cirurgia. Para a análise estatística utilizou-se o teste de Mann-Whitney para as variáveis contínuas não paramétricas e os testes exato de Fisher e ?2 de Pearson, para variáveis categóricas. Os resultados foram significativos quando p<0,05. Foi utilizado o programa PRISMâ, versão 5, 2007, da GraphPad Software Incorporated.

RESULTADOS: Os grupos foram homogêneos quanto ao sexo e idade. Não houve diferença entre os grupos para sangramento e necessidade de uso de medicações sintomáticas. Houve maior rapidez na progressão alimentar e no controle da dor, tanto para os pacientes quanto para os responsáveis, nos pacientes que utilizaram ibuprofeno. Não foram observadas diferenças em relação às complicações como náuseas e vômitos, porém a presença de febre nesses dias foi significativamente menor no grupo que utilizou ibuprofeno.

CONCLUSÃO: O ibuprofeno se mostrou seguro e eficaz no controle da dor e febre pós-operatória, contribuindo com a recuperação cirúrgica, levando à alimentação precoce e retorno às atividades diárias normais, em crianças que realizam adenoamigdalectomias.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-67

TÍTULO: VÁLVULA NASAL: PIRIFORMEPLASTIA OU DISJUNÇÃO PALATINA

AUTOR(ES): OSCIMAR BENEDITO SOFIA , JOSÉ EDUARDO LUTAIF DOLCI, PEDRO ALBUQUERQUE SIQUEIRA TELLES

INSTITUIÇÃO: SANTA CASA DE SÃO PAULO

Introdução: a abertura piriforme é estrutura importante na válvula nasal, e pouca importância é dada à ela. Este trabalho visa demonstrar deformidades esqueléticas da abertura piriforme que, se não forem corrigidas, dificilmente se conseguirá bom resultado respiratório. Procedimentos bastante úteis para tratamento dos  respiradores bucais e da apnéia obstrutiva do sono.

Objetivo: demonstrar técnicas cirúrgicas (piriformeplastia e disjunção palatina) que podem ajudar na correção das disfunções da válvula nasal.

Metodologia: estudo retrospectivo com demonstração das referidas técnicas através de filme e fotos.

Resultados: os resultados são avaliados clinicamente, porém sem deixar dúvidas quanto à sua eficácia. 

Conclusão: os procedimentos cirúrgicos supracitados fazem parte do armamentário cirúrgico do ORL, são pouco usados, mas podem incrementar muito os seus resultados na clínica diária.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-68

TÍTULO: VERTICAL VISUAL SUBJETIVA EM PACIENTES COM DISFUNÇÃO VESTIBULAR BILATERAL: UM NOVO MÉTODO DE ANÁLISE

AUTOR(ES): JOSÉ FERNANDO COLAFÊMINA , MARTHA , FUNASHI, TAIZA, ELAINE GRESPAN SANTOS PONTELLI, OSWALDO MASSAITI TAKAYANAGUI

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE RIEIRÃO PRETO USP

Introdução: A Vertical Visual Subjetiva ( VVS) é um exame clinico válido o qual avalia a capacidade do indivíduo  determinar se um objeto esta alinhado com a posição vertical  Terrestre , sem  nenhuma referência. Esta capacidade depende na integridade das informações otolíticas vestibulares e das vias graviceptivas. Está bem descrito que pacientes com disfunções vestibulares unilaterais, o desvio da VVS ocorre do mesmo lado da lesão vestibular. O VVS de pacientes com disfunções vestibulares bilaterais (DVB) é considerado ser indistinguível daqueles indivíduos saudáveis. Não há nenhum estudo que analisa o melhor modo  de reproduzir o conflito da VVS  em pacientes com DVB . Objetivo: Para acessar a SVV em pacientes com DVB e propor um novo método para analisar os dados nestes pacientes Métodos: Medidas estáticas SVV foram realizadas em 40 voluntários (grupo A :  20 voluntários saudáveis; grupo B 20 pacientes com DVB ), idade 30-60 anos de idade . Cada voluntário realizava seis medidas da SVV e a média foi calculada e analisada. Resultados: A média do grupo A foi 0,326°±1,13° e do grupo B foi de 0,301°±1,87,usando o desvio médio da SVV dos valores numéricos . Analisando os resultados em seus valores absolutos, a média da SVV do Grupo B foi 2,152°±0,93° . A diferença dos desvios da  SVV entre os grupos foram estatisticamente  significantes (p=0,004) somente quando o valores absolutos dos Grupos B forem considerados . Conclusão: A análise dos valores absolutos da SVV reflete mais  convicção o conflito vertical visual de pacientes com DVB .

Key-words: vertical visual subjetiva; disfunção vestibular bilateral; otólitos.

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TRABALHO CLÍNICO

AO-69

TÍTULO: EFEITO DO CPAP NA OROFARINGE DE PACIENTES RONCADORES PRIMÁRIOS E COM SAOS GRAVE: AVALIAÇÃO POR MEIO DA FARINGOMETRIA ACÚSTICA

AUTOR(ES): CLAÚDIA INÊS GUERRA DE SOUSA SILVA , CAROLINA FERRAZ DE PAULA SOARES, MICHEL BURIHAN CAHALI

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)

INTRODUÇÃO: A faringometria acústica (FA) é um método de medição das áreas de secção transversal (AST) da cavidade oral e da faringe, baseado nas mudanças da impedância acústica ao longo da via aérea, produzindo um gráfico de distância x área. A junção orofaríngea é um segmento que tem início no final da primeira curva do gráfico (P1), e termina no primeiro ponto de área mínima (P2), antes do início da segunda curva. A glote foi estabelecida como a área mínima após a segunda curva do gráfico (P3). Estudos têm mostrado diminuição nas medidas das AST da faringe nos pacientes portadores de ronco, e mais ainda quando há Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) associada. Porém, não se tem relato de estudos utilizando a FA para avaliação das mudanças de dimensões nas vias aéreas superiores provocadas pelo aparelho de ?Continuous Positive Air Pressure? (CPAP).

OBJETIVO: Acessar, através da FA, os efeitos do CPAP sobre a orofaringe dos pacientes roncadores primários e com SAOS grave.

METODOLOGIA: Analisamos 27 pacientes, sendo 15 com SAOS grave (grupo SAOS) e 12 com Ronco Primário (grupo ronco). Os critérios de inclusão foram: 18 a 65 anos, ambos os sexos, polissonografia (PSG) realizada e, nos pacientes com SAOS grave, PSG com CPAP também. Os critérios de exclusão foram: obstrução nasal crônica pré-existente, uso de drogas psiquiátricas, neurológicas ou miorrelaxantes, insuficiência cardíaca congestiva (ICC) e cirurgia palatal prévia para SAOS. Realizamos primeiro um exame com o paciente deitado em decúbito dorsal horizontal e já com máscara adaptada ao rosto. Em seguida, iniciamos os exames com o CPAP em funcionamento e conectado à máscara. Utilizamos pressão inicialmente de 4cmH2O, e progressivamente maiores, aumentadas 1cmH2O por vez., e aumentadas até dois níveis acima da determinada pela PSG (ou até 10cmH2O, para grupo ronco). Obtivemos os gráficos ao final da expiração. Todos os exames foram feitos pelo mesmo examinador.  Calculamos as medidas de P1, P2 e P3. Avaliamos as medidas basal (paciente deitado e com o CPAP desligado ? P1 basal, P2 basal e P3 basal), à pressão de 4cmH2O (P1-4, P2-4 e P3-4) e à pressão titulada (grupo SAOS ? P1-T, P2-T e P3-T) ou de 10 cmH2O (grupo ronco ? P1-10, P2-10 e P3-10). Foi feita a análise estatística.

RESULTADOS: Houve diferença estatisticamente significante entre o grupo SAOS e o grupo ronco, com relação a P3 basal e P3-4 (maior no SAOS); não houve diferença entre os dois grupos quando analisadas P1 e P2. Observamos, no grupo SAOS, diferença estatisticamente significante entre P1 basal e P1-T (P1-T menor), e, no grupo ronco, entre P1 basal e P1-10 (P1-10 menor). Não houve diferença para P2. Houve, no grupo SAOS, diferença estatisticamente significante entre P3 basal e P3-T (P3-T menor), e ausência de diferença entre P3 basal e P3-10 no grupo ronco.

CONCLUSÃO: Os pacientes com SAOS apresentaram uma via aérea mais longa que os pacientes roncadores primários. Isto pode representar uma maior predominância de SAOS em pacientes com laringe mais inferiorizada. Além disto, o CPAP mostrou exercer efeito sobre as dimensões da orofaringe dos pacientes roncadores primários e com SAOS, revelando anteriorização do palato mole determinada pela pressão de ar. Este resultado parece-nos revelar uma possível nova aplicabilidade da faringometria acústica, até então não relatada na literatura. 

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TRABALHO CLÍNICO

P-001

TÍTULO: A ESTRATÉGIA DE SEGUIMENTO DOS PACIENTES COM CÂNCER DE BOCA DEVE DEPENDER DO TRATAMENTO ADOTADO

AUTOR(ES): PABLO SOARES GOMES PEREIRA , HUGO FONTAN KÖHLER, CARLOS TAKAHIRO CHONE, EDER BARBOSA MURANAKA, ALBINA MESSIAS DE ALMEIDA MILANI ALTEMANI, AGRÍCIO NUBIATO CRESPO

INSTITUIÇÃO: DEPARTAMENTO DE OTORRINOLARINGOLOGIA, UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP

O tratamento dos carcinomas epidermóides de boca e orofaringe pode ser feito por meio de cirurgia associado a não a tratamento adjuvante ou por meio de quimioterapia e radioterapia. Apesar disto, a estratégia de seguimento pós-tratamento para estes pacientes tem sido a mesma na literatura.

O objetivo deste artigo é avaliar se a modalidade de tratamento escolhido afeta o padrão de recidiva e risco de morte e deveria influenciar a estratégia de seguimento.

Este é um estudo retrospectivo, no qual foram incluídos os pacientes tratados por carcinoma de boca em uma única instituição no período de janeiro de 1985 a janeiro de 2005. Foram incluídos todos os pacientes com diagnóstico anátomo-patológico de carcinoma epidermóide (CEC) de boca e sem tratamento prévio. Foram excluídos os pacientes com outros tipos histológicos, tratamento prévio por qualquer modalidade ou tratamento da neoplasia atual por outra técnica que não cirurgia ou radioterapia inicial.

Um total de 117 pacientes consecutivos foram incluídos neste estudo. Havia 97 pacientes (82,9 %) do sexo masculino e 20 (17,1 %), feminino. O tratamento cirúrgico foi adotado em 75 pacientes (64,1 %) e em 60 casos (80,0 %), a radioterapia foi associada em caráter adjuvante. A radioterapia foi utilizada em 42 pacientes, dos quais em 21 pacientes (50 %) a quimioterapia foi também utilizada.

A função de risco mostrou um comportamento diferente para cada grupo, quando controlado para as outras variáveis. O risco dos pacientes tratados sem cirurgia é extremamente elevado a curto prazo, indicando um risco maior de óbito durante o tratamento ou no período pós-tratamento imediato, enquanto o grupo tratado com cirurgia apresenta o risco distribuído de forma mais homogênea ao longo do tempo, com convergência de riscos.

A estratégia de seguimento para pacientes não-cirúrgicos deveria levar em conta estas diferenças e otimizar a detecção de recidivas precoces por meio de seguimento mais intenso no período imediato ao fim do tratamento.

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TRABALHO CLÍNICO

P-002

TÍTULO: A IMPORTÂNCIA DA REINSERÇÃO SOCIAL NO PROGNÓSTICO DOS PACIENTES SUBMETIDOS À LARINGECTOMIA TOTAL

AUTOR(ES): DOUGLAS HENRIQUE SANTIAGO DE OLIVEIRA , KATYÚCIA EGITO DE ARAÚJO, LORENA SOUSA OLIVEIRA, MÔNICA DANIELLY DE OLIVEIRA CASTELO BRANCO, ADEMAR MARINHO DE BENÉVOLO, VÍVIAN LISBOA DE LUCENA, RENATA DE ANDRADE GUIMARÃES

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL NAPOLEÃO LAUREANO / UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA, JOÃO PESSOA-PB.

INTRODUÇÃO: O câncer de laringe é um dos mais freqüentes a atingir a região da cabeça e pescoço, representando cerca de 25% dos tumores malignos que acometem esta área, sendo o tabaco o fator etiológico mais importante. O paciente laringectomizado é, sem dúvida, alguém que sofreu uma mutilação e que, por conta da cirurgia laríngea, deve passar a viver sob o estigma do traqueostoma e sob grande impacto em sua capacidade de comunicar-se por meio da voz. Desta forma, cerca de 50% desta população se retira do convívio social, perdendo também seus empregos. Há uma perda irreversível ou distorção em hábitos básicos, como a fala, a deglutição, o olfato e o paladar. A reabilitação pode ajudar o paciente a alcançar o máximo potencial dentro do contexto de seu meio social, sendo o aprendizado e a adaptação um desafio enfrentado por paciente e médico. A reabilitação da fala pode ser o aspecto mais importante do programa, mas a sua reintegração na família e reinserção profissional não pode ser negligenciada.

OBJETIVO: Analisar a importância da reinserção social na evolução do prognóstico de pacientes submetidos à laringectomia total.

METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo quantitativo realizado com treze pacientes submetidos à cirurgia de laringectomia total em hospital de referência no tratamento oncológico no estado da Paraíba. Os pacientes foram entrevistados quanto aos seguintes parâmetros: idade, sexo, repercussão na vida profissional, renda familiar, relacionamento familiar e social, atividade religiosa, mudanças nas atividades e no padrão de lazer e entretenimento, posicionamento frente ao câncer, alterações na aparência e sua repercussão e a fala.

RESULTADOS: O grupo estudado era constituído por treze pacientes, sendo onze do sexo masculino e dois do feminino, com idades variando de 47 a 75 anos. Dentre os que trabalhavam, apenas alguns continuaram em atividade para melhorar a renda familiar. Todos apresentavam o hábito de fumar e ingerir bebidas alcoólicas, com exceção de dois. Em geral, as famílias aceitaram bem a doença e participam junto ao paciente da sua recuperação, apenas em dois casos houve queixas quanto à família. Em relação à vida sexual, alguns casos chamam atenção, pois a limitação se deve à falta de assepsia e fatores psicológicos do paciente e a não aceitação do parceiro. Apenas três pacientes freqüentam grupos religiosos e relatam que a aceitação em tal ambiente foi boa. Quanto ao lazer, cinco pacientes referem ter a mesma atividade de antes do tratamento, enquanto os demais alegam diminuição das atividades. Apenas um paciente referiu não saber sobre câncer e a impressão que a maioria deles tinha frente à doença era que seria uma doença curável. Dez pacientes consideraram a imagem de si mudada. Dentre os pacientes, nove sabiam das alterações corporais, enquanto que os outros quatro esperavam um melhor esclarecimento. A pior alteração para todo o grupo é a perda da voz. Sete pacientes encontraram dificuldades para adaptação à voz esofágica, enquanto os outros não relataram tal dificuldade. Seis pacientes pensaram em desistir do tratamento e quase todos acreditam na cura, só um relatou que não.

CONCLUSÃO: A análise dos dados obtidos na pesquisa revela que a reinserção social do laringectomizado depende não só do RESULTADO cirúrgico, mas também da abordagem antes e depois da cirurgia. Através dos atuais métodos de reabilitação vocal, esclarecimentos sobre o tratamento e da abordagem multidisciplinar, torna-se mais fácil a superação do drama da perda da voz.

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TRABALHO CLÍNICO

P-003

TÍTULO: A IMPORTÂNCIA DO QUESTIONÁRIO DE BERLIN NA TRIAGEM DE PACIENTES COM SUSPEITA DE SÍNDROME DE APNEIA DO SONO.

AUTOR(ES): LUCIANA LUCATTO BAIDA, VANESSA FERREIRA SALVIA, BRUNO ADALBERTO TATEO, SANDRA DÓRIA XAVIER, JOSÉ EDUARDO LUTAIF DOLCI

INSTITUIÇÃO: DEPARTAMENTO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DA IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO.

INTRODUÇÃO: A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é uma doença com morbi-mortalidade elevada acometendo de 2% a 4% da população adulta de meia idade. Essa síndrome está associada à sonolência diurna excessiva, a acidentes de trabalho e automobilísticos e a doenças cardiovasculares como arritmias, infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais. O questionário de Berlin pode ser utilizado na anamnese dos pacientes com suspeita de SAOS e é dividido em 3 categorias, sendo a primeira delas sobre história de ronco, a segunda à respeito de sonolência excessiva diurna e a última categoria sobre história de hipertensão e índice de massa corpórea. Para o questionário de Berlin ser considerado positivo é necessário que pelo menos duas das três categorias sejam positivas. Quanto à sensibilidade e especificidade do questionário, há discussão na literatura a esse respeito, com sensibilidade variando 61 e 86% e especificidade variando de 22 e 77%.

OBJETIVO: Saber qual o valor preditivo positivo e negativo do Questionário de Berlin, assim como sua sensibilidade e especificidade.

METODOLOGIA: Estudo retrospectivo dos pacientes do Ambulatório de Ronco e Apneia do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo que foram submetidos ao Questionário de Berlin e a polissonografia.

RESULTADOS: Foram avaliados 74 pacientes, 58,1% (43/74) do sexo masculino e 41,9% (31/74) do sexo feminino, com idade variando de 18 a 79 e média 51,3 anos.  A sensibilidade do questionário foi de 78% e especificidade de 75%, com valor preditivo positivo de 98% e negativo de 16%.

CONCLUSÃO: A partir do resultado deste estudo-piloto, o Questionário de Berlin mostrou moderada sensibilidade e especificidade, podendo ser utilizado como triagem para SAOS.

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TRABALHO CLÍNICO

P-004

TÍTULO: A INFLUÊNCIA DO USO DO COLAR CERVICAL NA DETERMINAÇÃO ESTÁTICA E DINÂMICA DA VERTICAL VISUAL SUBJETIVA

AUTOR(ES): JOSÉ FERNANDO COLAFÊMINA , MARTHA , FUNASHI, NATYA ,N SILVA, LUCIANA , M WATANABE, TAIZA, ELAINE GRESPAN SANTOS PONTELLI, JOSÉ FERNANDO COLAFÊMINA, OSWALDO MASSAITI TAKAYANAGUI

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE RIEIRÃO PRETO USP

INTRODUÇÃO:  Percepção de verticalidade tem papel dominante no controle postural. Mediado pelo sistema vestibular, somatossensorial , visual e sistema interoceptivo , que pode ser acessado por deferentes maneiras. Neste contexto , a percepção  da  vertical visual subjetiva (SVV) usa informações otolíticas e é determinada pela habilidade de colocar uma linha na posição vertical  em relação ao eixo gravitacional da Terra. Até agora , os aspectos que influenciam a SVV , não são totalmente compreendidos .O uso de colar cervical (CC) durante o teste  (SVV) é um recurso  que pode minimizar a inclinação da cabeça durante a avaliação , mas não há estudos examinando sua influência na percepção de verticalidade. OBJETIVO: Analisar a influência dos impulsos somatossensorial causados pelo colar cervical para acessar a SVV. MÉTODOS: Medidas foram feitas na SVV estática e dinâmica em 30 voluntários saudáveis : seis medidas com o colar e seis sem  ele . Primeiro , os voluntários realizaram a SVV estática . Então eles  esperavam 5 minutos  e submetiam ao exame da SVV dinâmica em sentido de estimulação horária e anti-horária . RESULTADOs : As médias da SVV estática  foram : sem o colar -0,075°±1,15° com o CC  0,372°±1,21°;  SVV  dinâmica horária  com o CC foram 1,73°±2,31° , com o CC 1,53°±1,80; e a SVV dinâmica com o CC foram -1,50°±2,44° e com o CC -1,11°±2,46°.  As diferenças entre as medidas com e sem o CC não foram estatisticamente significantes . CONCLUSÃO: Embora o pescoço tem muitos receptores sensoriais , o uso do colar cervical não forneceu aferentes suficientes para mudar a percepção da verticalidade visual no individuo saudável .

Key- words : visual vertical  subjetiva , otólitos , estática e dinâmica visual vertical .     

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-005

TÍTULO: A PREVALÊNCIA DE ALTERAÇÕES LARINGEAS NOS PROFESSORES DAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE NATAL - RN

AUTOR(ES): MAXIMIANO DA FRANCA TRINETO , PEDRO CAVALCANTI DE OLIVEIRA FILHO, GUSTAVO HENRIQUE MARQUES DE SÁ, IERICEFRAN DE MORAIS SOUZA, DANIELA MATIAS MARINHO AMORIM, MARCELA CORTES ALVES DE SOUZA, JORGE EVANDRO CORREIA FILHO

INSTITUIÇÃO: CLÍNICA PEDRO CAVALCANTI / UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

INTRODUÇÃO: A laringe é um importante órgão músculo-cartilaginoso tendo funções de produção do som, respiratória e esfincteriana, usualmente comprometida nas doenças que se manifestam através da disfonia. A voz disfônica do professor pode comprometer as relações de ensino-aprendizagem, uma vez que a compreensão da mensagem pode ser dificultada. O problema de voz soma-se a outros problemas vivenciados pelos professores, dificultando o gerenciamento de seu trabalho, saúde e vida.

OBJETIVO: Verificar a prevalência de patologias em professores da rede municipal de Natal encontradas por vídeolaringoscopia indireta e descrever por sexo, faixa etária e tempo laboral de utilização vocal.

METODOLOGIA: O estudo contou com 173 professores, sendo 16 homens e 157 mulheres, na faixa etária dos 20 aos 59 anos de idade. Todos os sujeitos autorizaram previamente suas participações na pesquisa por meio do termo de ciência e consentimento livre e esclarecido. O exame videolaringoscópio foi realizado por meio de um laringoscópio rígido com angulação de 70° da marca Comeg, sob anestesia tópica spray a base de lidocaína. Foi avaliado a presença de nódulos, fenda, edema de pregas vocais e refluxo laringofaríngeo.

RESULTADOS: O estudo mostrou uma prevalência de alterações laríngeas maior no sexo feminino (85%) do que no sexo masculino (50%). A alteração mais prevalente foi o refluxo laringofaríngeo (60%), com 85 casos, sendo 78 casos do sexo feminino (59% dos problemas nas mulheres) e 7 casos no sexo masculino (88% dos casos masculinos) e estava presente em 49% dos indivíduos. Foram evidenciados em toda a amostra a presença de fenda vocal (20%), nódulos em pregas vocais (14%) e edema de cordas vocais (1%). Em relação à faixa etária, as faixas de 30 a 39 e 40 a 49 anos apresentaram a maior prevalência de casos (85% cada faixa). O refluxo laríngofaríngeo, que foi a patologia mais freqüente da amostra, foi mais significativo na faixa de 40 e 59 anos de idade, totalizando 17 casos (81% dos casos da faixa). E em relação ao tempo de profissão, os professores com mais de vinte anos de profissão foram os que apresentaram a maior prevalência (71%) de sinais de refluxo laringofaríngeo na laringoscopia.

CONCLUSÃO: A disfonia mostrou elevada prevalência em professores da rede municipal de Natal. Nosso estudo sugere que o professor deverá ter treinamento vocal durante sua formação e saber da importância da voz como estratégia preventiva de surgimento de alterações de voz. Bem como obter orientações com relação ao abuso vocal e mau uso da voz. Tratamento de alergias respiratórias e do refluxo faringolaríngeo podem auxiliar na prevenção e no tratamento de disfonias antes tidas como puramente funcionais.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-006

TÍTULO: ABORDAGEM CIRÚRGICA DO PAPILOMA INVERTIDO: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): LÍGIA OLIVEIRA GONÇALVES , LEANDRO FARIAS EVANGELISTA, FERNANDA MARQUES DE MELO, FERNANDA VIDIGAL VILELA LIMA, ISAMARA SIMAS DE OLIVEIRA, MÍRIAN CABRAL MOREIRA DE CASTRO, ROBERTO EUSTÁQUIO GUIMARÃES

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DAS CLINICAS/UFMG

INTRODUÇÃO: O papiloma invertido é um raro tumor nasossinusal benigno e unilateral que acomete 0,6/100.000 indivíduos por ano, preferencialmente do sexo masculino de meia idade. Surge primariamente na parede lateral da cavidade nasal mas, frequentemente, invade os seios paranasais, principalmente células etmoidais e seio maxilar. Está associado à destruição local óssea e de tecidos moles, além de possibilidade de malignização. As manifestações clínicas são inespecíficas, como obstrução nasal unilateral, rinorréia, epistaxe, hiposmia e cefaléia. O diagnóstico é realizado por meio de anamnese detalhada, exame otorrinolaringológico e exames complementares. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética são exames fundamentais para elucidação diagnóstica, tratamento e acompanhamento do paciente. O tratamento é essencialmente cirúrgico.

RELATO DE CASO: GM, 50 anos, masculino, compareceu ao ambulatório de ORL do HC-UFMG com queixa de lesão indolor, de crescimento progressivo, em cavidade nasal direita, manifestando-se com congestão nasal e hiposmia. À tomografia de seios paranasais evidenciou-se  grande lesão expansiva acometendo seios maxilar e frontal direitos.Durante a cirurgia foi realizada incisão e descolamento dos planos anexos a vestíbulo oral em Degloving. Após incisão septal e de assoalho nasal foi feita comunicação transfixante com cavidade oral. Exposição da parede anterior da maxila e fossa nasal. Aberto maxilar direito e parede lateral nasal, seguidos de remoção em bloco de lesão de grande volume; aberta toda a parede anterior do seio maxilar. Nos seio frontal, foi identificado pólipo grande, o qual foi enviado para corte e congelação, evidenciando-se papiloma invertido. Realizado etmoidectomia anterior e posterior e esfenoidectomia. Pós-operatório sem intercorrências; paciente evoluiu assintomático, com acompanhamento ambulatorial anual.

DISCUSSÃO: Os tumores da região nasossinusal, especialmente aqueles que apresentam componente invasivo importante, necessitam de uma abordagem cirúrgica agressiva, ampla e que proporcione ao cirurgião uma boa visão das margens tumorais para que o procedimento seja o mais curativo possível. No caso apresentado, o crescimento do papiloma provocou expansão importante  do óstio frontal. A via de acesso degloving apresenta como vantagens evitar incisões faciais e permitir exposição bilateral da cavidade nasal.

CONCLUSÃO: O papiloma invertido nasossinusal é uma neoplasia benigna com potencial de malignização e elevados índices de recidiva pós-operatória. Existe muito debate na literatura a respeito da melhor via de acesso cirúrgico, externa ou endoscópica endonasal. A via de acesso degloving para ressecção de tumores nasossinusais é efetiva e apresenta as vantagens de uma ampla exposição cirúrgica, ótimos resultados estéticos, poucas taxas de complicações pós-operatórias e baixos índices de recidiva.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-007

TÍTULO: ABORDAGEM CIRÚRGICA EM PACIENTE PORTADOR DE LIPOMATOSE SIMÉTRICA MÚLTIPLA: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): THIAGO ALMEIDA REIS, FRANCISCO SALES DE ALMEIDA, PAULO ROBERTO PIALARISSI, SAMUEL LIMA SILVA, LUCIANO COSTA PAIVA, LEANDRO HENRIQUE DE OLIVEIRA ALMEIDA

INSTITUIÇÃO: NÚCLEO DE ENSINO E PESQUISA DO HOSPITAL ODONTOMED DE ITAJUBÁ-MG

INTRODUÇÃO: A Lipomatose Simétrica Múltipla, LSM, acomete grande extensão corporal e pode trazer deformidades. Em alguns casos a LSM pode causar transtornos anatomo-fisiológicos, psicológicos e psicossomáticos. Em 1888, o cirurgião Otto Wilhelm Madelung descreve 33 pacientes apresentando massas simétricas de gordura envolvendo os pescoços e os ombros. Sua incidência é de 1: 25.000,  sendo a proporção homem e mulher de 15:1 e 30:1 respectivamente.

OBJETIVOS: Apresentar condutas terapêuticas em LSM e descrever abordagem em diferentes tempos cirúrgicos. Justifica a apresentação deste caso clínico a falta de consenso em relação à conduta terapêutica adotada e ausência de descrição literária sobre casos de cirurgias múltiplas.

 

METODOLOGIA: Este é um trabalho de relato de caso. A amostragem foi de forma intencional e o estudo quantitativo.

 

RESULTADOS: O paciente, MSF, apresentava massa tumoral comprometendo toda região cervical. Foi impossível palpar elementos anatômicos cervicais, devido à deformidade tumoral. O mesmo era etilista e tabagista. No histórico familiar revela filha com pseudotumor em ambos os globos oculares. Após estudo tomográfico foi identificada a massa tumoral e proposto a ressecção por partes devido à grande extensão. A primeira compreendeu a região cervical direita, através de uma incisão na pele até limites profundos e em formato arciforme desde o mento até a mastóide finalizando com outra na linha mediana até a fossa supraclavicular. A segunda na região cervical esquerda, mantendo o mesmo acesso e tática cirúrgica. Nas cirurgias os elementos anatômicas como vasos, músculos, nervos, vias aéreas e digestivas foram preservados. A LSM apresenta massas simétricas ou não, de gordura, envolvendo o pescoço e os ombros com uma distribuição cervical em ?colar de cavalo?.  Neste caso havia extensão parcial à região toráxica. Há na literatura uma relação entre o efeito exercido pelo álcool nos receptores beta-adrenérgicos de ação antilipolítica e lipogênica acarretada na doença. Existem hipóteses: uma é a possível origem embrionária, pela semelhança entre os adipócitos dos lipomas e os da gordura marrom. Outra relata possíveis alterações no DNA mitocondrial, também podendo desencadear a doença, tal como, uma diferenciação dos pré-adipócitos em adipócitos maduros que indicariam a localização dos lipomas em outras áreas. O tratamento de escolha consiste na lipoaspiração e na lipectomia aberta. Há relatos de que o tratamento preconizado com dieta, controle metabólico, salbutamol, albuterol, abstinência alcoólica, tireoidectomia e vitaminas, não geram resultados satisfatórios. Devido à ocorrência de recidiva da doença, é aconselhada uma dieta de baixo teor de gorduras, abstinência alcoólica e prática de atividades físicas. O paciente relatado foi tratado cirurgicamente em dois tempos devido à estética e dificuldade nos movimentos cérvico-toráxico.

CONCLUSÂO: O tratamento eletivo para Lipomatose Simétrica Múltipla é a lipectomia aberta, gerando resultados satisfatórios quanto à integridade funcional e estética. Em grandes extensões tumorais, recomenda-se o uso de vários tempos cirúrgicos.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-008

TÍTULO: ABORDAGEM ENDOSCÓPICA AO CARCINOMA NEUROENDÓCRINO DE BASE DE CRÂNIO

AUTOR(ES): ROWILSON CLEBER DE MELO , CARLOS ROBERTO BALLIN, CARLOS AUGUSTO SEIJI MAEDA, JEMIMA HERRERO MOREIRA, DENIS MASSAMITSU ABE, RODOLFO CARDOSO DE TOLEDO FILHO, LUIZ EDUARDO NERCOLINI

INSTITUIÇÃO: SERVIÇO DE OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA CÉRVICO-FACIAL DA PUC-PR

INTRODUÇÃO: O carcinoma neuroendócrino de base de crânio é uma doença rara. Sabe-se que o tratamento é eminentemente cirúrgico, porém pela sua baixa incidência nesta localização a abordagem ainda é um tema controverso no que tange suas indicações e a escolha da via cirúrgica. Existem diversas opções de ressecção que vão desde a via externa clássica até as transnasais assistidas por vídeo-endoscopia

OBJETIVO: relatar a abordagem curativa endoscópica assistida a um caso de carcinoma neuroendócrino de base de crânio

RELATO DE CASO: Paciente N.B, feminina, 56 anos, encaminhada ao Hospital Universitário Cajuru apresentando queixa de obstrução nasal progressiva  com evolução de 7 meses, cefaléia, secreção nasal amarelada e proptose de olho direito, sem sintomas sistêmicos. A história mórbida pregressa evidenciava amaurose em olho esquerdo por glaucoma. Negava hipertensão ou diabetes mellitus. Foi submetida a exame físico otorrinolaringológico que evidenciou massa de aspecto esbranquiçado e vegetante ocupando ambas as fossas nasais, parestesia de hemiface à direita, proptose de olho direito com preservação da mobilidade. A avaliação oftalmológica demonstrou amaurose em olho esquerdo e normal em olho direito. Solicitada tomografia de face e ressonânica magnética as quais demonstraram lesão expansiva ocupando toda cavidade nasal e invadindo fossa pterigopalatina, seio cavernoso, cavidade orbitária, nervo óptico, do lado direito. Realizada biópsia da lesão a qual evidenciou no exame anatomopatológico e imunohistoquímica, carcinoma neuroendócrino da base do crânio. Optado pelo tratamento cirúrgico associado à radioterapia focal. A abordagem cirúrgica foi à endoscópica assistida. Procedeu-se a ressecção da lesão com dissecção da fossa pterigopalatina, preservação do nervo óptico, da artéria  carótida interna e do seio cavernoso direitos. Realizada transfusão sanguínea e reposição volêmica intraoperatória devido ao caráter sangrante da lesão. O pós-operatório seguiu sem intercorrências.           A alta hospitalar ocorreu no quinto dia pós tratamento cirúrgico. A paciente foi encaminhada para radioterapia focal realizada no Hospital Sírio Libanês.

RESULTADOS: O follow up realizado através de ressonância magnética demonstrou ausência de recidiva tumoral. Atualmente encontra-se com 2 anos livre da doença.

CONCLUSÃO: O tumor carcinóide de base de crânio é uma doença pouco relatada na literatura, e por isso sua abordagem ainda não e bem definida. A cirurgia endoscópica vem avançando em várias vertentes no acesso à base de crânio. Com esta evolução tecnológica foi e continua sendo possível substituir procedimentos que tradicionalmente utilizavam incisões em face, internação prolongada e tampões nasais extensos, para esse e para outros tumores de base de crânio, e assim como qualquer outro procedimento cirúrgico objetiva alcançar o máximo de sucesso com o mínimo de dano estrutural e funcional.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-009

TÍTULO: ABORDAGEM ENDOSCÓPICA DE CORDOMA DE CLIVUS GIGANTE

AUTOR(ES): DENIS MASSAMITSU ABE , DIOGO GONÇALVES BARDINI, CARLOS AUGUSTO SEIJI MAEDA, CAROS ROBERTO BALLIN, LUIZA RODRIGUES CAFFARATE

INSTITUIÇÃO: SANTA CASA DE CURITIBA

INTRODUÇÃO: Cordomas são tumores raros do SNC decorrentes de restos embrionários da notocorda. Eles são caracterizados por terem um comportamento localmente agressivo, com recidivas frequentes, o que torna seu tratamento um desafio.

OBJETIVO: Relatar um caso de ressecção de cordoma de clivus  gigante por via endoscópica com auxílio de neuronavegação.

Relato de Caso: JRS, sexo masculino, 62 anos, com queixa de obstrução nasal progressiva e deformidades da face esquerda, proptose e amaurose no olho esquerdo. Após anamnese e exame físico, foram submetidos a ressonância magnética que mostrou uma massa de 10 x 9,0 x 9,0 centímetros ocupando toda a cavidade nasal, clivus e região selar. Seguiu-se com biópsia do tumor nasal que revelou: cordoma do clivus. Optou-se pela abordagem cirúrgica endoscópica com neuronavegação com ressecção de todo tumor visível, sem radioterapia. O paciente teve boa evolução pós-operatória e é o 3 º mês de seguimento, sem sinais de recidiva até o momento.

CONCLUSÃO: A abordagem endoscópica com o auxílio de neuronavegação provou ser seguro e eficaz para a ressecção de cordoma do clivus. Esta técnica permite uma ampla ressecção do tumor, o que diminui a chance de recorrência local e é recomendado na maioria dos casos.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-010

TÍTULO: ABORDAGEM ENDOSCÓPICA NASAL NO TRATAMENTO DE PAPILOMA INVERTIDO DO SEIO FRONTAL: EXPERIÊNCIA DO SERVIÇO DE ORL DA PUC-PR

AUTOR(ES): RULLIAN DA ROCHA STREMEL TORRES, CARLOS AUGUSTO SEIJI MAEDA, JEMIMA HERRERO MOREIRA, DIOGO GONÇALVES BARDINI, DENIS M. ABE

INSTITUIÇÃO: SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE CURITIBA/PUC-PR

INTRODUÇÃO: o Papiloma Invertido (PI) é um tumor sino-nasal benigno porém localmente agressivo que se origina da membrana Schneideriana. Caracteriza-se pelo crescimento benigno deste epitélio através do estroma subjacente. A incidência do PI é de 0,5 a 7% de todos os tumores nasais e sinusais. O seio frontal é raramente envolvido com PI, incidência de 1 a 16%.

Apesar de seu comportamento benigno, PIs estão associados com carcinoma de células escamosas em 5 a 15% dos casos.

PACIENTES E MÉTODOS: entre janeiro de 2005 e outubro de 2009 foram operados 4 pacientes com diagnóstico de papiloma invertido e expansão ao seio frontal. A idade variou de 46 a 67 anos, sendo 3 pacientes do sexo masculino e 1 do feminino.

A abordagem de escolha foi a endoscópica endonasal e consistiu de 2 procedimentos tipo Lothrop endoscópico modificado ? Draf III e 2 procedimentos tipo Draf IIb.

Em 1 dos casos realizados de Draf III houve a necessidade de acesso combinado tipo Lynch modificado para a ressecção da porção lateral do tumor no seio frontal.

RESULTADOS: o seguimento foi realizado no 7°, 14°, 30°, 60° dias, sem intercorrências e não evidenciou recidiva.

DISCUSSÃO: existe predomínio no sexo masculino com relação de 3,4:1 e uma idade média em torno dos 50 anos.

Uma vez que o diagnóstico de papiloma invertido É suspeitado e a tomografia computadorizada demonstra uma opacidade do seio unilateral, uma ressonância deve ser solicitada para diferenciar tumor de secreção retida. O diagnóstico pode ser comprovado através de um biópsia profunda.

Quando o envolvimento do seio frontal ocorre pela expansão através das células etmoidais ele pode ser ressecado totalmente por via endoscópica endonasal. Quando o tumor parece ser sua origem ou um acometimento intenso do seio frontal, um acesso combinado endoscópico e externo é necess´srio.

O procedimento tipo Lothrop modificado tem com uma de suas maiores limitações o acesso para tumores localizados em um recesso supraorbitário muito pneumatizado. As principais vantagens do Lothrop sobre os retalhos osteoplásticos são: abilidade de trabalhar em ambas cavidades nasais simultaneamente, baixa morbidade, menor dias de internamento, menor sangramento, sem cicatrizes externas e não impede a realização de procedimentos mais radicais.

CONCLUSÃO: por apresentar uma taxa de recidiva elevada e transformação maligna, é necessário um tratamento definitivo tão logo seja feito o diagnóstico.

A abordagem endoscópica ao seio frontal para o tratamento de papiloma invertido mostrou-se eficaz nessa série de pacientes. Entretanto, em casos selecionados, há a necessidade de uma abordagem combinada externa para a total remoção do tumor.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-011

TÍTULO: ABORDAGEM ENDOSCÓPICA NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO GERMINOMA DE SELA TÚRCICA

AUTOR(ES): HENRIQUE WENDLING SAVA , CARLOS AUGUSTO SEIJI MAEDA, CARLOS ROBERTO BALLIN, LUIZ CARLOS SAVA, SÁVIO LEMOS MACHARETH, YASSER JEBAHI, MARIANA ISIS WANCZINSKI, MARTA LISIE KLEIN

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL SANTA CRUZ

1.0  INTRODUÇÃO

Os tumores germinativos são tumores raros que afetam principalmente crianças e adolescentes. Localizam-se principalmente em estruturas medianas do encéfalo.

Cerca de 50 a 65% dos tumores germinativos são germinomas. A incidência de germinoma intracraniano varia entre 2,1 e 10% de todas as neoplasias primárias do SNC.

Os sinais e sintomas variam de acordo com a localização do tumor. Pode se manifestar com cefaléia, hemiparesia, distúrbios da visão ou do movimento, disfunções hipofisárias e hipotalâmicas.

O manejo adequado ainda é controverso. Há atualmente grande preocupação em elevar as taxas de cura destas lesões com o mínimo possível de seqüelas, sendo essa a principal importância deste trabalho.

O objetivo deste estudo é descrever a abordagem cirúrgica endoscópica no tratamento do germinoma de sela túrcica, através do relato de um caso realizado pelo Serviço de Otorrinolaringologia e do de Neurocirurgia do Hospital Santa Cruz, em Curitiba-PR.

2.0  RELATO DO CASO

Paciente masculino, 25 anos, procurou o Serviço de Neurocirurgia do Hospital Santa Cruz com hemianopsia bitemporal de 6 meses e piora há 1 mês. Solicitado Ressonância Nuclear Magnética, que mostrou lesão de aproximadamente 2 cm em região selar com extensão supraselar, comprimindo o quiasma óptico e próxima a cisterna pré-pontina. A confirmação diagnóstica foi  pelo exame anatomopatológico. Optou-se pelo tratamento cirúrgico. Realizado acesso transesfenoidal endoscópico assistido com broqueamento do soalho da sela túrcica, expondo os limites da artéria carótida interna bilateralmente e do clivus inferiormente. Realizada a incisão da dura- máter da sela, com exposição do tumor. Após a ressecção extracapsular do tumor, através da melhor visualização propiciada pelos endoscópios angulados, observou-se todos os limites livres do tumor: carótidas internas, quiasma óptico, artéria basilar e seus ramos para o tronco cerebral, bem como os pares cranianos baixos. O paciente evoluiu satisfatoriamente, não necessitando de radioterapia em função da exérese total do tumor.

3.0  DISCUSSÃO

A glândula pineal é composta de diversos tecidos. Essa variedade celular pode gerar um grupo heterogêneo de tumores. Os tumores de células germinativas podem ser germinomas ou não germinomatosos. Os germinomas ocorrem na linha média, comumente na área selar e cisterna supra-selar. São malignos, infiltrados por linfócitos e podem semear o líquor, no entanto, tem bom prognóstico.

O diagnóstico é feito através de Ressonância Nuclear Magnética.

O tratamento é cirúrgico, e o objetivo é a excisão total, havendo diferentes formas de atingir a região pineal. O acesso transesfenoidal endoscópico é reportado na literatura como a abordagem de escolha para o tratamento da maioria das lesões selares e supra-selares. A abordagem é multidisciplinar. Entre as vantagens do acesso endoscópico à região selar pode-se citar: maior visão do campo operatório, menor desconforto pós-operatório, maior respeito pelas estruturas nasais e diminuição do tempo de internação. E como desvantagens encontram-se: necessidade de aprendizado e  habilidade específica de manejo dos instrumentos e necessidade de controle rigoroso do sangramento no intra-operatório. A principal intercorrência encontrada durante a cirurgia é a lesão do diafragma selar, ocasionando extravasamento de líquor. Sangramento nasal também pode ocorrer. As complicações pós-operatórias incluem: meningite, hemorragias, perda visual, paralisias oculares, alterações mentais, ataxia e óbito, todas relacionadas a lesões a estruturas limites da sela túrcica e da base do crânio. A sobrevida nos casos de germinoma de 5 anos é em torno de 85% após o tratamento.

4.0  COMENTÁRIOS FINAIS

Este caso exemplifica uma lesão selar com extensão supra-selar, com tamanho adequado para acesso transesfenoidal endoscópico e  resultado satisfatório. Esse trabalho refere importância à boa visualização que os endoscópicos angulados fornecem, facilitando a visualização das estruturas peri-tumorais e das margens do tumor, em comparação ä abordagem tradicional através do microscópio cirúrgico.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-012

TÍTULO: ABORDAGEM REVISIONAL DE RINOSSEPTOPLASTIA POR RINOLIFTING: RELATO DE CASO.

AUTOR(ES): BERNARDO CAMPOS FARIA , OTÁVIO BÓRIO DODE, RENATO TADAO ISHIE, TARCÍSIO AGUIAR LINHARES FILHO, RACHEL CATÃO DE LUCENA, EDLAINE GOLÇALVES SILVA, JOSÉ LUIZ TEIXEIRA RODRIGUES

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL SANTA MARCELINA

INTRODUÇÃO:

A cirurgia revisional do nariz constitui um desafio ao cirurgião. Muitos pacientes procuram o tratamento estético cirúrgico do nariz sentindo-se mais incomodados por sintomas funcionais nasais secundários à rinoplastia do que satisfeitos pelo remodelagem do nariz. Dentre as complicações mais comuns está a insuficiência valvar nasal. A escolha da técnica utilizada na reabordagem deve prezar pela restauração da integridade funcional e estética nasal, orientadas pelas condições técnicas. Cirurgias amplas com exposição extensa da anatomia nasal não são garantia de resultados mais satisfatórios do que intervenções direcionadas às alterações residuais. Descrevemos um caso de paciente em pós-operatório remoto de rinosseptoplastia cursando com ponta caída e insuficiência valvar externa.

RELATO DE CASO:

Paciente feminina, 68 anos, submetida a rinosseptoplastia há 12 anos, com queixa de obstrução nasal aos esforços e ao deitar-se, insatisfeita com a ponta caída. Ao exame  observou-se perda de sustentação da ponta nasal com redução importante do ângulo naso-labial e colabamento das narinas à inspiração forçada e à inspiração normal em decúbito dorsal. Sinais marcantes de envelhecimento facial. Indicou-se cirurgia revisional com levantamento da ponta nasal por rinolifting e ponto septocolumelar.

 Dessa forma, Realizou-se a fixação por fios inabsorvíveis de tecido subcutâneo e aponeurótico da ponta nasal em posição mais cranial , após tração e ancoragem do fio ao periósteo do dorso nasal. A pele foi incisada latero-lateralmente e ressecada 4 mm inferior a incisão, aproveitando os sulcos já existentes. O fechamento da pele foi realizado com fio inabsorvível por pontos simples.  Através de incisão transfixante pré-septal, realizou-se o ponto septocolumelar, com o objetivo de garantir mais sustentação à ponta nasal. Após 1 mês, mantém-se sem queixas de obstrução nasal e satisfeita com o ganho estético nasal.

DISCUSSÃO:

As válvulas nasais são cruciais para a respiração do indivíduo. Elementos anatômicos e funcionais contribuem para este complexo sistema: ângulo nasolabial, estabilidade e configuração das alares, o posicionamento do septo anteriormente além da posição da ponta nasal. Várias são as maneiras de se abordar funcionalmente a válvula nasal. Muitas são também as possibilidades de lesão ao funcionamento dessa estrutura. Ao optar pela técnica de rinolifting, vislumbramos a oportunidade de melhorar estética e funcionalmente o nariz em questão, através de método rápido, de fácil execução e relativamente pouco invasivo. Em contrapartida, houve aumento no risco de cicatriz aparente e recidiva da alteração em prazo mais ou menos longo. Sabe-se que a técnica de rinolifting tem sua indicação limitada a poucos casos, sendo realizada quase exclusivamente em  pacientes idosos, em que a formação de marcas de expressão no dorso nasal permite ocultar a cicatriz operatória. Além disso, a projeção e a sustenção da ponta são menores. A literatura é pobre em estudos sobre a técnica e seus resultados a longo prazo.

CONCLUSÃO:

A técnica de rinolifting pode constar como opção no rol de estratégias cirúrgicas para suspensão de ponta nasal e tratamento de insuficiência valvar externa, quer na rinosseptoplastia revisional, quer na rinosseptoplastia primária, para pacientes selecionados.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-013

TÍTULO: ABSCESSO CEREBRAL COMO COMPLICAÇÃO DE OTITE MÉDIA CRÔNICA COLESTEATOMATOSA

AUTOR(ES): SILVIA MARA TASSO , SALETE MAURICIA MARIOSA RODRIGUES, JEFFERSON DALL'ORTO MUNIZ, RUBENS RIBEIRO DA COSTA JÚNIOR, DENISE CARDOSO TOLEDO, DIOGO VASCONCELOS SILVA, MOISÉS FRANKLIN ALVES

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DAS CLÍNICAS SAMUEL LIBÂNIO (POUSO ALEGRE-MG)

INTRODUÇÃO: Os colesteatomas são lesões císticas, revestidas por epitélio escamoso estratificado e preenchidas por queratina, que estão localizadas em áreas pneumatizadas do osso temporal. Possuem crescimento gradual e causam erosão óssea, podendo invadir estruturas adjacentes. Hipóteses consideradas são: compressão mecânica, ação osteoclástica, produção de enzimas proteolíticas e citosinas. Seus sinais e sintomas dependem da localização e extensão da doença, podendo permanecer silencioso até se tornar relativamente grande. Manifestações clínicas mais comuns são hipoacusia e otorréia.  Classificação: congênito e adquirido e, estes podem ser primários e secundários. O objetivo primário é a erradicação de todo o tecido anormal, restabelecendo a arquitetura usual do ouvido e o secundário é a manutenção ou restauração da audição. O diagnóstico precoce é de fundamental importância, pois o único tratamento existente para a otite média crônica (OMC) colesteatomatosa é a mastoidectomia. Através desse procedimento, retiram-se as células mastóideas e os focos de colesteatoma, erradicando por completo o foco primário responsável pela infecção do sistema nervoso central.

OBJETIVO: O presente relato des­creve um caso de um paciente do sexo feminino que evoluiu com abscesso cerebral como complicação de otite média colesteatomatosa.

METODOLOGIA: GML, 17 anos, feminino, natural e procedente de Jacutinga, procurou o Serviço de Otorrinolaringologia, com queixa de drenagem de secreção purulenta em região pré auricular de orelha esquerda (OE), acompanhada de dor, abaulamento, hiperemia e calor local. Referia quadros semelhantes e apresentava diagnóstico de OMC colesteatomatosa. Ectoscopia e exame neurológico sem alterações importantes; otoscopia: OE= lesão obstrutiva sugestiva de osteoma em conduto auditivo externo, dificultando visualização de membrana timpânica; drenagem discreta de secreção purulenta em fístula localizada em região pré-auricular esquerda, abaulamento, hiperemia e calor local. À TC ossos temporais: comunicação de cavidade mastóidea esquerda com fossa posterior e alteração de densidade cerebral de fossa média com imagem sugestiva de abscesso cerebral. Realizou-se drenagem cirúrgica de abscesso pré-auricular e antibioticoterapia. Teve boa evolução clínica e sem seqüelas. Recebeu alta hospitalar e agendado retorno para mastoidectomia radical e exérese de osteoma.

CONCLUSÃO: Devido a esse comportamento destrutivo e insidioso, o colesteatoma pode causar uma série de complicações. Podem ser divididas em intracranianas e extracranianas, e são responsáveis por seqüelas graves e até morte do paciente. As intracranianas incluem meningite e abscesso cerebral, entre outras. O abscesso cerebral é a segunda mais freqüente, porém é a mais letal. Os locais mais acometidos são: lobo temporal e cerebelo. De todos os abscessos intracranianos, aproximadamente 60% deles tem como origem uma doença otorrinolaringológica; entre estas, 62% dos abscessos são de causas otológicas, 30% nasossinusais e o restante de outras causas menos frequentes.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-014

TÍTULO: ABSCESSO DE EPIGLOTE:RELATO DE CASO

AUTOR(ES): MELÂNIA DIRCE OLIVEIRA MARQUES, FAUSTO ANTÔNIO DE PAULA JUNIOR, MARCELO BRUM CORREA

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE LIMEIRA

INTRODUÇÃO

A epiglotite é uma inflamação aguda da epiglote e estruturas adjacentes, condição potencialmente fatal, na qual um paciente previamente saudável pode evoluir em horas para um quadro de insuficiência respiratória.No passado, a epiglotite era uma afecção que acometia crianças na faixa pré-escolar. Com a vacina conjungada contra o Haemophilus influenza tipo b, principal agente causador, a incidência da doença invasiva diminuiu cerca de 95% nos países em que realiza-se vacinação. Em contraste, a literatura aponta um aumento da incidência dessa doença em adultos.

RELATO DE CASO

D.D., 74 anos, sexo masculino, admitido no Pronto-Atendimento com quadro de febre, odinofagia, sialorréia, e estridor inspiratório. Evoluiu com insuficiência respiratória sendo submetido a intubação orotraqueal e encaminhado a Unidade de Terapia Intensiva. Apresentava antecedentes de hipertensão arterial, diabetes e DPOC.Realizada nasofibroscopia com visualização de abaulamento na região da epiglote. A tomografia cervical mostrava acentuado edema de estruturas laríngeas supra-glóticas com coleções hipodensas com paredes captantes de contraste associada a gás em seu interior na região da epiglote, a maior medindo 2,6 cm, compatíveis com abscesso. Foi mantido internado em UTI com Ceftriaxone endovenoso e submetido a drenagem do abcesso em epiglote no centro cirúrgico.

DISCUSSÃO

A epiglotite é um processo infeccioso que geralmente se inicia no trato respiratório superior com inflamação nasal e de orofaringe que evolui para celulite de estruturas supra-glóticas por vezes progredindo para um quadro de rápida obstrução de via aérea superior, caracterizando uma emergência clínica.

Em adultos se acredita existirem duas formas diferentes: a forma clássica causada pelo Hib e a supraglotite não relacionada ao Hib. A epiglotite clássica causada pelo Hib relaciona-se a uma apresentação clínica fulminante, com insuficiência respiratória e hemocultura positiva. Na outra forma o curso da doença é mais brando.

O diagnóstico é baseado na história clínica e achados do exame físico que são bastante sugestivos da doença. O uso do nasofibróscopio é muito útil por não exigir manipulação da língua. Exames de imagem também ajudam a confirmar o diagnóstico.

O tratamento da epiglotite pode se dividir em duas fases. Na primeira procura-se estabelecer e manter a via aérea pérvia e a seguir o tratamento clínico da infecção. Em casos suspeitos de epiglote a obtenção de uma via aérea segura em ambiente adequado( emergência, UTI, centro cirúrgico) é a medida prioritária. O uso de cefalosporinas de segunda ou terceira geração é indicado.

A epiglote aguda é uma doença grave que pode evoluir com complicações potencialmente fatais. A formação de abscesso na epiglote decorrente do quadro infeccioso é um processo incomum que deve ser identificado e abordado prontamente para se evitar um desfecho desfavorável.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-015

TÍTULO: ABSCESSO EXTRADURAL:COMPLICAÇÃO DE SINUSITE FRONTAL

AUTOR(ES): DANIELE LENZI PIMENTEL; CAMILA DE OLIVEIRA MACHADO; CARLOS ALBERTO MAURÍCIO JÚNIOR; FERNANDO DE FREITAS VILELA; ANA CAROLINA DE SOUZA MOREIRA; MÁRCIO NAKANISHII

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL

INTRODUÇÃO: Complicações intracranianas das rinossinusites são a extensão do processo infeccioso para estruturas adjacentes, ocorrendo em um pequeno, mas significante número de pacientes. Dentre as de origem nasossinusal são citadas empiema subdural, abscesso cerebral, meningite e abscesso extradural como as formas mais comumente encontradas.

OBJETIVO: relatar o caso de paciente de 35 anos com abscesso extradural decorrente de rinossinusite frontal que evoluiu favoravelmente com o tratamento clínico e cirúrgico preconizado. 

MATERIAIS E MÉTODOS: paciente masculino, 35 anos, negro, pastor evangélico, ex-usuário de cocaína inalatória, apresentou-se no PS de Otorrinolaringologia com queixa de dor maxilo-orbito-frontal intensa à esquerda, progressiva há 3 dias, associada à cefaléia. Negava febre, vômitos, obstrução nasal ou queixa visual. Exame físico revelava celulite orbitaria esquerda, sem limitação da mobilidade ocular. Sem outras alterações ao exame otorrinolaringológico e de cabeça e pescoço. Realizada Tomografia computadorizada dos seios da face e cranio que evidenciou lesão expansiva com extensão extradural no seio frontal esquerdo com calcificações em seu interior.

Com a suspeita clínico-radilógica de sinusite do seio frontal complicada com abscesso extradural, o paciente foi submetido à drenagem endoscópica do seio frontal esquerdo sob anestesia geral, através de uncifectomia. Realizado estudo histopatológico do processo uncinado, pesquisa direta e cultura para BARR, fungos e bactérias da secreção drenada do seio frontal-abscesso extradural.

RESULTADOS: o estudo histopatológico do uncinado não evidenciou alterações patológicas de malignidade. A pesquisa direta de BAAR e fungos foi negativa, assim como suas culturas. A pesquisa de bactérias evidenciou presença de GRAM negativo, e na cultura houve crerscimento de Klebisiella pneumonie.

Após tratamento preconizado o paciente apresentou boa evolução clínica, sem seqüelas otorrinolaringológicas ou neurológicas

CONCLUSÃO: Abscesso extradural é uma complicação rara, porém grave de sinusite frontal. O paciente em questão apresentou evolução favorável com o tratamento preconizado.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-016

TÍTULO: ABSCESSO PARAFARÍNGEO APÓS EXTRAÇÃO DENTÁRIA

AUTOR(ES): CARLOS EDUARDO MONTEIRO ZAPPELINI, FÁBIO SILVA ALVES, LUCIANA CAMPOY GIRO BASILE, LUANA GONÇALVES DE OLIVEIRA, IVAN DE PICOLI DANTAS, JOSÉ MARIA MORAES DE REZENDE

INSTITUIÇÃO: SANTA CASA DE CAMPINAS

INTRODUÇÃO: As infecções dos espaços cervicais profundos podem ter suas causas no comprometimento dos linfonodos que repousam nesse espaço, por parte de bactérias que infectam primariamente cavidade oral, faringe, nariz e seios paranasais através de disseminação linfática.

Sua ocorrência pode estar associada a significativas taxas de morbi-mortalidade, principalmente devido as suas múltiplas complicações, que incluem obstrução de via aérea, ruptura de abscessos na faringe ou traquéia, empiema, mediastinite, erosão da artéria carótida, tromboflebite da jugular ou trombose do seio cavernoso.

 

APRESENTAÇÃO DO CASO: V. S. S., masculino, 21 anos, branco, solteiro, referiu quadro de odinofagia associada à febre alta persistente, quando, após dois dias, procurou assistência médica. Ao exame, apresentava-se levemente prostrado, com febrícula, trismo, sialorréia, edema à esquerda de regiões cervical anterior, submandibular e pré-auricular, edema de úvula importante e abaulamento tonsilar ipsilateral até linha média. Foi internado para realizar exames complementares. Realizou cirurgia de extração do terceiro molar inferior sete dias antes do começo do quadro que o levou a primeira internação.

Exames na admissão: Hemograma com 10.000 leucócitos e desvio nuclear a esquerda. VSH: 44 mm/h; Proteína C reativa: 18,54 mg/dL; Lactato Desidrogenase: 130 U/L; Antiestreptolisina O: 210 UI/dL. Solicitada tomografia computadorizada, apresentando área obliterando o espaço parafaríngeo esquerdo, com formação de sinal hipodenso em seu interior, compatível com coleção encistada e dimensões de 3,3 x 2,9, x 2,7 cm.

O paciente foi drenado de forma fechada através de orifício formado de forma espontânea, em torno de 150 ml (misturados com saliva). Parte da secreção, devidamente coletada, foi encaminhada para análise. Em 24hs, teve melhora clínica importante e considerável diminuição do abaulamento de loja amigdaleana.

Realizada tomografia computadorizada de controle após 48 horas.

À análise da secreção do abscesso parafaríngeo apresentou presença de Streptococcus viridans, sensível a penicilina, vancomicina e levofloxacino e resistente a clindamicina e eritromicina.

Trocado Clindamicina (D3) por Penicilina Cristalina, na qual permaceu por mais 48 horas até a alta hospitalar, sendo prescrito Amoxicilina com Ácido Clavulânico.

DISCUSSÀO: O foco inicial de infecção é uma não é uma simples faringite Streptococcica, discordando com os mais comuns descritos pelos demais autores, e sim uma complicação de extração dentária.

Apesar de considerada a possibilidade de conduta cirúrgica para o caso, optou-se por eleger a drenagem fechada pelo orifício formado espontaneamente associado à cobertura antibiótica de amplo espectro, devido à boa resposta terapêutica, à ausência de comorbidades e ao bom estado geral da paciente.

CONCLUSÃO: Baseado nos resultados clínicos da literatura, o presente relato sugere que o tratamento cirúrgico odontológico deve ser acompanhado pelo médico especialista em caso de sinais e sintomas incomuns do pós-operatório, podendo sugerir formações de abscessos ou de outras complicações.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-017

TÍTULO: ABSCESSO PERIORBITÁRIO E SINUSITE CRÔNICA: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): ISABEL BARROS ALBUQUERQUE E SILVA , ERICK BARROS ARAÚJO LUZ, JOSÉ PEREIRA DOS SANTOS NETO, LIA ANDRÉA COSTA DA FONSÊCA, LICEANA BARBOSA DE PÁDUA, MARIANE MENDES GIL BARBOSA, TAIRA DE SENNA PEREIRA FONTES IBIAPINA

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE SAÚDE, CIÊNCIAS HUMANAS E TECNOLÓGICAS DO PIAUÍ- NOVAFAPI

INTRODUÇÃO: A rinossinusite(RS) é uma afecção que se caracteriza pela inflamação da mucosa de revestimento do nariz e dos seios paranasais, sendo uma de suas etiologias a infecção bacteriana (1). Em alguns casos podem ocorrer complicações devido a extensão do processo infeccioso para regiões vizinhas (2). As complicações intraorbitárias são as mais comuns, dentre elas, destacam-se a celulite e o abscesso periorbitários e parecem ser mais freqüentes nas crianças do que nos adultos (3).

RELATO DE CASO: M.L.R.S., sexo feminino, 52 anos, deu entrada num hospital público de Teresina, com história de dor em região orbitária direita há 10 dias, de evolução progressiva, que piorava com a movimentação ocular. Após três dias do início do quadro, a dor intensificou-se, sendo acompanhada de ptose palpebral e edema periorbitário à direita e cefaléia frontal pulsátil. Ao exame: olho direito com acuidade visual preservada, edema bipalpebral, globo ocular sem deformidades e movimentos preservados. TC de face: preenchimento com material de densidade de partes moles em região maxilo etmoidal direita com extensão para a órbita. A paciente foi internada, medicada com antibióticos (Ceftriaxona 2g/dia e Clindamicina 1,8g/dia) e submetida a uma sinusostomia para drenagem de abscesso orbitário através de uncinectomia/etmoidectomia anterior e posterior, antrostomia intranasal, descompressão de lâmina papirácea, abertura do periósteo orbitário com drenagem de secreção purulenta intra-conal. No pós-operatório, foi acompanhada diariamente, evoluindo com resolução completa do quadro. Permaneceu 14 dias internada com antibioticoterapia e lavagem nasal com soro fisiológico. TC de face (pós-cirurgia): sinusopatia inflamatória frontal bilateral e maxilo etmoidal à direita e imagem gasosa na região súpero-medial da órbita direita, sem coleções de aspecto residual. Alta hospitalar com prescrição de antibióticos VO e orientações. DISCUSSÃO: O abscesso periorbitário é definido pela presença de coleção de material purulento entre a periórbita e a parede óssea da órbita. Há inflamação da conjuntiva, dor e restrição da motilidade ocular. Não há diminuição da acuidade visual, e o fundo de olho e os reflexos pupilares estão normais (1). O caso em questão tem características típicas deste abscesso, exceto por não ter ocorrido restrição do movimento ocular. Antes do advento da antibioticoterapia, a prevalência de complicações orbitárias decorrentes da RS era bastante elevada. Algumas séries citam taxas de mortalidade de 17-19% e prevalência de amaurose de 20-33%. Felizmente essas taxas não ultrapassam 5% nos dias atuais após o advento da antibioticoterapia e das modernas técnicas de imagem (4). CONCLUSÃO: Apesar do caso relatado ser uma paciente adulta, as complicações orbitárias parecem ser mais freqüentes nas crianças, devido a íntima relação anatômica entre a cavidade orbitária e o seio etmoidal, assim como à fragilidade da parede etmóido-orbitária, principalmente, nas crianças.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-018

TÍTULO: ABSCESSO RETROFARÍNGEO APÓS INGESTÃO DE CORPO ESTRANHO

AUTOR(ES): BRUNO ALVARENGA SILVA LOREDO , LIVIA DE FREITAS RODRIGUES, JÚLIO CLÁUDIO DE SOUSA, ROGÉRIO COSTA TIVERON, LUIS MARCONDES BORGES, MARCELO MIGUEL HUEB

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO

O abscesso retrofaríngeo é uma patologia pouco freqüente, habitualmente secundária a infecções de vias aéreas superiores em crianças. A radiografia cervical lateral e eventualmente a tomografia cervical, associadas à apresentação clínica permitem o diagnóstico. O tratamento antibiótico precoce e a intervenção cirúrgica ajudam a evitar complicações potencialmente fatais. Objetivamos apresentar o caso de uma criança, do sexo feminino, de 1 ano e 8 meses de idade, cor branca, que evoluiu com abscesso retrofaríngeo secundário à presença de corpo estranho faríngeo (espinha de peixe), necessitando de terapia medicamentosa e drenagem cirúrgica de urgência. Apresentamos ainda uma revisão dos achados clínicos e radiológicos, opções de tratamento e complicações desta condição.

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TRABALHO CLÍNICO

P-019

TÍTULO: ACESSO AO CPAP PELOS PACIENTES DO AMBULATÓRIO DE RONCO E APNEIA DO SONO

AUTOR(ES): JULIANS FEITOSA COELHO , DANILO LIESS NOFFS, SANDRA DÓRIA XAVIER, JOSÉ EDUARDO LUTAIF DOLCI

INSTITUIÇÃO: SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é um problema de saúde importante, afetando milhões de brasileiros, com sérias conseqüências cardiovasculares e déficit cognitivo diurno. O seu tratamento pode ser tanto clínico como cirúrgico, dependendo do exame físico e dos achados polissonográficos. O CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) é o tratamento de escolha para os pacientes sem indicação cirúrgica, com apneia moderada e grave, assim como para pacientes com sonolência excessiva diurna, independentemente da sua gravidade. Inúmeras publicações podem ser encontradas nos últimos anos a respeito da baixa aceitação e adesão ao tratamento com CPAP, mas pouco se encontra em relação à dificuldade de aquisição do aparelho, devido ao seu custo elevado. OBJETIVO: Avaliar o grau de acesso dos pacientes do Ambulatório de Ronco e Apneia do Sono ao uso do CPAP. METODOLOGIA: Estudo retrospectivo no Ambulatório de Ronco e Apneia do Sono, sendo critério de inclusão todos os pacientes para os quais foi indicado CPAP, no ano de 2009. RESULTADOS: Foi indicado CPAP para 17 pacientes, sendo que apenas 2 pacientes (11,1%)  tiveram possibilidade de adquirir o aparelho, enquanto 15 pacientes (88,9%) estão aguardando doação de aparelho ou recorreram a tratamento alternativo. DISCUSSÃO: A taxa de adesão ao CPAP na literatura varia de 30 a 60%.  Os motivos para a baixa adesão são vários, entre eles o incômodo com o uso da máscara, o fato de alguns pacientes não entenderem o objetivo do tratamento, enquanto outros não podem adquiri-lo por questões financeiras. Nos pacientes com nível sócio-econômico mais baixo, que prevalece dentre os pacientes do SUS, além dos limitantes de aceitação e adesão ao tratamento, há um problema mais importante em paralelo: a falta de acesso ao uso por limitação financeira, que foi demonstrado neste estudo. CONCLUSÃO: No Ambulatório de Ronco e Apneia do Sono há muito pouco acesso ao uso do CPAP pelos pacientes, em função da questão financeira. Incentivos governamentais são necessários para reverter este quadro.

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TRABALHO CLÍNICO

P-020

TÍTULO: ACESSOS CIRÚRGICOS ENDOSCÓPICOS PARA NASOANGIOFIBROMA JUVENIL COM INVASÃO INTRACRANIANA

AUTOR(ES): MARIA DANTAS COSTA LIMA GODOY , MARCO AURÉLIO FORNAZIERI, MIGUEL SOARES TEPEDINO, FÁBIO DE REZENDE PINNA, RICHARD LOUIS VOEGELS

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: Nasoangiofibroma juvenil é uma rara neoplasia da rinofaringe, benigna e extremamente vascularizada, acometendo quase exclusivamente adolescentes do sexo masculino. Excisão cirúrgica é considerada o principal tratamento para o angiofibroma juvenil, mesmo com invasão intracraniana. Tradicionalmente, nasoangiofibroma juvenil tem sido abordado via transpalatal, rinotomia lateral, degloving médio-facial, além do acesso combinado. A maioria dos tumores pode ter remoção completa através do acesso endoscópico, cuja principal vantagem consiste na magnificação da imagem cirúrgica do tumor e das estruturas adjacentes. Entretanto, alguns autores afirmam que lesões com significante extensão posterior às lâminas pterigóides são pobres candidatas ao acesso endoscópico. Deste modo, o tratamento de lesões avançadas com invasão intracraniana permanece um grande desafio.

OBJETIVO: Avaliar o acesso cirúrgico endoscópico ou guiado por endoscopia para os casos de nasoangiofibroma juvenil com invasão intracraniana grau IIIA de Radkowski.

METODOLOGIA: Foram avaliados os pacientes portadores de nasoangiofibroma juvenil com extensão intracraniana grau IIIA de Radkowski, com erosão da base do crânio, porém com mínima extensão intracraniana, submetidos a tratamento cirúrgico endoscópico ou complementado por endoscopia, no período de janeiro de 1996 a maio de 2010, no serviço de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Foi realizado um estudo exploratório, descritivo, transversal, através de análise dos prontuários, com ênfase nas complicações intra e pós-operatórias, taxa de recrudescência e dificuldades técnicas.

RESULTADOS: Num período de 14 anos, 15 pacientes portadores de nasoangiofibroma com extensão intracraniana (grau IIIA de Radkowski) foram submetidos a procedimento cirúrgico endoscópico, com ou sem complementação por via externa. Apenas três destes pacientes apresentaram complicações pós-operatórias, caracterizadas por trombose do seio cavernoso,  ­­­­­diplopia, lesão da lâmina papirácea, fístula oroantral e ptose palpebral. Quatro pacientes apresentaram recidiva tumoral, variando de dez a 36 meses de pós-operatório. Todos os pacientes foram submetidos a embolização pré-cirúrgica, e apenas um paciente apresentou sangramento excessivo durante o procedimento cirúrgico, com necessidade de interrupção do ato operatório.

CONCLUSÃO: Os resultados sugerem demonstram que a técnica cirúrgica endoscópica, complementada ou não por acesso externo, é viável para a remoção de nasoangiofibromas juvenis com invasão intracraniana. Desta forma, em casos selecionados, esta abordagem cirúrgica pode ser realizada com segurança e eficácia.

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TRABALHO CLÍNICO

P-021

TÍTULO: ACHADOS À POSTUROGRAFIA EM PACIENTES COM VPPB

AUTOR(ES): RICARDO SCHAFFELN DORIGUETO , SILVIA ROBERTA GESTEIRA MONTEIRO, MAURÍCIO MALAVASSI GANANÇA, HELOÍSA HELENA CAOVILLA

INSTITUIÇÃO: UNIFESP

A vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) é a causa mais comum de tonturas entre adultos, caracterizada por episódios súbitos e rápidos de vertigem, náusea e/ou nistagmo à mudança de posição da cabeça. Embora pacientes com VPPB tenham primariamente episódios de vertigem de curta duração, a instabilidade postural e perda de equilíbrio corporal podem estar também associadas entre as crises ou após a realização das manobras de reposicionamento de partículas. A VPPB pode apresentar comprometimento tanto do reflexo vestíbulo-ocular, como do reflexo vestíbulo-espinal,no entanto, na maioria das vezes, a atenção dos especialistas se concentra na queixa de vertigem, e a instabilidade corporal, ataxia e tendência a queda são negligenciados e o paciente não é submetido a uma avaliação do equilíbrio corporal abrangente. OBJETIVO: avaliar o equilíbrio corporal à posturografia do Balance Rehabilitation Unit (BRU?) em pacientes com VPPB. MÉTODO: estudo transversal controlado em 45 pacientes com vertigem posicional  benigna e por um grupo controle homogêneo, constituído de 45 indivíduos hígidos. Os pacientes foram submetidos a uma avaliação otoneurológica incluindo a posturografia do Balance Rehabilitation Unit (BRUTM). RESULTADOS: Os valores médios da área de elipse e da velocidade de oscilação no grupo experimental foram maiores significantemente (p<0,05) do que os do grupo controle em todas as condições avaliadas, com exceção dos valores da velocidade de oscilação na condição em superfície firme e estimulação sacádica, que apresentou tendência à diferença significante (p=0,060).  CONCLUSÃO: a posturografia do Balance Rehabilitation Unit (BRU?) é um método de avaliação do equilíbrio corporal que possibilita a identificação de anormalidades dos valores da velocidade de oscilação e área de elipse em todas as condições sensoriais avaliadas em pacientes com vertigem posicional paroxística benigna.

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TRABALHO CLÍNICO

P-022

TÍTULO: ACHADOS AUDIOLÓGICOS DE INDIVÍDUOS COM HIPERTROFIA ADENOIDEANA

AUTOR(ES): DANIELLE TAVARES OLIVEIRA , DANIELA POLO CAMARGO DA SILVA, ÉRICO VINÍCIUS CAMPOS MOREIRA DA SILVA, JAIR CORTEZ MONTOVANI

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA "JÚLIO DE MESQUITA FILHO" - FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU

INTRODUÇÃO: A adenóide é uma estrutura localizada na rinofaringe e consiste em uma massa de tecido linfóide, que, juntamentes com as amígdalas, apresenta função imunológica local. Quando a adenóide encontra-se de tamanho aumentado (hipertrofia) ou cronicamente infectada, há perda de sua função imunológica e pode levar a problemas respiratórios, como roncos, apnéia, sinusites de repetição, e auditivos devido à sua proximidade com a tuba auditiva. Com a alteração do mecanismo de ventilação da orelha média, há acúmulo de líquido dentro desta cavidade, com o passar do tempo, torna-se espessado, manifestando-se como otites de repetição, prejudicando, assim a audição do indivíduo. A otite média serosa é a causa mais frequente de deficiência auditiva em crianças em idade escolar, sendo de tratamento medicamentoso ou cirúrgico.

OBJETIVO: Relatar os achados audiológicos em indivíduos com hipertrofia adenoideana do ambulatório de Otorrinolaringologia/Fonoaudiologia da FMB/UNESP.

METODOLOGIA: Todos os indivíduos realizaram avaliação otorrinolaringológica para confirmação da hipertrofia adenoideana e em seguida foram encaminhados para avaliação auditiva por meio da audiometria. A audiometria foi realizada em sala acusticamente tratada, com o audiômetro da marca Amplaid A321 para obtenção dos limiares auditivos e logoaudiometria.

RESULTADOS: Foram avaliados 98 indivíduos, sendo 57 do sexo masculino e 41 do feminino. A idade variou de 3 a 36 anos (média de 8,20). Na avaliação otorrinolaringológica todos apresentavam hipertrofia de adenóide. Na audiometria da orelha direita, 82% apresentaram limiares dentro da normalidade, 16% apresentaram hipoacusia de grau leve e 2% moderada, na orelha esquerda, 86% foi normal, 13% leve e 1% moderada. Quanto ao tipo, na orelha direita, 16% foram condutiva e 2% mista, na orelha esquerda 13% foi condutiva e 1% mista.

CONCLUSÃO: A hipertrofia adenoideana causa várias consequências respiratórias e auditivas se não tratada adequadamente. Em nosso estudo a maioria apresentou acuidade auditiva normal e quando alterada o grau leve do tipo condutiva foi a mais comum, assim como o acomentimento bilateral.

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TRABALHO CLÍNICO

P-023

TÍTULO: ACHADOS NA VECTOELETRONISTAGMOGRAFIA EM CRIANÇAS

AUTOR(ES): RICARDO SIMAS RAMOS , OTÁVIO MARAMBAIA DOS SANTOS DOS SANTOS, KLEBER PIMENTEL, ANA CAROLINA OLIVEIRA MENDONÇA, MANUELLA SILVA MARTINS, LÍLIAN LACERDA LEAL, TIALA BRANDÃO

INSTITUIÇÃO: INOOA- INSTITUTO DE OTORRINOLARINGOLOGIA / OTORRINOS ASSOCIADOS EM SALVADOR ? BAHIA

INTRODUÇÃO:  A tontura é um sintoma de alteração do equilíbrio corporal que surge quando ocorre conflito das informações vestibulares, visuais e proprioceptivas. A disfunção vestibular na infãncia costuma afetar a habilidade de comunicação, o estado psicológico e o desempenho escolar. A identificação das vestibulopatias na infância é muito complexa devido a inconsistência e inespecificidade das queixas. Novos estudos relacionados à avaliação vectonistagmográfica foram recentemente introduzidos na prática clínica, ampliando o diagnóstica em otoneurologia.

OBJETIVO: Descrever os achados da vectoeletronistagmografia em crianças.

METODOLOGIA: Estudo descritivo. Foram avaliadas 18vectoeletronistagmografia realizadas neste serviço com crianças de idade entre 0 a 14 anos, com queixas vestibulares. Inicialmente foi solicitado aos pais orientar as crianças sobre dieta e não uso de alguns medicamentos 72 horas antes do exame, que possam interferir no resultado. São colocados eletrodos perto dos olhos, analisando a variação do potencial córneo-retinal, na qual foi observado o nistagmo. O aparelho utilizado no estudo foi Contronic SCE, com software específico SVC versão 5.0, uma barra luminosa para os estímulos visuais, um

otocalorímetro Berger OC114 a água para a realização da prova calórica e uma cadeira pendular.

RESULTADOS: Foram avaliados 18 pacientes entre 8 a14 anos de idade, sendo 8 do sexo masculino (44,4%) e 10 do sexo feminino (55,6%). No rastreio pendular 7 pacientes (38,9%) apresentaram rasteio pendular do tipo I; 9 (50%) do tipo II e 2 pacientes (11,1%) do tipo III. Todos os pacientes cursaram com PRPD e optocinético simétricos e não apresentaram nistagmo espontâneo e semi espontâneo durante a realização do exame. Na prova calórica 6 (33,3%) pacientes apresentaram resposta normal, 5 (27,8) deficitárias; todas para esquerda e 7 (38,9%) irritativas.

DISCUSSÃO: Foram revisados 18 prontuários de crianças que compareceram ao serviço para realização da vectoeletronistagmografia. O resultado deste estudo apresentou 18 indivíduos, sendo que 8 do sexo masculino (44,4%) e

10 indivíduos do sexo feminino (55,6%) . Os dados apresentados mostraram concordância com a literatura e conclui-se que não há diferença significativa entre os sexos e as diferentes idades avaliadas. Dos exames avaliados, 3 indivíduos (16,7%) apresentaram exame vestibular normal e 15 indivíduos (83,6%) apresentaram exame vestibular alterado. Na prova calórica 5 indivíduos, apresentaram alteração vestibular do tipo deficitária e 6 indivíduos do tipo irritativa, na literaturaencontramos dados afirmando maior prevalência das síndromes irritativas. As síndromes vestibulares deficitárias apresentam valores próximos entres as orelhas, dado não condizente com nossos achados, que mostraram maior prevalência na orelha direita.

CONCLUSÃO:Existem poucos dados na literatura sobre a avaliação do sistema vestibular de crianças através da vectoeletronistagmografia. Estudos sobre o assunto ainda se fazem necessários.

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TRABALHO CLÍNICO

P-024

TÍTULO: ACHADOS OTONEUROLÓGICOS EM PACIENTES COM DIAGNÓSTICO DE ALÇA VASCULAR DE VIII PAR CRANIANO NA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

AUTOR(ES): FRANCISCO LUIZ BUSATO GROCOSKE , MARIA THERESA COSTA RAMOS DE OLIVEIRA, RITA DE CASSIA C.G. MENDES, HELOISA NARDI KOERNER, MARCOS MOCELLIN

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

INTRODUÇÃO: A compressão vascular do VIII par craniano por alças vasculares e o estabelecimento de uma correlação estatisticamente relevante entre a compressão e os sintomas vêm sido estudada por diversos autores. As teorias fisiopatológicas baseiam-se em um tema comum, um vaso redundante aderindo ao nervo causando excitação crônica ectópica, traduzida clinicamente por: zumbido, principalmente pulsátil, hipoacusia, vertigem, audiometria e PEATE alterados. Estas teorias são corroboradas pela melhora clínica com medicação anti-neurálgica e/ou cirurgia de interposição vaso/nervo. Porém esta correlação ainda não foi comprovada estatisticamente, visto que até 1/3 dos indivíduos normais possuem a alça vascular mas não os sintomas, muitos pacientes com as queixas acima não a possuem, e os sintomas não são específicos. Assim, a correlação entre a alça e o quadro clínico continua a ser questionada.

OBJETIVO: Analisar e correlacionar os sinais e sintomas otoneurológicos e os achados audiológicos em indivíduos com alça vascular (AV) de VIII par demonstrado por imagens de ressonância magnética (RM).

METODOLOGIA: Foram analisados 47 pacientes atendidos no ambulatório de Otoneurologia do Hospital de Clínicas da UFPR. Todos os pacientes possuíam exames de RM com imagens compatíveis com AV de VIII par craniano e tinham queixas otoneurológicas. Procedeu-se ao tratamento estatístico dos dados coletados, elaboração de tabelas e gráficos para o estudo de freqüências das variáveis isoladamente, bem como tabelas de dupla entrada para análise de significância da variável ?alça vascular? por ?zumbido?, ?hipoacusia?, ?audiometria? e ?peate?, utilizando-se os testes de qui-quadrado e Fisher, com nível de significância p<0,05.

RESULTADOS: Os pacientes tinham idade média de 56,1 anos, distribuídos equilibradamente entre os sexos. O zumbido foi o sintoma mais freqüente, em 83% dos pacientes, seguido de hipoacusia (60%) e vertigem (36%). A audiometria apresentava alterações em 89%, o PEATE em 33% e o VENG em 17% dos pacientes. Em relação ao zumbido, 8% dos pacientes tinham tanto sintoma como a AV correspondente à direita, 11% à esquerda e 23% bilateralmente. Não foi encontrada relação estatisticamente significante entre o zumbido e a presença de AV na RM, nem mesmo nos casos de zumbido pulsátil. Já na hipoacusia, 10% dos pacientes tinham queixa e AV do mesmo lado à direita, 2% à esquerda e 19% bilateralmente. Também não foi encontrada relação estatisticamente significante entre hipoacusia e a presença de AV na RM. Somente 36% dos pacientes tinham queixas de vertigem, o principal sintoma descrito nos primeiros estudos e na teoria da compressão vascular do VIII par. Tanto na Audiometria quanto no PEATE não foi encontrada relação estatisticamente significante entre o exame e a presença de AV na RM

CONCLUSÃO: Observamos que tanto no zumbido quanto na hipoacusia não há significância estatística entre o sintoma e à presença de AV na RM. Esta independência manteve-se na análise dos exames audiológicos (Audiometria e PEATE), sugerindo não haver relação direta entre o achado da AV na RM e o quadro clínico otoneurológico.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-025

TÍTULO: ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO POR ÊMBOLO SÉPTICO PÓS MASTOIDITE EM CRIANÇA

AUTOR(ES): FERNANDO ANTONIO CRUZ , KARINA RINALDO, FABÍOLA PADOVAN, BRUNA BREDER, VIRGÍNIA APARECIDA GEOMETI SERRANO

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL INFANTIL CÂNDIDO FONTOURA

Introdução

Mastoidite é uma complicação de otite média aguda ou crônica que raramente pode   embolizar. Nestes casos, se o êmbolo atingir o SNC pode levar a um quadro isquêmico, conhecido como Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVCi)

Caso Clínico

P.H.M.A.S, masculino, 2a 10m,  natural e proveniente de SP, mulato, chegou ao Pronto Socorro do HICF com otalgia esquerda há 20 dias, com piora do quadro há cinco dias. Evoluiu com  edema retroauricular  a esquerda, piora da dor e febre aferida 38,3 C há 4 dias.

Ao exame físico de internação, no pronto atendimento de pediatria do HICF, apresentava hiperemia retro-auricular à esquerda, com protrusão do pavilhão auricular esquerdo sem sinais de flutuação nos tecidos moles A otoscopia mostrava membranas timpânicas íntegras, opacificadas sem abaulamentos .. Apresentava exame neurológico normal. Formulado  hipótese diagnóstica  de mastoidite aguda.

Foi internado e introduzido ceftriaxone EV , mais corticóide EV. Após 1 dia de tratamento, apesar da melhora dos sinais flogisticos da mastoidite, evoluiu com hemiplegia à direita e paralisia facial central total à direita com desvio de rima  para esquerda,em regular estado geral, orientado e consciente.  Realizado TC de crânio que evidenciou lesão inflamatória com quebra de barreira e hiperdensidade discreta em região  de cápsula interna à esquerda, sem sinais de tromboflebite do seio lateral. A tomografia de mastóide  evidenciou velamento de mastóides  bilateralmente, mais evidente à esquerda, ausência de otite média crônica por colesteatoma e sem  sinais de abcesso cerebral. A RNM de encéfalo mostrou lesão isquêmica aguda na projeção do braço posterior de cápsula interna esquerda com discreta impregnação em sua porção central pelo agente paramagnético, que face a história clínica sugeriu a possibilidade de êmbolo séptico.

Com a suspeita de embolo séptico foi  acrescentado vancomicina EV.  O tratamento cirúrgico  não foi indicado ,  devido a evolução favorável  dos  sinais  inflamatórios da mastóide, e da ausência de abcesso cerebral ou de tromboflebite do seio sigmóide. A   evolução foi   ótima, a criança teve alta após 30 dias, com resolução total da  paralisia facial central, otoscopia normal bilateralmente, avaliação audiológica normal, tomografia de mastóides  de controle sem alterações, RNM  de  encéfalo com lesão residual, deambulando,  com discreto déficit  motor em membro superior direito.

DISCUSSÃO

A Incidência de hemiplegia secundária a AVC  em crianças varia de 1 a 3 casos por 100.000 ao ano. As causas infecciosas representam pelo menos 1/3 dos casos de AVCi na infância. Mesmo com a antibioticoterapia atual,  uma infecção por Pneumococo, pode trazer complicações como mastoidite e AVCi. 

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P-026

TÍTULO: ACOMETIMENTO NASOSSINUSAL EXTENSO NA GRANULOMATOSE DE WEGENER

AUTOR(ES): ISAMARA SIMAS DE OLIVEIRA , LEANDRO FARIAS EVANGELISTA, LÍGIA OLIVEIRA GONÇALVES, CÁTIA RODRIGUES DOMINGOS, FERNANDA MARQUES DE MELO, FERNANDA VIDIGAL VILELA LIMA, ROBERTO EUSTÁQUIO GUIMARÃES

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG

INTRODUÇÃO: Granulomatose de Wegener (GW) é uma condição sistêmica, mediada imunologicamente. Trata-se de uma granulomatose necrosante do trato respiratório superior e inferior, com acometimento renal. Caracteriza-se por vasculite granulomatosa necrosante e inflamação extravascular. Associa-se à presença de anticorpos anti-citoplasma de neutrófilos (ANCA). Acomete, principalmente, brancos, sem predominância por gênero, por volta de 40 anos. Sua prevalência é de 3 por 100.000. Anormalidades de vias aéreas superiores estão frequentemente presentes à apresentação. Em cerca de 30% dos casos o nariz é o único local comprometido

RELATO DE CASO: A.G.S.C., 56 anos, feminina, branca, procedente de Belo Horizonte, com quadro pulmonar crônico, caracterizado por tosse produtiva, com escarros purulentos e hemoptóicos, dispnéia, anorexia e perda de peso. Apresentava cefaléia frontal, associada a rinorréia purulenta e epistaxe há mais de 6 meses. Histórico de HAS, DM II, artrite reumatóide e esclerite necrosante em olho direito, em uso de prednisona 10mg/dia. Uso prévio de azatioprina e ciclofosfamida pela condição reumatológica. Ao exame observava-se grande quantidade de crostas em cavidade nasal, impedindo realização de nasofibroscopia..TC de seios paranasais evidenciou velamento de seios maxilares, esfenoidais e etmoidal, com áreas de descontinuidade óssea. Positividade para cANCA. Paciente evoluiu com anemia, plaquetopenia e distúrbios ácido-básico e hidroeletrolíticos, optando-se por intervenção cirúrgica após estabilidade clínica. Realizado desbridamento endoscópico de fossas nasais e seios paranasais. Observou-se destruição quase completa de septo nasal, seios etmoidais e maxilares, coanas e teto da cavidade nasal, com presença de grande quantidade de tecido necrótico e extensa lesão mucosa e óssea em ambas as fossas nasais, subvertendo toda a anatomia nasossinusal. O estudo anatomopatológico evidenciou granulomatose necrotizante e vasculite, corroborando para o diagnóstico de GW. A paciente recebeu alta hospitalar em bom estado geral e é mantida em acompanhamento ambulatorial.

DISCUSSÃO: O envolvimento nasossinusal é de grande importância na GW. Friabilidade da mucosa nasal, rinorréia purulenta, epistaxe e congestão nasal são sinais e sintomas sugestivos. Por vezes torna-se difícil a diferenciação de vasculite ativa e sinusopatia de origem infecciosa. Comumente, pacientes não apresentam envolvimento pulmonar ou renal à apresentação inicial. cANCA pode ser negativo em uma porcentagem dos pacientes, o que reforça a necessidade de pesquisa em casos de episódios de sinusite graves, atípicos ou persistentes.

CONCLUSÃO: É reconhecido um subtipo distinto de doença localizada, com ANCA positivo e histologia compatível, sem acometimento renal ou pulmonar, o que realça a predileção da GW pelas vias aéreas superiores e ressalta a importância da suspeição clínica e confirmação sorológica para diagnóstico e tratamento precoces

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P-027

TÍTULO: ADENOCARCINOMA SINONASAL: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): MANUELLA SILVA MARTINS , PABLO PINILLOS MARAMBAIA, OTÁVIO MARAMBAIA DOS SANTOS DOS SANTOS, AMAURY DE MACHADO GOMES, PATRÍCIA PANTOJA BRANDÃO, ANA CAROLINA OLIVEIRA MENDONÇA, LÍLIAN LACERDA LEAL

INSTITUIÇÃO: INSTITUIÇÃO: INOOA-INSTITUTO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DOS OTORRINOS ASSOCIADOS

INTRODUÇÃO: Adenocarcinoma sinonasal (ACNS) é uma patologia rara com incidência menor que 1:100000 habitantes, compreendendo 4% de todas neoplasias primárias da cavidade nasal e seios paranasais. Os principais sintomas são obstrução nasal e epistaxe, com prevalência maior no sexo masculino. Marceneiros são indivíduos mais expostos, devido à inalação do pó da madeira. Casos esporádicos, não relacionados a fatores ambientais, têm maior incidência no sexo feminino com acometimento do antro maxilar. O tratamento padrão-ouro é ressecção cirúrgica com margens livres associada à radioterapia.

OBJETIVO: um caso de ACSN do tipo intestinal em paciente do sexo feminino.

RELATO DE CASO: MPFS, 55 anos, feminino procurou serviço de ORL com relato de obstrução nasal há 01 ano associada a epistaxe em fossa nasal esquerda, cefaléia frontal e hiposmia. Nega exposição a pó de madeira. Realizada nasofibroscopia que evidenciou, em fossa nasal esquerda, lesão de aspecto polipóide mal definida entre o septo e corneto médio não podendo ser dissociada da concha superior. Na tomografia computadorizada de seios paranasais sem contraste evidenciou imagem de densidade de partes moles em topografia de seio etmóide sem sinais de erosão óssea. Submetida a cirurgia endoscópica nasal para biópsia da lesão. Paciente evoluiu sem intercorrências no pós-operatório e resultado da anatomia patológica demonstrou ACSN do tipo intestinal, moderadamente diferenciado com marcadores CK 7, CK20 e CDX2 positivos. Encaminhada para oncologista que não constatou tumor em outra localização. Nova abordagem cirúrgica foi realizada para ressecção da lesão e submetida à radioterapia.

DISCUSSÃO: O caso apresentado relata acometimento do seio etmoidal em paciente do sexo feminino sem história de exposição a fatores ambientais. O ACNS apresenta prevalência aumentada em pacientes expostos ao pó de madeira, associação presente em 85% dos casos. Acomete principalmente seio etmoidal em 40%, seguido dos envolvimentos da cavidade nasal em 25%, e antro maxilar em 20%. O diagnóstico deve ser suspeitado através da história clínica e complementado por exames de imagem: tomografia computadorizada para observar invasão óssea e ressonância nuclear magnética para distinguir envolvimento de tecidos de densidades de partes moles de material de retenção sinusal. A confirmação do diagnóstico ocorre após resultado da anatomia patológica. No caso do ACSN a pesquisa dos marcadores imuno-histoquímicos são imprescindíveis para localizar sítio primário da neoplasia. O adenocarcinoma sinonasal do tipo intestinal é localmente agressivo e a maioria dos pacientes apresenta, no diagnóstico, doença avançada com extensão para esfenóide, órbita, antro maxilar e cérebro. O tratamento padrão-ouro é cirurgia associada à radioterapia.

CONCLUSÃO: O ACSN é um tumor raro. Deve fazer parte do diagnóstico diferencial em pacientes com relato de epistaxe e obstrução nasal com epidemiologia positiva e mais raramente nos pacientes não expostos à fatores ambientais.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-028

TÍTULO: ADENOMA PLEOMÓRFICO DE PALATO

AUTOR(ES): EUSTÁQUIO NUNES NEVES , VALÉRIA DE PAULA BARTELS, RENATA ANTUNES DE CARVALHO, AMANDA CRISTINA FERREIRA, DANIEL PAINS NOGUEIRA, FERNANDO CASTRO DE PAULA

INSTITUIÇÃO: NÚCLEO DE OTORRINO BH

INTRODUÇÃO: O adenoma pleomórfico ou Tumor misto correspondem a aproximadamente 80% dos tumores benignos que invariavelmente acometem as glândulas salivares maiores, principalmente as parótidas. Quando nos deparamos com neoplasia de origem glandular acometendo áreas de distribuição das glândulas salivares menores na cavidade oral, devemos sempre estar atentos à possibilidade de malignidade. 

OBJETIVO: Apresentação de caso clínico de adenoma pleomórfico de palato removido cirurgicamente.

METODOLOGIA: Utilização de técnica cirúrgica convencional para remoção de neoplasia palatina, porém com uso de placa obturadora no pós-operatório imediato, possibilitando cicatrização da ferida por segunda intenção. Realizado PAAF (Punção Aspirativa por Agulha Fina) antes da cirurgia para elucidação diagnóstica e melhor programação cirúrgica.

RESULTADOS: Neoplasia palatina de caráter benigno, removida com margens cirúrgicas adequadas e completo fechamento da ferida operatória por segunda intenção dentro de um período de trinta dias.  

CONCLUSÃO: As neoplasias de glândulas salivares menores que envolvem os vários sítios da cavidade oral devem, sempre que possível, ser submetidas à PAAF previamente para que possamos programar adequadamente nosso ato cirúrgico a cada situação em particular. Quando levamos em consideração que, em média, 80% dessas patologias têm comportamento maligno, devemos permanecer alertas quanto às mesmas. A utilização da placa obturadora palatina protege a ferida favorecendo a cicatrização por segunda intenção, e ao mesmo tempo, propicia ao paciente maior conforto quanto alimentação oral, deglutição, fonação e minimização da dor no pós-operatório imediato. Deve haver uma integração total entre cirurgião e odontólogo para favorecimento do paciente. 

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-029

TÍTULO: ADENOMA PLEOMÓRFICO DE SEPTO NASAL: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): MILENA MAGALHÃES DE SOUSA , OTÁVIO MARAMBAIA DOS SANTOS DOS SANTOS, PABLO PINILLOS MARAMBAIA, AMAURY DE MACHADO GOMES, ANA CAROLINA OLIVEIRA MENDONÇA, PATRÍCIA BRANDÃO PANTOJA, LÍLIAN LACERDA LEAL

INSTITUIÇÃO: INOOA(INSTITUTO DE OTORRINOLARINGOLOGIA OTORRINOS ASSOCIADOS)

INTRODUÇÃO: O adenoma pleomórfico é o tumor benigno glandular mais comum originado na cabeça e pescoço. Ocorre comumente nas glândulas salivares maiores e raramente na cavidade nasal. Alguns autores acreditam ser originado de restos embriológicos persistentes do órgão vomeronasal, outros que são provenientes de células aberrantes no epitélio de revestimento do septo ou ainda secundário de tecido glandular salivar ectópico. Estudos recentes, tem sugerido que o vírus Epstein-barr esteja relacionado com a patogênese dessa lesão.

OBJETIVO: Relato de um caso de adenoma pleomórfico de septo nasal.

RELATO DE CASO: ATJ, 71 anos, sexo masculino, procedente de Salvador, procurou atendimento no serviço de otorrinolaringologia com relato de episódios de sangramento em fossa nasal direita há 1 ano, de pequena quantidade, que melhorava com tampão nasal. Negava dor e história de trauma nasal. Ao exame físico, observou-se à rinoscopia anterior, lesão de aspecto irregular no vestíbulo nasal direito aparentemente inserida na região anterior de septo nasal. O paciente foi submetido a rinotomia lateral para exérese da lesão nasal sob anestesia geral. O estudo histopatológico revelou tratar-se de adenoma pleomórfico com fotomicrografia mostrando tecido escamoso estratificado e células epiteliais formando ácinos em estroma mixóide. O paciente teve evolução satisfatória sem evidências de recidiva da lesão.

DISCUSSÃO: Foi relatado um caso de adenoma pleomórfico de septo nasal, uma localização rara dessa doença, cuja apresentação clínica foi de epistaxe de repetição. O sintoma de obstrução nasal ocorre em cerca de 75% dos pacientes. Menos comumente os pacientes podem apresentar epistaxe e corrimento nasal intermitente. A maioria dos adenomas pleomórficos intranasais ocorre entre a terceira e sexta décadas de vida, e são vistos mais freqüentemente em indivíduos do sexo feminino. O paciente do caso apresentado é do sexo masculino e se encontrava na sétima década de vida, tornando os dados relatados na história  ainda mais incomuns. O diagnóstico diferencial deve ser feito em crianças, com cisto dermóide, encefaloceles e gliomas nasais; em adolescentes   descartar a hipótese de angiofibroma juvenil; e em adultos, com papiloma invertido, plasmocitoma, oncocitoma, histiocitoma fibroso, estesioneuroblastoma, tumores neuroendócrinos e tumores benignos de glândulas salivares menores. O tratamento é cirúrgico, conservador ou radical, dependendo das características evolutivas do tumor. A recidiva dos adenomas pleomórficos é maior naqueles componentes em cuja análise histológica se detecta maior conteúdo mixóide, o qual, ao contrário do que decorre nas neoplasias de glândulas principais, é raro na localização nasal.

CONCLUSÃO: Após afastar outras etiologias mais prevalentes de patologias da cavidade nasal, o adenoma pleomórfico de septo nasal pode fazer parte do diagnóstico diferencial nos pacientes que apresentarem  lesões nasais associadas a epistaxe e obstrução nasal.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-030

TÍTULO: ADENOMA PLEOMÓRFICO EM CAVUM: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): ALYSON PATRÍCIO DE MELO , ANDERSON PATRÍCIO MELO, RUBIANA FERREIRA SOUSA, ERNANI PIRES VERSIANI, RODRIGO MARTINS RAGOGNETE, CHENG T-PING, CAMILA JEBER GARCIA

INSTITUIÇÃO: INSTITUTO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DE MINAS GERAIS

Os tumores nasais são divididos em duas categorias: a primeira é representada pelas neoplasias de origem neural como gliomas, meningiomas, neuroblastomas olfatórios e neurilenomas; e, na segunda categoria, de origem não neural, encontram-se os adenomas pleomórficos, osteocondromas, condrossarcomas, leiomiossarcomas, hemangiopericitomas císticos, carcinomas adenóides e oncocitomas1,6.

O adenoma pleomórfico é o tumor de glândula salivar mais comum e corresponde a 81% de todos os tumores epiteliais benignos.2e4 São geralmente massas indolores e de crescimento lento.2  

A maioria dos adenomas pleomórfico intranasais ocorrem entre a terceira e sexta décadas de vida e são vistos com maior freqüência em mulheres.5 O tumor pode desenvolver-se em qualquer localização onde o tecido glandular esteja presente.3

Os autores descrevem o caso de uma paciente de 59 anos, sexo feminino que procurou o serviço com queixa de respiração bucal, roncos noturnos e tosse há aproximadamente cinco anos.

A tomográfica computadorizada evidenciou uma massa de partes moles com calcificação central ocupando a porção póstero-lateral direito do nasofaringe, com envolvimento do recesso faríngeo e músculos da deglutição locais. A massa tocava a porção mais posterior do septo nasal, invadindo a cavidade nasal à direita.

Foi submetida a extirpação da tumoração localizada no cavum e o exame histopatológico concluiu tumor misto de glândula salivar(adenoma pleomórfico) em mucosa respiratória.

 Destacam-se a localização extremamente rara deste tipo de tumor e o sucesso da cirurgia.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-031

TÍTULO: AGLOSSIA: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): JOÃO TIAGO SILVA MONTEIRO , FLÁVIO BERTONCELLO, DIEGO DE OLIVEIRA LIMA, MARCO ANTÔNIO FERRAZ DE BARROS BAPTISTA, RENATA DUTRA DE MORICZS, MAURICIO TERCI DE ABREU, PRISCILA BOGAR RAPPAPORT

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DO ABC

INTRODUÇÃO: A aglossia é uma anomalia rara, causada por falha no desenvolvimento embrionário das saliências laterais da língua e do tubérculo ímpar entre a quarta e a nona semana de vida intra-uterina. A maioria dos casos aglossia e hipoglossia descritos na literatura estão associados a deformidades músculo-esqueléticas, oromandibulares e diversas síndromes, como Síndrome de Möebius, Pierre Robin e Hanhart.

OBJETIVO: Relatar o caso de um paciente que apresenta aglossia congênita completa e apresentar revisão de literatura acerca do caso.

RELATO DE CASO E DISCUSSÃO: O relato trata da paciente MSJ, sexo feminino, sete anos, estudante. Apresenta total ausência de língua, somado a um palato atrésico, mandíbula hipoplásica, agenesia de incisivos inferiores e incisivos laterais superiores. O paciente estuda na segunda série do ensino fundamental, faz tratamento otorrinolaringológico, fonoaudiológico e psicológico e atualmente tem fala compreensível. Sua deglutição sofreu uma adaptação, podendo ser considerada normal, e há percepção gustativa dos alimentos. Outras anomalias, disfunções e síndromes foram descartadas através de avaliação clínica e complementar. Apresenta desenvolvimento neuropsicomotor compatível com a idade e devido ao tratamento recebido desde nascimento está socialmente adaptada.

CONCLUSÃO: Em função do exposto, concluímos se tratar de um caso pouco referido na literatura que envolve planejamento terapêutico infreqüente e multiprofissional. É ressaltada a necessidade de estrutura adequada à reabilitação completa do paciente.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-032

TÍTULO: ALÇA VASCULAR NO INTERIOR DO CONDUTO AUDITIVO INTERNO COMO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE HIPOACUSIA SENSORIONEURAL E ZUMBIDO UNILATERAIS: REVISÃO DE LITERATURA E RELATO DE TRÊS CASOS.

AUTOR(ES): PRISCILA SEQUEIRA DIAS , FELIPE DE OLIVEIRA FIGUEIREDO, MÔNICA MAJESKI DOS SANTOS MACHADO, FERNANDO SÉRGIO DE MELLO PORTINHO

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Introdução

Hipoacusia sensorioneural e zumbido apresentam diversas etiologias possíveis: schwannoma, hemangioma, tumor glômico. Muitas vezes podemos observar em um exame de imagem a presença de um vaso, na maioria das vezes a artéria cerebelar ântero-inferior (AICA), insinuando-se no conduto auditivo interno (CAI) e entrando em contato com o nervo vestibulococlear. Há muitos anos questiona-se se essa variação anatômica pode ser realmente vista como causa dos sintomas acima citados.

Objetivo

O presente trabalho tem como objetivo discutir se a alça vascular deve ser considerada um diagnóstico diferencial entre as causas de perda auditiva sensorioneural e tinnitus. São relatados 3 casos de pacientes com este quadro clinico onde a presença de alça vascular foi a única alteração encontrada que o justificasse. Realizamos ainda uma revisão de literatura acerca do tema, analisando a experiência mundial em relação a este diagnóstico.

Metodologia

São relatados os casos de 3 pacientes entre 44-70 anos, sendo 2 homens e 1 mulher. Todos queixavam-se de zumbido unilateral, sendo um deles com constantes variações em seu pitch, apresentando significativa assimetria interaural na condução sonora pela via óssea. Além da audiometria tonal e vocal com imitanciometria, foram solicitados ainda exames laboratoriais, Vectoeletronistagmografia, Potenciais Evocados Auditivos do Tronco Encefálico (PEATE), Tomografia Computadorizada (TC) de Mastóides e Ressonância Nuclear Magnética (RNM) de ângulo ponto cerebelar para a investigação do quadro.

Resultados

Todos os pacientes relatados exibiam à RNM alças vasculares tipos II ou III da classificação de Chavda insinuando-se para o interior do CAI, ipsilateralmente às queixas. Adicionalmente, evidenciou-se ao PEATE latência absoluta de onda V apresentando diferença interaural aumentada, variando de 0,8ms a 1,16ms. Os demais exames encontravam-se normais.

Após análise das diversas opções cirúrgicas, e de suas respectivas faltas de evidências quanto à eficácia, optou-se pela tentativa de controle ambulatorial, as quais estão em andamento.

Conclusão

Na literatura observamos que este tema é dado como algo controverso em artigos mais antigos, que utilizavam em suas análises RNM Spin Echo, com cortes de 3,0mm, porém em publicações mais recentes, ao utilizarem RNM 3D FT-CISS, com slices inferiores a 1,0mm, vemos que inicia-se um caminho para chegar a um consenso.

 Com este avanço tecnológico na área da imaginologia temos visto diversos autores realizando estudos analíticos com associação estatisticamente significativa entre tais alças vasculares e zumbidos unilaterais. Tal associação intensifica-se ainda mais quando agregamos a este sintoma uma diferença interaural na via óssea maior ou igual a 20dB em uma frequência ou a 10db em duas ou mais.

A extensão da alça vascular dentro do CAI e um padrão audiométrico sensorioneural assimétrico podem ser importantes indícios a considerar. Dada a enorme possibilidade de outras doenças retrococleares, um exame de imagem de qualidade é de vital importância para o diagnóstico diferencial.

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TRABALHO CLÍNICO

P-033

TÍTULO: ALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA E CEFALOMÉTRICA EM CRIANÇAS SUBMETIDAS À SEPTOPLASTIA METZENBAUM

AUTOR(ES): DENISE BARREIRO COSTA , ALINE PIRES BARBOSA, MATHEUS DE SOUZA CAMPOS, ODAIR ADELINO JUNIOR, EDWIN TAMASHIRO, FABIANA CARDOSO PEREIRA VALERA, WILMA TEREZINHA ANSELMO-LIMA

INSTITUIÇÃO: DEPARTAMENTO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO, USP

INTRODUÇÃO: O tratamento cirúrgico da deformidade septal obstrutiva na infância é um assunto controverso na literatura mundial.  Devido à importância da respiração nasal para o desenvolvimento do terço médio da face, a preocupação com a correção cirúrgica de deformidades do septo nasal tem ganhado adesões nos últimos anos.

As deformidades relacionadas ao septo caudal são causa importante de obstrução nasal na criança. Questionamentos sobre o impacto da septoplastia no nariz em crescimento são freqüentes e trabalhos experimentais em modelo animal têm mostrado diferentes efeitos no crescimento nasal.

Apesar dos estudos longitudinais já realizados em humanos não demonstrarem retardo no crescimento do terço médio facial, poucos utilizaram medidas objetivas da face ou avaliaram os pacientes após a conclusão do crescimento facial .

OBJETIVO: Avaliar se houve alteração no crescimento da face e do nariz em crianças submetidas à septoplastia (técnica de Metzenbaum), no período de 2000 a 2008.

METODOLOGIA: Foram avaliados pacientes submetidos a septoplastia Metzenbaum, com idades entre 10 a 14 anos no momento da cirurgia, e com pelo menos 16 anos no momento da avaliação. A avaliação consistiu de 3 fases: uma entrevista, durante a qual eram questionados sobre a satisfação da estética nasal e patência nasal; a obtenção de medidas antropométricas da face ; e a realização de  uma cefalometria.

RESULTADOS: A avaliação antropométrica demonstrou que a maior parte dos pacientes apresentaram as medidas lineares da face dentro dos parâmetros da variação de normalidade: altura nasal (81,25%), comprimento do dorso nasal (81,25%), protrusão da ponta nasal (87%), largura nasal (87,5%) e comprimento da columela (93%). Na maioria dos casos essas medidas também foram consideradas como ótimas, isto é, dentro do intervalo de ± 1 DP da média. O resultado para o índice facial, medida que avalia a proporção entre a largura e o comprimento da face, também apresentou resultado semelhante.

A cefalométria apresentou os seguintes resutados: medidas lineares dentro da normalidade na maior parte dos casos; protrusão do terço médio (87,5%) e comprimento palatal (87,5%). A avaliação angular da protrusão do terço médio também evidenciou a normalidade na maior parte dos casos (87,5%). Metade dos valores cefalométricos foi avaliada como sendo ótima.

CONCLUSÃO: A correção cirúrgica dos desvios septais caudais pela técnica de Metzembaum parece ser uma técnica segura, sem repercussões significantes sobre o crescimento facial de adolescentes, desde que haja preservação do mucopericôndrio e das áreas de crescimento. Estudos prospectivos maiores e que utilizem de parâmetros objetivos ainda são necessários para ampliarmos a relevância dos estudos retrospectivos realizados até o presente momento. Só assim sabermos a real interferência das cirurgias nasais sobre o crescimento facial e também a idade mínima para a realização de tais procedimentos cirúrgicos.

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TRABALHO CLÍNICO

P-034

TÍTULO: ALTERAÇÕES DAS CURVAS GLICOINSULINÊMICAS EM INDIVIDUOS COM QUEIXAS OTONEUROLÓGICAS : ANÁLISE DE 275 CASOS

AUTOR(ES): ANNA PAULA BATISTA DE ÁVILA PIRES , MÁRIO SÉRGIO LEI MUNHOZ, CÍCERO ALVES FERREIRA JUNIOR, MARIA LAURA SOLFERINI SILVA, RICARDO RODRIGUES CAVALCANTE, HELLEN YUMI YAMAGUTI, PATRICK RADEMAKER BURKE

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO ? ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA

INTRODUÇÃO: O ouvido interno e um orgão muito sensível a alterações do metabolismo. Diversas condições metabólicas afetam sobremaneira o funcionamento do ouvido interno, mas na grande maioria dos casos a etiologia e decorrente de distúrbios do metabolismo de carboidratos.MATERIAL E METODO: foram avaliadas 275 curvas glicemicas e insulinemicas de 5 horas.As curvas foram analisadas conforme os critérios definidos pelo Comite Internacional de Diabetes. Foram analisadas a presença de alterações nos valores normais e em quais momentos essas alterações apareciam(ate os 180 minutos ou após esse período). Foram analisadas também se as alterações estavam mais presentes nas curvas glicemicas e/ou insulinemicas. RESULTADOS: níveis glicêmico e insulinêmicos evidenciou que no jejum, 15,8% das glicemias estavam elevadas.Não houve alterações quanto a insulina neste momento.Até a segunda hora, a curva glicêmica apresentou 67,4% das alterações, enquanto a curva glicoinsulinêmica,77,0%. Até a terceira hora,a curva glicêmica apresentou 73,2% de alterações,enquanto a curva glicoinsulinêmica,81,3%.Até a quarta hora,a curva glicêmica apresentou 79,6% de alterações,enquanto a curva glicoinsulinêmica 88,9%. As curvas glicêmicas e glicoinsulinêmicas de três, quatro e cinco horas apresentaram maior prevalência de casos alterados, com diferenças estatisticamente significante que a glicemia de jejum.As curvas glicoinsulinêmicas de três e cinco horas demonstraram maior percentual de casos alterados, com diferença estatisticamente significante que a curva glicêmica de duas horas.DISCUSSÃO:as alterações do metabolismo dos carboidratos, como a hipoglicemia e a hiperglicemia, assim como alterações da insulina, representam uma das causas mais frequentes dos distúrbios do equilíbrio.CONCLUSÕES: A análise da curva glicoinsulinêmica de 5 horas evidenciou que 85% dos pacientes com tontura e hipótese de disfunção vestibular periférica apresentaram alterações do metabolismo da glicose ou insulina.  O maior número de alterações foi encontrado até a quarta hora da curva glicoinsulinêmica e as curvas glicêmicas e insulinêmicas em conjunto superam a curva glicêmica isolada e glicemia de jejum quanto a prevalência de casos alterados.

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TRABALHO CLÍNICO

P-035

TÍTULO: ALTERAÇÕES PSICOLÓGICAS EM PACIENTES ATENDIDOS NO LABORATÓRIO DE ESTUDOS DA VOZ E AUDIÇÃO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

AUTOR(ES): RACHEL SCHLINDWEIN-ZANINI , MARIA MADALENA C. PINHEIRO, WALDIR CARREIRÃO FILHO, FÁBIO D. ZANINI, FRANCINE FREIBERGER, TATIANA BOLLMANN PERERA, LUCIANA CARDOSO

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

INTRODUÇÃO: Com o avanço da tecnologia, o uso de próteses auditivas passou a minimizar as alterações na comunicação e na integração social, repercutindo nos distúrbios psicológicos apresentados pelos indivíduos portadores de perda auditiva. O Sistema Único de Saúde, atualmente, atende as necessidades destes indivíduos, pois a maior parte dos serviços públicos do Brasil são credenciados ao Ministério da Saúde para atender segundo os pressupostos da Portaria Atenção à Saúde Auditiva nº 587 de 07/10/2004.

OBJETIVOS: Verificar a freqüência de alterações psicológicas / neuropsicológicas em indivíduos atendidos em um serviço de Atenção à Saúde Auditiva.

MÉTODOS: Foram avaliados pacientes atendidos no Laboratório de Estudos da Voz e Audição (LEVA) do HU-UFSC, o qual é um Serviço de Atenção à Saúde Auditiva em Alta Complexidade no estado de Santa Catarina. Neste serviço o paciente é atendido pela equipe interdisciplinar formada por médico otorrinolaringologista, fonoaudiólogo assistente social, psicólogo e neurologista. Na consulta psicológica foram investigadas alterações psicológicas e neuropsicológicas, especialmente depressão, déficit de memória, de atenção e concentração, além de distúrbios de sono.

RESULTADOS: Entre maio e julho de 2010, foram entrevistados 323 pacientes de ambos os sexos. Considerando-se estatisticamente o total de 483 diagnósticos de quadros psicopatológicos assim distribuídos: Episódio depressivo: 83 pacientes (17,18%), Alterações de memória: 153 pacientes (27,12%), Alterações de atenção e de concentração: 161 pacientes (33,34%), e Distúrbios de sono: 108 pacientes (22,36%).

CONCLUSÕES: Conclui-se que aspectos psicológicos e neuropsicológicos são importantes no âmbito da saúde auditiva, tendo relevante freqüência. Podendo interferir na compreensão da fala, desenvolvimento da linguagem, aprendizagem, autonomia, de inserção no mercado de trabalho, interação social e para a manutenção de vínculos afetivos. Além da aceitação e adaptação do paciente a sua condição de usuário de AASI, bem como sua aderência a protetização, sendo decisivos na qualidade de vida do indivíduo e sua família.

PALAVRAS-CHAVE: Saúde Auditiva, Psicologia, Neuropsicologia, Otorrinolaringologia.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-036

TÍTULO: AMAUROSE RELACIONADA A ABSCESSO ORBITÁRIO SECUNDÁRIO À PANSSINUSITE

AUTOR(ES): HENRIQUE WENDLING SAVA , LUIZ CARLOS SAVA, CARLOS ROBERTO BALLIN, CARLOS AUGUSTO SEIJI MAEDA, KARYN REGINA JORDÃO KOLADICZ, GUILHERME EDUARDO WAMBIER, MARTA LISIE KLEIN, MARIANA ISIS WANCZINSKI

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL SANTA CRUZ

INTRODUÇÃO

A infecção bacteriana dos seios paranasais é uma das condições mais freqüentes tanto na população adulta quanto nas crianças. A rinossinusite quase sempre secundária a uma infecção viral de vias aéreas superiores, costuma manifestar-se com rinorréia, obstrução nasal, cefaléia e febre, entre outros sinais e sintomas1. A maioria dos casos resolve completamente com a terapia antimicrobiana adequada2. Complicações são causadas pela progressão da infecção para estruturas adjacentes como a órbita e o cérebro. O seio etmoidal é o mais relacionado à infecção orbitária, porque este seio é separado da órbita pela fina lâmina papirácea3.

Este trabalho tem por objetivo demonstrar um caso de complicação de uma infecção bacteriana em função dessa proximidade com a órbita, que apesar de infreqüente é muito grave.

RELATO DO CASO

Paciente masculino, 13 anos, procurou atendimento por piora importante de rinossinusite, com hiperemia e edema de pálpebra esquerda, febre, sonolência e perda de visão no olho esquerdo, com três dias de evolução, em antibioticoterapia via oral. Diagnóstico de abscesso periorbitário, iniciado antibioticoterapia endovenosa com ceftriaxona 1g e clindamicina 600mg, associada à hidrocortisona 500mg e analgesia. TAC órbitas evidenciou pansinusite e abscesso orbitário a esquerda. Foi realizada descompressão de órbita de emergência, por incisão de Lynch modificado e incisão ao nível da sutura fronto-zigomática do bordo orbitário, com drenagem abundante de secreção purulenta fétida. Etmoidectomia via transnasal, antrostomia maxilar e aspiração de pus. Posicionado dois drenos de Penrose, sendo um medial e alojado na cavidade intra-orbitária esquerda, e outro lateral.

Pós-operatório em CTI, paciente estável em antibioticoterapia e corticoterapia mantinha drenagem purulenta pelo dreno. No pós operatório evoluiu com amaurose, proptose , drenagem de pus achocolatado pelos drenos medial e lateral, discreta palidez de nervo óptico e pupila não reagente. Início de dexafenicol colírio e tobrex colírio Apresentou melhora gradativa do quadro inflamatório recebendo alta hospitalar no 15º dia de internamento. Acompanhamento ambulatorial com otorrinolaringologia, oftalmologia e infectologia.

DISCUSSÃO

Em 1948 Smith e Spencer apresentaram uma classificação para as complicações orbitárias das rinossinusites. Chandler et al., em 1970, modificaram esta classificação e desde então, esta tem sido utilizada internacionalmente1,4-5. Categoria I: edema inflamatório das pálpebras. Categoria II: edema inflamatório difuso da órbita onde pode haver proptose e limitação da mobilidade extraocular. Categoria III: celulite orbital com abscesso subperiosteal, limitação da mobilidade extraocular e grave proptose com ou sem alteração da acuidade visual. Categoria IV: abscesso orbital, grave proptose, oftalmoplegia completa e rápida perda visual. Categoria V: Trombose do seio cavernoso, flebite orbital, doença bilateral.

O diagnóstico das complicações das rinossinusites é feito pela história clínica e exame físico. Constituem sinais de alerta: edema e eritema de pálpebras, proptose, limitação da mobilidade ocular e alteração da acuidade visual (todos presentes no caso apresentando). Nestes pacientes deve ser realizada a internação para tratamento adequado e classificação das complicações. A Tomografia Axial e Coronal Computadorizada de seios da face e órbita é o exame ideal para diagnóstico e classificação6.

O tratamento preconizado é antibiótico intravenoso por 24-48 horas e observação clínica. Se não houver melhora clínica, deve ser considerada a repetição da Tomografia e/ou drenagem cirúrgica3. A drenagem cirúrgica imediata está indicada se o paciente apresentar oftalmoplegia completa e/ou significativa perda visual ou abscesso volumoso bem definido3.

COMENTÁRIOS FINAIS

Apesar de infreqüentes, as complicações orbitárias das rinossinusites são graves. Portanto, os médicos precisam valorizar sempre as queixas orbitárias e os sinais de alerta.  Na vigência de suspeita de complicação orbitária está indicada a investigação urgente com tomografia computadorizada de órbitas visando à adoção de conduta terapêutica precoce. O paciente deve ser assistido por equipe multidisciplinar e deve estar ciente da gravidade do caso e das possíveis seqüelas.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-037

TÍTULO: AMILOIDOSE - APRESENTAÇÃO INCOMUM.

AUTOR(ES): FERNANDA MARQUES DE MELO , FERNANDA VIDIGAL VILELA LIMA, ROBERTO EUSTAQUIO SANTOS GUIMARÃES

INSTITUIÇÃO: UFMG

25anos, com queixa de obstrução nasal após trauma nasal há 1 ano. A rinoscopia mostrava estenose vestibular ao lado esquerdo. A paciente foi submetida à cirurgia para correção da estenose descrita a seguir.

Após ressecção de enxerto de cartilagem de orelha, incisou-se a área estenosada e ressecou-se mucosa fibrosada. O enxerto foi posicionado abaixo do retalho de mucosa e fixado com pontos simples.

O resultado da cirurgia após 3 meses de pós operatório foi excelente, com manutenção do retalho e enxerto posicionados e sem recidiva da estenose. Quando ocorre na região da cabeça e pescoço geralmente consiste na forma apenas localizada, sendo mais comum na língua e laringe.

Trata-se de paciente com 23 anos com disfonia há 12 meses intermitente. Queixava também obstrução nasal e roncos de inicio recente. Ao exame físico encontrou-se tumor em nasofaringe e laringe. Após biopsia da lesão em nasofarinfe, foi feito o diagnostico de amiloidose.

Rarissimos são os casos de amiloidose de acometimento múltiplo na reagiao da cabeça e pescoço, daí a importância de se relara este caso.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-038

TÍTULO: AMILOIDOSE DO TRATO AÉREO SUPERIOR: RELATO DE 2 CASOS E REVISÃO DA LITERATURA

AUTOR(ES): TARCÍSIO AGUIAR LINHARES FILHO , CHRISTIAN WILKMANN, OTÁVIO BÓRIO DODE, BERNARDO COMPOS DE FARIA, RENATO TADAO ISHIE, FARIA,GUILHERME SAMPAIO CORREIA CHIAVERINI, FRANCINE UK CHOI

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL SANTA MARCELINA

INTRODUÇÀO:  A amiloidose corresponde a uma doença de etiologia desconhecida, caracterizada pela deposição extracelular de substância amorfa de natureza protéica, que tende a formar fibrilas. Pode se apresentar de forma isolada (amiloidose primária) ou associada a outras enfermidades sistêmicas (amiloidose secundária). A amiloidose do trato aéreo superior é geralmente um fenômeno localizado, sendo o local mais acometido a laringe. Os achados na nasofibrolaringoscopia são variáveis e inespecíficos. O diagnóstico é revelado pelo exame anatomopatológico das lesões. O tratamento tem o objetivo de melhorar o padrão vocal e manter a via aérea pérvea.

RELATO DOS CASOS: P.S, 53 anos, procurou o serviço de Otorrinolaringologia, com história de rouquidão há  5 anos.  A oroscopia revelou lesão vegetante de aproximadamente 2 cm de aspecto amarelado em parede posterior da faringe . A nasofibrolaringoscopia apresentou pregas vocais infiltradas por material amarelado submucoso. Realizado biópsias das lesões laríngea e faríngea, o material corou-se em vermelho pelo Vermelho-Congo e ao ser submetido à luz polarizada com esta coloração apresenta birrefringência característica de coloração esverdeada, confirmando o diagnóstico de amiloidose

JB,  60 anos,  apresentando rouquidão há  2 anos, apresentava ao  exame nasofibroslaringoscópico a laringe com uma  infiltração de ambas bandas ventriculares e prega vocal esquerda de aspecto amarelado submucoso. O paciente foi submetido a biópsia da lesão laríngea a qual confirmou o diagnóstico de amiloidose.

DISCUSSÃO: Na região da cabeça e pescoço, a amiloidose ocorre, na maioria das vezes, na forma localizada. A amiloidose laríngea representa menos que 1% dos tumores benignos da laringe. Na laringe, o local mais acometido são as pregas vocais, bandas e ventrículos,ocasionando sintomas como disfonia, dispnéia ou estridor.

Frente a um diagnóstico de amiloidose do trato aéreo-digestivo, é fundamental a investigação de patologias sistêmicas associadas. Dessa forma, necessitamos de exames que permitam avaliar a função dos possíveis órgãos alvo como rins, fígado, trato respiratório inferior, trato digestivo, coração, além de pesquisar doenças como mieloma múltiplo, tuberculose, artrite reumatóide e tuberculose.  A amiloidose do trato aéreo superior apresenta-se como uma   massa amarelada, cinza ou avermelhada .O diagnóstico é confirmado pela biópsia.

CONCLUSÃO: Apesar de ser uma entidade rara e de localização diversa, o otorrinolaringologista deve considerar a amiloidose no diagnóstico diferencial das lesões do trato aéreo superior. Também deve lembrar seu envolvimento com doenças sistêmicas em alguns casos. O tratamento deve ser o menos agressivo possível, reservando a cirurgia para os casos sintomáticos.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-039

TÍTULO: AMILOIDOSE LARÍNGEA- RELATO DE CASO

AUTOR(ES): LUTIANE SCARAMUSSA , REBECCA MAUNSELL, GUILHERME MACHADO DE CARVALHO, LAÍZA ARAÚJO MOHANA PINHEIRO, MARIANA DUTRA DE CÁSSIA FERREIRA, REINALDO JORDÃO GUSMÃO

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

INTRODUÇÃO: A amiloidose, localizada  no trato respiratório superior, é uma enfermidade rara. Nesta localização, a laringe é o órgão mais frequentemente acometido. Cerca de 1% dos tumores benignos da laringe são amilóides. A amiloidose laríngea, localizada raramente, inicia ou está associada a um quadro sistêmico e possui evolução lenta.

OBJETIVO: Descrever um caso de amiloidose laríngea, localizada em região supraglótica, e discutir abordagem diagnóstica e tratamento, comparando com os dados da literatura.

METODOLOGIA: Relato de caso: paciente feminina, quarenta anos, com história de disfonia há 15 anos, com piora nos últimos meses. A videolaringoscopia  demonstrou lesão difusa, acometendo bandas ventriculares, principalmente a esquerda, de superfície polipóide. Realizou-se biópsia da lesão.

DISCUSSÃO: Discute-se a apresentação clínica, investigação sistêmica e tratamento, comparando com dados da literatura.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-040

TÍTULO: AMILOIDOSE LARÍNGEA: UM RELATO DE CASO

AUTOR(ES): GABRIELE LEAO STRALIOTTO , CRISTIANO ROBERTO NAKAGAWA, SYLVIA DE FIGUEIREDO JACOMASSI, GUILHERME SACHET, GABRIEL GONÇALVES DIAS, YARA ALVES DE MORAES DO AMARAL, HENRIQUE WENDLING SAVA

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE CURITIBA

INTRODUÇÃO:

O termo amiloidose representa um grupo de doenças heterogêneas, que apresentam em comum, o depósito extracelular de proteínas insolúveis órgão específicas, conhecidas como depósitos amilóides. Pode ser primária, por depósito de proteína amilóide AL, ou secundária a câncer, processos inflamatórios e infecções crônicas. Ela é visualizada histologicamente pela coloração vermelho-congo.

O acometimento laríngeo é raro, correspondendo a cerca de 1% dos tumores laríngeos benignos. A maiorias dos casos corresponde a depósito de proteína imunologicamente idêntica à região variável da cadeia leve da imunoglobulina, semelhante ao acometimento primário (idiopático).

Os sintomas são variáveis de acordo com o local de origem, volume e profundidade do tumor. Não há tratamento específico para nenhum tipo de amiloidose, sendo a abordagem cirúrgica o tratamento de escolha para a forma laríngea.

RELATO DE CASO:

M.M.B, feminina, 69 anos, casada, natural e residente em Curitiba, vem à consulta no fim de 2008, queixando-se de disfonia, refluxo gastroesofágico e sensação de algo enroscado na garganta. Negava uso de medicamentos e como única morbidade, apenas dislipidemia. Após exame físico ORL completo, a única alteração encontrada foi à videolaringoscopia (VDL):  edema de Reinke moderado, fechamento glótico irregular e lesão cística em terço anterior de prega vocal esquerda.  Foi realizada biópsia da lesão cística, que em anatomopatológico revelou tratar-se de amiloidose laríngea. Paciente foi encaminhada a fonoaudiologia e a clínica médica para investigar outros focos da doença.

DISCUSSÃO:

A amiloidose primária acomete cabeça e pescoço em 19% dos casos, sendo a laringe o sítio mais acometido, em especial as pregas vestibulares. Os sintomas mais comuns incluem disfagia, disfonia e rouquidão, portanto o otorrinolaringologista pode ser o 1º médico consultado. Deve-se afastar o envolvimento secundário a doenças sistêmicas, além de neoplasias, linfomas, paragangliomas e hemangiomas. Para tanto, é imperativa a biopsia da lesão e análise histopatológica. Devido a sua lenta evolução, opta-se por cirurgia conservadora quando conveniente, visando conservar o máximo da função normal do órgão. A recorrência dos casos de amiloidose laríngea é variável e depende da extensão e complexidade da lesão, podendo ocorrer vários anos após o ato cirúrgico.

CONCLUSÃO:

A amiloidose laríngea é uma entidade rara, porém, a apresentação clínica mais frequente da doença é em cabeça e pescoço. Deve ser pensada como diagnóstico diferencial de lesões benignas da laringe, visto que a apresentação clínica é semelhante, sendo o sintoma mais comum a disfonia. É imprescindível a investigação de manifestações sistêmicas da doença, além do seguimento clínico por longos períodos pela possibilidade de recidiva.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-041

TÍTULO: AMILOIDOSE LARINGOTRAQUEAL PRIMÁRIA COMO CAUSA DE OBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS SUPERIORES

AUTOR(ES): LUCAS MOURA VIANA , PEDRO IVO MACHADO PIRES DE ARAÚJO, GUSTAVO SUBTIL MAGALHÃES FREIRE, RAFAELA AQUINO FERNANDES LOPES, SHARLENE CASTANHEIRA DE PÁDUA PUPPIN, VÍTOR YAMASHIRO ROCHA SOARES, LUCIANA MIWA NITA WATANABE

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA - UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

INTRODUÇÃO: Amiloidose localizada, acometendo somente órgãos da cabeça e pescoço, é uma doença rara e benigna. O local mais comum de acometimento é a laringe, correspondendo de 0,2% a 1,5% dos tumores benignos deste órgão. É caracterizada pela deposição extracelular de fibrilas protéicas compostas por polipeptídeos. Na literatura nacional encontramos a descrição de alguns casos, porém foram raros os casos de amiloidose primária laringotraqueal que evoluiram com obstrução de vias aéreas superiores e necessidade de traqueostomia, como o caso descrito neste relato.

RELATO DE CASO: Paciente do sexo feminino, 41 anos, parda, auxiliar de lavanderia, apresentou quadro de dispnéia leve e disfonia com dois anos de evolução. Os sintomas intensificaram-se após episódio de infecção de vias aéreas superiores, em fevereiro de 2004, quando procurou outro serviço e foi feita biópsia laríngea, cujo laudo histopatológico mostrou depósito de material amorfo. A coloração pelo vermelho congo revelou polarização em verde maça, compatível com amiloidose. Apresentou piora progressiva e em março de 2005, foi submetida a traqueostomia de urgência por obstrução de vias aéreas superiores. Em 2006 iniciou acompanhamento no serviço de otorrinolaringologia e cirurgia de cabeça e pescoço do Hospital Universitário de Brasília. A paciente passou por avaliação da clínica médica a fim de afastar doença secundária e/ou sistêmica. Tomografia computadorizada (TC) cervical mostrou severo espessamento concêntrico com área de obstrução completa acometendo glote, região subglótica e traquéia proximal com 38mm de extensão crânio-caudal e apresentando discreta captação homogênea de contraste. Ressonância Nuclear Magnética (RNM) cervical mostrou lesão expansiva com sinal intermediário em T1 e discreto hipossinal em T2, relativamente bem delimitada, sem invasão de estruturas adjacentes, localizada na laringe subglótica e estendendo-se para glote. Esta lesão determina estreitamento circunscrito da coluna aérea laríngea, associado a área de obstrução luminal completa na região subglótica.

DISCUSSÃO/CONCLUSÃO: A amiloidose é um distúrbio do metabolismo protéico no qual fibrilas protéicas extracelulares se depositam em vários tecidos. Os sintomas são inespecíficos e relacionados com a função do local acometido, como disfonia, estridor, disfagia, hemoptise. É mais prevalente em homens em uma proporção de 3:1, mais freqüente na 5ª década de vida. Pode ser classificada como sistêmica ou localizada. Para confirmação diagnóstica é necessária análise histopatológica. Pode-se utilizar coloração com vermelho do congo que evidencia birrefringência tipo ?maçã verde?,como no caso supracitado.O paciente com diagnóstico de amiloidose laríngea deverá ser submetido a uma avaliação geral para excluir uma forma secundária ou sistêmica da doença. A RNM é a técnica de escolha para detectar as características mais específicas, sendo considerada mais específica do que a TC. Os depósitos amilóides apresentam uma intensidade de sinal intermediária em T1 e baixa intensidade em T2.O diagnóstico diferencial deve ser feito com outros tumores laríngeos benignos e também os malignos, além de doenças granulomatosas.O caso relatado mostra uma apresentação relativamente rara da doença, na qual as lesões acometem as pregas vocais bilateralmente, subglote e traquéia, com necessidade de traqueostomia de urgência por obstrução de vias aéreas superiores que foi exacerbado por quadro inflamatório agudo.O tratamento da amiloidose laríngea varia da simples observação da lesão a laringectomia parcial de acordo com a extensão da doença na laringe. Lesões localizadas podem ser removidas completamente por via endoscópica com bisturi frio ou laser de CO2.

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TRABALHO CLÍNICO

P-042

TÍTULO: ANÁLISE AUDITIVA DE TRABALHADORES EXPOSTOS A RUÍDOS DE CINCO RAMOS INDUSTRIAIS DISTINTOS

AUTOR(ES): ALEXANDRE SCALLI MATHIAS DUARTE , ALEXANDRE CAIXETA GUIMARÃES, EDER BARBOSA MURANAKA, MARCELO HAMILTON SAMPAIO, EVERARDO ANDRADE DA COSTA

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP)

INTRODUÇÃO: O ruído é considerado a terceira maior causa de poluição ambiental e pode ser visto como um risco de agravo à saúde. Torna-se mais danoso quando se trata de ruído no ambiente de trabalho, pela sua intensidade, tempo de exposição e outros fatores de risco. Quando é intenso e a exposição a ele é continuada, ocorrem alterações estruturais na orelha interna, que determinam a ocorrência da PAIR (perda auditiva induzida pelo ruído). Sabe-se que as características físicas do ruído (tipo, espectro e nível de pressão sonora), o tempo de exposição e a suscetibilidade individual, influenciam no risco de alterações audiológicas. Considerando a importância do problema, a existência de maneiras de detecção precoce e a pequena quantidade de estudos comparando a influencia do ruído nos diferentes setores de atuação de empresas este estudo foi realizado.

METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de coorte histórica com corte transversal. Foram incluídas todas as audiometrias realizadas pelo SESMT no período de janeiro de 2000 a janeiro de 2010 de sete empresas do estado de São Paulo, dividas em cinco setores de atuação: uma metalúrgica, uma calçadista, uma cervejeira, duas cerâmicas e duas transportadoras de carga. Foram excluídas audiometrias em que o tempo de repouso auditivo prévio foi menor que 14 horas, aquelas em que a média dos limiares de 500, 1000 e 2000 Hz foi maior que 25 dB para qualquer orelha, as dos trabalhadores não expostos a ruído ou com exposição menor do que 36 meses. Restaram 1193 exames de trabalhadores expostos a ruído que foram divididos em 4 grupos por tempos de exposição. Foi feita a comparação para cada orelha entre as médias das frequências de 3,4 e 6 kHz dos quatro grupos por setor de atuação e comparadas as médias para cada grupo de exposição entre os cinco setores de atuação.

RESULTADOS: Na comparação das médias audiométricas por grupos entre os diferentes ramos de atividade constatou-se uma diferença estatisticamente significante (p<0,01) nos grupos dois grupos menos expostos em ambas as orelhas. Ao avaliar as médias audiométricas das frequências 3, 4 e 6 kHz na comparação global entre os quatro grupos de exposição verificou-se uma piora progressiva conforme maior o tempo de exposição para todos os setores de atuação (p<0,01).

CONCLUSÃO: A análise das médias audiométricas das frequências 3, 4 e 6 kHz entre diferentes categorias de trabalhadores, mostrou que, apesar da adoção de medidas do PCA, houve uma diferença significativa entre as médias, entre essas categorias, durante os primeiros 13 anos de exposição. Em todos os ramos foi observada uma piora das médias com o aumento do tempo de exposição, entretanto outros fatores além da exposição ao ruído devem ser considerados, como o aumento da média de idade no grupo mais exposto e outras possíveis concausas. Mais estudos são necessários para elucidar estas questões.

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TRABALHO EXPERIMENTAL

P-043

TÍTULO: ANÁLISE COMPUTADORIZADA DA CRANIOCORPOGRAFIA

AUTOR(ES): FABIO SCAPUCCIN , FLÁVIO SERAFINI, HELOÍSA HELENA CAOVILLA, MAURÍCIO MALAVASI GANANÇA

INSTITUIÇÃO: DEPARTAMENTO DE OTORRINOLARINGOLOGIA E DISTÚRBIOS DA COMUNICAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAUL

INTRODUÇÃO: Manter o equilíbrio significa manter uma posição estável dos olhos, do tronco e da cabeça sobre o tronco, sem a participação da consciência. Esta tarefa é realizada por mecanismos sensoriais (visual, proprioceptivo, vestibular e auditivo); as vias neuronais; os reflexos espinais e oculares e a resposta muscular.  Falhas neste sistema pode resultar em diversos sintomas como tontura e marchas atáxicas. O objetivo é localizar o mecanismo, via ou sistema efetor que está falhando e a etiologia, propor um tratamento e monitorar a evolução. Utiliza-se a Posturografia, a Nistagmografia, além da anamnese e exame otorrinolaringológico para este fim. A marcha com olhos vendados proposta por Unterberger , foi modificada por Fukuda utilizando passos sobre um circulo dividido em setores de 30 graus, observando que pacientes com tontura apresentavam deslocamento e desvio angular do ponto inicial maior que indivíduos normais. Com o registro fotográfico desta marcha, Claussen propôs mais dois parâmetros e limites de normalidade e a chamou de Craniocorpografia. Estabeleceu-se que desvios angulares acima de 60° para qualquer um dos lados sugerem uma disfunção periférica e oscilações da cabeça ou dos ombros acima de 15,5 cm sugerem disfunção central, ao final de uma marcha de um minuto. Análises computadorizadas de movimentos tridimencionais poderiam sensibilizar a Craniocorpografia.

OBJETIVO: Analisar se os valores de tempo de marcha, deslocamento linear ou total, ângulo de torcicolo, rotação do corpo e oscilação da altura do ombro podem identificar anormalidades na prova de Unterberger-Fukuda digitalizadas em vestibulopatias periféricas.

METODOLOGIA: Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Instituição . Avaliou-se 38 pacientes do Ambulatório de Otoneurologia, no período de março de 2001 a março de 2003. Estes eram 10 homens e 28 mulheres, com 18 a 77 anos, apresentando hipóteses diagnósticas como VPPB e doença de meniere. O grupo controle, 21 voluntários sem queixas e exame otoneurológico normal era composto de 10 homens e 11 mulheres com 19 a 34 anos. Todos indivíduos foram submetidos a avaliação otoneurológica. Para a prova de Unterberger-Fukuda com os olhos fechados e os meatos ocluídos, o individuo realizou e contou 80 passos. 10 refletores de luz infravermelha foram afixados nas seguintes posições: hálux, epicôndilo lateral do fêmur, maléolo lateral da fíbula, acrômios, no occipício e mento.  Cada refletor foi registrado por meio do modelo 370, versão 2.01 da linha VICON da Oxford Metrics que captura imagens com seis câmeras sensíveis à luz infravermelha. Ao final do exame, os dados foram armazenados em formato de planilha Excel na qual eram calculados os parâmetros objetivos do estudo.

RESULTADOS: O grupo de estudo apresentou um tempo de marcha e rotação do corpo maior que o grupo controle. Não houve diferença significante entre os dois grupos para deslocamento total e linear, ângulo de torcicolo e oscilação da altura do ombro.

CONCLUSÃO: Os valores de tempo de marcha e rotação do corpo possibilitam a identificação de anormalidades na prova de Unterberger-Fukuda em vestibulopatias periféricas, o que não ocorre com os valores de deslocamento linear ou total, ângulo de torcicolo e oscilação da altura do ombro direito.

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TRABALHO CLÍNICO

P-044

TÍTULO: ANÁLISE DA AVALIAÇÃO DE LÍNGUA E PALATO MOLE EM PACIENTES COM DIAGNÓSTICO DE SÍNDROME DE APNÉIA-HIPOPNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO

AUTOR(ES): TATIANA C C ALMEIDA , PAULO SÉRGIO LINS PERAZZO, GEOVANA RODRIGUES DOS SANTOS, WILSON GAMA JÚNIOR

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL OTORRINOS-FEIRA DE SANTANA/BA

INTRODUÇÃO: A Síndrome da Apnéia-Hipopnéia Obstrutiva do Sono (SAHOS) é um dos mais graves distúrbios do sono, pois pode ter como conseqüência a morte. Ela gera um comprometimento na saúde dos portadores e causa um desconforto muito grande nas pessoas que compartilham o mesmo quarto do portador devido ao ronco. Um outro fator incômodo é a crise de apnéia grave, pois a sensação é de que o indivíduo vai ter uma parada respiratória irreversível. OBJETIVO: Avaliar a função, o volume e a postura da língua e a mobilidade do palato mole de indivíduos portadores da Síndrome da Apnéia-Hipopnéia Obstrutiva do Sono. Correlacionar os achados da avaliação com as classificações dos graus da SAHOS. RESULTADOS: Na avaliação de mobilidade do palato 16 pacientes (80%) apresentaram mobilidade normal e 4 (20%) apresentaram alteração na mobilidade do mesmo. Quanto à postura de língua, 4 pacientes (20%) relataram que a ponta da língua tocou nos dentes incisivos superiores, 11 (55%) nos incisivos inferiores, 2 (10%) entre os dentes, 2 (10%) nas papilas e apenas 1 (5%) informou que a ponta da língua não tocou em nenhuma estrutura. Quanto ao volume de língua, foi observado que 13 pacientes (65%) possuem a língua alargada. Na função de língua, 14 pacientes (70%) possuíram função de língua adequada com presença de calda de chocolate nas papilas, 2 (10%) apresentaram projeção de língua com presença de calda de chocolate nos dentes incisivos superiores e 4 (20%) pacientes apresentaram calda de chocolate no palato. As maiores queixas dos pacientes que possuem SAHOS em leve intensidade são ronco e sono descontínuo, totalizando 7 pacientes (70%). A maior queixa dos pacientes que possuem SAHOS em moderada intensidade foi ronco, totalizando 5 pacientes (83,33%). Ronco e sono interrompido foram as maiores queixas dos pacientes que apresentaram SAHOS em grave intensidade. CONCLUSÃO: Em relação às estruturas avaliadas, pode-se observar que o volume de língua foi o mais alterado nos pacientes da pesquisa, aparecendo em percentual maior nos indivíduos com SAHOS em grave intensidade e na população do gênero feminino. Possivelmente, o alargamento de língua é um fator de agravamento da SAHOS.

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TRABALHO CLÍNICO

P-045

TÍTULO: ANÁLISE DA OCULOMOTRICIDADE EM SUJEITOS COM E SEM INCLINAÇÃO LATERAL DA CABEÇA

AUTOR(ES): JOSÉ FERNANDO COLAFÊMINA , BLACY CELLA GULFIER

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE RIEIRÃO PRETO USP

INTRODUÇÃO: O estudo da oculomotricidade é importante no que se refere à postura e ao equilíbrio do indivíduo, uma vez que o equilíbrio  é mantido pela interação de três sistemas: visual,vestibular e proprioceptivo. O cerebelo também participa ativamente da manutenção do  equilíbrio corporal modulando os movimentos do corpo. OBJETIVOS: Verificar a correlação entre a alteração postural, inclinação lateral de cabeça e os resultados da oculomotricidade e comparar esses resultados de indivíduos com e sem inclinação lateral da cabeça.Métodos  Este estudo foi composto por 80 sujeitos com faixa etária entre 20 e 60 anos, divididos em 2 grupos: 1 grupo com inclinação lateral da cabeça a direita e a esquerda (30 sujeitos) e 2 grupo sem inclinação lateral da cabeça (controle, 50 sujeitos). Para avaliação postural, colocou-se marcações adesivas na testa, queixo, região fronto/lateral cefálica e ombros utilizando o simetógrafo.Para avaliar a oculomotricidade utilizou-se Equipamento Vec Win Digital da Neurograff Eletromedicina, utilizando as seguintes avaliações, sacádicos fixos e randômicos , rastreio pendular a estimulação optocinética. RESULTADOS: Em relação a oculomotricidade não foi encontrado diferenças estatísticas intra grupos com inclinações laterais da cabeça a direita e/ou esquerda.Entretanto,comparando os grupos sem inclinação com os grupos com inclinação, foi encontrado diferenças estatísticas significantes da sequência principal dos movimentos sacádicos fixos e randômicos nos valores das latências e das velocidades , mas sem alterações das acurácias. Nas avaliações do rastreio pendular o parâmetro que apresentou uma maior sensibildade foi  valores de ganho analisados com freqüências de 0.10 Hz. CONCLUSÃO: Diante dos resultados, observou uma correlação entre as alterações posturais, inclinação lateral da cabeça obtidos na oculomotricidade .Também foi observado diferênças nos valores da avaliação da velocidade angular da componente lenta e ganho em valores quantitativos no teste optocinético. Sujeitos com alteração postural, inclinação lateral da cabeça possui maior latência para o início da perseguição do objeto e menor velocidade na perseguição do objeto na avaliação dos movimentos sacádicos fixos e randomicos,menor ganho do rastreio pendular 0.10 Hz.

Key-words : oculomotricidade , inclinação lateral da cabeça, sácades oculares, perseguição ocular

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TRABALHO CLÍNICO

P-046

TÍTULO: ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS COM PERDA AUDITIVA: ESTUDO COMPARATIVO

AUTOR(ES): THEREZITA MARIA PEIXOTO PATURY GALVÃO CASTRO , NATÁLIA LINHARES PONTE ARAGÃO, EUCLIDES MAURÍCIO TRINDADE FILHO

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CIENCIAS DA SAÚDE DE ALAGOAS (UNCISAL)

  A população brasileira vem envelhecendo num ritmo mais acelerado. Em virtude de um maior número de idosos, aumenta-se a  importância de se avaliar o impacto das doenças crônicas nessas pessoas. A perda auditiva e o Diabetes Mellitus tipo 2 são duas das afecções mais prevalentes entre os idosos. O objetivo deste estudo é comparar a qualidade de vida entre idosos com deficiência auditiva com e sem Diabetes Mellitus tipo 2. Método: Estudo transversal, realizado com idosos portadores de perda auditiva, constituindo dois grupos de pacientes, um formado por diabéticos e outro por pacientes sem diabetes. A qualidade de vida foi analisada através do questionário SF36. Os resultados mostraram os dois grupos de pacientes, cada um com 20 idosos, não apresentaram diferença significativa em relação à qualidade de vida. A progressão da perda auditiva esteve associada com piora dos índices de qualidade de vida em ambos. Concluímos que  é importante o diagnóstico e o acompanhamento precoce de indivíduos com deficiência auditiva, no intuito de se melhorar a qualidade de vida.

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TRABALHO CLÍNICO

P-047

TÍTULO: ANÁLISE DA SAÚDE VOCAL DE MÚSICOS DE INSTRUMENTOS DE SOPRO

AUTOR(ES): FRANCISCO XAVIER PALHETA NETO , THAIANE LIMA LAGE, JOÃO VICTOR TEIXEIRA HENRIQUES, ANGÉLICA CRISTINA PEZZIN PALHETA, LORENA GONÇALVES RODRIGUES, MURILLO FREIRE LOBATO, LARISSA MAGALHÃES NAVARRO

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INTRODUÇÃO: Os músicos tocadores de instrumento de sopro são um grupo bastante específico de indivíduos que usa o trato vocal intensamente no exercício de suas atividades profissionais. Curiosamente, pouco ou nada temos relatado sobre a atuação direta da laringe nesta modalidade profissional. Em parte isto se deve à noção histórica de que as pregas vocais não atuariam diretamente na produção do som do instrumento, sendo o esforço feito apenas pela musculatura respiratória e oromandibular, e que a laringe deveria estar aberta para permitir a passagem do ar. Entretanto, estudos mostram que uma das queixas mais comuns nesses músicos foi a disfonia devido intenso uso do trato vocal no exercício de suas atividades profissionais, mesmo quando ?não falavam nada?.

OBJETIVO: Analisar a ocorrência de distúrbios vocais nos músicos de instrumentos de sopro da Fundação Carlos Gomes da cidade de Belém-Pará, e avaliá-los comparativamente.

METODOLOGIA: Foram entrevistados 93 músicos de sopro de diversos instrumentos através de questionários elaborados pelos pesquisadores, observando-se as principais queixas, hábitos e aspectos profissionais.

RESULTADOS: Foram estudados 34 músicos tocadores de saxofone, 14 de clarinete, 12 de trompete, 11 de trombone, 6 de flauta, 6 de tuba, 3 de trompa, 2 de oboé, 2 de bombardino, 2 de euphonium e 1 de fagote. Nesta casuística, 54,48% dos músicos têm mais de 20 anos de idade; 25,8% foram considerados sintomáticos, apresentando três ou mais queixas, principalmente dor ou irritação na garganta, pigarro, rouquidão e dor no pescoço. Destes músicos considerados sintomáticos, 11,82% tocam saxofone, 5,37% trompete, 4,3% trombone, 3,22% clarinete e 1,07% flauta. Dos sintomáticos, 70,91% tocavam instrumento por dois a sete anos. Quando separados por grupos de acordo com o instrumento, os músicos de trompete foram os que mais apresentaram queixas vocais, tendo um percentual de 41,66% de sintomáticos. O segundo grupo mais sintomático foi o do trombone, com 36,36%, seguido pelo grupo do instrumento saxofone, com 32,35%.  Do total de entrevistados, apenas 37,6% receberam algum tipo de orientação sobre cuidados vocais, como a necessidade de aquecimento vocal, hidratação, alimentação, entre outras; 50,53% bebem menos de dois litros de água ao dia; 54,53% realizam alguma outra atividade profissional relacionadas ao uso da voz, como canto ou dar aulas.

CONCLUSÃO: Questões médicas são problemas significativos em músicos de instrumento de sopro. Diante disso, observa-se que esses músicos devem ser incluídos no grupo dos chamados profissionais da voz e serem melhores estudados, pois possuem demandas vocais bastante específicas.

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TRABALHO EXPERIMENTAL

P-048

TÍTULO: ANÁLISE DE CASOS DE RINOPLASTIAS SECUNDÁRIAS COM A UTILIZAÇÃO DE ENXERTO DE CARTILAGEM COSTAL

AUTOR(ES): ANDRÉ FERNANDO SCHERER, ANDRÉ LUÍS SARTINI, JAYSON JUNIOR MESTI, MARK MAKOWIECKY

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO - SP

INTRODUÇÃO: As seqüelas após rinoplastias primárias são freqüentemente resultantes de um excesso de ressecção do esqueleto nasal e enfraquecimento da arquitetura nasal. Se a arquitetura nasal é enfraquecida sem sua reestruturação, com o tempo, o nariz é suscetível a problemas conhecidos. Os defeitos podem ser corrigidos através da utilização de enxertos de cartilagem obtida de septo nasal, arco costal ou concha auricular. Nós apresentamos nossa experiência com a correção do esqueleto nasal por meio de enxertos de cartilagem costal.

MATERIAIS E MÉTODOS: Foram avaliados 10 pacientes submetidos a rinoplastia revisional com abordagem externa, utilizando enxerto de cartilagem costal em pacientes que apresentavam queixa de obstrução nasal  e insatisfação estética.

RESULTADOS: Todos os pacientes tiveram uma boa recuperação pós-operatória. Nenhum deles apresentou pneumotórax. Dois pacientes apresentaram laterorrinia. Houve 2 casos que apresentaram celulite no pós-operatório que tiveram resolução completa do quadro com tratamento antibiótico. Não houve caso de necrose cutânea, exposição do enxerto ou reabsorção aparente do enxerto. Um paciente apresentou desconforto torácico temporário no local da retirada da cartilagem costal. Não ocorreu nenhum caso de infecção, cicatriz hipertrófica e quelóide no sítio torácico.

De todos os pacientes tratados, resultados cosméticos favoráveis foram obtidos em 100% dos casos, mesmo nos 2 casos de laterorrinia, com boa satisfação por parte do paciente e do cirurgião e  resultados funcionais subjetivos, adequados em quase todas as casos (90%), com a resolução da obstrução nasal. Um paciente não teve sucesso na correção da perfuração septal e foi o único paciente a manter a queixa de obstrução nasal.

DISCUSSÃO: Quando a quantidade de cartilagem disponível a partir do septo e concha auricular é insuficiente ou quando grande quantidade de cartilagem para enxerto é desejado, cartilagem costal  é uma boa opção. O uso de tecido costal tem duas desvantagens distintas: suscetibilidade a deformar e possível morbidade no sitio doador. Algumas técnicas de manejo podem minimizar a deformação. Acesso aberto ao nariz foi utilizado em todos os casos por permitir uma melhor exposição das estruturas. A grande quantidade de enxerto de cartilagem costal disponível proporciona condições apropriadas para buscar um bom resultado cosmético e funcional.

CONCLUSÕES: A cartilagem costal é uma excelente opção para a reconstrução do dorso e da ponta nasal e proporciona bons resultados funcionais e estéticos, quando bem trabalhada.

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TRABALHO CLÍNICO

P-049

TÍTULO: ANÁLISE DE INFECÇÃO PÓS-OPERATÓRIA NOS PACIENTES COM OUVIDO CRÔNICO NO AMBULATÓRIO DE OTOLOGIA DO SERVIÇO DE RESIDÊNCIA MÉDICA EM OTORRINOLARINGOLOGIA DE FEIRA DE SANTANA - BA..

AUTOR(ES): LARISSA ROBERTA CAMPOS DE SOUSA , SANDRO TORRES, MILTON PAMPONET, WILSON GAMA JÚNIOR, LEONARDO ROLLA, MIRELLA MELO METIDIERI, FRANCISCO JOSÉ MOTTA BARROS DE OLIVEIRA FILHO

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL OTORRINOS-FEIRA DE SANTANA/BA

INTRODUÇÃO: Sob o ponto de vista clinico a Otite média crônica (OMC) é um processo de natureza inflamatória crônica da orelha média e mastóide associado ou não a uma perfuração da membrana timpânica e a otorréia, podendo levar a uma perda auditiva do tipo condutiva ou mista que pode variar de leve a profunda. O tratamento da otite média crônica envolve três etapas igualmente importantes: controle clínico pré-operatório, tratamento cirúrgico, quando indicado, e acompanhamento pós-operatório. Todos os resíduos epiteliais e secreções devem ser removidos do conduto auditivo e orelha média. O tratamento da OMC colesteatomatosa é eminentemente cirúrgico onde a eficácia não depende unicamente do tipo de técnica adotada, nem mesmo estritamente da qualidade de sua execução. METODOLOGIA: Realizado um estudo do tipo prospectivo em pacientes com ouvido crônico submetidos a procedimento cirúrgico em um serviço de residência médica de otorrinolaringologia de Feira de Santana ? BA durante o período entre 2008 e 2009. Realizado o acompanhamento no pós-operatório semanalmente até completar o 1º mês e após completo, mensalmente ate completar 8 meses de acompanhamento. Análise de dados através do software SPSS 17. RESULTADOS: Observamos uma prevalência de infecção na ferida cirúrgica em torno de 22% dos pacientes submetidos aos procedimentos cirúrgicos, destes 18,9%, 26,6% e 6,7%, respectivamente para OMCC, OMCNC e OMCS. 51% dos pacientes portadores de OMCC, 46% dos que portavam OMCS e 54% dos pacientes dos portadores de OMCNC apresentaram melhora da audição. Obtivemos uma taxa 27%  de infecção da cavidade cirúrgica. 60% dos pacientes que não apresentaram infecção em cavidade cirúrgica apresentaram melhora da acuidade auditiva. Aproximadamente 56 % dos pacientes que apresentaram um perfuração residual da membrana timpânica apresentaram melhora da qualidade da audição. Sessenta e sete por cento dos paciente que apresentava algum grau de secreção em cavidade cirúrgica tiveram incremento na qualidade da audição. DISCUSSÃO: O tratamento mais eficiente da OMCC é o cirúrgico através da mastoidectomia. Tal procedimento passou por toda uma evolução histórica na qual inicialmente o objetivo primordial era a erradicação da doença sem a preocupação com os aspectos estético e funcional Para diminuir estes riscos, são prescritos antibióticos no perioperatório. CONCLUSÃO: Uma boa visualização de toda a cavidade e facilidade de limpeza nos exames periódicos através da microscopia e otoscopia são fundamentais para o bom seguimento do ouvido crônico no pós-operatório permitindo deste modo a prevenção de infecções.

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TRABALHO CLÍNICO

P-050

TÍTULO: ANÁLISE DE POPULAÇÃO COM DISTÚRBIO ESPECÍFICO DE LINGUAGEM DIAGNOSTICADA EM AMBULATÓRIO DE FONIATRIA

AUTOR(ES): MARIANA LOPES FÁVERO , ALFREDO TABITH JÚNIOR, FERNANDO LEITE DE CARVALHO E SILVA, TERESA CRISTINA MENDES HIGINO, ANNA PAULA BATISTA DE ÁVILA PIRES

INSTITUIÇÃO: DERDIC/PUCSP

INTRODUÇÃO: Distúrbio específico de linguagem (DEL) é definido como uma alteração heterogênea no desenvolvimento da linguagem em crianças com limiares auditivos normais, inteligência preservada e sem comprometimentos neurológicos clássicos, como na paralisia cerebral, ou psicológicos específicos, como autismo e psicose. Apesar de não haver distúrbios neurológicos e sensoriais clássicos há alterações perceptuais importantes tanto auditivas como visuais e de coordenação motora caracterizando quadro de disfunção cerebral. Essa característica traz muitos problemas tanto no diagnóstico como na classificação do quadro clínico e por conseguinte no planejamento e execução da terapêutica.

OBJETIVO: Analisar uma população com DEL diagnosticada em um ambulatório de Foniatria e classificá-la segundo seu quadro clínico

METODOLOGIA: Projeto aprovado pela comissão de ética da instituição (protocolo 57/10). Foram analisados retrospectivamente os prontuários de 68 pacientes pediátricos que  procuraram nossa instituição com queixa de atraso de linguagem no período de agosto 2007 a março 2009 e que foram submetidos a consulta foniátrica. Foram incluídos pacientes com diagnóstico definitivo de DEL no período estipulado. Os dados foram analisados quanto à percepção auditiva, percepção visual, motricidade geral, motricidade oral, antecedentes gestacionais e neonatais, antecedentes familiares para distúrbio de linguagem e agravantes e classificados segundo o quadro clínico.

RESULTADOS: Foram diagnosticados 12 (17,64%) pacientes com DEL, 9 (75%) do sexo masculino e 3 (25%) do sexo feminino com idade média de   8,75± 2,3 . Todos os pacientes apresentaram alteração de memória auditiva, 9 (75%) alteração de discriminação auditiva e de atenção auditiva, 10 (83,33%)de análise-síntese e 5 de compreensão auditiva. Alterações de percepção visual estiveram presentes em 10 (83,33%), alterações de motricidade geral também em 10 (83,33%) pacientes e dispraxia oral em 6 (60%) pacientes. Antecedentes gestacionais e neonatais estiveram presentes em 3 (25%) pacientes e antecedentes familiares em 5 (41,66%). 7 (58,33%) pacientes tinham agravantes ao quadro clínico. 6 pacientes (50%) foram classificados como DEL grupo II, 5 (41,67%) como DEL grupo III e 1 (8,33%) como DEL grupo I.

CONCLUSÃO: A maioria dos pacientes analisados foi classificada como DEL do grupo II. Os dados levantados reforçam uma disfunção cerebral como causa do atraso de linguagem.

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TRABALHO CLÍNICO

P-051

TÍTULO: ANÁLISE DOS PRODUTOS DE DISTORÇÃO DAS EMISSÕES OTOACÚSTICAS EM INDIVÍDUOS COM CEGUEIRA

AUTOR(ES): ERIDEISE GURGEL DA COSTA SILVEIRA , ALCIDÉZIO LUIZ SALES DE BARROS, ERIDEISE GURGEL DA COSTA SILVEIRA, FABIO COELHO ALVES SILVEIRA, MARIA LÚCIA GURGEL DA COSTA, JOSIAN SILVA DE MEDEIROS, MARIA DA CONCEIÇÃO CAVALCANTI DA SILVEIRA LINS

INSTITUIÇÃO: UNICAP

INTRODUÇÃO: A acuidade auditiva pode ser avaliada através de vários exames, entre eles a pesquisa das emissões otoacústicas produtos de distorção (EOAPD), que são a energia acústica medida no canal auditivo externo, originando-se da cóclea pela interação não linear de dois tons puros aplicados simultaneamente.

OBJETIVO: Analisar um estudo comparativo em indivíduos com cegueira e indivíduos sem alteração visual.

MÉTODOLOGIA: Foram submetidos 15 indivíduos de cada grupo ao exame de EOAPD, para instituir um protocolo simples e prático de triagem auditiva em cegos, no intuito de verificar se a função coclear é de alguma forma, afetada pela deficiência visual a fim de compensar o órgão perdido.

RESULTADOS: Entres os indivíduos do grupo de estudo havia sete (46,7%) do gênero masculino e oito (53,3%) do feminino. O grupo controle, que constava de sujeitos com a visão normal, apresentou 8 (53,3%) do gênero masculino e 7 (46,7%) do feminino. Verifica-se um valor médio 4,67 anos mais elevado entre os controles (24,60 entre os de estudo e 29,27 entre os controle), entretanto tratava-se de um grupo adulto jovem com uma média inferior a 30 anos em cada grupo. A variabilidade expressa através do coeficiente de variação mostrou-se bem reduzida considerando que esta medida foi de no máximo 19,18% (não significante). Por fim verificou que em 2 KHz e 6 KHz houve diferença significativa  de piora da  acuidade auditiva no grupo dos deficientes visuais.

CONCLUSÃO: A freqüência dos exames de emissões otoacústicas dos produtos de distorção revelaram diferenças significantes de 2 e 6 KHz entre os grupos; os indivíduos cegos nessas freqüências apresentaram acuidade auditiva alteradas que os indivíduos com visão sem comprometimento; a emissão otoacústica dos produtos de distorção é um exame de extrema importância para a realização nessa população, pois detecta precocemente e previne lesões auditivas, uma vez que esses indivíduos utilizam este sentido para reconhecimento espacial.

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TRABALHO CLÍNICO

P-052

TÍTULO: ANÁLISE DOS RESULTADOS PÓS-OPERATÓRIOS E INTERCORRÊNCIAS DE MASTOIDECTOMIA NO AMBULATÓRIO DE OTOLOGIA DO SERVIÇO DE RESIDÊNCIA MÉDICA EM OTORRINOLARINGOLOGIA DE FEIRA DE SANTANA ? BA.

AUTOR(ES): LARISSA ROBERTA CAMPOS DE SOUSA , SANDRO TORRES, MILTON PAMPONET, WILSON GAMA JÚNIOR, LEONARDO ROLLA, MIRELLA MELO METIDIERI, FRANCISCO JOSÉ MOTTA BARROS DE OLIVEIRA FILHO

INSTITUIÇÃO: HOPITAL OTORRINOS-FEIRA DE SANTANA/BA

INTRODUÇÃO: O termo ?mastoidectomia radical? foi introduzido em 1889 por Von Bergman para cirurgias de colesteatoma com necessidade de limpeza total da mastóide e derrubada das paredes ósseas, posterior e superior, do conduto auditivo externo (CAE), tendo a preocupação de erradicar a doença e exteriorizar a cavidade timpânica e mastóide, para um controle visual direto de eventuais recorrências, permitindo a limpeza desta cavidade pelo CAE. O colesteatoma auricular resulta da proliferação de tecido epitelial estratificado queratinizado na orelha média, mastóide ou osso temporal. O tratamento definitivo desta afecção é a mastoidectomia, com derrubada do meato auditivo externo (cavidade aberta) ou preservação do mesmo (cavidade fechada). Em razão do interesse crescente no desenvolvimento de técnicas cirúrgicas e de tecnologias que possibilitem a melhora da acuidade auditiva, além da erradicação do colesteatoma adquirido, optou-se pela análise dos resultados pós-operatórios e intercorrências nos pacientes submetidos a mastoidectomia radical no Hospital Otorrinos em Feira de Santana. METODOLOGIA: Foi realizado um estudo do tipo prospectivo com pacientes portadores de otite média crônica colesteatomatosa submetidos a mastoidectomia radical em um serviço de residência médica de otorrinolaringologia de Feira de Santana ? BA durante o período entre 2008 a 2010. RESULTADOS: Foram analisados 31 pacientes submetidos à mastoidectomia radical apos serem diagnosticados com otite media crônica colesteatomatosa. Foi observada a relação entre a infecção da ferida operatória e a percepção auditiva do paciente no pós-operatório imediato de mastoidectomia radical. Destes 17,6% dos pacientes que apresentaram infecção da ferida referiram melhora da audição e 20% apresentaram piora da mesma. Foi analisada também a relação entre a infecção de cirurgia, ou seja, alguma alteração da cavidade no período do pós-operatório imediato. Observou-se que 64,7% dos pacientes que não apresentaram nenhuma intercorrência referiram melhora da percepção auditiva, entretanto apenas 8,3% dos pacientes que tiveram infecção na cirurgia relataram piora da audição. Um dos itens avaliados foi a apresentação da cavidade no final do acompanhamento. Dessa forma podemos observar que dos pacientes que apresentaram granulação na cavidade todos relataram piora na audição. Dos pacientes que relataram melhora na audição 70,6% apresentavam cavidade seca, 11,8% apresentaram granulação e 17,6% apresentaram secreção na cavidade. DISCUSSÃO: A abordagem inicial do colesteatoma pode consistir numa cuidadosa limpeza da orelha e na administração de antibióticos. Esta terapia tem como objetivo deter a supuração e controlar a infecção, não sendo curativo. No presente, a cura é obtida através de tratamento cirúrgico, de preferência em curto prazo, para evitar graves complicações. A adoção do tipo e tática cirúrgicos, muitas vezes, é realmente definida no ato operatório, de acordo com a localização da doença e o estado de comprometimento da orelha média. O principal objetivo consiste na eliminação da doença e da infecção, para se obter um ouvido seco e são. A preservação ou recuperação da audição são metas secundárias. CONCLUSÃO: O tratamento das otites médias crônicas colesteatomatosas deve ser precoce e agressivo, pois a mesma pode acarretar inúmeras complicações. Dessa forma poderemos reduzir a morbimortalidade da doença. Apesar de o objetivo principal da doença ser a erradicação da mesma, podemos observar que com a evolução das técnicas é possível conseguir um bom resultado na qualidade auditiva do paciente.

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TRABALHO CLÍNICO

P-053

TÍTULO: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS DE COLESTEATOMA ATENDIDOS EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA NO AMAZONAS.

AUTOR(ES): RAFAEL SIQUEIRA DE CARVALHO , LUIZ CARLOS NADAF DE LIMA, LEANDRO TAVARES FLAIBAN, ALEX DE SANTANA VIDAURRE, RENATO TELLES DE SOUZA, ALEXANDRE HERCULANNO RIBERA MARCIÃO

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

Introdução

A otite média crônica colesteatomatosa é uma lesão destrutiva do osso temporal que se expande gradualmente e causa complicações a partir da erosão de estruturas ósseas adjacentes. Podem ocorrer tanto em crianças como em adultos, porém nas crianças apresentam um crescimento mais agressivo e extenso. O tratamento é essencialmente cirúrgico e tem como objetivo a erradicação completa da doença, proporcionando ao paciente uma orelha seca, segura de complicações.

Objetivo

Avaliar as características clínicas e epidemiológicas desta doença na população estudada.

Material e Métodos

Na presente pesquisa os pacientes atendidos no ambulatório e encaminhados para o procedimento cirúrgico em um hospital de referência do Amazonas, foram submetidos a um questionário, exame otorrinolaringológico, tomografia computadorizadae audiometria tonal.

Resultados

A amostra estudada foi de vinte pacientes. Desses 70% eram do sexo masculino, quase a totalidade dos pacientes eram do Amazonas. Os pacientes encontravam-se em duas faixas etárias, a primeira entre os 10 e 20 anos e a segunda a partir dos 40 anos, o tempo médio de doença era de 40 a 50 meses, os principais sintomas apresentados pelos pacientes foram hipoacusia e otorréia, 70% apresentavam destruição da cadeia ossicular, 90% não apresentou acometimento de orelha contra-lateral e complicações pós-operatórias foram observadas em 2 pacientes.

Conclusão

O presente estudo conseguiu demonstrar que apesar das diferenças regionais quanto a hábitos de vida, condição sócio-econômica, fator racial e outros, os resultados obtidos são semelhantes aos observados em outros estudos.

Palavras-chave: Colesteatoma, Epidemiologia e Otite média colesteatomatosa

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TRABALHO CLÍNICO

P-054

TÍTULO: ANÁLISE MORFOMÉTRICA TRIDIMENSIONAL DO NARIZ AFRO-BRASILEIRO

AUTOR(ES): KARINA ALVIM TERRA , MÁRCIO DE MENEZES, MARCELL DE MELO NAVES, CHIARELLA SFORZA, LUCAS GOMES PATROCÍNIO

INSTITUIÇÃO: SERVIÇO DE OTORRINOLARINGOLOGIA, FACULDADE DE MEDICINA, UNIVERSIDADE FEDERAL UBERLANDIA

INTRODUÇÃO: Informações sobre as dimensões nasais são essenciais para cirurgias faciais (ortognática, rinoplastia, reconstrução nasal), entretanto estudos morfométricos do nariz de afro-brasileiros são pouco abordados na literatura. Diversos métodos têm sido utilizados para a avaliação das medidas nasais como o uso de paquímetros e/ou réguas, medidas digitais bidimensionais (2D)  através de fotografias. Atualmente, sistemas de medições tridimensionais (3D) foram introduzidos na avaliação da antropometria craniofacial e têm demonstrado vantagens sobre os métodos convencionais. Não há, na literatura, dados morfométricos 3D de pacientes afro-brasileiros.

OBJETIVO: Este estudo objetiva realizar a avaliação morfométrica 3D de nariz de pacientes afro-brasileiros, descrevendo suas principais características.

METODOLOGIA: Vinte adultos afro-brasileiros foram recrutados para o estudo. Modelos nasais de gesso foram obtidos e digitalizados através de um sistema de esterefotogrametria (Vectra-3D; Canfield Scientific, Inc., Fairfield, NJ, USA). Seis pontos faciais antropométricos (N:Nasion; Prn: Pronasal; C?: columela; Sn: Subnasal; Al: alar direito e esquerdo) foram empregados e as distâncias entre esses pontos foram avaliadas.

RESULTADOS: Na análise das medidas, a base alar, o comprimento nasal, a projeção, a columela e o lóbulo apresentaram uma média de 40,2; 45,9; 35,48; 9,8; 12,6 e desvio padrão 5,9; 4,8; 2,3; 1,9; 2,5 respectivamente.

CONCLUSÃO: Os dados morfométricos 3D de narizes afro-brasileiros encontrados no presente estudo são compatíveis com dados morfométricos 2D e in vivo encontrados na literatura. Estes dados podem fornecer uma orientação na prática clínica muito útil para cirurgiões. O método de obtenção de imagens 3D e modelos digitais pode ser utilizado como auxiliar no diagnóstico e planejamento de casos e em estudos morfométricos.

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TRABALHO CLÍNICO

P-055

TÍTULO: ANÁLISE MULTISSEGMENTAR DO EQUILÍBRIO POSTURAL ESTÁTICO DE JOVENS E IDOSAS EUTRÓFICAS AVALIADOS POR UM SISTEMA TRIDIMENSIONAL

AUTOR(ES): JOSÉ FERNANDO COLAFÊMINA, JOSÉ AILTON OLIVEIRA CARNEIRO, TAIZA, ELAINE GRESPAN SANTOS PONTELLI, ANTONIO ADILTON OLIVEIRA CARNEIRO, EDUARO FERRIOLLI

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE RIEIRÃO PRETO USP

INTRODUÇÃO: O estudo multissegmentar do equilíbrio postural é o registro de pequenas oscilações que permite a investigação direta da cinemática dos movimentos controladores da postura, pois analisa diversos segmentos corporais de acordo com o número de sensores. OBJETIVO: Avaliar e comparar o equilíbrio postural estático multissegmentar de jovens e idosas eutróficas em diferentes condições sensoriais usando um sistema tridimensional. MÉTODO: Participaram 31 mulheres (15 jovens e 16 idosas), com faixa de idade entre 18 e 75 anos. Um sistema tridimensional de sensores eletromagnéticos (polhemus 3D), foi usado para avaliar a trajetória total (Tt) de oscilação postural. Foram usados dois sensores, os quais foram fixados, na pele, na altura da primeira vértebra torácica (S1) e na região sacral (S2) devido à posição do centro de massa corporal (CM). Os testes foram realizados com as voluntárias em pé, com os braços ao lado do corpo e com os pés descalços e levemente afastados em quatro condições sensorias, olhos abertos e fechados na superfície estável e instável (Teste Clínico Modificado de Integração Sensorial e Equilíbrio (mCTSIB)), durante 90 segundos cada. Para identificar a flexibilidade do segmento corporal, ou seja, a relação entre tornozelo/quadril/tronco, foi calculada a razão entre a Tt do S2 em relação ao S1. Valores = 1 determinam concordância entre tonozelo/quadril/tronco (estratégia do tornozelo ou oscilação em pêndulo invertido), e valores > 1 determinam discordância desses segmentos (maior flexibilidade postural ? estratégia do quadril ou oscilação em duplo pêndulo invertido). Foi avaliado o peso e a altura para calcular o índice de massa corpórea (IMC). O teste t ? de student foi usado para comparar os tipos de estratégia posturais entre os grupos, adotando um nível de significância <0.05. RESULTADOS: As médias de idade, altura, peso e IMC foram 25,6±3,7 anos, 161±0,03 cm, 54,4±6,5 kg, e 20,9±2,2 kg/m² para as jovens eutróficas e 68,3±2,7 anos, 158±0,05 cm, 59,1±7,1  kg, e 23,4±1,6 kg/m² para as idosas eutróficas. Os valores médios e desvios padrões da razão S2/S1 nas diferentes condições sensorias foram: Olhos abertos, superfície estável: 0.98±0.20 e 1.11±0.22, p= 0.91; olhos fechados, superfície estável: 0.95±0.20 e 1.21±0.44, p= 0.54; olhos abertos, superfície instável: 0.92±0.19 e 0.92±0.23 cm, p= 0.65 e olhos fechados, superfície instável: 1.05±0.26 e 1.03±0.25, p= 0,34 para as jovens e idosas, respectivamente. CONCLUSÃO: Não foram observadas diferenças nos tipos de estratégias posturais entre as jovens e idosas em nenhuma condição sensorial. As idosas apresentaram uma maior rigidez quando expostas a superfícies instáveis.

Key-words : oscilação postural, equilíbrio postural , polhemus.

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TRABALHO CLÍNICO

P-056

TÍTULO: ANÁLISE MULTISSEGMENTAR EM INDIVÍDUOS JOVENS SAUDÁVEIS USANDO SENSORES ELETROMAGNÉTICOS

AUTOR(ES): JOSÉ FERNANDO COLAFÊMINA , JOSÉ AILTON OLIVEIRA CARNEIRO, TAIZA, ELAINE GRESPAN SANTOS PONTELLI, ANTONIO ADILTON OLIVEIRA CARNEIRO, EDUARO FERRIOLLI,

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE RIEIRÃO PRETO USP

INTRODUÇÃO: O equilíbrio postural é a capacidade que o ser humano tem em se manter ereto ou executar movimentos de aceleração e rotação do corpo sem que ocorram oscilações significativas ou queda durante esses movimentos e ao retorno da postura estática. A técnica mais conhecida e utilizada para mensurar a oscilação postural é a Plataforma de força. Este trabalho tem como finalidade descrever uma nova metodologia para a análise da posturografia multissegmentar utilizando sensores eletromagnéticos (Polhemus) e apresentar valores de referência da oscilação postural em indivíduos jovens saudáveis em diferentes condições sensoriais. Esta pesquisa foi realizada com 25 voluntários de ambos os sexos, com faixa etária entre 18 a 35 anos de idade. A posturografia foi realizada através da análise de oscilação postural utilizando o equipamento POLHEMUS® 3SPACE ISOTRAK II com dois sensores. Os testes foram realizados com os sujeitos em pé em uma postura confortável durante 90 segundos, para as condições de olhos abertos e olhos fechados em superfície estável e instável. A composição corporal dos indivíduos foram 23,91 kg/m2 para os homens e 21,08 kg/m2 para as mulheres, ambos considerados normais. Os resultados apontaram que os jovens saudáveis apresentam uma oscilação em pêndulo invertido em todas as condições sensoriais e quanto menos informações sensoriais disponíveis, maior é a oscilação postural. Também não foram observadas diferenças significantes na oscilação postural entre o gênero. A ferramenta utilizada mostrou ser útil para este tipo de análise, sendo mais uma opção para investigar a oscilação postural em diversas situações.

 

Palavras Chaves: Equilíbrio, oscilação postural, segmentação corporal, jovens.

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TESE

P-057

TÍTULO: ANALISE TOMOGRAFICA DAS CÉLULAS DO RECESSO FRONTAL

AUTOR(ES): FERNANDO CÉSAR FRANÇA ARAÚJO , FAUSTO ANTÔNIO DE PAULA JUNIOR, MELÂNIA DIRCE OLIVEIRA MARQUES, ANNA MILENA BARRETO FERREIRA FRAGA, OSVALDIR PADOVANI JUNIOR, SERGIO ZORIKI, RAÍSSA VARGAS FELICI

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE SANTA CASA DE LIMEIRA

Introdução

A sinusopatia do seio frontal apresenta importante prevalência e dificuldade terapêutica, devido a complexidade da  drenagem do seio frontal pelo seu recesso.  O recesso do seio frontal apresenta grande número de estruturas e variações. Entre estas estruturas podemos citar o Agger nassi, Células supra-orbitárias, Células Frontais, célula frontobular, célula supra-bular e célula no septo interfrontal.

Neste trabalho foi analisada a prevalência destas estruturas em casos que não apresentavam sinusopatia frontal.

MATERIAIS E MÉTODOS

Foram avaliadas 50 tomografias computadorizadas de seios da face, de pacientes com diversas queixas, que não apresentavam velamento ou espessamento do seio frontal. As imagens foram avaliadas utilizando o programa Kodak sendo analisados os cortes sagital, coronal e axial, todas  imagens foram avaliadas pelo mesmo autor.

As estruturas avaliadas foram: ( segundo critérios de Van Alyea )

- Agger nassi ( ANC ):  a célula etmoidal mais anterior,

- Célula Frontal ( K ): Tipo 1: Única célula acima do Agger nassi; Tipo 2: Duas ou mais células acima do Agger nassi, Tipo 3: Única grande célula acima do Agger nassi que se estende para dentro do seio frontal ocupando até 50 % da sua altura e Tipo 4: Semelhante ao tipo 3, mas ocupando mais de 50 % da altura seio frontal.,

- Célula Supra-orbitária ( SOEC ): Célula etmoidal anterior que se estende acima da órbita para o recesso frontal.

- Célula Frontobular ( FBC ): Pneumatização da bula etmoidal ao longo da base do crânio se estendendo até o recesso frontal.

- Célula Supra-bular ( SBC ): Célula acima da bula etmoidal entre esta a a base do crânio.

- Pneumatização do septo interfrontal ( IFSSC )

RESULTADOs

A idade dos pacientes variou de 11 a 81 anos, com media de 38,3 anos, sendo 33 do sexo masculino e 27 do sexo feminino. A prevalência foi de ANC presente em 85,8% dos casos, Célula Frontal ( tipo 1 ? 23%, tipo 2 ? 12%, tipo 3 ? 12% e tipo 4 ? 4,8% e nenhuma delas em 47,7%), SOEC em 33,5%, FBC em 26,3%, SBC em 76,3% e IFSSC em 15,8%.

DISCUSSÃO

De acordo com Walter que encontrou uma prevalência de ANC ? 89%, Célula Frontal ( Tipo 1 ? 37%, Tipo 2 ? 19 %, Tipo 3 ? 8% e Tipo 4 ? 0%), SOEC ? 62%, SBC ? 15%, FBC ? 9% e IFSSC ? 14% .

A maior diferença encontrada foi nos casos de SOEC, SBC e FBC, que pode ocorrer pela variação anatômica ou mais provavelmente pela dificuldade de identificação de tais estruturas, levando a uma variabilidade interobservador.

Conclusão

Este trabalho mostra a complexidade do recesso do frontal e a importância do conhecimento  da sua anatomia para um melhor diagnóstico e tratamento das patologias do seio frontal.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-058

TÍTULO: ANGINA DE LUDWIG - RELATO DE CASO

AUTOR(ES): LARISSA GUEDES PEREIRA RISPOLI , NEILOR MENDES, NATHALIA MARTINI MONTI WOLFF, LINO OSTROSKI, GILSON RODRIGUES VALLE, FERNANDA MACHADO, PAULO EDUARDO PRZYSIEZNY,

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL ANGELINA CARON

O termo angina, origina-se do latim e quer dizer estrangular. A Angina de Ludwig é uma patologia conhecida desde a Grécia antiga. É uma celulite, sem tendência a formação de abscessos, que acomete os espaços submandibular, sublingual e submentoniano. Apesar da queda na mortalidade devido a terapia antimicrobiana, a Angina de Ludwig necessita de um diagnóstico rápido e intervenção precoce, uma vez que a celulite provoca o enrijecimento do assoalho oral, elevação da língua, dificuldade na deglutição e obstrução de vias aéreas. OBJETIVO: é relatar um episódio de Angina de Ludwig pós parotidite, salientando a eficácia do seu tratamento precoce. RELATO DE CASO: Paciente feminina 23 anos, com infecção parotídea, evoluindo para angina de Ludwig. Foi iniciado antibioticoterapia com ceftriaxona e metronidazol. Após a realização de traqueostomia sob anestesia local, foram realizadas 4 incisões submandibulares (uma submentual) com cerca de 25 mm cada com a finalidade de  permitir descompressão e drenagem. A alta hospitalar ocorreu após 3 dias da intervenção com discreta dor facial e abertura interincisal 35 mm. DISCUSSÃO: Angina de Ludwig é uma infecção grave, rapidamente progressiva e potencialmente fatal. O diagnóstico é clínico e o tratamento deve ser imediato, com antibioticoterapia e descompressão cirúrgica. CONCLUSÃO: A Angina de Ludwig é uma patologia grave que necessita de intervenção precoce.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-059

TÍTULO: ANGINA DE LUDWIG DE FOCO ODONTOGÊNICO

AUTOR(ES): PAULO TINOCO , JOSÉ CARLOS OLIVEIRA PEREIRA, FLÁVIA RODRIGUES FERREIRA, RODOLFO CALDAS LOURENÇO FILHO, VÂNIA LÚCIA CARRARA, MARINA BANDOLI DE OLIVEIRA TINOCO, MAVIEL SOUSA PEREIRA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL SÃO JOSÉ DO AVAÍ

INTRODUÇÃO: A Angina de Ludwig é uma celulite do espaço submandibular de natureza polimicrobiana, frequentemente originada de infecção dentária e com uma evolução potencialmente fatal, devido ao risco iminente de obstrução de vias aéreas.

OBJETIVO: Apresentar um quadro clássico de Angina de Ludwig de etiologia odontogênica em um paciente do sexo masculino, adulto, tendo sido submetido à intervenção cirúrgica para resolução do quadro, além de fazer uma breve revisão bibliográfica sobre o tema.

METODOLOGIA: Relatar um caso clínico de um paciente masculino, 25 anos, natural de Varre Sai-RJ, que apresentou-se ao nosso serviço com um quadro clínico grave há 4 dias de febre, desidratação, dispnéia, sialorréia e dificuldades na deglutição e fonação. À história clínica, revelava aumento volumétrico progressivo da região submandibular há 15 dias associado à odinofagia. O exame clínico, demostrava edema acentuado na região submandibular, bilateral, com presença de sinais flogísticos, estendendo-se por toda região cervical. Apresentava também trismo e linfonodos palpáveis em cadeias cervicais e submandibulares. Ao exame intra-bucal, notávamos higiene bucal precária, havendo inúmeros elementos dentários com lesão cariosa avançada.

RESULTADOS: Procedeu-se a hospitalização do paciente, requeridos exames laboratoriais de rotina e iniciado antioticoterapia venosa, com a associação de penicilina cristalina, gentamicina e metronidazol. O paciente foi encaminhado ao Centro Cirúrgico para realização da drenagem do abscesso. Houve saída de grande quantidade de secreção purulenta e inserido um dreno de Pen Rose no orifício de drenagem, concluindo com curativo oclusivo. Após o procedimento, o paciente permaneceu internado com a terapêutica antimicrobiana, apresentando melhora do quadro clinico gradativamente. Com o restabelecimento da abertura bucal, o paciente obteve alta e foi encaminhado ao serviço de Odontologia para posterior exodontia do elemento causador.

CONCLUSÃO: A Angina de Ludwig é um processo infeccioso do espaço submandibular, tendo como principal origem o foco dentário. No seu início há apenas sinais flogísticos, evoluindo rapidamente para uma tumoração cervical bilateral. Normalmente apresentam colônias mistas de bactérias e o conteúdo infeccioso pode-se disseminar nos tecidos e repercutir graves conseqüências para o paciente. O diagnóstico basicamente é clínico, podendo associar a métodos de imagem para determinar a gravidade da infecção. O tratamento consiste em controle clínico da infecção, início de antibióticoterapia empírica, drenagem cirúrgica e manutenção das vias aéreas. Diante desse contexto, pode-se afirmar que a escolha do antibiótico, assim como o momento da intervenção cirúrgica, foram essenciais para resolução do caso apresentado.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-060

TÍTULO: ANGIOFIBROMA LARÍNGEO : RELATO DE CASO

AUTOR(ES): BRUNO FERNANDO COSTA DA SILVA , MARIA CARMELA CUNDARI BOCCALINI, SARITA GERALDO ROSA, GRAZZIA GUGLIELMINO CRUZ, ANA MARGARIDA BASSOLI CHIRINÉA, MATEUS CLAUDINO CANNARELLA, ADRIANA ROSSI

INSTITUIÇÃO: INSTITUTO CEMA

INTRODUÇÃO: Angiofibromas são tumores vascularizados com histopatologia benigna e mais comumente encontrados em nasofaringe de adolescentes do sexo masculino. Lesões vasculares envolvendo laringe são incomuns, ocorrendo em menos de 1% do total das neoplasias laríngeas. Quando acomete a laringe estes tumores apresentam crescimento lento, porém com morbidade e mortalidade significantes devido à localização nas vias aéreas É imprescindível um bom planejamento cirúrgico para exérese da lesão.

APRESENTAÇÃO DO CASO:  HBS, 70 anos, sexo masculino com queixa de dispnéia há 1 dia, relata história de disfonia e dispnéia progressiva há 2 meses. Ao exame físico apresentava-se em regular estado geral, dispnéico. Na nasofibrolaringoscopia apresentou: Lesão tumoral de aspecto vegetante acometendo região supra-glótica e pregas vocais, obstruindo totalmente a fenda glótica. Tomografia Computadorizada de pescoço sem contraste identificou: imagem nodular bocelada de média atenuação obliterando a quase totalidade da luz da laringe infra-glótica. Foi realizada traqueostomia e posterior exérese da lesão através da laringoscopia direta em centro cirúrgico. Nova nasofibrolaringoscopia no 20 PO, que apresentava processo cicatricial em terço médio de prega vocal direita com região subglótica livre. O resultado do anátomo-patológico diagnosticou angiofibroma.

DISCUSSÃO: Angiofibroma de laringe é uma entidade extremamente rara, o principal sítio de localização é a nasofaringe. Quando acomete a laringe, o diagnóstico diferencial com outros tumores vasculares inclui hemangioma e paraganglioma. A laringoscopia indireta ou nasofibrolaringoscopia auxiliam na avaliação das dimensões, localização do tumor, aspecto macroscópico, área da via aérea atingida e comprometimento desta. A tomografia computadorizada com contraste demonstra a lesão vascular e permite verificar se há envolvimento de estruturas adjacentes e determinar possibilidade de acesso e exérese do tumor. A histopatologia é o exame que confirma o diagnóstico. A ressecção cirúrgica é o tratamento de escolha, a embolização pré-operatória pode diminuir grandes perdas sanguíneas no intra-operatório.

CONCLUSÃO: Angiofibroma de laringe é uma doença extremamente rara, tem evolução lenta e a exérese cirúrgica é o tratamento de escolha.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-061

TÍTULO: ANOMALIA VASCULAR DA ORELHA EXTERNA: RELATO DE DE CASO

AUTOR(ES): HENDERSON DE ALMEIDA CAVALCANTE , WANER JOSEFA QUEIROZ DE MOURA, ITAIANA PEREIRA CORDEIRO DA SILVA, ÉDER AUGUSTO MAGALHÃES NASCIMENTO, MAÍRA RODRIGUES DE OLIVEIRA, LORENA GONÇALVES RODRIGUES, MARJORIE BANHOS CAREPA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO BETTINA FERRO DE SOUZA ? UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INTRODUÇÃO: As anomalias vasculares são lesões comuns de aspecto tumoral de tecidos moles que acometem crianças e adultos jovens, cerca de 60% ocorrem na em cabeça e pescoço. São classificadas em dois grupos: tumores vasculares e malformações vasculares. O primeiro está incluído as lesões de proliferação vascular, os hemagiomas, que são mais freqüentes; verificados nos primeiros dias de vida, podendo apresentar crescimento rápido, porém, um grande número sofre regressão espontânea.No segundo grupo estão as anomalias morfológicas dos vasos que podem não ser vistas nos primeiros dias de vida, já estando presentes ao nascimento, apresentam crescimento com desenvolvimento corporal, estando presentes na idade adulta e sem regressão espontânea, tratam- se de coleção de vasos malformados, dispostos em tecido sem proliferação vascular. O tratamento cirúrgico geralmente é a regra, sendo investigado através de exames de imagem e embolização prévia.

 

OBJETIVO: Relatar um caso clínico de anomalia vascular com extensão para a orelha externa, que evoluiu após trauma.

 

Relato do caso: GBG, 30 anos, relata que há 14 anos iniciou pequena lesão no conduto auditivo externo(CAE) direito após trauma na região da mandíbula ipsilateral. Evoluiu posteriormente com o crescimento lento da lesão, acompanhada de zumbido pulsátil, sincrônico com os batimentos cardíacos e hipoacusia. Exame otorrinolaringológico evidenciou massa pulsátil, de coloração marrom, com obliteração do CAE direito, móvel, permitindo visualização da membrana timpânica normal. Otoscopia esquerda, rinoscopia e orofaringoscopia sem alterações. Ultrassonografia com Doppler evidenciou massa sólida, hipoecóica, contornos parcial definidos, medindo 27,4 x 22,8mm, localizado no pavilhão auricular direito com comunicação com o CAE direito, apresentando rica vascularização interna com vasos arteriais de alta resistência. Angiotomografia dos vasos do pescoço mostrou imagem expansiva localizada no pavilhão auditivo externo com extensão ao conduto auditivo externo ipsilateral, consistindo num enovelado de vasos malformados, medindo cerca de 4,5 x 4,0 x 3,5cm, vascularizada principalmente pela artéria auricular posterior, ramo da artéria carótida externa. O paciente foi encaminhado para a realização da embolização e tratamento cirúrgico.

METODOLOGIA: Descrição de casos clínicos e revisão de literatura.

CONCLUSÃO: O diagnóstico de anomalias vasculares de orelha externa deve ser considerado nos casos de evolução da lesão após trauma direto ipsilateral a sua origem com presença de característica pulsátil sincrônica com os batimentos cardíacos. Há necessidade de exame de imagem para o diagnóstico e planejamento terapêutico, onde o tratamento cirúrgico geralmente é a regra, sendo muitas vezes necessária embolização prévia, como citado no caso descrito.

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TRABALHO CLÍNICO

P-062

TÍTULO: APLICABILIDADE DO TESTE DE IDENTIFICAÇÃO DO OLFATO DA UNIVERSIDADE DA PENSILVÂNIA (UPSIT) PARA BRASILEIROS: ESTUDO PILOTO

AUTOR(ES): MARCO AURÉLIO FORNAZIERI , FÁBIO DE REZENDE PINNA, THIAGO FREIRE PINTO BEZERRA, MARCELO BARROS ANTUNES, RICHARD LOUIS VOEGELS

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: O teste de identificação do olfato da Universidade da Pensilvânia (SIT) é o exame olfatório mais citado na literatura devido a sua fácil aplicação e alta confiabilidade teste reteste. Ainda não foram normatizados seus valores de olfação normal para a população brasileira. 

OBJETIVO: Verificar o escore no SIT alcançado por um grupo de brasileiros e o nível de dificuldade encontrado para a execução do teste.

METODOLOGIA: A forma de Estudo foi transversal. O SIT foi aplicado a 25 voluntários brasileiros de diversas classes econômicas, sem queixas olfatórias prévias. Após a aplicação do teste, todos preencheram um questionário com uma escala visual analógica (VAS) referente ao nível de dificuldade encontrado na realização do teste.

RESULTADOS: O escore médio da amostra de brasileiros foi 32,5 (desviopadrão: 3,48) de 40, abaixo do considerado normal para a população americana. O nível de dificuldade médio encontrado foi 26mm (desvio padrão: 24,68) segundo a VAS, tendendo a facilidade, e 4(16%) participantes não conheciam algum dos odores escritos nas alternativas.

CONCLUSÃO: Nesse estudo piloto, houve indícios de boa aplicabilidade do teste, com o escore dos brasileiros pouco abaixo da normosmia. São necessários estudos futuros para confirmar a existência de diferença de pontuação entre pessoas de diferente classe econômica.

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TRABALHO EXPERIMENTAL

P-063

TÍTULO: APLICAÇÃO DE HOLOGRAMAS NA MEDICINA: RECONSTRUÇÕES 3D EM MOVIMENTO E EM PROJEÇÃO HOLOGRÁFICA

AUTOR(ES): LAURO OTACILIO CAMPOS DE SOUSA , ALESSANDRO MARINHO DE ALBUQUERQUE, JAMES DARY ALMEIDA BARBOSA, RICARDO ALEXSANDRO DE MEDEIROS VALENTIM, GUILHERME RAINER HAETINGER, MARCUS VINICIUS PASSOS, LARISSA ROBERTA CAMPOS DE SOUSA

INSTITUIÇÃO: UFRN - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

INTRODUÇÃO: A aplicação de hologramas na área da prática médica é um novo, fascinante e revolucionário campo de pesquisa.  Um holograma é uma imagem tridimensional formada com a interferência da luz.   Até o momento, a ciência holográfica tem sido implementada frequentemente nas áreas da arte, entretenimento e segurança.   Entretanto, um escopo extenso de usos da tecnologia holográfica vem se expandindo.   Há uma grande chance de que o crescimento da tecnologia holográfica se espalhe para diversas novas áreas: armazenamento e leitura de dados, exame de materiais, inteligência artificial e medicina.   Uma dos maiores campos para o uso da pesquisa holográfica é o da medicina.  É bastante provável que em poucos anos a tecnologia holográfica seja usada para diagnósticos médicos, ensino, estudo e investigação.  Aliar a projeção holográfica tridimensional em cores com a endoscopia virtual abre um novo e vasto campo de pesquisas na medicina.

OBJETIVOS: Demonstrar as vantagens do uso da holografia e da endoscopia virtual tridimensional como uma nova ferramenta de realidade virtual para aplicações na prática médica.  Apresentar o protótipo do Projetor Holográfico iHoloData (Protegido por Patente).

MATERIAIS E MÉTODOS: Através do uso de dados no formato DICOM (recebidos como slices/fatias 2D) obtidos de Aparelhos de TC e RNM e software montador reconstruímos as fatias bidimensionais da TC ou RNM do paciente em um modelo tridimensional virtual (objeto 3D inicial).     Este objeto 3D inicial é exportado para os softwares profissionais de Computação Gráfica (Autodesk 3DSMAX e Autodesk Maya) onde receberão os algoritmos de programação gráfica proprietários e recursos avançados de C.G. proprietários que desenvolvemos (Protegidos por Patente) para o uso  específico em Reconstruções 3D médicas através de redes de Workstations.   Utilizando câmeras virtuais desenvolvidas com lentes específicas (de 7 a 15 mm) e iluminação virtual para uso em  ambientes virtuais intraluminais bem como técnicas específicas de C.G., montamos a animação do exame de endoscopia virtual tridimensional digitalmente utilizando diversas  funções aplicáveis não encontradas nos Aparelhos de imagem atuais.  Tais funções foram criadas com o auxílio dos algoritmos gráficos proprietários citados anteriormente.   As animações finalizadas das reconstruções 3D virtuais podem então ser projetadas numa camada orientada de micro moléculas de oxigênio produzida pelo nosso Projetor de Hologramas iHoloData (Protegido por Patente) com todo o esplendor de sua alta definição, cores e movimentos.

RESULTADOS: Como resultados observamos a projeção espacial de diversos hologramas tridimensionais de várias reconstruções 3D animadas e em cores através do uso de projeção holográfica mostrando a aplicação da holografia aliada a endoscopia tridimensional de alta resolução.

CONCLUSÃO: As tecnologias de projeção holográfica do futuro estão sendo implementadas rapidamente uma vez que grandes corporações e centros de pesquisa vêem aplicações quase infinitas para as mesmas.   Há inúmeras razões que fazem o uso da técnica holográfica importante para o campo da medicina: A holografia permite exibir imagens tridimensionais de estruturas internas do corpo para diagnose e planejamento cirúrgico, a holografia permite alta resolução, possibilitando ainda a realização de endoscopia holográfica com cores e movimento.

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TRABALHO CLÍNICO

P-064

TÍTULO: APLICAÇÃO DE RETALHOS PARA RECONSTRUÇÃO NASAL PÓS-EXÉRESE DE TUMOR

AUTOR(ES): SUYANE BENEVIDES FRANCO , RAFAELA MAGALHÃES VILLAS BÔAS, JÚLIO CÉSAR GARCIA DE ALENCAR, SARAH HANNA DE CARVALHO ANDRADE, LIA BARROSO SIMONETTI GOMES, DÉBORA JUAÇABA CAVALCANTE, FELIPE BARBOSA LIMA

INSTITUIÇÃO: LIGA DE CIRURGIA PLÁSTICA E MICROCIRURGIA RECONSTRUTIVA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

INTRODUÇÃO

Reconstrução nasal é sempre difícil para cirurgiões plásticos. Sua localização e as relações entre convexidades e concavidades de subunidades nasais tornam impossível esconder qualquer tipo de deformidade sem uma boa reconstrução. O nariz é um espaço comumente envolvido na cirurgia dermatológica. Os carcinoma basocelular e epidermóide freqüentemente afetam o apêndice nasal e suas estruturas adjacentes. Existe um amplo repertório de técnicas cirúrgicas para a reconstrução desta área, incluindo fechamento primário, retalhos locais ou distantes e enxertos. Retalhos têm vantagens substanciais sobre enxertos porque têm seu próprio suprimento sangüíneo e sua viabilidade não depende inteiramente do leito vascular do defeito cirúrgico.

DELINEAMENTO

Trata-se de um estudo retrospectivo, no que se refere às opções de reconstrução nasal após ressecção tumoral utilizadas no Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Universitário Walter Cantídio HUWC-UFC.

OBJETIVOS

Descrever as técnicas de reconstrução nasal utilizadas em alguns pacientes do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Universitário Walter Cantídio HUWC-UFC que necessitaram de reconstrução de segmentos da pirâmide nasal após a exérese de tumores de pele, enfatizando a indicação correta do tipo de reconstrução a ser empregada, bem como bons resultados estéticos e funcionais.

MATERIAIS E MÉTODOS

Este estudo incluiu pacientes com ressecção de câncer de pele. Os defeitos resultantes envolviam pelo menos uma porção do nariz. A reconstrução foi realizado em uma forma modular, abordando cada unidade individual. A dimensão e profundidade do defeito nasal foi inicialmente avaliada.  Foram utilizados enxertos condromucoso, retalhos bilobado, nasolabial, V-Y de parede lateral, dorsonasal, frontal paramediano, dentre outros. A partir de então, definia-se o tipo de retalho a ser utilizado, condizente com a experiência do serviço, perviabilidade do conduto nasal, tecido doador, disponibilidade,bem como os resultados estéticos e de menor risco de complicações.

RESULTADOS

Os resultados foram baseados na viabilidade do retalho, experiência na técnica a ser empregada, extensão da lesão, área comprometida, complicações e resultado estético no pós-operatório. Todos os retalhos cicatrizaram bem por primeira intenção, e os resultados foram aferidos pelo menos satisfatório pelos pacientes, cirurgiões e preceptores do serviço.

CONCLUSÃO

A indicação da técnica cirúrgica utilizada para reconstrução nasal na experiência do Serviço de Cirurgia Plástica do HUWC é condizente com estudos bem fundamentados na literatura e mostrando bons resultados para a expectativa dos pacientes e dos cirurgiões deste serviço.

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TRABALHO CLÍNICO

P-065

TÍTULO: APNEIA DO SONO ASSISTIDA X DIAGNÓSTICO POLISSONOGRÁFICO DE APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM ANEMIA FALCIFORME

AUTOR(ES): CRISTINA SALLES , REGINA TERSE TRINDADE RAMOS, CARLA HILÁRIO DALTRO, ANDRÉA BARRAL, MARCOS ALMEIDA MATOS

INSTITUIÇÃO: ESCOLA BAHIANA DE MEDICINA E SAÚDE PÚBLICA - UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Introdução: O principal aspecto da fisiopatologia da Anemia Falciforme (AF) é a crise vaso-oclusiva, resultante da polimerização da HbS, levando as hemácias a assumirem o formato de foice, obstrução de vasos sanguíneos de pequeno calibre, hipóxia tecidual, necrose e intensa dor. Ao passo que a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) é definida como episódios recorrentes de obstrução completa ou parcial das vias aéreas superiores que ocorrem durante o sono.  A presença da SAOS pode ser um fator de piora da hipoxemia noturna, na AF, concorrendo para a ocorrência da síndrome torácica aguda. Entretanto, pouco tem sido descrito sobre a sobreposição da SAOS na AF, especialmente quanto a possível associação entre os sintomas relacionados aos distúrbios respiratórios do sono (DRS) referidos pelos pais ou responsáveis com o diagnóstico da SAOS através da polissonografia, em crianças e adolescentes com AF.

Objetivo: avaliar possível associação entre os sintomas dos distúrbios respiratórios do sono referidos pelos pais de crianças e adolescentes com AF e o índice de apnéia e hipopnéia observado através da polissonografia.

Métodos: trata-se de estudo do tipo corte transversal, em 85 crianças e adolescentes portadoras de AF. Foi aplicado questionário para investigar características relacionadas com distúrbios respiratórios do sono e características sócio-demográficas, que foram respondidas pelos pais ou responsáveis. Todos os 85 pacientes foram submetidos a polissonografia noturna. Para tabulação e análise dos dados: programa estatístico SPSS. As variáveis quantitativas foram expressas através de média ± desvio padrão ou mediana e amplitude interquartil. As variáveis qualitativas foram expressas através de freqüências simples e relativas, e como medida de associação foi utilizada a razão de prevalência.

Resultados: Da amostra original de 100 pacientes, 85 realizaram todas as etapas da pesquisa. As perdas foram devido a indisponibilidade dos responsáveis. A média da idade dos participantes: 9,3 ± 3,9 anos, sendo 58,8% do gênero masculino, e 71,8% se auto-definiram como pardos. O diagnóstico da SAOS em crianças e adolescentes portadores da AF foi determinada, através da polissonografia, em 9 pacientes, ou seja, a prevalência da SAOS nessa população foi de 10,6%, e a do ronco foi de 44,7%. As crianças e adolescentes portadoras de AF apresentaram razão de prevalência de desenvolver a SAOS quando tinham queixa de apnéia do sono assistida (9,4 vezes), rinorréia desencadeada por alergenos (9,0 vezes), e finalmente para aqueles com queixa de ronco (4,5 vezes), referida pelos pais ou responsáveis.

Conclusão: Foi observado associação entre apneia do sono assistida, rinorréia desencadeada por alérgenos e ronco referidos pelos pais de crianças e adolescentes com Anemia Falciforme com  o índice de apneia e hipopneia observado através da polissonografia.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-066

TÍTULO: APNEIA DO SONO EM CRIANÇA SEM HIPERTROFIA ADENOTONSILAR: PAPEL DA TONSILA LINGUAL

AUTOR(ES): CATIA DE SOUZA SALEH , DENISE MANICA, LARISSA VALENCY ENÉAS, CLÁUDIA SCHWEIGER, MARIANA MAGNUS SMITH, GABRIEL KUHL

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE

INTRODUÇÃO: A presença de apnéia do sono na população pediátrica atualmente está bem estabelecida, assim como seus efeitos deletérios para o desenvolvimento da criança. A maioria dos casos de apnéia do sono, especialmente em crianças sem alterações sindrômicas ou neurológicas, é a hipertrofia das tonsilas palatinas e/ou da tonsila faríngea (adenóide).

CASO CLÍNICO: Paciente de 4 anos de idade, previamente hígido, é levado a atendimento com história de ronco, sono agitado e apnéias. Exame otorrinolaringológico mostrando adenóide pequena (ocupando menos de 20% da luz do cavum) e tonsilas grau 1. Diante da clínica descrita foi solicitada polissonografia, que evidenciou distúrbio obstrutivo grave, com IAH de 32. Submetido a endoscopia de via aérea sob sedação para investigação da obstrução, evidenciou-se acentuada hipertrofia de tonsila lingual. O restante da via aérea estava normal. O paciente foi submetido à ressecção da tonsila lingual com uso de laser de CO2, sem intercorrências. A clínica de apnéia melhorou imediatamente após a cirurgia e a polissonografia de revisão realizada 3 meses após procedimento evidenciou melhora significativa, com IAH de 2,4.

DISCUSSÃO: A maior causa de apnéia do sono em crianças pré-escolares é a hipertrofia adenotonsilar. Entretanto, frente a um paciente com clínica de apnéia, na ausência de hipertrofia adenotonsilar, é fundamental a realização de polissonografia para confirmação deste diagnóstico. E, uma vez confirmada a presença de eventos obstrutivos, está indicada a endoscopia de via aérea sob sedação (laringoscopia e broncoscopia) para diagnosticar a causa da obstrução. A hipertrofia de tonsila lingual não é freqüente, mas pode ser causa de obstrução grave durante o sono, como no caso relatado. Os pacientes com síndrome de Down são mais propensos a apresentar essa hipertrofia e é importante que os médicos assistentes estejam atentos à esta possibilidade.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-067

TÍTULO: APRESENTAÇÃO ATÍPICA DE SCHWANNOMA VESTIBULAR

AUTOR(ES): FABIO SCAPUCCIN , FLÁVIO SERAFINI

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ

INTRODUÇÃO

Tumores do VIII par craniano, conhecidos como Schwannoma Vestibular, são proliferações anômalas, não malignas, geralmente unilaterais e crescimento lento. Os sintomas são perda auditiva súbita ou progressiva, zumbido e vertigem podendo apresentar-se associados ou mesmo isoladamente. Sua incidência é de 1:100.000 habitantes/ano. A não suspeição e controle do mesmo pode levar a compressão de estruturas importantes como o tronco cerebral, dificultando a cirurgia e podendo levar a óbito.

OBJETIVO

Relatar caso de paciente de 80 anos com anacusia unilateral há 55 anos com historia recente de hipoacusia progressiva contra-lateral.

METODOLOGIA

Estudo realizado em paciente do ambulatório de otorrinolaringologia através dos seguintes exames subsidiários: Audiometria Tonal com teste discriminativo vocal, Imitanciometria e Ressonância Nuclear Magnética.

RELATO DE CASO

ID - TMS, Feminino, 80 anos, dona de casa, natural e procedente de Taubaté.

Q/D ? Surdez progressiva da orelha esquerda há 2 anos.

HDA ? Paciente procurou o ambulatório de otorrinolaringologia com uma queixa de déficit auditivo progressivo em orelha esquerda, tendo dificuldade para entender mulheres e crianças. Anacusia de orelha direita há 55 anos, desde que teve pneumonia e a tratou com antibióticos injetáveis. Comunica-se bem sem alteração da fala.

HPP ? Acompanha Diabetes Mellitus tipo 2 há 1 ano, mantém pressão em níveis normais (dieta hipossódica). Refere 1 cesárea, nega outras cirurgias.

HF ? Não apresenta caso de surdez na família.

Exame Físico ? Bom estado geral, exame otorrinolaringológico sem alterações, otoscopia, musculatura e sensibilidade facial também sem alterações.

Audiometria ? Perda profunda em graves e agudos, com perda severa em médios à direita. Perda moderada somente em agudos (4,6 e 8 kHz), discriminação normal à esquerda (56 para dissílabos, e 45 para monossílabos).

DISCUSSÃO

Em revisão de literatura sobre Schwannoma Vestibular verifica-se que sua incidência é ãpredominante no sexo feminino entre a quarta e a sexta década de vida. As manifestações clínicas dos tumores intra-canaliculares diferem dos schwannomas de maior tamanho, existindo formas atípicas de apresentação como ilustrado nesse trabalho. A historia de surdez por pneumonia há 55 anos com uso de antibióticos pode pensar em ototoxicidade. A evolução de Schwannoma costuma ser lenta, porém revela-se em 10-15 anos. É possível que o Schwannoma ocorreu coincidentemente na mesma orelha afetada há 55 anos e seja uma lesão expansiva mais recente.

CONCLUSÃO

As disacusias Sensórioneurais unilaterais e mesmo as bilaterais cuja avaliação audiométrica evidencia curvas assimétricas, a baixa discriminação devem sempre ser investigadas para o Schwannoma independente da historia clinica sugerir outra etiologia.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-068

TÍTULO: APRESENTAÇÃO INCOMUM DE SÍFILIS SECUNDÁRIA EM PAVILHÃO AURICULAR: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): CAMILA DEGEN MEOTTI, GABRIELA GOMES MÂNICA, MAURÍCIO NOSCHANG LOPES DA SILVA, JULIANA CATUCI, VANESSA SANTOS, LUIZ LAVINSKY

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE

INTRODUÇÃO: A sífilis é uma infecção crônica causada pela espiroqueta Treponema pallidum. Pode ser transmitida por contato sexual, transmissão materno-fetal, transfusão de órgãos e contato de mucosa lesada com secreções ricas em espiroquetas. Após 4 a 8 semanas do surgimento do cancro (sífilis primária), se não tratado, o paciente pode desenvolver a sífilis secundária, que representa a disseminação hematogênica das espiroquetas. A superfície epitelial em 80% dos casos esta envolvida, gerando uma ampla manifestação cutaneomucosa. Os otorrinolaringolo-gistas têm especial interesse na sífilis terciária, que ocorre 1 a 10 anos após a infecção, pois pode apresentar perda auditiva neurossensorial, nariz em sela, perfuração septal, paralisia pregas vocais, paralisia facial, entre outras manifestações.

APRESENTAÇÃO DO CASO: Masculino, 77 anos, com placa eritemato-violácea infiltrada, acometendo pavilhão auricular direito e região pré-auricular, com 2 meses de evolução. Otoscopia demonstrava as mesmas lesões no conduto auditivo externo, poupando a membrana timpânica. O paciente referia hipoacusia há muitos anos, progressiva. Realizada biópsia com punch da região pré-auricular, com achados de infiltrado linfoplasmocitário perivascular predominantemente superficial de intensidade acentuada associada a alterações eczematóides subaguda. Pesquisa de fungos negativa. Lesões sugestivas de secundarismo. A pesquisa de VDRL foi reagente na diluição de 1/256. O FTA-ABS foi reagente.

Foi instituído tratamento com penicilina benzatina 1.200.000 UI, 1 vez por semana, por 3 semanas. O paciente apresentou regressão completa das lesões. Após o diagnóstico, foi realizada audiometria, para  descartar alterações centrais da doença (neurosífilis ou otosífilis). O exame foi sugestivo de presbiacusia (perda neurossensorial descendente em agudos), com boa discriminação.

DISCUSSÃO: A sífilis secundária típica apresenta a roséola sifilídica, as placas em palma das mãos e planta dos pés e o condiloma plano. Geralmente são lesões que não causam dor ou prurido. No caso demonstrado, as lesões eram assintomáticas. Entretanto, o paciente apresentou lesão isolada de pavilhão auricular, manifestação atípica. O diagnóstico diferencial das otites externas foi fundamental neste caso, sendo que as principais hipóteses diagnósticas foram otite externa maligna, pericondrite e condrite do pavilhão, policondrite recidivante e otite externa eczematosa.             Como o paciente não apresentava dor (sintoma característico de otite externa maligna e das condrites) e acometia a pele da região pré-auricular e do lobo da orelha, sem outras lesões de pele que levassem ao diagnóstico de eczema, foi optado por biópsia de pele, que elucidou o diagnóstico.  Excluímos a hipótese de otosífilis (terciária) devido à boa discriminação do paciente à audiometria vocal, compatíveis com os limiares tonais, afastando lesão central.

CONCLUSÃO: Demonstramos um caso de sífilis secundária acometendo pavilhão auricular, uma manifestação rara da doença. Por ser um local comumente acometido por diversas affecções, devemos estar atentos aos diagnósticos diferenciais das otites externas. Além disso, sendo a sífilis uma doença de variada apresentação clínica, devemos ter este diagnóstico sempre em mente quando se tratar de lesões cutâneas.

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TRABALHO CLÍNICO

P-069

TÍTULO: APRESENTAÇÕES ATÍPICAS DE ADENOMA PLEOMÓRFICO.

AUTOR(ES): BETTINA CARVALHO , ANDRÉIA K. RICARDO DOS SANTOS, ANNELYSE CRISTINE BALLIN, CARLOS HENRIQUE BALLIN, SILVIO GOMES BETTEGA, CARLOS ROBERTO BALLIN, MARCELO BETTEGA

INSTITUIÇÃO: HC/UFPR

INTRODUÇÃO: O Adenoma pleomórfico (AP) é a neoplasia benigna mais comum em glândulas salivares. Ocasionalmente, pode estar presente em canal auditivo externo, palato mole, palato duro, mucosa oral, laringe e cavidade nasal. OBJETIVOS: O objetivo deste estudo foi relatar dois casos de AP com apresentação clínica diferenciada e em localização rara: úvula e concha nasal inferior (CNI) e discutir a variedade de apresentação deste tipo de tumor. RELATO: Caso 1: Paciente, há cerca de 20 anos, com queixa de engasgos freqüentes e lesão de crescimento progressivo em úvula, foi submetida à uvuloplastia com exérese total da lesão. O exame anatomopatológico sugeriu AP. A paciente está em acompanhamento ambulatorial e seis meses após a cirurgia permanece assintomática e sem sinais de recorrência tumoral. Caso 2: Paciente com queixa de obstrução nasal progressiva em cavidade nasal direita com 12 meses de evolução, apresentava desvio de septo e hipertrofia de conchas nasais. Foram realizadas septoplastia e turbinectomia. O exame anatomopatológico sugeriu adenoma pleomórfico e a tomografia computadorizada dos seios paranasais revelou massa extensa da concha nasal inferior até coana direita. A turbinectomia total à direita por via endoscópica nasal foi o procedimento cirúrgico complementar escolhido. Doze meses após a cirurgia a paciente permanece assintomática e sem sinais de recorrência tumoral. CONCLUSÕES: O AP localizado tanto em úvula como em concha nasal inferior é raro. Esta neoplasia deve ser sempre lembrada no diagnóstico diferencial de lesões de cabeça e pescoço para que, com o tratamento cirúrgico precoce, evite-se sua evolução para malignização.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-070

TÍTULO: AQUEDUTO VESTIBULAR ALARGADO: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): WILIAN MADUELL DE MATTOS , THIAGO PONTES EUGÊNIO, GISELI REBECHI, GIULIANO AQUINO, ANTÔNIO AUGUSTO LOPES SAMPAIO, ANDY DE OLIVEIRA VICENTE

INSTITUIÇÃO: INSTITUTO CEMA

INTRODUÇÃO: O aqueduto vestibular é um canal ósseo na porção petrosa do osso temporal que contém o ducto endolinfático, o qual atua com função de filtro metabolicamente ativo que regula o volume e composição da endolinfa. Atravessa a cápsula ótica entre a fossa craniana posterior e uma abertura na parede medial do vestíbulo. A apresentação clínica da Síndrome do Aqueduto Vestibular (SAVA) é variável, podendo manifestar como disacusia congênita ou adquirida na infância,  neurossensorial ou mista. Com o advento da tomografia computadorizada, foi constatado que o achado de aqueduto vestibular alargado é a anormalidade radiográfica mais comum em crianças com perda auditiva neurossensorial, presente em torno de 10% destes.

OBJETIVO: Descrevemos um caso de perda auditiva severa em uma criança que inicialmente fora atribuído à otite média com efusão e na investigação foi encontrado alargamento dos aquedutos vestibulares. Discute-se a investigação.

RELATO DE CASO: Paciente feminina de nove anos de idade procurou Serviço de Otologia do Instituto CEMA com queixas de hipoacusia, amigdalites e otites de repetição. O exame clínico revelou comportamento auditivo suspeito e otoscopia com efusão bilateral. A audiometria tonal e vocal resultou em perda auditiva mista severa a profunda do lado direito e moderada à severa do lado esquerdo com pior padrão em freqüências agudas. As curvas timpanométricas foram tipo B. A tomografia computadorizada (TC) de ossos temporais demonstrou efusão em orelha média e alargamento do aqueduto vestibular bilateral.

DISCUSSÃO: Alargamento do aqueduto vestibular é o achado radiológico mais comum em crianças com perda auditiva neurossensorial. Quando em conjunto com perda auditiva, recebe a denominação de SAVA. O aqueduto vestibular é considerado normal quando não ultrapassa o diâmetro do canal semicircular adjacente ou inferior a 1,5 mm. A perda auditiva associada à SAVA é geralmente bilateral e mista. Expressa-se habitualmente como uma disacusia severa e  de caráter progressivo em um terço dos casos. Foi demonstrado que SAVA pode apresentar perda auditiva mista sem evidência de doença em orelha média em torno de 90%. Também é encontrado em associação com anormalidade em orelha interna. As alterações de orelha interna mais comumente encontradas são a deficiência de septo interescalar entre o giro médio e apical da cóclea e vestíbulo dilatado. O aqueduto alargado pode atuar como uma terceira janela labiríntica patológica causando perda auditiva condutiva por dissipar a energia acústica, produzindo uma queda na pressão sonora no vestíbulo.Pacientes com SAVA devem ser investigados e orientados quanto ao prognóstico da perda auditiva, bem como evitar condições que favoreçam traumatismos ou aumento da pressão intracraniana.

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TRABALHO CLÍNICO

P-071

TÍTULO: ARNICA NO CONTROLE DE HEMATOMAS PÓS RINOSPLASTIA : ESTUDO DUPLO-CEGO PLACEBO CONTROLE.

AUTOR(ES): CECIL CORDEIRO RAMOS

INSTITUIÇÃO: ALERGO RINO SERVIÇOS MÉDICOS

INTRODUÇÃO: São da época de Hipócrates as primeiras referências ao uso de Arnica (plantas herbáceas da família das Asteráceas) no tratamento de contusões, atuando na melhora dos hematomas e do processo de cicatrização. Nosso trabalho objetiva avaliar se existe alguma melhora na evolução dos hematomas pós rinoplastias quando do uso de Arnica no pós operatório.

MATERIAL E MÉTODO: Trabalho prospectivo, horizontal, duplo-cego, placebo controle, em 32 mulheres submetidas a rinoplastias, com idades entre 15 e 52 anos, randomicamente divididas em dois grupos: Grupo A ? Quinze pacientes

receberam Arnica Homeopática C20; Grupo B(Controle) ? Dezessete pacientes receberam Placebo Homeopático; ambos os grupos iniciaram a medicação 3 dias antes do procedimento cirúrgico e continuaram seu uso até o décimo quarto pós

operatório. Os pacientes foram acompanhados diariamente até o desaparecimento total dos hematomas. As variáveis analisadas foram a presença de hematoma e seu tempo de evolução.

RESULTADOS:Todas as pacientes desenvolveram algum grau de hematoma. No Grupo A, que recebeu Arnica Homeopática, a duração dos hematomas foi de 5 dias em 3 pacientes, 6 dias em 4 pacientes, 7 dias em uma paciente, 8 dias em 4 pacientes, 9 dias em duas pacientes e 12 dias em uma paciente. No Grupo B, que recebeu Placebo Homeopático, a duração do hematoma foi de 5 dias em 1 paciente, 6 dias em 4 pacientes, 7 dias em 3 pacientes, 8 dias em 6 pacientes, 10 dias em

3 pacientes. A análise estatística foi feita por comparações múltiplas de Tukey. Os valores de p< 0,05 foram considerados estatisticamente significantes. Não foi observada diferença estatisticamente significante entre os grupos A e B.

DISCUSSÃO: Embora Arnica possa ser manipulada de diferentes formas, em diferentes meios, a opção pela Arnica Homeopática ocorreu em função da preferência dos pacientes por esta modalidade terapêutica e pela facilidade de padronização da droga. Outras modalidades de Arnica, em diferentes meios e concentrações podem apresentar resultados diversos aos deste trabalho.

CONCLUSÃO: O uso de Arnica Homeopática C 20 não se mostrou estatisticamente eficiente na modificação da evolução dos hematomas pós rinoplastias.

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TRABALHO CLÍNICO

P-072

TÍTULO: ARTIGO DE REVISÃO ? UTILIZAÇÃO DE CÉLULAS TRONCO NO REPOVOAMENTO DE CÓCLEA

AUTOR(ES): FABIANO DE TROTTA , MARCELO CHARLES PEREIRA, DIEGO AUGUSTO DE BRITO MALUCELLI, ANTONIO CELSO NASSIF FILHO, THANARA PRUNER DA SILVA, ANA CRIATINA SILVESTRI

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DA CRUZ VERMELHA

INTRODUÇÃO: A regeneração de células ciliadas danificadas da orelha interna é o principal objetivo na tentativa de cura das muitas formas de perda auditiva e distúrbios vestibulares. O uso de implantes cocleares na restauração da perda neurossensorial e o uso de aparelhos auditivos, que amplificam o som e superam a perda auditiva condutiva na orelha média são as únicas terapias para surdez no momento. Ambas, porém, restauram a capacidade auditiva com moderado sucesso. Muito tem sido realizado desde a descoberta da produção de células ciliadas a partir de células-tronco embrionárias e da regeneração de células ciliadas externas nos não-mamíferos. Essa capacidade de regeneração natural em aves e anfíbios traz a esperança de que é possível a regeneração dessas células em seres humanos.

OBJETIVO: Nesta revisão, serão discutidas algumas das mais recentes descobertas no uso de células tronco para o reparo de tecidos e regeneração das células ciliadas da orelha interna. Revemos aqui as atuais introspecções de que as células adultas, as células-tronco embrionárias e as células-tronco induzidas possam ser possíveis fontes de células para semeadura da cóclea, na esperança de formação de novas células ciliadas.

METODOLOGIA:

 

CONCLUSÃO: Não há mais duvida de que as células-tronco adultas e embrionárias possuem um grande potencial terapêutico, porém obviamente são ainda necessárias muitas pesquisas antes do seu uso comum.

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TRABALHO CLÍNICO

P-073

TÍTULO: AS EMISSÕES OTOACÚSTICAS ? TESTE DA ORELHINHA NO RECÉM-NASCIDO: SENTIMENTOS E EXPECTATIVAS MATERNAS EM RELAÇÃO AO RESULTADO

AUTOR(ES): MARINA NEVES REBOUÇAS , VALERIANA DE C. GUIMARÃES, MARIA ALVES BARBOSA

INSTITUIÇÃO: SERVIÇO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE GOIÁS

OBJETIVO: Trata-se de estudo descritivo em abordagem qualitativa, com objetivo de investigar os sentimentos e expectativas expressas pelas mães de recém-nascidos em relação ao resultado do teste da orelhinha. MÉTODOS: Foram entrevistadas onze mães, em um hospital público universitário em Goiás, cujos bebês apresentaram ausência de emissões no primeiro teste, sendo encaminhadas para reteste. Os dados foram obtidos por meio de entrevista individual com as mães dos recém-nascidos, sendo analisados os seguintes parâmetros: desconfiança sobre a audição do filho, conhecimento sobre a surdez, e expectativas frente ao resultado. RESULTADOS: A análise dos discursos expressos pelas mães, evidenciou reações emocionais diversas variando de acordo com conhecimento e suspeita da mãe sobre a audição do filho. CONCLUSÃO: O diagnóstico de surdez não é fácil de ser comunicado por ser uma situação difícil e que causa sofrimento dos pais. Considerando a importância que exige o momento, a família merece atenção especial dos profissionais de saúde envolvidos no processo, diante do diagnóstico de surdez.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-074

TÍTULO: ASPECTOS CLINICO-FUNCIONAIS DA PAPILOMATOSE DE PREGAS VOCAIS

AUTOR(ES): DAVID GRECO VARELA , GENTILEZA SANTOS MARTINS NEIVA, MARÍLIA PINHEIRO VASCONCELOS, JULIANA ROCHA VELOSO, THIAGO ALCANTARA, TIAGO BARROS DA ROCHA, NILVANO ALVES DE ANDRADE

INSTITUIÇÃO: SERVIÇO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DO HOSPITAL SANTA IZABEL - BAHIA

INTRODUÇÃO: O papiloma é considerado o tumor benigno mais comum da laringe, com grande tendência a recorrência e progressão, independente do tratamento instituído. Alguns autores o descrevem como uma condição pré-maligna. Geralmente, manifesta-se com rouquidão, mas pode cursar com obstruções agudas de vias aéreas. A glote é o sítio mais comum de acometimento. A papilomatose laríngea pode ser classificada como juvenil ou de adulto, segundo a idade. Em relação à severidade da doença, é dividida em benigna e agressiva. OBJETIVOS: Descrever o perfil clínico funcional da papilomatose laríngea recorrente em serviço de referência de Otorrinolaringologia. MATERIAL E MÉTODOS: Foram incluídos no estudo os pacientes atendidos no Ambulatório de Laringologia do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Santa Izabel entre maio de 2009 e maio de 2010 e que foram submetidos a microcirurgia para tratamento de papilomatose laríngea. Foram analisados dados relativos à idade de ocorrência da doença, evolução, acesso ao diagnóstico laringoscópico e ao tratamento cirúrgico. DISCUSSÃO: A amostra constituiu-se de 17 casos, a média de idade foi de 20,4 anos, compuseram a amostra 11 casos (64,7%) que puderam ser classificados como papilomatose juvenil, sendo a média de idade deste grupo 11,1 anos. O grupo de papilomatose adulto foi composto por 6 casos (35,3%), com média de idade de 39 anos. A classificação de evolução agressiva ficou prejudicada pelo período curto de observação. Da amostra estudada foram recebidos 2 pacientes (11,7%) já traqueostomizados e  12 (70,5%) estavam realizando sua segunda ou número superior de intervenções. CONCLUSÃO: A amostra demonstrou ainda a alta freqüência de recorrência da doença em adultos e crianças. O número de papilomatoses diagnosticadas em idade adulta foi maior que o esperado, podendo configurar uma mudança no perfil de manifestação desta patologia ou diagnóstico tardio.

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TRABALHO CLÍNICO

P-075

TÍTULO: ASPECTOS CLÍNICOS E ETIOLÓGICOS DAS PARALISAS DAS PREGAS VOCAIS

AUTOR(ES): RENATA MIZUSAKI IYOMASA, ARIANE ORNELLAS DUTRA, DANIELA DE SOUZA NEVES, EMANUEL CELICE CASTILHO, SILKE ANNA THEREZA WEBER, REGINA HELENA GARCIA MARTINS

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - UNESP/DISCIPLINA DE OTORRINOLARINGOLOGIA

Introdução

As paralisias laríngeas podem ser uni ou bilaterais, apresentam causas diversas, destacando-se entre elas iatrogênicas (cirurgias cervico-toracicas, seqüelas de intubação), neoplásicas (tireoideanas, pulmonares, esofágicas, torácicas), infecciosas (doenças granulomatosas, virais), traumáticas (acidente automobilístico, arma branca e arma de fogo) e idiopáticas. Nas unilaterais predominam sintomas de rouquidão e nas bilaterais, dispneia e estridor. O topodiagnóstico exige protocolos de avaliação que contemplem as diversas causas e o trajeto dos nervos envolvidos. Casuística e Métodos ? A pesquisa recebeu aprovação pelo comitê de Ética da Instituição, sendo realizado estudo retrospectivo dos pacientes com diagnóstico endoscópico de paralisas laríngeas atendidos nos ambulatórios de ORL da instituição no período de cinco anos. Foram analisados: idade, sexo, lateralidade da lesão e diagnóstico etiológico. Todos os pacientes foram submetidos aos seguintes exames para confirmação do diagnóstico: tomografia de base de crânio, RX de tórax e/ou tomografia, ultra-sonografia de glândula tireóidea e /ou cintilografia, exames bioquímicos e sorológicos. Todos foram submetidos aos exames de videolaringoestroboscopia (Multifunctional Videosystem XE50-EcoX, fonte estroboscópica Atmos,Alemanha), telescópio rígido (70º, 8mm, ASAP). resultados ? Foram identificados 79 pacientes (41 F, 38 M), sendo 65 adultos e 14 crianças. As paralisias bilaterais ocorreram em 12 casos (4 adultos e 8 crianças) e unilaterais em 67 casos (61 adultos e 6 crianças). Destas, 35 comprometeram o lado esquerdo e 32 o direito. As etiologias que mais se destacaram nos adultos, em ordem decrescente de freqüência foram: iatrogênica (n-20), idiopática (n-15), neoplásica (n-9; pulmonar - 4, tireoideano - 3; encefálico - 2), infecciosa (n-5) e traumatismo cervical (n-6), traumatismo cranioencefálico (n-4), acidente vascular cerebral (n-3), tromboembolismo pulmonar (n-1), doença neuromuscular (n-1), cisto tireoideano (n-1). Nesses pacientes, as causas iatrogênicas corresponderam à seqüela de cirurgias ortopédicas de coluna cervical (n-8), de glândula tireóidea (n-6) e de cirurgia cardíaca (n-3), além da seqüela de intubação (n-3). Nas crianças, as etiologias de destaque foram: iatrogênica (n-5), idiopática (n-1), infecciosa (n-1), neurológica (n-7), sendo que entre as iatrogênicas destacaram-se as seqüelas de cirurgia cardíaca (n-2) e pós intubação (n-3). Conclusões ?Na população estudada, as paralisias laríngeas foram mais freqüentes em pacientes adultos do que em criança. Nos adultos, tiveram maior destaque as causas iatrogênicas e idiopáticas e nas crianças, comprometimento neurológico seguido de causas iatrogênicas. O comprometimento do nervo laríngeo direito foi discretamente inferior ao do lado esquerdo fato este atribuído ao relevante número de seqüelas iatrogênicas de cirurgias cervicais e seqüelas de intubação.Os resultados reforçam a importância da aplicação de protocolos de investigação de topodiagnóstico nas paralisas laríngeas

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TRABALHO CLÍNICO

P-076

TÍTULO: ASPECTOS DIAGNÓSTICO DO ESTESIONEUROBLASTOMA

AUTOR(ES): MIGUEL SOARES TEPEDINO , THIAGO FREIRE PINTO BEZERRA, FRANCINI GRECCO DE MELO PÁDUA, RENATA LOPES MORI, MARIA DANTAS COSTA LIMA GODOY, RICHARD LOUIS VOEGELS, MARCO AURÉLIO FORNAZIERI

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: O estesioneuroblastoma é um tumor nasal raro cuja baixa incidência nas instituições dificulta o estudo dos aspectos da apresentação desta doença ao diagnóstico. Não existem sintomas específicos, assim como para a maioria dos tumores malignos nasais e paranasais. Seu local de origem e os sintomas iniciais e relativamente inócuos de obstrução nasal unilateral e epistaxe conduzem para uma apresentação tardia com extensão para fossa anterior do crânio através da fossa olfatória na maioria dos casos. O estudo deste tumor é complicado por vários fatores: falta de consenso sobre qual o melhor acesso cirúrgico, ausência de um sistema de estadiamento universalmente aceito, as séries heterogêneas com número de pacientes limitados pela baixa incidência em um único centro, e o fato de nestes centros modificações substanciais no tratamento ocorreram ao longo do tempo. Essa disparidade de informações justifica a necessidade de avaliar a nossa experiência com este tumor.

OBJETIVO: Avaliar os aspectos diagnósticos dos pacientes com estesioneuroblastoma em nossa instituição durante um período de trinta anos.

MATERIAL E MÉTODOS: Dezesseis pacientes com diagnóstico histopatológico de estesioneuroblastoma entre 1978 e 2008 foram identificados.  Através de estudo retrospectivo com análise de prontuários, foram colhidos dados epidemiológicos, sintomatologia apresentada até o diagnóstico, e avaliada a extensão da lesão por de exames de imagem e exames endoscópicos, quando presentes. Os pacientes também foram estadiados  conforme os critérios de Kadish e TNM. Foi realizada análise estatística dos dados.

RESULTADOS: A idade dos pacientes variou de 16 a 59 anos (± 33,4 anos) e 75% (12 pacientes) eram do sexo masculino. O tempo médio do início da queixa ao diagnóstico variou de 2 a 60 meses (média de ± 16,5 meses). Os sintomas mais prevalentes no diagnóstico foram obstrução nasal (87,5%), epistaxe (75%), deformidade facial (56,25%), secreção nasal (37,5%) e proptose (37,5%).

Segundo Kadish, o estadiamento foi em 6,25% dos pacientes do tipo A, 37,5% do tipo B e 56,25% do tipo C. Segundo o critério TNM, 12,5% dos pacientes foram classificados como T1, 31,25% como T2, 25% como T3 e 31,25% como T4. Ainda segundo este critério, apenas 12,5% dos pacientes foram classificados como N1 e apenas 12,5% como M1. Não houve correlação entre o estadiamento e a década em que foi realizado o diagnóstico.

CONCLUSÕES: Em nossa instituição nos últimos 30 anos foram mais prevalentes os casos em homens na terceira década e que mais comumente queixaram-se de obstrução nasal e epistaxe. Esses pacientes apresentam uma demora para procurar assistência médica com tempo médio do início dos sintomas ao diagnóstico de 16 meses, refletindo no pequeno número de casos diagnosticados com melhor estadiamento. Na análise dos dados não houve correlação entre o estadiamento e a década em que foi realizado o diagnóstico, o que representa que mesmo com a introdução de novos métodos diagnósticos nossos pacientes ainda chegam com mesmo grau de evolução da doença.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-077

TÍTULO: ASSOCIAÇÃO CLÍNICO RADIOLÓGICA DO ABSCESSO LÍNGUAL

AUTOR(ES): FÁBIO SILVA ALVES , LUANA GONÇALVES DE OLIVEIRA, CARLOS EDUARDO MONTEIRO ZAPPELINI, LUCIANA GIRO CAMPOY BASILE, IVAN DE PICOLI DANTAS, JOSÉ MARIA MORAES DE REZENDE

INSTITUIÇÃO: SANTA CASA DE CAMPINAS

INTRODUÇÃO:

Abscesso lingual é uma entidade clínica incomum. Tem se tornado extremamente raro após a descoberta dos antibióticos sendo relatado somente 200 casos nos últimos 160 anos.(1,2)

A literatura frequentemente omite descrições desta entidade, as quais estão associadas a trauma oral,e corpos estranhos(3).

No entanto esses abscessos apresentam uma morbidade elevada, podendo evoluir rapidamente para complicações como a insuficiência respiratória, pericardite, trombose venosa, rupturas arteriais, choque séptico, e mediastinite (taxa de mortalidade ao redor dos 40%).(4)

O tratamento é eminentemente clínico desde que o abscesso esteja em fase inicial. Em caso de complicações passa a ser indicado a drenagem cirúrgica. O prognóstico é considerado bom.

RELATO DO CASO:

Paciente masculino, 37 anos, branco, procurou serviço ambulatorial de otorrinolaringologia da Santa Casa de Misericórdia de Campinas devido disfagia, sialorréia  e dispnéia aos pequenos esforços há 3 dias. Refere ter ingerido há um mês, uma fruta nativa do cerrado brasileiro denominada Pequi (caryocar brasiliense). Notou sensação de corpo estranho em região dorsal  esquerdo da língua. Refere ter ?raspado? a língua e manipulado-a inadvertidamente

Ao Exame Otorrinolaringológico apresentou à oroscopia presença de abaulamento da região dorsal e assoalho lingual à esquerda, sialorréia importante e incapacidade de oclusão dentária devido edema lingual. Rinoscopia e Otoscopia sem alteraçöes Os dentes apresentavam-se em mal estado de conservação.

O paciente foi internado sendo prescritos, na admissão, os seguintes medicamentos: Amoxacilina + Ácido Clavulânico, Metronidazol, corticóide em dose  não imunossupressora.

Solicitada Tomografia Computadorizada do Pescoço na qual evidenciou área heterogênea hipodensa com impregnação periférica pelo contraste e focos de necrose no assoalho da boca, notadamente do lado esquerdo, envolvendo a musculatura e língua com extensão ?as pregas glossoepiglóticas, epiglote e espaço pré-epiglótico e acometimento da prega ariepiglótica esquerda; discreta densificação do espaço parafaríngeo esquerdo, sem sinais de compressões significativas. Foi colhido secreção para cultura e antibiograma.

Foram isolados os seguintes microorganismos na cultura: Klebsiela pneumoniae, Citrobacter freundii, Escherichia coli, Enterococcus faecalis.  Recebeu alta após 10 dias de internação com antibiótico, analgésicos e retorno em 7 dias.

DISCUSSÃO E COMENTÁRIOS FINAIS:

Este relato de caso tem o intuito de aumentar o conhecimento entre médicos de emergência e cirurgiões de cabeça e pescoço a respeito dos achados clínicos do abscesso agudo lingual.

Bactérias do tipo Gram positivo, Gram Negativo e anaeróbios estão frequentemente associadas ao abscesso lingual.(5)

Como diagnóstico diferencial temos a Angina de Ludwig que consiste na infecção do espaços submandibulares. De acordo com Grodinsky & Holyoke(6), acomete os dois componentes do espaço submandibular (espaço sublingual e espaço submaxilar).

O diagnóstico de abscesso lingual baseado somente em parâmetros clínicos não é preconizado pela literatura. (1) A tomografia computadorizada, juntamente com a ressonância nuclear magnética, pode nos dar, as dimensões e a localização de um abscesso lingual. Freqüentemente, compromete tanto os espaços cervicais superficiais e como os profundos, evidenciando aumento de partes moles e a perda do contorno ovalado do pescoço nos cortes axiais, que passa a ser arredondado. Além disso, a tomografia computadorizada possibilita ao cirurgião planejar melhor a abordagem no caso de precisar drenar o abscesso ou ainda avaliar a evolução da terapêutica instituída.

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TRABALHO CLÍNICO

P-078

TÍTULO: ASSOCIAÇÃO DA TERAPIA DE RETREINAMENTO DO ZUMBIDO COM A TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL NO TRATAMENTO DO ZUMBIDO

AUTOR(ES): LISIANE HOLDEFER , CARLOS AUGUSTO COSTA PIRES DE OLIVEIRA, ALESSANDRA RAMOS VENOSA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA

INTRODUÇÃO: Embora os tratamentos em grupos para o zumbido sejam uma área bem documentada na literatura internacional, até onde se sabe, nunca foi documentada no Brasil.

OBJETIVO: O objetivo deste estudo é verificar a eficácia de um tratamento em grupo para zumbido utilizando técnicas da Terapia de Retreinamento do Zumbido (TRT) e na Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) associadas.

METODOLOGIA: Estudo de coorte prospectivo, no qual 56 sujeitos foram recrutados para a pesquisa, respondendo ao Inventário do Handicap do Zumbido (THI) e à escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HAD), antes e depois do tratamento. Foram realizadas 6 sessões estruturadas segundo os princípios da TRT, associada a técnicas cognitivo comportamentais.

RESULTADOS: 56 pacientes iniciaram e 37 terminaram o tratamento (19 foram excluídos); 19 (51,35%) eram homens e 18 (48,65%) e a idade média foi de 48 anos. Os resultados do THI antes e depois do tratamento foram, respectivamente: funcionais 29,4 e 13,3; emocional 23,8 e 9,4; e catastrófico 12,7 e 5,3. Os resultado da escala HAD antes e após o tratamento foram: ansiedade 11,6 e 7,7; depressão 9,4 e 5,6.

CONCLUSÃO: Conclui-se que o tratamento descrito é efetivo na melhora do zumbido.

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TRABALHO CLÍNICO

P-079

TÍTULO: ASSOCIAÇÃO ENTRE OBESIDADE E ACHADOS CLÍNICOS DE REFLUXO LARINGO-FARÍNGEO

AUTOR(ES): MELÂNIA DIRCE OLIVEIRA MARQUES , RALPH SILVEIRA DIBBERN, FERNANDO CÉSAR FRANÇA ARAÚJO, RAÍSSA VARGAS FELICI, ANNA MILENA BARRETO FERREIRA FRAGA, MARCOS MARQUES RODRIGUES, MARCELO FERNANDO BELLA

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE LIMEIRA

INTRODUÇÃO: Refluxo Laringo-faríngeo (RLF) é uma variante da doença do Refluxo Gastro-esofágico que afeta laringe e faringe. Apesar de ser uma condição comum em Otorrinolaringologia, permanecem controvérsias em relação ao diagnóstico e eficácia dos tratamentos realizados.

MATERIAIS E MÉTODOS: Avaliação e acompanhamento de 98 pacientes com queixas de RLF entre Novembro/2008 a Maio/2010. A avaliação inicial incluía anamnese, exames otorrinolaringológico e videolaringoscópico. Utilização das escalas Reflux Sympton Index (RSI) e Reflux Finding Score (RFS).

Os pacientes foram divididos em dois grupos de tratamento. Grupo I ? Orientações de medidas comportamentais e 80 mg/dia de Pantoprazol por 3 meses. Grupo II ? Igual ao grupo I associado a Domperidona 20 mg/dia. Reavaliação após 3 meses de tratamento.

RESULTADOS: Foram avaliados 98 pacientes com média de idade de 48,6 anos, sendo 57,9% do sexo feminino. Protocolo completo em 45 pacientes. Dentre as queixas principais, 72,9% dos pacientes referiam pigarro.IMC médio de 26,2. A distribuição dos pacientes conforme o grupo de tratamento foi: Grupo I: 25 pacientes e Grupo II: 20 pacientes. As variáveis idade, RSI, RFS e IMC da amostra pré-tratamento mostravam grupos homogêneos. Para analisar a validade dos tratamentos e avaliar se o uso do procinético associado ao IBP foi superior ao IBP isolado, os grupos foram comparados pela melhora dos índices RFS e RSI. Os valores foram encontrados pela diferença dos valores pré e pós tratamento nos dois grupos e avaliados pelo teste T de Student. No grupo I a média de RSI foi 7,96(DP± 6,00) e no grupo II foi 7,05(DP± 6,58) p=0,631. A média do RFS no grupo I foi de 2,46( DP± 2,26) e no grupo II foi 3,10( DP± 2,14) com p=0,338.

DISCUSSÃO: O tratamento para RLF envolve mudanças comportamentais associadas ao tratamento medicamentoso.Dentre os medicamentos utilizados estão os antagonistas dos receptores de H2 e os IBP.

A domperidona atua somente no tubo digestivo proximal causando aumento da pressão de esfíncter superior do esôfago e aceleração do esvaziamento gástrico. Pode ser associada a outros medicamentos para o RLF, pois 40 a 60% dos pacientes com refluxo podem apresentar retardo do esvaziamento gástrico.

A literatura recomenda os IBP para o tratamento do RLF. Existem poucos estudos sobre o uso de procinéticos. A maioria dos trabalhos orienta uso de procinéticos em pacientes com falha inicial ao tratamento com IBP. Nesse estudo avaliamos se a domperidona teria efeito adicional ao pantoprazol . Em nossa amostra não houve significância estatística entre o grupo de pacientes tratados com IBP e o grupo que utilizou IBP associado ao procinético.

CONCLUSÃO: Ambos os tratamentos são eficazes e melhoraram os índices RFS e RSI, porém a domperidona não mostrou benefício adicional ao pantoprazol isolado no tratamento do RLF.

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TRABALHO CLÍNICO

P-080

TÍTULO: ASSOCIAÇÃO ENTRE REFLUXO FARINGO-LARÍNGEO E DADOS POLISSONOGRÁFICOS EM PACIENTES COM SÍNDROME DA APNÉIA OBSTRUÇÃO DO SONO.

AUTOR(ES): MARCOS MARQUES RODRIGUES , RALPH SILVEIRA DIBBERN, MELÂNIA DIRCE OLIVEIRA MARQUES

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE LIMEIRA

INTRODUÇÃO

O Refluxo Laringo-faríngeo (RLF) é o termo empregado para designar a presença de distúrbios laríngeos associado ao fluxo retrógrado de conteúdo gástrico. Durante a apnéia obstrutiva do sono há aumento da pressão torácica negativa ocorrendo refluxo que promove inflamação crônica da via aérea superior.

OBJETIVOS

Avaliar a associação e influência entre a presença do refluxo faríngo-laríngeo sobre a Síndrome da Apnéia Obstrução do Sono (SAOS).

MATERIAIS E MÉTODOS

Avaliação prospectiva de 107 pacientes com queixa principal de ronco e história clínica sugestiva de apnéia do sono. Todos os pacientes foram submetidos a um protocolo de avaliação incluindo amnamese, escala de Epworth, classificação de Friedman, exame otorrinolaringológico completo com nasofibroscopia e polissonografia noturna . O refluxo faríngo-laríngeo foi avaliado através do Reflux sympton índex (RSI) e o Reflux finding score (RFS). O índice de RSI maior ou igual a 13 e o RFS maior ou igual a 7 são sugestivos de RFL.

RESULTADOs

Foram incluídos nessa pesquisas 84 pacientes que completaram o protocolo. A média do RSI foi de 10,9 ± 7,6 pontos. O RFS alcançou a média de 5,2 ± 3,2 pontos.  Os índices RFS e RSI foram correlacionadas com o IAH, Escala de Sonolência de Epworth e a Eficiência do Sono. A média da Eficiência do Sono foi de 69,1 ± 2,8% nos pacientes com RSI > 13 contra 74,2 ± 2,4% nos pacientes com RSI < 13 (p =0,002). As demais correlações não tiveram significância estatística.          

DISCUSSÃO

A maioria dos eventos de refluxo leva a um microdispertar ou a um despertar maior que 15 segundos na polissonografia. Tais medidas são indicadores de fragmentação do sono. A principal conseqüência da fragmentação do sono é a sonolência diurna excessiva.

Em nossa amostra foram analisados a correlação da presença de RFL clínico e endoscópico com as variáveis definidoras de SAOS e com variáveis que avaliam a fragmentação do sono. Não houve diferença entre o IAH dos pacientes com e sem refluxo, ou seja, a presença de RFL não implica sobre a gravidade da doença.

Na fragmentação do sono foi utilizada a eficiência do sono que quando baixa indica alto número de tempo de vigília durante a noite. Houve correlação positiva entre o RSI e a eficiência do sono. Nos pacientes com sintomas clínicos de RFL tendem a ter um sono com maior fragmentação.           

Não houve associação entre o RFL e a sonolência diurna avaliada pela Escala de Sonolência Epworth (ESE). O refluxo gastresofágico é correlacionado com sonolência diurna mas essa associação não pode ser expandida para o RFL em nossa amostra.

CONCLUSÃO

A correlação do Refluxo Faríngo-Laríngeo com a SAOS é importante, porém, não se correlaciona com a gravidade da SAOS. A fragmentação do sono em pacientes portadores de SAOS é agravada na presença de RFL mas não há repercussão sobre a sonolência diurna em nossa amostra. É fundamental a avaliação do RFL em pacientes portadores de SAOS.

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P-081

TÍTULO: AUTO ROTAÇÃO CEFÁLICA ATIVA AVALIAÇÃO DAS FREQÜÊNCIAS DE DESLIZAMENTOS DAS |IMAGENS NA RETINA.

AUTOR(ES): JOSÉ FERNANDO COLAFÊMINA

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE RIEIRÃO PRETO USP

INTRODUÇÃO : O método mais comum de realizar o teste de auto rotação cefálica é com o paciente com os olhos abertos, paciente é instruído a fixar um alvo estacionário enquanto roda sua cabeça  sincronicamente  com um estímulo auditivo, através de um  metrônomo.As medidas de velocidades da cabeça são obtidas por um pequeno sensor de velocidade angular montado em uma fita fixa na cabeça do individuo. As medidas de posições dos olhos são obtidas com eletro-óculografia padronizada (EOG) fixada bi-temporalmente.OBJETIVO:Observar as amplitudes de movimentação da cabeça e dos olhos para baixas e altas frequências de estimulações com diferenças de velocidades cabeça-olhos, e valores de freqüências de oscilações da cabeça,que determinam deslizamentos das imagens na retina.MÉTODOS:  Foram avaliados 100  (CEM)  indivíduos de 9 a 85 anos de idade, sem distúrbios do equilíbrio, vertigens ou queixas auditivas.Os movimentos oculares correlacionados aos movimentos da cabeça foram registrados com o equipamento para eletronistagmografia da  Micromedical Technologies Inc. (Vorteq).RESULTADOS: Oscilações de cabeça a 1 Hz em todas as faixas etárias as diferenças entre as velocidades da cabeça e dos olhos foram sempre nulas não ocorrendo deslizamento da imagem do objeto na retina .A medida que houveram variações nas freqüências de estimulações de 2Hz a 5 Hz, em todas faixas etárias, os valores dessas diferenças projetaram variações de velocidades das imagens na retina com diferenças nos valores de amplitudes e velocidades dos olhos-cabeça, caracterizando-se o deslizamentos das imagens na retina, ou oscilopsias.CONCLUSÃO: Nossas investigações e diversos outros  estudos, demonstram que a acuidade visual não deteriora até   valores de velocidades de imagem na retina  exceder o limiar da acuidade de 2 a 4° / seg nas oscilações de cabeça com  freqüências até 2 Hz com alvos fixos a 1 metro do observador.

 

Key-words: auto rotação cefálica ativa, limiar de acuidade visual dinâmica, oscilopsias.

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TRABALHO CLÍNICO

P-082

TÍTULO: AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA EM PACIENTES DA TERCEIRA IDADE NA CIDADE DO RECIFE

AUTOR(ES): ERIDEISE GURGEL DA COSTA SILVEIRA , ANGÉLICA M. C. BAÍA, MARIA LÚCIA GURGEL DA COSTA, LILIAN FERREIRA MUNIZ, JOSIAN SILVA DE MEDEIROS, MARIA DA CONCEIÇÃO CAVALCANTI DA SILVEIRA LINS

INSTITUIÇÃO: UNICAP

INTRODUÇÃO: A comunicação é para o ser humano um ato de suma importância, no qual a preservação da audição torna-se primordial para que esta ocorra. A presbiacusia é uma dificuldade auditiva, caracterizada pelo envelhecimento da orelha interna que leva a uma perda auditiva, sensorial, lenta e progressiva.

OBJETIVOS: Realizar a avaliação auditiva em pacientes da terceira idade, analisar as queixas auditivas, relacioná-la à variável sexo, e verificar as dificuldades de discriminação do som pelos pacientes.

MÉTODO: Participaram dessa pesquisa 20 pacientes portadores de perda auditiva, dos quais 10 do sexo feminino e 10 do sexo masculino com idades variando entre 65 a 88 com uma média de 76 anos. Os dados foram coletados por entrevista semi-estruturada, otoscopia, imitanciometria, audiometria tonal, audiometria vocal na Clínica Manoel de Freitas Limeira da Universidade Católica de Pernambuco. A análise dos resultados foi realizada através de estatística de tendência central, o método utilizado foi do tipo prospectivo, experimental, transversal, descritivo e analítico.  

RESULTADOS: O sexo feminino apresentou maior número de queixas auditivas, em quanto o sexo masculino apresentou maior índice de perda auditiva e discriminação do som. 

DISCUSSÃO: De acordo com os resultados apresentados na avaliação da mediana, e na avaliação de discriminação do som, verificamos que os do sexo masculino tiveram um maior índice de perda auditiva quando comparados com os do feminino, no entanto as queixas auditivas tiveram maior freqüência no sexo feminino, quando comparados ao masculino. Entre os sujeitos estudados, observamos que quatro deles (uma do sexo feminino e três do masculino) tinham perda auditiva mais acentuada, por essa razão foram encaminhados para a reabilitação auditiva com o uso de prótese. Observamos que na freqüência de 2KHz tanto a via aérea como a via óssea de ambas as orelhas dos pacientes do sexo masculino apresentaram piora nos limiares em relação aos do sexo feminino, o que caracteriza uma perda neurossensorial. ?A perda neurossensorial é lenta e progressiva sendo pior em freqüência acima de 2000Hz?

 

CONCLUSÃO: É importante o encaminhamento precoce à protetização, no qual proporciona ao paciente uma maior integração à sociedade e conseqüente melhoria na qualidade de vida.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-083

TÍTULO: AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA NO SCHWANNOMA VESTIBULAR: RELATO DE QUATRO CASOS CLÍNICOS.

AUTOR(ES): RENATA SOUZA CURI , BEATRIZ MANGABEIRA ALBERNAZ DE QUEIROZ, CARMEN S. M. NATAL, GUILHERME ANDERSON MANGABEIRA ALBERNAZ

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL VERA CRUZ - CAMPINAS

INTRODUÇÃO: Dos tumores que acometem o ângulo ponto-cerebelar, cerca de 80% são originados no nervo vestibulococlear, correspondendo de 2 a 7% de todos os tumores intracranianos1 . O schwannoma do VIII par é um tumor benigno, geralmente de crescimento lento sendo o ramo vestibular o mais comumente acometido. O Schwannoma do VIII par é um tumor benigno, geralmente de crescimento lento, sendo o ramo vestibular o mais comumente acometido.

OBJETIVO: Descrever os achados da avaliação audiológica de quatro casos clínicos de Schwannoma Vestibular (SV) unilateral. 

RELATO DE CASOS: 1º: 21 anos, masculino, metalúrgico, zumbido e hipoacusia à direita há anos, tontura não rotatória e desvio da marcha à esquerda. Solicitada avaliação otorrinolaringológica devido piora nas audiometrias seqüenciais.

 2º: 35 anos, masculino, técnico de enfermagem. Surdez súbita, plenitude aural e zumbido à direita, apresentando melhora com medicação. Após três anos, novamente apresentou perda súbita da audição à direita e zumbido.

3º: 70 anos, feminino, zumbido à direita há três anos, desequilíbrio e vertigem, sem queixas de hipoacusia.

4º: 70 anos, masculino, hipoacusia à esquerda.

Os casos apresentados eram portadores de perda auditiva do tipo neuro-sensorial, sendo unilateral em dois casos e bilateral assimétrica nos demais. As configurações audiométricas encontradas foram ascendente, irregular e descendente. O índice de reconhecimento de fala variou de discreto a acentuado comprometimento na orelha com SV. Os reflexos acústicos do músculo do estapédio estavam ausentes em um caso e presentes, com recrutamento, nos demais. O tone decay imitanciométrico, realizado em dois casos, não apresentou adaptação.

DISCUSSÃO: Nos casos apresentados observa-se que no SV não há um padrão característico quanto às manifestações clínicas e achados audiológicos, dado que vai de encontro à literatura que enfatiza a necessidade de se descartar um SV em perdas auditivas neuro-sensoriais unilaterais ou bilaterais assimétricas. A perda auditiva e zumbido são os sintomas predominantes e descritos na literatura como os achados mais frequentes³. A configuração audiométrica observada não segue um padrão, fato evidenciado pela presença de configurações do tipo descendente, ascendente e irregular.  A presença de recrutamento em três casos, a ausência de decay do reflexo em dois, bem como alterações discretas no índice de reconhecimento de fala, não descartam a presença do SV. A VENG não evidencia alterações em apenas um caso e nos demais apresenta achados de disfunção vestibular deficitária no lado do tumor.

CONCLUSÃO: A variação de achados audiológicos, bem como a diversidade de sinais e sintomas nos casos de SV, demonstram que a avaliação otoneurológica, complementada por exames de imagem, é de extrema importância para o diagnóstico final.

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TRABALHO CLÍNICO

P-084

TÍTULO: AVALIAÇÃO CLÍNICA E ENDOSCÓPICA DA DEGLUTIÇÃO NA SÍNDROME DA APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO

AUTOR(ES): LUCIANA ALMEIDA MOREIRA , CAROLINA ANDRADE FERREIRA VIEIRA, CAROLINA FERRAZ DE PAULA SOARES, RAQUEL CHARTUNI TEIXEIRA, CAMILA CARVALHO FUSSI, MICHEL BURIHAN CAHALI

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: A síndrome da apnéia obstrutiva do sono e o ronco primário estão associados a disfunções na deglutição faríngea, como escape precoce do bolo alimentar e resíduo faríngeo. Lesões neurogênicas na faringe, comprometendo o reflexo da deglutição, parecem ser a causa. 

OBJETIVO: avaliar a presença de disfunção da deglutição faríngea em pacientes com síndrome da apnéia obstrutiva do sono, através da videoendoscopia da deglutição. 

Material e método: treze pacientes consecutivos com síndrome da apnéia obstrutiva do sono e sem outras causas específicas de disfagia foram selecionados prospectivamente. Os pacientes preencheram um questionário com perguntas sobre sintomas de disfagia e foram submetidos à videoendoscopia da deglutição, com três consistências de alimento. 

RESULTADOS: quatro pacientes apresentaram queixas de disfagia no questionário, sendo mais frequente a sensação de ?comida parada na garganta?. Disfunções na deglutição foram observadas em 9 pacientes (69,2%). O achado mais freqüente foi escape precoce do bolo alimentar para a faringe antes de deflagrar o reflexo da deglutição, ocorrendo em 8 casos (61,5%). Seis pacientes (46,1%) apresentaram resíduo alimentar após a deglutição. Em 1 caso, houve penetração laríngea. 

CONCLUSÃO: há uma alta prevalência de disfunção da deglutição em pacientes com síndrome da apnéia obstrutiva do sono, detectados pela videoendoscopia da deglutição.

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TRABALHO CLÍNICO

P-085

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA ADENOTONSILECTOMIA NO TRATAMENTO DA SÍNDROME DA APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO EM CRIANÇAS

AUTOR(ES): SILKE ANNA THEREZA WEBER , ANA CAROLINA SILVEIRA, ÉRICO VINÍCIUS CAMPOS MOREIRA DA SILVA, HELENA M. PROTETTI, JOSÉ VICENTE TAGLIARINI

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - UNESP

INTRODUÇÃO: O tratamento preconizado para SAOS na criança é a adenotonsilectomia. Mas há crianças nas quais persistem distúrbios respiratórios após a cirurgia, como em crianças obesas, com IAH elevado ou com alterações craniofaciais. OBJETIVOS: Para as diversas faixas etárias de crianças:

§         avaliar o índice de apnéia (IA), índice de hipopnéia (IH), índice de apnéia-hipopnéia (IAH), a saturação percutânea oxigênio (SpO2), antes e após  adenotonsilectomia;

§         avaliar a persistência de distúrbios respiratórios após a adenotonsilectomia.

Métodos: Foram incluídas crianças com idade entre 2 a 12 anos, com diagnóstico de hipertrofia das tonsilas e indicação de cirurgia, e que realizaram polissonografia 1 a 2 meses antes e 3 a 4 meses após a cirurgia. Foram excluídas crianças com S. genéticas e doenças neurológicas. As crianças foram divididas em três grupos por faixa etária: GI- 2 a 4 anos, GII-5 a 8 anos, GIII-9 a 12 anos. Foram obtidos de prontuários idade, gênero, queixas de roncos, respiração oral, pausas respiratórias, sono agitado, despertares noturnos e sonolência diurna. De polissonografias, pré e pós-adenotonsilectomia, foram obtidos IAH, IA, IH, Sat O2 mínima e média. As variáveis foram descritas (médias e desvio padrão) e comparadas entre as diversas faixas etárias através do Teste T-Student (p<0,05). RESULTADOS: Em 55 crianças foi observado sono agitado (83,4%), roncos (76,5%), respiração oral (50%), pausas respiratórias (35,7%), despertares noturnos (32,5%) e sonolência diurna (27,6%), antes da cirurgia. Após adenotonsilectomia, sono agitado persistiu em 74,5%, roncos 42,5%, respiração oral em 36,2%, pausas respiratórias em 19,3%, despertares noturnos em 24,3% e sonolência diurna em 25,6 %. A média de IAH diminuiu após AT de 7,1 para 3,3, o IA de 2,6 a 1,4, o IH de 4,2 a 1,6.  CONCLUSÃO: A adenotonsilectomia melhora a SAOS em crianças, apesar de somente poucas normalizarem o IAH, segundo as normas atuais. Uma segunda PSG deve ser realizada, mesmo quando se obtém melhora clínica do paciente. Comorbidades devem ser pesquisadas e adequadamente tratadas. 

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TRABALHO CLÍNICO

P-086

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE DISTÚRBIOS DE SONO E DISTÚRBIOS VESTIBULARES

AUTOR(ES): JULIANA ANTONIOLLI DUARTE , FERNANDO FREITAS GANANÇA, SÉRGIO TUFIK, ALEXANDRE PALOMBO

INSTITUIÇÃO: UNIFESP/EPM

INTRODUÇÃO: Devido a observação na prática clínica da prevalência de desordens de sono e distúrbios vestibulares e suas repercussões deletérias, podendo cursar com prejuízos físicos, funcionais e emocionais ao paciente e bem como a observação da concomitância destas manifestações de forma freqüente buscou-se correlacionar a prevalência de distúrbios vestibulares e de sono.O objetivo deste estudo será avaliar se há associação entre a presença de vertigem e de distúrbios de sono em pacientes atendidos nos ambulatórios de otoneurologia e de sono de nosso serviço. Bem como verificar o perfil dos pacientes que apresentarem esta associação (idade, gênero, comorbidades entre outros).Método:Trata-se de um estudo transversal realizado por meio da aplicação de questionários nos ambulatórios de otoneurologia e do sono no período de 01/07/2010 a 01/10/2010. Todos os pacientes atendidos no ambulatório de otoneurologia neste período e na faixa etária de 20 a 65 anos, após assinarem um termo de consentimento livre e esclarecido, responderão um questionário validado e utilizado pela equipe do setor do instituto do sono que avaliará queixas de distúrbios de sono. RESULTADOS: ainda em andamento.

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TRABALHO EXPERIMENTAL

P-087

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA DEFORMIDADE "SUPRATIP" EM RINOPLASTIAS SECUNDÁRIAS

AUTOR(ES): ANDRÉ FERNANDO SCHERER , ANDRÉ LUÍS SARTINI

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL DE SÃO PAULO - SP

INTRODUÇÃO: A deformidade ?supratip?, muitas vezes referida como deformidade ?pollybeak? ou bico de papagaio  é uma área de convexidade localizada na posição imediatamente cefálica a ponta nasal. Representa uma das deformidades mais comuns após rinoplastia primária, e na maioria das vezes, pode exigir revisão cirúrgica.

Neste estudo, vamos analisar as causas da deformidade ?supratip? observadas durante a rinoplastia secundária, e as técnicas cirúrgicas utilizadas para corrigir estes defeitos.

MATERIAIS E MÉTODOS: Uma análise de 12 pacientes submetidos á rinoplastia secundária que apresentavam a deformidade ?supratip? foi realizada. Foram avaliadas as causas que levaram a  deformidade e o tratamento realizado.

RESULTADOS: Dos 12 pacientes operados, a deformidade ?supratip? foi decorrente de ressecção insuficiente da parte dorsal do septo caudal em 7 pacientes (58,3%), ressecção excessiva da parte dorsal do septo caudal em 2 pacientes (16,6%), projeção inadequada da ponta nasal em 1 paciente (8,3%), ressecção insuficiente da parte dorsal do septo caudal e inadequada projeção da ponta nasal em 1 paciente (8,3%), e a combinação de uma ponta pouco projetada, ressecção excessiva do 1/3 superior (osso próprio do nariz) e ressecção deficiente da parte dorsal do septo caudal em 1 paciente (8,3%). 

A causa mais comum de deformidade supratip observada durante a rinoplastia secundária foi a ressecção insuficiente ou inadequada da parte dorsal do septo caudal cartilaginoso, que foi corrigido através da ressecção do excesso de cartilagem septal saliente acima da ponta nasal.

DISCUSSÃO: A deformidade ?supratip? ou ?pollybeak nose? representa uma das causas mais comuns de rinoplastia secundária.

Um manejo adequado desta deformidade começará, portanto, com uma análise adequada do nariz pela revisão da história, das fotografias pré-operatórias, palpação da região ?supratip?, revisão das fotografias recentes e planejamento cirúrgico correto.

Existem pacientes que, apesar dos melhores esforços do cirurgião, podem desenvolver a deformidade no pós-operatório. Se uma projeção excessiva na área acima da ponta nasal é observada após a esparadrapagem, a área é drenada vigorosamente com massagens. Se não houver resposta favorável a injeção de corticosteróide é uma alternativa. Se não ocorrer redução na projeção do ?supratip? a cirurgia pode ser necessária.

A causa mais comum de deformidade ?supratip? encontrada nas rinoplastias secundárias em nosso estudo foi a ressecção insuficiente da parte dorsal do septo caudal cartilaginoso, que pode ser corrigido através da ressecção do excesso de cartilagem septal saliente que se projeta  acima da ponta nasal.

Uma projeção de ponta deficiente que provoca deformidade no ?supratip? é corrigida por um enxerto de ponta. A deficiência de projeção do 1/3 médio ou deficiência de dorso caudal cartilaginoso também pode ser reconstruído cirurgicamente com uma cartilagem de septo, costela ou concha auricular. A orientação cefálica das cartilagens laterais inferiores pode ser reposicionada e eliminar a deformidade ?supratip?.

CONCLUSÃO: A deformidade ?supratip? é uma das causas mais comuns de rinoplastias secundárias. A alteração mais comumente encontrada foi a ressecção insuficiente da parte dorsal do septo caudal cartilaginoso.

A deformidade da área ?supratip? pode ser evitada através de ressecção adequada da parte dorsal do septo caudal cartilaginoso, evasão do espaço morto, restauração de projeção adequada da ponta nasal, e curativo externo com compressão seletiva , eliminando, por conseguinte, o espaço morto.

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TRABALHO CLÍNICO

P-088

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA IGE SÉRICA EM PACIENTES COM ATOPIA SUBMETIDOS AO TESTE DE PUNTURA

AUTOR(ES): AMANDA LUCAS DA COSTA, MARCEL DORNELLES, IZABELA ÁVILA, MARIA ÂNGELA MOREIRA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE

INTRODUÇÃO :A atopia muitas vezes está associada com IgE elevada e com sensibilização a aeroalergenos .A exposição a fatores de risco provoca elevação da IgE, sendo que altos níveis de antígenos no ambiente aumentam o risco de sensibilização. O prick test é uma forma que dispomos para detectar atopia e parece ter boa correlação com a elevação da IgE .MÉTODO: Analisamos um grupo de pacientes submetidos ao print test utilizando alergenos da FDA Allergenic e à dosagem de IgE no Serviço de Pneumologia do HCPA. Os pacientes foram testados para o dermatophagoides farinae, pteronyssinus e poeira, considerando-se positiva a formação de uma pápula de, no mínimo 3 mm de diâmetro, graduando-se a intensidade por cruzes. A reação à histamina corresponde a 3 cruzes, podendo a reação atingir 5 cruzes. Consideramos reação forte  (3 a 5 cruzes). Além disso, respondiam a um questionário sobre  sintomas clínicos : sintomas nasais , cutâneos  e oculares. Dividimos os pacientes em 3 grupos conforme o valor de sua IgE. OBJETIVOS: Avaliar se pacientes com diferentes níveis de elevação da IgE sérica apresentam comportamento laboratorial e clínico diferenciado.RESULTADOS: 273 pacientes avaliados com média de idade de 17 anos divididos em 3 grupos conforme os valores de IgE: grupo1(<100),grupo2(1000-999),grupo3 (>1000) .A média de eosinofilia foi maior (p<0,001) no grupo 3,assim como o teste de puntura significativamente mais reagente neste grupo(p<0,001),porém não apresentaram diferenças clínicas significativas entre os grupo.A eosinofilia e a positividade no teste cutâneo apresentaram um relação proporcional positiva em nossa amostra.CONCLUSÃO: Estudos sobre atopia,puntura e marcadores inflamatórios precisam ser realizados para elucidar o papel desses marcadores no rastreio de pacientes atópicos melhorando as estratégias de tratamento e manejo.

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TRABALHO CLÍNICO

P-089

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA IMPORTÂNCIA DO RONCO HABITUAL E SUAS CONSEQÜÊNCIAS EM CRIANÇAS: ANÁLISE DE 11.000 CASOS.

AUTOR(ES): MARCOS MARQUES RODRIGUES , MÁRCIA PRADELLA-HALLINAN, GUSTAVO ANTONIO MOREIRA, BEATRIZ BARBISAN, ISRAEL ROITMAN, GABRIELA ALVES, SÉRGIO TUFIK

INSTITUIÇÃO: DISCIPLINA DE MEDICINA E BIOLOGIA DO SONO. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO

O Ronco habitual é freqüente na população de crianças, dados da literatura apontam uma freqüência que varia entre 10 e 50% de crianças normais. Embora a história de ronco seja insuficiente para o diagnóstico da distúrbios respiratórios do sono, sabe-se que o ronco é muito incidente em crianças com apnéia obstrutiva do sono (SAOS). Há evidências substanciais e convincentes indicando que o distúrbio respiratório do sono (DRS) durante a primeira infância é prejudicial à cognição. A avaliação do DRS na infância leva a uma maior utilização de recursos da saúde por vezes escasso no Brasil.

OBJETIVOS

Avaliar o ronco habitual e suas conseqüências cognitivo-orgânicas em crianças.

MATERIAIS E MÉTODOS

Estudo retrospectivo feito através da revisão de prontuário de 11097 crianças no período de fevereiro de 2003 a dezembro de 2008. Todas as crianças foram submetidas a polissonografia noturna, precedida questionários aplicado aos pais das crianças sobre a qualidade do sono, sintomas noturnos, comorbidades, hábitos de sono e higiene de sono.

RESULTADOS

A idade média foi de 7,8 ± 4,1 anos sendo que 6822 (61,5%) eram do sexo masculino. Quando perguntados sobre a freqüência do ronco 72,8% apresentavam ronco mais que 2 vezes por semana sendo que em 3682 (33,1%) o ronco foi considerado alto ou extremamente alto pelos pais. A presença de roncos habituais foi correlacionada com variáveis clínicas (sonanbulismo, terror noturno, enurese, dificuldade de aprendizado e índice de massa corpórea) e variáveis polissonográficas (índice de apnéia e hipopnéia, índice de microdispertar, tempo de saturação da oxihemoglobina abaixo de 90%). Houve significância estatística na correlação do ronco habitual com todas as variáveis com p< 0,05. A única variável não significante foi o IMC.

DISCUSSÃO

Ronco Habitual é queixa freqüente entre os pais de crianças do nosso meio e por muitas vezes negligenciada por profissionais de saúde. O tratamento expectante pode propiciar o desenvolvimento de conseqüências anátomo-funcionais importantes. O ronco é muito associado com a síndrome da apnéia do sono, as crianças que roncam têm um IAH médio superior e um maior tempo com saturação da oxihemoglobina menor que 90%, ou seja, promovendo maior estresse oxidativo e maior morbidade cardiovascular. Todavia não houve correlação significante com o IMC nessa população.

Crianças roncadoras tendem a ter um sono mais fragmentado que pode ser associado a distúrbios cognitivos e déficit de aprendizado devido ao sono de má qualidade por vários microdespertares e mudanças de fase do sono. Interessante notar que a presença de roncos se associa a enurese e parassonias como sonambulismo e terror noturno demonstrando os efeitos de perturbação do sono nessa população. 

CONCLUSÃO

O ronco habitual é uma entidade freqüente e não deve ser negligenciado. É considerado de sinal de alerta para avaliação de distúrbios respiratórios do sono, enurese, parassonias, fragmentação do sono e déficits cognitivos.

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TRABALHO CLÍNICO

P-090

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DA MENOPAUSA SOBRE A APNÉIA OBSTRUTIVA: PARÂMETROS CLÍNICOS E POLISSONOGRÁFICOS

AUTOR(ES): MARCOS MARQUES RODRIGUES , RALPH SILVEIRA DIBBERN, PAOLA SCOTONI LEVY, FAUSTO ANTÔNIO DE PAULA JUNIOR

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE LIMEIRA

INTRODUÇÃO

Os distúrbios respiratórios do sono (DRS) são em geral doenças progressivas e tendem a ficar mais intensos e sintomáticos com o avançar da idade. A Síndrome da Apnéia e Hipopnéia Obstrutiva do Sono (SAHOS) é o distúrbio respiratório do sono mais comum. Na população jovem e de meia idade há uma maior predominância de SAHOS em homens. Na população idosa há um aumento da obesidade e da predominância da SAHOS em mulheres.

OBJETIVOS

Avaliar a influencia da menopausa sobre os parâmetros clínicos e polissonográficos de mulheres com queixa de ronco e/ou sonolência diurna.

MATERIAIS E MÉTODOS

Foram avaliadas 160 mulheres com queixa principal de ronco e história clínica sugestiva de apnéia do sono, com sintomas como sonolência diurna, sono não reparador e ronco. Todos os pacientes foram submetidos a um protocolo de avaliação incluindo amnamese, escala de Epworth, classificação de Friedman, exame otorrinolaringológico completo e polissonografia noturna. Foram excluídos pacientes portadores com obesidade mórbida, alterações crânio-faciais e pacientes que não aceitaram participar da pesquisa. A menopausa foi considerada em mulheres com mais de um ano da última menstruação

RESULTADOs

O protocolo completo com polissonografia foi aplicado em 127 mulheres, em 33 mulheres somente os dados clínicos estão disponíveis. A Idade média da amostra foi de 50 ± 11 anos. A menopausa foi avaliada e correlacionada com as seguintes variáveis como Classificação de Friedman, IMC, Escala de Epworth e índice de apnéia e hipopnéia (IAH). A média do IAH na população no climatério foi 19±13 contra 15±12 eventos/hora (p=0,02) nas mulheres fora do climatério. No grupo de mulheres que fazem terapia de reposição hormonal (TRH) o IAH foi de 9±8 contra 18±12 nas mulheres que não fazem TRH.

DISCUSSÃO

Pesquisas indicam que uma das causas da mulher ser mais obesa, terem mais distúrbios cardiovasculares e mais Distúrbios respiratórios do sono (DRS) se deve a diminuição na produção de estrogênio e progesterona na menopausa. Em nossa amostra na comparação entre as mulheres antes e depois da menopausa houve correlação com o IAH e a classificação de Friedman. Durante o período do climatério há perda do efeito protetor dos hormônios femininos com maior incidência de DRS.

O Sleep Heart Health Study Research Group publicou um artigo mostrando que as mulheres que fazem reposição hormonal teriam uma beneficio e algum grau de proteção com o tratamento que diminuiria a obesidade e a progressão dos DRS6. Em nossa amostra o IAH foi menor no grupo de mulheres em TRH. O IMC também foi menor nesse grupo, mostrando que a TRH pode conferir diminuição dos riscos cardiovasculares com a redução do DRS e do IMC.

CONCLUSÃO

A incidência de DRS é maior durante o climatério devido a um maior IAH e maior classificação de Friedman nessa população. A TRH se mostra como uma alternativa que confere um papel protetor diminuindo a evolução dos DRS e da obesidade.

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TRABALHO CLÍNICO

P-091

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DA OBSTRUÇÃO NASAL NA SÍNDROME DA APNÉIA DO SONO.

AUTOR(ES): MARCOS MARQUES RODRIGUES , RALPH SILVEIRA DIBBERN, MARCELO FERNANDO BELLA, FERNANDO CÉSAR FRANÇA ARAÚJO, MELÂNIA DIRCE OLIVEIRA MARQUES

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE LIMEIRA

INTRODUÇÃO

Obstrução nasal (ON) é um sintoma comum atingindo 25% da população. A hipertrofia de cornetos inferiores (HCCI) figura como a principal causa de obstrução nasal. Cerca de 20% da população européia tem obstrução nasal crônica causada pela HCCI. A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do SONO (SAOS) atinge cerca de 32,9 % da população adulta. Obstrução nasal é associada com o aumento de eventos de apnéia do sono, principalmente pelo aumento da pressão negativa imposta às vias aéreas durante a inspiração.

OBJETIVO

Avaliar a influência da obstrução nasal sobre a avaliação clínica e diagnóstica da SAOS

MATERIAIS E MÉTODOS

Avaliação prospectiva de 51 pacientes com queixa principal de ronco e história clínica sugestiva de apnéia do sono. Todos os pacientes foram submetidos a um protocolo de avaliação incluindo amnamese, escala de Epworth, escala do ronco de Stanford, exame otorrinolaringológico completo com nasofibroscopia e polissonografia noturna. A obstrução nasal foi avaliada pela Escala de Avaliação Sintomática de Obstrução Nasal validada pela Academia Americana de Otorrinolaringologia. A escala é feita de cinco perguntas sobre a qualidade de vida. Cada pergunta recebe uma nota que varia de 0 a 4. Essas notas são somadas e multiplicadas por 20.

RESULTADOs

O protocolo foi completado com a polissonografia em 38 pacientes que foram incluídos no estudo. O grau de obstrução nasal avaliado pela escala NOSE teve média de 29 ± 28 pontos. Foram realizadas correlações estatísticas pelo Teste de Variâncias de Levene entre a escala NOSE e as seguintes variáveis: Escala de Epworth, índice de apnéia e hipopnéia (IAH), Escala de Stanford e Saturação Média da oxihemoglobina.  A média do NOSE nos pacientes portadores de SAOS (IAH>5) foi de 29,21 ± 25 pontos contra 18,63 ± 15 pontos nos pacientes sem SAOS (p=0,032).

DISCUSSÃO

A ON é um sintoma que produz importante interferência na qualidade de vida. A obstrução nasal dificulta a qualidade do sono e exercícios físicos, causa cansaço e irritabilidade. Pacientes com obstrução nasal tendem a fazer maior pressão negativa causando, portanto obstrução das VAS e conseqüentemente dessaturação de oxigênio e aumento do esforço torácico. Em nossa casuística a presença isolada de obstrução nasal avaliada pela escala NOSE se correlacionou estatisticamente significante com a SAOS através da análise do IAH. Na correlação entre as variáveis clínicas de sonolência diurna e roncos não se correlacionaram com a escala NOSE. Os pacientes com saturação média da oxihemoglobina <96% tiveram o NOSE médio maior, porém, não houve correlação significante. Dessa forma observamos que os pacientes com mais queixa de qualidade de vida em relação à obstrução nasal tem tendência a desenvolver SAOS.

CONCLUSÃO

A SAOS é uma doença que acomete principalmente as vias aéreas superiores. Cada da via aérea ponto pode influir de maneira diferente na limitação de fluxo.  Quanto maior a queixa de obstrução nasal maior a chance de coexistência da SAOS. Deve-se avaliar a presença de distúrbios respiratórios do sono em pacientes com queixas nasais.

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TRABALHO CLÍNICO

P-092

TÍTULO: RELAÇÃO ENTRE ÍNDICE DE APGAR E TESTE DE EMISSÕES OTOACÚSTICAS POR PRODUTO DE DISTORÇÃO

AUTOR(ES): ANNA MILENA BARRETO FERREIRA FRAGA; MATHEUS VINICIUS DE AQUINO ROCHA; RAÍSSA VARGAS FELICI; MELÂNIA DIRCE OLIVEIRA MARQUES; FERNANDO CÉSAR FRANÇA ARAÚJO; MARCOS MARQUES RODRIGUES; LUIS FRANCISCO DE OLIVEIRA

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE LIMEIRA

Introdução:

A deficiência auditiva (DA), no Brasil, tem sido diagnosticada por volta de dois a três anos de idade. Até então a criança perde as informações auditivas e interrompe o processo de comunicação. Os critérios gerais de indicadores de risco para DA são: história familiar de DA hereditária, infecções intra-uterinas, anomalias crânio-faciais, baixo peso ao nascer (<1500g), hiperbilirrubinemia, drogas ototóxicas, meningite bacteriana, ventilação mecânica, achados associados com síndromes que incluem DA, permanência em incubadora por mais de 48h, pais consanguíneos, soro positividade para HIV dos pais, uso de álcool e/ou drogas pelos pais e índice de Apgar (IA) baixo, indicando asfixia perinatal. O IA tem como objetivo avaliar a vitalidade fetal ao nascimento e necessidade de cuidados adicionais para determinados bebês. O IA varia de 0-10 e avalia cinco sintomas objetivos: freqüência cardíaca, respiração, irritabilidade reflexa, tônus muscular e cor. A importância do IA como indicador de risco para a morbimortalidade neonatal tem sido ratificada. Há consenso de que IA entre 7-10 significa bebê sadio que provavelmente não terá problemas futuros. O índice <7 é sinal de alerta.

 

Objetivo:

Observar a desempenho de bebês que apresentaram IA<7 no primeiro e/ou quinto minutos, no teste de emissões otoacústicas por produtos de distorção (EOAPD).

 

Material e métodos:

Foram observados os resultados de 577 bebês que apresentaram IA<7 no primeiro e/ou 50 minutos de vida no EOAPD, entre 03/2007 e 05/2010. O teste foi realizado com o modelo Ero Scan, fabricado por Maico nos EUA, apresentando como resultado passa ou falha. Análise feita no SPSS 15.0 para Windows.

 

Resultados:

Analisamos 577 bebês entre 3 e 384 dias de vida, com média de 21,6 ± 29,8 dias. Todos apresentando índice de Apgar menor que sete, variando de zero a seis, no primeiro minuto sendo que 10,31% mantiveram o apgar baixo no quinto minuto. Todos foram submetidos ao EOAPD, sendo 85,5% apresentando como resultado passa e 14,5% como falha. O teste de qui-quadrado foi aplicado para avaliar a correlação do apgar baixo no quinto minuto com a falha na otoemissões com p= 0,191; estatisticamente não significante.

 

Discussão:

O IA avalia o bebê imediatamente ao nascimento, podendo caracterizar um mau estado deste, que decorreria de inúmeras causas. São diversos os fatores de risco indicadores de DA.

O fato de não ter sido aprovado no teste de triagem por EOAPD não significa que o bebê não seja ouvinte, mas leva a um diagnóstico e terapêutica mais precoce quanto a condição auditiva.

 

Conclusão:

O baixo índice de apgar não se relaciona significantemente com a falha nas otoemissões, porém, se mantêm como importante fator de risco para DA.

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TRABALHO CLÍNICO

P-093

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA NEUROTOXICIDADE NA VIA AUDITIVA CENTRAL EM PACIENTES TRATADOS POR QUIMIOTERAPIA COM CISPLATINA

AUTOR(ES): LUCAS MOURA VIANA , ANDRÉ LUÍS LOPES SAMPAIO, SHARLENE CASTANHEIRA DE PÁDUA PUPPIN, RAFAELA AQUINO FERNANDES LOPES, LEONARDO MORAIS PAIVA, CARLOS AUGUSTO COSTA PIRES DE OLIVEIRA, NILDA AGOSTINHO MAIA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA - UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

INTRODUÇÃO:

A cisplatina é um quimioterápico indicado para o tratamento de vários tumores sólidos. Está bem definido o dano coclear e vestibular causado pela cisplatina por estresse oxidativo nas células ciliadas, porém, apesar de alguns estudos mostrarem neurotoxicidade, tem-se poucos relatos a respeito da neurotoxicidade especificamente na via auditiva central.

MATERIAIS E MÉTODOS

Foram avaliados dez pacientes entre 3-19 anos que foram tratados com cisplatina em altas doses. Esses foram submetidos a uma avaliação audiométrica completa, inclusive com o exame potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE) depois do término do tratamento. Foram analisados as latências absolutas das ondas I, III, V e os interpicos I ? III, III ? V e I ? V. Esses dados foram comparados aos dados de pacientes controles do mesmo sexo e da mesma idade, sem história prévia de alterações otológicas. Para análise estatística da significância dos resultados foi utilizado o teste de Mann-Whitney, considerando-se uma diferença significativa entre as médias quando p<0,05. O software utilizado foi o SPSS.

RESULTADOS

Ao avaliar os resultados do PEATE, observa-se que somente um paciente apresenta atraso nas ondas I e V da orelha direita. Duas crianças apresentaram aumento do interpico I-III, uma no interpico III-V e nenhuma, no interpico I-V. Não houve significância estatística ao comparar os interpicos entre as crianças casos e controles, considerando um intervalo de confiança de 95%.

DISCUSSÃO

Nos últimos anos, a influência de agentes quimioterápicos na função auditiva, especialmente a cisplatina e carboplatina, foi estudada por alguns pesquisadores a partir das manifestações de sintomas auditivos como o zumbido e alteração da sensibilidade auditiva por alguns indivíduos em tratamento. Desta forma, o poder de ação ototóxica destes agentes vem sendo documentado, especialmente na população pediátrica. Entretanto, nenhum trabalho avaliou a neurotoxicidade das vias auditivas centrais.

CONCLUSÃO

Apesar de não haver diferença estatisticamente significante, existem alterações individuais, o que pode sugerir uma neurotoxicidade das vias auditivas centrais.

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TRABALHO CLÍNICO

P-094

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DE OTITE MÉDIA CRÔNICA EM PACIENTES COM FENDA LÁBIO ? PALATINA CIRURGICAMENTE CORRIGIDA.

AUTOR(ES): HASSANA DE ALMEIDA FONSECA , SHIRO TOMITA, FELIPPE FELIX, HELEN CRISTIANE ALECRIM FERREIRA, NATHALIE PESSOA DA SILVA CORREA

INSTITUIÇÃO: SERVIÇO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO - UFRJ

OBJETIVO:

O objetivo deste presente estudo é avaliar a prevalência de alterações otológicas e auditivas nos pacientes com diagnóstico de fenda lábio ? palatina previamente corrigida.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Foram avaliados 16 pacientes dentre 6 a 23 anos com diagnóstico de fenda lábio ?palatina cirurgicamente corrigida.

Todos os pacientes avaliados foram submetidos a uma entrevista, na qual era preenchido um questionário, a um  exame otorrinolaringológico completo e a uma avaliação audiométrica.

RESULTADO:

Dentre pacientes avaliados, seis tinham o diagnóstico de fenda palatina ( 37,5%), cinco de fenda labial (31,25%) e  cinco de fenda lábio ? palatina ( 31,25%). A prevalência de otite media crônica em pacientes com fenda palatina foi de 60%, nos casos da fenda lábio-palatina a prevalência de OMC foi de 66 %,já nos pacientes com fenda labial apenas a prevalência foi significativamente menor, apenas 20% dos pacientes com esta alteração apresentaram patologia em orelha média.  Dos 16 pacientes avaliados no estudo, 8 (50%) apresentaram alterações otológicas ou audiométricas compatíveis de otite media crônica. A principal alteração encontrada foi a otite média com efusão (31,25%). 

CONCLUSÃO:

A elevada prevalência de otite média crônica encontrada nesta patologia, justifica o acompanhamento otorrinolaringológico destes pacientes mesmo após a correção cirúrgica desta mal formação.

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TRABALHO CLÍNICO

P-095

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES PORTADORES DE SÍNDROME DE APNEIA HIPOPNEIA OBSTRUTIVA DO SONO EM USO DE CPAP EM VIAS AÉREAS ATRAVÉS DA APLICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO SF-36

AUTOR(ES): FERNANDO ARRUDA RAMOS , VANESSA SOKOLOSKI, MIRIAM KUHNEN, EDMARA LAURA CAMPIOLO, BEATRIZ RODRIGUES MONTEMEZZO

INSTITUIÇÃO: INSTITUTO CATARINENSE DO SONO. UNIVERSIDADE DO PLANALTO CATARINENSE

INTRODUÇÃO: A Síndrome da Apnéia Hipopnéia Obstrutiva do Sono (SAHOS) é considerada uma doença crônica e evolutiva com alta taxa de morbidade e mortalidade acometendo 4% dos homens e obesos, e 2% das mulheres. A presença de sonolência diurna excessiva, queixa freqüentemente apresentada por estes pacientes, aumento do risco de acidentes de trânsito e de trabalho associado a altas taxas de morbidade e mortalidade, fazem dessa doença um problema de saúde pública.

OBJETIVO: Avaliar e verificar alteração da qualidade de vida de pacientes que fazem uso do CPAP no tratamento da SAHOS através do Questionário de Qualidade de Vida SF-36

METODOLOGIA: Entrevista estruturada foi realizada com pacientes de uma clínica de otorrinolaringologia e de uma clínica de fisioterapia de uma cidade de médio porte do sul do Brasil que tiveram indicação ao uso de CPAP para tratamento de SAHOS. O contato prévio foi feito por telefone, esclarecendo o objetivo da pesquisa e a adesão foi voluntária. Os pacientes responderam ao questionário de qualidade de vida SF-36 após terem assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O SF-36 é uma versão em português do Medical Outcomes Study 36  Item short form health survey, traduzido e validado no Brasil (Ciconelli,1997) que considera a percepção dos indivíduos quanto ao seu próprio estado de saúde e contempla os aspectos mais representativos da saúde. Neste estudo foram levados em consideração sete domínios: capacidade funcional, aspectos físicos, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais, saúde mental e mais uma questão de avaliação comparativa entre as condições de saúde atual e de um ano atrás. Os dados foram avaliados a partir da transformação das respostas em escores com escala de 0 a 100 em cada domínio.  Os indivíduos responderam também a um questionário pré-elaborado a fim de identifica-los segundo dados sociodemográficos.

RESULTADOS PRELIMINARES: A amostra desta pesquisa constou de 17 indivíduos, sendo que 82% dos indivíduos são casados e 82% do sexo masculino, a média de idade dos indivíduos foi de 56,6 anos de idade (desvio-padrão: ± 10,9). Dos indivíduos deste estudo, 100% realizaram polisssonografia para diagnóstico de SAHOS, sendo que 71% dos indivíduos apresentam como diagnóstico apnéia grave. 88% dos indivíduos deste estudo fazem uso do CPAP todos os dias e a média de tempo de uso é de 37,7 meses. 71% dos indivíduos consideram o sono pior quando dormem sem o CPAP, 76,5% dos indivíduos responderam que não conseguiriam ficar sem o CPAP neste momento e 88% dos indivíduos responderam que o CPAP fez sua qualidade de vida melhorar. Com relação ao domínio Capacidade Funcional a média foi 71, Aspectos Físicos a média foi de 84 e Estado Geral de Saúde a média foi de 75

CONCLUSÃO: Conclui-se com a aplicação do questionário de Qualidade de Vida SF-36, que o uso do CPAP em pacientes com SAHOS reflete em uma melhor qualidade de vida dos pacientes, assim como melhor qualidade de sono.

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TESE

P-096

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DOS ENSAIOS CLÍNICOS ALEATÓRIOS PUBLICADOS EM OTORRINOLARINGOLOGIA, NO BRASIL ENTRE 2008 À 2009.

AUTOR(ES): PETER CONDE VIDAL JUNIOR , FABIANO TIMBÓ BARBOSA, KATIÚSCIA FRAGOSO DE MELO, THEREZITA MARIA PEIXOTO PATURY GALVÃO CASTRO

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE ALAGOAS

INTRODUÇÃO: O ensaio clínico aleatório pode ser definido como um estudo que envolve um ou mais grupos de intervenção e pelo menos um grupo controle, com alocação aleatória dos participantes e medidas de controle incluindo placebo ou medicamento ativo. O melhor tipo de estudo primário para responder a perguntas sobre intervenções, sejam elas relacionadas ao tratamento ou à prevenção de doenças, é o ensaio clínico aleatório. Os avanços nos cuidados a saúde dependem dos resultados dos trabalhos executados sem a ocorrência de vieses. Os Ensaios Clínicos Aleatórios são considerados como os estudos que servem de base para o avanço da ciência, pois eliminam as possibilidades de vieses.

OBJETIVO: Avaliar a qualidade da informação publicada em uma revista de otorrinolaringologia no período de dez anos.

MATERIAIS E METÓDOS: Foram analisados os artigos originais da Revista Brasileira de otorrinolaringologia e Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, publicados entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009, através da busca manual e observando-se as palavras: randômico, randomizado, aleatório, duplo-cego, placebo ou quaisquer outras palavras que sugerissem que o artigo se tratava de um ensaio clínico aleatório. Inicialmente foram observados os títulos, resumos e os descritores para separar os ensaios clínicos aleatórios, a fim de serem lidos na íntegra e submetidos à avaliação da qualidade por meio da escala de qualidade de Jadad.

RESULTADOS: Foram analisados 213 artigos originais, indexados a plataforma eletrônica Scielo pela Revista Brasileira de Otorrinolaringologia e atual Brazilian Journal of Otorhinolaryngology. Destes apenas 4 artigos foram classificados como ensaios clínicos aleatórios, e apenas 3 foram constatados de boa qualidade metodológica.

CONCLUSÃO: Pode-se concluir que da amostra analisada, 75% dos ensaios clínicos aleatórios, publicados dentre os artigos originais de uma revista de otorrinolaringologia brasileira, são de boa qualidade metodológica.

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TRABALHO CLÍNICO

P-097

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA REPRODUTIBILIDADE ULTRASSONOGRÁFICA COMO MÉTODO PARA MEDIDA DO TECIDO SUBCUTÂNEO DA PONTA NASAL

AUTOR(ES): BRUNO ALVARENGA SILVA LOREDO , MARCELL DE MELO NAVES, ROGÉRIO COSTA SOUSA, RAPHAEL ALVES FERREIRA TOMÉ, NICHOLAS GODOY CANAZZA DAMIAN, LUCAS GOMES PATROCÍNIO, JOSÉ ANTÔNIO PATROCÍNIO

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

INTRODUÇÃO: A prévia avaliação da anatomia do paciente é fundamental para se atingir uma ponta nasal bem definida e refinada em rinoplastia. A espessura do tecido subcutâneo e o tecido adiposo interdomal são estruturas essenciais para a harmonia estética dessa região. Técnicas de mensuração dessas estruturas no paciente ?in vivo? não estão padronizadas na literatura.

OBJETIVO: Avaliar a variabilidade interobservador do método ultrassonográfico para medida da espessura do tecido subcutâneo da ponta nasal por meio de técnica padronizada.

MATERIAIS E MÉTODOS: 47 voluntários foram submetidos a ultrassonografia da ponta nasal por dois médicos especialistas em radiologia, independentemente, que utilizaram a mesma técnica de exame previamente padronizada com transdutor eletrônico linear na freqüência de 5 a 9 MHz. Foi avaliada a espessura do tecido subcutâneo através da medida do ponto de maior projeção do domo da cartilagem alar maior até a pele.

Desenho científico utilizado: prospectivo

RESULTADOS: As médias das medidas do tecido subcutâneo da ponta nasal obtidas pelos examinadores não apresentaram diferenças estatisticamente significante (p = 0.5303). Na análise da reprodutibilidade entre examinadores encontrou-se coeficiente de correlação interclasse r (Pearson) 0,9333, isto é, uma excelente reprodutibilidade interobservadores.

CONCLUSÃO: A ultrassonografia demonstrou-se reprodutível e de excelente concordância entre os examinadores para avaliação da espessura do tecido subcutâneo da pele e pode auxiliar o cirurgião na análise pré operatória do paciente e na escolha da melhor técnica cirúrgica para cada caso.

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TRABALHO CLÍNICO

P-098

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA RINOPLASTIA PÓS-TRAUMÁTICA

AUTOR(ES): PAULA RIBEIRO LOPES , MARCO ANTÔNIO FERRAZ DE BARROS BAPTISTA, FERNANDA LION MARTINS ADAMI, JULIANA COLA DE CARVALHO, MARCELO CAMPILONGO, PRISCILA BOGAR RAPPAPORT

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DO ABC

INTRODUÇÃO: O trauma nasal muitas vezes é a causa de deformidades nasais desafiadoras aos cirurgiões. Muitos fatores podem predispor essa dificuldade: tentativa de redução imediata mal sucedida, tempo prolongado entre o trauma e a correção, condições nasais pré-traumáticas, etc.

OBJETIVO: Esta pesquisa tem por objetivo avaliar as condições anatômicas e as rinoplastias realizadas nestes pacientes, comparando-as com os mesmos dados de pacientes que realizaram rinoplastia sem trauma prévio. Analisamos também as condições associadas ao trauma desses pacientes.

METODOLOGIA: Foram avaliados de forma retrospectiva 40 pacientes que realizaram rinoplastia neste serviço. Destes, 20 tinham um trauma nasal como antecedente pessoal e 20 apenas queixas estéticas. Os pacientes foram analisados segundo sua epidemiologia, condições anatômicas pré-operatórias e técnicas de rinoplastia associadas. Foram analisadas ainda as características do trauma: há quanto tempo ocorreu, se houve tentativa de redução imediata, tempo para realização de rinoplastia, causas do acidente e resultados estéticos e funcionais.

RESULTADOS: O grupo de pacientes com história prévia de trauma apresentou maior número de queixas de dorso nasal, inclusive de afundamentos quando comparado ao outro grupo. Assim, houve maior necessidade de colocação de enxertos na rinoplastia. No entanto, esses dados não apresentaram significância estatística. As características do procedimento cirúrgico não apresentaram diferenças importantes entre os grupos. O pacientes com trauma levaram em torno de 8 anos para realizarem a rinoplastia, a principal causa foram as quedas e apenas 40% passaram pela redução da fratura imediata. A avaliação estética mostrou que 45% consideraram que o nariz ficou mais bonito do que era antes do trauma, enquanto 50% consideraram melhora do estado funcional.

CONCLUSÃO: O trauma nasal determina alterações da anatomia nasal características, mas não requer técnica cirúrgica especial para sua correção. A principal causa de trauma na região do ABC são as quedas seguidas pelos acidentes de trabalho. Raramente o resultado estético é capaz de atingir as expectativas do paciente, a ponto de torná-lo idêntico ao que era antes no trauma.

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TRABALHO CLÍNICO

P-099

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE ALTA RESOLUÇÃO NO DIAGNÓSTICO DE OTOSCLEROSE.

AUTOR(ES): ANTONIO LOBO DE REZENDE NETO , AMANDA CRISTINA FERREIRA, VALÉRIA DE PAULA BARTELS, RENATA ANTUNES DE CARVALHO, DANIEL PAINS NOGUEIRA, FERNANDO CASTRO DE PAULA

INSTITUIÇÃO: NÚCLEO DE OTORRINO BH

INTRODUÇÃO: A Otosclerose é uma doença do ouvido médio que cursa com perda progressiva da audição, com caráter hereditário e geralmente em ambos os ouvidos. Por se tratar de uma doença muito prevalente e que tem na Tomografia Computadorizada um meio de ajuda em seu diagnóstico, foi por nós estudada a correlação desta doença com seus achados de imagem tomográficos.

OBJETIVO: Avaliar a validade da Tomografia Computadorizada de Alta Resolução em pacientes com suspeita de Otosclerose. Foram avaliadas as Tomografias de Alta Resolução correlacionando com os achados audiológicos e per-operatórios.

MÉTODOS: Foram analisados 120 ossos temporais de 50 pacientes com perda condutiva ou mista.

RESULTADOS: Os Focos de Otosclerose foram observados em 85% dos casos, sendo que a identificação do foco encontra-se na dependência da qualidade técnica de realização do exame e das técnicas de reconstrução.

A prevalência da localização do foco otosclerótico ocorreu na região da fistula anti-fenestra. Foi avaliado também a correlação audiologica com os achados de otosclerose coclear.

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TRABALHO CLÍNICO

P-100

TÍTULO: AVALIAÇÃO DAS QUEIXAS, FATORES DE RISCO, COMORBIDADES E EFICÁCIA DE TRATAMENTOS EM PACIENTES COM SÍNDROME DE MÉNIÈRE E VPPB

AUTOR(ES): LUCAS RODRIGUES CARENZI , ODAIR APARECIDO ADELINO JÚNIOR, MARCO AURÉLIO TOMIYOSHI ASATO, ALINE PIRES BARBOSA, MARIANA DE LIMA COELHO, LUIZ HENRIQUE CARBONI SOUZA, EDUARDO TANAKA MASSUDA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO - USP

INTRODUÇÃO: A tontura pode ser classificada em rotatória e não rotatória. A rotatória é o tipo mais comum, sendo de etiologia periférica em até 85% dos casos. O diagnóstico se baseia na história e no exame físico, necessitando algumas vezes de exames complementares. Este estudo foi realizado para avaliar os principais sintomas, fatores de risco e comorbidades associados, bem como os principais tratamentos e as taxas de melhora ou cura dos pacientes com VPPB e Síndrome de Ménière.

MATERIAIS E MÉTODOS: estudo retrospectivo em que avaliamos os prontuários de 63 pacientes com os diagnósticos de VPPB e Ménière, de 2006 a 2009. Foram analisados a distribuição por sexo e idade, principais queixas, comorbidades associadas e as terapias propostas, identificando a porcentagem de pacientes com melhora (diminuição das crises ou da intensidade dos sintomas) ou cura (livre dos sintomas por seis meses ou mais).

RESULTADOS: 35 pacientes tiveram o Ménière como seu diagnóstico, sendo 28 os pacientes com VPPB. A idade média foi de 52,26 anos para o Ménière e de 51,53 anos para a VPPB. O sexo feminino foi o mais acometido em ambas as doenças, e as queixas mais apresentadas foram vertigem, tontura não rotatória e zumbido.  A vertigem foi a mais comum, tanto na VPPB (82%) quanto no Ménière (62,85%). A hipertensão arterial sistêmica foi o distúrbio metabólico mais prevalente nas duas doenças, seguida pelo diabetes melitus. As manobras de reposicionamento foram utilizadas em 100% dos casos de VPPB, e o controle de distúrbios metabólicos ocorreu nos casos em que este existia. A droga mais prescrita foi a betahistina, seguida pela ginkgo biloba (GB). A doença com melhor prognóstico foi a VPPB, com 89,29% de melhora/cura.

DISCUSSÃO: O Ménière é uma das causas mais prevalentes de tontura, atingindo 17% dos pacientes segundo Ganança. Nesse estudo, encontramos uma prevalência maior, provavelmente pela menor amostragem. Já a prevalência da VPPB, neste estudo, concorda com a literatura.

As idades médias das doenças foram semelhantes aos dados encontrados por Moon e Chaves, em torno de 52 anos.

Para explicar a maior prevalência de tontura no sexo feminino, estudos apontam a mulher como mais suscetível às alterações otoneurológicas, atribuída principalmente à variação hormonal natural.

A vertigem ocorreu mais nos pacientes com VPPB, que é característica desta doença. O zumbido e a tontura não rotatória prevaleceram em pacientes com Ménière, concordando com a literatura. No entanto, a VPPB apresentou alto índice de zumbido, discordando dos dados de Manuaro & Silveira, o que pode estar relacionado à associação entre VPPB e outras doenças.

No Ménière, 77% dos pacientes receberam betahistina, seguida pelo exercício físico e pela GB. Na VPPB, manobras de reposicionamento dos otólitos foram indicadas em 100% dos casos, tratamento preconizado para esta doença. O controle de distúrbios metabólicos ocorreu nos pacientes que os possuíam.

O melhor índice de melhora/cura foi encontrado na VPPB, semelhante aos dados encontrados por Levrat. O Ménière também apresentou boa resposta a tratamento clínico (semelhante à literatura pesquisada), não sendo indicada cirurgia para tratamento dessa doença.

CONCLUSÃO: A tontura é um sintoma de várias doenças. Nesse estudo, o Ménière foi mais prevalente que a VPPB. Os sintomas mais comuns foram vertigem, tontura não rotatória e zumbido. Os tratamentos mais prescritos foram o controle de doenças de base, manobras de reposicionamento e betahistina. A melhor taxa de melhora/cura foi da VPPB.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-101

TÍTULO: AVALIAÇÃO DE PACIENTE PORTADOR DE MUCOPOLISSACARIDOSE TIPO VI EM REPOSIÇÃO ENZIMÁTICA

AUTOR(ES): DÉBORA LOPES BUNZEN MAYER , NICOLE CARDOSO DE MELO MOREIRA, RENATA SALAZAR CERQUEIRA

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

INTRODUÇÃO A mucopolissacaridose tipo VI (MPS-VI) é uma doenças de depósito lisossômico com prevalência de 1 a cada  1.505.160 nascidos vivos. Também conhecida como Síndrome de Maroteaux ?Lamy é uma deficiência enzimática de herança autossômica recessiva que caracteriza-se pela deposição de  sulfato de dermatan, um glicosaminoglicano (GAG) encontrado nos tecidos conjuntivos de todo o corpo humano. É uma doença grave que provoca grande incapacidade nas crianças afetadas. Sinais e sintomas como otite média de repetição, rinossinusite crônica, hipoacusia e obstrução de via aérea superior são doenças comuns na prática otorrinolaringológica e presentes nos pacientes com MPS-VI como sintomas de suspeição diagnóstica.

APRESENTAÇÃO DO CASO Paciente do sexo masculino, 3 anos de idade, com diagnóstico de MPS-VI há 1 ano, quando foi encaminhado ao geneticista por  apresentar fácies sindrômica. Há 4 meses faz terapia de reposição enzimática (T.R.E.) em um hospital terciário. O paciente é portador de glaucoma e malformação cardíaca. No serviço de otorrinolaringologia a genitora queixou-se que o menor tem roncos, sialorréia noturna e sono agitado desde o nascimento. Também relatava infecções de vias aéreas de repetição antes do início do tratamento. Após início da T.R.E, a mesma relatou melhora dos sintomas em grau 5 em uma escala de 0-10. Na oroscopia foi observado palato ogival, estreitamento importante da faringe, dentes pequenos e irregulares, macroglossia, hiperplasia gengival e tonsilas grau II. Na rinoscopia anterior observou-se hipertrofia dos cornetos inferiores sem secreção. Otoscopia normal. Foi prescrito budesonida tópica nasal e solicitado exames. O paciente retornou 2 meses depois com audiometria normal e radiografia do cavum com obstrução da rinofaringe de grau moderado. Neste momento, a genitora referia que o menor obteve melhora de 8 (escala de 0-10) dos sintomas de roncos e obstrução nasal. Adotou-se, assim, conduta expectante.

DISCUSSÃO As manifestações otorrinolaringológicas da MPS-VI devem-se principalmente ao acúmulo de GAG na mucosa respiratória nasal, na hipofaringe, tonsilas e língua. Também há relato do aumento da produção de muco, com rinorréia, rinossinusite e otites pela obstrução tubária. Esses pacientes apresentam risco cirúrgico elevado devido a co-morbidades associada a dificuldade anestésica. No caso descrito adotou-se uma conduta não-cirúrgica visto que obstrução respiratória na criança melhorou. Interessante notar que as alterações respiratórias na criança com MPS-VI não se restringem apenas à obstrução mecânica pela hipertrofia do anel de Waldeyer. Existe infiltração de GAG em toda a mucosa respiratória com estreitamento do diâmetro da traquéia e alterações pulmonares, o que pode limitar o sucesso de uma cirurgia de vias aéreas superiores.

O caso descrito faz terapia de reposição enzimática (T.R.E.), tratamento que só está disponível para as MPS tipo VI, I e II. Estudos revelam diminuição da excreção urinária do GAG e melhora clínica dos pacientes com MPS-VI submetidos a T.R.E a longo prazo. Há poucos trabalhos relacionando melhora da obstrução nasal com a T.R.E. O uso da budesonida não é descrito na literatura, e talvez tenha contribuído para um alívio precoce da obstrução respiratória.

COMENTÁRIOS FINAIS Os otorrinolaringologistas exercem importante papel no diagnóstico e conduta dos pacientes com mucopolissacaridoses. Esse relato de caso de MPS-VI adotou conduta não-cirúrgica. O tratamento dos pacientes com MPS-VI deve ser individualizado.

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TRABALHO CLÍNICO

P-102

TÍTULO: AVALIAÇÃO DE RESULTADOS E COMPLICAÇÕES DA CIRURGIA DE COLOCAÇÃO DE TUBOS DE VENTILAÇÃO EM PACIENTES COM OTITE MEDIA SEROSA

AUTOR(ES): JULIANA ANTONIOLLI DUARTE , BÁRBARA GREGGIO, JOSÉ RICARDO GURGEL TESTA, SPYROS CARDOSO DIMATOS

INSTITUIÇÃO: UNIFESP - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: Timpanotomia para colocação de tubo de ventilação é uma das cirurgias mais freqüentes realizadas em pacientes na faixa etária pediátrica. Esse estudo avalia indicações e complicações pós-operatórias mais freqüentes na prática otorrinolaringológica. MATERIAL E METODOS: Foi realizado um estudo retrospectivo tipo série de casos no qual 109 pacientes pediátricos, que receberam tubo de ventilação, foram avaliados quanto à indicação e acompanhamento pós-operatório pelo setor de otorrinolaringologia em um hospital escola durante os anos de 2007 a 2008. RESULTADOS: A idade média encontrada foi de 7,37 anos, sendo a maioria dos pacientes do sexo masculino (59,63%). Todos os casos tiveram como indicação cirúrgica otite média serosa (OMS). As taxas de complicações encontradas foram menores que as relatadas pela literatura com 3,43% de perfuração residual com necessidade de reintervençao cirúrgica e 5,47% não apresentaram melhora audiométrica, necessitando de nova inserção de tubo de ventilação. CONCLUSÃO: Os resultados encontrados sugerem que em nosso serviço há menores taxas de otorréia pós-operatória, reinserção de tubos, menor número de tubos removidos cirurgicamente e taxa semelhante de perfurações residuais que a descrita na literatura para a cirurgia de colocação de tubo de ventilação em pacientes com OMS.

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TESE

P-103

TÍTULO: AVALIAÇÃO DO EQUILÍBRIO PELA POSTUROGRAFIA DINÂMICA COMPUTADORIZADA EM IDOSAS OBESAS E EUTRÓFICAS

AUTOR(ES): ERIKA BARIONI MANTELLO , ANDREIA ARDEVINO DE OLIVEIRA, MIGUEL ANGELO HYPPÓLITO, JULIO CESAR MORIGUTI

INSTITUIÇÃO: DEPARTAMENTOS DE CLINICA MÉDICA E OTORRINOLARINGOLOGIA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDI

INTRODUÇÃO: Um dos principais fatores que limitam hoje a vida do idoso é o desequilíbrio. A avaliação do equilíbrio envolve testes que informam sobre a capacidade de indivíduo em manter a estabilidade postural. Um desses testes é a posturografia dinâmica computadorizada (PDC), que avalia a oscilação do corpo por meio do registro da pressão exercida pelos pés em plataforma de força, e permite analisar as reações posturais secundárias ao deslocamento do centro de massa corporal.

OBJETIVO: O presente trabalho teve como objetivo avaliar e comparar o equilíbrio de idosas obesas e eutróficas sem sintomas vestibulares por meio da PDC.

METODOLOGIA: O estudo foi delineado como ensaio clínico prospectivo, com a participação de 50 idosas do gênero feminino, com faixa etária entre 60 a 89 anos, divididas em 2 grupos conforme o Índice de Massa Corporal (IMC). Entre 18,5 a 24,9kg/mcaracterizava o grupo das idosas eutróficas ou IMC maior que 30kg/m2 caracterizava o grupo das idosas obesas.  As idosas passaram por entrevista inicial e foram submetidas ao teste PDC modelo Synapsys Static & Dynamic Posturography®, cuja meta em cada condição é a manutenção do equilíbrio. Baseado nos dados encontrados, o equipamento calcula a média de cada condição, um índice da função proprioceptiva, visual e vestibular. A caracterização da população avaliada foi realizada por meio da análise descritiva dos dados. Para correlacionar as variáveis estudadas, os dados foram tratados mediante o teste exato de Fisher.

RESULTADOS: Observamos as seguintes provas com alterações significativas para as obesas em relação às eutróficas: amplitude máxima do deslocamento ântero-posterior do paciente com olhos abertos e olhos fechados, comprimento e superfície usados pelo paciente com olhos fechados, energia gasta com olhos abertos e fechados, atividade proprioceptiva ântero-posterior e atividade vestibular lateral. Observou-se ainda maior porcentagem de alterações nas provas ântero-posteriores em relação às provas laterais para as obesas. A PDC foi um exame de rápida aplicação e que permitiu avaliar efetivamente e diferenciar o equilíbrio da mulher idosa eutrófica e da obesa.

CONCLUSÃO: Conclui-se que, nesta pesquisa, o equilíbrio corporal foi influenciado pela obesidade das idosas, pois foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre as variáveis estudadas. Sugere-se que novos trabalhos com a PDC sejam realizados em população maiores, em diversas faixas etárias, diferentes gêneros e com condições patológicas associadas.

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TRABALHO CLÍNICO

P-104

TÍTULO: AVALIAÇÃO DO RISCO DE PENETRAÇÃO LARÍNGEA EM SUJEITOS PORTADORES DE DOENÇA DE PARKINSON EM ESTÁGIOS DISTINTOS

AUTOR(ES): ERIDEISE GURGEL DA COSTA SILVEIRA , ALCIDÉZIO LUIZ SALES DE BARROS, LUIZ ATAÍDE JÚNIOR, MARIA LÚCIA GURGEL DA COSTA, JOSIAN SILVA DE MEDEIROS, MARIA DA CONCEIÇÃO CAVALCANTI DA SILVEIRA LINS

INSTITUIÇÃO: UNICAP

INTRODUÇÃO: A doença de Parkinson (DP) é uma patologia neurológica que aparece como resultado de uma perda de neurônios pigmentados, localizados na substância negra do mesencéfalo. Na doença de Parkinson (DP) podemos observar disfagia, penetração e aspiração de líquidos.

OBJETIVO: Comparar o risco de penetração laríngea em sujeitos portadores de DP entre estágios I & II, II & III e I & III.

MÉTODOS: Quantitativo, descritivo, coorte e de observação. Tratamento estatístico: descritivo, Shapiro-Wilk, ANOVA e exato de Fisher p = 0.05. Selecionados 33 sujeitos, 11 de cada estágio, idade entre 40-75 anos, de ambos os gêneros. Utilizamos: escala de Hoehn & Yarh, questionário estruturado e Nasofibroscópio flexível para avaliar a presença de penetração laríngea fizemos uso de água com azul de metileno.

RESULTADOS: Em relação à idade não houve diferença estatística significativa entre os estágios da DP (p=0.3056), para a comparação entre grupos foi utilizado o teste ANOVA, nível de decisão alfa p = 0.05. Obtivemos as médias de 65.6 no estágio I, 62.6 no estágio II e 69.6 no estágio III, através da estatística descritiva. Na variável gênero as comparações entre os estágios I & II, II & III e I & III o p foi > 0.05. Demonstrando que em nossa amostra não houve diferença entre os gêneros. Na comparação entre os grupos foi utilizado o teste exato de Fisher com nível de decisão alfa p = 0.05. Na análise descritiva observamos uma incidência maior de penetração laríngea com o avançar da doença, no entanto não houve diferença significativa entre os estágios. 

DISCUSSÕES: Em relação à presença de penetração laríngea observada através da videoendoscopia da deglutição, quando comparamos os estágios I & II, não observamos diferença estatística significativa (p=0.2125), do mesmo modo entre II & III (p=1.0000). Entretanto quando comparamos os estágios I & III, em que o estágio I é considerado o sujeito em fase inicial da DP e III em um estágio intermediário obtivemos p=0.0805. Estes dados apontam no sentido que existe uma maior presença de penetração laríngea no estágio III da DP em comparação com os demais estágios.

CONCLUSÃO: Pensamos que apesar de não encontrarmos diferença estatística em nosso estudo, a avaliação do risco de penetração laríngea através da videoendoscopia se constitui em um importante instrumento diagnóstico.

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TRABALHO CLÍNICO

P-105

TÍTULO: AVALIAÇÃO DO RUÍDO EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA

AUTOR(ES): IVAN SENIS CARDOSO MACEDO , DANIELA CUNHA MATEUS, EDUARDO DE MARTIN GUEDES C COSTA, ANA CRISTINA LANFRANCHI ASPRINO, EDMIR AMÉRICO LOURENÇO

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAI

INTRODUÇÃO: As Unidades de Terapia Intensiva são ambientes em que existem inúmeras fontes geradoras de ruído. Recomenda-se, em diferentes ambientes hospitalares, níveis de pressão sonora entre 35 e 45db (A). OBJETIVO: Realizar mensuração dos níveis de pressão sonora de três Unidades de Terapia Intensiva de um hospital em Jundiaí, Estado de São Paulo, Brasil. Forma de Estudo: Observacional. MATERIAL E MÉTODOS: Foi utilizado decibelímetro Minipa modelo MSL1532C (USA) de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (NBR 10151), para medir os níveis sonoros nas Unidades de Terapia Intensiva em períodos variados, isto é, manhã, tarde e noite em horários de pico de atividade. RESULTADOS: Os valores encontrados durante as aferições dos níveis de pressão sonora foram de 64.1dB(A) na Primeira Unidade de Terapia  Intensiva, 58.9 dB(A) na Unidade Coronariana e 64dB(A) na Segunda Unidade de Terapia Intensiva. CONCLUSÃO: Níveis elevados de pressão sonora em Unidades de Terapia Intensiva ainda significam um problema importante na morbidade dos pacientes de tais unidades de atendimento à saúde. Nenhuma das três UTI apresentaram níveis maiores que 85dB, demonstrando que não há risco ocupacional para as equipes de saúde nos ambientes pesquisados.

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TRABALHO CLÍNICO

P-106

TÍTULO: AVALIAÇÃO DO TRATAMENTO CIRÚRGICO DO HIPERPARATIREOIDISMO

AUTOR(ES): ÉRICO VINÍCIUS CAMPOS MOREIRA DA SILVA , EMANUEL CELICE CASTILHO, GLÁUCIA MARIA FERREIRA DA SILVA MAZETO, JAQUELINE COSTA TEIXEIRA CARAMORI, JOSÉ VICENTE TAGLIARINI

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - UNESP

INTRODUÇÃO: Hiperparatireoidismo é a condição clínica em que ocorre aumento dos níveis do Paratormônio. Pode ser primário, ou seja por uma hiperfunção das paratireóides ou secundário, em que um malfuncionamento renal leva ao aumento secundário do hormônio. Há, ainda a forma terciaria, em que as glândulas paratireóides mantém sua hiperfunção mesmo após a correção do mal funcionamento renal. Este estudo objetivou avaliar os casos de hiperparatireoidismo tratados cirurgicamente em nossa instituição de 2001 a 2010.

MATERIAL E MÉTODO: Avaliação retrospectiva de dados dos prontuários dos pacientes submetidos à cirurgia das paratireóides no período entre 2001 e 2010. No grupo com NEM 1(neoplasia endócrina múltipla tipo 1) e hiperparatideoidismo secundário/terciário, a técnica utilizada foi a de ressecção total com reimplante de fragmentos no músculo esternocleidomastoideo ou em musculatura do antebraço.

RESULTADOS: Foram tratados cirurgiamente 32 pacientes no período estudado, sendo 22 mulheres e 10 homens. Foram diagnosticados como hiperparatireoidismo primário 20 casos, sendo desdes 3 síndromes NEM 1. A média de idade nesse grupo foi de 52 anos, sendo 80% do sexo feminino. A osteopenia/osteoporose foi a manifestação clínica mais frquente nesse grupo (50%), seguida de calculose renal (45%) A média do PTH pré operatório nesse grupo foi 275,5 ± 263,2 pg/dl e pós operatório 63,6 ± 69,6 pg/dl(valor p = 0,0001). A média do  calcio pré op foi 11,2 ±1,1 mg/dl e do cálcio pós operatório foi 9,5 ± 0,9 mg/dl(p<0,0001). A média da calciúria de 24 h caiu de 338,9 ± 156,8 mg/24h para 188 ± 157,3 mg/24h (p<0,0001) Foram tratados 12 casos de hiperparatireoidismo secundário ou terciário, com uma média de idade de 41,6 anos, com igual distribuição dos sexos. Dois casos aguardam reoperação. Dentros os 10 casos tratados com sucesso, a média do PTH pré operatório nesse grupo foi 1389,9 ± 838,8 pg/dl e pós operatório 78 ± 64,4 pg/dl (valor p = 0,0002). Houve queda do fósforo de 6,32 ±1,8 mg/dl para 4,21± 1,6 mg/dl sem queda significante do cálcio. Nos grupos que foram submetidos ao reimplante de fragmentos de glândulas com controle do hiperparatireoidismo (13 pacientes) houve uma queda do PTH de 1099,2 ±913 pg/dl para 64,4±61,7 pg/dl (p<0,0002) Nos pacientes em que o sintoma mais freqüente nessa população foi a dor óssea (25 %) Nesse grupo US pré operatório teve sensibilidade de 69%. A cintilografia com sestamibi teve sensibilidade de 93%.

DISCUSSÃO: Pode-se observar bom controle do hiperparatireoidismo em pacientes com forma primária, manifestada pela redução dos níveis de PTH, cálcio, calciúria e na forma secundária/terciária pela queda nos valores de PTH, assim como do fósforo.

Sabe-se que o controle clínico e laboratorial apesar de não reverter todas as seqüelas da longa exposição aos níveis elevados de PTH, pode, no entanto, impedir a progressão da doença óssea e da cardiotoxicidade.

CONCLUSÕES: A paratireoidectomia convencional para tratamento da forma primária, assim como a paratireoidectomia total com reimplante mostraram-se eficientes no controle do hiperparatireoidismo na população estudada.

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TRABALHO CLÍNICO

P-107

TÍTULO: AVALIAÇÃO DOS DIFERENTES MÉTODOS DIAGNÓSTICOS EM PACIENTES COM LEISHMANIOSE CUTÂNEO-MUCOSA ATENDIDOS NA FUNDAÇÃO DE MEDICINA TROPICAL DO AMAZONAS

AUTOR(ES): CHRISTINE RONDON PEDROSA , FERNANDA RONDON FONSECA PIRANGY, ARISTÓTELES MOURA, RENATA FARIAS DE SANTANA, MARCOS ANTÔNIO FERNANDES, RENATO TELLES DE SOUZA, JORGE AUGUSTO DE OLIVEIRA GUERRA

INSTITUIÇÃO: FUNDAÇÃO DE MEDICINA TROPICAL DO AMAZONAS

INTRODUÇÃO: A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma doença infecciosa, crônica, não contagiosa, causada por protozoários do gênero Leishmania. As principais espécies relacionadas são Leishmania (Viannia) braziliensis, Leishmania (Viannia) guyanensis e Leishmania (Viannia) amazonensis. A transmissão ocorre pela picada de fêmeas dos mosquitos flebotomíneos, através da inoculação das formas promastigotas na pele do hospedeiro vertebrado.

O tecido cutâneo e as mucosas são os mais afetados, sendo a manifestação mais comum a úlcera leishmaniótica. A lesão mucosa é, geralmente, secundária a uma lesão cutânea prévia não tratada adequadamente. Acomete, principalmente, nariz e palato duro.

Os métodos mais empregados no diagnóstico da LTA são: exame direto, intradermorreação de Montenegro (IDRM), sorologia, estudo histopatológico, cultura e PCR.

OBJETIVO: Este trabalho tem por objetivo avaliar os aspectos clínicos e diagnósticos da LCM no estado do Amazonas, em pacientes de LTA/LCM atendidos na FMT-AM no período de agosto de 2009 a julho de 2010.

METODOLOGIA: O desenvolvimento das atividades foi iniciado com o cadastramento dos pacientes suspeitos, ou seja, aqueles com historia clinica e exame físico sugestivos de doença mucosa, com história de leishmaniose cutânea anterior, procedência de regiões da calha sul dos rios Amazonas/Solimões e/ou exercício de atividades em áreas de mata primária. Cada paciente teve seus dados pessoais, clínicos e epidemiológicos transferidos para uma ficha clínica e, a seguir, foram submetidos a uma avaliação clínica por um infectologista e um otorrinolaringologista. A seguir, os mesmos foram submetidos aos seguintes exames: sorologia, exame parasitológico direto, IDRM, biópsia para estudo histopatológico, cultura e PCR. Após a instituição do tratamento adequado, os pacientes foram acompanhados no 15º, 30º e 60º dias. Os dados coletados nas fichas clínicas foram registrados em um banco de dados criado no programa EPI-info, versão 6.0, 2000. A partir deste banco de dados, foram realizados os testes estatísticos necessários.

RESULTADOS: Foram diagnosticados 25 casos de LM no período supracitado. A maioria dos atendidos era do sexo masculino: 22 (88%). A média de idade foi 50,08 anos. As atividades de risco mais relacionadas à doença foi o extrativismo vegetal (84%), principalmente de seringa e castanha.

O quadro clínico nasal foi preponderante, 20 (80%) pacientes relataram eliminação de crostas, 21 (84%) obstrução nasal, 16 (64%) epistaxe, 8 (36%) prurido e 8 (36%) rinorréia, 6 (24%). À rinoscopia, evidenciou-se perfuração septal em 12 (48%) pacientes.

O exame parasitológico direto foi positivo em 3 (12%) pacientes, enquanto a cultura foi negativa em todos os casos. A IDRM mostrou-se positiva (maior que 10mm de diâmetro de induração) em 3 (92%) casos e apresentou necrose em  12 (52%). Quanto à sorologia, 13 (52%) pacientes apresentaram resultado soro reativo. O exame histopatológico apresentou resultados compatíveis com LCM em 16 (64%) pacientes. Quanto ao PCR, 9 (90%) amostras processadas foram positivas, sendo 8 (88,8%) relacionadas à L. (V.) braziliensis e 1 (11,2%)  à L. (V.) guyanensis.

CONCLUSÃO: A maioria dos pacientes inclusos do estudo era do sexo masculino e apresentavam lesões cutâneas prévias não tratadas adequadamente. A atividade de risco mais citada foi o extrativismo vegetal. Os sintomas mais relatados relacionaram-se ao quadro nasal. Quanto aos exames diagnósticos, a IDRM foi o de maior sensibilidade e os de menor sensibilidade foram a cultura e o exame parasitológico direto. A espécie mais encontrada, através da técnica de PCR, foi a L. (V.) braziliensis.

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TRABALHO CLÍNICO

P-108

TÍTULO: AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS SÉRICOS DE TESTOSTERONA EM PACIENTES COM SÍNDROME DA APNÉIA/HIPOPNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO

AUTOR(ES): MARCELA SUMAN , THIAGO BITTENCOUT OTTONI DE CARVALHO, VÂNIA BELINTANI PIATTO, FERNANDO DRIMEL MOLINA, JOSÉ VICTOR MANIGLIA, WALDIR ANTONIO TOGNOLA

INSTITUIÇÃO: DEPARTAMENTO DE OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO - FAMERP - SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

INTRODUÇÃO:Homens com síndrome da apnéia/hipopneia obstrutiva do sono (SAHOS) podem apresentar diminuição dos níveis de testosterona devido à hipóxia.OBJETIVOS:Relacionar os níveis séricos da testosterona, em pacientes com SAhOS, com parâmetros clínico-laboratoriais.MATERIAL E MÉTODOS:Foram revisados 103 prontuários de pacientes com SAhOS, entre os anos de 2002 e 2009, e coletados os seguintes dados: idade à época da realização da polissonografia, valores do Hematócrito e Hemoglobina, nível sérico da testosterona total, IMC, índice de apnéia/hipopnéia(IAH) e SatO2.Forma do estudo:Estudo de casos retrospectivo em corte transversal.RESULTADOS:79 pacientes(77%) não apresentaram alteração hormonal e 24(23%) apresentaram níveis séricos inferiores.Dos pacientes com testosterona normal 70% estava com sobrepeso, enquanto que 63% com testosterona alterada apresentou obesidade grau I(p<0,05).Os pacientes com testosterona alterada apresentaram as dosagens médias do Ht e da Hb e dos níveis médios do andrógeno significantemente inferiores aos dos pacientes sem alteração androgênica.A média do IMC dos pacientes com alteração hormonal foi significativamente maior à média daqueles sem alteração.CONCLUSÕES:A relação entre o perfil sérico da testosterona matinal e a obesidade e, em menor grau, a idade, o IAH e a hipóxia podem ser responsáveis pela supressão central da testosterona nesses pacientes.A queda dos valores hematimétricos pode ser relacionada aos baixos níveis circulantes da testosterona.

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TESE

P-109

TÍTULO: AVALIAÇÃO ELETROFISIOLÓGICA AUDITIVA DE LONGA LATÊNCIA EM CRIANÇAS COM E SEM INFECÇÃO PELO HIV.

AUTOR(ES): ANDREZA BATISTA CHELONI VIEIRA , VANESSA MARIZ, SIRLEY ALVES DA SILVA CARVALHO, JORGE ANDRADE PINTO, CIBELE MARTINS ALVARENGA HENRIQUES, DENISE UTSCH GONÇALVES

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

INTRODUÇÃO: Segundo estudos, adultos infectados pelo HIV e efetivamente tratados com terapia anti-retroviral altamente ativa (HAART) podem apresentar alteração do potencial evocado auditivo de longa latência (P300) mesmo apresentando carga viral não detectável. Explicação refere-se à infecção do sistema nervoso central (SNC) pelo vírus, que ultrapassa a barreira hematoencefálica, tornando o SNC um foco de replicação viral sem acesso e controle dos anti-retrovirais. Contudo, em crianças infectadas por esse vírus e em uso regular de HAART, tal achado ainda não foi estudado. Estudo aprovado pelo comitê de ética (556/07). OBJETIVO: Verificar se crianças verticalmente infectadas pelo HIV e tratadas com HAART apresentam alterações no processamento cognitivo da informação auditiva. MÉTODOS: Crianças de oito a 12 anos, de ambos sexos, com e sem infecção pelo HIV foram submetidas ao teste eletrofisiológico auditivo de longa latência após exclusão de quaisquer tipos de perdas auditivas periféricas. RESULTADOS: Grupo controle formado por 35 sujeitos, sendo 19 (54,3%) do sexo feminino e 16 (45,7%) do sexo masculino. Média de idade desse grupo foi de 9,20 anos, desvio-padrão 1,13, mediana 9. Média da latência do P300 do grupo controle foi de 315,72 milessegundos(ms), mediana 317,04ms e desvio-padrão 27,82. Grupo de estudo composto por 19 sujeitos sendo 9(47,3%) do sexo masculino e 10(52,7%) do sexo feminino. Média de idade desse grupo foi de 9,70 anos, desvio-padrão 1,44, mediana 10. Média da latência do P300 do grupo estudo foi de 293,93ms, mediana 296,86ms e desvio-padrão 38,21. Os grupos de estudo e controle não diferiram estatisticamente quanto ao sexo(P=0,86,OR=0,94,IC=0,26?3,32) e quanto a idade (P=0,16). Os grupos diferiram quanto à latência do P300 (P=0,02) sendo essa maior para o grupo controle. CONCLUSÃO: Nesta amostra, crianças verticalmente infectadas pelo HIV não apresentaram alteração do P300 quando comparadas com crianças sem essa infecção. Esses dados sugerem que o uso da HAART protege crianças HIV infectadas, permitindo adequado desenvolvimento cognitivo. Contudo, esses dados trazem questionamentos quanto ao acompanhamento de adultos infectados pelo HIV com quadro clínico e imunológico estáveis. Tais questionamentos referem-se ao início tardio do uso da HAAT nesses casos, o que poderia predispor o individuo adulto a alteração da cognição devido a lesão neurológica subclínica.

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TRABALHO CLÍNICO

P-110

TÍTULO: AVALIAÇÃO ENTRE A INCISÃO TIPO RITIDECTOMIA MODIFICADA E O ACESSO CLÁSSICO CERVICOMASTÓIDEOFACIAL PARA A ABORDAGEM CIRÚRGICA DE NEOPLASIAS DE PARÓTIDA.

AUTOR(ES): AGNALDO JOSÉ GRACIANO, CARLOS AUGUSTO FISCHER, SERGIO JOSÉ FERREIRA, RODRIGO FONTANA, MARIA ROBERTA CARDOSO MARTINS, DANIEL LOBO BOTELHO

INSTITUIÇÃO: SERVIÇOS DE OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO - HOSPITAL SÃO JOSÉ - JOINVILLEIT

INTRODUÇÃO: A utilização da incisão tipo ritidectomia modificada para a abordagem de neoplasias de parótida teve sua aplicação clínica aumentada a partir dos anos 90 quando foi demonstrado que esse tipo de abordagem pode resultar em melhor aspecto estético da cicatriz cirúrgica com resultados oncológicos comparáveis àqueles obtidos pela incisão clássica. Contudo, ainda existem poucos estudos comparativos dos aspectos clínicos, cirúrgicos e funcionais de pacientes operados devido neoplasia de parótida pela incisão tipo ritidectomia modificada e a incisão cervicomastóideofacial.

OBJETIVO: Comparar os aspectos clínicos, cirúrgicos e funcionais de pacientes submetidos a tratamento cirúrgico de tumores de parótida abordados pelos acessos tipo ritidectomia modificada ou cervicomastóideofacial.

METODOLOGIA: Estudo retrospectivo  dos dados de prontuário de 95 pacientes submetidos a parotidectomia pelos serviços de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço entre Março de 2004 e Março de 2010 serviram como amostra inicial do estudo. Entre estes foram selecionados pacientes com tumores sólidos de parórita e diagnóstico citológico ou supeita clínica inicial de neoplasia benigna submetidos a cirurgia. Os dados de idade, tempo de internação, volume de secreção drenada no pós-operatório, tamanho do tumor, volume da parótida ressecada, ocorrência de disfunção temporária e tardia do nervo facial e a presença de fístula salivar dos pacientes operados pelo acesso tipo ritidectomia modificada  (n=30 - Grupo A) foram comparados aos dos pacientes operados pelo acesso cervicomastóideofacial (n=30  - Grupo B).  A análise estatística dos dados foi efetuada utilizando-se SAS versão 9.2 (Statistical Analysis System, Cary, NC, USA) e as probabilidades de significância (valores de p) apresentadas foram do tipo bilateral e valores menores que 0.05 foram considerados estatisticamente significantes.

RESULTADOS: Foram observadas diferenças estatisticamente significantes para idade (Média 34,93anos no Grupo A e 47,30 anos no grupo B, p=0,0003), volume da peça cirúrgica ( Média 34,29 cm3 Grupo A e 48,12 cm3 Grupo B, p=0,0428), e  ocorrência de disfunção do nervo facial temporária ( 23,33%  Grupo A versus 73,33% Grupo B, p=0,0001) e tardia ( 10% Grupo A versus 36,7% grupo B, p=0,0146) . Demais variáveis analisadas apresentaram resultados comparativamente semelhantes entre os dois grupos.

CONCLUSÃO: A incisão tipo ritidectomia para tumores de parótida foi indicada mais freqüentemente para pacientes mais jovens, possivelmente pelos melhores resultados estéticos associados a essa incisão. A abordagem via ritidectomia esteve associada à dissecção mais limitada da área parotídea o que provavelmente resultou em menor ocorrência de disfunção temporária e tardia do nervo facial. Diante destes dados recomenda-se a utilização da incisão tipo ritidectomia modificada também para pacientes mais idosos devido aos melhores resultados funcionais associados com essa abordagem.

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TRABALHO CLÍNICO

P-111

TÍTULO: AVALIAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DE FRATURA MANDIBULAR EM PACIENTES VÍTIMAS DE TRAUMA DE FACE EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO TERCIÁRIO

AUTOR(ES): MARIANA WILBERGER FURTADO DE ALMEIDA , CAMILA IZAAC ALFREDO, RICARDO ARTHUR HUBNER, THIAGO BITTENCOUT OTTONI DE CARVALHO, VÂNIA BELINTANI PIATTO, JOSÉ VICTOR MANIGLIA, FERNADO DRIMEL MOLINA

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - FAMERP

INTRODUÇÃO: Os traumatismos estão entre as principais causas de morbimortalidade em todo o mundo. Os traumas faciais representam cerca de 7,4% a 8,7% dos atendimentos efetuados em centros de emergência e a  mandíbula é frequentemente acometida  devido a sua localização na face. Informações epidemiológicas são úteis para propiciar condutas efetivas como a implantação de protocolos direcionados à realização de programas de prevenção.

OBJETIVO: Avaliar as características clínicas e epidemiológicas de pacientes vítimas de trauma de face que apresentaram fraturas mandibulares atendidos em um serviço de Emergência entre os anos de 2002 e 2008.

METODOLOGIA: Realizado revisão de prontuário de 355 pacientes vítimas de trauma facial atendidos em um serviço de Emergência nos anos de 2002 e 2008. Foram avaliados os seguintes critérios: idade à época do acidente, gênero, categoria do acidente, características das lesões, uso de álcool e/ou drogas, tipo de tratamento, necessidade de internação hospitalar e/ou em unidade de terapia intensiva.

CONCLUSÃO: No período de 2002 a 2008, 355 pacientes foram atendidos com traumatismo facial e destes 157 (44,78%) apresentaram fratura mandibular. As causas de fratura mandibular foram principalmente: violência interpessoal (23,9%), acidentes com motocicletas (17,6%), acidente automobilístico (16,9%) e queda (16,3%). Quanto aos segmentos da mandíbula mais acometidos por fraturas: parassínfise (36%), 45 (21%), côndilo (21%), corpo (18%), ângulo (12%), sínfise (6%). Os traumatismos faciais ocorrem, preferencialmente, em homens na fase de adulto jovem. A violência interpessoal e acidente com motocicletas são as causas mais prevalentes de lesão mandibular. O consumo de álcool e/ou drogas está associado a todas as categorias que ocasionam os traumatismos, exceto nos acidentes de trabalho. O número de pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico é superior ao de pacientes submetidos ao tratamento conservador. A redução aberta e fixação interna rígida com miniplacas é o tratamento preconizado pela equipe médica do presente estudo.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-112

TÍTULO: DISSINCRONIA- NEUROPATIA AUDITIVA

AUTOR(ES): GERALDO MAJELA PEREIRA, ISABELLA MARQUES PEREIRA

INSTITUIÇÃO: OTORRINO CLÍNICA

INTRODUÇÃO: A Neuropatia Auditiva/ Dissincronia Auditiva (NA/DA) é uma condição que afeta o processamento neural do estímulo auditivo, sendo descrita pela primeira vez em 1970.

Caracterizada pela função normal das CCEs e alteração na sincronia neural. Os possíveis locais da  lesão da neuropatia auditiva seriam a alteração entre as células ciliadas internas(CCIs),sinapse entre CCIs e VIII par, e células do gânglio espiral, desmielinização ou perda axonal,e/ou alteração do VIII nervo somente.

Hoje sabe que Otoferlin(OTOF) é um neurotransimissor envolvido na sinapse entre as CCIs e fibras do nervo auditivo, e a mutação no gene do OTOF resulta em perda auditiva neurossensorial severa e profunda, sendo esta a característica audiológica relatada na neuropatia auditiva/ dissincronia auditiva.

A etiologia da NA/ DA é variável podendo ser metabólica, hereditária, imunológica, idiopática e infecciosa.

OBJETIVO: Este trabalho teve por objetivo descrever um relato de caso de Neuropatia e/ou Dissincronia Auditiva com base nos achados audiológicos e história clínica encontrados numa clinica privada e relatar a conduta adotada. Tem por finalidade também destacar a importância da detecção e intervenção precoce nos casos de NA/DA assim como divulgar a necessidade da Triagem Auditiva Neonatal Universal com a realização de exames com o obejtivo da detecção não somente de perda auditiva mas também do especto de neuropatia auditiva como preconizado pelo Joint Committee on Infant Hearing.

METODOLOGIA: A metodologia adotada foi relato de caso, trabalho este desenvolvido numa clínica particular de otorrinolaringologia e fonoaudiologia do municipio de Itaúna, Minas Gerais, Brasil, com base nos dados audiologicos adquiridos mediante a exames realizados.

Paciente do sexo masculino com 2 anos de idade encaminhado ao ORL, por apresentar atraso no desenvolvimento da linguagem. Apresenta histórico de prematuridade, hiperbilirrubinemia e permanencia em UTI. O paciente foi sumetido a exames audiológicos e teve como resultado espectro típico de neuropatia auditiva.

RESULTADOS: As características audiológicas apresentadas foram: Curvas Timpanométricas do tipo A, com ausencia de reflexos estapedianos, EOA presentes, Microfonismo Coclear presente e ABR ausente em ambas as orelhas. O encaminhamento dos neuropatas de acordo com pesquisas seria a reabilitaçao com uso do aparelho auditivo ou implante coclear (IC). Trabalhos recentes demonstram que o IC melhora a sincronia neural e decodificação temporal, consequentemente promovendo o desenvolvimento da linguagem.

CONCLUSÃO: O ABR é a ferramenta essencial na detecção do espectro da neuropatia, pois tem a capacidade de avaliar a função coclear atraves do microfonismo coclear assim como a parte retrococlear auditiva, devendo ser inserido no Programa de Triagem Auditiva Neonatal Universal.

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TRABALHO CLÍNICO

P-113

TÍTULO: AVALIAÇÃO OTONEUROLÓGICA MÍNIMA PARA PACIENTES COM TONTURA

AUTOR(ES): JOSÉ DINIZ JÚNIOR, ROSIANE VIANA ZUZA DINIZ, DJANINE ANDRADE DE OLIVEIRA, PÉRICLES DE SOUSA CARDOSO, VICTOR EMANUEL FERNANDES DA COSTA, HARISON FRANKLIN VIANA OLIVEIRA

INSTITUIÇÃO: UFRN/CPC/HUOL

INTRODUÇÃO: As tonturas estão entre os sintomas mais freqüentes em todo o mundo, sendo a origem labiríntica responsável por 85% dos casos. Nesse contexto, é de grande valia diferenciar tontura central (núcleos, vias e inter-relações no sistema nervoso central). da periférica (labirinto e/ou VIII nervo crânio) uma vez que este é um sintoma complexo com várias origens, apesar da maioria ser labiríntica, como já citado. O exame otoneurológico minucioso permite localizar de forma acurada a presença de lesão auditiva e/ou vestibular, localizando-as em nível periférico ou central.

OBJETIVO: Descrever a metodologia para desenvolvimento e implementação do Protocolo Assistencial (PA) para diagnóstico e manejo de indivíduos com tontura no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL).

METODOLOGIA: A construção do Protocolo de tonturas consistiu em quatro etapas. Etapa um: Reunião de especialistas para discutir a abordagem multiprofissional da tontura. Desta etapa participaram representantes docentes da neurologia, otorrinolaringologia, cardiologia e geriatria; Etapa dois: Elaboração do instrumento Protocolo assistencial para diagnóstico da tontura. O instrumento elaborado foi testado inicialmente em um estudo piloto composto por cinco indivíduos, para avaliar a fluência, tempo e praticidade do exame; Etapa três: Validação do instrumento; Etapa quatro: Implementação do protocolo.  

RESULTADOS: Considerando a avaliação multidisciplinar da tontura, o instrumento PA para o diagnóstico de tontura foi elaborado com foco em dados da anamnese, seguida de uma avaliação cardiovascular mínima, avaliação otorrinolaringológica, avaliação do equilíbrio estático e dinâmico, provas cerebelares, além de exames otorrinolaringológicos e a videonistagmografia. Durante a elaboração do instrumento PA, ele foi aperfeiçoado depois de seguidos testes nos profissionais envolvidos na sua formação, e alguns voluntários, dentre estes, pacientes do serviço e alguns alunos, procurando aplicá-lo em jovens, adultos e  idosos de ambos os sexos. Após esse passo, o PA foi validado, para, dessa forma, ser aplicado nos pacientes em um tempo médio 50 minutos.

CONCLUSÃO: O protocolo assistencial para diagnóstico e manejo de indivíduos com tontura desenvolvida no HUOL mostrou ser uma ferramenta fundamental e eficiente para guiar o profissional no manejo da tontura de seus pacientes.

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TRABALHO CLÍNICO

P-114

TÍTULO: AVALIAÇÃO OTORRINOLARINGOLÓGICA DOS PACIENTE CANDIDATOS AO TRANSPLANTE HEPÁTICO

AUTOR(ES): FERNANDA VIDIGAL VILELA LIMA, FERNANDA MARQUES DE MELO, LÍGIA OLIVEIRA GONÇALVES, PAULO FERNANDO TORMIN BORGES CROSARA, MIRIAM CABRAL MOREIRA CASTRO, ROBERTO EUSTAQUIO SANTOS GUIMARÃES

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL MINAS GERAIS

OBJETIVOS: Avaliar a presença de sinusopatia em pacientes portadores de cirrose hepática crônica, candidatos ao transplante hepático em um hospital universitário.

INTRODUÇÃO: Após o transplante hepático, os pacientes são submetidos a imunossupressão medicamentosa para prevenir a rejeição ao órgão transplantado.

Por isso, os pacientes com status ativo na fila para transplante hepático devem ser submetidos ao screening infectológico previamente.

METODOLOGIA: A partir de junho de 2008 até junho de 2010, pacientes portadores de cirrose hepática crônica com indicação para transplante hepático foram avaliados em um serviço de otorrinolaringologia em um hospital universitário. Estes pacientes foram submetidos a anmnese, exame físico otorrinolaringológico e exame de fibronasoscopia na primeira consulta. Após esta avaliação, se normal, era solicitado tomografia computadorizada de seios da face.

RESULTADOS: Sessenta e tres pacientes candidatos ao transplante hepático foram avaliados em um serviço de otorrinolaringologia em um hospital universitário. Onze (17%) pacientes apresentaram exames alterados: Dois apresentaram fibronasoscopia indicando sinusopatia, foram submetidos ao tratamento clinico com antibioticos durante 21 dias, foram submetidos a um novo exame e tomografia normais, e assim, liberados para o transplante.

Nove pacientes aparesentaram tomografia de seios da face alterados com classificação de Lund Mckay acima de quarto, sugestivo de sinusopatia, e todos apresentaram exame físico e fibronasoscopia normal.

Todos os onze pacientes que apresentavam alteração nos exames negavam qualquer sintomatologia otorrinolaringológica

CONCLUSÃO: Apesar de assintomáticos, alguns pacientes candidatos ao transplante hepático apresentaram tomografia computadorizada de seios da face com alterações características de sinusopatia. Em uma fase de imunossupressão, estas alterações podem causar, até mesmo, a falência do órgão transplantado. Por isso acreditamos que a tomografia computadorizada de seios da face é essencial na avaliação otorrinolaringológica dos pacientes candidatos ao transplante hepático.

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TESE

P-115

TÍTULO: AVALIAÇÃO POSTUROGRÁFICA E ELETROMIOGRÁFICA EM PACIENTES COM HIPOFUNÇÃO VESTIBULAR PERIFÉRICA UNILATERAL

AUTOR(ES): KAREN RENATI MAZZETTI, ANA PAULA SERRA , CRISTINA MARIA NUNES CABRA, FERNANDO FREITAS GANANÇA

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO - UNIFESP

INTRODUCÃO: Hipofunção vestibular periférica unilateral (HVPU) corresponde às afecções vestibulares em que há diminuição total ou parcial da função vestibular, caracterizada por arreflexia ou hiporreflexia à prova calórica.

OBJETIVOS: Avaliar o equilíbrio corporal de pacientes com HVPU, por meio da posturografia computadorizada e o recrutamento do músculo esternocleidomastóideo e fibras superiores do músculo trapézio, por meio da eletromiografia.

METODOLOGIA: Estudo transversal controlado que incluiu um grupo de 30 pacientes com HVPU (G1) e 30 indivíduos do grupo controle (GC), sem queixas de tontura. Os indivíduos foram submetidos à eletromiografia de superfície, por meio do aparelho Miotool, do músculo esternocleidomastóideo e fibras superiores do músculo trapézio durante três condições sensoriais (olhos abertos e superfície firme, olhos fechados e superfície firme e olhos fechados e superfície de espuma) da posturografia Balance Rehabilitation Unit (BRU®). Os pacientes foram avaliados quanto ao equilíbrio corporal, quanto à intensidade de recrutamento muscular e à simetria de recrutamento entre os lados direito e esquerdo quando comparados aos sujeitos do GC. Os pacientes do G1 foram classificados quanto ao padrão de maior recrutamento muscular, ipsilateral ou contralateral à lesão vestibular. Utilizou-se o teste t-Student ou teste de Mann-Whitney para as variáveis quantitativas, na análise comparativa entre os grupos.

RESULTADOS: A posturografia revelou que o G1 apresentou menor limite de estabilidade, maiores área e velocidade de oscilação (VOS) do centro de pressão que o GC, com diferença significante para todos os parâmetros, exceto para a VOS na condição de superfície firme e olhos abertos. Os pacientes do G1 obtiveram maior recrutamento das fibras superiores do músculo trapézio nas três condições avaliadas e do esternocleidomastóideo na condição de olhos fechados e superfície de espuma. O G1 apresentou maior assimetria de recrutamento entre os lados direito e esquerdo das fibras superiores do músculo trapézio com diferença significante em relação ao GC. A maioria dos pacientes recrutou mais o músculo estenocleidomastóideo ipsilateral e as fibras superiores do trapézio contralateral à lesão vestibular.

CONCLUSÕES: Pacientes com HVPU apresentaram prejuízo do equilíbrio corporal nas três condições avaliadas à posturografia. Os pacientes com HVPU apresentaram maior recrutamento das fibras superiores do músculo trapézio e do esternocleidomastóideo que indivíduos sem queixas vestibulares, sendo que de forma mais assimétrica para as fibras superiores do trapézio.

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TRABALHO CLÍNICO

P-116

TÍTULO: AVALIAÇÃO SISTEMATIZADA DA DIFICULDADE DE EXPOSIÇÃO DAS PREGAS VOCAIS NA MICROCIRURGIA DA LARINGE

AUTOR(ES): BETTINA CARVALHO , ANNELYSE CRISTINE BALLIN, EVALDO DACHEUX DE MACEDO FILHO, GUSTAVO B. SELA, CARLOS HENRIQUE BALLIN, GUILHERME S. CATANI, JORGE IDO MASSAAKI FILHO

INSTITUIÇÃO: HC/UFPR

INTRODUÇÃO: Um dos principais problemas na microcirurgia da laringe é a dificuldade de exposição das pregas vocais (PPVV). A visualização de toda a PPVV, até a comissura anterior, é o ideal, visando evitar erros diagnósticos, remoção incompleta de lesões, injúria inadvertida das PPVV ou até aborto do procedimento. Diversos estudos abordam fatores pré-operatórios que predizem dificuldade de intubação endotraqueal, graduada pelos anestesistas pela escala de Cormack-Lehane. Estes parâmetros foram pouco avaliados para a dificuldade de locação do laringoscópio nas microcirurgias da laringe. Não há uma escala padrão de dificuldade direcionada aos cirurgiões de laringe. OBJETIVOS: 1)Criar uma escala padrão de dificuldade de locação do laringoscópio durante a microcirurgia da laringe, com foco na exposição das PPVV; 2)avaliar quais parâmetros clínicos predizem dificuldade de visualização laríngea; 3)verificar a melhora da exposição laríngea com o suspensor do laringoscópio. MATERIAL E MÉTODO: Estudo prospectivo, duplo cego, de 57 pacientes submetidos à microcirurgia de laringe. No pré-operatório foram avaliados: 3 dados epidemiológicos, 2 de anamnese e 13 de exame físico.  No intra-operatório, o anestesista avaliava o escore de Cormack-Lehane e o cirurgião avaliava conforme a escala proposta, antes e após a colocação do suspensor. RESULTADOS e CONCLUSÕES: Vários parâmetros apresentaram sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo altos, para exposição inadequada da laringe. Porém, apenas distância hiomentual <6,05cm (p=0,003) e classes =2 de Cormack-Lehane (p=0,04) obtiveram significância estatística e alta sensibilidade, 100% e 81% respectivamente. O suspensor do laringoscópio melhorou a exposição (p=0,04). A escala proposta demonstrou-se de fácil aplicação e permitirá comparações entre estudos futuros.

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TRABALHO CLÍNICO

P-117

TÍTULO: AVANÇO DE MAXILA MAIOR QUE 10 MM PARA TRATAMENTO DA SÍNDROME DA APNÉIA DO SONO GRAVE

AUTOR(ES): VINÍCIUS FARIA GIGNON

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

INTRODUÇÃO: O avanço maxilomandibular (AMM) vem sendo referido na literatura mundial como um dos tratamentos mais efetivos para a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) grave.

OBJETIVO: Avaliar prospectivamente os pacientes portadores de fratura de maxila tratados através de redução e fixação interna rígida no ano de 2009, em um Centro de Treinamento em Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial

METODOLOGIA: Estudo retrospectivo de 7 pacientes submetidos a avanço de maxila maior que 10 mm, associado ao avanço de mandíbula, para tratamento da SAOS grave. Esses pacientes foram submetidos a polissonografia e cefalometria pré e pós-operatórias (no mínimo 6 meses após a cirurgia). Foram utilizados como parâmetros de avaliação pré e pós-operatória: índice de apnéia e hipopnéia (IAH), saturação mínima de oxigênio média, SNA, SNB e diâmetro das vias aéreas superiores e inferiores. As diferenças das médias entre estes dados foram avaliadas através do teste t de Student. Foi considerado sucesso no tratamento a redução do IAH para um índice menor que 10 eventos por hora.

RESULTADOS: Os pacientes apresentavam de 46 a 60 anos de idade (média 53,7 anos), sendo 6 do sexo masculino. Houve redução significativa do IAH de 57.84/h para 3.34/h (p=0,0009), aumento da saturação mínima de oxigênio de 79% para 89,57% (p=0,0004). O SNA aumentou de 79,6 para 84,7 (p=0,0005) e o SNB aumentou de 75,8 para 81,4 (p=0,003). A dimensão da via aérea superior aumentou de 11,08 para 13,84 (p=0,002) e da via aérea inferior de 9,6 para 12,4 (p=0,002). As complicações foram: celulite facial (1), parestesia transitória (1), exposição de material de síntese (1) e deiscência de sutura (1).

CONCLUSÃO: O avanço de maxila maior que 10 mm associado ao avanço da mandíbula promoveu uma taxa de sucesso de 100% em pacientes com SAOS grave, com um baixo índice de complicações. Devido ao presente estudo apresentar índice de eficácia alta, sugere-se novos estudos para avaliar a importância da quantidade de movimento maxilar na taxa de eficácia.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-118

TÍTULO: BAHA BILATERAL: RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA

AUTOR(ES): THIAGO ALVES ALCÂNTARA , MARÍLIA PINHEIRO VASCONCELOS, LOREN DE BRITTO NUNES, MARCOS COELHO JUNCAL, NILVANO ALVES DE ANDRADE

INSTITUIÇÃO: SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DA BAHIA - HOSPITAL SANTA IZABEL

INTRODUÇÃO: O BAHA (Bone Ancorade Hearing Aid) apresenta-se como um dispositivo para reabilitação de pacientes com perda auditiva condutiva. Através de um microfone, amplificador e um transdutor de vibração fixado no osso temporal consegue transmitir a energia sonora para a cóclea utilizando-se da condução óssea. Seu uso apresenta várias indicações, como: atresia de conduto auditivo, otosclerose, microtia, e representa uma importante solução auditiva para pacientes com ouvido único que apresentam perda condutiva.

RELATO DE CASO: Paciente com 31 anos, sexo feminino, com síndrome de goldenhar apresentando alterações de pavilhão auditivo e atresia de conduto auditivo externo bilateral. Fez uso de vibrador ósseo bilateral ancorado com fita desde os 4 anos. Apresentava área de reabsorsão óssea devido a pressão exercida pelo aparelho no osso temporal.Foi submetida a primeira cirurgia para implante do BAHA em temporal esquerdo em setembro de 2009. A paciente evoluiu apresentando melhora importante da qualidade e intensidade sonora percebida. Após 6 meses a paciente foi submetida a implante seqüencial em ouvido direito. Apresenta melhora da localização sonora e incremento em sua qualidade de vida. A audiometria de campo revela melhora dos limiares auditivos em todas freqüências.

DISCUSSÃO: Alguns estudos demonstram que pacientes com perda auditiva simétrica preferem a utilização de aparelhos de amplificação sonora convencionais bilateralmente. A utilização do BAHA bilateral também é vista de forma positiva pelos pacientes. O questionamento inicial em relação ao uso do BAHA bilateral baseava-se na teoria que o uso unilateral poderia estimular ambas cócleas pela vibração óssea. No entanto, foi demonstrado que existe uma atenuação transcraniana, especialmente em altas freqüências e quanto mais perto está o transdutor da cóclea melhores serão os níveis de resposta. Neste relato não são notadas diferenças de limiar tonal significativas quanto ao uso de BAHA unilateral e bilateral. Isto é explicado pelo fato que a audiometria é de campo e o som emitido pelos autofalantes estimulam os dois implantes. A melhora da localização sonora é outro importante fator. Os pacientes com implante bilateral conseguem estimar com maior precisão a localização da origem sonora.

CONCLUSÃO: O BAHA bilateral mostrou-se uma ótima ferramenta de amplificação sonora em casos selecionados de perda auditiva condutiva, possibilitando reabilitação auditiva com diminuição dos limiares auditivos e maior capacidade de localização sonora, promovendo reinserção social e melhoria na qualidade de vida.

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TRABALHO CLÍNICO

P-119

TÍTULO: BIÓPSIA DE LINFONODO SENTINELA EM CARCINOMA EPIDERMÓIDE DE CABEÇA E PESCOÇO COMO TRATAMENTO CIRÚRGICO SELETIVO DO PESCOÇO CLINICAMENTE NEGATIVO (CN0) SEM ESVAZIAMENTO CERVICAL ELETIVO

AUTOR(ES): CARLOS TAKAHIRO CHONE , GUILHERME MACHADO DE CARVALHO, ELBA ETCHEHEBERE, CELSO DARIO RAMOS, ALBINA MESSIAS DE ALMEIDA MILANI ALTEMANI, LEANDRO L. FREITAS, AGRÍCIO NUBIATO CRESPO

INSTITUIÇÃO: DISCIPLINA DE OTORRINOLARINGOLOGIA CABEÇA E PESCOÇO, ANATOMIA PATOLÓGICA, MEDICINA NUCLEAR/ UNICAMP

INTRODUÇÃO: A conduta de um pescoço negativo clinica e radiologicamente em pacientes com carcinoma epidermóide inicial da cabeça e pescoço (CECP) ainda é controversa e, sentinela é um procedimento descrito recentemente que ganhou um papel proeminente na gestão dos tumores em estágio inicial. Entretanto a maioria dos pacientes são submetidos a esvaziamento cervical eletivo (ECE) quando se sabe que apenas aproximadamente 20% apresenta doença oculta. Como em vários outros tumores sólidos, a biópsia do linfonodo sentinela (LNS) está emergindo como um método potencial para a realização de metástase linfática em CECP. Tem sido demonstrado que o estado do linfonodo sentinela prediz a presença de metástase na cadeia linfonodal cervical. Vários estudos de validação revelaram taxas de detecção do linfonodo sentinela em carcinoma epidermóide acima de 95% e o valor preditivo negativo de linfonodo sentinela negativo de 95%.

OBJETIVO: Avaliar pacientes com CECP com pescoço clinicamente negativos que são candidatos a esvaziamento cervical eletivo tratados com LNS sem esvaziamento cervical eletivo. 

METODOLOGIA: Estudo clínico, prospectivo, não randomizado.

RESULTADOS: Este grupo é composto por 53 pacientes, sendo composto por 87% de homens, idade média de 59 anos (38-81 anos), com média de seguimento de 23 meses (1-59 meses). O local mais prevalente de tumor primário foi a cavidade oral (53%), seguida de orofaringe (26%) e laringe (21%). Dezessete por cento foi classificado como T1, 45% foram classificados como estádio T2, 34% como estádio T3, e 0,04% como estádio T4. Quinze pacientes(28%) tiveram linfonodo sentinela positivo, e 54,4% destes foram submetidos a radioterapia adjuvante para o controle da doença (perineural, invasão tumoral vascular e marginal), dos quais um apresentou recidiva cervical (7%) sem recidiva local. Destes pacientes com LNS positivo, quatro apresentaram recidiva local, sem recidiva cervical. Nos pacientes com LNS negativos(38 pacientes), houve paciente com recidiva local e nenhuma recidiva cervical(0%). Até o presente momento nove pacientes foram a óbito, quatro do grupo de pacientes com LNS(+) dos quais um morreu de recidiva local, outro de recidiva cervical, e outros dois secundários a tratamento adjuvante(RTX e QTX) com pneumonia e outro insuficiência renal aguda, o primeiro sem doença. No grupo LNS negativos houve cinco óbitos de causa clínica, nenhum deles relacionado ao câncer, onde apenas um apresentava recidiva local e teve complicações da quimioterapia.

CONCLUSÃO: LNS em câncer de cabeça e pescoço apresenta alto valor preditivo negativo, alta precisão e baixa taxa de recidiva, mesmo aplicado sem esvaziamento cervical eletivo. É importante notar que nenhum estudo randomizado de tamanho amostral suficiente existe na literatura, mas os estudos preliminares mostram uma nova perspectiva no câncer de cabeça e pescoço. 

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TRABALHO CLÍNICO

P-120

TÍTULO: CARACTERIZAÇÃO CLÍNICA E GENÉTICO MOLECULAR DA ENXAQUECA ASSOCIADA A DISFUNÇÃO AUDITIVO VESTIBULAR FAMILIAR

AUTOR(ES): TATIANA CUNHA DE CARVALHO MATOS , ROBERTA LEMOS BEZERRA, CARLOS AUGUSTO COSTA PIRES DE OLIVEIRA, FAYEZ BAHMAD JUNIOR

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA & HOSPITAL DAS FORÇAS ARMADAS

INTRODUÇÃO: Enxaqueca associada a disfunção auditivo-vestibular ou enxaqueca vertiginosa, é caracterizada por vertigem episódica associada com enxaqueca, em algumas famílias é transmitida como herança autossômica

dominante.  Entretanto, nem o gene defeituoso ou locus que podem albergar o gene responsável pela enxaqueca vertiginosa familiar foram relatados. 

OBJETIVOS: Caracterização clínica, incluindo a progressão da doença através de um longo período de seguimento, em vários membros de uma mesma família e identificar o defeito genético responsável pela enxaqueca associada a disfunção auditivo-vestibular. 

MÉTODOS: Para identificar o gene responsável por esta condição nos vários membros desta grande, multi-geracional família afetada por enxaqueca vertiginosa familiar, foi estudado uma família caucasiana de cinco gerações na qual enxaqueca vertiginosa familiar era herdada de forma autossômica dominante e foram coletados dados clínicos de 146 membros. Membros desta família foram avaliados por mais de 12 anos e as informações clínicas incluindo detalhada anamnese, exame otorrinolaringológico e neurológico, avaliação audiológica e exames de imagens foram realizados. Análise de linkage do genoma foi realizado usando o Affymetrix SNP microarrays. 

RESULTADOS: Os altos valores encontrados pela análise de linkage foram avaliados através de genotipagem dos membros da família usando marcadores micro satélites. Dentre os 146 membros, 10 sofriam de enxaqueca vertiginosa.  As crises de enxaqueca antecediam o início dos sintomas vertiginosos em uma média de 15 a 20 anos. Geralmente sintomas da enxaqueca diminuíam com o passar das décadas enquanto que a vertigem apresentava piora em intensidade e frequência. Análise audiométrica após 12 anos revelaram uma perda auditiva estável, geralmente em frequências agudas, consitente com presbiacusia. Perda auditiva em frequências graves foi encontrado apenas no caso índice. Estudos de imagem foram normais. A análise genética revelou um novo locus no cromossomo 5 (lod score 3.95). 

CONCLUSÃO:  Enxaqueca precedendo Vertigem e outros sintomas cocleares é a história natural desta síndrome. A intensidade e frequência dos sintomas da enxaqueca diminuíram com o tempo enquanto que a intensidade e frequência dos sintomas vestibulares e auditivos tenderam a aumentar. A Perda Auditiva se demonstrou um padrão diferente quando comparado a outras entidades clínicas como DFNA-9 e Síndrome de Ménière. Enxaqueca associada a disfunção auditivo-vestibular pode ser herdada através de Modo Autossômico Dominante.Escaneamento de todo Genoma de indivíduos afetados identificou um novo LOCUS para a doença (5q35.1-q35.2)Este é o primeiro LOCUS descrito para Enxaqueca associada a disfunção auditivo-vestibular.

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TRABALHO CLÍNICO

P-121

TÍTULO: CARACTERIZAÇÃO CLÍNICA E GENÉTICO MOLECULAR DA SÍNDROME DE ALSTRÖM FAMILIAR

AUTOR(ES): CAMILA DE OLIVEIRA MACHADO , JAIRO DE BARROS FILHO, CAROLINA SOUSA ALVES COSTA, MARINA SANTOS TEIXEIRA, CARLOS A C P OLIVEIRA, FAYEZ BAHMAD JUNIOR

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - FACULDADE DE MEDICINA - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

INTRODUÇÃO: A Síndrome de Alström (SA) é uma doença muito rara, causada pela mutação no gene ALMS1, que apresenta uma degeneração progressiva das funções sensoriais, resultando em deficiências visuais e auditivas progressivas, além de distúrbios metabólicos como obesidade na infância, hiperinsulinemia e diabetes tipo II. O auxílio no diagnóstico diferencial entre esta e outras desordens sindrômicas associadas à disfunção progressiva sensorial será discutido. 

OBJETIVO: Caracterizar clinicamente em específico o perfil audiométrico e analisar do ponto de vista genético molecular dois membros de uma mesma família brasileira portadores de SA. 

MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de estudo analítico prospectivo em que os dados foram obtidos por meio de exames clínicos, revisão de prontuário e questionário respondido pelos membros da família. Foi realizada uma avaliação audiológica por meio de: audiometria tonal e vocal, imitanciometria, emissões otoacústicas, potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE), tomografias computadorizadas de mastóide e ressonâncias magnéticas de crânio. A análise genética foi realizada por meio de amostras de DNA retiradas do sangue periférico dos pacientes.

RESULTADOS: Essas avaliações audiométricas seriadas revelaram uma perda auditiva neurossensorial de progressão lenta, bilateralmente. O exame de emissões otoacústicas revelou ausência de respostas em ambas as orelhas, tanto as transientes quanto as por produto de distorção. O exame de potencial evocado auditivo de tronco encefálico, em intensidade de 80 dB NA, revelou-se normal para as duas orelhas, com presença das ondas I, III e V. As tomografias de mastóide apresentaram um alargamento do conduto auditivo interno bilateralmente em ambos os irmãos. As ressonâncias magnéticas de crânio com contraste mostram uma leve hipotrofia de cerebelo nos dois pacientes afetados. A análise genética detectou duas mutações no exon 10 do  braço curto do cromossomo 2: c.7942C>T e c.9193A>T.

CONCLUSÃO: Podemos concluir que o perfil audiométrico desta síndrome pode ser caracterizado pelo início precoce da perda auditiva neurossensorial, geralmente na primeira década de vida, progressão lenta, levando de 10 a 20 anos para provocar perda auditiva profunda nos afetados. O provável local da lesão é coclear, inicialmente em giro médio coclear e depois disseminando por toda cóclea, sugerido pela análise do teste de emissões otoacústicas e do potencial evocado auditivo de tronco encefálico. O reconhecimento de fala continua razoável apesar da diminuição da acuidade auditiva. os pacientes afetados parecem ser bons candidatos ao implante coclear. Estímulos sociais e educacionais podem compensar as deficiências causadas pela síndrome.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-122

TÍTULO: CARCINÓIDE ATÍPICO DE LARINGE:RELATO DE CASO E REVISÃO DE LITERATURA

AUTOR(ES): THIAGO FERREIRA BORGES , ROGÉRIO COSTA TIVERON, EDUARDO RODRIGUES DA CUNHA COLOMBO, LUCIANA RODRIGUES DA CUNHA COLOMBO, CAMILA PAZIAN FELICIANO, ANA LUIZA BITTENCOURT TEIXEIRA, MARCELO MIGUEL HUEB

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIANGULO MINEIRO

INTRODUÇÃO:Os tumores neuroendócrinos (TNE) representam 0,6% das neoplasias laríngeas, sendo o segundo câncer mais comum depois do carcinoma espinocelular. Os TNE atípicos representam cerca de 80% do total e se caracterizam pela agressividade e alta taxas de metástase.

OBJETIVO: Descrever um caso de um paciente com tumor carcinóide atípico na laringe com metástase linfonodal cervical unilateral submetido à laringectomia parcial horizontal supraglótica com esvaziamento cervical bilateral e posteriormente ressecção de metástase em pele.

RELATO DE CASO: Homem, 54 anos com queixa de disfonia e desconforto orofaríngeo há 2 anos e lesão vegetante em epiglote direita à videolaringoscopia.Submetido a tratamento cirúrgico cujo anatomopatológico mostrou se tratar de um tumor carcinóide atípico. O paciente apresentou ainda metástase em pele que foi ressecada. Desde então se encontra sem sinais clínicos ou exames de imagem de recidiva tumoral

CONCLUSÃO: Os TNE de laringe são neoplasias raras, podendo se apresentar de forma agressiva. No caso descrito foi optado por um tratamento cirúrgico, sem recidiva da lesão no seguimento clínico desde ressecção de metástase em pele.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-123

TÍTULO: CARCINOMA ADENÓIDE CÍSTICO DE MASTÓIDE

AUTOR(ES): RODOLFO CALDAS LOURENÇO FILHO , PAULO TINOCO, DANIELA SILVA PAIS, JOSÉ CARLOS OLIVEIRA PEREIRA, FLÁVIA RODRIGUES FERREIRA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL SÃO JOSÉ DO AVAÍ

INTRODUÇÃO

Os tumores malignos do osso temporal são raros, acontecem em menos de 0,2% das neoplasias de cabeça e pescoço. O carcinoma espinocelular e basocelular são os mais freqüentes, o carcinoma adenóide cístico é raro1 .

Acomete ambos os sexos (1:1). Acomete qualquer idade com predominância entre a 5a e 7a décadas2.

O sintoma mais comum é a otalgia1.

RELATO DO CASO

IGR, masculino,45 anos, pardo, de Bom Jesus do Itabapoana/RJ, foi atendido há 3 meses som desvio de comissura labial para esquerda e paresia palpebral superior esquerda.

Diagnosticou-se paralisia facial periférica, iniciou-se o tratamento com Prednisolona, Aciclovir, e Omeprazol. Retornou 2 meses depois relatando persistência do quadro.

Solicitou-se Tomografia computadorizada que revelou velamento da caixa do tímpano e antro-mastóide com destruição dos ossículos.

Foi realizada  mastoidectomia radical esquerda.

O histopatológico revelou carcinoma adenóide cístico infiltrante.

Após cirurgia paciente relatou melhora parcial do quadro, mas culminou com perda auditiva devido conduta agressiva.

DISCUSSÃO

O Carcinoma Adenóide Cístico é o mais freqüente de células ceruminosas, de maior malignidade, único a produzir metástases à distância. Metástases intracranianas e à distância são mais frequentes que as linfáticas(incomuns)1.

A otalgia é a queixa mais comum, outros sintomas são: sangramentos, otorréia, tontura, surdez, paralisia facial1. No caso ocorreu paralisia facial progressiva.

O tratamento é cirúrgico, combinado ou não com radioterapia pós-operatória5. Foi realizada mastoidectomia radical esquerda e o paciente encaminhado à radioterapia. 

COMENTÁRIOS FINAIS

O carcinoma adenóide cístico se diagnosticado no começo apresenta um melhor prognóstico. No caso foi diagnosticado tardiamente, devido ao sintoma incomum apresentado.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-124

TÍTULO: CARCINOMA ADENÓIDE CÍSTICO DE SEPTO NASAL

AUTOR(ES): CARLOS EDUARDO LUNA RIBEIRO LIRA , DANIELA LEITÃO, WALLACE DO NASCIMENTO SOUZA, THIAGO DOLINSKI SANTA ROSA OLIVEIRA, REGIS MARCELO FIDELIS, JULIANO NUNES PEREIRA, ALONÇO DA CUNHA VIANA JUNIOR

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL NAVAL MARCÍLIO DIAS

INTRODUÇÃO: O carcinoma adenóide cístico (CAC) é um grande desafio na prática de otorrinolaringologia. Apresenta crescimento insidioso e sua natureza infiltrativa é responsável pela disseminação local recorrente. O CAC ocupa o quinto lugar das lesões epiteliais malignas de glândulas salivares e sua ocorrência no septo nasal é muito incomum, tendo poucos casos descritos na literatura.

OBJETIVO: Relatar um caso de Carcinoma adenóide cístico de septo nasal devido à raridade da localização do mesmo.

RELATO DE CASO: ECPM, sexo feminino, 40 anos, procurou o ambulatório de ORL do HNMD devido quadro de obstrução de fossa nasal esquerda e epistaxe intermitente iniciada há 4 meses, já tendo sido tratada como sinusite em outro serviço sem melhora do quadro.

Nasofibroscopia evidenciou lesão com mucosa lisa e íntegra aparentando origem na área IV de Cottle, tocando corneto médio lateralmente. TC de SPN tecido com densidade de partes moles em fossa nasal esquerda, sem invasão de seios da face. Procedido a biopsia incisional, tendo como diagnóstico histopatológico carcinoma adenóide cístico. Paciente submetida à ressecção tumoral completa por via endoscópica com controle de margens por congelação. Devido ao estágio inicial (T1N0M0) e as margens cirúrgicas livres, optou-se pela não realização de radioterapia adjuvante, estando a paciente em acompanhamento há 20 meses sem sinais de recidiva local ou metástases à distância.

DISCUSSÃO: Invasão perineural é característica destes tumores e ocorre em até 60% dos casos. Este é um importante fator na recorrência local tumoral. Metástase cervical é rara e ocorre em apenas 8-13% dos pacientes. Metástase a distancia pode ocorrer em até 50% dos doentes durante o curso da doença, com os pulmões e ossos como sítios mais comuns. O tratamento de escolha para o CAC é a excisão cirúrgica completa da lesão  com boa margem de segurança. Radioterapia é obrigatória quando não se obteve margens livres e em doença localmente avançada. Longo tempo de follow-up é necessário porque recidiva local e metástases à distância podem ocorrer tardiamente no curso da doença. No caso relatado, devido ao estágio inicial da doença e ressecção cirúrgica com margens livres, optou-se por não realização de radioterapia. A paciente encontra-se em acompanhamento há 18 meses sem sinais de recidiva tumoral.

CONCLUSÃO: O diagnóstico em estágios iniciais permite, na maioria das vezes, ressecção tumoral com margens livres e maior chance de cura com baixa morbidade. Radioterapia adjuvante é reservada para tumores localmente agressivos. Longo prazo de vigilância clínica é obrigatório porque recidivas locais ou doença metastática são freqüentes.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-125

TÍTULO: CARCINOMA BASOCELULAR MORFEIFOME DE ORELHA ACOMETENDO O CONDUTO AUDITIVO EXTERNO- RELATO DE 2 CASOS

AUTOR(ES): AMADEU LUÍS ALCÂNTARA RIBEIRO, JOSÉ FELIPE BIGOLIN FILHO, LUDIMILA DE OLIVEIRA CARDOSO, LUIZ AUGUSTO MIRANDA SANGLARD, AGENOR ALVES DE SOUZA JÚNIOR, WILSON BENINI GUÉRCIO, MONIK ASSIS ESPINDULAR

INSTITUIÇÃO: SERVIÇO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFJF

INTRODUÇÃO: O câncer de conduto auditivo externo é um evento raro com incidência anual de 1 caso para cada 1 milhão de pessoas e está associado a um prognóstico ruim. É uma doença que acomete a adultos jovens e idosos, com idade média de surgimento aos 45 anos. Dentre os tipos histológicos, o mais comum  é o  carcinoma epidermóide  que constitui 80% dos casos, seguido do carcinoma basocelular , responsável por 6 a 20 % dos casos. AA maioria dos casos de CBC ocorre na hélice e na região periauricular , sendo que o conduto auditivo externo representa apenas 15 % dos casos. Em relação ao CBC, o subtipo histológico  morfeiforme é o segundo  mais comum e está associado a agressividade, extensão profunda da lesão,  alta taxa de recorrência e à doença metastática.

OBJETIVO: O objetivo deste trabalho é relatar 2 casos de CBC morfeiforme de orelha comprometendo o CAE, com invasão de tecidos profundos. É realizada também uma revisão de literatura a respeito do CBC metastático de orelha e sua relação com o osso temporal, discutindo-se epidemiologia, etiologia, histologia, patogênese, extensão, tratamento e complicações cirúgicas.

DISCUSSÃO: O câncer de orelha que acomete o CAE é um doença rara que acomete mais frequente brancos entre 20 e 60 anos e sua etiopatogenia esta relacionada a exposição solar  prolongada e a inflamação e infecção crônicas da orelha, pois estas alterariam o comportamento imunológico local o que levaria a uma proprensão à malignização.  O CBC  nesta topografia pode apresentar um comportamento bastante agressivo com invasão de tecidos profundos e resistência ao tratamento , bem diferente da maioria dos casos de CBC da pele , que se caracterizam pelo crescimento lento e cirurgia curativa . O diagnóstico clínico é tardio pois  inclui sintomas como otalgia crônica, otorréia, otorragia, perda auditiva, paralisia facial e prurido, muitas vezes confundidos com processos inflamatórios ou infecciosos da orelha.O CBC metástatico é raro e sua incidência se encontra entre 0,003% a 0,55%, muitas vezes associado a tumores recorrentes e a subtipos histólógicos ligados a agressividade.  O CBC metastático possui 3 opções terapêuticas: quimioterapia, radioterapia e cirurgia. O tratamento pode incluir uma opção isoladamente ou procedimentos combinados a depender da localização, natureza e extensão das metástases

CONCLUSÃO: O CBC morfeiforme de conduto auditivo externo é um tumor raro associado a idade avançada e a alta taxa de recorrência, além de prognóstico ruim.  Devido a complexidade anatômica  do osso temporal, orelha média, orelha externa  e sua proximidade de estruturas nobres , a avaliação e conduta no caso destes tumores pode ser um desafio, sendo muitas vezes necessária a atuação do radiologista e do neurocirurgião para uma condução melhor do caso.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-126

TÍTULO: CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS E HPV EM LESÃO ORAL

AUTOR(ES): LILIANE SATOMI IKARI , WILSON LUIZ VALIM ZERBINATTI, ANA CAROLINA PARSEKIAN ARENAS, FELIPE ALMEIDA MENDES, KÁTIA CRISTINA COSTA, LUIS CARLOS SCACHETTI, SILVIO ANTÔNIO MONTEIRO MARONE

INSTITUIÇÃO: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS

INTRODUÇÃO: O carcinoma de células escamosas oral ou também chamado carcinoma epidermóide ou espinocelular (CEC) oral representa 90% de todos os tumores malignos que afetam a cavidade bucal. O fumo, álcool, sífilis, deficiências nutricionais, sol, traumatismo, má higiene e irritação por bordas pontiagudas de dentes ou dentaduras são os fatores de risco mais conhecidos para o CEC. Além dessas, os vírus vêm sendo amplamente estudados como possíveis agentes carcinogênicos. Sÿrjanen et al.9 sugeriram o envolvimento do HPV com o câncer bucal, quando associaram as alterações celulares encontradas em lesões malignas e pré-malignas da boca às mesmas que ocorriam no câncer de cérvice uterina. O HPV 16 é o mais comum associado a câncer oral e de colo de útero enquanto os tipos 6 e 11 são os mais freqüentemente encontrados em lesões benignas e prémalignas e raramente nas lesões neoplásicas da cabeça e pescoço.

OBJETIVO: Relatar um caso de CEC em mucosa jugal no qual estava associado infecção por HPV

RELATO DE CASO: CF, 58 a,  masculino, com queixa de lesão oral há 2 anos, acompanhava dor ao ingerir alimentos ácidos e ao uso de pasta de dente. Paciente com DM2 e ex- elitista por 10 anos. Nega  doenças infecto contagiosas. Relata acompanhamento na Dermatologia por Líquen Plano.

Ao exame otorrinolaringológico: otoscopia e rinocospia anterior sem alterações, á oroscopia apresentava lesão em placa esbranquiçada em mucosa jugal á direita, não destacável com borda enegrecida. Pescoço livre.

Foi realizada biopsia incisional da lesão no qual o anátomo patológico evidenciou processo inflamatório crônico liquenóide compatível com líquen plano.

Após um mês de acompanhamento a lesão apresentou-se branca, elevada, em placa, com erosão central em mucosa jugal á direita e lesão erosada próximo ao 2º molar inferior e mucosa jugal á direita. Optou-se por realizar nova biópsia incisional a qual foi observado ao anátomo patológico um fragmento com neoplasia intraepitelial grau II (displasia moderada) e um fragmento com carcinoma epidermóide grau II histológico. Houve uma nota em que ambas as amostras foram observadas alterações coilocitóticas, sugestivas de infecção por HPV.

Foi solicitado TC de pescoço que evidenciou: massa sólida, heterogênea de limites mal definidos e aspecto infiltrativo, cujo centro geométrico localiza-se em região jugal direita, restringindo-se a esta localização. Linfonodo arredondado com 1 cm de diametro no nível I B.

Paciente foi submetido á resseccão de CEC em mucosa jugal, mandibulectomia marginal com rotação de retalho platisma e esvaziamento cervical nível IV com anátomo patológico de carcinoma epidermóide grau II histológico com alterações coilocitóticas sem margens comprometidas.

DISCUSSÃO: O relato do paciente com CEC de mucosa jugal com infecção pelo HPV associado mostrou que tal caso condiz com os achados da literatura atual com estudos que estão cada vez mais elaborados que corroboram essa associação.

CONCLUSÃO: O presente relato reforça a necessidade de considerar os casos de lesões orais sugestivas ou não de malignidades mesmo que o paciente não tenha sido exposto á fatores de risco habitualmente conhecidos. Devendo-se dar especial atenção a probabilidade de pacientes jovens estarem mais expostos a uma possível etiologia viral.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-127

TÍTULO: CARCINOMA DE CONDUTO AUDITIVO EXTERNO: RELATO DE CASO E REVISÃO DE LITERATURA

AUTOR(ES): RENATA MADDALENA MONTEIRO , ANTÔNIO JOSÉ DE CARVALHO NETO, ALEXANDRA SOUZA, JÉSSICA SILVA, CAROLINA FONSECA JARLETTI, MARÍLIA SARAIVA, IGOR LUCENA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL FEDERAL DE BONSUCESSO

INTRODUÇÃO:

O MAE está sujeito às condições patológicas dos tecidos que o compõem: pele, anexos epiteliais, tecidos subcutâneos, cartilagem e osso1.  Lesões neoplásicas podem ocorrer em qualquer sítio do conduto, e como sua origem é em área inacessível à visualização rotineira retarda o diagnóstico que ocorreria apenas na presença de sintomas1. A incidência de metástase ganglionar é pequena, variando de 10 a 15%2. Contudo, observa-se densa linfopatia regional de natureza inflamatória, com relativa frequência.

Dentre as neoplasias malignas do MAE o carcinoma de células escamosas é a mais comumente encontrada. Acometendo 1 por 1.000.000 habitantes/ano4. A frequência é igual ou apresenta índice discretamente maior na mulher. Os sintomas incluem otorréia purulenta ou sanguinolenta, otalgia, plenitude aural, perda auditiva e paralisia facial8. A dor ocorre no estágio precoce da doença e pode ser muito intensa. O diagnóstico é feito pelo exame histopatológico obtido por biópsia.

OBJETIVO:

 Fazer uma revisão bibliográfica da literatura sobre carcinoma de conduto auditivo externo e relatar um caso ocorrido em nosso serviço de Otorrinolaringologia.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Trata-se de uma revisão de literatura, realizada no período de janeiro de 2010 a abril de 2010, na qual foram consultados livros textos em Otorrinolaringologia e realizada a busca de artigos científicos nos bancos de dados da Bireme e Scielo, através das fontes Lilacs e Medline. Além da descrição do relato de caso atendido em nosso serviço de otorrinolaringologia em 2009.

RELATO:

Paciente de  44 anos, feminina, procurou o serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Federal de Bonsucesso-RJ em abril de 2009 com quadro de otalgia associada a otorréia e otorragia em orelha esquerda há 04 meses que não melhorava com uso de antibióticos. Realizado biópsia excisional da lesão com histopatológico demostrando carcinoma epidermoide moderadamente diferenciado. Passou por procedimento cirúrgico tipo mastoidectomia radical com parotidectomia a direita e esvaziamento cervical radical. Evoluiu para óbito após quatro meses.

DISCUSSÃO:

Devido a raridade do tumor, o critério mais próximo do ideal realizado para estadiar o tumor é baseado em técnicas de tomografia computadorizada para avaliar sua extensão. A principal modalidade terapêutica  é a cirúrgica, porém as diferentes abordagens na literatura são frequentemente confusas e inconsistentes.

O trabalho demonstra  a importância de uma avaliação cuidadosa para correta orientação terapêutica e/ou diagnóstica subsequente em todo paciente com estes sintomas.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-128

TÍTULO: CARCINOMA DE MERKEL LABIAL: RELATO DE CASO RARO

AUTOR(ES): AURÉLIA SILVA E ALBUQUERQUE , MAURO BECKER MARTINS VIEIRA, CAROLINE VALVERDE DINIZ BOECHAT, EDUARDO MACHADO ROSSI MONTEIRO, ANA PAULA DE AQUINO FERREIRA MONTEIRO, DANIEL SANTOS ARANTES SOARES, GLÁUCIA MARIA VASCONCELOS SEVERIANO

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL FELÍCIO ROCHO

O carcinoma de células de Merckel , também conhecido como Carcinoma Cutâneo Neuroendócrino é considerado uma neoplasia neuroendócrina rara, de comportamento agressivo e com prognóstico reservado de acordo com o estadiamento clínico da doença.

O diagnóstico diferencial com tumores cutâneos primários ou metastáticos (carcinoma basocelular, carcinoma epidermóide, linfoma, melanoma amelanótico) freqüentemente se torna difícil, sob o aspecto clínico e/ou histopatológico.

O interesse pela descrição deste caso se evidencia pela apresentação clínica atípica em região labial, o que torna o procedimento cirúrgico cada vez mais difícil, com a diminuição progressiva da cavidade oral, dificultando a intubação.

A ressecção deve ser sempre com margens amplas, devido à agressividade e número de recidivas. É importante questionar o emprego da cirurgia de Mohs neste caso, já que o carcinoma de Merkel apresenta comportamento semelhante ao melanoma, reservando este procedimento para tumores menos agressivos. 

O esvaziamento cervical deve ser uma conduta liberada e de acordo com a experiência do cirurgião. As técnicas cirúrgicas devem ser as mais simples possíveis devido ao risco de recidiva.

O seguimento deve ser frequente, e se possível, mensal. O prognóstico é reservado.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-129

TÍTULO: CARCINOMA DE PARATIREÓIDE INTRATIREÓIDE: RELATO DE UM CASO

AUTOR(ES): ROBERTA BEZERRA TAVARES GOBETH , JOÃO BOSCO LOPES BOTELHO, GECILDO SORIANO DOS ANJOS, DIEGO MONTEIRO DE CARVALHO, THAÍZA MARIA DA CÂMARA LIMA, RAFAEL REIS DI TOMMASO

INSTITUIÇÃO: FUNDAÇÃO HOSPITAL ADRIANO JORGE / UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS

INTRODUÇÃO: O carcinoma de paratireóide é uma doença rara, podendo estar relacionada à mutação no gene supressor HRPT2. Corresponde a 0,05% de todas as neoplasias, e a 0,4% das neoplasias endócrinas. Carcinomas de paratireóide intratireóide são raros.

OBJETIVO: Relatar um caso de carcinoma de paratireóide intratireóide diagnosticada no Serviço de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial da Fundação Hospital Adriano Jorge ? Manaus/AM.

METODOLOGIA: Revisão bibliográfica e informações do caso estudado.

RESULTADOS: Paciente masculino, 50 anos, branco, encaminhado ao serviço de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial da Fundação Hospital Adriano Jorge - Manaus/AM, com queixa de nódulo cervical, palpável e doloroso em topografia de lobo direito da glândula tireóide. História pregressa de litíase renal e hipertensão. Ao exame clínico, foi palpado nódulo cervical em topografia de lobo direito da glândula tireóide, de limites mal definidos, liso, móvel à deglutição e pouco doloroso à palpação. A ultrassonografia de tireóide identificou lobo direito (LD) aumentado de tamanho, e um nódulo sólido, de contornos irregulares, heterogêneo, com áreas císticas em seu interior. Volume glandular total de 77 cm3, Chammas III. PAAF compatível com lesão folicular. Hormônios tireoidianos, Anti-TPO e anti receptor de TSH sem alteração, cálcio sérico total de 9,3 mg/dl (VR: 8,5 ? 10,5 mg/dL). Nódulo tireoidiano demonstrado em ressonância nuclear magnética com extensão intratorácica, contornos bem definidos, sem infiltração de estruturas adjacentes. Procedido tireoidectomia total, com biópsia de congelação sugestiva de malignidade, mais esvaziamento cervical bilateral com via de acesso larga, evoluindo no pós-operatório sem intercorrências e alta em 48 horas. O exame anátomo-patológico revelou carcinoma de paratireóide intratireóide com invasão capsular e de tecido tireoidiano, áreas de necrose, hemorragia, fibrose e cistificação, confirmados pela imuno-histoquímica.

CONCLUSÃO: O carcinoma de paratireóide incide principalmente na faixa etária entre 44 e 54 anos, sem diferença entre os gêneros. Outras alterações laboratoriais são a hipofosfatemia, elevação dos marcadores bioquímicos do metabolismo ósseo e da fosfatase alcalina, além de hipercalciúria. Carcinomas de paratireóide não funcionantes são incomuns, e, embora a maior parcela dos pacientes tenha hipercalcemia, alguns permanecem normocalcêmicos, como no caso descrito. A característica intratireóidea dessa neoplasia é um achado histopatológico raro, com escassos casos descritos na literatura, embora de comportamento semelhante aos carcinomas de paratireóide não ectópicos, essa variação da anatomia patológica, exige alto índice de suspeição da equipe cirúrgica e patologia. Este caso diferencia-se clínica e cirurgicamente pelo perfil normocalcêmico do doente e uma apresentação anômala à macro e microscopia.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-130

TÍTULO: CARCINOMA EPIDERMÓIDE DE FACE COM ACOMETIMENTO NASOSSINUSAL

AUTOR(ES): PAULIANA LAMOUNIER E SILVA , THIAGO BOTELHO AFFONSO, DENISE DA SILVA CALVET, RICARDO KRAPP TAVARES, FLADWMYR BARROS EMÍLIO, IVAN CARLOS ORENSZTAJN

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL FEDERAL DO ANDARAÍ

OBJETIVOS

Relatar um caso de carcinoma epidermóide de face com invasão de fossa nasal, órbita e seio maxilar esquerdo e seu resultado pós-operatório.

MÉTODOS

MJMS, feminino, 67 anos, caucasiana, lavradora.

Apresentava histórico de carcinomas basocelulares recidivados, desde 2003, em pálpebra inferior direita, região malar direita, nasal direita, antebraço direito, pálpebra inferior esquerda, região orbitomalar esquerda, asa nasal direita, sulco nasogeniano direito.

Deu entrada no serviço de otorrinolaringologia e cirurgia de cabeça e pescoço do hospital federal do andaraí em 16 de abril de 2009, sendo observada lesão em região nasogeniana esquerda com invasão de assoalho de órbita esquerda e  fossa nasal. À tomografia computadorizada de seios paranasais também verificou-se destruição de parede anterior e superior do seio maxilar esquerdo, com invasão da parótida ipsilateral( Figura 2). Foi indicado tratamento cirúrgico para exérese da tumoração e confecção de retalho microcirúrgico pelo Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Federal do Andaraí.

RESULTADOS

Realizada ressecção oncológica em um primeiro tempo cirúrgico com identificação de extensa

> lesão com epicentro em região de pálpebra inferior esquerda, região nasogeniana esquerda, com

> invasão de assoalho de órbita esquerda, destruição de parede anterior e superior de seio maxilar

> esquerdo, extensão à fossa nasal esquerda, corneto inferior e médio , asa nasal e nariz , osso nasal, parte medial de parótida esquerda, poupando lábio superior esquerdo e em

> planos profundos mucosa jugal.  Realizada, exanteração de órbita esquerda, incluindo pálpebras, maxilarectomia de supra e meso estruturas, parotidectomia com inclusão de nervo facial, exanteração de fossa nasal à esquerda, ressecção de região naso geniana esquerda. Identificada e reparada arteria facial esquerda. A congelação peroperatoria  demonstrou margens cirúrgicas livres.

O retalho microcirúrgico foi realizado em um segundo tempo cirúrgico pelo Serviço de Cirurgia Plástica.

CONCLUSÕES

O segundo câncer de pele mais comum é o Carcinoma epidermóide.. Apresenta um crescimento mais rápido que o basocelular. Os principais fatores de risco para esta neoplasia são a exposição à luz solar (UVB), exposição ao arsênico, hidrocarbonetos aromáticos, fenótipo suscetível, comprometimento da imunidade, cicatrizes de queimaduras e úlceras, HPV 16 e 18 e genodermatoses. O caso refere-se

à uma paciente de origem caucasiana, lavradora, com múltiplos carcinomas basocelulares ressecados e uma lesão em região nasogeniana que evoluiu com invasão nasossinusal e de região orbitária. Devido à alta morbidade causada pela condição também cabe ao otorrinolaringologista uma anamnese e exame físico mais detalhados, uma vez que lesões de fossa nasal e seios paranasais podem ser extensão de lesões malignas de face subdiagnosticadas.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-131

TÍTULO: CARCINOMA ESCAMOCELULAR DE CONDUTO AUDITIVO EXTERNO: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): ANDRÉ CAVALCANTE SARAIVA , RIBEIRO, S., ROCHA, M. A., BORGES, A., GOBETH, T. R., SARAIVA, A. C., GONZAGA, G.

INSTITUIÇÃO: FUNDAÇÃO HOSPITAL ADRIANO JORGE / UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS

INTRODUÇÃO: As neoplasias malignas de conduto auditivo externo (CAE) são raras e representam menos que 0,2% dos tumores da cabeça e pescoço. O carcinoma espinocelular (CEC) e o basocelular são os mais incidentes, sendo o primeiro mais freqüente. A apresentação clínica, relatada em pelo menos um terço dos pacientes, é otalgia e otorréia em um paciente com história de otite crônica.

OBJETIVO: Relatar um caso de carcinoma escamocelular de conduto auditivo externo diagnosticado e acompanhado no serviço de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial da Fundação Hospital Adriano Jorge, Manaus/AM.

METODOLOGIA: Revisão bibliográfica e análise dos dados do paciente.

RESULTADOS: Paciente, 51 anos, sexo masculino, com história de evolução de nove meses de otalgia esquerda, otorréia purulenta fétida associada a otorragia esporádica, fazendo uso de vários antibióticos sem melhora do quadro clínico, e há dois meses evoluindo com paresia em hemiface E.  Em TC de mastóide evidencia-se destruição de células da mastoide e ossículos, erosão do osso temporal, notando-se material com densidade de partes moles com focos gasosos de permeio preenchendo o conduto auditivo externo. A referida lesão estendia-se para a cisterna do ângulo ponto-cerebelar e à fossa média ipsilateral. Em RNM de mastóide, observou-se lesão medindo 4,5 x 3,9 cm de extensão invadindo partes moles adjacentes ao pavilhão auricular externo, e invasão da cavidade craniana, confirmando os achados da TC. Paciente foi submetido a uma intervenção cirúrgica onde foi realizada debridamento de mastóide e biópsia cujo resultado revelou CEC.

CONCLUSÃO: Apesar do CEC de CAE ser uma afecção rara, seu diagnóstico deve ser sempre suspeitado na presença de otites crônicas de difícil manejo, e resistentes a antibioticoterapia.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-132

TÍTULO: CARCINOMA ESPINOCELULAR SUBGLÓTICO ? RELATO DE CASO

AUTOR(ES): WILSON LUIZ VALIM ZERBINATTI , LILIANE SATOMI IKARI, ANA CAROLINA PARSEKIAN ARENAS, ADRIANA COUTINHO MARIUZZO, JOSÉ FRANCISCO DE SALES CHAGAS, RICARDO PIRES DE SOUZA, SILVIO ANTÔNIO MONTEIRO MARONE

INSTITUIÇÃO: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS

INTRODUÇÃO: O carcinoma escamoso celular primário de subglote é raro, com aproximadamente 1% dos carcinomas de laringe. A maioria dos tumores são carcinomas de células escamosas e já se encontram em estado avançado, piorando seu prognóstico. A laringoscopia indireta é essencial para o diagnóstico, além de exames de imagens como tomografia computadorizada de pescoço (TC). O tratamento é cirúrgico combinado a radioterapia.

OBJETIVO: Relatar um caso de carcinoma espinocelular de subglote

RELATO DO CASO: E.R.J., 44 anos, branco, desempregado, natural e procedente de Campinas, SP, com disfonia há 4 meses e dispnéia há 2 meses. Nega odinofagia, perda ponderal, sintomas de refluxo ou abuso vocal. É ex-usuário de cocaína, ex-etilista 2L de destilado por dia, parou há 3 meses, tabagista de 2 maços de cigarro por dia, hepatite C, cirrose hepática, diabético, hipertenso.

Ao exame: Rinoscopia e otoscopia sem alterações. Pescoço: livre. Nasofibroaringoscopia flexível: Lesão vegetante em subglote em região anterior bilateral, projetando-se discretamente para a sua luz. Sem outras lesões.

TC de pescoço: lesão em região anterior de subglote ocupando parcialmente sua luz, sem invasão de estruturas adjacentes. Classificação TNM: T2

Realizada biópsia incisional por laringoscopia de suspensão sob anestesia geral. O estudo anátomo-patológico sob a coloração HE (AP) concluiu se tratar de carcinoma espinocelular subglótico (CEC). O paciente foi submetido a seguir à laringectomia total e está em bom estado geral.

DISCUSSÃO: O CEC consiste é o tumor mais comum na faringe e hipofaringe, sendo responsável por mais de 90% dos tumores malignos desta região. É potencialmente curável mas evolui de maneira lenta e progressiva e os índices de sobrevida dependem do diagnóstico precoce e tratamento adequado para cada situação. Invasão secundária que se inicia em áreas adjacentes é comum. Neste relato não foi observada lesão de estruturas adjacentes, sendo a lesão confinada somente à subglote.

A suspeita da lesão se inicia com disfonia ou disfagia. Pode ser assintomático e sua manifestar-se inicialmente como nódulo cervical metastático. Tipicamente se inicia na superfície interna da laringe e hipofaringe. Em nosso relato, o paciente apresentava queixa de disfonia há 4 meses e logo na primeira avaliação foi submetido à nasofibrolaringoscopia flexível, sendo observada a lesão. A laringoscopia deve fazer parte da investigação. Entretanto, grandes tumores não possibilitam identificar a exata origem desta lesão. A subglote é facilmente visualizada pela Tomografia Computadorizada (CT). Neste relato, a CT descartava comprometimento além da subglote, não havendo comprometimento linfonodal e cujo estadiamento TNM foi T2.

Os possíveis tratamentos para o carcinoma laríngeo e hipofaríngeo incluem laringectomia total ou parcial, o que depende do estadiamento do tumor. No presente relato, após realização de biópsia a análise histopatológica sob coloração HE demonstrou se tratar de Carcinoma de Células Epiteliais. O tratamento proposto foi laringectomia total.

CONCLUSÃO: O CEC de subglote merece atenção especial por ser um tumor extremamente raro, de evolução lenta e progressiva e por vezes assintomático. Seu diagnóstico deve combinar exame físico otorrinolaringológico completo, incluindo nasofibrolaringoscopia flexível, sendo igualmente importante o exame de imagem para o detalhamento da origem da lesão e suas possíveis extensões.

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P-133

TÍTULO: CARCINOMA MEDULAR TIREOIDEANO HEREDITÁRIO

AUTOR(ES): RENATA MIZUSAKI IYOMASA , ÉRICO VINÍCIUS CAMPOS MOREIRA DA SILVA, CELIA REGINA NOGUEIRA, GLÁUCIA MARIA FERREIRA DA SILVA MAZETO, THIAGO BARRETO FREDERIGUE, MARIANGELA ESTHER ALENCAR MARQUES, JOSÉ VICENTE TAGLIARINI

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - UNESP

Introdução - O Carcinoma Medular Tireoideano (CMT) é uma neoplasia tireoideana incomum. Vinte e cinco % a 30 % deste tipo de neoplasia é hereditária, sendo associado com a neoplasia múltipla neuroendócrina (MEN) e a mutação do proto-oncogene RET. Pacientes com mutação no códon 611 possuem risco genético tipo 2 (alto risco) para CMT e é recomendado a tireoidectomia profilática até os 5 anos de idade, mesmo que assintomáticos. Casuística e Método - Estudo Retrospectivo. Objetivo - Descrever o seguimento de 4 pacientes de uma família com Carcinoma Medular de Tireóide com proto-oncogene RET positivo para mutação no códon 611. Resultados - Caso 1: I.C.C., 10 anos, masculino, assintomático. Exame físico normal. US tireoideano: Lobos tireoideanos com áreas sólido-císticas pequenas, medindo até 3mm. Rastreamento genético: mutação no proto-oncogene RET, códon 611. Realizado Tireoidectomia profilática e dissecção do nível VI bilateral, com ausência de neoplasia. Calcitonina basal e CEA pós-cirúrgicos normais. Evoluiu com hipoparatireoidismo. Caso 2: C.A.P.N., 11 anos, masculino, assintomático. Sem alterações no exame físico. US tireoideano: dentro da normalidade. Rastreamento genético: mutação no proto-oncogene RET, códon 611. Realizado Tireoidectomia profilática, com ausência de neoplasia. Calcitonina basal, PTH e CEA pós-cirúrgicos normais. Caso 3: L.F.M., 12, masculino, assintomático, sem comorbidades. Sem alterações ao exame físico. Rastreamento genético: mutação no proto-oncogene RET, códon 611. Realizado Tireoidectomia profilática, com ausência de neoplasia. Calcitonina basal, PTH e CEA pós cirúrgicos normais. Caso 4: R.R.C., 51 anos, feminina. Hipertensa e dislipidêmica. Exame físico normal. US tireoideano: tireóide com contorno e ecogenicidade normais, sem evidências de nódulos. Rastreamento genético: mutação no proto-oncogene RET, códon 611. Tireoidectomia profilática e dissecção do nivel VI que evidenciou: microcarcinoma nodular de tireóide, medindo 0,3cm no maior diâmetro em lobo tireoideano direito. Hiperplasia multifocal de células perifoliculares. Linfonodos dissecados livres de neoplasia. Imunohistoquímica compatível com o anatomopatológico. Calcitonina e CEA pós-operatórios normais. Evoluiu com hipoparatireoidismo. Discussão - A literatura médica relata casos de tireoidectomia profilática desde o a idade pré-escolar. Em nossa série de casos, a cirurgia foi realizada em crianças de idade escolar com bons resultados. A positividade da mutação mostrou relação direta com o diagnóstico anatomopatológico na paciente do caso 5, operada aos 51 anos de idade. Esses resultados mostram importância do rastreamento genético no diagnóstico e tratamento em fase inicial (caso 5), e até mesmo na prevenção do desenvolvimento desse carcinoma (demais casos). Conclusão - A análise do proto-oncogene RET é um valioso teste para detectar precocemente o CMT e o tratamento cirúrgico melhora o prognóstico de indivíduos com MEN tipo 2 com risco de CMT.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-134

TÍTULO: CARCINOMA NASOFARINGE

AUTOR(ES): DANIELLE CANDIA BARRA , ANA HELENA BANNWART DELL´ARINGA, MYRIAN DE LIMA ISAAC, GUSTAVO VIANI ARRUDA, ALFREDO RAFAEL DELL´ARINGA, CARLOS RENATO TICIANELLI TERAZAKI

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE MARÍLIA

O Carcinoma de Nasofaringe (CNF) é uma doença maligna rara no Ocidente. Entre os orientais esta patologia chega a ser endêmica. Em pessoas com idade inferior a 30 anos apresenta uma incidência muito pequena. Está associado a infecções pelo vírus Epstein Barr, fatores dietéticos e genéticos. Seu diagnóstico é difícil e tardio por ser uma doença pouco sintomática. Dentre as manifestações clínicas mais comuns estão o surgimento de massa cervical anterior e hipoacusia por otite efusiva ipsilatetal ao lado acometido. Relatamos caso de um paciente jovem que recebeu o diagnostico de CNF de maneira tardia após surgimento de massa cervical esquerda. Entretanto, a despeito do diagnóstico ter sido realizado quando a doença já estava avançada o paciente obteve evolução satisfatória com realização do tratamento combinado de radio e quimioterapia.

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P-135

TÍTULO: CARCINOMA VERRUCOSO DE LARINGE: VARIANTE INCOMUM DE CARCINOMA EPIDERMÓIDE

AUTOR(ES): RENATA FARIAS DE SANTANA , RENATO TELLES DE SOUZA, LUIZ CARLOS NADAF DE LIMA, RAFAEL SIQUEIRA DE CARVALHO, MARCOS ANTÔNIO FERNANDES, LUIZ EDUARDO WAWRICK FONSECA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO GETÚLIO VARGAS

INTRODUÇÃO: O carcinoma verrucoso é uma variante rara de carcinoma epidermóide bem diferenciado. Esta lesão, também conhecida como tumor de Ackerman, tem uma aparência morfológica característica e comportamento clínico específico. Deve ser separada de outros carcinomas epidermóides, porque, mesmo com lesões extensas tem um excelente prognóstico com o tratamento adequado. Esta lesão tem uma predileção para as membranas mucosas da cabeça e pescoço, sendo mais comumente encontrada na cavidade oral. É uma doença essencialmente de homens com idade superior a 50 anos. Mascar tabaco é o fator etiológico primário das lesões da cavidade oral. O tabagismo é altamente correlacionado com lesões laríngeas. Os avanços da biologia molecular demonstram uma provável relação entre o carcinoma verrucoso e o papiloma vírus humano.

OBJETIVO: Relatar o caso de paciente com história de seis meses de disfonia, com lesão hiperqueratótica, leucoplásica, exofítica e vegetante, compatível com carcinoma verrucoso.

METODOLOGIA: Foram realizados anamnese, exame físico, videolaringoscopia e procedimento cirúrgico do paciente.

RESULTADOS: Paciente do sexo masculino, 55 anos, compareceu ao ambulatório de Otorrinolaringologia, referindo quadro de disfonia e tosse seca irritativa há 6 meses. Passou a manifestar queixa de dispnéia em repouso no último mês. Negava disfagia, odinofagia ou uso abusivo da voz. Portador de diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica. História de tabagismo há 20 anos, com carga tabágica de 10 maços/ano. À videolaringoscopia, apresentava lesão hiperqueratótica leucoplásica, exofítica e vegetante, com prolongamentos filiformes, ocupando a totalidade de prega vocal esquerda, causando obstrução glótica, além de extensão subglótica. Mobilidade de pregas vocais aparentemente preservada. O paciente foi submetido à microcirurgia de laringe, com laringoscópio de suspensão, sob anestesia geral, com intubação orotraqueal, para realização de biópsia incisional da lesão. A análise histopatológica demonstrou tratar-se de carcinoma verrucoso.

CONCLUSÃO: O carcinoma verrucoso é uma neoplasia maligna altamente diferenciada, constituída por células escamosas, de apresentação incomum. A diferenciação clínica e histológica é de primordial importância para o diagnóstico. A metástase é rara, mas o crescimento é inexorável, podendo resultar na morte do paciente. O diagnóstico histopatológico pode ser muito difícil, devido ao alto grau de diferenciação celular, especialmente se o material da biópsia não mostra uma área de junção entre tumor e o tecido normal. Provavelmente, em nenhuma outra neoplasia de laringe há necessidade de cooperação entre o cirurgião e o patologista.

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P-136

TÍTULO: CARCINOMA VERRUCOSO DO SEIO MAXILAR COM DESTRUIÇÃO PALATAL

AUTOR(ES): JULIANA ROCHA VELOSO , ALLYSON STEFANUS RUFINO, NILVANO ALVES DE ANDRADE, ADRIANO SANTANA FONSECA

INSTITUIÇÃO: SANTA CASA DE MISERICORDIA DA BAHIA

INTRODUÇÃO: A localização mais comum de carcinoma verrucoso (CV) na cabeça e pescoço é a cavidade oral, seguida da laringe. É uma variante bem diferenciada do carcinoma escamoso, com bom prognóstico, crescimento lento, porém localmente invasiva. Há pouca tendência a metástases a distancia ou loco-regionais. A etiologia permanece desconhecida. A relação entre o CV primário da cavidade oral e o hábito de mascar o tabaco é bem estabelecida, porém quanto ao aparecimento nos seios da face, não há relação estabelecida. Na fossa nasal e nos seios paranasais o surgimento deste tumor é raro, constituindo 3% de câncer em cabeça e pescoço.

CASO-CLÍNICO: Masculino, 53 anos, com dor em hemiface esquerda e obstrução nasal perene ipsilateral há um ano. Relatou lesão em palato duro, à esquerda, há 2 meses. Ao exame físico, lesão hiperemiada ocupando a fossa nasal esquerda. À inspeção da cavidade oral ulceração em palato duro, à esquerda. À tomografia computadorizada de face, observou-se lesão expansiva em seio maxilar esquerdo, com erosão de paredes medial, lateral e inferior deste seio e extensão para o processo alveolar e palatino do osso maxilar ipsi e contralateral. Tabagismo por 15 anos. Foram realizadas três biópsias ambulatoriais, incisionais e progressivamente mais ampliadas, em palato, que revelaram hiperplasia epitelial, sem atipias. Foi programado Mid-facial degloving com maxilectomia medial e retirada de toda lesão macroscopicamente visível em seio maxilar esquerdo e palato. A anatomia revelou carcinoma escamoso bem diferenciado, queratinizante e exofítico. Foi programada maxilectomia total, à esquerda, ampliada para o processo alveolar e palatino direito. A histologia apresentou carcinoma verrucoso do seio maxilar sem comprometimento angiolinfático ou perineural, porém com comprometimento de margem superior. Como o paciente encontrava-se com boa cicatrização cirúrgica e sem sinais macroscópicos de tumor residual e por se tratar de um T4N0Mx optamos por radioterapia adjuvante.    

DISCUSSÃO: CV ocorre mais frequentemente no seio maxilar. Os fatores de risco associados ao CV na cavidade oral são tabagismo e higiene oral precária, porém estes fatores não interferem no surgimento nos seios da face. No manejo do CV a ressecção cirúrgica é a primeira escolha de tratamento. A indicação de radioterapia é controversa. A irradiação de CV está classicamente relacionada à transformação anaplásica com incidência acima de 30%. Contudo evidências recentes sugerem que esta transformação ocorre ocasionalmente e pode ocorrer mesmo em pacientes não irradiados, antes ou após o procedimento cirúrgico, e até em casos não tratados. Persistir no diagnóstico precoce diminui as ressecções cirúrgicas e a necessidade de terapias adjacentes ou procedimentos cirúrgicos adicionais.

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P-137

TÍTULO: CASO DE HAMARTOMA ADENOMATÓIDE EPITELIAL RESPIRATÓRIO

AUTOR(ES): TATIANA CUNHA DE CARVALHO MATOS , HENRRIQUE FERNANDES DE OLIVEIRA, MÁRIO ORLANDO DOSSI, MARCELO BRAZ VIEIRA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DAS FORÇAS ARMADAS

INTRODUÇÃO: O hamartoma adenomatóide epitelial respiratório (REAH) é o hamartoma mais comum da cavidade nasal. Foi o primeiramente descrito em 1995 por Wenig e Heffner. É mais comum em homens 6;1, com idade entre 27 e 81 anos. São benignos , geralmente unilaterais e ocorrem mais frequentemente na região posterior do septo nasal.

CASO CLÍNICO: Paciente N.R.,   anos de idade, sexo feminino, branca, procurou o serviço de Otorrinolaringologia do HFA com queixa de piora da obstrução nasal há 6 meses. Já tinha diagnostico de rinite alérgica e por vezes apresentava esse sintoma. Entretanto se queixava de que não havia obtido melhora com uso de corticóides e antibióticos orais (quatro curso nos últimos seis meses). À rinoscopia havia uma lesão polipóide ocupando toda a fossa nasal direita. Negava doenças crônicas. Foi submetida a biópsia excisional da lesão que evidenciou ao anátomo patológico REAH.

REVISÃO: O termo hamartoma foi introduzido em 1904 por Eugem Albrecht para descrever tumores caracterizados por crescimento anormal de um conjunto de tecidos nativos de determinada área, originários de qualquer uma das camadas germinativas. O REAH é uma proliferação glândular com aparência polipóide ou exofítica. As glândulas são média-grandes ligadas ao epitélio ciliado respiratório que está conectado à mucosa da superfície. Metaplasia mucosa pode ser observada e há uma membrana hialina ao redor das glândulas. Na lâmina própria pode haver proliferação das pequenas glândulas serosas, infiltrado inflamatório e edema no estroma. O epitélio ciliado do REAH expressa a keratina 7 (CK7) e está cercado de células basais positivas para p63 e moléculas de queratina de alto peso.  Os sintomas presentes geralmente são vagos e inespecíficos como obstrução nasal, epistaxe e rinorréia. Até 2009 eram conhecidos 39 casos de REAH na literatura. O tratamento é a exérese completa da lesão e não há descrição de recidivas.O diagnóstico diferencial de REAH deve ser feito com papiloma invertido e adenocarcinoma.

CONCLUSÃO: Como previsto, ocorreu melhora completa da obstrução nasal no pos-operatório imediato. Foi realizada hemostasia com pequeno pedaço de surgicel. Houve reepitelização normal do sitio cirurgico. A paciente cursou com ausência de hiposmia no pós operátorio e apresenta-se sem recidiva até o momento.

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P-138

TÍTULO: CASO DE PÓLIPO DE KILLIAN BILATERAL

AUTOR(ES): TATIANA CUNHA DE CARVALHO MATOS , MARCELO BRAZ VIEIRA, ELIONES DANTAS PINTO DO AMARAL, MARCO ANTÔNIO RIOS LIMA, WANER NEIVA FONSECA, OSWALDO NASCIMENTO DE OLIVEIRA JÚNIOR

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DAS FORÇAS ARMADAS

INTRODUÇÃO: O pólipo antrocoanal ou pólipo de Killian é uma lesão polipóide benigna solitária que acomete crianças e adultos jovens. Origina-se de uma hipertrofia da mucosa do antro do óstio do seio maxilar próximo ao óstio e desenvolve-se por estímulo desconhecido, através do óstio do seio maxilar para a cavidade nasal e em direção à coana. Há relato, até 2009, de três casos em que o paciente apresentava pólipo de killian bilateral.

CASO CLÍNICO: Paciente MASC, 34 anos de idade, sexo feminino, branca, procurou o serviço de Otorrinolaringologia da clínica particular do Dr Oswaldo Nascimento  com queixa de obstrução nasal bilateral há mais de dez anos. Foi realizada rinoscopia anterior que evidenciava polipo bilateral. À  nasofibroscopia havia pólipo saindo do meato médio em direção à coana bilateralmente.  Como tratamento foi realizado cirurgia endonasal (FESS). Até o momento a paciente não apresentou recidiva.

REVISÃO: Gustav Killian descreveu o pólipo antrocoanal em 1906. Apesar de não ser uma afecção rara, há poucos casos descritos em que o pólipo de Killian ocorre bilateralmente. É considerado o pólipo mais comum em crianças tendo como etiologia uma doença inflamatória bacteriana crônica e/ou fibrose cística. Os principais sintomas são obstrução nasal, roncos noturnoc e respiração bucal. O pólipo deve ter sua inserção completamente ressecada para se evitar recidiva.

CONCLUSÃO: Há hipóteses da patogenia do pólipo de Killian. A principal seria o aumento da pressão intrasinusal causada por obstrução do complexo óstio-meatal médio em paciente com cisto de retenção em alérgicos. Isso faria com que houvesse herniação desse. O tratamento de escolha é a cirurgia endoscópica associada ou não ao acesso de Caldwell Luc. Também é importante que se corrija os defeitos anatômicos que predispõe à doença bem como se realize o diagnóstico e acampanhamento dos pacientes com rinite alérgica.

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P-139

TÍTULO: CHOQUE SÉPTICO E ÓBITO APÓS CIRURGIA DO ENXERTO DO SEIO MAXILAR PARA IMPLANTE DENTÁRIO: RELATO DE UM CASO

AUTOR(ES): LUIZ CARLOS ALVES DE SOUSA , FERNANDA MARRA MARTINEZ, THAILISE GIROTO FERREIRA DA SILVA, PEDRO RANGEL PEREZ, JAYSON PEIXOTO MACHADO, FABÍOLA DONATO DE ALMEIDA, FÚLVIO CÁLICE FERREIRA

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO, ASSOCIAÇÃO PAPARELLA DE OTORRINOLARINGOLOGIA

INTRODUÇÃO: Os implantes dentários osteointegrados constituem-se método largamente utilizado para a reposição dos dentes. O enxerto do seio maxilar (SM) garantirá a osteointegração e fixação do implante, que é colocado através do levantamento da membrana sinusal. A sinusite maxilar pode ocorrer como complicação em até 20% desta cirurgia. O tratamento desses pacientes deve ser realizado por otorrinolaringologista (ORL) em ambiente hospitalar, com uso de antibióticos EV e abordagem cirúrgica do SM, com curetagem de sua cavidade, por meio da técnica de Caldwell-Luc com ampla antrostomia nasal ou da cirurgia endoscópica funcional dos seios da face.

OBJETIVO: Demonstrar a gravidade da sinusite maxilar purulenta como complicação da cirurgia do enxerto do SM e o adequado manejo clínico- cirúrgico destes pacientes.

METODOLOGIA: CAA, 64 anos. Submetida à cirurgia do enxerto do SM bilateral. Nos 21 dias que se sucederam a cirurgia apresentou sinais e sintomas sugestivos de sinusite maxilar infecciosa à direita, tratada pelo cirurgião dentista através de punções do SM e trocas empíricas de antibióticos VO. No 21º dia de PO realizou TC revelando imagem hiperdensa do SM direito e submetida à nova punção deste seio paranasal com drenagem de secreção purulenta, mantendo dreno tipo cânula. Neste mesmo dia à noite a paciente deu entrada no serviço de emergência com quadro de choque séptico. Encaminhada para a UTI onde foi a óbito de falência múltipla dos órgãos tendo como doença de base (foco séptico) a sinusite maxilar purulenta.

RESULTADOS: O desfecho letal do caso demanda uma análise da evolução da sinusite maxilar purulenta decorrente da cirurgia do enxerto do SM. Os candidatos à cirurgia do enxerto maxilar devem ser acompanhados durante o pré e pós-operatório pelo médico ORL, que garantirá em casos de sinusite maxilar, a intervenção clínica medicamentosa e/ou cirúrgica em regime de internação hospitalar o mais precoce possível para prevenir complicações graves. Neste caso a paciente apresentou uma evolução clínica arrastada por longo período, 21 dias entre a cirurgia do enxerto maxilar e sua entrada no hospital em choque séptico sem ser submetida a qualquer avaliação e tratamento médico.

CONCLUSÃO: O tratamento da sinusite maxilar purulenta decorrente da cirurgia do enxerto do SM deve ser realizado em ambiente hospitalar por meio de abordagem ampla e direta do SM com curetagem e lavagem de sua cavidade, além de antibioticoterapia endovenosa de amplo espectro. O tratamento desta complicação deve ficar sob a responsabilidade de uma equipe médica de acordo com as necessidades clínicas e co-morbidades do paciente.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-140

TÍTULO: CIRURGIA CRANIOFACIAL PARA TRATAMENTO DE CARCINOMA INDIFERENCIADO DE ETMÓIDE LOCALMENTE AGRESSIVO

AUTOR(ES): GIULIANNO MOLINA DE MELO , CAMILLA FRANCO PENNA CAPUTTI, FERNANDO JOSÉ GATTO DE OLIVEIRA, FRANCISCO PIEROZZI D'URSO, MARIANO EBRAM FIORE, NERY USTULIN CESPEDES, RODRIGO DE FARIA VALLE DORNELLES

INSTITUIÇÃO: CLÍNICA E CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO DO HOSPITAL DA BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: A incidência de neoplasias que acometem a base do crânio é baixa. Os carcinomas indiferenciados são responsáveis por cerca de 1% dos cânceres que acometem a base do crânio, relacionados aos seios paranasais, sendo de evolução rápida, altamente invasivos e de baixa curabilidade. A cirurgia craniofacial é uma abordagem multidisciplinar, com atuação do Neurocirurgião, Cirurgião de Cabeça e Pescoço e Cirurgião Plástico Reconstrutivo, realizada após falha no tratamento oncológico prévio. As complicações  mais comuns são  infecções, meningite, fístula liquórica, necrose de retalho e necrose óssea. Os fatores de pior prognóstico são idade acima de 60, tratamento prévio, alto grau, envolvimento orbitário, infiltração de dura-máter e cerebral e margens comprometidas. MATERIAIS E MÉTODOS: SCA, feminino, 24 anos que iniciou quadro de epistaxe na gestação, evoluindo com proptose e amaurose direita.  Encaminhada ao serviço de Cabeça e Pescoço do H.B.P-SP  para avaliação. Na admissão apresentava proptose ocular direita, sem linfonodomegalia, pupila direita midriática com amaurose e à esquerda visão presente. A rinoscopia demonstrava oclusão da coana direita e desvio de septo á esquerda. A RNM Encéfalo e a TC de Crânio demonstravam extensa neoplasia crânio-facial, com origem em etmóide, estendendo do palato duro à fossa anterior craniana e parte intraorbitária direita, erosão do assoalho da fossa anterior craniana, órbita e seio maxilar direito e parte da órbita esquerda com linfonodomegalia em níveis II, III. Operada por equipe multidisciplinar com ressecção total da parte intracraniana, dura-máter e tecido cerebral da fossa anterior. A ressecção total da parte facial foi adquirida após translocação da face com maxilectomias radical à direita e parcial à esquerda e ressecção da peça em monobloco com  a exenteração de órbita direita, osso frontal, soalho da fossa anterior e parede medial de órbita esquerda sendo preservado o globo ocular esquerdo. Reconstrução crânio-facial com retalho de abóbada craniana bipartida para o soalho da fossa anterior e retalhos de pericrânio bilateral e esvaziamento cervical radical modificado direito. O exame anátomo-patológico evidenciou carcinoma epitelióide indiferenciado, invasivo, primário de etmóide. A paciente realizou terapia adjuvante com quimioterapia radiosensibilizante e radioterapia conformacional. RESULTADOS: Evoluiu com bom estado geral, com alta da UTI Neurológica no 7º pós-operatório. Não apresentou sinais de hemorragia, fístula liquórica ou hipertensão intracraniana. A sonda naso-enteral e a traqueostomia foram retirados no 24º pós-operatório. Não apresentou quaisquer outras complicações clínicas ou cirúrgicas. A TC do pós-operatório  demonstrou ressecção completa da neoplasia, com reconstrução crânio-facial. Posteriormente foi encaminhada para radio e quimioterapia. DISCUSSÃO: O objetivo primordial do tratamento cirúrgico oncológico é a erradicação do tumor. Nas agressivas neoplasias de seios paranasais, as invasões e destruições de tecidos ocorrem rapidamente e precocemente, tornando-se um desafio para o correto tratamento. A cirurgia indicada craniofacial visou o tratamento multidisciplinar de raro e extenso tumor de etmóide, seguido de tratamento adjuvante com radioterapia e quimioterapia. Após o término do tratamento a confecção de uma prótese facial trará o máximo em reabilitação funcional e estética. CONCLUSÃO: As neoplasias de etmóide são raras, de evolução rápida e agressiva, necessitando de cirurgia craniofacial seguido de radio e quimioterapia como completo tratamento oncológico. A abordagem por equipe multidisciplinar permite a ressecção completa da neoplasia e a reconstrução complexa visa proporcionar uma melhor qualidade de vida para estes pacientes.

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TRABALHO CLÍNICO

P-141

TÍTULO: CIRURGIA DO COLESTEATOMA NO IDOSO

AUTOR(ES): FELIPPE FELIX , SHIRO TOMITA, DEBORA PETRUGLIO MIGUEIS, CAMILA TEIXEIRA CONDE DE MORAES

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

Introdução

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a terceira idade é considerada a partir de sessenta anos, quando então há necessidade da pessoa receber mais atenção, ante as transformações fisiológicas que começam a se acentuar.  O objetivo do estudo é avaliar o perfil de pacientes maiores que 60 anos de idade com otite média crônica colesteatomatosa, com base no início do quadro clínico, tempo de doença, comprometimento auditivo pré-operatório, bilateralidade, complicações da doença e pós-operatórias e tempo de internação hospitalar.

Material e Método

 Foram avaliados treze pacientes do ambulatório de otite média crônica do Hospital Universitário, com idade acima de 60 anos e OMC, no período de 2005 a 2010 de forma retrospectiva.

RESULTADOs

Sobre o quadro clínico inicial, todos apresentaram otorréia, e apenas um não queixava-se de hipoacusia, sendo que 4 apresentavam perda auditiva bilateral como conseqüência da doença. Cinco anciões queixaram-se de tontura e zumbido, quatro relataram pelo menos um episódio de  otorragia. Destes, 10 foram submetidos à cirurgia e 2 apresentaram paresia facial como principal complicação pós-operatória. A avaliação audiométrica mostrava considerável perda auditiva ao menos moderada em todo o grupo antes da cirurgia e, ao diagnóstico, 6 pacientes já apresentavam erosão de cadeia ossicular pela tomografia computadorizada e 4 fistula de canal semicircular lateral. O tempo de internação de todos pacientes foi de apenas 24 horas, tendo apenas um paciente reinternado por complicação pós-operatória.

Conclusão

Nesse estudo, é possível notar que todos os idosos avaliados apresentavam otorréia como sintoma inicial e apenas um deles não se queixava de hipoacusia. Entre aqueles que tiveram comprometimento da capacidade auditiva, 4 foram afetados bilateralmente. Na tomografia computadorizada realizada durante o pré-operatório, a cadeia ossicular de seis pacientes estava erodida e 4 apresentavam fistula labirinitica. Entre os treze anciões desta série, 5 relatavam zumbido e tontura, 4 tinham otorragia e 2 evoluíram com paresia facial. Nenhum dos pacientes apresentou alteração no paladar. Desses pacientes, 4 tiveram a confirmação de colesteatoma pelo exame histopatológico.

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TRABALHO CLÍNICO

P-142

TÍTULO: CIRURGIA ENDOSCÓPICA ENDONASAL: AVALIAÇÃO DE COMPLICAÇÕES EM SERVIÇO DE RESIDÊNCIA MÉDICA.

AUTOR(ES): GUSTAVO FERNANDO TOGNINI RODRIGUES , FERNANDO PACHECO, MARCO ANTÔNIO FERRAZ DE BARROS BAPTISTA, JULIANA COLA DE CARVALHO, PAULA RIBEIRO LOPES, FERNANDO VEIGA, PRISCILA BOGAR RAPPAPORT

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DO ABC

INTRODUÇÃO: a Cirurgia Endoscópica Endonasal (CEE) surgiu como solução terapêutica às afecções dos seios paranasais, originadas nos espaços das paredes laterais das fossas nasais e nas células etmoidais anteriores. A indicação cirúrgica combina história clínica, achados endoscópicos e tomografia computadorizada. O objetivo deste trabalho é o estudo das complicações da CEE em serviço de residência médica. MÉTODO E CASUÍSTICA: Estudo clínico retrospectivo de CEE do período de janeiro de 2003 a julho de 2010. As cirurgias foram realizadas por médicos residentes do terceiro ano da disciplina de otorrinolaringologia, orientados por um médico assistente do serviço. RESULTADO: foram avaliados 382 pacientes, 188 (49,21%) do sexo feminino e 194 (50,78%) do sexo masculino com idade média de 42 anos. Todas as cirurgias foram realizadas com anestesia geral. As complicações encontradas (38 casos) foram sinéquias nasais (47,37%), estenose de antrostomia maxilar (31,58%), perfuração septal (10,53%), lesão da lâmina papirácea (7,89%), epistaxe severa (5,26%), fístula iatrogênica (5,26%), rinite atrófica (2,63%), estenose de coana (após correção de atresia de coana - 2,63%) e parada cardio-respiratória no intra-operatório (2,63%). Dentre os pacientes com sinéquias, 77,78% eram casos de polipose nasal extensa. Destes, apenas quatro pacientes (22,22%) eram sintomáticos, sendo reoperados. CONCLUSÃO: a CEE é método cirúrgico seguro e anatômico, preservando a mucosa e restabelecendo a função nasal. As complicações observadas em nosso serviço são semelhantes às encontradas na literatura. Apesar de serem raras, ocorrem mais frequentemente nas doenças extensas das fossas nasais, principalmente a polipose nasossinusal.

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TRABALHO CLÍNICO

P-143

TÍTULO: CIRURGIA ENDOSCÓPICA ENDONASAL: PERFIL DE SEXO E IDADE EM 366 PACIENTES

AUTOR(ES): GABRIELE LEAO STRALIOTTO , CARLOS ROBERTO BALLIN, GABRIEL GONÇALVES DIAS, EDUARDO VIEIRA COUTO, YARA ALVES DE MORAES DO AMARAL, GUILHERME SACHET, SYLVIA DE FIGUEIREDO JACOMASSI

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE CURITIBA

INTRODUÇÃO: A rinossinusite pode ser descrita como a inflamação da mucosa nasossinusal em resposta à ação de eventos infecciosos, traumáticos, exposição a químicos ou mesmo ação de alérgenos. Tal evento inicialmente tem características agudas que podem ser resolvidas espontaneamente ou por tratamento clínico. Entretanto, em alguns casos a persistência de tais alterações leva a um estado de cronificação. A cirurgia endoscópica endonasal (CEE) é considerada o padrão-ouro para o tratamento de rinossinusite crônica refratária ao tratamento clínico. Este estudo objetiva avaliar variáveis de idade e sexo  entre os pacientes submetidos à CEE em nosso serviço.

MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospectivo transversal com coleta de dados e posterior análise de 366 CEEs realizadas no período de junho de 2002 a maio de 2010.

RESULTADOS: Dos 366 pacientes, 209 eram do sexo feminino (57%) e 157 do sexo masculino (43%). A idade média foi de 39,7 anos, (de 5 a 76 anos). Dividindo em faixas etárias obtemos os seguintes resultados menores de 10 anos (1%), 10 a 19 anos (9%), 20 a 29 anos (19%), 30 a 39 anos (20,5%), 40 a 49 anos (21,5%), 50 a 59 anos (18%) e maiores de 60 anos (11%).

DISCUSSÃO: Atualmente a CEE é o procedimento cirúrgico de escolha no tratamento de rinossinusite crônica e polipose nasal. Estudos relatam taxas de sucesso que variam de 70 a 98%. Fatores como a idade e o sexo dos pacientes podem influenciar os resultados pós-operatórios. Mendolia-Loffredo em 2006, referiu que as mulheres obtiveram resultados menos satisfatórios à cirurgia influenciadas por fatores que alterem sua qualidade de vida como a depressão. Como em nosso estudo a maioria eram mulheres (57%), deve-se ficar atento a esse fator de risco. Em Young Lee, J. e Won Lee, S; os piores resultados foram encontrados nos pacientes pediátricos e melhores nos idosos, principalmente pela maior frequência de infecções do trato respiratório superior levando ao edema da mucosa sinusal, pequeno campo cirúrgico dificultando o procedimento e falta de colaboração durante o pós-operatório das crianças. Em nosso estudo os pacientes com menos de 10 anos representaram apenas 1%, porém estes devem ser melhor observados por apresentarem maiores chances de complicações.

CONCLUSÃO: Apesar da cirurgia endoscópica endonasal ser considerada o melhor tratamento para rinossinusite crônica, determinadas variantes podem influenciar os resultados pós-operatórios. Como exemplos podemos citar pacientes do sexo feminino com depressão, que podem não referir uma melhora significativa dos sintomas após o procedimento. Pacientes pediátricos devem ser avaliados cuidadosamente pois são maiores as possibilidades de apresentarem dificuldades no procedimento cirúrgico e recidiva da rinossinusite. Mais estudos deveriam ser realizados principalmente para estabelecer o sexo do paciente como fator preditor de resultado pós-operatório.

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TRABALHO CLÍNICO

P-144

TÍTULO: CIRURGIA ENDOSCÓPICA ENDONASAL: SEIOS PARANASAIS MAIS EXPLORADOS EM 255 CASOS

AUTOR(ES): GABRIELE LEAO STRALIOTTO , LUIS CARLOS SAVA, YARA ALVES DE MORAES DO AMARAL, SYLVIA DE FIGUEIREDO JACOMASSI, GUILHERME SACHET, GABRIEL GONÇALVES DIAS, EDUARDO VIEIRA COUTO

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE CURITIBA

INTRODUÇÃO: A rinossinusite crônica (RSC), associada ou não a polipose nasal, é uma patologia comum que atinge cerca de 16% da população norte-americana. Atualmente, a abordagem de escolha para pacientes refratários ao tratamento conservador é a cirurgia endoscópica endonasal ou FESS (Functional Endoscopy Sinus Surgery). Esta técnica é útil e eficiente no diagnóstico, tratamento e coleta de anatomopatologia de sinusite crônica e polipose nasal.

OBJETIVO: Nosso estudo objetiva relatar quais os seios paranasais mais acometidos em pacientes submetidos a cirurgia endoscópica endonasal em nosso serviço, como também quais os tipos de FESS mais realizadas.

MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospectivo transversal com coleta de dados de 255 FESS realizadas no período de junho de 2002 a maio de 2010.

RESULTADOS: A cirurgia mais comum dentre um total de 255, foi a FESS maxilar, com 120 casos (47%), seguido por etmoidal (n= 78/ 30,5%), frontal (n=27/ 10,5%), esfenoidal (n=21/ 8,5%) e pansinusectomia (n=9/ 3,5%).

DISCUSSÃO: Nos últimos anos, a FESS tem ganho maior aplicabilidade na abordagem das mais diversas patologias, em especial as rinossinusites crônicas, associadas ou não a polipose nasal, refratárias ao tratamento clínico. A técnica permite acesso anatômico aos seios da face, com mínima agressão de mucosa e máxima eficácia na preservação ou restabelecimento da fisiologia do nariz. Lessa e colaboradores, em 2001, encontraram sinais de rinossinusite fronto-etmoidal em 36% dos casos, seguido de frontal (28%) e maxilar (16%). Tal resultado divergiu de nosso estudo, no qual a abordagem maxilar foi prevalente, com 47%, seguido da etmoidal (30,5%), ficando a frontal com apenas 10% dos casos (terceiro lugar) e a esfenoidal com 8,5% (menos prevalente).

CONCLUSÃO: A cirurgia endoscópica endonasal está sendo cada vez mais realizada nos serviços de Otorrinolaringologia devido sua praticidade e bons resultados. Nosso serviço, a cada ano vem realizando um número maior de cirurgias, e com isso, possibilita melhora na qualidade de vida de seus pacientes que sofrem de rinossinusite crônica ou outras patologias nasais que necessitem de abordagem cirúrgica.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-145

TÍTULO: CIRURGIA ENDOSCÓPICA NASOSSINUSAL EM CRIANÇA USANDO ANESTESIA LOCAL + SEDAÇÃO ? RELATO DE CASO

AUTOR(ES): FRANCISCO LUIZ BUSATO GROCOSKE , MARCO CESAR JORGE DOS SANTOS, MARCOS MOCELLIN, PIERRE FONSECA DA COSTA

INSTITUIÇÃO: IPO - INSTITUTO PARANAENSE DE OTORRINOLARINGOLOGIA

INTRODUÇÃO

A cirurgia endoscópica nasossinusal (CENS) é cada vez mais utilizada para tratamento cirúrgico das sinusites de repetição rebeldes ao tratamento clínico na população pediátrica. Apesar do uso da anestesia local + sedação já ser bastante difundido e utilizado em adultos, tradicionalmente as crianças utilizam-se da anestesia geral. Neste relato apresentamos um caso de CENS em paciente pediátrico utilizando-se a anestesia local  + sedação.

RELATO DO CASO

HKS, 11 anos, branco, estudante, procurou o serviço com queixa de sinusites de repetição há vários anos, com vários tratamentos com antibioticoterapia sem melhora importante, com piora no último ano. No momento da consulta queixava-se de cefaléia parietal, edema palpebral bilateral, rinorréia mucosa, prurido e coriza nasal. Ao exame clínico, apresentava edema palpebral leve bilateral, rinoscopia  com edema moderado de cornetos inferiores. A Nasofibroscopia mostrava um edema de mucosa e de cornetos inferiores, apresentando secreção mucosa em meato médio, além de um desvio alto de septo nasal. A Tomografia Axial Computadorizada mostrava sinais de sinusite esfeno-etmoidal. Devido aos vários tratamentos clínicos anteriores sem sucesso, foi-lhe indicado o tratamento cirúrgico através de cirurgia endoscópica nasossinusal (CENS). O Paciente foi submetido ao procedimento cirúrgico , utilizando-se a sedação + anestesia local, que constitui-se de drenagem dos seios etmoidais anterior e posterior e seio esfenoidal. A cirurgia transcorreu sem problemas, com sangramento mínimo e total controle do paciente e analgesia. O pós-operatório foi muito favorável, com o paciente tendo recuperação rápida e recebendo alta médica no mesmo dia.

DISCUSSÃO

Desde o início do advento da CENS vêm-se desenvolvendo novas técnicas e instrumentos para melhora dos resultados cirúrgicos e menor morbidade para o paciente. A anestesia empregada neste tipo de procedimento também desempenha importância significativa em aumentar o conforto do paciente no intra-operatório aliado a uma recuperação mais rápida e menos dolorosa no pós-operatório. Isto torna-se mais crítico quando trata-se de pacientes pediátricos. No nosso serviço estamos empregando a modalidade anestésica de anestesia local aliada à sedação. Com o aprimoramento ao longo dos anos, conseguimos obter resultados altamente satisfatórios utilizando-se desta modalidade, sem nenhum prejuízo ao paciente no respeito à analgesia e conforto. Assim, após extensiva aplicação na população adulta, estendemos  a técnica à população pediátrica, cientes de que o desafio seria maior, visto às necessidades mais intensas de analgesia e sedação inerente a estes pacientes. Neste relato, mostramos como foi possível a aplicação de anestesia local + sedação em um paciente de 11 anos, submetido à CENS de seios etmoidais e esfenoidal, com total controle da analgesia, conforto e sedação do paciente, proporcionando uma condição cirúrgica adequada para o médico, controle total para o anestesista e as vantagens de menor tempo cirúrgico, menos sangramento e recuperação rápida e mais tranqüila em relação àquela da anestesia geral. Não encontramos na literatura descrições deste tipo de procedimento utilizando-se esta técnica anestésica, em pacientes pediátricos.

COMENTÁRIOS FINAIS

Concluímos que o uso de anestesia local + sedação é uma técnica anestésica possível e viável na população pediátrica, desde que se observe a criteriosa seleção do paciente e o mesmo esteja ciente do procedimento.  

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-146

TÍTULO: CISTICERCOSE DE GLÂNDULA PARÓTIDA: RELATO DE CASO.

AUTOR(ES): RAQUEL COELHO DE ASSIS , RODRIGO AUGUSTO DE SOUZA LEÃO, CORINTHO VIANA PEREIRA, DIDEROT RODRIGUES PARREIRA, LUCAS GOMES PATROCÍNIO, CARLA CAVALCANTI SILVEIRA, VICTOR GRANJEIRO DE MELO

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL AGAMENON MAGALHÃES

A cisticercose é uma doença parasitária comum em vários países em desenvolvimento. O diagnóstico da cisticercose é realizado através de exame histopatológico das lesões com identificação do parasita. O acometimento da cisticercose sobre a cavidade oral é incomum, sendo rara a lesão em glândula parótida. Paciente do sexo masculino, 49 anos, encaminhado para avaliação de tumoração em região de glândula parótida esquerda. A cisticercose é endêmica em vários países em desenvolvimento, na América Latina, Ásia e África. Os tecidos humanos mais acometidos pela cisticercose são em ordem decrescente: tecido celular subcutâneo,  cérebro, músculo, coração, fígado, pulmões e peritônio. Sua infestação cervical se dá principalmente no cérebro e olhos. O envolvimento da língua e do masseter é comum em bovinos e suínos, sendo raro em humanos. O acometimento da glândula parótida é pouco descrito. Pacientes masculinos (51-80%), provenientes da zona rural (30-63%), e com idade entre 21 e 40 anos (22-67%) são mais acometidos.O diagnóstico de cisticercose é sugerido pela história clínica e epidemiológica, punção aspirativa com agulha fina das lesões, sorologia, ELISA do LCR para neurocisticercose, sendo o diagnóstico de certeza realizado pela biópsia excisional da lesão com a identificação do parasita no exame histopatológico.O tratamento da cisticercose inclui a expectação em assintomáticos, remoção cirúrgica de cistos isolados acessíveis e tratamento com praziquantel ou albendazol, em pacientes com múltiplos cistos ou neurocisticercose. O acometimento da glândula parótida é pouco descrito na literatura; sendo um diagnóstico de exclusão nas tumorações da glândula parótida, pela sua raridade Em relação ao segmento crânio-facial, a maioria dos trabalhos relata apenas o acometimento neurológico e ocular. O paciente queixava-se de tumores em face e em todo corpo há 4 anos, com história pregressa de tratamento para neurocisticercose com albendazol. Ao exame, apresentava lesões nodulares circunscritas, firmes, de consistência elástica, com até 3 cm de diâmetro, distribuídas na face, no pescoço e em todo corpo, inclusive em topografia de glândula parótida esquerda. Foram solicitados exames para confirmação diagnóstica. Na pesquisa de cisticercose no líquor cefalorraquidiano, o teste de ELISA foi reagente na titulação ¼. A tomografia computadoriza (TC) de crânio evidenciou lesões arredondadas, calcificadas, acometendo o parênquima cerebral. A ressonância nuclear magnética corroborou os achados da TC, demonstrando várias lesões vesiculares em diferentes estágios de evolução no parênquima cerebral, intra-orbitárias e no parênquima da glândula parótida. Ao exame histopatológico da lesão nodular, material obtido através de biópsia excisional, no braço do paciente foi evidenciado a parede de um cisto abrigando o parasita no seu interior

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-147

TÍTULO: CISTO DE THORNWALDT

AUTOR(ES): JOÃO CARLOS KFURI ARAÚJO , ANA CAROLINA GONÇALVES RIBEIRO, MARIANA RODRIGUES DE SOUZA GOMES, DANIEL CALDEIRA TEIXEIRA, JULIANO DE OLIVEIRA SALES

INSTITUIÇÃO: SERVIÇO DE ORL DO HOSPITAL SOCOR DE BELO HORIZONTE

INTRODUÇÃO: Também chamado de "bursa faringeal" ou "bursa nasofaringeal", o cisto de Thornwaldt caracteriza-se como uma lesão cística na nasofaringe que manifesta-se, principalmente, com obstrução nasal e rinoréia. Acomete igualmente homens e mulheres na 2ª e 3ª décadas da vida. Apesar de raros, é importante o conhecimento sobre o assunto e diagnósticos diferenciais.

OBJETIVO: Mostrar as características da lesão e enfantizar o diagnóstico diferencial com patologias benignas da nasofaringe.

METODOLOGIA: Trata-se de paciente masculino, F.S., 51 anos, procedente de Belo Horizonte. Apresentou como queixa principal, catarro na garganta e obstrução nasal progressiva há 2 meses. Tais sintomas piores à noite. Procurou atendimento com clínico geral que solicitou uma videolaringoscopia. Como o paciente apresentou, no exame, excesso de reflexo de vômito, foi realizado uma videofibronasolaringoscopia onde foi visualizado grande lesão de aspecto cístico obstruindo cerca de 80 % da nasofaringe. Encaminhado para o nosso serviço, foi solicitado TC dos seios da face que mostrou imagem de lesão cística de contornos lineares e bem delimitados em nasofaringe. Dessa maneira, decidimos realizar intervenção cirurgica endonasal para remoção da lesão. O cisto apresentava-se com a superfície lisa e envolvido por espessa cápsula que dificultou sua ressecção por inteiro. Visualizado líquido amarelado após ruptura da cápsula. O estudo anátomo-patologico mostrou fragmentos de mucosa revestida por epitélio pavimentoso estratificado e numerosos agrupamentos de linfócitos. Sem evidências de lesão maligna.

RESULTADO: Apesar da clínica sugestiva, trata-se de um diagnóstico ocasional devido queixa inicial de catarro na garganta. O paciente foi avaliado no 7°, 15° e 30° dias pós-operatório onde relatou melhora completa da obstrução nasal e da secreção nasal.

CONCLUSÃO: De etiologia discutível, o cisto de Thornwaldt é uma lesão benigna que deve ser lembrada na presença de lesões em nasofaringe. Sua ressecção cirurgica deve ser avaliada e discutida com base nos sintomas apresentado pelo paciente.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-148

TÍTULO: CISTO DE THORNWALDT: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): LUANA GONÇALVES DE OLIVEIRA , CARLOS EDUARDO MONTEIRO ZAPPELINI, FÁBIO SILVA ALVES, LUCIANA GIRO CAMPOY BASILE, LUIS MIGUEL CHIRIBOGA ARTERA, JOSÉ MARIA MORAES DE REZENDE

INSTITUIÇÃO: SANTA CASA DE CAMPINAS

INTRODUÇÃO: As doenças benignas de rinofaringe são relativamente raras de serem diagnosticadas por serem em sua maioria inicialmente assintomáticas. Podem passar despercebidas na fase inicial da sua evolução, dependendo de seu tamanho ou localização.  Podem ser classificadas como congênitas e adquiridas. Entre as patologias congênitas são exemplos os cistos de Tornwaldt, cistos branquiais, cisto de Rathke, o cisto dermóide e a encefalocele.

As adquiridas, podemos citar os cistos de retenção, parasitários, massas tumorais benignas e as lesões de causa iatrogênica. O objetivo deste trabalho é apresentar um caso de cisto de thornwaldt com localização em rinofaringe, em paciente adulto, com quadro típico, porém apresentando sintomas de SAOS.

APRESENTAÇÃO DO CASO: L.D.R., 43 anos, masculino, advogado, casado, portador de HAS controlada  em tratamento, apresentou obstrução nasal a direita e rinorréia a esquerda com evolução de dois meses em tratamento prévio com budesonida, sem melhora. Relatou também roncos noturnos associados a sonolência excessiva diurna e alterações cognitivas.

O paciente já havia realizado nasofibroscopia que evidenciou massa de aspecto cístico, com bordos regulares, em rinofafinge com obstrução total da coluna aérea..

A TC de região cervical e pescoço evidenciou imagem arredondada, hipodensa, de limites parcialmente precisos, com realce moderado pós-contraste, localizada em rinofaringe posterior com extensão anterior para cavidades nasais e inferior para orofaringe. Media 4,0 X 3,0 X 3,2 cm, com obliteração da coluna aérea e ósteos tubários.

A Polissonografia mostrou apnéia do sono de grau severo com IAH de 66,2 eventos/hora e saturação média de oxihemoglobina durante sono REM e NREM de 93%.

O tratamento proposto foi cirúrgico, pela via transpalatina. O paciente, sob anestesia geral, foi colocado em posição de Rose. Visualizado o cisto, foi realizada sua ressecção completa. O exame anátomo-patológico mostrou pólipo cístico com processo inflamatório crônico ativo, Diante destes achados, ficou compatível o diagnóstico de cisto de Thornwaldt,

DISCUSSÀO: Os cistos de thornwaldt, predominam no sexo masculino, em relação de 3:1 e na faixa etária dos 14 aos 65 anos de idade.  A sintomatologia é variável de acordo com o tamanho do tumor, podendo cursar classicamente com obstrução nasal, rinorréia, descargas posteriores, formação de crostas e otite média secretora. Também podem infectar-se levando à formação de abscessos.

Ao exame físico, é visualizado, através da nasofibroscopia, uma massa submucosa lisa na parede posterior da nasofaringe, na linha média.

À tomografia computadorizada, aparece como massa na nasofaringe, de baixa densidade na linha média que não se impregna após injeção de contraste intravenoso. Ocasionalmente, pode haver foco de calcificação no cisto.

Os cistos de retenção das glândulas seromucosas aparecem na parede lateral da faringe e também podem ser múltiplos. Os demais diagnósticos diferenciais são feitos pela tomografia computadorizada.

O tratamento do cisto de Thornwaldt é a drenagem através da marsupialização. O ato cirúrgico pode ser realizado através de acesso transoral, transpalatino; como nesse caso; que oferece melhor visua-lização do leito e remoção total da tumoração, diminuindo as possibilidades de rescidiva.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-149

TÍTULO: CISTO DERMÓIDE EM FOSSA INFRATEMPORAL?

AUTOR(ES): MARCO AURÉLIO FORNAZIERI , ADJA OLIVEIRA, FÁBIO DE REZENDE PINNA, MIGUEL SOARES TEPEDINO, MARIA DANTAS COSTA LIMA GODOY, LUIZ UBIRAJARA SENNES, RICHARD LOUIS VOEGELS

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: Os cistos dermóides representam a forma simples de teratoma e são tumores benignos raros. Ao afetar a região de cabeça e pescoço - aproximadamente 7% dos casos -, os locais mais comuns são nariz, órbita e sombrancelha. Na base de dados Medline, há somente um relato dessa doença acometendo a fossa infratemporal e nenhum, como no caso relatado abaixo, que tenha utilizado a cirurgia endoscópica para o excisar.

RELATO DE CASO: AASR, 23 anos, masculino, estudante. Paciente com história de acidente automobilístico há 2 anos, evoluindo com quadro comatoso, estenose de traquéia pós-entubação traqueal e quadro convulsivo. Ao realizar tomografia computadorizada de crânio para acompanhamento de quadro neurológico, evidenciou-se lesão de aspecto cístico em fossa infratemporal esquerda. Encaminhado para o serviço de otorrinolaringologia, foi solicitada tomografia computadorizada de seios paranasais mais ressonânica de crânio devido a sua extensão para assoalho de fossa média. Observou-se lesão ovóide com conteúdo heterogêneo em fossa infratemporal esquerda (figura 1). A abordagem cirúrgica foi realizada por via exclusivamente endoscópica: após retirada de parede posterior de seio maxilar, evidenciou-se o tumor. Inicilamente, foi optado por punção da lesão, com drenagem de líquido transparente espessado. Após isso, realizou-se incisão na parede anterior da lesão, com visualização de pêlos e conteúdo sebáceo em seu interior, a elucidar definitivamente o diagnóstico. A parede posterior do cisto dermóide estava aderida a artéria carótida, sendo ressecada cuidadosamente. Após descolamento total da lesão, foi retirada pela narina (figura 2). O paciente evoluiu bem, sem intercorrências no pós-operatório.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: Relatou-se o primeiro caso de cisto dermóide de fossa infratemporal excisado por via endocópica. O maior conhecimento das possíveis lesões dessa região, circundada por estruturas intracranianas, vasculares e nervosas importantes, otimiza o planejamento cirúrgico prévio.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-150

TÍTULO: CISTO EPIDERMÓIDE DO ÂNGULO PONTOCEREBELAR COM ABORDAGEM CIRÚRGICA VIA FOSSA MÉDIA: RELATO DE CASO.

AUTOR(ES): JOÃO FLÁVIO NOGUEIRA JÚNIOR , JOÃO PAULO SARAIVA ABREU, MOISÉS XIMENES FEIJÃO, CAROLINA VERAS AGUIAR, MARCOS JULLIAN BARRETO MARTINS, ISABELLE OLIVEIRA JATAÍ, ARTHUR CHAVES GOMES BASTOS

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL GERAL DE FORTALEZA

INTRODUÇÃO: O cisto epidermóide é o terceiro tumor mais comum do ângulo pontocerebelar (APC) e representa 1% dos tumores intracranianos.  Apresenta crescimento lento, manifestando-se clinicamente entre as 2ª e 4ª décadas de vida, predominando no sexo feminino. Localiza-se principalmente no APC. Alguns autores consideram o acometimento do VII par, seguido de perda auditiva assimétrica, a manifestação clínica mais comum. Outros consideram como tal a perda auditiva unilateral isoladamente. Outras manifestações clínicas incluem neuralgia do trigêmeo, zumbido, vertigem, desequilíbrio, discinesia, disdiadococinesia, cefaléia, atrofia dos músculos da mastigação, sinais de hipertensão intracraniana, déficits neurológicos focais, meningite asséptica e acometimento de outros pares cranianos. O tratamento é eminentemente cirúrgico, sendo o acesso realizado por via translabiríntica, retrolabiríntica por fossa posterior, ou via fossa média, a depender da localização e extensão da lesão, bem como do grau de audição residual do paciente.

OBJETIVO: Relatar caso de cisto epidermóide do APC com erosão do canal semicircular superior (eminência arqueada), com abordagem cirúrgica via fossa média.

RELATO DE CASO: J.P.P, 26 anos, sexo feminino, há 3 anos apresentou quadro súbito de paralisia facial periférica à direita, de causa não aparente, que cursou posteriormente com dor característica de neuralgia do trigêmeo acometendo território da divisão V2 ipsilateral, buscando na ocasião avaliação com cirurgião plástico. Refere no período ter realizado exames de imagem da face e crânio, sem alterações. Foi conduzida com a realização de procedimentos de correção estética facial. Há 3 meses, iniciou quadro súbito de perda auditiva à direita, sem outros sinais clínicos. Foi encaminhada ao otorrinolaringologista, onde foi solicitada audiometria, evidenciando perda condutiva moderada à direita, associada a otoscopia normal. Realizou TC de crânio que evidenciou lesão hipodensa, não captante de contraste, no APC à direita. RNM de APC evidenciou lesão com hipossinal em T1 e hiperssinal em T2. Realizou cirurgia para remoção do tumor pela via da fossa média. No intraoperatório, após a remoção completa da lesão foi observada erosão da eminência arqueada, com fístula perilinfática, fechada no mesmo tempo cirúrgico com cera de osso. A paciente evoluiu no pós-cirúrgico com manutenção da paralisia facial, mas sem défcits neurológicos adicionais. A audição foi preservada com melhora subjetiva.

DISCUSSÃO: Devido à preservação da audição da paciente e localização anterior da lesão, foi optado acesso cirúrgico por fossa média. O cisto epidermóide do APC pode representar um desafio cirúrgico pela proximidade a estruturas nobres, como os nervos cranianos, tronco cerebral, cerebelo e artéria cerebelar ântero-inferior. Pode também representar um desafio diagnóstico, pela multiplicidade de achados clínicos que pode ocasionar. A perda auditiva condutiva pré-operatória provavelmente era originada pela presença de erosão em eminência arqueada (canal semi-circular superior), criando uma espécie de terceira janela para ressonância perilinfática, o que recentemente foi descrita como síndrome do canal semi-circular superior.   

CONCLUSÃO: A ressecção do cisto epidermóide via fossa média foi possível e segura. Não houve complicações peri ou pós-oeratórias e a paciente referiu melhora subjetiva da audição após a cirurgia, sem défcits adicionais neurológicos. 

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-151

TÍTULO: CISTO NASOLABIAL GIGANTE TRATADO CIRURGICAMENTE COM INCISÃO DE NEUMANN

AUTOR(ES): INGRID HELENA LOPES OLIVEIRA , LARISSA NERI, ALEXANDRE BERALDO ORDONES, MIGUEL SOARES TEPEDINO, FÁBIO REZENDE PINNA, RICHARD LOUIS VOEGELS

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: O cisto nasolabial, de etiologia ainda controversa, foi descrito por Zuckerkandl em 1882. Tem origem na fusão de elementos embriológicos da maxila, a partir de resquícios do prolongamento do canal nasolacrimal (entre o processo nasal lateral e o processo maxilar). Ocorre mais comumente em mulheres negras, na quarta e quinta década de vida. Suas principais manifestações clínicas são obstrução nasal, deformidade do nariz e dor à palpação. O diagnóstico é clínico, mas a realização de tomografia computadorizada é importante para diagnóstico e para planejamento pré-operatório. As principais formas de tratamento são a marsupialização via endoscópica e a exérese cirúrgica aberta. A incisão mais descrita na literatura é a sublabial. No entanto, a incisão de Neumann (no bordo inferior da gengiva, com descolamento das papilas) possibilita amplo acesso à cavidade nasal, com manipulação mínima de vasos e nervos.

OBJETIVO: Relatar um caso de cisto nasolabial gigante, tratado cirurgicamente com a incisão de Neumann

APRESENTAÇÃO DE CASO: SSA, masculino, 37 anos, negro, previamente hígido. Apresentava há dois anos obstrução nasal bilateral, sem rinorréia; fez uso de corticóide nasal e lavagem nasal com soro fisiológico sem melhora. Há um ano notou abaulamento de dorso e vestíbulo nasal, com deformidade estética, além de piora da obstrução, associado à hiposmia, ageusia, dor à palpação e cefaléia frontal. Realizou três punções de alívio através da narina direita com saída de grande quantidade de líquido serossanguinolento (até 40ml). Ao exame da narina foi observado um abaulamento liso e compressível do assoalho lateral, que deslocava o corneto inferior superiormente e desviava o septo nasal, na inspeção foi observado achatamento do sulco nasolabial. Realizada a cirurgia para exérese do cisto com a incisão de Neumann, com a retirada completa da lesão (4, 1.7, 1.2 cm). O diagnóstico histopatológico apontou epitélio escamoso e respiratório, com processo inflamatório crônico associado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: A exérese do cisto nasolabial foi realizada através da incisão de Neumann possibilitando um acesso mais amplo, com excelente exposição da lesão, mínima manipulação vasculonervosa, diminuto sangramento e retirada completa do cisto. Consideramos a incisão de Neumman como uma alternativa eficaz, segura, com algumas vantagens sobre as abordagens tradicionais, devendo ser lembrada no arsenal cirúrgico do otorrinolaringologista.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-152

TÍTULO: CISTO NASOPALATINO

AUTOR(ES): EUSTÁQUIO NUNES NEVES , LETÍCIA PAIVA FRANCO, RENATA ANTUNES DE CARVALHO, AMANDA CRISTINA FERREIRA, DANIEL PAINS NOGUEIRA, FERNANDO CASTRO DE PAULA

INSTITUIÇÃO: NÚCLEO DE OTORRINO BH

INTRODUÇÃO: O cisto do ducto nasopalatino é o cisto não odontogênico mais comum da cavidade oral, acometendo aproximadamente 1% da população. Este pode originar-se de remanescentes do ducto nasopalatino, estrutura embrionária que liga a cavidade nasal e oral na região do canal incisivo. Outros fatores etiológicos podem estar associados, tais como; trauma, infecção do ducto e retenção de muco das glândulas salivares menores adjacentes.

OBJETIVO: Apresentação de caso clínico no qual demonstramos adequada abordagem cirúrgica de tal patologia visto que a mesma apresentava proporções exageradas, havendo inclusive destruição óssea de grande parte do assoalho nasal.

METODOLOGIA: Avaliação clínica e de imagem associados à descrição cirúrgica e estudo anátomo patológico confirmando suspeição diagnóstica. .

RESULTADOS: Remoção de volumoso cisto nasopalatino na sua integralidade sem causar comunicação oro - nasal.

CONCLUSÃO: Frente a uma suspeita diagnóstica, o ideal seria proceder à remoção precoce do cisto nasopalatino, visto que o mesmo pode adquirir volume considerável, levando conseqüentemente à reabsorção óssea circunjascente e comprometimento quanto estabilidade dentária nos casos de pacientes dentados, ou mesmo dificuldade na readaptação protética total naqueles pacientes edêntulos.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-153

TÍTULO: CISTO TIREOGLOSSO GIGANTE E DE LONGA DURAÇÃO MIMETIZANDO BÓCIO: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): CARLOS HENRIQUE DE PAIVA CHAVES , ÉRICA SAMPAIO BARBOSA, DANILO NEGREIROS FREITAS, VICTOR GRANJEIRO DE MELO, DANIELLE GONÇALVES SEABRA PEIXOTO, RAQUEL DE ASSIS COELHO, RODRIGO AUGUSTO DE SOUZA LEÃO

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL AGAMENON MAGALHÃES

INTRODUÇÃO: O Cisto Tireoglosso é a doença congênita cística do pescoço mais comum que ocorre por falha no fechamento do ducto tireoglosso e produção de muco pelas células da sua mucosa. A principal manifestação clínica é o aparecimento de nódulo cervical anterior localizada na linha média do pescoço, face anterior, região supra e infra-hióidea, móvel com a deglutição. Dificilmente atinge grandes proporções.

OBJETIVO: Relatar um caso de cisto tireoglosso gigante e de longa duração que mimetizou um bócio.

METODOLOGIA E RESULTADOS: PMBSS, sexo feminino, 58 anos, admitida com história de aumento do volume cervical progressivo há 15 anos. Negava dispnéia, disfagia ou sintomas compressivos. Ao exame evidenciava-se aumento cervical de grandes proporções sem linfonodomegalias palpáveis. Função tiroidiana estava sem alterações (TSH:2,01niU/ml; T4Livre:1,81ng/dl) e Tomografia Computadorizada de região cervical mostrou volumosa formação expansiva, predominantemente cística com septações de permeio deslocando hipofaringe e laringe a esquerda, assim como tireóide e estruturas vasculares medindo 16x13,5x14,2cm. A videolaringoscopia mostrou paralisia de prega vocal direita. Foi submetida a ressecção de massa com histopatológico evidenciando cisto de parede fibrosa destituído de revestimento epitelial com conteúdo necrótico(Cisto Tireoglosso), depósito de cristais de colestrerol e ausência de tecido tiroidiano. A paciente evoluiu satsifatoriamente e recebeu alta para acompanhamento ambulatorial

DISCUSSÃO: Em pacientes com mais de 40 anos de idade, as lesões malignas são mais comuns. Excluindo-se as massas tireoideas, como o bócio, que afeta cerca de 13% da população mundial, pode-se dizer que 80% dos tumores cervicais em pacientes acima dos 40 anos são de origem neoplásica e, desses, 80% são malignos. Estima-se que remanescentes do ducto tireoglosso persistam em 4 a 7% da população, distribuídos igualmente entre os sexos e predominantemente até os 15 anos de idade. O diagnóstico é feito até os 10 anos de idade em cerca de 30% dos casos, entre 10 e 20 anos, em 20%, entre 20 e 30 anos, em 15% e após 30 anos, em 35%. O diagnóstico diferencial deve ser feito com as seguintes entidades: tecido tireoidiano ectópico, hiperplasia ganglionar do triângulo submentoniano, cistos dermóides, lipomas, higromas, cistos tímicos, cisto branquial e, em grandes proporções, com o bócio tireoideano. A malignização do cisto tireoglosso é rara, sendo menor que 1%.. A técnica de Sistrunk é a melhor técnica, a qual sendo executada de maneira correta evita recidivas.

CONCLUSÃO: Este caso demonstra uma apresentação incomum de cisto do ducto tireoglosso de grandes proporções, mimetizando um bócio.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-154

TÍTULO: CISTO TIREOGLOSSO MALIGNIZADO ? RELATO DE CASO

AUTOR(ES): CAROLINA PIMENTA CARVALHO , SÂNZIO TUPINAMBÁ VALLE, ANA CAROLINA GONÇALVES RIBEIRO, JOÃO CARLOS KFURI ARAÚJO

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL SOCOR

A incidência de carcinoma de cisto tireoglosso é muito baixa e sua existência foi contestada por muito tempo. Os sintomas são idênticos ao cisto tireoglosso e o diagnóstico é histopatológico. O tratamento preconizado pela maioria dos autores é a cirurgia de Sistrünk, associada a tireoidectomia total.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-155

TÍTULO: CLOROMA EM SEIOS PARANASAIS - RELATO DE CASO

AUTOR(ES): RACHEL CATÃO DE LUCENA , FLÁVIA GONÇALVES DE OLIVEIRA MAESTRALI, TARCÍSIO AGUIAR LINHARES FILHO, OTÁVIO BÓRIO DODE, RENATO TADAO ISHIE, BERNARDO CAMPOS FARIA, RENATA LOPES MORI

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL SANTA MARCELINA

INTRODUÇÃO: O cloroma, também chamado Sarcoma Granulocítico ou Sarcoma Mielóide, é um tumor extramedular raro proveniente da proliferação células precursoras mielóides. Ocorre, em geral, em concomitância com leucemia mielóide aguda ou outras desordens mieloproliferativas, mas também pode precedê-las. Incide em 2,5 a 9,1% dos pacientes com leucemia mielóide aguda. Apresenta-se mais frequentemente em crianças e adultos jovens, sem preferência de sexo. Os órgãos comumente acometidos são os ossos e o periósteo, provavelmente devido à proximidade anatômica com a medula óssea. O envolvimento da região de cabeça e pescoço é incomum e os locais mais acometidos palato mole, rinofaringe, órbita, glândulas salivares e face. O comprometimento da cavidade nasal e do maxilar é raro e está associado à destruição óssea. Os fatores de risco para o desenvolvimento do cloroma são má nutrição, baixa imunidade celular e leucocitose. As manifestações clínicas consistem em dor e efeito de massa local. Macroscopicamente, o cloroma é caracterizado por uma massa acinzentada, devido à presença da enzima mieloperoxidase nas células granulocíticas imaturas.

OBJETIVO: Relatar caso de cloroma em seios paranasais em paciente portadora de leucemia mielóide aguda.

METODOLOGIA: Revisão de prontuário.

RELATO DO CASO: Mulher de 21 anos, com diagnóstico de Leucemia Mielóide Aguda, submetida a transplante autólogo de medula óssea e quimioterapia. Foi encaminhada ao serviço de otorrinolaringologia, em janeiro de 2010, para avaliação de cefaléia frontal, dor em região malar esquerda, obstrução nasal, diplopia, ptose palpebral e paresia de terceiro par craniano à esquerda há 1 mês. Foi realizada nasofibroscopia, sendo identificada e biopsiada massa de aspecto irregular, ocupando fossa nasal esquerda, cujo imprint demonstrou infiltração leucêmica. A Tomografia Computadorizada de seios paranasais evidenciou lesão expansiva, infiltrativa, com comportamento osteolítico, com atenuação de partes moles e realce heterogêneo ao meio de contraste, envolvendo região selar, clivus, seio esfenoidal, etmoidal, cavidade nasal, canal orbitário esquerdo e parcialmente a nasofaringe. Atualmente mantém-se com paresia do terceiro par craniano e em tratamento radioterápico e quimioterápico visando o controle da doença.

CONCLUSÃO: O otorrinolaringologista tem um papel importante no diagnóstico e na condução do cloroma de cabeça e pescoço, principalmente de cavidade nasal. No paciente com leucemia, qualquer massa nasal deve ser suspeitada e biopsiada. Além disso, o paciente sem história de doença mieloproliferativa, com massa nasal histologicamente compatível com cloroma, deve ser acompanhado, já que este pode preceder o início da leucemia clínica. O cloroma é um tumor raro e está associado a um pior prognóstico. Um alto grau de suspeição e uma investigação sistemática são fundamentais para o início precoce da terapia específica.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-156

TÍTULO: COLESTEATOMA CONGÊNITO: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): MARINA NEVES REBOUÇAS , PAULO HUMBERTO SIQUEIRA, EDSON JÚNIOR DE MELO FERNANDES,VALERIANA DE CASTRO GUIMARÃES,VICTOR LABRES

INSTITUIÇÃO: SERVIÇO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE GOIÁS

INTRODUÇÃO: O colesteatoma congênito é uma doença rara, de etiologia controversa. Provavelmente de natureza embriológica originado por remanescentes epidérmicos atrás da membrana timpânica integra. OBJETIVO: Descrever um caso de colesteatoma congênito, atendida em um hospital público no Centro-Oeste do Brasil. Relato de caso: Paciente de 8 anos, sexo masculino, com queixa de otorréia purulenta, hiperemia e edema retroauricular à esquerda, sem outros sintomas aparentes. As etapas do atendimento foram descritas desde a consulta inicial, resultados de exames pré-operatórios até a recuperação da paciente. COMENTÁRIOS FINAIS: O colesteatoma deve ser lembrado no diagnóstico diferencial das doenças da orelha média, mastoidite e abscessos retroauriculares, uma vez que o diagnóstico precoce favorece o prognóstico. 

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-157

TÍTULO: COLESTEATOMA DE CONDUTO AUDITIVO EXTERNO ? RELATO DE CASO

AUTOR(ES): JOSÉ FELIPE BIGOLIN FILHO , AGENOR ALVES DE SOUZA JÚNIOR, CAMILA ANDRADE DA ROCHA, LUIZ AUGUSTO MIRANDA SANGLARD, LUDIMILA DE OLIVEIRA CARDOSO, AMADEU LUÍS ALCÂNTARA RIBEIRO, MIGUEL EDUARDO MACEDO GUIMARÃES

INSTITUIÇÃO: HU UFJF

INTRODUÇÃO: O colesteatoma primário do conduto auditivo externo é uma doença rara, caracterizada por osteonecrose com formação de seqüestro e descamação de epitélio escamoso queratinizado e osso do conduto auditivo externo. A etiologia e fisiopatologia são desconhecidos mas estudos iniciais tem demonstrado uma migração anormal do epitélio na orelha externa. RELATO DE CASO: M.H.E.N, 12 anos, masculino, procurou assistência médica com queixa principal de otalgia e otorreia há 1 mês. . À otoscopia apresentava massa esbranquiçada, aderida em conduto auditivo externo à direita, sem alterações à esquerda. Tomografia computadorizada das mastóides multi-slice ( 64 canais ) sem injeção de contraste endovenoso  evidenciando no ouvido direito tecido com densidade de partes moles ocupando parcialmente a orelha externa à direita, junto a membrana timpânica adjacente, sem evidências de erosões ósseas associadas ou extensão à cavidade timpânica e ouvido esquerdo dentro dos parâmetros da normalidade. Foi submetido à desbridamento da lesão do conduto auditivo externo direito ambulatorialmente sob anestesia local e microscopia e enviado material para anatomia patológica com resultado compatível com colesteatoma de conduto auditivo externo devido à presença de escamas de queratina irregularmente arranjadas e pouco condensadas. Foram realizados curativos com ciprofloxacin tópico no conduto auditivo semanalmente durante 5 semanas. O paciente retornou ao serviço após 6 meses para revisão,  ao exame clinico não observou-se sinais de recidiva da patologia, apenas uma erosão óssea com epitelização completa no conduto auditivo externo.DISCUSSÃO:Colesteatoma do canal auditivo externo é uma doença rara, com uma incidência estimada em 1:1000 de todos os pacientes na pratica de otologia. Desde 1980, houve uma clara definição que possibilitou uma distinção entre as patologias relacionadas do canal auditivo, especialmente  por Keratosis obliterante (definida como obstrução bilateral por rolha de epitélio descamado, ocupando toda a circunferência  do mesmo causando distensão, irritação, dor e hipoacusia). O quadro cliníco dos pacientes com CCAE se caracteriza por uma dor crônica intensa com otorréia, que comumente é purulenta, a dor é causada pela invasão do tecido escamoso no canal ósseo subjacente ocorrendo uma periostite. Os pacientes geralmente não se queixam de perda auditiva.CONCLUSÃO: O otorrinolaringologista deve estar sempre atento para a possibilidade de CCAE nos processos de otorréia crônica. Apesar de raro, colesteatoma  de conduto auditivo externo deve ser suspeitado em casos de otorréia crônica refrataria a tratamento clínico, devendo o paciente ser submetido a exames de imagem e exame anátomo-patológico para elucidação diagnóstica e tratamento apropriado o mais precocemente possível no intuito de diminuir as sequelas auditivas.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-158

TÍTULO: COLESTEATOMA GIGANTE INVADINDO CONDUTO AUDITIVO INTERNO: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): ANDRÉ LUIS DE ATAÍDE , YASSER JEBAHI, TATIANA MAUAD PATRUNI, DENIS MASSAMITSU ABE, RULLIAN DA ROCHA STREMEL TORRES

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE CURITIBA - PUC/PR

INTRODUÇÃO: Os colesteatomas são lesões semelhantes a cistos, expansivos, do osso temporal revestidas por epitélio escamoso estratificado que contêm queratina descamada. Eles comprometem mais frequentemente a orelha média e a mastóide. O envolvimento do CAI é raro e geralmente resulta em perda auditiva completa e diferentes graus de paralisia facial. A região do CAI é de difícil acesso pela cirurgia de mastóide por isso representa um verdadeiro desafio para os otoneurologistas. O presente trabalho teve como objetivo descrever um caso de colesteatoma com invasão do CAI, discutir a técnica cirúrgica utilizada e suas possíveis complicações.

RELATO DE CASO: R.R.M., 39 anos, feminina, procurou o serviço de Otorrinolaringologia devido presença secreção retroauricular com 3 anos de evolução e otorréia de início há 8 meses. Ao exame físico não apresentava sinais de paralisia facial. O exame audiométrico não pôde ser realizado devido impossibilidade de contribuição da paciente.  A tomografia de mastóide apresentava material com densidade de partes moles em epi, meso e hipotímpano, corrosão do esporão de Chaussé e do tegmen timpani , erosão da cadeia ossicular, extendendo-se até o ouvido interno com destruição parcial da cápsula ótica e erosão óssea ao redor da artéria carótida interna, mastóide ebúrnea com erosão da ponta e fistulização. Foi então submetida ao tratamento cirúrgico optando-se pelo acesso transótico devido à gravidade da doença. Iniciando com incisão retroauricular tradicional seguida de mastoidectomia ampla Prosseguimos com a petrosectomia subtotal (passo inicial do acesso transótico) esqueletizando a artéria carótida interna e do bulbo da veia jugular para que se pudesse exenterar toda a cavidade mastóidea desde o recesso supratubáreo, supralabiríntico até o recesso do nervo facial. Finalizada a petrosectomia subtotal, iniciamos com a labirintectomia com remoção de todos os canais e da cóclea, já parcialmente erodidos pelo colesteatoma, permitindo assim ampla exposição do canal auditivo interno, permanecendo íntegro o nervo facial. Preenchemos a cavidade com gordura abdominal e retalho pediculado do músculo temporal rodado para dentro.  Apresentou no pós-operatório imediato paralisia facial periférica grau 4 à esquerda e fístula liquórica, esta resolvida espontaneamente em 4 dias. Paciente recebeu alta hospitalar no quinto dia pós-operatório, apresentando melhora discreta da paralisia facial.  Após 5 meses de pós-operatório, aciente apresenta-se assintomática do ponto de vista ORL, sem sinais de recidiva da doença ou de paralisia facial periférica.

DISCUSSÃO: O acesso transótico é uma técnica que se utiliza da modalidade anterior incluindo a labirintectomia e remoção da cóclea expondo amplamente o CAI permitindo preservação do nervo facial. Outra vantagem deste acesso é a possibilidade de ocluir a cavidade em vários planos desde o CAE até a cavidade mastóidea diminuindo a possibilidade de fístula liquórica. A maior desvantagem é a anacusia, porém nestes casos a audição já se encontra bastante prejudicada. Vertigem também é comum, porém autolimitada.

CONCLUSÃO: Concluímos que o acesso transótico é uma técnica elaborada e que exige do cirurgião treinamento adequado. Para situações como a do caso relatado, em que a doença é extensa e atinge o CAI, esta técnica se faz necessária devido melhor exposição das estruturas e para que se evite com maior segurança a recidiva da doença.

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TRABALHO CLÍNICO

P-159

TÍTULO: COMPARAÇÃO DA FUNÇÃO GUSTATÓRIA DE PACIENTES COM OTITE MÉDIA CRÔNICA SIMPLES E SUPURATIVA

AUTOR(ES): PAULA RIBEIRO LOPES , FERNANDA LION MARTINS ADAMI, GUSTAVO FERNANDO TOGNINI RODRIGUES, MARCOS LUIZ ANTUNES, PRISCILA BOGAR RAPPAPORT

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DO ABC

INTRODUÇÃO: As alterações de paladar são freqüentemente encontradas no pós-operatório de cirurgias da orelha média. Isso é decorrente da localização do nervo corda do tímpano que o predispõe a injurias durante tais procedimentos. No entanto, pouco se sabe sobre suas condições na presença de processos inflamatórios e infecciosos da orelha média, assim como a severidade de possíveis alterações.

OBJETIVO: Essa pesquisa tem por objetivo avaliar as variações do paladar em pacientes com otite média crônica simples, supurativa e colesteatomatosa.

METODOLOGIA: Foram avaliados 20 pacientes em estudo prospectivo, randomizado e duplo-cego que realizavam acompanhamento neste serviço, divididos em 2 grupos segundo a história clínica e avaliação tomográfica: otite média crônica simples (grupo 1) e supurativa (grupo 2). Todos os pacientes apresentavam doença em apenas uma das orelhas e foram submetidos ao teste das tiras gustativas em diferentes concentrações. Ao término foram analisados os resultados  entre os lados do próprio paciente, entre as concentrações de cada substância, assim como entre cada grupo.  

RESULTADOS: Os grupos avaliados eram homogêneos com relação a idade, sexo e antecedentes pessoais. O grupo 1 apresentou evolução da doença em 9,6 anos, sendo as orelhas acometidas igualmente, enquanto o grupo 2 ao redor de 30 anos com predominância da orelha esquerda. A comparação entre as orelhas sadias e acometidas pela doença do grupo 1 demonstrou diminuição do paladar para todos os sabores em todas as concentrações, porém com significância apenas para algumas concentrações do salgado. O grupo 2 também apresentou alterações em todos os gostos e todas as concentrações porém significantes para baixas concentrações de doce, amargo e azedo. Comparando-se o paladar das orelhas acometidas entre os grupos, o grupo 2 teve menor freqüência de acerto em todos os gostos e todas as concentrações, sendo significante a baixa concentração do amargo e as altas concentrações de azedo.

CONCLUSÃO: Tanto a otite média crônica simples quanto a supurativa determinam diminuição da capacidade de gustação do indivíduo, sendo que essa alteração parece ser mais severa com a gravidade da doença.

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TRABALHO CLÍNICO

P-160

TÍTULO: COMPARAÇÃO ENTRE AS CONDIÇÕES FUNCIONAIS DO NARIZ APÓS RINOPLASTIA COM OU SEM TURBINECTOMIA

AUTOR(ES): PAULA RIBEIRO LOPES , MARCO ANTÔNIO FERRAZ DE BARROS BAPTISTA, FERNANDA LION MARTINS ADAMI, JULIANA COLA DE CARVALHO, MARCELO CAMPILONGO, PRISCILA BOGAR RAPPAPORT

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DO ABC

INTRODUÇÃO: A rinoplastia é uma cirurgia que possibilita correções da anatomia nasal relacionada à estrutura óssea e cartilaginosa. No entanto, muitas vezes os pacientes que apresentam queixas funcionais associadas às estéticas não apresentam melhora significativa da obstrução nasal sem a associação da rinoplastia com outro procedimento cirúrgico nasal.

OBJETIVO: Essa pesquisa tem por objetivo avaliar se a turbinectomia associada à rinoplastia no mesmo tempo cirúrgico determina melhora significativa das queixas funcionais nasais.

METODOLOGIA: Foram avaliados de forma retrospectiva 38 pacientes que realizaram rinoplastia neste serviço e que apresentavam queixa de obstrução nasal. Destes 19 realizaram  rinoplastia e septoplastia e 19 realizaram rinoplastia e turbinectomia. Foram analisadas as queixas obstrutivas pré e pós-operatórias em cada grupo a partir de 8 questões elaboradas pela equipe com intenção de avaliar queixas obstrutivas e alérgicas.

RESULTADOS: Os grupos avaliados foram homogêneos em termos de idade, sexo e procedências, sendo que ambos apresentavam queixas obstrutivas significativa no pós-operatório. O grupo que realizou turbinectomia apresentou mais queixas alérgicas e queixas relacionadas à qualidade de sono quando comparado ao outro grupo, porém apenas as queixas noturnas provaram-se estatisticiamente significantes. Após a cirurgia, ambos os grupos apresentaram melhora da qualidade de sono e na queixa obstrutiva, porém apenas o grupo que realizou turbinectomia teve relevância estatística na melhora da obstrução nasal.

CONCLUSÃO: A turbinectomia quando bem indicada em associação com a rinoplastia pode determinar melhora significativa na obstrução nasal dos pacientes.

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TRABALHO CLÍNICO

P-161

TÍTULO: COMPARAÇÃO ENTRE O USO DE PANTOPRAZOL ISOLADO OU ASSOCIADO A DOMPERIDONA NO TRATAMENTO DE REFLUXO LARINGO-FARÍNGEO

AUTOR(ES): MELÂNIA DIRCE OLIVEIRA MARQUES , RALPH SILVEIRA DIBBERN, FERNANDO CÉSAR FRANÇA ARAÚJO, RAÍSSA VARGAS FELICI, ANNA MILENA BARRETO FERREIRA FRAGA, MARCOS MARQUES RODRIGUES, JANE MARIA PAULINO

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE LIMEIRA

INTRODUÇÃO: Refluxo Laringo-faríngeo (RLF) é uma variante da doença do Refluxo Gastro-esofágico que afeta laringe e faringe. Apesar de ser uma condição comum em Otorrinolaringologia, permanecem controvérsias em relação ao diagnóstico e eficácia dos tratamentos realizados.

MATERIAIS E MÉTODOS: Avaliação e acompanhamento de 98 pacientes com queixas de RLF entre Novembro/2008 a Maio/2010. A avaliação inicial incluía anamnese, exames otorrinolaringológico e videolaringoscópico. Utilização das escalas Reflux Sympton Index (RSI) e Reflux Finding Score (RFS).

Os pacientes foram divididos em dois grupos de tratamento. Grupo I ? Orientações de medidas comportamentais e 80 mg/dia de Pantoprazol por 3 meses. Grupo II ? Igual ao grupo I associado a Domperidona 20 mg/dia. Reavaliação após 3 meses de tratamento.

RESULTADOS: Foram avaliados 98 pacientes com média de idade de 48,6 anos, sendo 57,9% do sexo feminino. Protocolo completo em 45 pacientes. Dentre as queixas principais, 72,9% dos pacientes referiam pigarro.IMC médio de 26,2. A distribuição dos pacientes conforme o grupo de tratamento foi: Grupo I: 25 pacientes e Grupo II: 20 pacientes. As variáveis idade, RSI, RFS e IMC da amostra pré-tratamento mostravam grupos homogêneos. Para analisar a validade dos tratamentos e avaliar se o uso do procinético associado ao IBP foi superior ao IBP isolado, os grupos foram comparados pela melhora dos índices RFS e RSI. Os valores foram encontrados pela diferença dos valores pré e pós tratamento nos dois grupos e avaliados pelo teste T de Student. No grupo I a média de RSI foi 7,96(DP± 6,00) e no grupo II foi 7,05(DP± 6,58) p=0,631. A média do RFS no grupo I foi de 2,46( DP± 2,26) e no grupo II foi 3,10( DP± 2,14) com p=0,338.

DISCUSSÃO: O tratamento para RLF envolve mudanças comportamentais associadas ao tratamento medicamentoso.Dentre os medicamentos utilizados estão os antagonistas dos receptores de H2 e os IBP.

A domperidona atua somente no tubo digestivo proximal causando aumento da pressão de esfíncter superior do esôfago e aceleração do esvaziamento gástrico. Pode ser associada a outros medicamentos para o RLF, pois 40 a 60% dos pacientes com refluxo podem apresentar retardo do esvaziamento gástrico.

A literatura recomenda os IBP para o tratamento do RLF. Existem poucos estudos sobre o uso de procinéticos. A maioria dos trabalhos orienta uso de procinéticos em pacientes com falha inicial ao tratamento com IBP. Nesse estudo avaliamos se a domperidona teria efeito adicional ao pantoprazol . Em nossa amostra não houve significância estatística entre o grupo de pacientes tratados com IBP e o grupo que utilizou IBP associado ao procinético.

CONCLUSÃO:Ambos os tratamentos são eficazes e melhoraram os índices RFS e RSI, porém a domperidona não mostrou benefício adicional ao pantoprazol isolado no tratamento do RLF.

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TRABALHO CLÍNICO

P-162

TÍTULO: COMPARAÇÃO PERI-OPERATÓRIA ENTRE PACIENTES EMBOLIZADOS E NÃO EMBOLIZADOS COM NASOANGIOFIBROMA JUVENIL.

AUTOR(ES): ADRIANO SANTANA FONSECA , ANA KARINA FERREIRA DE ASSIS, NILVANO ALVES DE ANDRADE, ERIKO SOARES DE AZEVEDO VINHAES, RENATO MARIANO NUNES, MARCELE BRANDÃO, TAIANE SANTANA FONSECA

INSTITUIÇÃO: SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DA BAHIA- HOSPITAL SANTA IZABEL

INTRODUÇÃO: O Nasoangiofibroma Juvenil (NAFJ) é um tumor vascular benigno, com comportamento invasivo e que acomete preferencialmente jovens do sexo masculino. O tratamento de escolha é cirúrgico, sendo a embolização uma estratégia que visa diminuir o sangramento e a necessidade de hemotransfusão no trans-operatório. Apesar de largamente utilizada, a embolização não é um procedimento livre de complicações e sua efetividade pode ser questionada.

OBJETIVO: O estudo tem como objetivo analisar a efetividade da embolização de acordo com suas indicações supracitadas, comparando grupos de pacientes operados com e sem embolização pré-operatoria

MÉTODOS: Estudo retrospectivo de 32 prontuários de pacientes submetidos à cirurgia para ressecção de NAFJ entre os anos de 2000 e 2010. Foram analisados dados sobre complicações hemorrágicas e isquêmicas, recidiva tumoral e tempo de internação.

CONCLUSÃO: Foi observado maior número de complicações isquêmicas e necessidade de reposição de eritrócitos no grupo de pacientes embolizados. O número de dias de internação na UTI e o total de dias internados também foi maior neste grupo de pacientes, assim como as complicações associadas à necrose tecidual. Com relação às recidivas, observou-se que o grupo de embolizados mostrou evolução mais favorável.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-163

TÍTULO: COMPLICAÇÃO ORBITÁRIA SECUNDÁRIA À RINOSSINUSITE

AUTOR(ES): PAULO TINOCO , JOSÉ CARLOS OLIVEIRA PEREIRA, FLÁVIA RODRIGUES FERREIRA, RODOLFO CALDAS LOURENÇO FILHO, VÂNIA LÚCIA CARRARA, MARINA BANDOLI DE OLIVEIRA TINOCO, MAVIEL SOUSA PEREIRA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL SÃO JOSÉ DO AVAÍ

INTRODUÇÃO: A rinossinusite é uma doença potencialmente grave, podendo apresentar sérias complicações. Destas, as complicações orbitárias são as mais freqüentes, devido as peculiaridades anatômicas da região, podendo levar a morte. O quadro clínico varia desde sinais flogísticos periorbitários até proptose do globo ocular, oftalmoplegia e amaurose. Apesar das complicações se apresentarem em queda devido ao desenvolvimento de novos antibióticos, a alta morbidade e mortalidade das mesmas justifica a importância do diagnóstico e tratamento precoces.

OBJETIVO: Apresentar um caso clínico de um abscesso orbitário secundário a rinossinusite aguda em um paciente do sexo feminino, adulto, além de fazer uma breve resião bibliográfica sobre o tema.

METODOLOGIA: Relatar uma caso de um paciente do sexo feminino, 65 anos, dona de casa, natural e moradora de Itaperuna/RJ, que procurou o serviço de emergência de Otorrinolaringologia do Hospital São José do Avaí (HSJA) em Itaperuna/RJ com um quadro clínico há cinco dias de dor, edema, calor e rubor em região orbitária esquerda associado à febre e cefaléia, além de acuidade visual levemente diminuída em olho esquerdo. Relatava história prévia de duas cirurgias de mucocele em seio frontal esquerdo, sendo a ultima há um ano e ausência de comorbidades à anamnese. A Tomografia Computadorizada (TC) de seios da face demostrou extensa infiltração de tecido celular subcutâneo com área hipodensa em região orbital esquerda, com realce periférico pelo meio de contraste, sugestivo de imagem de abscesso. Apresentava também, velamento de seio frontal esquerdo com material de partes moles.

RESULTADOS: O paciente permaneceu hospitalizado e foi submetido à cirurgia endoscópica nasal, com endoscópio rígido de zero grau, procedendo-se a drenagem de secreção purulenta de seio frontal e órbita. Associado ao procedimento cirúrgico, iniciou-se antibioticoterapia venosa (ceftriaxona), hidratação e lavagem nasal com soro fisiológico 0,9%. O paciente foi acompanhando regularmente através de endoscopia nasal, apresentando boa resposta ao tratamento proposto, com recuperação completa do quadro.

CONCLUSÃO: Apesar da diminuição da incidência de complicações das rinossinusites, ainda hoje tais complicações representam afecções graves. As complicações orbitais, se não diagnosticadas precocemente ou não tratadas de maneira adequada, podem comprometer a visão do paciente irreversivelmente. O diagnóstico precoce associado a terapêutica clínica adequada e indicação cirúrgica precisa, são condições essenciais para se prevenir a evolução fatal ou seqüelas irreversíveis nos pacientes que apresentam complicações orbitárias das rinossinusites.

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TRABALHO CLÍNICO

P-164

TÍTULO: COMPLICAÇÕES DE RINOSSINUSITES AGUDAS BACTERIANAS - SÉRIE DE CASOS E REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

AUTOR(ES): FERNANDA DA SILVA SANTOS , RODRIGO NISHIHARA JORGE, LIDIO GRANATO

INSTITUIÇÃO: SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO

A rinossinusite aguda é muito prevalente e presente também no consultório do generalista. Atualmente, suas complicações são raras, porém cursam com alta morbi-mortalidade.

MATERIAIS E MÉTODOS

Análise de quatro casos e breve revisão de literatura.

RESULTADOS

Quatro casos de rinossinusite bacteriana aguda complicados, sendo duas complicações intracranianas e duas oculares, com pacientes entre 4 e 16 anos, tratados em nosso serviço.

DISCUSSÃO

As rinossinusites são importantes causas de infecção e com o uso dos antibióticos, sua taxa de complicações caiu. Existem várias classificações para as complicações. Dentre os casos por nós tratados, as taxas de morbi-mortalidade foram inferiores às relatadas na literatura, sendo optado pela combinação de tratamento clínico e cirúrgico. A nossa via de acesso preferencial foi a externa.

CONCLUSÃO

É fundamental o pronto diagnóstico e abordagem das complicações para evitar seqüelas.

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TRABALHO CLÍNICO

P-165

TÍTULO: COMPLICAÇÕES E COMORBIDADES EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES SUBMETIDOS A PROCEDIMENTO CIRURGICO PARA OTITE MÉDIA CRÔNICA.

AUTOR(ES): RENATO VALENTIM BRASIL , WANER JOSEFA QUEIROZ DE MOURA, HENDERSON DE ALMEIDA CAVALCANTE, ANGÉLICA CRISTINA PEZZIN PALHETA, ITAIANA PEREIRA CORDEIRO DA SILVA, RAFAEL CARVALHO PEREIRA, MÁRJORIE SOUZA BANHOS CAREPA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO BETTINA FERRO DE SOUZA - UFPA

INTRODUÇÃO: Otite média crônica pode ser considerada como problema de saúde pública. Em países em desenvolvimento, a prevalência de infecções de ouvido médio alcança 72 casos por 1.000 habitantes, sendo a otite média crônica a principal causa de perda auditiva na infância. Complicações pós-cirúrgicas no tratamento destes pacientes podem ir desde infecção da ferida cirúrgica, perfurações timpânicas residuais até paralisia facial e complicações intracranianas.

OBJETIVO: Mostrar a taxa de complicações cirúrgicas em 25 crianças e adolescentes submetidos a procedimentos cirúrgicos para otite média crônica com idade de até 18 anos, bem como comparar tais resultados com a taxa de comorbidades encontrados nos mesmos.

METODOLOGIA: No presente estudo foram analisados os prontuários de 25 indivíduos com idade ate 18 anos submetidos à Mastoidectomia no serviço de otorrinolaringologia do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza nos anos de 2006 a 2009.

RESULTADOS: Foram incluídos no estudo 25 pacientes com idade ate 18 anos, sendo 16 (64%) do sexo masculino e nove (36%) do sexo feminino, sendo o sexo masculino o mais acometido por complicações pós-cirúrgicas e sendo a estenose da meatoplastia a complicação mais freqüente seguida pela formação de fistulas retro auricular.  

CONCLUSÃO: Os resultados obtidos neste estudo indicam uma prevalência maior de pacientes do sexo masculino que necessitaram de procedimento cirúrgico em orelha média, bem como uma maior taxa de complicações pós-operatórias nestes pacientes, sendo as complicações mais prevalentes a estenose da meatoplastia e as fistulas retro auriculares.

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TRABALHO CLÍNICO

P-166

TÍTULO: COMPLICAÇÕES EM BLEFAROPLASTIA: COMO EVITÁ-LAS E CORRIGÍ-LAS

AUTOR(ES): BRUNO ALVARENGA SILVA LOREDO , CARLOS EDUARDO ARNEZ AREVALO, TOMAS GOMES PATROCÍNIO, LUCAS GOMES PATROCÍNIO, JOSÉ ANTÔNIO PATROCÍNIO,

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

A blefaroplastia é a cirurgia estética da face mais realizada no mundo. Suas complicações foram amplamente relatadas na literatura e, apesar de raras, devem ser evitadas ou corrigidas.

Este estudo avalia a prevalência de complicações de blefaroplastias realizadas em um serviço de otorrinolaringologia de um hospital universitário, enfatizando como evitá-las e/ou corrigí-las.

Foi realizado um estudo transversal com análise das blefaroplastias transcutâneas realizadas em um período de 2 anos (Janeiro 2007 ? Janeiro 2009), enfatizando a técnica utilizada nas mesmas, as complicações a curto e longo prazo e como evitá-las ou corrigi-las.

Foi demonstrada grande satisfação estética dos pacientes e um baixo índice de complicações, sendo que as blefaroplastias com emprego da ancoragem cantal lateral obtiveram os menores índices.

Pode-se concluir que a satisfação estética depende da aplicação dos cuidados pré e pós-operatórios e do emprego da técnica correta individualmente.

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TRABALHO CLÍNICO

P-167

TÍTULO: COMPLICAÇÕES INTRACRANIANAS DA OTITE MEDIA CRÔNICA.

AUTOR(ES): PRISCILA LEMOS LEITE NOVAES , ROBERTA BAK, MARIANA MICHELIN LETTI, FELIPPE FELIX, SHIRO TOMITA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO - UFRJ

INTRODUÇÃO: As complicacões intracranianas da otite media são bastante temidas em nosso meio. No entanto, ainda é necessário que haja consenso quanto ao tratamento a ser utilizado, quando deve-se abordar tais pacientes cirurgicamente, e qual seu prognóstico. Por serem possivelmente fatais, é de suma importância que se saiba identificar estas complicações e tratar adequadamente tais pacientes.

OBJETIVO: Avaliar aspectos clínicos, tratamento e prognóstico das complicacões intracranianas da otite media crônica (OMC).

METODOLOGIA: Um estudo retrospectivo, com avaliação dos registros médicos de seis pacientes, que foram acompanhados em um hospital univesitário, entre 2006 e 2009. Foram analizados: Idade, gênero, tipo de complicação, qual o tratamento instituído, tempo de internação e seu prognóstico. Material de orelha media foi enviado para cultura e para avaliação histopatológica, bem como, todos os pacientes foram submetidos a exames de imagem e cirurgia com confirmação dos achados radiológicos.

RESULTADOS: Dos seis pacientes, quatro eram homens e duas, mulheres. Quatro pacientes tinham trombose séptica do seio sigmóide, dois apresentavam múltiplos abscessos intracranianos, e um, hidrocefalia. Todos eles foram submetidos a mastoidectomia associada a antibioticoterapia intravenosa, de largo espectro, por, no mínimo, seis semanas. Um caso foi tratado para tuberculose. Todos os abscessos intracranianos foram drenados imediatamente. No que diz respeito à etiologia, em um paciente, foi isolado Mycobacterium tuberculosis, em dois casos foi isolada Pseudomonas aeruginosa, uma cultura foi positiva para Proteus mirabilis, e em dois pacientes ela foi negativa. O material de orelha media enviado para exame histopatológico mostrou colesteatoma em quatro casos. Todos os pacientes tiveram boa resposta clínica.

CONCLUSÃO: Pudemos concluir que, a maioria dos pacientes tiveram trombose séptica de seio sigmóide. Todos foram submetidos à mastoidectomia realizada imediatamente, com drenagem de abscesso intracranianos no mesmo tempo cirúrgico. Em todos os casos foi instituída internação hospitalar e antibioticoterapia intravenosa de largo espectro por longo período. Na maioria dos casos, foi isolada P. aeruginosa e o colesteatoma estava presente. Apesar de poder ser fatal, estes pacientes tiveram boa resposta ao tratamento utilizado.

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TRABALHO CLÍNICO

P-168

TÍTULO: COMPLICAÇÕES PÓS UVULOPALATOFARINGOPLASTIA COM A TÉCNICA DE FAIRBANKS MODIFICADA

AUTOR(ES): HENRIQUE HIROSHI MIYAZAWA , RAQUEL TEIXEIRA AVERSANI BARBOSA, MARCO ANTÔNIO THOMAS CALIMAN, GUSTAVO NOGUEIRA MENDES DE ALMEIDA, DENILSON STORCK FOMIN

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE SANTO AMARO

INTRODUÇÃO

Os Distúrbios Respiratórios do Sono têm alta prevalência na população mundial, tornando-se um problema de saúde pública, com repercussões clínicas, econômicas e sociais. A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS), o ronco e a sonolência diurna constituem os principais sinais e sintomas que afetam esta população. A prevalência da SAOS é de 13% em homens e 4% em mulheres acima de 65 anos, enquanto que o ronco primário atinge 33% de homens e 19 % de mulheres. O tratamento as SAOS e do ronco pode ser clínico e/ou cirúrgico e está associado ao sítio de obstrução da via área superior. A região de orofaringe que inclui palato mole e úvula ainda é considerada como a obstrução mais comum, levando ao paciente ter ronco e apnéia. Várias técnica de uvulopalatofaringoplastia foram descritas deste que Ikematsu , em 1966,  inciou a uvulectomia como opção de  tratamento cirúrgico.  A Uvulopalatofaringoplastia descrita por  Fairbanks é uma das técnicas mais difundida, onde ocorre a ressecção das amígdalas e palato mole em bloco. A técnica que ultilizamos ,denominamos de Fairbanks modificada, que facilita o intra e pós operatório.  O objetivo deste trabalho foi avaliar as complicações do intra e pós operatório  da técnica de Fairbanks modificada. MATERIAL E MÉTODO: Foram selecionados 14 pacientes do Ambulatório de Ronco e Apnéia de um Hospital-Escola do Curso de Graduação e Residência Médica em Otorrinolaringologia . Os critérios de inclusão para este estudo foram: SAOS leve a moderada diagnosticada através do exame polissonográfico, Mallampati de I a II, classificação do grau amigdaliano de II a IV, IMC <  35, circunferência cervical < 35 cm , classificação de Fujita I e Freedman I e II. Todos os pacientes foram submetidos ao exame de nasofibroscopia flexível com manobra de Muller. Todos foram submetidos a uvulopalatofaringoplastia com a técnica de Fairbanks Modificada, que consiste inicialmente na retirada das amígdalas, incisões laterais do palato mole de 1 ,5 cm bilateralmente e redução parcial da úvula. Estes pacientes foram avaliados no intra-operatório quanto a facilidade de visualização e de realização da técnica, além de  protocolos pós  cirúrgicos de 7 e 30 dias do procedimento. Quanto ao 7º dia, foram avaliadas as possíveis complicações imediatas, como incompetência velofaríngea, deiscência de suturas, infecções, odinofagia e hemorragias. No 30º dia, foram avaliadas as complicações tardias, como boca seca, sensação de corpo estranho, secreções ou alimentos na rinofaringe, inabilidade de gargarejar, alterações do paladar, parestesia na língua, alterações na fala e/ou na voz, insuficiência velofaríngea e estenose nasofaríngea. RESULTADOS: Todos os pacientes que foram submetidos a esta técnica  não apresentaram nenhum fator de complicação intra-operatória e cursaram com sangramento mínimo, que facilitou a visualização e desenvolvimento da técnica adotada.Nos 14 pacientes submetidos ao procedimento, não ocorreram complicações imediatas. Quanto às alterações tardias, apenas 2 (14,3%) pacientes referiram mudança na voz, apresentado melhora espontânea após 2 meses do procedimento.

CONCLUSÃO: Conclui-se que a Uvulopalatofaringoplastia com a técnica de Fairbanks modificada para o tratamento de SAOS leve e moderada trata-se de uma técnica eficiente  intra-operatoriamente e com baixo índice de complicações imediatas e tardias.

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TRABALHO CLÍNICO

P-169

TÍTULO: COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS EM PACIENTES SUBMETIDOS Á SEPTOPLASTIA COM E SEM TAMPÃO

AUTOR(ES): EDUARDO BAPTISTELLA , DANIEL ZENI RISPOLI, DIEGO AUGUSTO DE BRITO MALUCELLI, FABIANO DE TROTTA, THANARA PRUNER DA SILVA, FERNANDA MARTIN FABRI, STEPHANIE SAAB

INSTITUIÇÃO: HOPITAL ANGELINA CARON

INTRODUÇÃO: A septoplastia é um procedimento cirúrgico dirigido à correção dos desvios do septos nasais. Célebres otorrinolaringologistas têm desenvolvido técnicas cirúrgicas diversas, cada uma com suas vantagens e desvantagens, sendo indicadas de forma individual para cada tipo específico de desvio de septo. Na literatura mais freqüentemente encontramos: septohematomas, sinéquia, epistaxe, hematoma e a perfuração do septo.

Objetivos: Avaliar as complicações mais freqüentes após a realização de septoplastia.

METODOLOGIA: Clínico prospectivo randomizado comparativo entre pacientes com tampão nasal e sem tamponamento. Os autores observaram 152 pacientes, operados de septoplastia no Hospital da Cruz Vermelha de Curitiba. Foram avaliados quanto ao grau de satisfação nas primeiras 72 horas e após 7 dias; e as principais complicações em intervalos seriados de 72 horas e após 7 dias.

RESULTADOS: Nos pacientes que não usaram tampão nasal a hemorragia foi leve após 72 horas, sendo praticamente inexistente no pós-operatório imediato e após 7 dias. Septo-hematoma apareceu em 5.5% dos casos sendo em até 72 horas, principalmente naqueles em que a incisão para alívio não foi adequada. Dor foi maior no período imediato 5.5% sendo controlada com analgesia. Dificuldade respiratória, ficou em 8,3% sendo associada a presença de secreção nasal. Sinéquia constatou-se apenas em 2.7%, após 30 dias.

Nos pacientes que usaram tampão nasal a hemorragia ocorreu moderadamente, sendo mais intensa no pós ?operatório imediato e praticamente inexistente após 7 dias. Septo-hematoma apareceu em 2.5% dos casos, logo após a retirada do tampão nasal. Dor foi maior no período imediato 5.0%, sendo controlada com analgesia. Dificuldade respiratória ficou em 17.5% sendo associada à presença de secreção nasal, não foi considerado anterior a retirada do tampão nasal, pois seria de 100%. Sinéquia apareceu em 5% dos casos sendo medial e superior, após 30 dias.

CONCLUSÃO: Tamponamento nasal embora bastante difundido no meio cirúrgico, não propicia contentamento do paciente. Assim como a maioria dos cirurgiões já propõe realização de cirurgia com anestesia geral ou local, também deveria avaliar a técnica a ser empregada e informar ao paciente sobre a possibilidade de realizar a cirurgia com e sem tamponamento nasal.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-170

TÍTULO: COMPORTAMENTO VOCAL E LARÍNGEO NA DISFONIA ESPASMÓDICA ADUTORA: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): LUIZ ALBERTO ALVES MOTA , CATARINA MATOS BRITO SANTOS, JAMILE MEIRA DE VASCONCELOS, BRUNO CALIFE MOTA, HENRIQUE DE SÁ CARNEIRO MOTA

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS - UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO

introduçao: A disfonia espasmódica adutora é uma desordem neurológica do processamento motor central, caracterizada por contrações involuntárias e inapropriadas da musculatura fonatória, produzindo uma voz tensa, forçada e estrangulada acompanhada de tremor. O diagnóstico é principalmente clínico e, mesmo para laringologistas experientes, pode ser difícil. A terapia fonoaudiológica é uma das opções de tratamento, que tem como objetivo a redução do esforço a fonação e a estabilidade fonatória. Visando tal finalidade, pode-se aplicar a Técnica da Emissão em Tempo Maximo de Fonação (TETMF), que propicia a melhora da coaptação glótica e o aumento da resistência à passagem do ar expiratório, auxiliando a melhora da estabilidade fonatória. OBJETIVO: Relatar o comportamento vocal e laríngeo na disfonia espasmódica de adução. METODOLOGIA: Participou desse estudo uma paciente com disfonia espasmódica de adução, do gênero feminino, com 66 anos, aposentada, cantora e regente erudita. É um estudo de caso do tipo descritivo, transversal e observacional. A mesma foi submetida à avaliação otorrinolaringológica através da videolaringoscopia, sendo em seguida encaminhada à fonoterapia, onde foram realizadas avaliações perceptivo-auditivas e acústicas pré e pós tratamento. A terapia teve como abordagem terapêutica a TETMF, que consistia na emissão da vogal /a/ de forma sustentada no tempo máximo de fonação, com variações de freqüência, em intensidade elevada. As sessões ocorreram de forma semanal, com duração de 40 minutos, por um período de 4 meses, totalizando 16 sessões. RESULTADOS: Na videolaringoscopia, constatou-se hiperemia e edema moderados em região glótica, nas aritenóides e em comissura posterior, fenda glótica ântero-posterior, tremor laríngeo mais evidente nas pregas vocais e tensão aumentada das pregas vocais. Na avaliação fonoaudiológica pré tratamento verificou-se qualidade vocal rouca, áspera, entrecortada e tensa-estrangulada, classificação da disfonia em G3I3R1B0A0S3 pela escala GIRBAS, loudness adequada, pitch grave, ressonância laringo-faríngea, ataque vocal brusco, traçado espectrográfico instável, com elevada ocorrência de quebras de sonoridade, intensidade vocal média (IVM) de 61,20dB, desvio padrão da intensidade vocal (DPIV) de 2,92dB, coeficiente de variação do desvio padrão da intensidade vocal (CVDPIV) de 4,77%, freqüência fundamental média (Fom) de 166,98Hz, desvio padrão da freqüência fundamental (DPFo) de 35,08%, coeficiente de variação do desvio padrão da freqüência fundamental (CVDPFo) de 21%, jitter de 6,17%, shimmer de 27,98%, tempo máximo de fonação (TMF) da vogal /e/ com 12,15 segundos e relação s/z de 1,29. Após a fonoterapia, obteve-se G2I2R1B0A0S2, pitch adequado, traçado espectrográfico mais estável, com menores ocorrências de quebras de sonoridade, IVM de 69,72dB, DPIV de 3,30dB, CVDPIV de 4,73%, Fom de 220,29Hz, DPFo de 15,60Hz, CVDPFo de 7,08%, jitter de 0,99%, shimmer de 12,11%, TMF da vogal /e/ com 15,79 segundos e relação s/z de 0,97. No exame videolaringológico pós tratamento, constatou-se hiperemia e edema discretos em região glótica, aritenóides e comissura posterior, fechamento glótico completo, além de tremor discreto da laringe. CONCLUSÃO: A terapia vocal sendo realizada através da TETMF utilizando-se a vogal /a/ em variações de freqüência e em forte intensidade mostrou-se eficaz neste caso, com melhora de todos os parâmetros vocais, acústicos e laríngeos.

Descritores: Voz, Disfonia, Fonoterapia 

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TESE

P-171

TÍTULO: CONCENTRAÇÃO DE ÁCIDO HIALURÔNICO EM PREGAS VOCAIS DE INDIVÍDUOS JOVENS E IDOSOS

AUTOR(ES): GUSTAVO POLACOW KORN , JOÃO ROBERTO MACIEL MARTINS, SUNG WOO PARK, ALINE MENDES, ELSA YOKO KOBAYASHI, HELENA BONCIANI NADER, NOEMI GRIGOLETTO DE BIASE

INSTITUIÇÃO: UNIVESIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: Voz é o resultado da vibração das pregas vocais. A vibração normal depende da estrutura única das camadas das pregas vocais e da composição da matriz extra-celular da lâmina própria. O ácido hialurônico (AH) é um dos componentes mais proeminentes entre as proteínas intersticiais da matriz extracelular, que apresenta importantes funções biológicas e mecânicas nos tecidos.

OBJETIVO: Avaliar comparativamente a concentração de ácido hialurônico na cobertura, ligamento e músculo de prega vocal normal de homens e mulheres, jovens e idosos.

METODOLOGIA: Utilizou-se uma proteína de ligação ao ácido hialurônico (AH) obtida de cartilagem nasal bovina em um ensaio fluorimétrico. Placas de ELISA contendo a proteína de ligação adsorvida em sua superfície foram sequencialmente incubadas com: amostras de material da porção medial da cobertura, ligamento e músculo da prega vocal de 19 indivíduos jovens e 20 idosos, de ambos os sexos, proteína de ligação conjugada com biotina e estreptavidina ligada a európio. Após a liberação de európio em solução de enhancement, a fluorescência final foi mensurada com auxílio de um fluorímetro.

RESULTADOS: Comparação estatisticamente significante: (1) Maior concentração de AH na cobertura e no ligamento em relação ao músculo em toda a amostra; (2) Maior concentração de AH no ligamento em relação ao músculo nos jovens dos sexos masculino e feminino, considerando-se separadamente cada grupo. Dados sem significância estatística: (3) Maior concentração de AH no ligamento em relação às demais porções; (4) Maior quantidade de AH nas mulheres jovens na cobertura e menor no ligamento em comparação com homens jovens; (5) Queda nos valores de AH com o envelhecimento sendo mais pronunciada na cobertura no sexo feminino e em todas as porções no sexo masculino; (6) Diminuição dos valores de AH foi observada nos indivíduos idosos do sexo masculino, em todas as porções, mantendo a diferença entre os sexos na cobertura

CONCLUSÃO: Do estudo de concentração de ácido hialurônico em pregas vocais de jovens e idosos, podemos concluir que: há maior concentração de AH na cobertura e no ligamento em relação ao músculo em toda a amostra; é encontrada maior concentração de AH no ligamento em relação ao músculo nos jovens de ambos os sexos, considerando-se separadamente cada grupo.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-172

TÍTULO: CONCHA INFERIOR BOLHOSA BILATERAL

AUTOR(ES): ANA CAROLINA DE SOUZA MOREIRA , GUSTAVO BACHEGA PINHEIRO, CAMILA DE OLIVEIRA MACHADO, DANIELE LENZI PIMENTEL

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DAS FORÇAS ARMADAS E HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL

INTRODUÇÃO: A obstrução nasal crônica é uma queixa freqüente nos consultórios de otorrinolaringologia. Dentre suas causas, podemos citar o desvio septal (mais freqüente) e a hipertrofia de corneto inferior.

O aumento de tamanho do corneto inferior está intimamente relacionado com a alteração do fluxo nasal de ar. A porção anterior do corneto inferior está próxima à valva nasal, que é a área mais estreita para a passagem de ar. Importante ressaltar que a hipertrofia do corneto inferior reduz ainda mais a área para a entrada de ar.

RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino com 24 anos de idade procurou o otorrinolaringologista com queixas de obstrução nasal bilateral e dores faciais intermitentes. No exame físico foi observada uma hipertrofia de cornetos inferiores e palidez da mucosa nasal. Na videoendoscopianasal foi detectada hipertrofia de cornetos inferiores, sem desvio septal obstrutivo.

Realizado tratamento clínico com anti-histamínico oral e corticóides intra nasais sem melhora do quadro.

Foi solicitada tomografia de seios da face para continuação da investigação que evidenciou cornetos inferiores bolhosos bilateralmente.

DISCUSSÃO: O termo pneumatização de conchas nasais ou concha bolhosa se refere à presença de ar dentro do corneto nasal. Tal achado foi descrito inicialmente por Zinreich em 1988.1,2,6.

Qualquer concha nasal pode ser bolhosa, mas a que mais apresenta esta alteração anatômica é a concha média seguida da concha superior. Já a pneumatização da concha inferior é uma rara alteração anatômica. Segundo Yang, em 2008 haviam sido relatados 44 casos de cornetos inferiores bolhosos, sendo apenas 10 casos (23%) bilaterais.

O local mais freqüente de pneumatização do corneto inferior é sua porção média. A forma mais comum de apresentação é a que ocorre comunicação com o seio maxilar.

O corneto inferior apresenta, durante sua formação embriológica, 2 centros de ossificação separados que aparecem entre o 5º e 7º meses de gestação. Algumas teorias foram aventadas para explicar a formação dessa alteração. A primeira sugere que durante o processo de ossificação ocorreria migração anômala do epitélio, que invaginaria entre as lamelas ósseas, formando uma cavidade com potencial para pneumatizar. Outra teoria seria a de uma pneumatização alterada do seio maxilar durante a embriogênese que se estenderia pelo corneto inferior.

CONCLUSÃO: A concha inferior bolhosa é uma rara alteração anatômica observada nos exames de tomografia computadorizada de seios da face.

Como sua descrição teve início após o uso sistemático de exames de imagem, são poucos os relatos e teorias para a sua formação.

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TRABALHO CLÍNICO

P-173

TÍTULO: CONDIÇÃO PRÉ E PÓS-OPERÁTORIA DE PACIENTES SUBMETIDOS A CIRURGIA ENDOSCÓPICA ENDONASAL

AUTOR(ES): GABRIELE LEAO STRALIOTTO , CARLOS AUGUSTO SEIJI MAEDA, GABRIEL GONÇALVES DIAS, YARA ALVES DE MORAES DO AMARAL, SYLVIA DE FIGUEIREDO JACOMASSI, EDUARDO VIEIRA COUTO, LUIZA RODRIGUES CAFFARATE

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE CURITIBA

INTRODUÇÃO: A Cirurgia endoscópica nasal, ou FESS (Functional Endoscopy Sinus Surgery), é utilizada para diagnóstico, biópsia, tratamento e acompanhamento de diversas doenças. Restabelece a função nasal preservando a mucosa, além de melhorar a depuração mucociliar. A taxa de sucesso varia entre 76 a 98%.

OBJETIVO: Este estudo objetiva avaliar quais os sintomas mais freqüentemente encontrados, assim como os desfechos pós-operatórios de pacientes submetidos a cirurgia endoscópica endonasal no nosso serviço.

MATERIAIS E MÉTODOS : Trata-se de  estudo retrospectivo transversal  com coleta de dados sobre cirurgias tipo FESS, realizadas no período de janeiro de 2009 a maio de 2010.

RESULTADOS: A sintomatologia pré-operatória mais freqüente foi obstrução nasal, (67,2%), seguida por coriza/rinorréia (29,5%), sintomas alérgicos nasais (18%), cefaléia (22,9%), hiposmia/anosmia (19,6%), dor facial(22,9%), gotejamento posterior (14,7%) e roncos (6,5%). Após a cirurgia, 49 (80,4%) pacientes estavam assintomáticos e apenas 19,6% (n=12), permaneceram com alguma queixa.

DISCUSSÃO: A indicação de cirurgia é fundamentalmente clínica e baseada em exames de imagem. Sua principal indicação é o tratamento de rinussinusite crônica (RSC) refratária à abordagem clínica.  Não se deve pedir o exame anatomo-patológico  de forma rotineira, pois a posivitidade para situações malignas é baixa. Os sintomas pré-operatórios mais frequentemente são congestão nasal, sensação de pressão facial, obstrução nasal, rinorréia e hiposmia, além de cefaléia, odontalgia, halitose, fadiga, tosse seca, febre e otalgia, sendo que após a cirurgia 49 (80,4%) pacientes ficaram livres de sintomas, enquanto 12 (19,6%) permaneceram com sintomas.

CONCLUSÃO: Cabe ao otorrinolaringologista, ao indicar a cirurgia, avaliar sintomatologia, não resposta ao tratamento clínico e presença de alteração funcional evidenciada pelo exame de imagem, além de alertar o paciente acerca da possibilidade de permanência de sintomas, principalmente no que diz respeito a  hiposmia, dor facial e obstrução nasal, pois esses são os sintomas pós-operatórios mais prevalentes.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-174

TÍTULO: CONDROSSARCOMA NASAL: RELATO DE DOIS CASOS.

AUTOR(ES): AMANDA CRISTINA FERREIRA , VINICUS ANTUNES FREITAS, JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA, ROBERTO MARCHETTI MESQUITA, FLÁVIO SIRIHAL WERKEMA, VALÉRIA DE PAULA BARTELS

INSTITUIÇÃO: NÚCLEO DE OTORRINO BH

INTRODUÇÃO: Os condrossarcomas são tumores malignos que se caracterizam por formação de cartilagem, sendo raro na região da cabeça e do pescoço, sendo extremamente incomum no septo nasal. Apresenta-se com sintomas inespecíficos, como obstrução nasal. A avaliação com imagens é imprescindível no pré-operatório, sendo ideal a realização de Tomografia Computadorizada (TC) e Ressonância Nuclear Magnética (RNM). O melhor tratamento é a excisão cirúrgica com margens amplas, podendo ser complementado com radioterapia.

OBJETIVO: Relatar dois casos de lesão nasosseptal maligna rara, com altos índices de recidiva, cujo tratamento principal é o cirúrgico.

DISCUSSÃO: Os Condrossarcomas são tumores malignos cartilaginosos, correspondendo a cerca de 10-20% de todas as neoplasias malignas primárias dos ossos, sendo que destes, 10% se localizam na cabeça e no pescoço. A maior incidência craniofacial ocorre na quarta década de vida.

CONCLUSÃO: O Condrossarcoma septal é uma doença extremamente rara, com alto poder de destruição local e alto índice de recidivas, mesmo após ressecção ampla, devendo ser acompanhado por toda a vida.

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TRABALHO CLÍNICO

P-175

TÍTULO: CONDUTA ANTIMICROBIANA EM GESTANTES DE RISCO COM OTITE EXTERNA DIFUSA AGUDA

AUTOR(ES): BRUNO GOMES PADILHA , IGOR GOMES PADILHA, VIVIANA MARTINS PONTES LUCENA, KATIANNE WANDERLEY ROCHA, LUCIANO PADILHA ALVES

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS ? UFAL/SANTA CASA DE MISERICORDIA DE MACEIÓ

INTRODUÇÃO: A Otite Externa Difusa Aguda (OEDA) é definida como uma inflamação do Conduto Auditivo Externo (CAE), com ou sem envolvimento do pavilhão até a membrana timpânica. È uma das infecções mais comuns tratadas por médicos. A conduta terapêutica em pessoas imunodeprimidas exige uma avaliação cautelosa quanto aos antibióticos a serem administrados. Em gestantes, o protocolo clínico envolve os riscos que o medicamento pode trazer para o feto.

OBJETIVO: Avaliar conduta antimicrobiana aplicada a duas gestantes de risco com OEDA no serviço de otorrinolaringologia da Santa Casa de Misericórdia de Maceió.

METODOLOGIA: Optou-se por relatar dois casos de gestante de risco com OEDA que procuraram o serviço no hospital, evidenciando quais antibióticos foram utilizados e suas possíveis indicações e contra-indicações nos casos relatados.

RESULTADOS: No caso 1 ? paciente de 28 anos, oitavo mês de gestação, portadora de diabetes gestacional. Apresentava quadro de otalgia intensa à esquerda e sensação de plenitude auricular há oito dias. Fez uso de Amoxicilina com Clavulanato, sem melhora do quadro. Procurou o serviço com piora do quadro e acometimento auricular direita. Na otoscopia: orelha direita com hiperemia e edema leve de CAE; orelha esquerda apresentando edema acentuado de CAE e secreção purulenta. Iniciou-se (primeiro dia) com Ceftriaxona, Gentamicina e Betametasona (tópico) e hidrocortisona, porém não houve melhora. No segundo dia, s e iniciou novo tratamento com Ciprofloxacino e Prednisolona (após autorização do obstetra da paciente). Terceiro dia, conduta mantida e solicitada cultura com antibiograma. No quarto dia, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) substituiu Ciprofloxacino por Cefepime. No quinto dia, conduta mantida. No sexto dia, mantida anterior e acrescentou Hidrocortisona. No sétimo dia, mantida conduta. Finalmente no oitavo dia a paciente recebeu alta, com uso de Cefuroxima.

No caso 2 ? paciente de 24 anos, primeiro mês de gestação, com tuberculose pulmonar em tratamento tríplice há três meses (não bacilifera). História de otalgia, hipoacusia e otorréia à esquerda há sete dias. Na otoscopia: edema intenso em CAE esquerdo. Inicou-se (primeiro dia) com Cefepime. Segundo e terceiro dia, mantida conduta. Quarto dia, alta, com prescrição de Cefuroxima e Ciprofloxacina com Hidrocortisona tópico.

CONCLUSÃO: A Ceftriaxona (risco B) é uma Cefalosporina de terceira geração (indicação correta), porém não apresentou melhora para a paciente. A utilização de Ciprofloxacino é indicado em casos em quadro de otite complicada, não responsiva a tratamento tópico. Este encontra-se na categoria C de risco. Todavia, por se tratar de uma gestante, não se recomenda utilização habitualmente, apesar de não haver estudos comprovando a teratogenicidade em humanos. Os infectologistas contra-indicam seu uso durante a gestação. O Cefepime é uma Cefalosporina de quarta geração, apresenta risco B para gestações, pois mostrou evidencia de dano fetal em estudos com animais, porém pelo fato de os estudos de reprodução em animais não serem sempre preditivos da resposta humana, esta droga deverá ser usada durante a gravidez somente se claramente necessário. O que foi observado no caso. Obteve-se resposta terapêutica satisfatória e avaliando os riscos e benefícios, como também as complicações do caso, observa-se que otite externa em gestantes trata-se de um assunto delicado, devido toda avaliação de riscos para o feto como também para a paciente.

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TRABALHO CLÍNICO

P-176

TÍTULO: CONTRIBUIÇÃO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA MULTISLICE PARA AVALIAÇÃO DAS VARIAÇÕES ANATÔMICAS DAS CAVIDADES PARANASAIS

AUTOR(ES): IGOR GOMES PADILHA , BRUNO GOMES PADILHA, FABIANA MAIA NOBRE ROCHA ARRAES, CHRISTIANA MAIA NOBRE ROCHA DE MIRANDA

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA- UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

INTRODUÇÃO: A tomografia computadorizada Multislice (TCMS) é, atualmente, a modalidade de escolha entre os métodos de imagem para a avaliação dos seios paranasais e das estruturas adjacentes. Sua capacidade em demonstrar e diferenciar as estruturas ósseas, os tecidos moles e o ar permite uma avaliação minuciosa da anatomia das cavidades paranasais e de suas variações anatômicas. Algumas destas variações anatômicas podem predispor a sinusopatias, portanto o reconhecimento das mesmas é de suma importância no pré-operatório de cirurgia endoscópica.

OBJETIVO: O presente estudo visa demonstrar, por meio de tomografia computadorizada multislice, os aspectos de diversas variações anatômicas nas cavidades paranasais.

METODOLOGIA: Foi realizada revisão da literatura e análise retrospectiva de casos com variações anatômicas nas cavidades paranasais constatadas por meio de tomografia computadorizada multislice realizadas em aparelho Siemens, de quarenta canais. Serão demonstradas as características por imagem, por meio de reconstruções multiplanares.

RESULTADOS: Foram demonstradas diversas variações anatômicas, como os vários tipos de desvio de septo nasal, esporão de septo nasal, aspecto paradoxal dos cornetos nasais médios, células etmoidais infraorbitárias (células de Haller), células de Onodi, pneumatização das conchas nasais, pneumatização dos processos uncinados, pneumatização das clinóides anteriores, septações nos seios maxilares,óstios acessórios, dentre outras.

CONCLUSÃO: No presente trabalho é demonstrado como a tomografia computadorizada multislice tem contribuído para o diagnóstico mais acurado e melhor avaliação de variações anatômicas nas cavidades paranasais, permitindo identificá-las de forma precisa, com elevados detalhes anatômicos, além de estabelecer a relação das mesmas com outras estruturas. Após a apreciação do ensaio pictórico e da leitura dos comentários, espera-se que estudantes de medicina, médicos otorrinolaringologistas, radiologistas e de outras especialidades, revisem e enriqueçam seus conhecimentos sobre o assunto.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-177

TÍTULO: CORDOMA CERVICAL

AUTOR(ES): VANESSA RIBEIRO ORLANDO , FLÁVIO SIRIHAL WERKEMA, NICODEMOS JOSÉ ALVES DE SOUSA, FERNANDA FILGUEIRAS MACIEL, TIAGO FRAGA VIEIRA, HENRIQUE QUEIROZ CORREA GARCHET, ANTÔNIO LEONARDO PINTO COELHO

INSTITUIÇÃO: CLINICA DE OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO DA SANTA CASA DE BELO HORIZONTE

INTRODUÇÃO: Cordoma é rara neoplasia óssea, localmente agressiva e originada da notocorda. Localiza-se, em 70% dos casos, na região lombo-sacra e 25%, na extremidade cefálica. Apresenta crescimento lento, tendência a invasão local e recorrência. A dor e alterações sensoriais são os sintomas mais comuns, causados por destruição óssea e compressão neural. O diagnóstico é histopatológico e caracteriza-se pelas ?physaliphoras?, células grandes, com citoplasma claro e multivacuolado.  O tratamento de escolha é cirúrgico com ressecção em bloco do tumor, uma vez que a ressecção parcial apresenta alto índice de recidiva. A neoplasia não responde a quimioterapia e, estudos têm demonstrado que a radioterapia apenas retarda a evolução.

OBJETIVO: Relatar caso clínico de cordoma cervical.

RELATO DE CASO: J. M. F., 44 anos, masculino, admitido em 23/04/2010, com dor intensa e tumefação cervical. Relata crescimento progressivo da lesão iniciado há dez anos, mais acelerado no último.  Submetido, em outra instituição, a duas ressecções parciais do tumor, primeiro em 2002 associado à radioterapia pós operatória e em 2009. Apresentou laudo  anatomopatológico de 2009 compatível com cordoma.  

Ao exame físico, nota-se tumefação cervical e supra-clavicular, localizada a direita com extensão para parede torácica e ombro ipsilaterais. Medindo, aproximadamente 20 cm de diâmetro, com consistência endurecida e aderida a planos profundos. Apresentava ainda lesão cervical a esquerda com, cerca de 7 cm de diâmetro, anterior ao esternocleidomastoideo, endurecida, mas móvel.

Ressonância Magnética (07/05/2010): lesão expansiva cérvico-torácica, invadindo musculatura paravertebral e trapézio, neuroforames C4-C5, C7-D1 e D1-D2, neste último acometendo canal vertebral. Notada ainda compressão contralateral da traquéia e invasão de artéria carótida, veia jugular e cúpula pulmonar a direita.

Devido à extensão da lesão e envolvimento de estruturas nobres, optou-se pela conduta expectante.

CONCLUSÃO: cordoma cervical é uma lesão rara. A dor é uma sintomatologia comum, originada da compressão neural e destruição óssea. Diante da suspeita cllinica,  deve-se proceder biópsia, pois o diagnóstico é histopatológico. O tratamento cirúrgico agressivo é o que representa melhores resultados. Entretanto, na localização cervical, abordagem cirúrgica representa um desafio, devido a presença de importantes e delicadas estruturas anatômicas. No referido caso, paciente apresentava lesão avançada, envolvendo estruturas nobres, o que impossibilitava ressecção completa da mesma, motivo pelo qual optou-se por conduta expectante.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-178

TÍTULO: CORPO ESTRANHO (PRÓTESE DENTÁRIA METÁLICA) EM REGIÃO DE HIPOFARINGE

AUTOR(ES): RAÍSSA VARGAS FELICI , JANE MARIA PAULINO, RALPH SILVEIRA DIBBERN, MELÂNIA DIRCE OLIVEIRA MARQUES, FERNANDO CÉSAR FRANÇA ARAÚJO, ANNA MILENA BARRETO FERREIRA FRAGA, MARCELA ESTRELA TAVARES

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE LIMEIRA.

OBJETIVO

Relatar o caso de ingestão de prótese dentária metálica e a importância de uma avaliação precoce por otorrinolaringologista de forma a diminuir complicações.

MÉTODOS

A.P.G., sexo masculino, 36 anos, etilista, foi admitido no pronto atendimento da Santa Casa de Limeira com história de ingestão de prótese dentária metálica, após libação alcoólica excessiva, apresentando quadro de odinofagia e sialorréia. Foi solicitada, após 12 horas de evolução dos sintomas, a avaliação da equipe de otorrinolaringologia. Exame Físico: Corado, hidratado, afebril e eupnéico. Oroscopia: visível pequena porção de prótese metálica em hipofaringe. Rinoscopia e Otoscopia sem alterações. Raios-X cervical perfil evidenciado corpo estranho. Realizado Endoscopia Digestiva Alta que confirmou presença de corpo estranho em região de hipofaringe aderido a planos profundos, impossibilitando sua retirada.

RESULTADOS

O paciente foi levado a centro cirúrgico, onde foi submetido à intubação orotraqueal. Foi realizada laringoscopia de suspensão, onde foi visibilizado prótese dentária em hipofaringe, sobre as aritenóides e pregas vocais. Foi tentada sua mobilização com pinça Hartmann, com dificuldade de retirada devido à adesão a planos profundos de mucosa e musculatura faríngea. Foi utilizado alicate cirúrgico para tentar cortar o metal sem sucesso, e após tentativas de retirada com laringoscópio de suspensão conseguimos mobilizar o corpo estranho e a retirada foi possível, com laceração em parede faríngea, úvula e pilar amigdaliano esquerdo. Foi acompanhando ambulatorialmente por 1 mês, evolui com melhora total do quadro.

CONCLUSÕES

Com esse relato de caso, concluímos a necessidade de uma avaliação adequada da faringe, laringe e aparelho digestivo por profissional especializado e sempre que necessária a solicitação de exames complementares, para o diagnóstico correto do caso. Dessa forma, evita-se a chance de um desfecho desfavorável.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-179

TÍTULO: CORPO ESTRANHO DE LARINGE COM APRESENTAÇÃO INCOMUM

AUTOR(ES): PAULO TINOCO , JOSÉ CARLOS OLIVEIRA PEREIRA, FLÁVIA RODRIGUES FERREIRA, RODOLFO CALDAS LOURENÇO FILHO, MARINA BANDOLI DE OLIVEIRA TINOCO, VÂNIA LÚCIA CARRARA, MAVIEL SOUSA PEREIRA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL SÃO JOSÉ DO AVAÍ

INTRODUÇÃO: Corpos estranhos em laringe são raros e mais freqüentes na população pediátrica, podendo desenvolver graves complicações devido a possibilidade de obstrução total da via respiratória.

OBJETIVO: Apresentar um caso de corpo estranho em laringe de apresentação clínica incomum, com resolução do quadro após remoção, sob indução anestésica, de um paciente adolescente, do sexo masculino, além de fazer uma breve revisão na literatura sobre o tema.

METODOLOGIA: Relatar um caso clínico de um paciente do sexo masculino, 14 anos, negro, que procurou o serviço de emergência de Otorrinolaringologia do Hospital São José do Avaí (HSJA) em Itaperuna/RJ com história de sensação de corpo estranho (CE) na garganta há 4hs, associado à discreta odinofagia após alimentação, negando ingestão de alimento ponteagudo ou sólido. O exame laringoscópico indireto foi inconclusivo. O paciente foi então submetido à videolaringoscopia direta, confirmando-se a hipótese de corpo estranho de laringe. Identificou-se a imagem de um CE ponteagudo, transparente, de aproximadamente 2cm de comprimento e 0,4cm de largura, na porção superior direita da face laríngea da epiglote, de difícil visualização.

RESULTADOS: No caso clínico relatado, a localização do corpo estranho gerava uma alto risco de delocamento por um tubo orotraqueal. Dessa forma, o paciente foi submetido à indução anestésica com Propofol e ventilação mecânica sob máscara. Com o auxílio do laringoscópio de suspensão, o corpo estranho foi removido, sem intercorrências, através da videolaringoscopia direta. O corpo estranho removido tratava-se de um material de acrílico.

CONCLUSÃO: Corpos estranhos de laringe são raros e podem gerar graves complicações. O especialista deve estar atento para a sintomatologia do paciente, procedendo exame otorrinolaringológico minucioso, com a laringoscopia indireta e direta. Confirmando a hipótese diagnóstica, deve-se remover o CE sob anestesia geral ou apenas com indução anestésica.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-180

TÍTULO: CORPO ESTRANHO EM MASTÓIDE

AUTOR(ES): ITAIANA PEREIRA CORDEIRO DA SILVA , MAÍRA RODRIGUES DE OLIVEIRA, ÉDER AUGUSTO MAGAALHÃES NASCIMENTO, LORENA GONÇALVES RODRIGUES, JOYCE DE OLIVEIRA LIMA, WANER JOSEFA QUEIROZ DE MOURA, PAULO MARCOS FONTELLES DE LIMA ARAÚJO

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO BETTINA FERRO DE SOUZA ? UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INTRODUÇÃO: Casos de corpos estranhos em otorrinolaringologia são frequentemente encontrados na prática clínica, especialmente em pacientes pediátricos, podendo representar casos de urgência e emergência em algumas situações. A mastóide é um sítio incomum de se observar corpos estranhos.

OBJETIVO: Descrever um caso clínico de corpo estranho em mastóide esquerda, após agressão por arma branca.

METODOLOGIA: Realizado estudo descritivo de um caso clínico em que se detectou presença de corpo estranho em mastóide esquerda.

RESULTADOS: C.P.C.F, 20 anos de idade, gênero masculino, natural e procedente de Belém, Pará, foi vítima de ferimento por arma branca em região retroauricular esquerda, após reagir a tentativa de assalto, em 10.01.10. Na ocasião, em serviço de urgência foi realizada apenas a sutura do ferimento corto-constuso. O paciente recebeu alta após o atendimento; entretanto, evoluiu com cefaléia e dor à palpação da região afetada nos dias subseqüentes. Após realização de tomografia computadorizada de crânio (exame de escolha em casos de trauma), dez dias após o acidente (20.01.10), observou-se presença de artefato metálico em projeção de mastóide esquerda, associada a velamento de suas células, quando então procurou atendimento especializado, tendo sido atendido no Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza.

Em nosso serviço, o paciente referiu como queixa apenas dor em região retroauricular à palpação, que o impossibilitava o decúbito lateral esquerdo. Negava queixas auditivas, zumbido, otorréia, vertigem ou tontura. Ao exame otorrinolaringológico, não se observou alterações, apenas cicatriz e dor à palpação em região retroauricular esquerda. Exame audiométrico dentro dos padrões da normalidade. Paciente foi submetido à mastoidectomia simples, sendo identificado e removido artefato metálico de 4 cm em seu maior diâmetro (ponta da faca) em região póstero-superior do osso temporal, a cerca de 5mm do seio sigmóide. A cavidade foi lavada rigorosamente e realizado antibioticoterapia pós-operatória com Cefalotina 4g/dia. O paciente recebeu alta hospitalar em bom estado geral. Continua em seguimento clínico em nosso Serviço, sem intercorrências até o último retorno.

CONCLUSÃO: Casos de violência são crescentes em nossa sociedade.  Os traumas por armas brancas na região do osso temporal devem sempre ser criteriosamente avaliados através de tomografia computadorizada de ossos temporais, a fim de evidenciar a presença e a localização de corpos estranhos e sua relação com o seio sigmóide ou outras estruturas nobres da região, visando evitar complicações.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-181

TÍTULO: CORPO ESTRANHO EM NASOFARINGE: UM ACHADO CIRÚRGICO.

AUTOR(ES): MÁRJORIE SOUZA BANHOS CAREPA , GISELE VIEIRA HENNEMANN KOURY, LARISSA MAGALHÃES NAVARRO, RENATO VALENTIM BRASIL, ITAIANA PEREIRA CORDEIRO DA SILVA, ÉRIKA LUIZ BADARANE, FRANCISCO XAVIER PALHETA NETO

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO BETTINA FERRO DE SOUZA/ UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INTRODUÇÃO: As vias aéreo-digestivas são localizações freqüentes de corpos estranhos, sobretudo na faixa etária pediátrica. Os sítios mais freqüentes são as fossas nasais, amígdalas, esfíncter esofágico superior e árvore traqueobrônquica. No entanto, a presença de corpos estranhos em topografia de nasofaringe é uma entidade rara, havendo poucas citações na literatura. Embora incomum, um corpo estranho supostamente deglutido ou aspirado, pode ser projetado, impactar e fixar-se na nasofaringe, mantendo-se clinicamente silencioso. Nos casos sintomáticos, o paciente apresenta obstrução nasal, rinorréia purulenta unilateral ou bilateral, tosse persistente, epistaxe e rinossinusite crônica. Quando inalados, podem se alojar em brônquios, causando pneumonias, atelectasias e bronquiectasias, principal complicação nos diagnósticos tardios. Ao exame físico, um objeto com dimensões suficientes pode abaular o palato mole e ter sua presença sugerida à orofaringoscopia. A radiografia de tórax e de cavum são importantes na avaliação radiológica de corpos estranhos radiopacos. A rinoscopia posterior transoral com espelho de García, a endoscopia nasal rígida com telescópio tipo Hopkins com angulação de 0º ou 30º ou mesmo a nasofibroscopia flexível seriam de inestimável valor no diagnóstico de alguns corpos estranhos na rinofaringe, mas não se encontram disponíveis em muitos serviços.

OBJETIVO: Relatar um caso de corpo estranho em nasofaringe, diagnosticado no Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, no ano de 2010.

RELATO DE CASO: Paciente V.B.S.D.,11 anos, com atraso de desenvolvimento neuro-psíquico por seqüela de hipóxia neonatal, compareceu a atendimento medico otorrinolaringológico apresentando quadro clínico de respiração oral e amigdalites de repetição. Ao exame físico: amígdalas II /III bilateral e drenagem de secreção purulenta de rinofaringe. A fibronasolaringoscopia evidenciou tecido linfóide obstruindo 80% do cavum e competência velofaríngea. Foi indicada adenoamigdalectomia e no intraoperatório, constatou-se presença de corpo estranho de consistência endurecida à palpação do cavum, Realizou-se adenoidectomia com visualização de elemento dentário. O paciente evoluiu com melhora do quadro clínico.    

DISCUSSÃO/CONCLUSÃO: Corpo estranho em nasofaringe é ocorrência rara, mais comum em crianças, podendo ser assintomático. Na suspeita deste, deve-se realizar investigação endoscópica e radiológica, pois podem ser deglutidos ou aspirados, associando-se a elevado índice de morbidade.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-182

TÍTULO: CORPO ESTRANHO IATROGÊNICO DE LONGA PERMANÊNCIA EM SEIO MAXILAR

AUTOR(ES): MATEUS CLAUDINO CANNARELLA , GRAZZIA GUGLIELMINO CRUZ, MARCOS NAGI ZAHR, CAROLINE MARIA DINATO ASSUNÇÃO, BERNARDO TEIXEIRA FUSARO, BRUNO FERNANDO COSTA DA SILVA, BRUNO MASSANORI AOKI

INSTITUIÇÃO: INSTITUTO CEMA

INTRODUÇÃO: Os corpos estranhos (CE) iatrogênicos relatados na literatura ou na mídia estão localizados com maior freqüência na cavidade abdominal. É rara a ocorrência de CE nos seios paranasais, onde o mais acometido é o maxilar (75%) e em seguida o frontal (18%). Podem ocorrer de forma acidental, ou através de iatrogenias geradas em procedimentos dentários, oftalmológicos e otorrinolaringológicos.

Relato de Caso: Paciente do sexo feminino, 71 anos, com queixa de obstrução e secreção nasal amarelada e fétida de longa data, principalmente à esquerda, referindo história de polipectomia nasal em 1987. Mediante a historia clínica, exame físico e complementar, foram levantadas hipóteses diagnósticas de polipose nasal, mucocele, sinusite fúngica e massa tumoral a esclarecer.

Optamos por exploração cirúrgica pela via de Caldwell-Luc associada à cirurgia endoscópica nasal. Ao completar o acesso ao seio maxilar esquerdo foi encontrada e retirada uma gaze coberta por secreção amarelada e fétida.

DISCUSSÃO: A presença de um corpo estranho iatrogênico sinusal é algo raro na esfera otorrinolaringológica e sua longa permanência pode gerar sinusite resistente a tratamento clínico, a formação de granulomas ou pólipos reacionais, e em alguns casos rinossinute crônica fúngica. Principalmente quando não possuem identidade radiológica podem ser confundidos com tumores nasais e sinusais, mucocele, bola fúngica e imunodebilidades.

CONCLUSÃO: Quando a anamnese e os exames clínico e complementar não sugerem a presença de CE nos seios paranasais, a suspeita ou o diagnóstico tornam-se difíceis. Por essa razão deve-se acompanhar mais de perto os casos onde houver insucesso num primeiro momento cirúrgico, obedecer os preceitos da técnica operatória e considerar o uso de materiais cirúrgicos com marcadores radiopacos.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-183

TÍTULO: CORPO ESTRANHO INCOMUM DE LARINGE

AUTOR(ES): ALONÇO DA CUNHA VIANA JUNIOR , CARLOS EDUARDO LUNA RIBEIRO LIRA, WALLACE DO NASCIMENTO SOUZA, DÉBORAH ABRAHÃO, KARLOS KEMPS LIMA DA SILVA, JULIANO NUNES PEREIRA, DANIELA LEITÃO

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL NAVAL MARCÍLIO DIAS

INTRODUÇÃO: Corpos estranhos (CE) de laringe produzem usualmente quadros alarmantes e dramáticos. Sua ocorrência é incomum, sendo a prevalência estimada entre 2 a 11% dos corpos estranhos de via respiratória. São mais freqüentes em crianças de 6 meses a 4 anos. Podem-se apresentar com quadro de asfixia, tosse, estridor e rouquidão, podendo ou não haver aspiração. O efeito irritante do CE pode causar espasmo laríngeo com grande risco de vida. O diagnóstico diferencial inclui epiglotite aguda, laringotraqueobronquite, asma, infecção viral e papilomatose laríngea.

OBJETIVO: Relato de um caso incomum de CE de laringe

RELATO DO CASO: V.S.V., sexo feminino, 67 anos, procurou a Clínica de Otorrinolaringologia do Hospital Naval Marcílio Dias com queixa de tosse persistente há cerca de seis meses, em acompanhamento com a pneumologia, evoluindo com piora e um episódio de broncoespasmo que melhorou com após tratamento clínico (antibiótico, antinflamatório e broncodilatador). Referia hipertensão arterial e insuficiência cardíaca congestiva (ICC) tendo sido submetida a revascularização cardíaca há cerca de doze anos e em tratamento clínico. Exame físico sem alterações significativas. À videolaringoscopia não se observou alterações. À fibronasolaringoscopia evidenciou uma imagem brilhante refletindo a luz, rompendo a integridade da mucosa na região supraglótica, na face posterior da epiglote. Na radiografia de tórax pode ser visto fios de aço da fixação do esterno da cirurgia prévia, porém estando ausente o da porção mais superior. Foi submetida à laringoscopia direta para elucidação diagnóstica, sendo confirmada a hipótese diagnóstica de CE verificando que se tratava de um fio de aço. No mesmo ato, foi realizada remoção do mesmo. O paciente evoluiu bem e com remissão dos sintomas.

DISCUSSÃO: Existe uma grande variedade de corpos estranhos de laringe relatada na literatura, como espinha de peixe, madeira, casca de ovo, inseto, alfinete aberto, porca, sapato de boneca.

A demora no diagnóstico pode favorecer o desenvolvimento de complicação e levar a um falso diagnóstico. Neste caso, não havia sintomatologia clássica de C.E.. O diagnóstico é facilitado quando existe aspiração e obstrução das vias aéreas superiores. A melhora apresentada não foi significativa, uma vez que as medicações utilizadas podem temporariamente melhorar os sintomas clínicos. O diagnóstico só foi realizado após 6 meses, sendo o tempo mais longo encontrado na literatura de 4 meses, o que chama atenção pois os CE de laringe raramente são negligenciados pela dramaticidade dos sintomas. Na maioria dos casos, há risco de vida iminente, pois pode determinar espasmo, como no quadro apresentado, e causar obstrução respiratória complexa.

CONCLUSÃO: Deve-se prestar atenção para o diagnóstico de CE de laringe, na presença de tosse persistente, em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca, onde se fica orientado a pensar no diagnóstico de ICC.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-184

TÍTULO: CORPO ESTRANHO NO ESÔFAGO POR TEMPO PROLONGADO CAUSANDO OBSTRUÇÃO DE VIA AÉREA SUPERIOR

AUTOR(ES): MARIANA MIGUEL FRAGA , RENYEL BRUNO RODRIGUES PRUDÊNCIO, OSMAR FERREIRA GOMES JÚNIOR

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTE DE FARIA - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS

INTRODUÇÃO:Corpo estranho (CE) no esôfago é uma ocorrência comum sendo freqüente em serviços de urgência e emergência e apresentam grande potencial de complicações severas. A ingestão de CE é mais habitual em pacientes pediátricos, seguido dos edentados, prisioneiros, e psiquiátricos. A maioria atravessa o trato gastrointestinal sem causar danos, entretanto, 10-20% necessitam intervenção. O prognóstico de CE no esôfago sem tratamento é catastrófico com elevada taxa de complicações. De todos os fatores, o uso da prótese é o mais comumente associado à ingestão de CE em adultos.

DESCRIÇÃO DO CASO:Idoso, com hemiparesia à esquerda como seqüela de acidente vascular cerebral (AVC), admitido no pronto atendimento com esforço respiratório, estridor laríngeo, e quadro consumptivo importante. Apresentava-se afebril e hemodinamicamente estável com diminuição do murmúrio vesicular em hemi-tórax direito e sibilos bilaterais. Residente em asilo e acamado encontrava-se desorientado no tempo e espaço impossibilitando adequada anamnese. Após admissão, evoluiu com piora do esforço respiratório sendo solicitada avaliação da otorrinolaringologia. Laringoscopia revelava tumoração vegetante em região de hipofaringe, pregas vocais não visualizadas. Examinador levantou hipótese de neoplasia em região retrocricóide ou em esôfago superior e sugeriu realização de tomografia computadorizada (TC) cervico-torácica, biópsia e traqueostomia. A TC revelou imagem tubular hiperdensa, com pequenas bolhas de ar de permeio, com trajeto e forma de semicírculo, em região cervical, apresentando extremidade proximal situada ao nível do esfíncter superior do esôfago. Realizado laringoscopia direta, sob sedação, visualizado e removido CE: prótese dentária inferior, total, de acrílico com medidas aproximadas de 8,0cm x 4,5cm. A administração de azul de metileno revelou fístula traqueoesofágica, optando-se por tratamento conservador. Esofagobroncograma cinco dias após remoção do CE não evidenciou a presença de fístulas. Paciente evoluiu com piora do quadro respiratório, sepse, síndrome da angustia respiratória do adulto e instabilidade hemodinâmica vindo a óbito.

DISCUSSÃO:Em idosos o CE mais comum no esôfago são as próteses, em função da diminuição da sensibilidade da cavidade oral e da perda da sensibilidade e controle motor da faringe e laringe. No caso descrito têm-se ainda como agravantes o rebaixamento da consciência provenientes do AVC, o alcoolismo e os episódios convulsivos. Esses pacientes são incapazes de relatar uma história clínica confiável atrasando o diagnóstico, aumentando a morbidade e mortalidade. Neste caso, supôs-se prolongada a impactação do objeto pela importante inflamação gerada na mucosa, simulando lesão vegetante que obstruía via aérea superior, causando os sintomas que levaram à internação. O atraso no diagnóstico resulta em erosão e inflamação severa da mucosa que pode levar à sepse, sendo a causa mais provável do óbito. O caso alerta para a necessidade da alta suspeição diagnóstica assim como de uma anamnese detalhada associada ao bom exame físico para detectar a presença de CE. A TC foi imprescindível para suspeição diagnóstica. É interessante verificar que, apesar da presença do CE de grande proporção, o paciente evoluiu com quadro consumptivo de evolução gradual e desconforto respiratório tardio. Nos casos onde o diagnóstico é tardio as complicações ocorrem com mais freqüência. Concluímos que nos casos de ingestão de próteses dentárias a história pode ser vaga com poucos sinais clínicos ou até mesmo com sintomas simulando outras patologias. É importante ter em mente que as próteses podem passar despercebidas por serem radiolúcidas, sendo importante mantermos alto grau de suspeição, especialmente em alguns grupos de pacientes como os idosos, os com doenças psiquiátricas e neurológicas, alcoólatras e presidiários que se apresentarem no serviço de emergência com sialorréia, disfagia, desconforto ou dor no pescoço, garganta e tórax.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-185

TÍTULO: CORPO ESTRANHO NO SEIO ESFENÓIDE: RELATO DE CASO.

AUTOR(ES): THAIS SANEMATSU , ULISSES JOSE RIBEIRO, THAIS KNOLL RIBEIRO, RITA DE CÁSSIA SOLER, ANA PAULA INTRA, FERNANDA MADEIRO LEITE VIANA, VIVIANE NUNES DA COSTA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL NOSSA SENHORA DE LOURDES SERVIÇO OTORRINOLARINGOLOGIA

INTRODUÇÃO: Corpos estranhos em seios paranasais são urgências otorrinolaringológicas raras que são esporadicamente citadas na literatura

OBJETIVO: Descrever um caso de corpo estranho em seio esfenoidal direito após trauma perfuro contuso na cavidade oral com perfuração septal e fazer uma revisão de literatura.

CASO: Paciente sexo masculino, 50 anos, chegou ao pronto socorro do Hospital Nossa Senhora de Lourdes- São Paulo, relatando trauma em cavidade oral com taco de sinuca. O exame físico evidenciou orifício circular em transição de palato mole-duro, rinoscopia sem alterações. Tomografia computadorizada dos seios paranasais evidenciou: múltiplas fraturas envolvendo maxila e septo nasal, parede etmoidal posterior e serio esfenóide direito. O paciente foi hospitalizado e submetido a cirurgia: palatoplastia, septoplastia e sinusotomia esfenoidal. Durante cirurgia foi visualizado e removido corpo estranho do seio esfenoidal direito.

CONCLUSÃO: Mesmo raros, corpos estranhos podem se encontrados na maioria das lesões penetrantes resultantes de acidentes. Seios maxilar e frontal são os mais comumente acometidos.

PALAVRAS CHAVES: Seio esfenóide, trauma cavidade oral, corpo estranho

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-186

TÍTULO: CORPO ESTRANHO TRANSFIXANDO CONDUTO AUDITIVO APÓS PROCEDIMENTO DENTÁRIO.

AUTOR(ES): JORGE EVANDRO CORREIA FILHO , PEDRO GUILHERME BARBALHO CAVALCANTI, JOSÉ DINIZ JÚNIOR, SÉRGIO HENRIQUE DE MEDEIROS, JOÃO PAULO RODRIGUES DE SOUZA, DANIEL PAIVA DE OLIVEIRA, THEYLIANE GADELHA MOREIRA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ONOFRE LOPES / CLÍNICA PEDRO CAVALCANTI

Paciente do sexo feminino, 45 anos, chega ao ambulatório de otorrinolaringologia do Hospital Universitário Onofre Lopes com queixa principal prurido em ouvido direito. Afirma  que realizou um procedimento dentário na arcada superior direita há 20 anos, onde durante a aplicação da anestesia houve um problema com a agulha, o dentista a informou que a agulha tinha quebrado. Otoscopia visualizado objeto metálico transfixando o conduto auditivo direito em seu terço anterior e descamação em porção externa do conduto. Sem alterações sensitivas ou motores de face. Tomografia computadorizada de mastóide direita mostrando corpo estranho de aproximadamente 21mm  transfixando o conduto auditivo, e penetrando na fossa média aproximadamente 4mm.  A conduta inicial foi expectante com acompanhamento mensal no ambulatório de otorrinolaringologia.  

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-187

TÍTULO: CORREÇÃO CIRÚRGICA DE FÍSTULA RINOLIQUÓRICA PÓS TRAUMÁTICA - RELATO DE CASO

AUTOR(ES): MARIANA SCHMIDT KREIBICH , SILVIO ANTÔNIO MONTEIRO MARONE, MAURA NEVES, RAFAEL BÚRIGO LOCKS, EDSON AYDAR NOGUEIRA, ANDRESSA VOLPATO, MARINA LICHTENBERGUER

INSTITUIÇÃO: OTORHINUS CLÍNICA MÉDICA ? SÃO PAULO

INTRODUÇÃO

A fístula liquórica rinogênica é caracterizada pela comunicação entre o espaço subaracnóideo e a cavidade nasal e os seios paranasais1. São classificadas em primárias, quando ocorrem de forma espontânea ? ou secundárias, quando ocorrem após trauma, de forma iatrogênica ou por lesões em base do crânio ou intracranianas2. As secundárias são responsáveis pela maior parte dos casos, sendo o trauma a etiologia mais prevalente dentre elas3.

Para o seu diagnóstico utiliza-se a nasofibroscopia, a tomografia computadorizada, e o teste de ß2-transferrina em secreção nasal o qual apresenta sensibilidade de até 97%3,6. Apesar do uso pré-operatório da flurosceína intratecal não ser aprovado pela FDA por apresentar efeitos colaterais, o método é bastante utilizado para melhor identificação do sítio da fístula para reparo1,7,. Alguns autores, no entanto, acreditam ser desnecessário4.

As fístulas podem ser também classificadas quanto ao débito. As de baixo débito geralmente apresentam melhora espontânea ao tratamento conservador, porém, na persistência da rinoliquorréia ou na presença de meningites de repetição está indicada a abordagem cirúrgica8.

Atualmente o reparo endoscópico das fístulas tem sido bem aceito por apresentar na literatura mundial resultados com alta eficácia e pequeno índice de complicações3,5.  Dentre as desvantagens em relação à abordagem extracraniana cita-se a necessidade de realização de craniotomia, o risco de anosmia e a cicatriz facial4.

Os materiais de reparo endoscópico mais utilizados são os de mucosa livre, flaps pediculados, a dura liofilizada, o pericárdio bovino, a fáscia lata, a gordura abdominal e a cartilagem septal. Estes materiais podem ser empregados em técnicas underlay e/ou overlay1,2,3.

OBJETIVO

O presente estudo relata um caso de fístula rinoliquórica pós traumática com posterior reparo por via endonasal. A evolução não satisfatória da paciente quanto ao tratamento clínico instituído foi o ponto relevante que incentivou a discussão do caso.

METODOLOGIA

Para realização deste trabalho foi feito revisão do caso em prontuário e revisão de literatura que constava na base de dados do Ovid no perído entre 1999 e 2009 com os seguintes descritores: fístula liquórica nasal, tratamento cirúrgico endonasal, fístula liquórica pós traumática. Os idiomas selecionados para pesquisa foram o português e inglês.

RELATO DO CASO

Paciente do sexo feminino, 46 anos, com história de queda da própria altura e trauma em face não associado à fratura nasal, evoluiu com rinorréia unilateral à esquerda de baixo débito após 7 dias. À tomografia computadorizada de seios paranasais foi evidenciada fístula em região de lâmina cribiforme à esquerda. O teste de ß2-transferrina confirmou-se positivo para líquor. Optou-se inicialmente por tratamento conservador com repouso no leito e dieta laxativa, sem melhoras e com persistência da rinoliquorréia. 

Optou-se assim por correção cirúrgica por via endonasal. Durante a cirurgia foi utilizada inicialmente flurosceína intratecal que confirmou o local da fístula. Para correção foi utilizada mucosa do corneto inferior contra-lateral, cola de fibrina e surgicel, com controle efetivo da liquorréia.

Procedeu-se com tamponamento nasal com rayon, sendo este retirado após 2 dias. O controle pós-operatório imediato semanal durante o primeiro mês e o tardio por 3 meses não apresentou recorrências da rinoliquorréia, bem como de outras complicações.

DISCUSSÃO

A rinoliquorréia resultante provavelmente de origem pós traumática em nosso caso foi a forma mais freqüente relatada na literatura como etiologia adquirida desta patologia3. O diagnóstico de fístula rinoliquórica pós traumática foi baseado nos resultados da Tomografia Computadorizada de Seios Paranasais, da pesquisa de ß2-transferrina e da flurosceína intratecal, o que está de acordo com a revisão da literatura1,3,6,7. O tratamento cirúrgico da fístula foi realizado segundo Voegels et al. resultando em nosso caso em boa evolução pós operatória imediata e tardia.

CONCLUSÃO

A fístula rinoliquórica deve ser considerada nos casos com rinorréia unilateral pós traumáticas sem evolução satisfatória quando submetidas a tratamento clínico. O diagnóstico da fístula rinoliquórica pode ser realizado por meio de Tomografia Computadorizada de Seios Paranasais, da pesquisa de ß2-transferrina e da flurosceína intratecal. Apesar da literatura recomendar o tratamento clínico das fístulas de baixo débito, o caso apresentado não mostrou resultados satisfatórios ao tratamento conservador. No caso apresentado a combinação de cola de fibrina, surgicel e mucosa do corneto inferior contra-lateral mostrou-se eficaz no controle e correção da fístula liquórica rinogênica pós-traumática.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-188

TÍTULO: CORREÇÃO CIRÚRGICA ENDOSCÓPICA DA FÍSTULA LIQUÓRICA RINOGÊNICA

AUTOR(ES): ÉRICO VINÍCIUS CAMPOS MOREIRA DA SILVA , RENATA MIZUSAKI IYOMASA, JOSÉ VICENTE TAGLIARINI

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - UNESP

INTRODUÇÃO: A fistula rinoliquórica (FL) ocorre quando há uma quebra da barreira que separa a cavidade nasal do espaço subaracnóideo: base do crânio, dura-máter e membrana aracnóide. As principais causas são: traumática, iatrogênica, congênita, neoplásica ou idiopática. O principal sintoma é a liquorréia. A baixa morbidade, menor invasão do procedimento, menor tempo de internação e alta taxa de sucessos (90% na primeira tentativa e 95-98% na segunda tentativa) tem feito da cirurgia endoscopica nasal a técnica preferida para tratamento da fístula liquórica de base de crânio anterior. Objetivo  Avaliar a casuística operada em nosso serviço de 2001 a 2010.

Material e Método: Estudo restrospectivo.

RESULTADOS: Em nossa série de casos, operamos 12 pacientes, entre 19 e 54 anos de idade (média de 39 anos), sendo 8 mulheres e 4 homens, que apresentaram fístula liquórica e foram submetidos a cirurgia endoscópica nasal para correção. Dentre as etiologias, 7 apresentaram fístula liquórica pós-trauma, 3 apresentaram FL espontânea, e 1 por iatrogenia. Todos os pacientes apresentavam rinoliquorréia. Cinco pacientes tinham histórico de meningite e 1 apresentou pneumoencéfalo. Os locais mais comumente encontrados foram: placa crivosa, etmóide e frontal. Durante o procedimento cirúrgico, todos foram submetidos à punção subocciptal e injeção intra-tecal de fluorosceína. Após a localização da fistula, os materiais utilizados para correção foram mucosa de corneto, gordura abdominal, cola de fibrina e surgicel. Um caso de etiologia traumática em seio frontal apresentou recorrência, sendo tratado com sucesso por via externa e com uso de fáscia lata. Durante o seguimento, nenhum paciente apresentou complicações pós-operatorias maiores.

DISCUSSÃO: O tratamento adequado do paciente exige o diagnóstico etiológico correto assim como a localização exata do pertuito, minimizando as chances de insucesso. Em nossa casuística a utilização da cisternotomografia com injeção intratecal de contraste associada à fluorosceína intra-operatória, mostraram-se efetivas na localização do defeito e determinantes nas taxas de sucesso. Na maior parte dos casos, para defeitos menores, enxertos de mucosa e cola de fibrina mostram-se efetivos e com mínimas complicações. Reservamos o uso de fáscia lata para o único paciente com um defeito do seio frontal maior que 1 cm, operado por via aberta.

CONCLUSÃO: Em nossa serie de casos, utilizamos a técnica endonasal endoscópica para o reparo da fistula com sucesso, obtendo bons resultados e ressaltando a importância da localização da fistula através da infusão de fluoresceína intra-tecal .

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TRABALHO EXPERIMENTAL

P-189

TÍTULO: CORREÇÃO DO MAU POSICIONAMENTO DE CARTILAGENS ALARES ATRAVÉS DO USO DO "LATERAL CRURAL STRUT GRAFT" EM RINOPLASTIAS PRIMÁRIAS

AUTOR(ES): ANDRÉ FERNANDO SCHERER , ANDRÉ LUÍS SARTINI, JAYSON JUNIOR MESTI, MARK MAKOWIECKY, PAULO TOMIO OKASAKI

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL DE SÃO PAULO - SP

INTRODUÇÃO: As cartilagens alares são partes integrantes e determinantes de uma ponta nasal bem definida. Alterações no posicionamento das mesmas, quando em posição cefálica, conferem à ponta nasal deformidade em ?parênteses? em visão frontal, com comprometimento estético e, às vezes, funcional.

OBJETIVO: Relatar o uso do ?Lateral Crural Strut Graft? na correção de cartilagens alares mal posicionadas.

 MATERIAIS E MÉTODOS: Foram avaliados 15 pacientes com cartilagens alares mal posicionadas submetidos a rinoplastia primária com abordagem externa, utilizando o ?Lateral Strut Graft?.

Desenho Científico: Estudo prospectivo.

RESULTADOS: O reposicionamento das cruras laterais gerou um maior suporte para a rima alar, com melhora da conformação da ponta nasal em todos os pacientes. Houve melhora da função nasal em 5 pacientes com queixa respiratória prévia.

DISCUSSÃO: O mau posicionamento da cartilagem alar produz deformidade estética caracterizada como uma ponta nasal arredondada ou em caixote. Além disso, a mau posição pode gerar comprometimento funcional. Uma abordagem diferente deve ser realizada nas rinoplastias quando diagnosticamos uma cartilagem alar mal posicionada.

CONCLUSÃO: O ?Lateral Crural Strut Graft? é um boa opção para a correção de cartilagens alares mal posicionadas.

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TRABALHO CLÍNICO

P-190

TÍTULO: CORRELAÇÃO COM ENTRE A IDADE E O RESULTADO DO RETESTE DE OTOEMISSÕES

AUTOR(ES): MATHEUS VINICIUS DE AQUINO ROCHA , ANNA MILENA BARRETO FERREIRA FRAGA, MARCOS MARQUES RODRIGUES, LUIS FRANCISCO OLIVEIRA, FERNANDO CÉSAR FRANÇA ARAÚJO, MELÂNIA DIRCE OLIVEIRA MARQUES, RAÍSSA VARGAS FELICI

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE LIMEIRA-SP

INTRODUÇÃO:

A Surdez Infantil compromete de forma definitiva a aquisição da linguagem e a evolução social, emocional e acadêmica do indivíduo, na medida em que os 3 primeiros anos de vida são os mais importantes para a aprendizagem da fala.

O modelo para Rastreio Universal é o preconizado pela the National Institutes of Health´s (NIH). Este tipo de avaliação combina a alta sensibilidade e facilidade técnica das otoemissão acústica (OEA)   com a especificidade dos BERA. Permite assim a identificação eficaz de quase 100% dos deficientes auditivos graves sem, no entanto, causar falsos positivos exagerados, o que provocaria uma sobrecarga das consultas de  follow-up.

A OEA é o registro da energia sonora gerada pelas células ciliadas da cóclea (orelha interna) em resposta a sons captados por um microfone colocado no conduto auditivo externo do recém-nascido. O Joint Committee on Infant Hearing recomenda que todos os bebês com perda auditiva sejam identificados antes dos três primeiros meses de idade e recebam intervenção até o sexto mês.

OBJETIVOS:

Avaliar o risco de surdez, no teste de emissões otoacústicas por produtos de distorção (EOAPD).

MÉTODOS:

Foram observados os resultados de 398 bebês que apresentaram alteração no 1° EOAPD, entre 01/2008 e 05/2010. O teste foi realizado com o modelo Eroscan, fabricado por Maico nos EUA, apresentando como resultado passa ou falha. Análise feita no SPSS 15.0 para Windows.

RESULTADOS:

Analisamos 398 bebês entre 3 e 518 dias de vida, com média de ±17 dias. Todos apresentando alterações no 1° EOAPD. Todos foram submetidos ao 2º EOAPD e divididos em dois grupos, sendo 58,5% apresentando como resultado passa (grupo I), 17,3% como falha (grupo II) e 24,1% como faltaram ao reteste. A média da idade em dias do reteste foi de 22,6 ± 36 dias pra o grupo I e de 27,4 ± 38 dias para o grupo II. Realizado o teste T de Student para variáveis contínuas com p=0,296.

DISCUSSÃO:

Com os progressos da Ciência e Tecnologia, o diagnóstico de surdez pode ser feito numa criança desde o nascimento. Se há suspeita de surdez o tratamento deve ser iniciado cedo, já no primeiros meses. A avaliação com triagem neonatal deve ser universal e mais precoce possível. A idade do reteste foi semelhante nos dois grupos e não interferiu nos resultados da EOAPD. Quanto mais cedo for iniciado o trabalho de habilitação da criança surda, pelos profissionais e pelos pais, melhor será o aproveitamento na aquisição da linguagem.

CONCLUSÃO:

A idade do reteste não influenciou no resultado da EOAPD, porém o exame deve ser feito precocemente.

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TESE

P-191

TÍTULO: CORRELAÇÃO ENTRE AVALIAÇÃO SUBJETIVA, ANATÔMICA E FUNCIONAL NASAL DE PACIENTES COM SÍNDROME DA APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO

AUTOR(ES): TATIANA DE AGUIAR VIDIGAL , LIA RITA AZEREDO BITTENCOURT, LUIZ CARLOS GREGÓRIO, FERNANDA LOUISE MARTINHO HADDAD, SÉRGIO TUFIK

INSTITUIÇÃO: UNIFESP

INTRODUÇÃO: As queixas e alterações nasais são freqüentes na Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono(SAOS),tornando-se importante a avaliação da cavidade nasal. OBJETIVO: Avaliar a cavidade nasal de pacientes com SAOS comparados com controles utilizando métodos distintos e compará-los entre si.METODOLOGIA: Inclusos 47 pacientes com SAOS moderada a grave e 20 pacientes controle submetidos a questionários de sono,rinoscopia anterior,nasofibrolaringoscopia,?peak flow? nasal inspiratório (PFNI) e Rinometria Acústica (RA).RESULTADO:Ao comparar os grupos,os parâmetros que mostraram diferença estatística,sendo maiores no grupo SAOS foram:circunferência cervical, escala de sonolência de Epworth, questionário de sono de Berlin,quadro de sintomas nasais,obstrução nasal freqüente,alteração nasal evidente, e hipertrofia de conchas inferiores (p<0,01).Os parâmetros da RA não diferiram entre os grupos,mas foram estatisticamente menores na posição deitada (p=0,03).O PFNI foi capaz de predizer o Índice de Apnéia e Hipopnéia (IAH)(p=0,007), sendo quanto menor o PFNI,maior o IAH.Parâmetros de avaliação nasal que mostraram correlação entre si foram:quanto menor o volume nasal aferido pela RA maior a nota do quadro de sintomas nasais e quanto menor o PFNI menor a área transversa nasal pela RA.CONCLUSÃO: Apesar da avaliação anatômica pela RA e da avaliação funcional pelo PFNI não mostrarem diferenças entre os grupos,o PFNI pode predizer o IAH e medidas da RA correlacionaram-se com medidas subjetivas e do PFNI.

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TRABALHO CLÍNICO

P-192

TÍTULO: CORRELAÇÃO ENTRE O ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA E SINTOMAS DE REFLUXO LARINGO-FARÍNGEO

AUTOR(ES): MELÂNIA DIRCE OLIVEIRA MARQUES , RALPH SILVEIRA DIBBERN, FERNANDO CÉSAR FRANÇA ARAÚJO, RAÍSSA VARGAS FELICI, ANNA MILENA BARRETO FERREIRA FRAGA, MARCOS MARQUES RODRIGUES, JANE MARIA PAULINO

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE LIMEIRA

INTRODUÇÃO

Refluxo Laringo-faríngeo (RLF) é uma variante da doença do Refluxo Gastro-esofágico que afeta laringe e faringe. Tem-se tornado uma das condições mais comuns em Otorrinolaringologia. É diagnosticada em aproximadamente 10% dos pacientes otorrinolaringológicos e no mínimo 50% dos pacientes com queixas relacionadas a voz. A obesidade também é cada dia mais prevalente na população mundial.

MATERIAIS E MÉTODOS

Avaliação de 98 pacientes com queixas de Refluxo Laringo-faríngeo através de anamnese completa, exame otorrinolaringológico e exame videolaringoscópico.

Para sistematizar a avaliação das queixas foi utilizada a escala Reflux Sympton Index (RSI) que é composta por nove itens pontuados de 0-5. O índice de RSI maior ou igual a 13 é definido na literatura como sugestivo de RLF.

O IMC é calculado pelo Peso/ altura2 , considerado o IMC ³ 25Kg/ m2 como acima dos padrões da normalidade.

RESULTADOS

Foram avaliados 98 pacientes com média de idade de 48,6 anos, sendo 57,9% da amostra do sexo feminino. Dentre as queixas principais, 72,9% dos pacientes relatavam pigarro; 61,7% globus faríngeo; 27,1% disfonia. O IMC médio foi de 26,2 e IMC máximo de 39,3. Os pacientes foram divididos em dois grupos: Grupo I: 43 pacientes com IMC normal (43,9% da amostra); Grupo II - 55 pacientes com IMC > 25kg/m2. Foram utilizados questionários e escalas padronizadas para avaliação dos sintomas e achados laringoscópios, respectivamente o Reflux Sympton Index (RSI) e o Reflux Finding Score (RFS). O índice de RSI maior ou igual a 13 e o RFS maior ou igual a 7 são definidos na literatura como sugestivos de RLF. Dos 98 pacientes avaliados, 82 apresentam o RSI ³ 13 e 70 apresentam o RFS ³ 7. A média e desvio padrão do RSI foram de 15,17±4,2 e 18,76±7,1 para os grupos I e II respectivamente. Aplicado o teste T de Student para variáveis contínuas encontramos um p=0,013.

DISCUSSÃO

Neste estudo avaliamos a freqüência das queixas otorrinolaringológicas relacionadas ao RLF e sua correlação com o Índice de Massa corpórea (IMC).

Apesar dos dados existentes na literatura mostrarem que obesidade não é fator de risco para a ocorrência de distúrbios extra-esofágicos e não tem associação clara com o RLF, observamos uma média de RSI mais elevada no grupo de paciente com IMC ³ 25Kg/ m2 . As pessoas obesas apresentam sintomas de refluxo mais intensos. Um dos prováveis mecanismo é o aumento da pressão intra-abdominal que dificulta o esvaziamento gástrico e facilita o refluxo ácido para esôfago e laringe. Importante observar que esse aumento dos sintomas não se traduz no aumento de alterações laringoscópicas uma vez que o RFS não se correlacionou com o IMC. Em nossa amostra somente o RSI se correlacionou estatisticamente significante com o IMC.

CONCLUSÃO

Os pacientes com sobrepeso e/ou obesidade apresentaram sintomas de refluxo mais intensos em comparação aos pacientes com IMC < 25Kg/ m2

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TRABALHO CLÍNICO

P-193

TÍTULO: CORRELAÇÃO ENTRE REFLUXO FARINGO-LARÍNGEO E OBSTRUÇÃO NASAL EM PACIENTES COM SÍNDROME DA APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO.

AUTOR(ES): MARCOS MARQUES RODRIGUES , RALPH SILVEIRA DIBBERN, FERNANDO CÉSAR FRANÇA ARAÚJO, RAÍSSA VARGAS FELICI, MARCELO FERNANDO BELLA

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE LIMEIRA

INTRODUÇÃO

A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) é definida pela obstrução das vias aéreas durante o sono promovendo o aumento do estresse oxidativo. A via aérea é constantemente inflamada nesses pacientes com uma mucosa edemaciada promovendo sintomas associados à obstrução nasal e globus faríngeo. A associação isolada da obstrução nasal ou refluxo faringo-laríngeo (RFL) com a SAOS é bem documentada. A associação desses dois distúrbios em pacientes portadores de SAOS ainda é indefinida.

OBJETIVOS

Avaliar a associação entre Obstrução Nasal e Refluxo Faríngo-Laríngeo em pacientes portadores de SAOS.

MATERIAIS E MÉTODOS

Avaliação prospectiva de 107 pacientes com queixa principal de ronco e história clínica sugestiva de apnéia do sono, com sintomas como sonolência diurna, sono não reparador e ronco. Todos os pacientes foram submetidos a polissonografia noturna. O refluxo faríngo-laríngeo foi avaliado através de dois questionários com escalas padronizadas Academia Americana de Otorrinolaringologia para avaliação dos sintomas e achados laringoscópios, respectivamente o Reflux sympton índex (RSI) e o Reflux finding score (RFS). O índice de RSI maior ou igual a 13 e o RFS maior ou igual a 7 são definidos na literatura como sugestivos de RFL.

A obstrução nasal foi avaliada pela Escala de Avaliação Sintomática de Obstrução Nasal validada pela Academia Americana de Otorrinolaringologia. O nome original da escala é Nasal Obstruction Syndrome Evaluation, conhecida como NOSE scale. A escala é feita de 5 perguntas sobre a qualidade de vida. A escala NOSE varia de 0 a 100.

RESULTADOS

O protocolo com RFS, RSI, Polissonografia e NOSE foram completados em 50 pacientes. A média do IAH foi de 23,03 ± 18,22. A idade média foi de 47,9 ± 24,9. O IMC médio foi de 29,27 ± 5,2. Os índices diagnósticos de RFL foram relacionados com a escala NOSE através dos testes de Levene e T de Student. Média do NOSE nos pacientes com RSI >13 foi de 43,5±29,8 contra 22,5 ± 25,9 nos pacientes com RSI normal (p=0,017). Quanto aos pacientes com RSF > 7 o NOSE médio foi de 62 ± 30,5 e 23,8±23,9 nos pacientes com RSF normal

DISCUSSÃO

A SAOS provoca um intenso estresse oxidativo proporcional a sua gravidade. Promovendo aumento da presença de citocinas inflamatórias que levam a uma inflamação sistêmica.

A obstrução nasal (ON) e o RFL são situações em que há aumento da inflamação localizada provocando edema da mucosa com o aumentando a complacência da via aérea e o aumento da obstrução.  Em nossa amostra composta de pacientes portadores de SAOS observamos que ON e RFL tem correlação positiva. Pacientes portadores de RFL possuem uma nota mais alta na escala NOSE que os pacientes sem RFL demonstrando um padrão inflamatório contínuo nos pacientes portadores de SAOS.

CONCLUSÃO

A SAOS          promove inflamação sistemica e de maneira continua em toda a via aérea. O Refluxo Faríngo-Laríngeo e Obstrução nasal tem correlação positiva e geralmente estão associados nos pacientes portadores de SAOS.

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TRABALHO CLÍNICO

P-194

TÍTULO: CORRELAÇÃO ENTRE ZUMBIDO E DOENÇAS CRÔNICAS EM PACIENTES SELECIONADOS PARA O PROGRAMA DE PROTETIZAÇÃO AUDITIVA.

AUTOR(ES): RAÍSSA VARGAS FELICI , FAUSTO ANTÔNIO DE PAULA JUNIOR, LUIS FRANCISCO DE OLIVEIRA, FERNANDO CÉSAR FRANÇA ARAÚJO, MELÂNIA DIRCE OLIVEIRA MARQUES, ANNA MILENA BARRETO FERREIRA FRAGA, MARCOS MARQUES RODRIGUES

INSTITUIÇÃO: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE LIMEIRA.

INTRODUÇÃO: Com o envelhecimento populacional cresce o número de doenças crônicas sendo a hipertensão arterial sistêmica e a perda auditiva de grande prevalência na população idosa. O zumbido surge como um sintoma muito prevalente e de alto impacto na qualidade de vida do paciente senil.

MATERIAL E MÉTODO: Estudo transversal, composto de indivíduos de ambos os gêneros, todos portadores de algum grau de hipoacusia, realizado no período de janeiro a abril de 2010. O grupo estava em programa para protetização auditiva. A hipertensão foi verificada por meio de questionário e uso de medicamentos para pressão arterial. A queixa de zumbido foi verificada por meio de anamnese. O questionário também a presença de doenças crônicas.

RESULTADOS: A média de idade foi de 64,88 (mínimo de 3 anos e máximo de 91 anos), quanto ao gênero, 48,6%  eram do sexo masculino e 51,4% feminino. 119 pacientes declararam ter zumbido em orelha esquerda e destes 64 apresentavam hipertensão arterial. 114 pacientes referiam zumbido em orelha direita e destes 61 apresentavam hipertensão arterial. Houve significância estatística na correlação de presença de zumbido e hipertensão arterial (p = 0,032 em orelha esquerda e p = 0,046 em orelha direita) . Com as demais doenças crônicas (hipertensão arterial, doenças crônicas como diabetes, hepatopatias, cardiopatias, pneumopatias, nefropatias), não houve significância estatística (p= 0,058 em orelha esquerda e p = 0,131 em orelha direita).

DISCUSSÃO: Zumbido é considerado o terceiro pior problema, atrás apenas da dor e tontura intensas e intratáveis. As doenças cardiovasculares são a segunda causa mais comum de zumbido. Entre os pacientes com zumbido severo, aproximadamente um terço tem um ou mais distúrbios cardiovasculares. A hipertensão arterial sistêmica é o distúrbio arterial mais encontrado.

A hipertensão arterial como fator implicado na gênese do zumbido é ainda controversa. Nossa pesquisa revelou alta correlação entre zumbido e hipertensão arterial, sendo que não houve significância entre as outras doenças crônicas. O zumbido é considerado um sintoma e não uma doença e o mecanismo etiológico ainda é incerto, alguns estudos apontam que pode ocorrer em conseqüência de uma atividade neural alterada ou até mesmo devido a anormalidades metabólicas, traumatismos cranianos e problemas vasculares. A hipertensão pode não ser um fator causador da perda de audição ou do zumbido, mas, por longos períodos e associada à idade pode agir como um fator somador na deterioração do sistema auditivo.

CONCLUSÕES: Concluímos que há importante correlação entre a prevalência de hipertensão arterial e zumbido em pacientes de ambos os sexos portadores de algum grau de deficiência auditiva. Nessa classe de paciente a triagem de hipertensão e doenças cardiovasculares é fundamental para o tratamento do zumbido e controle de comorbidades.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-195

TÍTULO: CRONDOSSARCOMA DE CARTILAGEM CRICÓIDE: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): THEREZITA M. P. P. GALVÃO CASTRO , PAULO VITOR TENÓRIO FIGUEIREDO, DIOGO FABRICIO COELHO DE MELO, WESLEY VANEY DE MELO, RÓMULO TORRES OLIVEIRA, DIOGO CORDEIRO ALVES RAMOS

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS (UFAL)

Os tumores cartilaginosos da laringe são raros, correspondendo a 1% dos tumores nesse órgão, sendo a cartilagem cricóide a mais acometida (70-75%). Menos que 0,1% destes tumores correspondem aos condrossarcomas, sendo os de baixo grau os mais freqüentes. Devido sua baixa ocorrência e forma indolente de crescimento, o diagnóstico deste tumor pode ser tardio. A apresentação clínica é variada, dependendo do tamanho e localização do tumor, pode surgir: disfonia, dispnéia, disfagia, massa cervical ou ser assintomático. O objetivo deste estudo é relatar um caso de condrossarcoma de cartilagem cricóide em um paciente adulto não tabagista, cujo diagnóstico ocorreu tardiamente, comprometendo o  tratamento.

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TRABALHO CLÍNICO

P-196

TÍTULO: DACRIOCISTORRINOSTOMIA ENDOSCÓPICA ENDONASAL REALIZADA POR MEIO DE UNCIFECTOMIA E RETALHO POSTERIOR DE SACO LACRIMAL: RESULTADOS DE 14 CASOS

AUTOR(ES): BENIVALDO RAMOS FERREIRA TERCEIRO , ALEX TEIXEIRA BARBOSA, FLAVIA GOMES, FERNANDO ANDREIUOLO, FERNANDO SÉRGIO DE MELLO PORTINHO

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO GRAFFRÉE E GUINLE ? UNIRIO ? RJ

INTRODUÇÃO: A obstrução do ducto nasolacrimal é uma alteração comum manifestada clinicamente pela presença de epífora e/ou dacriocistite. Apresenta etiologia variada. Apesar do tratamento medicamentoso poder resolver os sintomas, a abordagem definitiva consiste em procedimento cirúrgico para restaurar a patência do sistema de drenagem lacrimal.

OBJETIVO: Analisar a técnica cirúrgica e avaliar o sucesso da Dacriocistorrinostomia Endoscópica Endonasal (DCR.E) para desobstrução das vias lacrimais de 14 pacientes operados num Hospital Universitário.

METODOLOGIA: Estudo retrospectivo dos prontuários de 14  pacientes (14 olhos), entre Maio/06 a Março/10, submetidos a DCR.E na qual foram avaliados com relação a idade, sexo, tempo de evolução, quadro clínico na apresentação, etiologia, técnica cirúrgica, uso de sonda de silicone, complicações e sucesso cirúrgico. O sucesso operatório foi avaliado pela ausência de sintomas e verificação do fluxo lacrimal após 7 meses de acompanhamento. As cirurgias foram realizadas por residentes do terceiro ano supervisionados por preceptores do serviço de ORL.

RESULTADOS: Três homens e onze mulheres, com idade de 5 a 71 anos (média 44,57) submetidos a uncifectomia, confecção de retalho de saco lacrimal com pedículo posterior e broqueamento de osso lacrimal apresentaram seguimento médio de 7 meses. A causa principal da obstrução foi idiopática (58,10%) sendo a dacriocistite a queixa predominante. O  lado mais afetado foi o direito (n=9). Em 7 pacientes fizemos a abordagem do corneto médio, em 8 pacientes realizamos septoplastia e apenas em 1 caso utilizamos sonda de silicone por um período de 3 semanas. Em todos os pacientes realizamos a técnica endoscópica endonasal obtendo sucesso em 100% dos casos. Entretanto, os 2 últimos casos aguardam o término do acompanhamento mínimo de 7 meses. A principal complicação foi epistaxe pós-operatória em 1 paciente resolvida com tamponamento anterior.     

CONCLUSÃO: Todos os casos foram bem sucedidos. A Dacriocistorrinostomia Endoscópica Endonasal mostrou-se segura, com um mínimo de complicações no pós-operatório podendo ser considerada como técnica de escolha para tratamento de obstrução baixa das vias lacrimais e ideal para o treinamento e ensino de residentes de Otorrinolaringologia.

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TRABALHO CLÍNICO

P-197

TÍTULO: DACRIOCISTORRINOSTOMIA ENDOSCÓPICA TRANSNASAL: TÉCNICA E RESULTADOS

AUTOR(ES): FÁBIO PIRES SANTOS , TIAGO VASCONCELOS SOUZA, CASSIANA BURTET ABREU, MARIA LAURA SOLFERINI SILVA, FERNANDO OTO BALIEIRO, SHIRLEY SHIZUE NAGATA PIGNATARI, ALDO CASSOL STAMM

INSTITUIÇÃO: COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS

INTRODUÇÃO: A obstrução parcial ou completa do sistema lacrimal é um distúrbio que se manifesta clinicamente por epífora e / ou dacriocistite recorrente. O tratamento recomendado para obstruções abaixo do canalículo comum é a Dacriocistorrinostomia Externa ou por via Endoscópica Transnasal (DCRET). 

OBJETIVO: Este estudo visa avaliar a DCRET como opção de tratamento cirúrgico de pacientes com obstrução baixa de vias lacrimais.

MÉTODO: Foi realizado um estudo retrospectivo, no Complexo

Hospitalar Edmundo Vasconcelos no período de 2000-2009 com 20 pacientes apresentando obstrução baixa das vias lacrimais, unilateral ou bilateral, os quais foram submetidos à DCRET com um total de 27 procedimentos cirúrgicos.

RESULTADOS: 27 procedimentos foram realizados em 20 pacientes, 10 homens e 10 mulheres, com idade variando de 1,6 a 81 anos de idade. As causas mais frequentes de obstrução da via lacrimal foram: idiopática (59,2%), congênita (29,6%), iatrogênica ( 4,5%) e trauma após a radioterapia (3,7%). Dois pacientes tiveram novo processo obstrutivo no pós-operatório e apenas 03 pacientes permaneceram com sonda Crawford por um período de 03 meses.  A taxa de sucesso DCRTE em nossa série foi de 92,5%.

CONCLUSÕES: A DCRET mostrou ser uma técnica segura como opção cirúrgica no tratamento da obstrução baixa de vias lacrimais, com algumas vantagens em relação à técnica por via externa, podendo ainda ser realizada sem o uso de stents.

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TRABALHO CLÍNICO

P-198

TÍTULO: DACRIOCISTORRINOSTOMIA ENDOSCÓPICA: ANÁLISE DE 71 CASOS

AUTOR(ES): GABRIELE LEAO STRALIOTTO , CARLOS ROBERTO BALLIN, LUIZA RODRIGUES CAFFARATE, YARA ALVES DE MORAES DO AMARAL, GABRIEL GONÇALVES DIAS, SYLVIA DE FIGUEIREDO JACOMASSI, EDUARDO VIEIRA COUTO

INSTITUIÇÃO: IMANDADE SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE CURITIBA

Introdução

A dacriocistorrinostomia (DCR) é um procedimento que consiste em criar uma anastomose entre o saco lacrimal e a cavidade nasal e tem sido utilizado como tratamento de escolha para os casos de obstrução distal do sistema lacrimal. As obstruções baixas são mais freqüentes, atribuídas, em aproximadamente 75% dos casos, a causa idiopática. Há maior incidência em mulheres da quinta e sexta décadas de vida, da raça branca. Os sintomas incluem epífora, infecções recorrentes de saco lacrimal, drenagem crônica de secreção purulenta pelos pontos lacrimais e fistulização cutânea.

Algumas vantagens da via de acesso endonasal são: ausência de cicatriz cutânea, impossibilidade de lesão anatômica das estruturas do canto medial, redução do tempo cirúrgico, melhor hemostasia per-operatória, possibilidade de realização em vigência de processo agudo.

Objetivos

Analisar uma série de casos de pacientes submetidos a DCR por via endoscópica nasal, prevalência de idade, sexo, queixas, complicações e recidivas.

Materiais e métodos

Foram coletados dados subjetivos e objetivos através de contato direto com os paciente e avaliação de dados dos prontuários médicos de casos operados de janeiro de 2005 a junho de 2010.

Resultados

Dos 71 casos, a maioria foi do sexo feminino (68% / n=48) sendo 32% (n=23) do sexo masculino. A média de idade foi 44,7 anos.

Em 16% dos casos (n=11) a cirurgia foi bilateral, ficando o lado direito com 45% (n=32) e o esquerdo 39% (n=28). Na maioria dos procedimentos (77%/ n=55) ele foi isolado, sendo que a septoplastia foi a cirurgia mais comum associada em 22 casos (77%). Vinte e um porcento já tinham sido operados anteriormente.

Metade dos pacientes não sofreu complicação ou queixa pós-operatória (n=39). Dentre os que tiveram, a maioria queixou-se de epífora persistente (20%/ n=16) acompanhado de dacriocistite com igual valor absoluto e porcentagem.

Discussão

A DCR tem se mostrado uma técnica segura e de baixa morbidade, com eficácia variando na literatura entre 80 a 90%. A cirurgia externa apresenta resultados semelhantes, em torno de 90%. A utilização de sondagem com silicone é controversa. Em nossa casuística foi utilizada em 47 pacientes.

Entre as vantagens da DCR via endoscópica encontramos: ausência de cicatrizes externas, manutenção do mecanismo de bomba lacrimal, menor sangramento, maior facilidade nas revisionais, possibilidade de correção em um mesmo tempo cirúrgico de outras patologias. Observamos apenas um caso de complicação grave (hematoma orbitário) o qual foi corrigido no mesmo tempo cirúrgico.

Conclusão

A abordagem endoscópica endonasal para realização de DCR é uma técnica segura com resultados satisfatórios, baixa taxa de complicações e recidivas e pode ser considerada como tratamento de escolha para obstruções baixas do conduto nasolacrimal. As vantagens obtidas em relação à abordagem externa superam a dificuldade técnica eventualmente encontrada.

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TRABALHO CLÍNICO

P-199

TÍTULO: DACRIOCISTORRINOSTOMIA: AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA COM A ABORDAGEM ENDONASAL

AUTOR(ES): JULIANA BENTHIEN CAVICHIOLO , FÁBIO MANIGLIA, LUCIANO CAMPÊLO PRESTES, BETTINA CARVALHO, ANNELYSE CRISTINE BALLIN, ANDREA MARÇAL SZPAK ZRAIK

INSTITUIÇÃO: HC-UFPR

INTRODUÇÃO: A Dacriocistorrinostomia (DCR) consiste em criar uma via de drenagem lacrimal para a cavidade nasal, tendo como objetivo restabelecer a drenagem permanente do sistema excretor obstruído. Pode ser realizada por via externa (padrão ouro) ou endonasal. OBJETIVO: relatar a experiência do serviço de Oftalmo-Otorrinolaringologia do HC-UFPR em DCR Endonasal e avaliar a eficácia e segurança deste procedimento. MATERIAL E MÉTODO: estudo retrospectivo de 122 pacientes (169 olhos) operados entre 2000 e 2008 com obstrução lacrimal comprovada clinicamente. RESULTADOS: a taxa de sucesso alcançada foi de 84% e o índice de complicações pós-operatórias  5 %. DISCUSSÃO: a DCR endonasal possui eficácia semelhante a abordagem externa, com vantagens como ausência de cicatriz, menor morbidade, maior facilidade de realização. As taxas de sucesso e complicações ou insucesso encontradas foram equivalentes as taxas encontradas na literatura, mesmo considerando-se o tratamento padrão ouro (DCR externa). CONCLUSÃO: a DCR endonasal mostrou-se um procedimento seguro e com eficácia significativa.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-200

TÍTULO: DEFICIÊNCIA AUDITIVA POR COLABAMENTO: RELATO DE CASO E REVISÃO DE LITERATURA

AUTOR(ES): GUSTAVO FIGNER MOUSSALEM , REJANE ALVARENGA SILVA TIVERON, RODRIGO NISHIHARA JORGE, OSMAR MESQUITA DE SOUSA NETO, MARIA DO CARMO REDONDO, ANA PAULA BRUNER

INSTITUIÇÃO: AMBULATÓRIO DE DEFICIÊNCIA AUDITIVA ? DEPARTAMENTO DE OTORRINOLARINGOLOGIA ? SANTA CASA DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO

O colabamento do conduto auditivo externo pode simular uma perda de audição. Pode ocorrer em qualquer faixa etária porém parece ter predileção por idosos.

Material e Método

Relato de caso e revisão de literatura

RESULTADO

Paciente masculino de 65 anos com queixa compatível surdez condutiva, sem passado otológico. Durante a realização da audiometria notou-se que a etiologia devia-se ao colabamento do conduto. Foi adaptado com uma prótese tubular plástica com resolução do quadro e melhora total das queixas.

DISCUSSÃO

Há pouca literatura disponível, e o que se apresenta aborda mais o colabamento como fenômeno que surge à compressão do pavilhão durante a audiometria. Aqui o colabamento determina a queixa do paciente. A prótese tubular de polietileno é uma alternativa barata e que aqui teve ótimo resultado, sendo isenta dos riscos de uma meatoplastia.

Conclusão

A prótese tubular de polietileno pode ser uma alternativa barata, simples e eficaz.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-201

TÍTULO: DENTE ECTÓPICO EM SEIO ETMOIDAL

AUTOR(ES): MAURO LUIZ SCHMITZ FERREIRA , JULIO CESAR BIZINELLI

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA

M. D. J., 47 anos, sexo feminino, profissão funcionaria publica,  veio à consulta com quadro de cefaléia em região de seios paranasais (maxilares e frontais), de longa data, associado à obstrução nasal e secreção nasal bilateralmente, que havia procurado varios profissionais e usado varios medicamentos para tratamento de sinusite e rinite com pouca melhora . Ao exame físico a paciente apresentava-se em regular estado geral, com fácies de dor, febril, com dor à palpação e percussão de seios paranasais (maxilares e frontais). À rinoscopia anterior observava-se massas polipóides em ambas as fossas nasais, de coloração branco-azulada, tomando toda cavidade nasal; e rinorréia mucopurulenta bilateralmente. À oroscopia observava-se secreção em orofaringe de aspecto mucopurulento.

Solicitou-se Tomografia Computadorizada (TC) de seios da face que demonstrou velamento de todos os seios da face (pansinusite) bloqueio óstio-meatais bilateralmente. Apresentava também, obliteração parcial de cavidades nasais, principalmente à esquerda e em região das células etmoidais. Observou-se também imagem hiperdensa com densidade cálcica situada em topografia de células etmoidais posteriores à esquerda, adjacente à parede etmoidal esquerda compatível com osteoma. Diagnóstico provisório de sinusite crônica com lesão radiopaca a ser investigada;.   A paciente foi submetida a tratamento cirúrgico : septoplastia, politectomia e etmoidectomia bilateralmente, sendo encontrada uma massa de consistência óssea em etmóide esquerdo de morfologia semelhante a dente molar. Sem intercorrência no pós-operatório com melhora da respiração  e pouca secreção nasal. O diagnóstico histopatológico foi de pólipos nasais do tipo inflamatório, com ausência de malignidade e dente ectópico com estrutural habitual. O paciente retornou novamente,  cerca de 20 dias sem queixas, foi relatado o resultado do exame histopatologico com surpresa do paciente, recebeu orientações e alta clínica sem queixas.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-202

TÍTULO: DESCOMPRESSÃO ENDOSCÓPICA DO N. ÓPTICO: RELATO DE CASO REALIZADO NA PUC-PR

AUTOR(ES): CARLOS AUGUSTO SEIJI MAEDA , CARLOS ROBERTO BALLIN, DENIS MASSAMITSU ABE, LUIZ EDUARDO NERCOLINI, LUIZA RODRIGUES CAFFARATE, POLIANA TURMENA BERTICELLI, LUIZ CARLOS SAVA

INSTITUIÇÃO: SERVIÇO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE CURITIBA - PUC-PR

Neuropatias relacionadas ao nervo óptico pós-trauma são seqüelas graves inerentes à trauma crânio-faciais.1 Através da abordagem endoscópica endonasal para lesões da base do crânio tornou-se possível o acesso ao canal óptico. A descompressão endonasal do nervo óptico está indicada em casos selecionados e deve ser realizada em caráter de urgência.

Objetivo: Relatar um caso de descompressão do nervo óptico via endoscopia endonasal após trauma crânio encefálico.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-203

TÍTULO: DESCOMPRESSÃO ORBITÁRIA DE EMERGÊNCIA ATRAVÉS DE ACESSO SUBCILIAR PARA TRATAMENTO DE HEMATOMA INTRA-ORBITÁRIO EM EXPANSÃO

AUTOR(ES): DENIS MASSAMITSU ABE , DIOGO GONÇALVES BARDINI, CARLOS AUGUSTO SEIJI MAEDA, CARLOS ROBERTO BALLIN, POLIANA TURMENA BERTICELLI, CRISTIANO ROBERTO NAKAGAWA

INSTITUIÇÃO: SANTA CASA DE CURITIBA

As hemorragias orbitárias são pouco frequentes e podem resultar em hematomas intraorbitários ou subperiosteais, sendo o primeiro mais comum. A etiologia mais frequente é aquela decorrente de iatrogenia em cirurgias otorrinolaringológicas ou em trauma de face. O diagnóstico preciso e rápido é essencial para um melhor prognóstico, já que o hematoma intraorbitário em expansão leva à amaurose em poucas horas. Classicamente, o tratamento consiste na descompressão orbitária através de cantotomia lateral. Entretanto, em tal abordagem não se tem acesso ao local de sangramento, além de se obter um resultado cosmético pouco aceitável. OBJETIVO: citar o acesso subciliar como opção para tratamento de hematoma orbitário em expansão e compará-lo com a cantotomia lateral. MÉTODOS: Paciente submetida à dacriocistorrinostomia via endoscópica por obstrução do saco lacrimal. Evoluiu no transoperatório com hematoma intra-orbitário em expansão e optado por descompressão orbitária por acesso subciliar. Por tal abordagem, conseguiu-se localizar o ponto de sangramento dentro do conteúdo orbitário, o qual foi bipolarizado. Paciente evoluiu sem complicações oftalmológicas e com resultado cosmético excelente. CONCLUSÃO: O acesso subciliar para o tratamento de hematoma intraorbitário em expansão mostrou-se rápido, eficiente e com excelente resultado cosmético. Em nossa experiência, tal abordagem é mais eficaz que a clássica cantotomia lateral, já que apresenta melhor visualização do conteúdo orbitário além de melhor resultado estético ao paciente.

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TRABALHO CLÍNICO

P-204

TÍTULO: DESEMPENHO DO PROCESSAMENTO TEMPORAL EM INDIVÍDUOS CEGOS

AUTOR(ES): MARIANA DE CARVALHO LEAL GOUVEIA , LUDMILLA VILAS BOAS, LÍLIAN MUNIZ, SILVIO DA SILVA CALDAS NETO

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

INTRODUÇÃO: Os indivíduos cegos, por não perceberem o estímulo visual, acabam desenvolvendo melhor outras habilidades, como a habilidade auditiva. A audição acaba exercendo um papel importantíssimo no desenvolvimento e adaptação social desde o início da vida. Acredita-se que é necessário uma adequada da estimulação auditiva para que crianças e mesmo adultos cegos possam desenvolver-se melhor socialmente, conseqüentemente, faz-se necessário um maior cuidado com esse sentido, assim como o seu melhor conhecimento. Objetivos: Avaliar o desempenho do processamento temporal de cegos; caracterizar a habilidade de resolução temporal segundo tempo e freqüência, usando o teste de detecção de Intervalos aleatórios (Random Gap Detection Test - RGDT), em sua versão original e expandida; caracterizar a habilidade de ordenação temporal usando o teste de padrão de duração; caracterizar a ordenação temporal de cegos usando o teste de padrão de freqüência e comparar o desempenho da população estudada para os testes de processamento aplicados. Material e Método: Este estudo foi realizado em uma clínica-escola de Fonoaudiologia de uma Universidade privada, localizada na cidade do Recife e participaram dele quinze adultos cegos, de ambos os sexos. A pesquisa foi do tipo transversal, tendo sido realizada em um período de dois meses e foi aprovada pelo Comitê de Ética do HEMOPE sob nº 003/2008. Para a coleta de dados usou-se o RGDT em suas duas versões e os testes de padrão de duração (TPD) e de freqüência (TPF). Os dados obtidos foram analisados com técnicas de estatística descritiva. RESULTADOS: Foi evidenciadoexcelente desempenho para o processamento temporal, média de 4,98 para o limiar composto na versão original do RGDT e 50 ms de reposta para todas as frequências na versão expandida. Os resultados do TPD e TPF variaram de 95 a 100% de acertos. Não houve diferença quantitativa quando comparados os testes avaliados, mas relatos verbais apontam o RGDT original como o mais difícil. CONCLUSÃO: A amostra avaliada apresentou bom desempenho do processamento temporal, bom desempenho para as habilidades de resolução temporal e ordenação temporal e que o RGDT na sua versão original parece ser mais difícil que os demais, muito embora não tenha havido diferença no desempenho dos sujeitos para os testes utilizados.

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TRABALHO EXPERIMENTAL

P-205

TÍTULO: DESENVOLVENDO SOFTWARE MONTADOR/CONVERSOR DE ARQUIVOS DICOM EM VIDEO E IMAGENS DIGITAIS

AUTOR(ES): LAURO OTACILIO CAMPOS DE SOUSA , ALESSANDRO MARINHO DE ALBUQUERQUE, JAMES DARY ALMEIDA BARBOSA, RICARDO ALEXSANDRO DE MEDEIROS VALENTIM, GUILHERME RAINER HAETINGER, LAURO ROBERTO CAMPOS DE SOUSA,

INSTITUIÇÃO: UFRN - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

INTRODUÇÃO:

Atualmente, é notório o uso cada vez maior da computação na área da saúde.  A atividade clínica sempre foi baseada na incansável procura por diagnósticos precisos e ágeis, assim como disseminação de conhecimento para facilitar mais ainda o diagnóstico. O padrão de imagem DICOM foi criado para permitir inserir metadados nas imagens médicas.  Entretanto, não basta termos as imagens do paciente em formato DICOM, pois poucos softwares tem capacidade de leitura de arquivos no formato DICOM,  fazendo-se necessário em algumas situações de urgência para o diagnóstico do exame de imagem, de um software capaz de ler os arquivos no formato DICOM de modo rápido e eficiente e remontá-los em arquivos de video digital ou de imagem convertidos em outros formatos e resoluções.

OBJETIVOS:

Demonstrar as vantagens de se converter arquivos de exames médicos em formatos DICOM para outros formatos como BMP/JPEG (Imagens) e AVI/MOV (Video) utilizando-os para transmissão via web possibilitando de maior agilidade no diagnóstico médico in loco e à distância.

METODOLOGIA:

Utilizamos arquivos seriados (no formato DICOM) de um paciente obtidos a partir de aparelho de TC que foram armazenados em determinado diretório (pasta) em um sistema operacional onde o software que desenvolvemos (construído na linguagem JAVA) capturou os arquivos DICOMS e os converteu fazendo uso das bibliotecas "dmc4chee" e "imageIO"  que são especializadas tanto em  manipulação de DICOMS quanto em conversão e tratamento de qualidade de imagem para outros formatos. Tais imagens convertidas para JPEG/BMP são alocadas em seqüencia em um diretório específico para posteriormente serem transformadas em vídeo digital ou imagens vinculadas aos exames do paciente em questão e em seguida o sistema notifica o médico da realização do exame mostrando-o (in loco ou via Web) os exames realizados para que seja realizado o diagnóstico.

RESULTADOS:

Como resultados, observamos satisfeitos que não houve perda de qualidade na conversão de DICOM para BMP.  Já na conversão de DICOM para JPEG houve uma perda, porém essa perda foi mínima e, dependendo do tipo de exame, essa perda não dificultará o diagnóstico médico.  O software possibilita a eliminação de rotinas manuais entre as quais estão: o ato de levar o exame até o médico, o médico ir até a sala pegar o exame (no caso, o médico no seu próprio consultório (ou qualquer outro ambiente com internet) ao acessar o sistema, é notificado do exame do paciente, agilizando o processo de diagnóstico).

CONCLUSÃO:

O uso de arquivos DICOM já se constitui em padrão na grande maioria das clínicas/hospitais do mundo. Entretanto, com relativamente recente explosão exponencial do uso da Internet, surgiram poucos sistemas médicos especializados em DICOM para web.  Sabendo que o arquivo DICOM é feito especificamente para máquinas do ramo médico e existindo poucos softwares capazes de ler o formato DICOM e exibi-lo, é necessário a conversão de tal formato para outros legíveis em computadores comuns visando a perda mínima de qualidade da imagem e obtendo como vantagem mais velocidade de transmissão desses arquivos.

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TRABALHO CLÍNICO

P-206

TÍTULO: DIA MUNDIAL DA VOZ: DESCRIÇÃO DOS RESULTADOS DAS AVALIAÇÕES VIDEOLARINGOLÓGICA, AUDITIVO-ACÚSTICA E DE QUALIDADE DE VIDA

AUTOR(ES): DENILSON STORCK FOMIN , CÉSAR AUGUSTO SIMÕES, ALESSANDRA CRISTINA DOS SANTOS FORNARI, THAÍS MARIA PASTORELLI RODRIGUES, LEYLANNE FERNANDA CARNEIRO DE ROBERTIS, ROBERTO NAVARRO MORALES JÚNIOR, SANDRA MARIA PELA

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE SANTO AMARO ? HOSPITAL MUNICIPAL DR. MOYSÉS DEUSTCH / M?BOI MIRIM

INTRODUÇÃO: A voz humana tem se tornado cada vez mais objeto de estudo de especialistas, principalmente pelo grande aumento dos distúrbios relacionados ao uso pessoal e profissional. Sabe-se que o Brasil tem uma das maiores incidências de câncer de laringe no mundo. A divulgação e realização de campanhas têm efetivamente auxiliado na orientação de cuidados e prevenção destes distúrbios. OBJETIVO: O objetivo deste trabalho foi descrever os resultados das avaliações videolaringológicas, perceptivo-auditiva e acústica e de qualidade de vida na triagem vocal. Material e Método: Foram utilizados três protocolos de triagem vocal: avaliação videolaringoscópica (nasofibroscópio flexível e/ou telelaringoscópio rígido), perceptivo-auditiva e acústica (GRBASI, pitch, loudness, ressonância, CPF, TMF, freqüência fundamental, jitter, shimmer, irregularidade, GNE), e questionário de qualidade de vida e voz (QVV = Protocolo de Qualidade de Vida Relacionada à Voz). Participaram deste estudo 16 indivíduos que procuraram o atendimento da Campanha Nacional de Voz realizada no Dia 16 de Abril de 2010 em um hospital municipal em parceria com uma instituição de ensino superior privado. RESULTADOS: Do total de indivíduos que procuraram o atendimento, 11 (69%) eram mulheres e 5 (31%) homens, entre 21 e 81 anos, com média de 39 anos. Destes, 12 (75%) indivíduos relataram queixas relacionadas à voz, 2 (12%) sem queixa específica e 2 (12%) com queixa relacionada à fluência de fala. Com relação às queixas relacionadas à voz, 10 (62,5%) indivíduos tinham queixas com características auditivas (rouquidão, falhas, redução de loudness) e 8 (50%) apresentavam características proprioceptivas (fadiga, dor e/ou incômodo após o uso da voz). As principais alterações laríngeas (31%) foram cisto, paralisia e paresia de prega vocal e edema interaritenoídeo. Sete indivíduos (44%) não apresentaram lesões e quatro (25%) foram encaminhados para realização laringológica a posteriori. Da avaliação perceptivo-auditiva e acústica, 11 (69%) indivíduos apresentaram alterações do comportamento vocal. Ao responderem o questionário, a porcentagem destes indivíduos que apresentou um escore próximo aos valores de referência para indivíduos disfônicos foi de 54% para o escore físico (de 50 a 79,1), 18% para o escore sócio-emocional (68,75 a 75) e 27% para o escore total (67,5 a 77,5). CONCLUSÃO: A associação dos três tipos de avaliações demonstrou ser um conjunto de instrumentos prático em triagem de campanhas de saúde vocal com a possibilidade da realização de orientações mais efetivas no momento da triagem e de um encaminhamento mais preciso para o tratamento necessário.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-207

TÍTULO: DIAFRAGMA SUBGLÓTICO CONGÊNITO: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): RENATA SANTOS BITTENCOURT SILVA , DANIEL JAROVSKY, RICARDO JUNCHEN CHI, LUCAS BEVILACQUA ALVES DA COSTA, VANESSA SALVIA, MARCO ANTÔNIO DOS ANJOS CORVO, CLAUDIA ALESSANDRA ECKLEY

INSTITUIÇÃO: SANTA CASA DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: Nos recém-nascidos e lactentes as anomalias congênitas das vias aéreas representam a maior causa de estridor, destacando-se, entre estas, a laringomalácia, considerada a principal causa de estridor na infância. Outras malformações congênitas da laringe que cursam com estridor são a atresia laríngea, a membrana ou diafragma laríngeo, os cistos, a estenose subglótica. Frente a uma criança com estridor, a avaliação clínica deve ser precoce para determinar a gravidade do caso, levando-se em consideração o grau de desconforto respiratório. A estenose subglótica (ES) pode ser congênita ou adquirida. A congênita está ligada a uma falha na recanalização do lúmen laríngeo durante o envolvimento embrionário. A sintomatologia pode não se manifestar até que haja alguma situação desencadeante. A maioria dos casos surge após infecções do trato respiratório, mas também após períodos de intubação prolongada. RELATO DE CASO: Paciente L.S.Q, masculino, 4 meses de vida, oriental, apresentou-se no serviço de urgências pediátricas com quadro de tosse, coriza e cansaço respiratório há dois dias.  Ao exame inicial apresentava freqüência cardíaca de 110 batimentos por minuto e respiratória de 58 incursões por minuto, com retrações subcostais e estridor tanto inspiratório quanto expiratório à respiração, com saturação de O2 de 91% em ar ambiente. Mãe referia alta hospitalar há então sete dias, após período de quinze dias de internação em outro serviço por quadro de bronquiolite complicada- durante esta internação prévia, o paciente havia necessitado de intubação orotraqueal por sete dias. Realizada nasofibrolaringoscopia, que evidenciou a presença de membrana subglótica fina, com orifício central arredondado de aproximadamente 2,5mm. Foi submetido a uma sessão de dilatação endoscópica com rompimento da membrana com sondas números 12 a 16, apresentando-se facilmente transponível ao aparelho de 4,2 mm e com discreto sangramento com correção da lesão laríngea e evoluindo com melhora do padrão respiratório e do estridor, recebendo alta do Serviço. Após revisões endoscópicas e nasofibrolaringoscópicas sete e nove dias após, respectivamente, não foram evidenciadas estruturas residuais da membrana subglótea. DISCUSSÃO: As membranas laríngeas são finas formações translúcidas decorrentes de falha na recanalização do lúmem laríngeo durante a fase embrionária. Sua incidência foi estimada em 1 a cada 10.000 nascidos vivos. Setenta e cinco por cento das membranas laríngeas se situam ao nível das pregas vocais, sendo o restante sub ou supra-glótico. A maioria das membranas laríngeas se situa anteriormente entre as pregas vocais e somente 1 a 2% se localiza posteriormente. O diafragma laríngeo é a persistência de uma membrana horizontal entre as pregas vocais, podendo formar um véu supra ou subglótico. Quando o orifício é central e reduzido chama- se diafragma, e se restrito à porção anterior ou mediana, chama- se membrana. A característica principal do quadro clínico é a disfonia, associada a estridor ou dispnéia, dependendo da extensão da lesão. Como as estenoses laríngeas têm baixa incidência e são encontradas principalmente em hospitais com nível terciário de atendimento, existem grandes dificuldades diagnósticas e terapêuticas na evolução dos casos, inclusive com índices muito variáveis de sucesso pós-operatório. Os principais objetivos do tratamento devem ser sempre a manutenção da via aérea pérvea, com obtenção de voz aceitável e laringe competente que evite aspirações.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-208

TÍTULO: DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ENTRE AS DESORDENS TEMPORO-MANDIBULARES E AS DOENÇAS DO OUVIDO

AUTOR(ES): DIEGO SILVA WANDERLEY , MARIANA GOMES DA COSTA DE MARCA, FABIANA CAMBRAIA CORREA, LUIZ EDUARDO RIBEIRO BOSCO, RICARDO TOLEDO PIZA, IRAMAIA PIFANO SILVA, RODRIGO RAMOS CAIADO

INSTITUIÇÃO: CLÍNICA PROFESSOR JOSÉ KÓS

INTRODUÇÃO:

A Disfunção da Articulação Temporo-Mandibular (ATM) implica no funcionamento anormal desta articulação, ligamentos e músculos da mastigação, ossos maxilar e mandíbula, dentes e estruturas de suporte dentário.

Está relacionada a hábitos comuns, como bruxismo (frender ou ranger), morder objetos estranhos, roer unhas, mastigar chicletes, postura da cabeça (para a frente), ou ainda apresentar fatores relacionados com o estresse, depressão e ansiedade ou eventos traumáticos.

OBJETIVO:

Mostrar a relação entre as desordens temporo-mandibulares e sintomas otológicos, como dor, plenitude auricular e zumbidos.

MÉTODOS:

Paciente masculino, B.A.S.C, 62 anos,  negro, com queixa de otalgia bilateral, pior em ouvido esquerdo, de início há aproximadamente 30 dias. Refere que dias antes do início da dor sofreu traumatismo maxilofacial (acidente automobilístico), na ocasião, foi atendido pelo cirurgião bucomaxilofacial.

A avaliação clínica odontológica abrangeu a oclusão dentária, os côndilos da mandíbula, abertura e fechamento da arcada dentária. Também foi solicitado radiografia panorâmica da face, que não evidenciou alterações importantes.

A avaliação otorrinolaringológica mostrou oroscopia, rinoscopia anterior e otoscopia sem alterações, porém, apresentava crepitações bilaterais à palpação da articulação temporo-mandibular durante a abertura e fechamento da boca. Realizou exame audiométrico que mostrou disacusia sensorioneural discreta, timpanometria com perfil tipo A em ambos os ouvidos e reflexo estapédico presente bilateralmente.

Recebeu tratamento sintomático e foi encaminhado ao odontólogo especializado com a hipótese diagnóstica de disfunção da articulação temporo-mandibular.  

RESULTADOS:

Retornou ao ambulatório de otorrinolaringologia após dois meses de tratamento, sem queixas álgicas. Fez uso de placa oclusal miorrelaxante em arcada superior e antiinflamatórios não hormonais. Relata que a melhora da otalgia ocorreu de forma rápida, em menos de duas semanas.

CONCLUSÃO:

A otalgia não é um sintoma específico de distúrbios do ouvido e o diagnóstico definitivo pode não ser feito em uma primeira consulta. A dor pode ter várias origens, com irradiação para estruturas próximas da articulação temporo-mandibular como é o caso do ouvido. Os sintomas auditivos podem ser variados, pois além da dor o paciente pode referir plenitude auricular e até zumbido. Exames complementares devem ser solicitados de acordo com o quadro clínico de cada paciente.

O exame audiométrico e a timpanometria são essenciais na diferenciação entre otalgia e otodinia.

Portanto, em pacientes com queixas álgicas de ouvido, com ou sem outros sintomas auditivos, que apresentam otoscopia, exame audiométrico e timpanometria dentro da normalidade, deve-se sempre pesquisar distúrbios do sistema mastigatório, como a desordem temporo-mandibular.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-209

TÍTULO: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA ANGINA DE LUDWIG E FASCEÍTE NECROTIZANTE CERVICAL ? RELATO DE CASO.

AUTOR(ES): DENISE BRAGA RIBAS, MARCELO CHARLES PEREIRA, PAULO EDUARDO PRZYSIEZNY, DIEGO AUGUSTO DE BRITO MALUCELLI, EMERSON FRANCESCHI, FABIANO DE TROTTA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DA CRUZ VERMELHA - FILIAL DO PARANÁ

Angina de Ludwig é uma infecção da base da boca e da região submandibular, que ocorre frequentemente após extração dentária ou de algum tecido da região bucal em mal estado. A infecção, ao atingir o músculo milohióide, pode evoluir para uma fasceíte necrotizante. Os sintomas são agudos apresentando-se com febre, odinofagfia, disfagia e mal estar. Diagnósticado inicia-se antibioticoterapia de largo espectro e exploração cirúrgica precoce.

Fasceíte necrotizante é uma entidade grave que envolve o tecido  celular subcutâneo. Apresenta rápida expansão com necrose ao longo dos planos e subseqüente infiltração por toda a pele. As regiões cérvico-faciais são raramente acometidas, porém de maior morbidade, evoluindo para mediastinite ou sepse. A porta de entrada é principalmente um local de trauma. Indivíduos imunossuprimidos, diabéticos, obesos, alcoólatras, drogaditos apresentam especial predisposição para o desenvolvimento desta enfermidade. A clínica é aguda, com inicio de dor e edema, com ou sem febre e calafrios. Dentro de 24 horas um flegmão pode estar presente com eritema e celulite local. O risco de vida aumenta com a idade, principalmente após os 50 anos, com a demora do diagnóstico ou devido a presença de comorbidades, especialmente doença vascular e desnutrição.

Apresentamos um caso incomum de uma paciente de 44 anos, pós tratamento dentário, retransplantada renal e imunossuprida, em boas condições de vida sem mais comorbidades e fatores agravantes. Iniciou quadro clínico de dor, edema e abscesso 5 dias após o tratamento dentário. Evoluindo rapidamente para angina de Ludwig e fasceíte necrotisante onde foi realizado procedimento cirurgico e em 48 horas para sepse e óbito.

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TRABALHO CLÍNICO

P-210

TÍTULO: DIMENSÕES E PRESSÃO INTRALUMINAL DA TRANSIÇÃO FARINGOESOFÁGICA EM LARINGECTOMIZADOS TOTAIS COM PRÓTESE TRAQUEOESOFÁGICA

AUTOR(ES): HILTON MARCOS ALVES RICZ , TELMA KIOKO TAKESHITA, HENRIQUE CERETTA ZOZOLOTTO, ROBERTO OLIVEIRA DANTAS, LÍLIAN AGUIAR-RICZ

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: A prótese traqueoesofágica (PTE) tem sido o método de escolha dentre as formas de comunicação alaríngea existentes, pois, promove uma convincente opção de reabilitação. Apesar das taxas de sucesso ser evidentes e prevalecerem, há também considerável casos de insucesso, cujas causas e razões não estão claramente definidas. O conhecimento anatomofisiológico da transição faringoesofágica (TFE) pode proporcionar a constatação de fatores preditivos para a comunicação alaríngea e estabelecer procedimentos e critérios refinados para melhor caracterização dos indivíduos falantes com a PTE.

OBJETIVO: relacionar dimensões e pressão intraluminal da transição faringoesofágica de laringectomizados totais com prótese traqueoesofágica.

METODOLOGIA: participaram do estudo 20 laringectomizados totais com inserção secundária da prótese traqueoesofágica (Provox®, Atos Medical AB), sendo 17 homens e três mulheres, com idade média de 61 anos e sete meses, submetidos à laringectomia total clássica. Todos os pacientes foram submetidos à manometria para avaliação da pressão intraluminal da transição faringoesofágica no repouso e durante a emissão prolongada da vogal ?a?. Posteriormente, foi realizada a videofluoroscopia, sendo primeiramente orientado o paciente que deglutisse 20mL de sulfato de bário visando a identificação das estruturas anatômicas, para em seguida emitir por três vezes a vogal prolongada ?a?. Selecionaram-se dois quadros do exame videofluoroscópico, no repouso e durante a fonação, cujas dimensões foram avaliadas por três expertos, por meio de um programa computadorizado. As dimensões da TFE mensuradas foram: distância ântero-posterior entre a proeminência da transição faringoesofágica e a parede anterior da faringe em repouso e durante a fonação (PTFE-PAF); distância ântero-posterior entre a proeminência da transição faringoesofágica e a parede posterior da faringe (PTFE-PPF); comprimento longitudinal da transição faringoesofágica no repouso e durante a fonação (CLTFE).

RESULTADOS: durante a fonação, a pressão intraluminal média obtida foi de 38,1mmHg, e de 13,83mmHg no repouso. Dimensões de PTFE-PAF e de PTFE-PPF foram respectivamente, 4,73mm e 14,31mm (repouso) e 5,22mm e 18,56mm (fonação). No repouso, CLTFE foi de 12,55mm e 10,46mm durante a fonação. Durante a fonação, houve correlação positiva entre PTFE-PAF e amplitude de pressão intraluminal (0,41) da transição faringoesofágica. Correlações inversas foram constatadas entre CLTFE e amplitude de pressão (-0,27) no repouso, e entre PTFE-PPF e amplitude de pressão, durante a fonação (-0,24).

CONCLUSÃO: As amplitudes de pressão e as dimensões PTFE-PPF e CLTFE da transição faringoesofágica apresentaram diferença significante, considerando-se as condições de repouso e de fonação e quanto maior a distância entre a proeminência faringoesofágica e a parede anterior da faringe, maior a amplitude de pressão durante a fonação.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-211

TÍTULO: DIMINUINDO A MORBIDADE DA CIRURGIA ONCOLÓGICA CRÂNIOFACIAL ATRAVÉS DO USO DE PRÓTESE

AUTOR(ES): DAVID RIBEIRO BIRNFELD , EDUARDO MÜLLER AÑEZ, NÉDIO STEFFEN, HEITOR RIBEIRO BIRNFELD, LUIZ AUGUSTO COSTA PAIM, GUILHERME FRITSCHER, DAVID PONCIANO DE SENA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL SÃO LUCAS - PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL

INTRODUÇÃO: A prótese facial tem por objetivos restaurar estética, função, proteção de tecidos e auxiliar no aspecto psicossocial. Para tanto requer atuação transdisciplinar entre diversas áreas da medicina, odontologia além de outras, como fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia. A prótese repara artificialmente o volume e aparência dos tecidos musculares, cutâneos e esqueléticos devolvendo ao paciente um mínimo de função estética, convivência e autoestima. A maior causa de perdas de tecidos faciais são traumas, neoplasias e malformações congênitas. O método de reparo leva em consideração o sítio, tamanho, etiologia, severidade, faixa etária e motivação do paciente. Assim sendo, na impossibilidade ou contra indicação do reparo plástico cirúrgico, da necessidade de radioterapia e quimioterapia prévia ao reparo utiliza-se a prótese facial como tratamento definitivo ou transitório. Muitos estudos indicam que o paciente com deformidade facial possue elevado nível de estresse, limitações físicas, distúrbios de imagem corporal e incapacidade de relacionamento. Tal método de reparo torna-se muito importante para o tratamento, pois devolve a autoestima e reintegra o paciente à sociedade.

RELATO DE CASO: M.O.L., 31 anos, feminina, industriária, procedente do interior gaúcho, internou no Hospital São Lucas (PUCRS) por tumoração úlcero-infiltrativa na região dorsal do nariz. Evolução clínica de 8 meses associada à dor progressiva. Realizou tomografia computadorizada contrastada dos seios da face que mostrou volumosa formação expansiva no dorso nasal, impregnada ao contraste, estendendo-se inferiormente à espinha nasal inferior e superiormente ao bordo ântero-inferior do seio frontal. Obliterava bilateralmente a porção superior das narinas e fazia contato com as partes moles dos sulcos naso-orbitários, sem sinais evidentes de invasão da cavidade orbitária. À direita parecia existir extensão da lesão para a região da pálpebra inferior. A face posterior estava em contato com os limites ósseos que mostravam irregularidade nos seus contornos, não se podendo excluir infiltração focal. Estadiamento clínico T4N0M0. Realizou biópsia com diagnóstico de carcinoma epidermóide invasor. Ressecção envolveu o nariz, pele, e tecidos moles de região interorbitária, parte do osso frontal, ossos e cartilagens da cavidade nasal posterior, medindo 8.8 X 5.8 X 4.8 cm. Anátomo-patológico com margens cirúrgicas livres. Realizou radioterapia adjuvante. Foi encaminhada à reabilitação de prótese facial, enquanto aguarda cirurgia reconstrutiva.

CONCLUSÃO: Através da prótese intermediária feita de silicone mecanicamente sustentada por um óculos, a paciente relatou uma melhora subjetiva em sua vida social de 80%. O custo final da reabilitação alcançou 500 reais em material, e aproximadamente 20 horas de trabalho. Em virtude da demanda reprimida de cirurgias reconstrutivas este método torna-se uma alternativa qualificada, de baixo custo e de boa aceitabilidade por parte dos pacientes.

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TRABALHO CLÍNICO

P-212

TÍTULO: DISFAGIA NO IDOSO: AVALIAÇÃO ESTRUTURAL ORAL EM PACIENTES INSTITUCIONALIZADOS E EM NÃO INSTITUCIONALIZADOS

AUTOR(ES): TIAGO PAGANUCCI LODI, SULENE PIRANA, EVELIN TESSER, CAMILA SHINKAWA

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO

INTRODUÇÃO: Nas últimas décadas, a expectativa  de vida mundial tem aumentado, o que significa um crescimento da população idosa, definida pela OMS como sendo os indivíduos com idade superior a 60 anos, nos países em desenvolvimento. Estima-se que 70% a 90% dos indivíduos desta faixa etária apresentem algum distúrbio da deglutição.A primeira fase da deglutição, a fase oral preparatória, envolve a preparação e modelamento do bolo através da mastigação e mistura com a saliva, dependendo assim da integridade das estruturas orais.

OBJETIVO: O trabalho foi desenvolvido com o objetivo de estudar e comparar alguns aspectos estruturais orais em idosos institucionalizados e não-institucionalizados e, dentro deste último grupo, comparar a incidência da afecção nos idosos economicamente inativos e nos ativos.

METODOLOGIA: Foram avaliados  150 voluntários com mais de 60 anos, sendo que, 50 destes encontravam-se institucionalizados (grupo A), 50 não-institucionalizados e economicamente inativos(grupo B)  e outros 50 não institucionalizados e economicamente ativos(grupo C).  Ambos os grupos apresentavam composição semelhante, sendo 60% feminino.Foram avaliados: conservação dentária, utilização de prótese dentária, oclusão dentária, higiene oral, produção de saliva e presença de ulcerações.

RESULTADOS: Tiveram diferenças estatisticamente significantes a um nível de 10% as variáveis: conservação dentária, utilização de prótese dentária, oclusão dentária, higiene oral e produção de saliva.Quanto à conservação dentária, no grupo A 44% dos indivíduos apresentaram bom estado, 50% regular e 6% mau estado. No grupo B 70% dos indivíduos apresentaram  bom estado, 23% regular e 7% mau estado. No grupo C 92% dos indivíduos apresentaram bom estado, 8% regular e nenhum mau estado.Quanto à utilização de prótese dentária, no grupo A e no B 84% faziam uso e 16% não. No grupo C 92% faziam uso e apenas 8% não.Quanto à oclusão dentária, no grupo A 66% apresentava adequada e 34% inadequada, no grupo B 76% adequada e 24% inadequada e, no grupo C 90% adequada e 10% inadequada. Quanto à higiene oral, no grupo A 12% apresentava adequada e 88% inadequada, no grupo B 96% adequada e 4% inadequada e, no grupo C 92% adequada e 8% inadequada.Quanto à produção salivar, no grupo A 76% apresentou-se normal, 10% com xerostomia e 14% com sialorréia, No grupo B os percentis foram 94%, 2% e 4% respectivamente. No grupo C 84% estava normal, nenhum indivíduo com xerostomia e 16% com sialorréia.Quanto à incidência de ulcerações intra-orais, variou de 4 a 12% sem diferença estatisticamente significante entre os grupos.

CONCLUSÕES: Ao analisar estruturalmente as condições gerais da cavidade oral de cada grupo, constatou-se que o grupo de idosos institucionalizados apresentou os piores índices nas variáveis avaliadas com exceção de ulceração oral.As condições estruturais melhoram nos idosos não institucionalizados e são ainda melhores nos economicamente ativos. Podemos inferir uma relação positiva entre condição geral de saúde e situação econômica com o estado das estruturas orais avaliadas.

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TRABALHO CLÍNICO

P-213

TÍTULO: DISFAGIA NO IDOSO: AVALIAÇÃO FUNCIONAL EM PACIENTES INSTITUCIONALIZADOS E EM NÃO INSTITUCIONALIZADOS

AUTOR(ES): TIAGO PAGANUCCI LODI, SULENE PIRANA, EVELIN TESSER, CAMILA SHINKAWA

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO

INTRODUÇÃO: Nas últimas décadas, a expectativa de vida mundial tem aumentado, o que significa um crescimento da população idosa, definida pela OMS como sendo os indivíduos com idade superior a 60 anos, nos países em desenvolvimento. Estima-se que 70% a 90% dos indivíduos desta faixa etária apresentem algum distúrbio da deglutição.Estão envolvidas várias estruturas neuro-musculares orais, faríngeas, laríngeas e esofágicas. A fase oral, tanto na preparação do alimento, quanto na propulsão em direção à faringe é de suma importância e possui controle voluntário em seus estágios iniciais, tornando-se posteriormente involuntária e desencadeando o movimento peristáltico.

OBJETIVO: O trabalho foi desenvolvido com o objetivo de estudar e comparar alguns aspectos funcionais da deglutição em idosos institucionalizados e não-institucionalizados e, dentro deste último grupo, comparar a incidência da afecção nos idosos economicamente inativos e nos ativos.

METODOLOGIA: Foram avaliados 150 voluntários com mais de 60 anos, sendo que, 50 destes encontravam-se institucionalizados (grupo A), 50 não-institucionalizados e economicamente inativos(grupo B)  e outros 50 não institucionalizados e economicamente ativos(grupo C).  Ambos os grupos apresentavam composição semelhante, sendo 60% feminino. Foram avaliados: escape de saliva pelos lábios, postura durante refeição, movimento mastigatório, velocidade da mastigação, movimentação compensatória para deglutir, presença de resíduo oral, tosse durante e após alimentação, engasgo, fadiga e alteração da voz.

RESULTADOS: Em 3% do total das avaliações, observou-se escape de saliva pelos lábios. Quanto à postura durante a refeição: em decúbito dorsal 2%. Quanto ao movimento mastigatório, 22% apresentou-se unilateral, 36% bilateral e 42% com predomínio de um lado. Detectou-se movimentação compensatória para deglutir em 90% dos indivíduos, engasgos em 9% e fadiga em 7%.Tiveram diferenças estatisticamente significantes a um nível de 10% as variáveis: velocidade da mastigação, sendo normal em 56% do grupo A, 46% do grupo B e 96% do grupo C ; presença de resíduo em cavidade oral, positivo em 76% dos grupos A e C e, em 56% do grupo B;  tosse durante a alimentação, presente em 14% do grupo A e ausentes nos grupos B e C;  e após alimentação presente em 8% dos grupos A e B e em 4% do grupo C e; alteração da voz presente em cerca de 10% dos grupos A e B e ausente no grupo C.

CONCLUSÕES: Analisando-se os dados constatamos a correlação entre as condições gerais de saúde e situação econômica dos idosos e a freqüência de alterações funcionais na deglutição. Verifica-se que os idosos institucionalizados têm, de maneira geral, pior desempenho na maioria fatores analisados e isso provavelmente se deve à pior condição de saúde geral e do sistema estomatognático e os idosos não institucionalizados economicamente ativos  apresentaram poucas alterações quando comparados aos demais grupos.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-214

TÍTULO: DISPLASIA CRANIOMETAFISÁRIA: RELATO DE CASO E REVISÃO DE LITERATURA

AUTOR(ES): MARCUS VINÍCIUS MARTINS COLLARES , GUSTAVO JULIANI FALLER, CIRO PAZ PORTINHO, DAVI SANDES SOBRAL, MAXIMILIANO GIRARDI, MARCIO ROCKENBACH, PAULO WORM

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL SÃO JOSÉ - SANTA CASA DE MISERICORDIA DE PORTO ALEGRE

INTRODUÇÃO/OBJETIVO:

Displasia Craniometafisária (DCM) é um termo descrito por Jackson et al. em 1954, para uma doença óssea hereditária caracterizada por alargamento metafisário dos ossos tubulares associado a esclerose e hiperostose craniofaciais proeminentes. Sendo o objetivo deste trabalho descrever um caso de DCM em uma paciente feminina de 28 anos tratada cirurgicamente e realizar revisão bibliográfica acerca de aspectos clínicos desta patologia.

CASUÍSTICA E MÉTODO:

Descrever um caso de displasia craniometafisária em uma paciente, e realizar revisão de literatura utilizando os bancos de dados MEDLINE e LILACS.

RESULTADOS / CONCLUSÕES:

Paciente feminina de 28 anos branca,vem a consulta com queixa principal de aumento de volume em região frontal, de início durante a infância, sendo a história familiar negativa. Foi submetida a tratamento cirúrgico aos 12 anos, que consistiu em remodelação frontal por acesso Lynch modificado. Ao exame físico apresentava evidente bossa frontal, com diminuição do diâmetro biparietal, hiperteleorbitismo, hipoplasia de terço médio da face, selamento nasal e alargamento de sobrancelhas. Em TC observa-se espessamento ósseo de todo crânio, com abaulamento em região frontal e em região sagital, irregularidade óssea em suas superfícies, intra e extracranianas. Foi submetida a investigação genética sendo diagnósticada displasia craniometafisária. Foi submetida a remodelação craniana que envolveu as regiões: frontal, parietal, orbitas e glabela por via coronal com melhora importante das deformidades. A displasia craniometafisária é uma patologia rara, sendo que apenas cerca de 85 casos haviam sido descritos até 1994, e apenas dois no Brasil. Sua distinção com a doença de Pyle pode ser realizada clinicamente ou radiologica. É uma doença autossômica, que pode ser dominante ou recessiva, sendo a forma recessiva possuidora de manifestações mais severas. Neste último caso a esclerose óssea temporal e da região da base do crânio pode causar paralisia facial e surdez de condução e amaurose, assim como a hiperostose da região glabelar pode causar obstrução nasal.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-215

TÍTULO: DISPLASIA DA ORELHA INTERNA ASSOCIADO À OTITE MÉDIA CRÔNICA

AUTOR(ES): SILVIA MARA TASSO , DENISE MOREIRA PEREIRA COSTA, RUBENS RIBEIRO DA COSTA JÚNIOR, DENISE DE TOLEDO E CARDOSO, MOISÉS FRANKLIN ALVES, DIOGO VASCONCELOS SILVA, MARUSKA D'APARECIDA SANTOS

INSTITUIÇÃO: SERVIÇO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DO HC DA FCM DE POUSO ALEGRE ? UNIVAS (MG)

INTRODUÇÃO: Disacusia significa distúrbio da audição, podendo ser neurossensorial, condutivo ou misto. A disacusia neurossensorial ocorre quando há alteração na orelha interna, podendo ser adquirida ou congênita. A disacusia adquirida ocorre devido a trauma externo ou por lesões no órgão de Corti, no nervo auditivo, nos núcleos bulbares ou nas vias auditivas centrais. A disacusia congênita ocorre por alterações estruturais ocorridas durante o desenvolvimento embrionário, podendo se apresentar de diversas formas¹. As malformações da orelha interna afetam aproximadamente 20% dos pacientes com surdez congênita do tipo neurossensorial, sendo que, em cerca de 50% destes, estão envolvidos mecanismos genéticos. Subotic et al (1978) dividem a surdez neurossensorial congênita em dois grandes grupos: alterações no labirinto ósseo e membranoso ou afecções restritas ao labirinto membranoso. No primeiro grupo situam-se as malformações congênitas da orelha interna e existem diversas formas propostas para classificá-las. Aqueles autores as subdividem em dois tipos: Ausência da orelha interna (Michel). Anomalias da cóclea, resultantes de aplasia do modíolo (Mondini)². Porém a maioria das publicações as classifica em Michel, Mondini, Scheibe e Alexander. RELATO DO CASO: IMSC, 12 anos, natural e residente em Senador Amaral - MG procurou o serviço com queixa de hipoacusia e otorréia crônica à esquerda desde a primeira infância. Negava sintomas vestibulares, alterações na orelha direita e também complicações perinatais, trauma otológico ou uso de medicações ototóxicas. Ao exame físico apresentava perfuração timpânica central e ampla à esquerda. O restante do exame físico era normal. O audiograma mostrou audição normal à direita e anacusia à esquerda. A TC do ouvido evidenciou hipoplasia da orelha interna esquerda, com VII e VIII pares cranianos normais, porém cóclea hipoplásica, classificando o caso como displasia de Mondini. A paciente foi submetida à timpanoplastia esquerda sem complicações, porém mantendo o mesmo padrão audiológico. DISCUSSÃO: Na prática otorrinolaringológica é muito comum encontrarmos pacientes com OMC, o que leva à perda auditiva de leve a moderada, podendo ser condutiva ou mista. Porém quando nos deparamos com uma perda neurossensorial de moderada a profunda, com audição contralateral normal, podem existir outras causas associadas. Observamos então, a necessidade da triagem auditiva neonatal e da orientação quanto à proteção auditiva da orelha sadia. Optamos pela timpanoplastia neste caso com a finalidade de evitar os quadros de otorréia e não de melhora da qualidade auditiva, já que a alteração anatômica existente torna inviável a audição nesta orelha.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-216

TÍTULO: DISPLASIA DE MONDINI BILATERAL ? RELATO DE CASO

AUTOR(ES): CAROLINE MARIA DINATO ASSUNÇÃO , MATEUS CLAUDINO CANNARELLA, CÍCERO MATSUYAMA

INSTITUIÇÃO: INSTITUTO CEMA

INTRODUÇÃO: A Displasia de Mondini (DMO) conta com 50% dos casos de perda auditiva neurosensorial não associada a síndromes. Trata-se de anormalidade na formação das cápsulas óticas com um atraso no desenvolvimento do modíolo da cóclea ocasionando somente um giro e meio da cóclea. Há larga comunicação entre saco coclear e vestíbulo. As funções vestibular e auditiva podem estar normais a severamente afetadas, como perdas profundas.A Tomografia Computadorizada (TC) de Alta Resolução pode identificar de 20 a 30% dessas anormalidades do osso temporal. A DMO bilateral é rara.

OBJETIVO:Descrever um caso raro de displasia de Mondini bilateral não associada a síndromes e realizar breve revisão da literatura.

RELATO DO CASO: A.R.S. sexo feminino, 7 anos de idade. Nos últimos 2 anos apresentava-se desatenta, com dificuldade no desenvolvimento escolar e social. Tinnitus e  tonturas esporádicas. Negou patologias pregressas ou história familiar associada. A Acumetria evidenciou Weber sem lateralização e Rinne indicou perda auditiva neurosensorial bilateralmente. Otoscopia normal. Foram feitas duas audiometrias e tomografia de óssos temporais que mostraram resultados sugestivos de Mondini.

DISCUSSÃO:A DMO é uma alteração na formação do labirinto ósseo, que gera perda auditiva neurosensorial. Das perdas auditivas atribuídas a causas genéticas, aproximadamente 70% são classificadas como não sindrômicas e 30% como sindrômicas Pode estar associada com agentes químicos ou infecções teratogênicas. Também pode aparecer em associação com outras síndromes. Chan at al descreveu uma família com Displasia de Mondini não associada a síndromes. Sete anos depois Griffith et al mostrou associação com genes autossômicos recessivos. Também foi associada à mutação do gene PDS, a qual, segundo Yang et al, causa o déficit na produção da proteína Pedrin promovendo aumento da pressão da endolínfa durante a formação da orelha interna. No caso clínico estudado a DMO se manifestou como uma malformação isolada e bilateral, não sindromica. O gene PDS não foi pesquisado. Segundo Shah et a, os pacientes com Mondini têm um grande risco de desenvolver meningite recorrente ou fístula perilinfática devido ao alargamento do aqueduto coclear ou uma conexão anormal entre o conduto auditivo interno e o labirinto membranoso. Muitas vezes é necessária protetização auditiva. Alguns casos podem ter excelentes resultados com o encaminhamento para Implante Coclear. Daneshi et al relatou 5 casos clínicos de pacientes que obtiveram sucesso. Nossa paciente apresentou bons resultados com protetização.

CONCLUSÃO: A Displasia de Mondini é uma malformação que pode ou não estar associada a síndromes e a história clínica de teratogenicidade. Bilateralidade é uma entidade rara. Alguns pacientes podem ser beneficiados com o uso de Prótese Auditiva, mas em manifestações mais agressivas o Implante Coclear pode oferecer resultados satisfatórios.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-217

TÍTULO: DISPLASIA ECTODÉRMICA, ECTRODACTILIA E FISSURA LABIOPALATAL: RELATO DE UM CASO COM DESENVOLVIMENTO DE COLESTEATOMA BILATERAL

AUTOR(ES): CAROLINE MARIA DINATO ASSUNÇÃO , MATEUS CLAUDINO CANNARELLA, ANDY DE OLIVEIRA VICENTE

INSTITUIÇÃO: INSTITUTO CEMA E CENTRO DE TRATAMENTO DE MALFORMAÇÕES CRANIOFACIAIS MÁRIO COVAS ? FUNDAÇÃO LUSÍADA

INTRODUÇÃO: A Síndrome EEC é uma desordem genética rara de herança autossômica dominante com baixa penetrância e expressão variável. Descrita por Eckholdt and Matens, trata-se de um desenvolvimento anormal ectodérmico, porém pode estar associada a defeitos não necessariamente de origem ectodérmica. Manifestações otorrinolaringológicas são pouco descritas e, na maior parte dos relatos encontrados as causas da perda auditiva não são identificadas. Não foram encontrados relatos de caso sobre acometimento por colesteatoma nesta síndrome. Apresentamos um caso em que se desenvolveu colesteatoma.

OBJETIVOS: Alertar para o acometimento otológico desta patologia, evitando perda auditiva permanente e complicações severas ao paciente.

RELATO DO CASO: RMS, seis anos, sexo feminino.  Acompanhada desde 2007, quando já na primeira consulta apresentava otorréia purulenta.

Ao exame geral: fragilidade de pele e cabelos escassos e finos. Descamações cutâneas e cílios escassos. Mãos e pés em ?garras de lagosta?. Oroscopia: fenda labiopalatina bilateral. Rinoscopia: malformação da columela. Otoscopia: estenose de condutos auditivos externos (CAE, otorréia fétida e purulenta com descamações cutâneas. Membranas timpânicas pouco visualizadas.

Realizadas várias tentativas de tratamento e retornos semanais para aspiração otológica, havendo melhoras e recidivas em seguida. TC de ossos temporais e audiometria, identificando perda auditiva bilateral condutiva moderada a severa e imagem sugerindo colesteatomas.

Foi submetida a transplantes de córnea, palatoplastias e queiloplastias. Não foi identificado retardo mental. Avaliação genética: Síndrome EEC , autossômica dominante.

DISCUSSÃO: A Síndrome EEC é a mais comum de um conjunto de síndromes que associam a displasia ectodérmica com fissuras labiopalatinas.

 Segundo Buss et al o diagnóstico inclui qualquer tipo de displasia ectodérmica, e dois dos critérios maiores: ectrodactilia, anomalias dos ductos lacrimais e lábio/palato fendido, o qual ocorre em 68% dos pacientes.A paciente estudada apresenta estes critérios além de alterações oculares, e estenose de CAE.

 Shin e cols avaliou 69 pacientes pediátricos com displasia ectodérmica através do questionário OM -6, utilizado para avaliar as limitações ocasionadas por otite média crônica. Um desses pacientes apresentava EEC. Encontrado um caso de colesteatoma avançado e dois de estenose do CAE. Estas condições foram detectadas na paciente deste relato, a qual foi encaminhada para cirurgia.

Suspeita ?se de deleção do lócus 7q, a translocação do 7q com o 9p, ou anormalidades do cromossomo 19, no desenvolvimento de EEC. Foram identificadas mutações no gene p63 relacionadas a casos familiares. São descritos dois tipos de EEC: EEC1 ligado ao cromossomo 7q11.2-q21.3 e EEC3 causada por mutações no gene p63 no loco 3q27.

CONCLUSÕES: Os portadores de síndrome EEC apresentam maior suscetibilidade a doenças da orelha média. Uma série de eventos pode justificar este acometimento como fissura labiopalatina e estenose de CAE entre outros. É de extrema importância diagnosticar e tratar adequadamente esses pacientes para que possam ter, da melhor maneira possível, sua integração à sociedade.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-218

TÍTULO: DISPLASIA FIBROSA DE SEIOS PARANASAIS: RELATO DE CASOS

AUTOR(ES): AMAURY DE MACHADO GOMES , LEONARDO MARQUES GOMES, OTÁVIO MARAMBAIA DOS SANTOS DOS SANTOS, PABLO PINILLOS MARAMBAIA, MELINA PINILLOS MARAMBAIA, RENATA VIGOLVINO

INSTITUIÇÃO: INOOA - INSTITUTO DE OTORRINOLARINGOLOGIA OTORRINOS ASSOCIADOS

INTRODUÇÃO: A Displasia Fibrosa Óssea (DFO) é uma osteopatia de caráter benigno e etiologia ainda desconhecida. Atinge predominantemente pacientes do sexo feminino nas 1ª e 2ª décadas, e tem quadro clínico inespecífico o que torna seu diagnóstico geralmente tardio.  A Tomografia Computadorizada é método de escolha na caracterização da lesão e análise da expansão tumoral, auxiliando no planejamento cirúrgico e o acompanhamento pós-cirúrgico dos pacientes.

OBJETIVO: Relatar dois casos de pacientes com Displasia Fibrosa de seios paranasais: maxilar e frontal.

RELATO DE CASOS: Caso 1: Paciente de 53 anos, sexo feminino, relatava história clínica de sintomas alérgicos nasais de longa data, mas negava dor facial localizada ou outras queixas. Ao exame físico, notou-se discreta assimetria facial às custas de abaulamento de região maxilar à direita sem evolução progressiva. Refere cirurgia nasofacial há 25 anos, por via oral, ipsilateral à lesão. A tomografia computadorizada de seios paranasais evidenciou lesão em padrão cístico com densidade óssea de áreas ovaladas e bordas escleróticas compatível com displasia fibrosa em seio maxilar direito comprometendo assoalho da órbita e maxila. A paciente vem em acompanhamento desde então, evolui sem queixas, e não apresenta progressão da lesão.

Caso 2: Paciente de 69 anos, sexo masculino, veio ao serviço devido a um quadro de rinossinusite aguda bacteriana, porém, ao exame físico, notava-se também abaulamento em região de seio frontal. Foi solicitada TC de seios da face que evidenciou lesão mista acometendo seio frontal à direita com margens mal definidas caracterizada por opacidade semelhante a um vidro despolido. O paciente relatou que há cerca de 35 anos foi submetido à cirurgia na região da lesão com diagnóstico histopatológico de Displasia Fibrosa. Refere que não houve progressão da lesão desde então. Foi submetido a tratamento clínico para o quadro infeccioso dos seios paranasais e permanece em acompanhamento em nosso serviço sem referir progressão da lesão.

COMENTÁRIOS FINAIS: A Displasia Fibrosa por se apresentar, geralmente, de forma lenta e assintomática não é um achado comum dentre as patologias mais prevalentes para o otorrinolaringologista. Diante do diagnóstico firmado desta doença é importante salientar a necessidade de acompanhamento clinico contínuo devido à possibilidade de haver recidiva desse tumor.  Nos presentes casos, os pacientes foram submetidos a tratamentos cirúrgicos prévios e no momento não apresentavam nenhuma queixa referente à patologia.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-219

TÍTULO: DISPLASIA FIBROSA POLIOSTÓTICA CRANIOFACIAL: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): ROBERTA BEZERRA TAVARES GOBETH , SILVA, A. S., RIBEIRO, S., GOBETH, T. R., MOISÉS JR, W. J., SARAIVA, A. C.

INSTITUIÇÃO: FUNDAÇÃO HOSPITAL ADRIANO JORGE / UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS

INTRODUÇÃO: A displasia fibrosa é uma lesão pseudo neoplásica de etiologia desconhecida, caráter benigno e recidivante. Nesta entidade patológica o osso normal é substituído por tecido contendo colágeno, fibroblastos e quantidade variável de tecido osteóide. Pode ser monóstica , quando ocorre em um osso único ou ossos contíguos, ou poliostótica, quando acomete múltiplos ossos.

OBJETIVO: Relatar um caso de displasia fibrosa poliostótica craniofacial diagnosticada no Serviço de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial da Fundação Hospital Adriano Jorge ? Manaus/AM.

METODOLOGIA: Relatamos o caso de um paciente de 13 anos, sexo masculino, com história de evolução de quatro anos de cefaléia em topografia de osso frontal e assimetria facial decorrente de abaulamento em região temporal direita. Em TCC da face evidencia-se espessamento ósseo com alteração do trabeculado e densidade em aspecto de ?vidro fosco? da asa maior do esfenóide, osso temporal com redução do CAE comprometendo algumas células da mastóide direita, zigomático, seio maxilar e parede lateral da órbita direita sugerindo displasia fibrosa. Audiometria tonal sem alteração.

CONCLUSÃO: A displasia fibrosa é uma enfermidade pouco frequente, representando 2,5% dos tumores ósseos e 7,5% dos tumores ósseos benignos, sendo o envolvimento da cabeça e pescoço comum, em cerca de 10 a 30% das formas monostóticas. O caso relatado é compatível com os já descritos na literatura, e embora seu diagnóstico precoce seja difícil de ser realizado devido a inespecificidade do quadro clinico e evolução lenta, é importante que seja feito, uma vez que devem ser excluídos outros tumores, tais como fibroma ossificante, osteoma e osteocondroma.

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TRABALHO CLÍNICO

P-220

TÍTULO: DISPOSITIVOS DE MUSICA PORTÁTEIS E PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO. QUAIS OS NIVEIS SEGUROS PARA SE OUVIR MÚSICA?

AUTOR(ES): BETTINA CARVALHO , ADRIANA KOSMA PIRES OLIVEIRA, RODRIGO PEREIRA, ÂNGELA RIBAS, JULIANA BENTHIEN CAVICHIOLO

INSTITUIÇÃO: HC/UFPR

INTRODUÇÃO: Os atuais dispositivos musicais portáteis: cada vez mais populares, menores, mais sofisticados e com maior potência têm suscitado preocupação. Eles poderiam contribuir para perda auditiva induzida por ruído? OBJETIVOS: Definir através de microfone intra canal os níveis de intensidade sonora atingidos pelos dispositivos musicais sonoros disponíveis no mercado brasileiro e correlacionar com os níveis já estabelecidos na literatura para limites exposição ao ruído ocupacional. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram aferidos os níveis de intensidade sonora atingidos por 5 aparelhos musicais portáteis em 25%, 50%, e 100 %da capacidade de volume. Para essa aferição foi usado um decibilímetro da marca Audiotest 525- oticom caliobrado em 7/12/07 com validade da calibração até 7/12/08 padrão isso 8253. O microfone do aparelho posicionado em conduto auditivo externo. As aferições foram realizadas em um mesmo paciente  por um mesmo profissional com 2 fones. . Os fones utilizados foram os disponibilizados pelo fabricante com o aparelho, todos  do tipo intra canal. Os níveis aferidos foram correlacionados com a  normas regulamentadora ?NR 15? que define os níveis de ruído tolerados. em decibéis em relação ao tempo de exposição para trabalhadores. RESULTADOS: Todos os aparelhos testados foram capazes de produzir som com pressão superior a 85 db. CONCLUSÕES: Teoricamente, os atuais dispositivos musicais portáteis produzem níveis sonoros que podem danificar audição e levar à perda auditiva quando comparados as normas já estabelecidas para exposição ao ruído ocupacional. Mais estudos são necessários para aumentar a compreensão básica da fisiologia de perda de audição por dispositivos musicais portáteis em  relação de perda auditiva induzida por ruído. Se faz opurtuno a conscientização que ouvir musica em volume alto pode causar PAIR.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-221

TÍTULO: DOENÇA DE CASTLEMAN COMO MANIFESTAÇÃO CERVICAL

AUTOR(ES): LUIZ GABRIEL SIGNORELLI , NELSON SOLCIA FILHO, ELAINE DE ABREU MENDES, SULENE PIRANA, OSCAR ORLANDO ARAYA FERNANDEZ, JOÃO MARCELO DULCCHESI DE ALMEIDA, TIAGO PAGANUCCI LODI

INSTITUIÇÃO: DEPARTAMENTO DE ORL & CCF DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO SÃO FRANCISCO

A Doença de Castleman (DC), é uma patologia linfoproliferativa benigna rara, com poucos relatos na literatura científica. Aqui relataremos o caso de uma jovem de 15 anos que apresentou tumor cervical de crescimento progressivo por seis meses em nível II a direita com 5 cm de diâmetro e características clínicas de linfonodo reacional. O tratamento foi a ressecção total do tumor. Após o anatomopatológico e imunoistoquimico confirmou o diagnóstico de doença de Castleman. O seguimento será feito por tempo prolongado, apesar do tratamento proposto ter sido descrito como curativo, pelo risco de desenvolvimento de linfoma não-hodgkin.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-222

TÍTULO: DOENÇA DE FORESTIER COMO CAUSA DE DISFAGIA E DESCONFORTO EM OROFARINGE

AUTOR(ES): KARLOS KEMPS LIMA DA SILVA , CARLOS EDUARDO LUNA RIBEIRO LIRA, WALLACE DO NASCIMENTO SOUZA, DEBORAH FRANCO ABRAHÃO, ALONÇO DA CUNHA VIANA, DANIELA LEITÃO

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL NAVAL MARCILIO DIAS

INTRODUÇÃO: A Doença de Forestier, também conhecida como hiperostose esquelética idiopática difusa, é uma doença esquelética relativamente comum, de causa desconhecida, caracterizada por ossificações na porção ântero-lateral de corpos vertebrais contíguos na ausência de degeneração discal significativa, anquilose interapofisária ou fusão das articulações sacroilíacas. Aproximadamente 10% dos homens e 8% das mulheres acima de 65 anos irão desenvolver doença de Forestier. Entre suas possíveis manifestações clinicas encontram-se disfagia, sensação de corpo estranho em orofaringe e disfonia.

OBJETIVO: Relatar um caso de doença Forestier com sintomas clínicos otorrinolaringológicos.

RELATO DE CASO: JZH, 78 anos, masculino, apresentando sensação de odinofagia e disfagia progressiva a sólidos e pastosos nos últimos 6 meses com engasgos freqüentes. À oroscopia apresentava abaulamento em região posterior da orofaringe. Foi realizado videolaringoscopia evidenciando abaulamento em parede posterior de orofaringe estendendo-se até região supraglótica com acentuada retenção salivar. A tomografia computadorizada de pescoço apresentou acentuada osteofitose da coluna cervical, com formação de exuberantes sindesmófitos determinando compressão na parede posterior de laringe. Devido ao quadro avançado da doença e disfagia importante, paciente foi submetido a gastrostomia endoscópica percutanea temporária e ao procedimento cirúrgico de retirada de osteofitose da coluna cervical pelo serviço de neurocirurgia. Atualmente encontra-se em acompanhamento ambulatorial com melhora acentuada dos sintomas disfágico, alimentando-se satisfatoriamente por via oral.

DISCUSSÃO: A doença de Forestier pode causar uma serie de manifestações clinicas, como dores cervicais, lombares, deformidades da coluna vertebral, diminuição de amplitude dos movimentos vertebrais. Quando os osteofitos cervicais anteriores se tornam exuberantes, podem causar disfagia em até 16% dos pacientes. Tosse não produtiva, sensação de corpo estranho, dispnéia progressiva, estridor inspiratório, roncos noturnos, insuficiência respiratória e até óbito causado por compressão da traquéia já foram relatados na literatura. Disfonia também é uma apresentação possível nos casos mais avançados. Como na maioria dos casos a sintomatologia é reduzida, o tratamento pode ser com sintomáticos, fisioterapia e atividade física. Nos casos mais avançados, o tratamento cirúrgico pode ser necessário.

CONCLUSÃO: O otorrinolaringologista não pode deixar de incluir no seu diagnostico diferencial de odinofagia e disfagia em idosos a doença de Forestier, apesar de na maioria das vezes, apresentar pouca sintomatologia.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-223

TÍTULO: DOENÇA DE LYME: UM DIAGNOSTICO DIFERENCIAL IMPORTANTE EM OTORRINOLARINGOLOGIA

AUTOR(ES): HELTON BOETTCHER , LUIZ FERNANDO MANZONI LOURENCONE, SILVIA REGINA MOLINARI C LEITAO MEGALE, EDUARDO BOAVENTURA OLIVEIRA, CELSO NANNI JUNIOR, ADRIANA BERNARDINI ANTUNES SCANAVINI

INSTITUIÇÃO: HRAC - USP - BAURU

INTRODUÇÃO: A doença de Lyme é uma enfermidade infecciosa causada pelo espiroqueta Borrelia Burgdorferi, transmitida pela picada de carrapatos ixodideos. Predomina no hemisfério Norte, mas tem-se tornado endêmica em algumas regiões do Brasil. Clinicamente é uma infecção polimorfa, de caráter sistêmico, com manifestações clínicas variáveis, inclusive com sintomatologia otorrinolaringológica no nível de pares cranianos (paralisia facial, disfonia, zumbido, hipoacusia, vertigens e outros). O diagnóstico é clínico, epidemiológico e laboratorial.

OBJETIVO: relatar um caso de Doença de Lyme, chamando a atenção para sua sintomatologia otorrinolaringológica.

RELATO DO CASO: A.L.F, 32 anos, feminina, dentista, casada, natural de Bauru (SP) e procedente de Cotia (SP). Em agosto de 2008 iniciou com quadro de diplopia, disfonia e disfagia alta. Procurou serviço médico onde foram realizados endoscopia digestiva alta, avaliação otorrinolaringológica e oftalmológica, todos com resultado normal. Em outubro de 2008 procurou nosso serviço de otorrinolaringologia, apresentando-se com disfagia alta, principalmente a líquidos, disartria leve, ptose palpebral, diplopia, fadiga e certa dificuldade à locomoção. Negava alterações auditivas e do equilíbrio. O exame ORL mostrou alteração da movimentação ocular, sinais de refluxo laringo-faringeo e pregas vocais com mobilidade normal. A videofluoroscopia e nasolaringoscopia para deglutição mostram alteração da fase faríngea da deglutição. A Tomografia Computadorizada e a RNM de crânio estavam normais. A ENMG mostrou tratar-se de processo neurológico periférico dos membros superiores, inferiores, região paravertebral lombar, face e língua, do tipo axonal motor, compatível com lesão do corno anterior medular. Em dezembro de 2008 foi solicitado exame de líquor, mostrando excesso de proteínas. Atentando-se ao fato da paciente ser proveniente de Cotia, zona endêmica da Doença de Lyme, foi solicitada sorologia para borreliose, com resultado positivo. Iniciou-se antibioticoterapia com Ceftriaxone por 7 dias, evoluíndo com melhora significativa dos sintomas, em particular da disfonia e da deglutição. Infelizmente, após 3 semanas, a paciente voltou a apresentar recidiva dos sintomas. Fez novos pulsos de antibioticoterapia (Ceftriaxone e Doxiciclina), mas permanecendo com recorrência dos sintomas.

CONCLUSÃO: Embora a paralisia facial seja o sinal mais comum da doença visto pelo otorrinolaringologista, outros sinais e sintomas podem ser causados por esta doença, como cefaléia, zumbido, hipoacusia, faringite, disfonia, disfagia, dores faciais e linfoadenite cervical. Portanto, deve-se ter em mente esta doença como diagnostico diferencial das patologias otorrinolaringológicas, principalmente nos casos onde se desconhece a etiologia.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-224

TÍTULO: DOENÇA DE MADELUNG: RELATO DE CASO

AUTOR(ES): THIAGO BOTELHO AFFONSO , PAULIANA LAMOUNIER E SILVA, DENISE SILVA CALVET, FERNANDO JORGE DOS SANTOS BARROS, FLADWMYR BARROS EMÍLIO, FABIANA ROCHA FERRAZ, LUCIANA NOVELLINO PEREIRA

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL FEDERAL DO ANDARAÍ

INTRODUÇÃO

A Doença de Madelung é um quadro caracterizado pela formação de depósitos de tecido adiposo localizados no pescoço, tórax e, mais raramente, membros superiores, mediastino, laringe e língua (1).

Além de causar deformidades, as lesões tendem a crescer progressivamente, chegando a comprometer a motilidade cervical. Alguns quadros avançados podem causar compressão extrínseca dos tratos aéreo e digestivo.  (2).

Existe a predominância em indivíduos do sexo masculino, entre 20 e 65 anos, brancos, provenientes de regiões do Mediterrâneo e etilistas (3).

A doença de Madelung é extremamente rara, na literatura foram descritos somente cerca de 200 casos, desde a 1ª descrição em 1836 (4).

RELATO DE CASO

Mulher, 53 anos, branca, natural do Rio de Janeiro. A paciente foi encaminhada ao ambulatório de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Serviço de Otorrinolaringologia, do Hospital Federal do Andaraí, para avaliação de massa cervical que relatava ter surgido há 8 anos, com crescimento lento, mas assintomática, com exceção do desconforto provocado pelo peso da mesma.

Única comorbidade associada era DM tipo 2, compensada. Negava tabagismo e etilismo.

Ao exame físico, a massa se apresentava móvel, lobulada, indolor, levemente endurecida, localizada nas regiões cervical lateral e supra-clavicular (figuras 1, 2 e 3). O resto do exame físico não apresentava qualquer alteração.

A paciente foi submetida a ressecção sob anestesia geral, com incisão em colar da massa. Devido ao grande tamanho da mesma, decidimos realizar a cirurgia em dois tempos. Primeiro foi removida a porção direita da lesão, sendo programado um segundo procedimento para remoção do resto da massa.

DISCUSSÃO

A Doença de Madelung, também conhecida como Lipomatose Simétrica Múltila (LSM), Lipomatose Simétrica Benigna ou Adenolipomatose de Lanouis-Bernard constitui uma entidade benigna rara, que se caracteriza clinicamente pela deposição de múltiplas massas de tecido adiposo não-encapsulado, na região cervical e tronco superior, com distribuição simétrica (5).

Noventa por cento dos casos ocorrem em homens (15H:1M), por volta da quinta década de vida, com hábitos etilistas e origem mediterrânea, sendo que 1:25.000 italianos desenvolve a doença (5).

Segundo Enzi, as lesões se distribuem com a seguinte freqüência: região cervical anterior e posterior (100%), retro auricular (95%), deltóide (84%), tronco (60%), abdome (58%), inguinal (42%) e membros inferiores (42%) (5).

A etiologia e a patogênese ainda não foram definidas. Alguns autores sugerem que haveria bloqueio da lipólise induzida pela falta de catecolamina, com desnervação simpática do tecido adiposo, parcial ou totalmente. Outros acreditam que a causa está em anormalidades do sistema nervoso autônomo (3). Parece estar associada a alterações genéticas, sendo a disfunção mitocondrial o defeito bioquímico essencial e compatível com transmissão maternal (6).

Em pacientes etilistas as alterações bioquímicas encontradas estão associadas a alterações hepáticas decorrentes da ingestão alcoólica, do efeito direto do álcool no metabolismo mitocondrial acarretando alterações metabólicas gordurosas, com depósito anormal de gordura em determinadas regiões (6).

CONCLUSÃO

A doença de Madelung é um quadro extremamente raro, mais associado a homens de meia idade, etilistas e com origem mediterrânea. Apesar disso, recebemos em nosso ambulatório um paciente atípico, do sexo feminino e sem história de etilismo.

Na maioria dos casos o principal inconveniente desta patologia é estético, porém com o crescimento progressivo das lesões, pode ocorrer compressão dos tratos aéreo e digestivo, aumentando consideravelmente a morbidade do quadro.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-225

TÍTULO: DOENÇA DE MÉNIÈRE DE ORIGEM METABÓLICA ASSOCIADA À DOENÇA AUTOIMUNE COM MANIFESTAÇÃO EXTRALABIRÍNTICA

AUTOR(ES): PAULO VITOR ATSUSHI TAKEMOTO, EDMIR AMÉRICO LOURENÇO

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAÍ

INTRODUÇÃO: A Doença de Ménière foi descrita pela primeira vez em 1861 e desde então vários pesquisadores buscam sua etiologia. O diagnóstico é clínico e caracteriza-se por vertigem recorrente, tinitus, perda auditiva neurossensorial flutuante e plenitude aural. Determinar o fator etiológico possibilita o planejamento terapêutico mais adequado e um melhor prognóstico. RELATO DO CASO: Gênero feminino, 69 anos, Jundiaí-SP, queixa-se de vertigem intermitente há 8 meses, com duração de alguns dias, acompanhada de sintomas neurovegetativos, tinitus e hipoacusia à direita. Referia dois episódios prévios de vertigem aos 39 e 65 anos, porém evoluiu para piora progressiva, ocasionando quedas frequentes. Hipertensa há 3 anos, apresenta alopécia areata total e exame otorrinolaringológico normal. Audiometria 2007: hipoacusia neurossensorial leve a moderada na orelha esquerda em formato de ?U? invertido; hipoacusia neurossensorial moderada a severa em todas as frequências na orelha direita. Laboratório 2009: curva glicêmica 3h = 109-201-219-185-171-86. Curva insulinêmica = 25-95-219-211-208-60. Restante dos exames laboratoriais normais. Audiometria 2010: OE=hipoacusia neurossensorial leve a moderada em ?U?invertido. OD=Hipoacusia mista severa. Eletrococleografia 2010: OE: SP/AP=26%; OD: SP/AP=64%. Curva glicêmica 3h = 123-200-238-278-266-223. Curva insulinêmica = 20-54-92-194-279-136. Triagem inespecífica para doença autoimune incluiu hemograma, VHS, fator reumatoide, mucoproteínas mostrou-se normal, bem como exames mais específicos como FAN, pesquisa de imunocomplexos circulantes e complemento total e frações. DISCUSSÃO: Investigação de doenças metabólica, autoimune e infecciosa é mandatória para afastar causas passíveis de tratamento. No caso relatado, a paciente já apresentou melhora após o início do tratamento com hipoglicemiante oral, porém persistia acentuada instabilidade. Pelo antecedente de alopécia areata total, que na atualidade é considerada uma doença autoimune, iniciou-se investigação para uma possível hidropsia endolinfática de origem autoimune da orelha interna, que resultou negativa. A pesquisa de anticorpos anti-colágeno tipo II está indisponível no Brasil. A triagem laboratorial dos pacientes suspeitos de doença autoimune da orelha interna é frequentemente negativa, sendo positiva somente em 25% dos pacientes. Caso apresente piora, pode-se realizar o teste terapêutico com corticoide e observar se existe melhora clínica e do padrão audiométrico, fato que não foi possível realizar neste caso pelas contraindicações, como diabetes mellitus e hipertensão arterial e potencial risco de complicações clínicas. CONCLUSÃO: Identificar o fator desencadeante da hidropsia endolinfática é de extrema importância na determinação da terapêutica. A doença autoimune da orelha interna deve ser considerada como fator etiológico ou associado, na presença de manifestações autoimunes sistêmicas, mesmo quando os exames laboratoriais de triagem forem negativos.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-226

TÍTULO: DOENÇA DE URBACH-WIETHE: RELATO DE CASO COM ÊNFASE NOS ACHADOS OTORRINOLARINGOLÓGICOS

AUTOR(ES): PRISCILA SEQUEIRA DIAS , LIDIA SABANEEFF, MANUELA SALVADOR MOSCIARO, FREDERICO PEREIRA BOM BRAGA, MÔNICA MAJESKI DOS SANTOS MACHADO, FERNANDO SÉRGIO DE MELLO PORTINHO

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

INTRODUÇÃO: A Lipoidoproteinose ou Doença de Urbach-Wiethe foi primeiramente descrita em 1929. É uma afecção rara  e de herança autossômica recessiva, que provoca deposição de material hialino em pele e mucosas. Seus principais sintomas são a rouquidão, lesões cutâneas e oftalmológicas. Em alguns casos podemos observar manifestações neurológicas. Há aproximadamente 300 casos relatados na literatura mundial.

OBJETIVO: O trabalho tem como objetivo relatar um caso de Lipoidoproteinose ou Doença de Urbach-Wiethe, enfatizando as suas manifestações otorrinolaringológicas .

RELATO DO CASO:  J.C.S., 38 anos, feminino, branca, moradora de Petrópolis, deu entrada  no Serviço de Otorrinolaringologia do HUGG relatando , desde os 6 meses de idade, lesões cutâneas com aspecto de múltiplas pústulas  em nádegas, face e membros associadas a ?choro fraco?.  Informa que o quadro cutâneo foi se atenuando com os anos, porém as lesões tornavam a aparecer em situações de estresse emocional . Mantém queixa de disfonia que a impede de se comunicar  pelo telefone. Negava sintomas neurológicos ou oftálmicos.Ao exame físico observa-se pele com aspecto envelhecido (infiltrada), além de anodontia (usuária de prótese dentária),  mucosa oral bastante pálida e irregular, com consistência endurecida, principalmente em língua e frênulo lingual, bem como placas verrucosas em regiões de dobra. Os vestíbulos nasais encontravam-se estreitados.

DISCUSSÃO:A Lipoidoproteinose manifesta-se na infância através do ?choro rouco? e lesões cutâneas. É uma afecção que apresenta relação com consanguinidade em 20% dos casos, é mais comum em europeus e não tem predileção por sexo. Sua etiopatogenia é desconhecida, porém estudos recentes apontam para um desequilíbrio entre a produção de colágeno I e IV. Apresenta curso crônico e benigno, tendendo a se amenizar com a idade adulta e a gestação.Os sintomas mais clássicos são a disfonia, as lesões cutâneas e a blefarose moniliforme. Em alguns casos pode haver envolvimento do SNC, ocasionando sintomas neurológicos como epilepsia.Entre os sintomas otorrinolaringológicos temos, além da disfonia, a infiltração por tecido hialino da mucosa oral, língua, frênulo, úvula, amígdalas, o que pode causar restrição na fala. O acometimento da mucosa nasal cursa com redução do diâmetro do vestíbulo nasal. Outros achados incluem: anodontia, hiperplasia gengival, parotidites recorrentes.Não há tratamento específico para o quadro. Opções terapêuticas são corticóides, D-penicilamina, dimetilsulfóxido, dermoabrasão , ressecção das lesões laríngeas e uso de laser de dióxido de carbono nas lesões em pregas vocais.

CONCLUSÃO:Trata-se de uma doença rara, de curso crônico e benigno, ainda sem tratamento específico. Pela variedade de achados, principalmente em cavidade oral e laringe, é importante que o otorrinolaringologista conheça esta afecção.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-227

TÍTULO: DOENÇAS INFLAMATÓRIAS CRÔNICAS INTESTINAIS COM MANIFESTAÇÕES NASOSSINUSAIS

AUTOR(ES): MIGUEL SOARES TEPEDINO , ADJA OLIVEIRA, MARIA DANTAS COSTA LIMA GODOY, MARCO AURÉLIO FORNAZIERI, RENATA PILAN, FÁBIO REZENDE PINNA, RICHARD LOUIS VOEGELS

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: Doença Intestinal Inflamatória crônica se refere a um grupo de doenças que acometem a mucosa intestinal. Podem cursar com alterações de todo o trato aerodigestivo, incluindo lesões orais. São divididas em duas entidades maiores: Doença de Crohn e Retocolite ulcerativa. RELATO DE CASO: CASO 1: K.F.A., 8 anos, feminino, estudante. Paciente com quadro de deformidade nasal, crostas  e atrofia de mucosa nasal desde o nascimento. Iniciou quadro de hematoquezias recorrentes e diarréia ainda quando recém nascida, e teve diagnóstico histopatológico de doença de Crohn aos 2 anos, em atividade até o momento. Foi avaliada pelo serviço de genética médica que constatou síndrome de Marshall, aos 7 anos. Em uso de infliximabe desde os 3 anos e, quando apresenta crises de hematoquezia, é tratada com ciprofloxacino. Quadro nasal estável mas com atrofia acentuada da mucosa. CASO 2: GJS, 27 anos, feminino, estudante. Iniciou na adolescência episódios de epistaxe recorrente, obstrução e ressecamento nasal, associado a quadro de trato digestivo. Foi avaliada em nosso ambulatório onde observamos nariz em sela, perfuração septal e crostas nasais. Tomografia de seios paranasais revelou pansinusopatia e, de tórax, atelectasia laminar. Gastroenterologia fez diagnóstico de retocolite ulcerativa através de exame anatomopatológico.  Está em tratamento clínico e encontra-se estável, em acompanhamento ambulatorial multidisciplinar. DISCUSSÃO: As manifestações otorrinolaringológicas das doenças inflamatórias intestinais crônicas já foram relatados na literatura. As lesões mais encontradas são descritas como edema de mucosa pobremente delimitados, ulcerações dolorosas, com margens hipertróficas, geralmente limitadas a mucosa oral. As manifestações nasais podem incluir estenoses, inflamação crônica da mucosa, perfuração de septo, modificação da pirâmide nasal, porém existem raros relatos com associação de rinite e rinossinusite crônica. Os achados patológicos combinados à ausência de outras infecções ou doenças inflamatórias granulomatosas, sem melhora com tratamento antibiótico e cuidados locais, com melhora rápida com corticosteróides sistêmicos levantam a forte suspeição de manifestação nasal de DIIC. A associação de doenças intestinais com alterações nasais não são muito freqüentes e necessitam de mais publicações para melhor entendimento. Com isso, apresentamos dois casos em que essa correlação pôde ser feita e pretendemos chamar a atenção dos otorrinos para pesquisar de forma mais abrangente pacientes com alterações nasais sem causa aparente. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A associação de doenças intestinais com alterações nasais não são muito freqüentes e necessitam de mais publicações para melhor entendimento. Pretendemos chamar a atenção dos otorrinos para pesquisar de forma mais abrangente pacientes com alterações nasais sem causa aparente.

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TRABALHO CLÍNICO

P-228

TÍTULO: É JUSTIFICÁVEL DOSAR O PTH SÉRICO INTRA-OPERATÓRIO COMO PREDITOR DE HIPOCALCEMIA EM TIREOIDECTOMIAS TOTAIS?

AUTOR(ES): CAMILA DIAS ANGELO , JULIANA ROCHA VELOSO, ADRIANO SANTANA FONSECA, NILVANO ALVES DE ANDRADE

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL SANTA IZABEL

INTRODUÇÃO: Hipocalcemia secundária ao hipoparatireoidismo é uma complicação freqüente após tireoidectomias persistindo como a principal preocupação pós-cirúrgica. Fatores peri-operatórios que identifiquem precisamente pacientes com risco de hipocalcemia são de grande interesse, permitindo altas hospitalares precoces e administração individualizada de reposição de cálcio e vitamina D. Alguns autores tem investigado o papel da determinação peri-operatória do PTH em identificar pacientes com risco de desenvolver hipocalcemia e hipoparatireoidismo após tireoidectomia total.

OBJETIVO: Analisar a dosagem do PTH sérico como preditor de hipocalcemia sintomática, em pacientes pós-tireoidectomia total.

METODOLOGIA: Três amostras de sangue periférico para determinação de cálcio total, cálcio ionizável, magnésio e PTH séricos foram colhidas dos pacientes que se submeteram a cirurgia de tireoidectomia total (tempo 0 ? pré-operatório, tempo 1 ? intra-operatório, no fechamento da pele e tempo 2 ? após seis horas de cirurgia). Cada paciente foi questionado em relação aos sinais e sintomas de hipocalcemia, além do exame físico minucioso durante todos os dias de internação.

RESULTADOS: Todos os pacientes (n = 11) foram do sexo feminino e se submeteram a tireoidectomia total. O diagnóstico patológico final foi carcinoma papilífero em cinco (45,4%) pacientes e bócio adenomatoso em seis (54,6%). Quatro pacientes (36,3%) desenvolveram hipocalcemia sintomática (pacientes 1, 6, 7 e 10), em apenas um deles as glândulas paratireóides foram removidas (paciente um ? duas glândulas removidas). Sete pacientes (63,6%), não desenvolveram sintomas de hipocalcemia apesar de, em três (pacientes 3, 4 e 11), os valores séricos de cálcio total e ionizado no primeiro dia de pós-operatório, estarem abaixo do limite inferior da normalidade. Os pacientes que desenvolveram hipocalcemia sintomática obtiveram uma média de 38.2 pg/mL nos valores de PTH pré-operatórios, 8.8 pg/mL nos valores pós-operatórios imediatos e 8.6 pg/mL nos valores após 6 horas de cirurgia (PTH sérico VN = 12 ? 72 pg/mL). Ainda para os pacientes que desenvolveram hipocalcemia sintomática, houve uma redução de 76,9 % quando comparados os valores de PTH pré e pós-operatórios e de 77,5% quando se comparou os valores pré-operatórios com os de após 6 horas de cirurgia. Nos pacientes que não desenvolveram hipocalcemia essa média foi de 41.9 pg/mL no pré-operatório, 29,2 pg/mL no pós-operatório imediato e 23.8 pg/mL após 6 horas da cirurgia, com redução geral de 30.3% quando comparados os valores pré e pós-operatórios e de 43,2% nos valores de pré e após 6 horas da cirurgia. Nos pacientes que desenvolveram hipocalcemia, a média dos valores de cálcio ionizável no pré-operatório foi de 1,25 mg/dL e de 0,98 mg/dL no 1° DPO com uma redução geral de 21,6%. Nos pacientes que não desenvolveram hipocalcemia, a média do cálcio ionizável pré-operatório foi de 1,32 mg/dL e de 1,17 mg/dL no 1° DPO correspondendo a uma redução de 11,3%.

CONCLUSÃO: A dosagem de PTH pode ser um eficiente preditor para detectar hipocalcemia sintomática em pacientes pós-tireoidectomia total, entretanto este estudo utilizou uma amostra pequena (n =11) o que torna nossos dados ainda não conclusivos.

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TRABALHO CLÍNICO

P-229

TÍTULO: EFEITO DO ENXERTO ESTENDIDO DE COLUMELA NA PROJEÇÃO E ROTAÇÃO DA PONTA NASAL ? UMA OPCAO AO DELIVERY

AUTOR(ES): CEZAR AUGUSTO SARRAFF BERGER , PIERRE FONSECA DA COSTA, ANNELYSE CRISTINE BALLIN, CAIO SOARES, MARCOS MOCELLIN

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UFPR/HOSPITAL IPO

INTRODUÇÃO: Diversas técnicas podem ser realizadas na cirurgia da ponta nasal. Pastorek et al (2005) descreveram o uso de enxerto estendido de columela, com o objetivo de projeção e definição da ponta nasal. Esta técnica através de uma mesma unidade estrutural que une os atributos de strut de columela (poste) e enxerto de ponta (escudo), inserida nas rinoplastias endonasais, por meio do delivery.

OBJETIVOS: 1) Medir o efeito do enxerto estendido, proposto por Pastorek, na projeção e rotação da ponta nasal, através de rinoplastia endonasal; 2) Validar o uso do enxerto estendido sem a necessidade de realização do delivery.

MÉTODO: Estudo prospectivo da análise da projeção (através do método de Goode) e rotação (medida pelo ângulo nasolabial) da ponta nasal de 11 pacientes submetidos à rinoplastia endonasal estrutural com a utilização do enxerto estendido de columela, sem delivery.  As medições foram realizadas em fotografias padronizadas em pefil direito, no pré-operatório e pós-operatório de 6 meses, utilizando o programa Adobe Photoshop CS3.

RESULTADOS: 11 pacientes foram submetidos a rinoplastia endonasal e uso de enxerto estendido de columela; 9 rinoplastias primárias e 2 rinoplastias secundárias. Houve aumento da projeção e rotação da ponta nasal em 100% dos pacientes.

CONCLUSÃO: O enxerto estendido de columela proposto por Pastorek é um método eficaz na melhora da projeção e rotação da ponta nasal, inclusive dando maior definição, podendo ser empregado nas rinoplastias endonasais sem a necessidade do delivery.

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TRABALHO CLÍNICO

P-230

TÍTULO: EFETIVIDADE DA TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA NA FORMA MUCOSA DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA

AUTOR(ES): BRUNO GOMES PADILHA , IGOR GOMES PADILHA, REURYANNE NASCIMENTO DA SILVA, FERNANDO DE ARAÚJO PEDROSA

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS - UFAL

INTRODUÇÃO: A forma mucosa de Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é causada principalmente pela L. braziliensis, sendo sua maior prevalência na America do Sul. Alagoas possivelmente apresenta esta espécie como a responsável pela doença. O local de predileção para localização desse parasito na nesta apresentação clínica é a mucosa nasal (90%), todavia manifesta-se também em  mucosa bucal, de faringe e de laringe. O tratamento preconizado pelo Ministério da Saúde é inicialmente o uso de Antimonial Pentavalente e posteriormente, caso não haja resposta terapêutica satisfatória, inicia-se com Anfotericina B e as Pentamidinas.

OBJETIVO: Caracterizar a medicação e o período de tratamento com cura clinica da doença.

METODOLOGIA: Avaliar as medicações utilizadas no tratamento e a duração do tratamento da LTA-mucosa no estado de Alagoas, em um período de 8 anos (2002 a 2009). Os dados foram obtidos pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAM), na Secretária Estadual de Saúde de Alagoas. Analisaram-se as variáveis medicações utilizadas no tratamento e início-término por cura da doença.

RESULTADOS: De 2002 a 2009 foram notificados e confirmados 44 casos de LTA na forma mucosa. O fármaco de primeira escolha foi o Antimonial Pentavalente (34 pacientes ? 77,2%), como segunda escolha houve o uso da Anfotericina B (4 pacientes ? 9%), outras medicações (2 pacientes ? 4%) e campos não preenchidos na ficha de notificação (4 pacientes ? 9%). Cerca de 32 (72,7%) fichas apresentavam somente o uso do Antimonial Pentavalente. Quanto aos períodos de inicio de tratamento medicamentoso e o encerramento por cura é notado que o antimonial pentavalente, utilizado como único tratamento, tem média 103,4 dias e os outros tratamentos leishmanicidas, 236,5 dias em média (p<0,028). Durante o tratamento ocorreram 4 óbitos, 2 ignorados, 1 transferência de domicilio, 

CONCLUSÃO: A terapêutica medicamentosa preconizada para tratamento da LTA-mucosa obedece às diretrizes do manual de vigilância da LTA do ministério da saúde. A droga inicialmente a administrada (Antimonial Pentavalente) apresentou um melhor prognóstico terapêutico quando comparada com outras drogas. Para LTA-mucosa, o uso do antimonial pentavalente durante 30 dias como droga de primeira escolha e seguimento clínico mostrou-se efetivo com um período de cura clinica inferior a 3 meses após o tratamento medicamentoso.

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TRABALHO CLÍNICO

P-231

TÍTULO: EFICÁCIA DA CIRURGIA ENDOSCÓPICA NASAL NOS SINTOMAS DA RINOSSINUSITE CRÔNICA

AUTOR(ES): BETTINA CARVALHO , FLÁVIA MACHADO ALVES BASÍLIO, MURILO CARLINI ARANTES, ANNELYSE CRISTINE BALLIN, DENILSON C. SZKUDLAREK, MARCO CESAR JORGE DOS SANTOS

INSTITUIÇÃO: HC/UFPR

INTRODUCÃO: a cirurgia endoscópica nasal (FESS) é atualmente o padrão ouro no tratamento da rinossinusite crônica (RNSC), associada ou não à polipose nasal, refratária ao tratamento clínico otimizado. OBJETIVO: avaliar a melhora dos sintomas da RNSC, através de um questionário dirigido. MATERIAL E MÉTODOS: estudo prospectivo, em que foram incluídos 34 pacientes submetidos a FESS durante os anos de 2008 e 2009, no serviço de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas/UFPR. Desses, 22 tinham o diagnóstico de RNSC e 12 RNSC associada a polipose nasal. Todos os pacientes foram submetidos a um questionário sobre a sintomatologia pré-operatória, comorbidades e grau de melhora dos sintomas no pós operatório, 6 meses após o procedimento. Neste questionário foram utilizados critérios clínicos maiores e menores para o diagnóstico de RNSC. RESULTADOS: a melhora percentual dos sintomas mais prevalentes no grupo com RNSC foi a seguinte: obstrução nasal 87,4%; cefaléia 80,5%; dor/pressão facial 91,6%; secreção nasal posterior 81,2%. No grupo com polipose associada, a melhora foi: obstrução nasal 76,6%; secreção nasal posterior 76,6%; hiposmia 68,7%; cefaléia 83%. Em nosso estudo encontramos uma melhora global dos sintomas de 83,74% nos pacientes com RNSC e de 80,5% nos pacientes com polipose nasal associada.CONCLUSÕES: a FESS é altamente eficiente no controle dos sintomas da RNSC, seja ela associada ou não à polipose, sendo, em nosso estudo, sua eficácia semelhante a encontrada na literatura internacional. Com relação aos portadores de polipose nasal, são necessários estudos com follow-up maior, visto que essa patologia apresenta alto grau de recorrência.

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TRABALHO EXPERIMENTAL

P-232

TÍTULO: EFICIÊNCIA DA ANAMNESE NUTRICIONAL NA DEGLUTIÇÃO EM PRESBIFÁGICOS CONFIRMADA PELA VIDEOENDOSCOPIA DA DEGLUTIÇÃO

AUTOR(ES): FÁBIO SILVA ALVES , CLÁUDIA REGINA DEL VECCHIO GABRIOTTI, GABRIELLE ALBINATI MARTINEZ, MARIANA DE SOUSA, CARLOS EDUARDO MONTEIRO ZAPPELINI, ARI DE PAULA SILVA

INSTITUIÇÃO: SANTA CASA DE CAMPINAS

O presente estudo teve como objetivo detectar alterações no mecanismo de deglutição dos idosos através da Anamnese Nutricional Específica, não sendo necessária a realização do exame de Nasofibroscopia Flexível para confirmação do diagnóstico. MATERIAIS E MÉTODOS: O estudo foi realizado com pacientes presbifágicos de ambos os sexos, média de 71 anos. Primeiramente foi realizada uma Anamnese Nutricional, adaptada com questões específicas elaboradas para detecção de distúrbios de deglutição; em seguida, os pacientes que relataram queixas foram encaminhados para a realização do exame de Nasofibroscopia Flexível, utilizado atualmente para diagnóstico clínico destes distúrbios. RESULTADOS e DISCUSSÃO: A Anamnese Nutricional Específica constatou queixas em todos os pacientes, que foram confirmadas como distúrbios pela Nasofibroscopia Flexível. CONCLUSÃO: Apesar dos resultados encontrados, não há possibilidade de utilizar a Anamnese Nutricional Específica como único instrumento para o diagnóstico de distúrbios da deglutição, pois não há como especificar quais são estes distúrbios sem as informações obtidas pelo exame Nasofibroscopia Flexível.

 

Palavras-chave: Anamnese Nutricional; Deglutição; Presbifagia; Videoendoscopia da Deglutição.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-233

TÍTULO: ENCEFALOCELE INTRANASAL EM ADULTO ?MASSA NASAL UNILATERAL

AUTOR(ES): DENISE BARREIRO COSTA , ALINE PIRES BARBOSA, MARCO AURÉLIO TOMIYOSHI ASATO, RICARDO CASSIANO DEMARCO, EDWIN TAMASHIRO, FABIANA CARDOSO PEREIRA VALERA, WILMA TEREZINHA ANSELMO-LIMA

INSTITUIÇÃO: DEPARTAMENTO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO, USP

INTRODUÇÃO: Encefalocele e meningoencefalocele são raras em adultos. Os principais sintomas são obstrução ou congestão nasal unilateral, rinorréia hialina ou aquosa unilateral e meningites recorrentes. Alguns pacientes podem ter crises convulsivas, cefaléia ou ainda ser completamente assintomáticos.

OBJETIVO: Descrever o caso de paciente que foi diagnosticada com meningoencefalocele aos 52 anos.

RELATO DO CASO: Paciente feminina de 52 anos relatava história de obstrução nasal à direita há 10 anos. Referia  também descarga nasal clara intermitente, principalmente na narina  direita, hiposmia e episódios de cefaléia. Negava antecedente pessoal de meningite, trauma, cirurgia nasal ou crises convulsivas.

Ao exame apresentava  massa polipóide branca à rinoscopia anterior, grande, branca e preenchendo completamente a fossa nasal direita. Ao redor da massa havia um fluido claro e não pulsátil. Não apresentava déficit neurológico.

A endoscopia evidenciou a massa nasal com as mesmas características  descritas na rinoscopia anterior. A tomografia computadorizada (TC) demonstrou uma massa originando-se no teto do seio etmoidal direito em continuidade com lâmina cribiforme. A ressonância nuclear magnética (RNM) em T2 revelou lesão expansiva cística e com fluido de densidade semelhante ao líquor. Com o diagnóstico pré-operatório de meningocele a paciente foi submetida à cirurgia.

DISCUSSÃO: Encefalocele é uma herniação do conteúdo intracraniano através de um defeito na base do crânio. Pode conter apenas meninges ou também parênquima cerebral. Sua etiologia pode ser espontânea, traumática, congênita ou secundária à hipertensão intracraniana. 

Apresenta-se como  massa azulada, macia e compressível, pulsátil, que sofre transiluminação e aumenta de volume com o choro. Geralmente são lesões extensas, cujo diagnóstico é feito durante a primeira infância, não sendo lembradas como diagnóstico inicial no adulto. Quando lesões unilaterais são detectadas em adultos, o diagnóstico diferencial deve incluir pólipo nasal, tumores e papiloma invertido. 

O diagnóstico deve ser suplementado pela imagem incluindo TC e RNM. A TC é o melhor exame para avaliar o defeito ósseo do teto nasal. Também pode ser útil para delinear a encefalocele e precisar a posição e a extensão do defeito ósseo no crânio. A RNM é o exame padrão ouro para encefaloceles, evidenciando a continuidade da lesão nasal com o parênquima cerebral. Como a encefalocele pode mimetizar massa nasal, avaliação acurada através  de imagem, antes da cirurgia, pode evitar procedimentos iatrogênicos.

CONCLUSÃO: Encefaloceles e meningoencefaloceles são raras em adultos e a maior parte dos pacientes não apresentam manifestações neurológicas. Uma vez que esses casos podem se apresentar inicialmente à otorrinolaringologistas devido principalmente à queixa de obstrução nasal, esses profissionais devem estar atentos à essa rara patologia a fim de evitar manejo incorreto e atraso no tratamento.

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RELATO DE CASO (APENAS APRESENTAÇÃO COMO PÔSTER)

P-234

TÍTULO: ENFISEMA CERVICAL ESPONTÂNEO - RELATO DE CASO

AUTOR(ES): MÁRCIO CAVALCANTE SALMITO , LISANDRA MEGUMI ARIMA, LEANDRO CASTRO VELASCO, RUI ORTEGA FILHO, ANTONINI DE OLIVEIRA E SOUSA, FÁTIMA REGINA ABREU ALVES

INSTITUIÇÃO: HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO: Enfisema Cervical Subcutâneo é uma entidade incomum com diversas etiologias possíveis e é usualmente auto-limitada. Algumas vezes é resultado de uma injúria não percebida pelo paciente ou resulta de uma lesão alveolar. Nós reportamos um caso não usual.

RELATO DO CASO: Paciente masculino, 47 anos, professor e contador iniciou quadro de dor de garganta isolada que evoluiu após um dia com odinofagia e disfonia. No terceiro dia, apresentou piora da dor à deglutição associado a desconforto respiratório, quando procurou serviço de pronto-atendimento de Otorrino do Hospital do Servidor Público Municipal apresentando taquipnéia e disfonia. Negava traumas, crises de tosse, grandes esforços vocais ou outros possíveis desencadeantes do quadro. Apresentava ao exame físico temperatura normal, taquipnéia e creptação à palpação cervical em toda área anterior do pescoço. Foi realizada nasofibroscopia flexível que mostrou hiperemia e edema em prega vocal direita, não sendo possível realização de telelaringoscopia por reflexo nauseoso. O paciente foi internado para cuidados com via aérea, e iniciados jejum, cabeceira elevada, repouso de voz, hidrocortisona e clindamicina. Radiografia de Tórax revelou-se normal, TC de pescoço evidenciou ar em espaço subcutâneo de região cervical anterior, endoscopia mostrou hérnia de hiato e broncoscopia mostrou-se sem alterações traqueo-brônquicas. Estes últimos exames endoscópicos confirmaram lesão de prega vocal direita, já vista à nasofibroscopia flexível. O paciente evoluiu sem dispnéia, com melhora progressiva dos sintomas, e teve alta assintomático e sem alterações ao exame físico no quinto dia de internação.

DISCUSSÃO: Ar pode chegar ao espaço subcutâneo cervical por cirurgia, endoscopia ou ventilação mecânica1. Também pode advir de trauma cervical contuso ou penetrante ou perfuração por corpo estranho de boca, faringe, laringe ou traquéia, bem como decorrente de entubação traumática ou extração dentária2,3,4. O ar cérvico-facial então se dissemina livremente ao longo dos planos fasciais, atingindo o mediastino, tórax e mesmo o abdome5

O termo espontâneo é usado para diagnosticar pneumomediastino e enfisema cervical sem causa óbvia atribu